A ideia por trás da coluna As Piores Ideias para Filmes – que chega agora à sua segunda edição (você confere a primeira abaixo no link) – não é debater se tais filmes são bons ou ruins. Temos certeza que muitos deles possam ter seus fãs. Afinal, até mesmo o pior filme do mundo encontrará algum defensor. O lance é analisar o quão estranhas, para não dizer bizarras e non sense, são as tramas de determinados filmes, que nos deixam pasmos de saber que realmente foram em frente e terminaram produzidos e lançados nos cinemas. É o caso daquela ideia de jerico que você conta para o seu amigo e ele pensa automaticamente que é uma má ideia. Pois bem, em Hollywood sempre tem alguém para acreditar que pode dar certo. Bem, o que podemos dizer é que nestes casos praticamente nunca dá. Confira abaixo as Piores Ideias para Filmes da Década de 2000.

Leia também As Piores Ideias para Filmes da Década de 90

O Filho do Máskara

Sem Jim Carrey na sequência, a “solução” foi apelar (e muito) para o clima de desenho animado.

“Um filme do Máskara sem Jim Carrey? Não, obrigado”. Foi o que a maioria dos fãs e a maior parte do público pensou da ideia de uma continuação do querido O Máskara (1994), sensação de crítica e bilheteria que ajudou a consolidar os efeitos especiais de computador e a carreira de Jim Carrey em Hollywood. O Máskara é Carrey, qualquer outra coisa sofreria em comparação. Assim, além de “fazer errado” com um segundo filme sem Carrey, ainda foram adicionados personagens sem carisma e graça, transformando O Filho do Máskara, de 2005, num longa infantil e praticamente um cartoon sem qualquer identificação humana. Desta forma, o filme viveu para se tornar o 10º pior filme de todos os tempos no IMDB.

Eu os Declaro Marido e… Larry

Piada de mau gosto. Filme de Adam Sandler estimula a rir do preconceito contra casais gays.

O título aqui bem que poderia ser “Homofobia – O Filme”! Que as produções de Adam Sandler muitas vezes tendem a cruzar a linha do aceitável recaindo no mau gosto completo não é novidade. Piadas grotescas, tiração de sarro com deficiências físicas e mentais, sexo com idosas, entre outras, estão no repertório do comediante. Mas talvez nenhum outro filme de seu acervo tenha envelhecido tão mal quanto este Eu os Declaro Marido e… Larry, de 2007. A história fala sobre dois bombeiros machões precisando se fingir de casal gay a fim de dar um golpe na seguradora e receber a pensão de um deles. O principal problema aqui é que o filme trata a homossexualidade como algo repugnante, ridículo e hilário, errando feio na mensagem.

Halloween – Ressurreição

Beijo da morte. Jamie Lee Curtis encontrou um jeito de se livrar deste filme…

Nem dá para acreditar que após o ótimo reboot Halloween H20 (1998), os produtores decidiram fazer isso! Antes mesmo de sermos apresentados à trama principal deste filme de 2002, temos Michael Myers finalmente despachando Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) de uma vez por todas, e de uma forma bem anticlimática. Assim, já começando errado. Depois, percebemos que o início não era tão ruim assim por comparação, ao nos depararmos com uma história tão idiota e que rapidamente ficou datada. Esse era o início do estilo found footage e também dos reality shows. Aqui, matando dois coelhos com uma cajadada só, a história mescla estes dois elementos em sua trama. Produtores “geniais” de um programa de TV decidem realizar um reality dentro da casa de Michael, com um dublê para assustar os participantes. E é claro que o verdadeiro Myers dá as caras. Para completar a cereja no bolo, quem poderia esquecer a cena de kung fu, quando Busta Rhymes dá um golpe no assassino? Coisa dos Trapalhões.



Maluca Paixão

Bullock vive uma mulher desequilibrada perseguindo um homem (Cooper) pelo país. Quem achou uma boa ideia?

Lançado em 2009, este foi o filme infame que rendeu para a protagonista Sandra Bullock um muito merecido “Framboesa de Ouro” como a pior atriz do ano, na noite anterior de sua consagração máxima no Oscar por Um Sonho Possível. Não sabemos realmente aonde a estrela estava com a cabeça na hora que aceitou protagonizar esta “comédia romântica” sobre uma mulher mentalmente desequilibrada, perseguindo um câmeraman da CNN (papel de Bradley Cooper) pelos EUA por acreditar que ele é seu verdadeiro amor. Detalhe, o sujeito nada quer com ela. Este é outro que poderia mudar de título para “Assédio – O Filme”. Uma “graxinha”.

Ligado em Você

Irmãos siameses são protagonistas de outro filme politicamente incorreto dos irmãos Farrelly.

Assim como Adam Sandler, os irmãos Farrelly sempre conduziram sua carreira como diretores utilizando muito humor politicamente incorreto. Quando migramos para uma era onde ofensas não são mais engraçadas ou aceitáveis, numa época politicamente correta, tais longas tornam-se rapidamente obsoletos. É o caso com este Ligado em Você, de 2003, estrelado por Matt Damon e Greg Kinnear (com participação de Eva Mendes e Cher), que baseia todo seu repertório de piadas em cima da condição dos protagonistas, gêmeos siameses ligados pela cintura e costas. Podemos até dizer que a intenção foi demonstrar a possibilidade de uma vida normal para pessoas assim, que é uma mensagem até positiva, mas o filme simplesmente não é engraçado – o que se torna mortal para uma comédia.

