O cineasta James Cameron, nome por trás de fenômenos históricos como ‘Avatar’ e ‘Titanic’, posicionou-se em relação a um dos movimentos mais fortes de Hollywood nas últimas décadas: a aquisição da Paramount pela Warner Bros. Discovery em um acordo avaliado em US$ 111 bilhões.Em meio a um clima de incerteza na indústria, Cameron reforçou seu apoio à transação, declarando abertamente: “Eu apoio. Sei que é controverso”.
De acordo com informações do portal The Wrap, a base do apoio de Cameron reside na figura de David Ellison, CEO da Skydance (que lidera a nova estrutura da Paramount). Para o diretor, Ellison possui o perfil necessário para gerir o impacto dessa megafusão.
“Conheço bem o David. E sei que ele realmente se importa com cinema. Ele é um contador de histórias nato e pensa como um produtor empreendedor da velha guarda, alguém que ama contar histórias e produzir grandes espetáculos. Ele é a pessoa certa para liderar um grande estúdio, e agora parece que ele terá dois sob seu comando, o que não me incomoda nem um pouco”, disse Cameron.
A relação entre Cameron e Ellison é de longa data, tendo colaborado em ‘O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio’. Além disso, o diretor foi um dos principais defensores da Paramount durante a disputa anterior com a Netflix, que teria oferecido uma proposta de US$ 83 bilhões pela Warner no ano passado.
Na época, o cineasta afirmou: “Acho que a Paramount é a melhor escolha. A Netflix seria um desastre. Desculpa, Ted [Sarandos], mas… ele já disse que o cinema está morto”.
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Apesar do otimismo de Cameron, o acordo enfrenta uma resistência feroz de uma ala influente da indústria. Nomes de peso como Pedro Pascal, Florence Pugh, Edward Norton, J.J. Abrams, David Fincher, Jason Bateman, Kristen Stewart, Emma Thompson, Ben Stiller e Lin-Manuel Miranda encabeçam uma lista de mais de 2.000 profissionais que assinaram uma carta aberta exigindo a investigação e o bloqueio imediato do negócio.
O documento manifesta o temor de que a concentração de poder nas mãos de poucos conglomerados sufoque a criatividade e a pluralidade:
“Estamos profundamente preocupados com sinais de apoio a essa fusão que priorizam os interesses de um pequeno grupo de grandes investidores em detrimento do bem público. A integridade, independência e diversidade da nossa indústria seriam gravemente comprometidas. A concorrência é essencial para uma economia saudável, e para uma democracia saudável também”, diz a nota.

