[ANTES DE COMEÇAR A MATÉRIA, FIQUE CIENTE QUE ELA ESTÁ RECHEADA DE SPOILERS] 

Se você ainda não assistiu ao terceiro episódio de Loki, não leia esta matéria para não receber spoilers.

Se o segundo episódio tinha foco na ação e no mistério, adotando bem aquele estilo de série policial, o terceiro capítulo da aventura solo do Loki adotou um tom mais intimista para desenvolver seu protagonista e sua nova amiga, a Sylvie (Sophia Di Martino). Isso afeta um pouco o ritmo da série, mas permite que a direção brinque com o senso de urgência. É interessante porque mesmo com a TVA sendo praticamente esquecida no rolé, eles encontram uma nova ameaça para juntar as duas variantes em uma missão em comum: sobreviver.

Falando na Sylvie, que é a alma desse terceiro episódio, ela surge como uma grande explicadora de tudo que aconteceu até aqui. Todas as suas participações nesse episódio envolvem ela explicando algum ponto da trama para o Loki (Tom Hiddleston) e o público. Logo no início do episódio, que tem uma abertura ao melhor estilo San Junipero, vemos ela num bar com uma versão casual da Caçadora que ela manipulou no segundo episódio. É uma representação visual de como seu poderes de domínio mental funcionam. Ela pega uma memória do “hospedeiro”, altera ela e se insere na trama, fazendo com a pessoa meio que aceite a presença dela nesse espaço, como se fosse uma antiga conhecida. Mais tarde, isso confirma uma teoria que propusemos na semana passada. Quando Mobius (Owen Wilson) demonstra um grande apreço pelos anos 1990 e os jet-skis, deu para perceber que tinha algo a mais ali. Então, Sylvie explica que todos os agentes da TVA são variantes cujas memórias foram reprogramadas, contrariando a versão dos Guardiões do Tempo, que diziam ter criado todos os funcionários da agência.



Mobius: “wow”.

Além desse, que é o ponto alto da trama, a série introduz a lua Lamentius-1, que aparece nos quadrinhos como uma lua de uma realidade alternativa que é destruída pelos fragmentos de seu planeta, Lamentius, um dos membros do Império Kree. Esse visual voltado pro roxo, que domina o terceiro capítulo, costuma ser associado aos Skrull nos quadrinhos, quando representam a Guerra Kree x Skrull, então pode ser que voltemos a ver algo sobre esse embate mais pra frente. De qualquer forma, é na lua de Lamentius-1 que a maior parte do episódio acontece. Loki transporta Sylvie para lá e, juntos, eles precisam encontram uma forma de recarregar seu teletransportador para voltarem para uma linha do tempo que não esteja destinada a um fim próximo.

Nesse processo de precisar se entender para escapar, Loki começa a falar mais de si para quem ele acredita ser uma variante dele mesmo. No entanto, aquela que acreditávamos ser a Lady Loki se revela Sylvie e segue usando bastante a palavra “Encanto”. Em outras palavras, há 99% de chance dela ser a Encantor, mas como ainda existe esse 1% não confirmado, não dá para cravar que seja. Mesmo com essa tentativa de desenvolver a personagem, o episódio acaba desenvolvendo mais o próprio Loki do que ela. É confirmado que o Deus da Trapaça, assim como nos quadrinhos e na mitologia nórdica, é pansexual e hedonista. Inclusive, a sequência dele cantando bêbado no trem é Top-3 momentos do personagem no MCU. Também fica subentendido que ele pretende contar aos funcionários da TVA que suas divindades, os Guardiões do Tempo, são genocidas, mentirosos e sequestradores.

Porém, o capítulo termina com uma cena de luta de tirar o fôlego sendo encerrada com um vislumbre do apocalipse da lua em que a dupla estava. E sem ter como voltar, tudo dá a entender que eles vão morrer ali. Só que, convenhamos, a série chegou hoje a 50% de sua duração. Todo mundo sabe que eles vão sobreviver e que é muito provável que a TVA enfim apareça ali para prendê-los, salvando-os da morte certa. Caso isso aconteça, será que vão prender o Loki também ou ele vai conseguir convencer Mobius de que ele estava enrolando a prisioneira? Independentemente de como resolvam isso, será interessante ver as duas variantes interagindo novamente. E caso entrem na TVA, os dois provavelmente vão tentar convencer os funcionários de suas reais condições de existência. Fato é que a trama já está desenhada e os grandes adversários são os Guardiões do Tempo. Pode haver ainda uma reviravolta envolvendo a Sylvie, dada a natureza traiçoeira de sua suposta personagem nos quadrinhos, mas é um “início do fim” da série promissor.

Os novos episódios de Loki estreiam no Disney+ toda quarta-feira.

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