A Gostosa e a Gosmenta

Não, não é este tipo de filme com a Paris Hilton. É ainda pior…

A ideia sem noção aqui nem é ter a patricinha dublê de atriz Paris Hilton como protagonista. E sim ter uma história que tem o coração totalmente no lugar errado. A trama é bobinha e básica, e fala sobre a personagem de Hilton aceitando sair um rapaz apaixonado por ela com a condição de que o sujeito arrume um pretendente para sua melhor amiga June, uma jovem, digamos, desprovida de beleza física. Mais uma vez, este é outro filme cujas piadas incorretas estão unicamente focadas na forma física da tal amiga, que até é uma boa pessoa, enquanto a futilidade da Barbie humana Hilton é tratada como recompensa e privilégio. O detalhe é que a atriz por baixo da maquiagem é a bela Christine Lakin. Por essas e por outras, este filme de 2008 é o número 7 dos piores de todos os tempos no IMDB.

Inspetor de Saúde

Larry the Cable Guy vestido de Carmem Miranda. É hilário, certo?

Esse é mais um membro do grupo “não acredito que deram um filme para esse cara”. Assim como o citado Carrot Top na matéria das piores ideias dos filmes dos anos 90, aqui temos um comediante stand up que fez certo sucesso em suas apresentações portando um estilo, digamos, excêntrico. Larry the Cable Guy, ou “Larry, o instalador de TV a cabo”, é exatamente o que o nome descreve, um sujeito meio caipirão que fazia parte de um grupo de humoristas autointitulados proletários. Ou seja, sujeitos simples que tiravam de situações cotidianas da classe baixa branca (o chamado “white trash”) a graça. Pode ter funcionado nos palcos, mas não significa que funciona no cinema. Porém, não foi impedimento para produtores o colocarem para estrelar seu próprio filme. Piorando a situação, este filme de 2006 o coloca para ser inspetor sanitário de uma grande cidade, em busca da fonte uma contaminação alimentícia. Tinha como dar certo?



S.O.S. do Amor

A musa teen Amanda Bynes deu com os burros n’água e terminou sumindo.

Sabemos só de olhar para certos cartazes de filmes, trailers ou simplesmente ler sua sinopse, o que irá funcionar ou não. Quais ideias são simplesmente ruins demais para vingar. A jovem Amanda Bynes certamente já viu dias mais ensolarados em sua carreira. Ela teve seu próprio programa de TV ainda na adolescência (alguns na verdade) e inclusive estrelou alguns filmes “apresentáveis” no cinema. Mas este longa de 2005 é nível sorvete na testa. Se liga nesta trama: Bynes interpreta uma fã apaixonada por um cantor de rock, a quem tem a chance de conhecer num resort. Num passeio de barco, o pior acontece e os dois terminam náufragos numa ilha deserta. É A Lagoa Azul? É Náufrago? Não, é o dia de folga do cérebro de algum roteirista. Acontece que a garota descobre que a tal ilha nada mais era do que uma praia um pouco mais distante do resort, mas recusa-se a contar a verdade para seu crush, na esperança que possam ficar mais tempo a sós. É abuso psicológico em forma de romance. Não é lindo?

A Centopeia Humana

Uma cena edificante da sétima arte…

O título deste filme de 2009 já diz tudo. Unicamente recomendado para os que curtem nojeiras, cenas repugnantes, que tenham curiosidade mórbida e afins, o filme foi banido de vários países, rapidamente entrando na lista negra como um dos filmes mais polêmicos e perturbadores dos últimos anos. É também um dos mais desprezíveis. A história do filme pega carona no subgênero dos torture porn e conta sobre duas amigas perdidas no caminho de uma festa, se deparando com uma casa onde decidem parar para pedir ajuda. No local, para azar das moças, elas cruzam caminho com um cientista louco, que as sequestra. Após ter raptado mais um rapaz, ele decide realizar seu experimento detestável: costurar o trio, de cabo a rabo (literalmente). Será que esta atrocidade possui fãs? Eu não me espantaria.

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Penelope

Nariz de tomada. Christina Ricci vive “a bela e a fera” num só personagem.

A atriz Reese Witherspoon se tornou também uma produtora de respeito na indústria de Hollywood, com sua companhia Hello Sunshine. É dela a produção de séries elogiadas como Big Little Lies, The Morning Show e Pequenos Incêndios por Toda Parte, e filmes como Garota Exemplar e Livre. Mas voltando para 2006, encontramos a primeira vez que a atriz produziu um filme por completo. E a escolha foi por Penelope, uma espécie de A Bela e a Fera feminino, que soa como adaptação de um livro, mas é uma história original. Penelope é uma jovem rica e amaldiçoada com um nariz de porco (?!), o qual ela esconde com panos e xales. Sua condição irá se reverter assim que encontrar o verdadeiro amor que a aceite como ela é. Igualzinho ao clássico da Disney, mas trazido para os tempos atuais de uma forma, digamos, suína. Ganha ou não ganha o prêmio WTF? Ah sim, quem interpreta esta gracinha oinc-oinc é Christina Ricci.

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