Crítica | Making The Cut: Amazon Prime Video lança um dos melhores reality shows que há

Em meio a tantos reality shows competitivos, Making The Cut é aquela experiência sinestésica imersiva, que traz a audiência para dentro da atmosfera criativa da produção de forma única. Aqui, em sua 2ª temporada, a série original da Amazon Prime Video reúne um seleto grupo de promissores estilistas que precisam daquele impulso crucial para conquistar o espaço no mundo da moda, em uma premissa semelhante a de MasterChef – sucesso ao redor do mundo e, principalmente, no Brasil.

E em meio a designers das mais distintas etnias, o programa se torna um convite sedutor para nós, ao transformar o reality show em uma experiência completamente participativa, nos garantindo a chance que raramente um programa do gênero faz: A oportunidade de adquirir as peças desenvolvidas ao longo de cada desafio semanal proposto aos participantes. E à medida em que vemos esses novos e frescos talentos desenvolverem suas respectivas identidades criativas, os amantes por moda e os caçadores de novidades podem se tornar parte deste processo de forma simples e prática, por meio de uma loja oficial da série Making The Cut, feita dentro do site da Amazon.

Essa premissa participativa e envolvente torna o ato de assistir ao programa algo totalmente inovador. Em meio a uma era onde o universo digital tem pautado a forma como consumimos serviços e produtos, nos deslocamos e nos comunicamos, Making The Cut traz o que há de melhor desse gênero tão prazeroso, qual a constante expectativa de que algo extraordinário está sempre por vir para aqueles que se rendem ao seu formato. Divertido e belamente apresentado e produzido por dois dos maiores ícones da indústria da moda, a modelo Heidi Klum e o consultor Tim Gunn, a série ainda consegue ser aquele tipo de entretenimento que nos hipnotiza a cada novo episódio, aflora os nossos sentidos e nos deixa ansiosos por mais.

Making The Cut é ainda um exuberante banquete de criatividade, onde a moda é tanto celebrada como um manifesto artístico, bem como algo palpável e possível. Aproximando esse universo – sempre tão cercado por glamour e ostentação – do público geral, o reality show se comunica com facilidade com uma vasta audiência e ainda transforma o bom gosto e o estilo autoral em coisas surpreendentemente acessíveis, por meio da venda de suas peças de alta costura recém criadas a preços justos baixos. E conforme novos talentos são celebrados ao longo dos seus oito episódios, o programa ainda reforça seu aspecto social, que visa apoiar novos designers, lhes dando a chance que tantas vezes lhe foram negadas no passado.

Em meio à apresentação de figurinos estonteantes e originais, a 2ª temporada do reality show volta energizada, mesmo cercada por tantas limitações físicas impostas pela pandemia do Coronavírus. Sem as mesmas possibilidades que o grandioso ciclo inaugural teve, Making The Cut fortalece sua relevância sociocultural em meio a outros programas do gênero, permitindo que a deliciosa e competitiva atmosfera criativa do mundo da moda faça parte até mesmo do nosso próprio guarda roupa.

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