O Auto da Compadecida

Se você queria a prova de que Cinema Brasileiro também rima com qualidade (o que já foi provado há muito tempo) e diversão, eis o seu filme. “O Auto da Compadecida” é uma das grandes comédias já feitas no cinema nacional, com um elenco impagável e impecável e uma história que agradará à todos.

Acompanhamos as aventuras de João Grilo e Chicó, dois malandros de primeira que se metem em situações pra lá de enroscadas para conseguir dinheiro e se dar bem. Esse fiapo de história gera cenas engraçadíssimas, até culminar no final (o “julgamento”), a melhor parte do filme e um das mais engraçadas também.

O elenco, um dos melhores já vistos num filme nacional, conta com Matheus Nachtergale no papel de João Grilo e Selton Mello no papel de Chicó. Com certeza, os dois formam a dupla mais afiada e cômica de toda a história do cinema brasileiro. Suas interpretações são excelentes e são a alma do filme. Há ainda a presença de Fernanda Montenegro, pra variar dando um show, no papel da Virgem Maria e de Marco Nanini como o líder dos cangaceiros. Outros nomes do elenco como Denise Fraga (fazendo rir como poucas atrizes conseguem), Diogo Vilela, Lima Duarte e Luis Melo completam o timão de atores do filme.

O filme é uma versão da minissérie de 1999, já que foi editado da TV para o cinema. Essa edição torna o filme tão ágil e tão rápido que às vezes nos encontramos perdidos com tantos diálogos rasgados e engraçados. Como Guel Arraes teve que condensar mais de 6 horas de história em apenas 2 horas, vários momentos existentes na minissérie ficaram de fora no filme como o do gato que bota ouro, além de outros. Isso nem pode ser considerado um defeito, já que a edição do filme não deixou nada “em aberto” ou que pudesse dificultar a compreensão da história.

Aproveite para assistir:

“O Auto da Compadecida” ainda conta com ótimas trilha sonora e fotografia, além de bons (mas limitados) efeitos especiais .

Guel Arras faz história e consegue transformar “O Auto da Compadecida” numa das produções mais divertidas já feitas no Brasil, além de quebrar o tolo e estúpido preconceito de que “filme nacional não presta !”. E, convenhamos, numa época de “Popstar” e “Zoando na TV”, isso já, por sí só, um gigantesco mérito.


Crítica por:
Diego Sapia Maia

 


 

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