A Grande Depressão foi um período tristíssimo na história dos Estados Unidos. Centenas de pessoas perderam seus empregos, suas poupanças, suas casas, suas lavouras. Após a Primeira Guerra Mundial, as sociedades ocidentais viveram um colapso econômico impactado pela quebra da bolsa de Nova York, que fez a economia estadunidense despencar, o preço dos alimentos subir e muitas famílias se desmancharem por impossibilidade de se sustentar. No meio de todo esse caos, houve esperança, oriunda de um grupo de jovens abandonados pelos pais em uma instituição e que passaram a jogar futebol americano. A história real deles chega agora para aluguel nas plataformas através do filme ‘12 Órfãos Poderosos’.

Rusty Russell (Luke Wilson) é um professor contratado pelo Lar Maçom, um orfanato que abrigava cerca de 150 jovens rapazes e moças abandonados por suas famílias que não tinham como sustentá-los devido à Grande Depressão. Mais do que ensinar inglês, Rusty tinha o objetivo de formar um time de futebol americano para que os jovens pudessem praticar um esporte coletivo. Aos poucos o treinador vai descobrindo o talento de cada um dos adolescentes, especialmente o indomável Hardy Brown (Jake Austin Walker), e o time, que até então era visto como uma equipe de perdedores, vai construindo paulatinamente seu caminho de sucesso e se tornando o brilho e a esperança de uma nação desiludida.



Baseado na história real do treinador Rusty Russell, ‘12 Órfãos Poderosos’ é desses típicos filmes que os Estados Unidos produzem anualmente movidos a histórias inspiradoras que despertam no espectador o orgulho de ser daquele país. Mais que isso, é um filme para quem é fã do futebol americano, pois o treinador Rusty Russell – com suas técnicas inovadoras movidas por necessidade, afinal, seus jogadores órfãos possuíam limitações físicas e motoras que os colocava em desvantagem diante dos outros jogadores – inovou o esporte devido às necessidades que seu time encontrava, e, para isso, criou técnicas de ataque e defesa inovadoras que hoje são comuns aos praticantes, e que se tornaram a base do futebol americano moderno.

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O roteiro de Kevin Meyer e Ty Roberts (que também dirigiu o longa) parte de uma cena de colapso do time para depois voltar ao começo e contar a chegada do treinador e sua jornada com a equipe, até finalmente chegarmos ao ponto da cena inicial. Dado o contexto do entreguerras e da recessão econômica, a cena inicial causa confusão, especialmente por conta do flashback de Russell, mas, tirando este ponto isolado, o roteiro constrói um filme linear de garotos travessos que são inspirados por um incrível professor que acredita no potencial deles, bem estilo ‘Sociedade dos Poetas Mortos’.

Para quem curte filmes baseados na vida real de pessoas que fizeram a diferença nesse mundão, ‘12 Órfãos Poderosos’ é um prato cheio de exemplos motivacionais. Com Robert Duvall e Martin Sheen no elenco, é um bom filme para ver e refletir como você pode impactar a vida de outras pessoas se decidir compartilhar sua sabedoria com jovens e crianças, afinal, tudo que elas precisam de fato é ter suas autoestimas estimuladas para acreditarem em si mesmas e provar ao mundo seus valores.



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