Décadas antes de se tornar o “rei das sitcoms”, Chuck Lorre vivia na miséria.
Em um recente perfil publicado pela revista Playboy, o criador de ‘The Big Bang Theory’ e ‘Dois Homens e Meio’ revelou que passou por poucas e boas – tendo chegado em Hollywood em 1976 com apenas 76 centavos no bolso (que gastou em um ingresso para assistir a um filme adulto).
“Fazia um calor de quase 38 graus e eu estava muito doente, com colite. Eu devia pesar uns 45 quilos”, ele relembrou. “E eu fui, não para me masturbar, em um cinema pornô. Fui porque o lugar tinha ar-condicionado. Eu não tinha ar-condicionado na garagem onde morava”.
Levou mais alguns anos, mas o músico e aspirante a roteirista de TV acabou conseguindo trabalhos em desenhos animados infantis como ‘Heathcliff’ e ‘My Little Pony ‘n Friends’, antes de chegar ao horário nobre em 1987 com ‘Charles in Charge’. Três anos depois, ele se juntou à equipe da clássica comédia ‘Roseanne’ como roteirista e produtor executivo.
Durante a entrevista, Lorre afirmou que sua ascensão em Hollywood foi impulsionada pelos anos de dificuldade financeira que enfrentou.
“Eu estava absolutamente determinado a que, uma vez que conseguisse entrar, nunca mais caminharia pela rua com 76 centavos no bolso, parado do lado de fora de um restaurante, olhando pela vitrine e desejando poder entrar para comer. Isso nunca mais aconteceria. Não havia a menor chance de eu ser chutado para fora”.
Lorre também falou sobre sua série de maior sucesso, ‘The Big Bang Theory’, que foi exibida por doze temporadas na CBS e gerou três produções derivadas: a pré-sequência ‘Young Sheldon’, a sequência ‘Georgie e Mandy: Seu Primeiro Casamento’ (focada no irmão mais velho de Sheldon) e a recente ‘Stuart Não Consegue Salvar o Universo’, que estreou este ano.
A franquia continua sendo uma das favoritas dos fãs há duas décadas porque as séries são “centradas nos personagens”, disse ele. “Quando assisto a uma comédia, assisto porque adoro os personagens.”


