It’s Britney, bitch!

A eterna princesa do pop completa 40 anos no dia de hoje, 02 de dezembro – e nada mais justo que celebrar sua carreira repleta de sucessos e de músicas que marcaram época.

Escolher as canções mais marcantes de sua discografia não é uma tarefa nem um pouco fácil e, por essa razão, resolvemos mudar um pouco as coisas. Para comemorar seu aniversário, montamos uma breve lista com a melhor faixa de cada um de seus 9 álbuns de estúdio, começando com ‘…Baby One More Time’ e terminando com Glory.

Visto que estamos englobando apenas os lançamentos de estúdio, não levamos em consideração quaisquer singles soltos ou colaborações que façam parte, originalmente, de outros álbuns.



Confira abaixo as nossas escolhas:

…BABY ONE MORE TIME

Aproveite para assistir:

Álbum: …Baby One More Time (1999)

A faixa homônima de seu álbum de estreia emergiu como o lead single e como a primeira música da carreira de Spears, logo caindo no gosto do público e dos especialistas (motivo pelo qual foi incluída na lista de Melhores Músicas de Todos os Tempos da Rolling Stone em 2021). A impecável produção é uma mistura perfeita de dance-popdancehall e um “quê” de deep-pop que apresenta uma jovem Britney batalhando com um amor fervoroso. “Minha solidão está me matando” é um dos muitos versos que ficaram imortalizados na cultura mainstream, abrindo um refrão arrepiante e urgente.



STRONGER

Álbum: Oops!… I Did It Again (2000)

Um ano depois de ter feito sua estreia no cenário fonográfico, Britney Spears estava pronta para dominar o mundo – e continuou trilhando um caminho de extremo sucesso com a sequência ‘Oops!… I Did It Again’. Dentro do incrível álbum, são várias as iterações que nos chamam a atenção, incluindo “Stronger”, uma das assinaturas de sua carreira. A canção é infundida em distorções envolventes e sedutoras que amalgama o synth-pop ao R&B, declarando uma emancipação que ficou marcada para as eras.

OVERPROTECTED

Álbum: Britney (2001)

O subestimado Britney felizmente vem sido encarado com outros olhos vinte anos após seu lançamento, marcando a transição da performer do teen-pop ao pop adulto. Aqui, temos a densa exuberância de “Overprotected”, escrita e produzida por Max Martin e Rami, em que ela volta a endereçar a problemática da fama e como ela conseguiu se livrar das amarras restritivas daqueles à sua volta, declarando que “preciso de tempo, amor e diversão… Preciso de mim”.

BREATHE ON ME



Álbum: In The Zone (2003)

Com In The Zone, divisor de águas na carreira de Spears, a princesa do pop não tem medo de experimentar – e “Breathe on Me” é a melhor representante dessa ousadia. A quarta faixa do álbum, de longe a maior obra-prima que já lançou, é indesculpavelmente sexual, envolvente e sensorial em todos os sentidos – uma infusão espetacular de technodancehi-NRG e trip-hop que se aglutina numa coesão de tirar o fôlego, influenciando Rina SawayamaThe Weeknd e Billie Eilish (para citar alguns exemplos).

PIECE OF ME

Álbum: Blackout (2007)

“Piece of Me”, segundo single de Blackout, é a definição perfeita do que o título da obra significa: buscando colocar a vida de volta nos trilhos, Britney percebe que um dos principais motivos de ter cedido a uma insanidade aterrorizante foi a pressão exercida por uma imprensa manipuladora e sensacionalista. E que melhor forma de responder a esses ataques com um afronte bem claro? A faixa, uma ironia nem um pouco sutil que serve de resposta àqueles que tentaram diminui-la, e não só tem uma letra deliciosamente perversa, como também traz elementos do dubstep e das distorções acústicas que a transformam em uma obra-prima.


CIRCUS

Álbum: Circus (2009)

Dois anos depois do período mais obscuro de sua vida – em que era constantemente bombardeada pela presença invasiva dos paparazzi, Britney estava pronta para se voltar ao pop chiclete que a colocou no centro dos holofotes. Com Circus, faixa titular de seu sexto álbum homônimo, ela cumpre o que promete da melhor maneira possível: consagrando-se como a faixa mais bem trabalhada do disco, Spears navega em uma aglutinação de versos que até hoje são relembrados por qualquer um que já tenha se interessado por sua discografia.

TILL THE WORLD ENDS

Álbum: Femme Fatale (2011)

O segundo single de Femme Fatale obteve a raridade de se equivaler ao seu predecessor: funcionando como uma epígrafe electro-dance, a faixa é uma narcótica viagem por um submundo pós-apocalíptico impetuoso, movido pelo desejo incontrolável de dançar e de não se importar com os problemas que nos afetam dia após dia. “Você sabe que posso levar isso ao próximo nível, baby” é um clássico verso arrancado de uma nostalgia que retoma Britney e In The Zone.

WORK BITCH

Álbum: Britney Jean (2013)

“Você quer um corpo quente? Você quer um Bugatti? Você quer um Maseratti?” são os versos que abrem a icônica canção “Work Bitch”, uma das poucas que conseguem cumprir com o que desejam dentro da caótica produção de Britney Jean’, oitavo álbum de estúdio da artista. A vibrante e cativante faixa resume as incursões que dominavam o mainstream no início dos anos 2010, abrindo espaço para uma rendição antêmica sintética sobre empoderamento feminino movida pelo EDM.

SWIMMING IN THE STARS

Álbum: Glory (2016, original; 2020, deluxe)

Quatro anos mais tarde, Glory pareceu renascer com o lançamento da versão deluxe, que continha oito novas faixas (algumas delas fazendo jus ao que Britney trouxe de novo à cultura pop). “Swimming in the Stars” se volta para o ecoante e apaixonante lirismo dos clássicos da artista em uma roupagem totalmente contemporânea, cortesia da produção de Matthew KomaDan Book, que também assinam os versos. A cândida reflexão promovida pela canção fecha com chave de ouro a jornada do álbum, seja por sua narrativa, seja pelo ótimo uso do electropop.

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