Sinopse: Madeline é uma atriz de quarenta anos que começa a ensaiar para uma peça. Ela é solteira e está obcecada em ter um filho antes que chegue à menopausa.

Quem tiver um pingo de objetividade como filosofia de vida não deve entrar em uma sessão em que esteja exibindo Atrizes (Atrices). Franceses não são conhecidos por ser um povo prático, já que adoram discussões intermináveis e por vezes inúteis. Atores também não são lá muito práticos, com exercícios de palco que são inteligíveis e parecem sandices para os leigos. Agora imagine, caro leitor, o que é um filme francês em que a maioria dos personagens são atores…


A protagonista está muito obcecada pela ideia de ter um bebê. Ela apela para todas as maneiras possíveis de conseguir seu objetivo e, por vezes, suas tentativas desesperadas chegam a ser engraçadas. Conforme o filme avança, percebemos que ela está tendo problemas mentais por causa desse plano mal-fadado. Aí é que as coisas começam a ficar chatas, já que Madeline começa a atrapalhar a vida de várias pessoas por causa da idéia fixa de gravidez. A menos que o espectador faça um esforço para identificar a protagonista com outra mulher solteirona desmiolada, a empatia é impossível.

Para fazer companhia a Madeline no manicômio, outros personagens também revelam suas extravagâncias. A mãe dela faz declarações excessivamente íntimas durante uma aula de inglês, o diretor da peça tem surtos de autoritarismo, a assistente dele também tem suas próprias ideias fixas… É um tentando ser mais louco que o outro.
Tudo que se pode dizer é que gostar de Atrizes é um desafio.

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Crítica por:
Edu Fernandes

 

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