A princípio, a trama de Panic parece ser simples e a série ter a cara de qualquer outra produção teen que já vimos por aí há anos: jovens adolescentes precisam competir em um jogo chamado Pânico, cheio de provas e desafios, onde o vencedor leva 50 mil dólares e a oportunidade de conseguir sair da cidade do interior do Texas que eles vivem.

Mas Panic, a nova série teen do Prime Video, é muito mais do que só isso… Com um texto afiado, a produção esconde muito mais coisas do que aparentemente mostra logo de cara e definitivamente é uma série que vale a maratona.

Viciante e com a vantagem do Prime Video ter liberado todos os episódios de uma vez, Panic tem tudo para oferecer um bom divertimento e te fazer maratonar tudo de uma vez para ter respostas e saber o que vai acontecer com os personagens. Se você deu play e não se sentiu fisgado pelos personagens, e pela trama, e tudo mais, logo no primeiro episódio, te garanto que vale investir um pouco mais, e dar mais uma chance que sem dúvida serão 10 bons episódios que vão passar rapidamente e que você não verá o tempo passar.



Como uma boa série de serviço de streaming, Panic cresce ao longo de sua história que se desenrola numa velocidade alucinante e entrega algumas reviravoltas bem interessantes de se acompanhar enquanto vemos, pelos olhos da protagonista Heather (Olivia Welch), esse jogo perigoso que todos os anos acontece nessa cidade cheia de segredos.

Enquanto vemos a jovem lutar contra o que acredita, e os motivos que a fazem entrar na competição para tentar garantir um futuro melhor para ela e sua irmã mais nova Lily (Kariana Karhu), é que a série realmente engrena e que a trama realmente de fato começa depois dos eventos que vemos primeiro episódio (1×01 – Pânico). Descobrimos que as duas vivem na pior parte da cidade, em um trailer, com a mãe (Rachel Bay Jones) viciada em drogas, onde Heather trabalha dobrado para economizar um dinheiro e ir para a faculdade, ela é típica mocinha de série teen

E na cidade de Carp, no estado do Texas, como falamos existe esse jogo chamado Pânico, que ninguém sabe muito bem quem inventou ou quem controla, um grupo de jurados misteriosos que dão as cartas e ditam onde e quando serão as provas com pistas marcadas pela cidade. Para quem gosta de mistérios, Panic oferece um bem interessante de se resolver. 

Os jovens que acabaram de se formar no colégio topam participar das mais diversas provas e desafios, onde no final quem fica em primeiro lugar ganha todo o dinheiro que é arrecadado ao longo do ano exclusivamente para o jogo Pânico. É como se fosse um Clube da Luta, só que sem a parte da luta, só das provas mirabolantes, onde você não pode falar que faz parte do Clube da Luta. 



O único problema é que na edição passada, duas pessoas morreram durante o jogo Pânico, o que levantou as suspeitas dos policiais da cidade e do Xerife Cortez (Enrique Murciano) que investiga agora o jogo clandestino, quem seria o organizador, e vai atrás de quem participou das outras edições.

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Mas será que é só uma pessoa? E assim, a série além de fazer os seus protagonistas correrem de prova em prova, de mostrar eles participando de festas clandestinas, temos também passagens que entregam cenas onde vemos amigos que brigam entre si, amigos que viram inimigos uns dos outros por causa dessa competição, e claro aquilo que faz a série teen ser uma verdadeira produção do gênero: triângulos amorosos. 

Panic consegue mesclar bem esses momentos surreais em que os participantes competem nas provas mais absurdas, desde de andarem em uma corda bamba numa altura gigante, de precisarem invadir uma casa abandonada e até mesmo participarem de uma corrida de carro, como na série Pretty Little Liars, até entregar casos amorosos que pintam ao longo da temporada. que envolvem boa parte dos personagens principais, e parecem ter saído da série Riverdale.

Panic é uma mistura de tudo que já vimos que no final dá certo. E no melhor estilo Jogos Vorazes, o jogo Pânico tem regras que mudam a cada momento e apenas deixam as provas mais perigosas, onde elas vão dar espaço também para a investigação paralelas que as personagens de Heather e sua melhor amiga, e também competidora, Natalie (Jessica Sula) fazem de quem está no jogo e quem poderia ser os responsáveis por ele. Assim, essa trama dentro da trama da série se torna um outro norte da atração que acerta ao não ficar só nas provas e deixa Panic com um pouco mais de substância.

PNCC

E todos, ou pelo menos boa parte, dos participantes tem algum tipo de segredo, ou motivação oculta, para competirem na edição deste ano e vamos ao longo dos episódios, por descobrir por que, e por qual motivo, todos eles estão envolvidos no jogo Pânico. 

Desde do jovem tímido Bishop (Camron Jones), o melhor amigo das jovens Natalie e Heather, até mesmo o Ray (Ray Nicholson), cuja a família já participou dos jogos e venceu, e também o novo morador da cidade, o jovem Dodge Mason (Mike Faist) que parece ter uma obsessão em sair vencedor a qualquer custo. E os motivos do personagem para isso realmente são desenvolvidos de uma forma gradual e que se conecta com o que realmente acontece na cidade, e no mistério principal da primeira temporada.



E enquanto os policiais da cidade passam seu tempo na busca por pistas e desvendar toda uma conspiração que envolve o jogo, esse grupo de jovens participa das provas, sem deixar de se divertirem perigosamente nesse inesquecível verão.

A autora Lauren Oliver cuida dos roteiros da série, que é baseada no livro de mesmo nome escrito por ela, e consegue criar personagens que nos fazem torcer por eles durante as provas, onde muitos deles passam por um triz de saírem vivos em tela. E claro, como uma boa série teen, Panic se apoia também nos relacionamentos que são criados por conta desse jogo, onde vemos adolescentes tomarem decisões das mais absurdas possíveis, desde de atravessarem uma ponte em ruínas com os olhos vendados até outra que envolve um tigre em uma fazenda. Veja bem.

São 10 episódios – destacamos os episódios 1×04 – Fuga, 1×05 – Fantasmas e 1×06 – Sem Saída que fazem uma boa sequência – onde temos casais que você torce o tempo todo e com as diversas pistas que a série oferece, é como se o seriado te convidasse para jogar o jogo com os personagem, e tudo isso torna Panic uma série completamente viciante em sua proposta e de assistir. Vocês vão encarar?  

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