Departamento de Justiça dos EUA aprova fusão de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros. Discovery

A histórica aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Global deu um passo gigantesco. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) aprovou oficialmente o negócio. De acordo com informações do Deadline, o acordo está avaliado em US$ 110 bilhões e, segundo fontes de bastidores, a Paramount não precisou fazer concessões significativas para obter o sinal verde das autoridades federais.

Em um comunicado oficial, um porta-voz da Paramount celebrou a decisão: “Somos gratos pela análise criteriosa realizada pelo Departamento de Justiça, bem como pelo trabalho das demais agências reguladoras que concluíram suas avaliações e concederam aprovação até o momento. Esta é uma operação pró-competitiva, que resultará em uma empresa mais forte e melhor posicionada para competir com as grandes plataformas de tecnologia em um setor cada vez mais disputado por audiência, talentos, tecnologia e investimentos”.

A empresa ainda destacou que segue totalmente focada em concluir a transação o mais rápido possível para entregar os benefícios do acordo aos consumidores, criadores de conteúdo e à indústria do entretenimento.

Apesar da aprovação federal, o caminho para a fusão ainda não está totalmente livre de obstáculos. Procuradores-gerais da Califórnia, de Nova York e de outros estados norte-americanos avaliam a possibilidade de abrir uma ação antitruste para tentar barrar a união, que criaria um dos maiores conglomerados de mídia do mundo.

O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, reforçou que o negócio não está concluído e continua sob investigação estadual.

“A fusão da Warner Bros com a Paramount ainda não está fechada e continua sob investigação pelo meu escritório”, escreveu nas redes sociais.

Ainda assim, o CEO da Paramount, David Ellison, e sua equipe mantêm a meta de finalizar a aquisição até 30 de setembro. Caso o prazo não seja cumprido, a companhia se comprometeu a pagar aos acionistas uma taxa compensatória diária de vários milhões de dólares.

Enquanto isso, no cenário internacional, reguladores do Reino Unido e da União Europeia iniciaram análises mais aprofundadas sobre os impactos concorrenciais, e a autoridade britânica de concorrência abriu uma investigação formal que pode se estender por até cinco meses.

A bilionária transação, que começou a ganhar os holofotes em fevereiro, quando a Paramount venceu uma disputa acirrada contra a Netflix para comprar a Warner, também vem enfrentando forte resistência política. A senadora norte-americana Elizabeth Warren criticou duramente a aprovação do órgão federal:

“Esta é uma péssima notícia para todos os americanos que não querem que bilionários alinhados a Trump controlem o que assistem e quanto pagam por isso. A fusão entre Paramount e Warner Bros. está cercada por suspeitas de favorecimento e tráfico de influência. Esta batalha ainda não acabou”, afimrou.

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José Guilherme
Jornalista e redator apaixonado por cinema, séries e animes, sempre em busca de boas histórias para contar e compartilhar.

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