O clássico Convenção das Bruxas ganhou uma nova versão este ano pelas mãos do lendário Robert Zemeckis. O longa-metragem, um dos mais assustadores que já assisti quando criança, sem sombra de dúvida, é baseado no romance homônimo de Roald Dahl e conta a história de um jovem garoto que cruza caminho com uma legião de bruxas. Depois de ser transformado em um rato, decide unir forças com sua avó para impedir que seu reino de caos continue – trazendo inúmeras mensagens de empatia e de solidariedade que permanecem vivas até hoje.

Mas será que o aguardado remake manteve a essência do livro de Dahl? Ou será que resolveu apostar em investidas originais e mudá-lo por completo?

Nessa nova matéria especial, o CinePOP trouxe uma lista com dez diferenças entre o romance e o filme de 2020 – então cuidado com spoilers!

Confira:



MUDANÇA DE CENÁRIO…

Aproveite para assistir:



Diferente do livro, a versão de Zemeckis resolveu levar a atemporal narrativa para o Alabama dos anos 1960, aproveitando o conturbado período da história estadunidense para trazer algumas discussões interessante. O romance, na verdade, é ambientado na Inglaterra e na Noruega dos anos 1980.

… E DE MITOLOGIA TAMBÉM!

A ideia principal por trás dos escritos de Dahl era criar seres malignos que sequestrariam e acabariam com crianças das quais ninguém sentiria falta – motivo pelo qual tanto o garoto protagonista e sua avó não têm nome. Na nova versão, o herói é chamado Charlie (Jahzir Kadeem Bruno), enquanto sua avó se chama Agatha (Octavia Spencer), quebrando a universalidade existente.

RATINHOS: AVANTE!



Apesar de manter o clássico final do livro – em que nenhuma das crianças volta à forma humana -, Zemeckis deu uma temperada no grand finale de sua versão e colocou um agora envelhecido Charlie (Chris Rock) como o capitão de um exército de crianças treinadas para destruir as bruxas ao transformá-las em ratos com a própria poção que inventaram. Nos escritos, o narrador e sua avó planejam viajar para o covil das vilãs na Noruega e cortas o mal pela raiz.

DAISY NÃO EXISTE

remake de Convenção das Bruxas introduziu uma interessante personagem chamada Daisy (Kristin Chenoweth), que revela ser uma menina chamada Mary que caiu nas garras das bruxas e agora vive como uma ratinha de pelo branco. Apesar de ter papel fundamental na narrativa, ela não existe no livro.

TRAGÉDIA GREGA



No final do longa-metragem, Agatha liberta o adorável gatinho Hades de sua gaiola – e, como vingança por ter sido trancafiado pela Grande Bruxa (Anne Hathaway), agora transformada em ratazana, ele a ataca e a devora. Tal resolução é mais visceral que o romance de Dahl – apesar de ser tão trágica quanto: a vilã se torna uma rata e é esmagada no caos.

LAÇOS DE FAMÍLIA

Nos livros, o garoto menciona que ama sua avó mais do que sua própria mãe – e isso é mencionado antes dos pais morrerem. Logo, eles têm um forte relacionamento desde o princípio, coisa que não acontece no filme: após se tornar órfão, Charlie e Agatha esbarram em certos obstáculos antes de encontrarem o próprio ritmo e forjarem seus laços familiares.

UM NOVO BRUNO



No livro, os pais de Bruno (Codie-Lei Eastick) são horríveis – e nem mesmo ele é flor que se cheire. De qualquer forma, todos se reúnem após o garoto ser transformado em rato. Já no filme, o personagem é tratado com mais doçura e como um leve escape cômico, mas, eventualmente, é adotado por Agatha quando os pais o rejeitam.

PEGA-PEGA

O longa-metragem de Zemeckis apostou em um dinamismo bem maior que o visto no livro e mudou a icônica cena da cozinha. Aqui, Charlie apenas joga a poção que irá transformar as bruxas em ratos dentro de uma sopa de ervilhas e logo se reencontra com a avó; já no romance, ele é pego pelos cozinheiros e luta pela vida (até mesmo perdendo parte do rabo).



MOSTRE-ME QUEM ÉS

Nos escritos de Dahl, todas as bruxas usam máscaras como parte de intricados disfarces para impedir que as crianças as reconheçam. Entretanto, no remake, todas elas têm características humanas distorcidas para torná-las mais amedrontadoras – como garras no lugar de mãos e um sorriso animalesco com dentes pontiagudos.

MULTICULTURALISMO

Em entrevista ao Los Angeles Times, a figurinista Joanna Johnston revelou que, diferente da clássica delineação de Dahl que unia as bruxas em uma mesma esfera cultural, ela criou 50 diferentes looks que representariam a universidalidade e a presença das vilãs no mundo inteiro. Afinal, segundo ela própria, não é necessário trazer precisão histórica para uma trama fantástica.


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