Você já parou para pensar o quanto gasta quando vai ao cinema? Desde que a era dos streamings chegou – mais ou menos depois da pandemia da covid-19 -, as salas de cinema em todo o mundo sofreram um enorme abalo em sua frequência, tornando-se reféns da esperança de que o próximo blockbuster equilibre as finanças. Mas essa situação não é um algo tão simples: há outros fatores que tentaremos desenvolver nos tópicos a seguir:

Somente exibir um filme é pouco
Uma das coisas mais legais é chegar em uma sala de cinema, assistir ao filme e, por exemplo, ter um debate em seguida. Essa ação, muitas vezes vistas em pré-estreias ou em eventos dedicados a uma obra, é fundamental para ampliar o olhar e trazer reflexões sob muitos pontos de vista, enriquecendo demais toda a experiência.
Em muitas redes de cinema, algumas novas ideias poderiam aparecer, como sessões especiais e preço mais acessível. Limitar promoções de 2ª a 4ª já se mostra muito pouco para um público que coloca em prática seu lazer aos fins de semana. É necessário transformar a ida ao cinema em algo especial, que a pessoa queira estar ali por muito tempo. A questão é se a maioria das salas do circuito exibidor vão conseguir se desprender da acomodação de um modelo clássico que já se mostra obsoleto há muito tempo.
O preço dos ingressos e a necessidade de obter lucro através dos caríssimos combos de pipoca

A cada filme que entra em cartaz, geralmente, metade do que se arrecada vai pra distribuidora e a outra metade fica para o cinema. Viver de bilheteria é algo que nunca aconteceu pra nenhum cinema. E mesmo assim, há preços exagerados por aí, descartando possibilidades para grande parte do público. É muito triste você receber relatos de pessoas que gostariam de ir ao cinema e não podem, por se tratar de um programa caro.
Desde sempre, o lucro dos exibidores está na bombonière. Esse fato encarece demais um simples combo de pipoca – que vem do milho, algo barato – revendido a preços exorbitantes, se tornando mais um fator que limita o acesso de muitas pessoas ao cinema.
Cadê os Lanterninhas do Cinema? – A saga de tentar ver um filme em Paz!!!
Os hábitos em uma sala de cinema
Não é de hoje, mas, ultimamente, a falta de educação do público nas salas de cinema tem extrapolado qualquer paciência, desanimando os amantes da sétima arte. A cada cinco sessões que você vá, pode ter certeza que, na maioria delas, haverá um show de telas de celulares acesos e conversas a todo instante no meio do filme. Esses e outros pontos comportamentais desanimam, e deixando a experiência desanimadora. Como fazem falta os lanterinhas numa sala de cinema!
Comodidade e ascensão dos streamings

Não sei se os gestores de salas de cinema estavam preparados – ou mesmo acreditavam -, na ascensão meteórica dos streamings. Se foram pegos de surpresa ou não, a verdade é que essa questão é a de maior impacto quando pensamos em cadeiras vazias nos cinemas. Por preços acessíveis e enormes catálogos, você pode fazer uma noite barata e divertida, mesmo que falte o impacto que uma tela grande proporciona ao assistir a um filme. Grande parte do público vai priorizar o bolso em vez da experiência – e não há o que se contestar em relação a isso.
Mas e você? Ainda consegue ir regularmente aos cinemas? Tem percebido as salas vazias? Conte pra gente suas experiências.
