As aventuras de Sammy é uma animação belga, e, como o nome já diz: aventura. Agregando o drama e romance nos seus subgêneros. O filme é narrado pelo próprio Sammy, em tom saudosista, contando sua jornada pelo mundo e tendo A Volta ao Mundo em 80 dias como referência. Amizade, amor, vida, medo e meio ambiente são alguns dos temas abordados na história.


A tartaruga Sammy ganha a empatia do público à partir do momento de seu nascimento, quando mostra suas inseguranças e uma dúvida cruel, que massacra a todos os mortais: ele simplesmente não sabe o que fazer. E é o que acontece quando se atinge um estágio na vida de escolhas, quando não se sabe pra onde ir ou tem dúvidas se a escolha é a certa. E neste momento difícil na vida de Sammy, ele é deixado para trás pelos demais ficando sozinho e com medo; pois não sabe o que vai acontecer. É quando conhece Ray, uma tartaruga de espécie diferente da dele, mas que se torna seu companheiro de vida; lhe apresentando as maravilhas da vida marinha.

Mas uma tartaruga não lhe sai da cabeça, Shelly (no original dublada por Isabelle Furhman, de A Órfã), jovem que conheceu no dia de seu nascimento. A saga das tartarugas exploram bem as imagens que imprimem na tela os seres e vegetação marinhas. A tecnologia 3D não poderia ter sido melhor usada. Todos seus recursos transpõem os diferentes aspectos e imagens da vida marinha. Cenas com tartarugas no o furô são impagáveis, assim como a água viva iluminando os dois pequenos. Tubarões, cobras e piranhas atacam os espectadores; graças ao 3D. A criação do fundo do mar possibilitou a visualização de uma vida com grandes surpresas e perigos. O longa não deixa de fazer sua crítica à demasiada poluição e intromissão dos homens na natureza; mostrando como os seres vêem e entendem os acontecimentos; com a poluição dos mares.

Aproveite para assistir:

As Aventuras de Sammy comprova a nova tendência das animações, de se colocarem na posição dos criadores de opinão e de fomentarem o questionamento nas crianças à partir de tramas maduras e que colocam na tela personagens humanizados. E mesmo com elementos dramáticos, é um filme engraçado e divertido.

 


Crítica por:
Thais Nepomuceno (Blog)


 

 

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