A nova aventura da Pixar chega aos cinemas nesta quinta com uma volta às origens do estúdio. Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica conta a história de, como indica o título, dois irmãos que se envolvem em uma aventura inesquecível para trazer o pai de volta à vida por um dia. Com um toque mais intimista e um espírito aventuresco fantástico, o longa lembra muito o estilo dos primeiros filmes da Pixar, que tinham histórias criativas, divertidas e originais.

Com o tempo, a Pixar caiu no próprio “ostracismo” de ser o estúdio que te faz chorar. Parece que a equipe criativa se empenhava em fazer histórias focadas em criar um momento propício para o choro, e, talvez por isso, a criatividade das tramas acabou ficando em segundo plano. Não à toa o estúdio vem de uma série de continuações – com exceção de Viva – não tão inspiradas assim. São filmes bons, mas que deixaram de lado as origens do estúdio de trazer aventuras inovadoras.

Dois Irmãos é maravilhoso! A história é baseada na vida do diretor Dan Scanlon, que perdeu o pai com apenas um ano de idade. Ter essa relação pessoal com a trama traz muita sinceridade ao roteiro e às emoções que os protagonistas, Ian e Barley Lightfoot (Tom Holland e Chris Pratt, respectivamente), expressam conforme vivem um dia com a metade de baixo do pai ressuscitado, enquanto passam por diversos eventos para buscar uma pedra que pode trazer a metade de cima de volta.



Tom Holland e Chirs Pratt fizeram sucesso nos filmes dos Vingadores e agora estão de volta, dando voz a dupla de protagonistas

Falando nos eventos, o filme é uma grande homenagem ao universo do RPG, famoso por jogos como Dungeons & Dragons e Dragon Warrior. Ou seja, toda a trama é uma “quest” pela Gema Fênix. No caminho, eles passam e interagem por diversas criaturas mágicas e têm pequenas provações a cada novo personagem que aparece. Para ser literalmente uma sessão de RPG, só faltou alguém jogando os dados.

E a sacada de brincar com o mundo mágico é genial. O filme aborda a substituição da magia pela tecnologia e o impacto dessa mudança nos criaturas fantásticas. A cidade em parte da “quest” é ambientada, New Mushroom, é toda desenhada para interagir com as “habilidades” das diferentes criaturas, sem perder aquele jeitão de metrópole. É um mundo que viveu grandes histórias no passado, mas que vê o “progresso” pedir passagem.

Os unicórnios foram de animais magníficos a “guaxinins” com a substituição da magia pela tecnologia

Os personagens são ótimos e a interação entre os irmãos Lightfoot é a alma do filme. Barley (Chris Pratt) é o mais velho. Ele tem um jeito confiante/bonachão e vive encantado com o passado místico da civilização, enquanto Ian é o estereótipo do Tom Holland em forma animada. Ou seja, ele é um jovem bobo e amedrontado que tem problemas de confiança e, por isso, é introspectivo. Durante a quest, os irmãos vão interagindo e aprendendo a viver com suas diferenças. Como eles são extremos opostos, é muito divertido e emotivo entender o porquê deles terem crescido de formas tão diferentes, mesmo vivendo sob o mesmo teto. São situações que pessoas que têm irmãos vão se identificar muito.

Enfim, é uma aventura intimista com a essência da Pixar raiz, ridiculamente bem animada, repleta de emoção, diversão e referências fantásticas ao universo RPG. Uma obra magnífica do estúdio, que é perfeita para todas as idades.

Aproveite para assistir:



Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica estreia em 5 de março de 2020.

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