Conforme reportado pela Variety, o novo longa-metragem de Luca Guadagnino (‘Me Chame Pelo Seu Nome’) procura um novo lar para ser lançado nos cinemas após a Amazon MGM Studios decidir não seguir em frente com a aquisição.
Intitulado ‘Artificial’, o drama é centrado no CEO da OpenIA, Sam Altman, que é interpretado por Andrew Garfield, enquanto Ike Barinholtz interpreta o magnata bilionário Elon Musk. Os direitos de lançamento do filme foram rejeitados pelo estúdio poucos meses depois de anunciar um investimento de US$50 bilhões na empresa de Altman como parte de uma parceria plurianual em nuvem. A Amazon disse que acredita que o projeto terá “melhor serventia” com outra companhia e que está trabalhando com os realizadores para encontrar um novo lar.
Em meio a isso, a Focus Features, a Clockwork (subsidiária da Warner Bros.), a A24 e a Netflix também desistiram da disputa. O longa, inclusive, foi exibido para um grupo de potenciais distribuidores nos últimos dias, mas rumores de que o filme retrata Altman como um mentiroso compulsivo e Musk como alguém extremamente antipático podem tê-los afastado em virtude de conflitos de interesse. A A24, por exemplo, é apoiada pela Thrive Capital de Josh Kushner, que detém um assento no conselho e está entre os maiores e mais influentes investidores da OpenAI – levando os executivos do estúdio a agir com mais cautela e evitar problemas.
O interesse inicial da A24 até mesmo atraiu comentários irônicos nas redes sociais, com vários internautas criticando direta ou indiretamente o fato do estúdio, considerado um dos mais renomados da atualidade, investir em uma companhia de inteligência artificial.
que a a24 é pró-ia eu já sabia, mas a parte do kushner não https://t.co/YdlLGcfy7Z
— bella (@margotroebbie) June 21, 2026
O povo usando isso como oportunidade pra atacar o Luca e não vendo que todas essas empresas tem rabo preso com investimento em inteligência artificial YOU ARE UNDER SPELLS https://t.co/vp1IeCZaoT
— garbobee (@beijoamador) June 21, 2026
duvido q não querem comprar pq assistiram kkkk eh pq querem boas relações com IA msm
— lice (@aliceeedlima) June 22, 2026
a24 getting exposed as a kushner backed pro AI company…. film twitter can‘t have anything these days pic.twitter.com/YXRp6JtW1B
— josh o‘connoisseur (@amadeusboi) June 21, 2026
“A A24 sendo exposta como uma empresa pró-IA apoiada por Kushner… O ‘film twitter’ não pode ter nada hoje em dia”.
People think they’re a real studio. They aren’t. They’re a company who buys films from all over the world many don’t want. They don’t produce their own films.
— Gavin Newsom 2028 (@AllAmericanPink) June 21, 2026
“As pessoas acham que [a A24] é um estúdio de verdade. Não é. É uma companhia que compra filmes ao redor do mundo que muitos não querem. Eles não produzem os próprios filmes”.
A(I)24 major sellout
They haven’t released anything interesting since Challengers— tabula rasa 🏳️🌈 (@braindeadbasil) June 21, 2026
“A(I)24 é uma grande vendida. Eles não lançaram nada interessante desde ‘Rivais’“.
Vale lembrar que a NEON e a MUBI estão analisando a possibilidade de adquirir o projeto.
‘Artificial’ chega em um momento de ebulição, com o término do julgamento real entre os magnatas previsto para este mês. Contudo, a recepção interna pode ser tensa: fontes indicam que nem Altman, que possui parcerias bilionárias com a Amazon via OpenAI, nem Musk são retratados de forma simpática na trama.
Embora Garfield e Barinholtz liderem o elenco, o grande destaque das exibições de teste é Yura Borisov (indicado ao Oscar por ‘Anora’). Ele interpreta Ilya Sutskever, o idealista da operação e descrito como o personagem que “mais sofreu” na história real. Além deles, Cooper Hoffman e Jason Schwartzman completam o longa.
O longa é escrito por Simon Rich (Saturday Night Live), o texto traz um tom satírico e diálogos densos, distanciando-se dos dramas anteriores de Guadagnino.
‘Artificial’: Novo longa de Luca Guadagnino é descrito como “A Rede Social da era da IA”
Com um orçamento de US$ 40 milhões, ‘Artificial’ vem sendo descrito pelo World of Reel como a versão definitiva sobre o “boom” tecnológico atual. A montagem atual possui cerca de 2h30 e foca no choque de egos e na ética questionável de uma indústria que se move em velocidade vertiginosa.




