Para cada série boa que continua no ar, existem provavelmente outras 10 séries ruins que já ficaram esquecidas entre os excessos do Peak TV. Algumas vezes, elas surgem de ideias que já eram questionáveis desde o início. Outras vezes, são o resultado de uma execução problemática apesar de, no papel, apresentarem potencial.

Por isso, acreditamos que conhecer o processo fracassado de programas de TV que foram rechaçados pela crítica e pelo público é essencial para que possamos compreender melhor o cenário atual da televisão. Pensando nisso, o CinePOP resolveu investigar e apresentar quais são as séries com a pior avaliação segundo o Metacritic. 

Para esta lista, consideramos apenas as séries criadas e exibidas a partir do início do século, em 2001, já que muitas produções das décadas anteriores seguiam outros protocolos e outras determinações. Com vocês, as piores ideias que a televisão já teve nos últimos 20 anos.

Truth be Told (2015)

Truth Be Told (NBC), 2015-2016

Comédia da NBC, a série com Mark-Paul Gosselaar trazia a história de dois melhores amigos e vizinhos, que compartilham suas ideias e experiências sobre sexo, romance, etnias e rotinas. Apesar do elenco competente, a série foi criticada por não abordar os assuntos políticos que propunha de forma mais enfática, e é um exemplo de uma boa ideia com má execução. Durou apenas uma temporada.



Dr. Ken (2015)

DR. KEN

Apesar do ótimo Ken Jeong, deCommunity, como protagonista, esta série sobre um médico com problemas para se comunicar e suas rotinas em casa e com os pacientes não convenceu. Segundo a crítica, isso foi porque não trazia elementos que são essenciais para comédias familiares: humor e coração.

Hawaii (2004)

Prometendo mostrar “o lado obscuro do paraíso”, este procedural da NBC girou em torno de detetives investigando a cena do crime na Ilha do Havaí. A série veio antes do reboot de ‘Hawaii Five-0’, lançado em 2010, e a única coisa remotamente interessante sobre ela era o cenário mesmo.

Insatiable (2018)

Insatiable (Netflix)

Sim, temos Netflix no ranking! 

A comédia acompanha Patty, uma adolescente que recebe ajuda para vencer um concurso de beleza após ter passado a infância sofrendo bullying por causa do seu peso. A série foi bastante criticada antes mesmo da estreia, pela sátira deselegante que apenas reforça estereótipos. Ainda assim, foi renovada para a segunda temporada. Pois é!



Killer Instinct (2005)

Descrito como uma tentativa de superar CSI no “gore”, o procedural do canal Fox retratou o dia-a-dia da Unidade de Crimes Depravados de São Francisco. A autora Gillian Flynn, então crítica da Entertainment Weekly, afirmou que essa era a “melhor pior série da TV”, e outros explicaram que o programa era tão obcecado pelo “choque” que se esqueceu de criar uma história minimamente interessante.

Modern Men (2006)

Esta comédia do extinto canal WB trazia três homens solteiros em seus vinte e poucos anos tentando melhorar suas vidas amorosas através de um life coaching. Além de uma proposta pouco animadora, a série foi descrita como “estúpida, irritante e uma recauchutagem de outras incontáveis sitcoms estúpidas, irritantes e nada originais da WB” pelo renomado crítico de televisão Tim Goodman.

10.5: Apocalypse (2006)

Esta foi uma minissérie em duas partes do canal NBC, que trazia uma trama sobre vários abalos sísmicos de proporções catastróficas que estariam ameaçando a vida na Costa Oeste dos Estados Unidos. Os analistas criticaram o excesso risível de clichês, o roteiro mal elaborado, as atuações ruins e a histeria generalizada. Pelo jeito, não sobrou nada de bom. 

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October Road (2007)

O drama do canal ABC conta a história de um jovem escritor que retorna à sua cidade natal pela primeira vez depois de uma década, e descobre que seus antigos amigos não gostaram muito de terem sido usados como material para seus livros. Apesar da sinopse ser de uma série da CW (estou falando com você, ‘Hart of Dixie’! Saudades!), ela rejeitou os melhores clichês do gênero, e se tornou apenas um amontoado de arcos previsíveis, pouco inspirados e sem carisma. Apesar disso, foi renovada e teve duas temporadas!

The Game (2007)

Meio comédia, meio drama, a série contava a história das esposas e namoradas de jogadores profissionais de futebol, e como elas usam suas próprias habilidades para conseguir os melhores contratos para eles. Trata-se de um spin-off de ‘Girlfriends’, e a crítica não gostou nada do derivado, que ficou devendo em carisma e inovação. Mas o público não teve a mesma opinião, e a série durou três temporadas na CW. Depois disso, foi resgatada pelo canal BET, em que ficou no ar até 2015.

Do Not Disturb (2008)

A sitcom pretendia contar a rotina dos funcionários de um hotel outrora bastante popular de Nova York. O programa com Niecy Nash, Jesse Tyler Ferguson e Jerry O’Connell  foi descrito como uma mistura insana de piadas óbvias, politicamente incorretas e histéricas, e teve uma vida curta: foi cancelado após três episódios.

Knight Rider (2008)

Knight Rider (2008)

Sequência da série homônima de 1982 (conhecida no Brasil como ‘A Nova Super Máquina’), gira em torno de KITT, o carro com inteligência artificial capaz de hackear qualquer sistema, que usa nanotecnologia para se transformar em outros veículos e combater o crime. Na história, um agente do FBI e uma jovem buscam pelos culpados que querem a todo custo usar KITT para o mal. 



A crítica afirmou que o remake era cafona e que os humanos eram ofuscados pelos efeitos de computação gráfica, o que não era um bom sinal. Mas o fato de se manter fiel à breguice da história foi visto como um sinal positivo. A série ficou no ar por quatro temporadas. 

Cavemen (2007)

Cavemen

Esta comédia já começou com uma ideia bastante peculiar: a inspiração foram alguns comerciais da GEICO. Na história, os Homens de Neandertal não foram inteiramente substituídos pelo Homo sapiens sapiens, e três deles dividem um apartamento e tentam levar uma vida comum no mundo moderno. Infelizmente, nada dessa ideia incrível deu certo, e o resultado embaraçoso ficou no ar na ABC apenas por sete episódios.

Work It (2012)

Work It

A sitcom da ABC girava em torno de dois vendedores de carros desempregados que resolvem fingir que são mulheres para trabalharem como representantes comerciais de uma farmacêutica. Pois é, se essa convenção de gênero já era ultrapassada antes, nesta série o resultado não foi diferente: apenas um amontoado de ofensas e constrangimento que ficou no ar por uma temporada.

Stalker (2014)

Stalker

O drama criminal da CBS com Maggie Q e Dylan McDermott tratou da história de vítimas de stalking, e da unidade de investigação da Polícia de Los Angeles responsável pelos casos. Uma tentativa de manter o público de ‘Criminal Minds’ ligado no canal, a série fez jus à fama da emissora e seguiu reproduzindo estereótipos sexistas dentro de fórmulas ultrapassadas, violentas e previsíveis. 

Dads (2013)


A comédia “campeã” desta lista é da Fox, e gira em torno das vidas de dois bem-sucedidos cofundadores de uma companhia de videogames. Suas rotinas viram de cabeça para baixo quando, de uma hora para outra, os pais de cada um deles precisam se mudar para suas casas.

Além da falta de originalidade, muitos críticos escreveram que a série parecia mais uma “tarefa de casa feita de forma ressentida por todos os envolvidos”, e apontaram que todos os personagens são igualmente desagradáveis e irritantes. Além disso, as piadas infantilizadas em uma tentativa de ofender a audiência são cansativas e problemáticas, a ponto de envolver racismo e sexismo — esse combo que de engraçado nunca teve absolutamente nada. 

 

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