Crítica | Passageiro do Mal é um terror simples e eficiente que parece ter saído de uma locadora dos anos 90

Eu sempre tive medo de pegar estrada, e ficava aterrorizado com histórias de caminhoneiros e lendas urbanas, como a da Noiva da Estrada – muito popular no interior de São Paulo e Minas Gerais. E foi nessa vibe que assisti ao terror ‘Passageiro do Mal‘ (Passenger), dirigido pelo talentoso André Øvredal (‘A Autópsia’).

Partindo de uma premissa simples e não muito inovadora, o filme parece ter saído direto de uma videolocadora dos anos 90. E não, isso não é uma coisa ruim. Um filme B quando bem feito, é entretenimento garantido. E foi isso que senti assistindo ao filme.

Logo no início, temos uma sequência de abertura pra lá de assustadora com dois amigos dirigindo na pista quando algo começa a segui-los. A introdução é bastante sombria e rende um dos melhores jumpscares que vivenciei nos cinemas nos últimos anos. Corta para um casal tentando recomeçar a vida, e decidindo fazer uma road trip em um trailer – aqueles carros que tem cama e que a pessoa pode morar e viver como nômade. Ele está extremamente feliz com a aventura ao lado da namorada, que não está tão empolgada com a aventura.

No meio do caminho, eles acabam presenciando um acidente e param para ajudar o motorista, para momentos depois descobrirem que uma entidade maligna que causou aquelas mortes agora está seguindo eles, que serão os próximos.

O enredo pode não ser inovador, mas rende momentos bastante inspirados de terror e um clima constante de medo enquanto a história vai se desenrolando e o casal vai descobrindo as origens do “passageiro” e também toda a mitologia de como sobreviver na estrada, incluindo o código Hobo – um sistema de desenhos que os motoristas fazem na pista para avisar sobre lugares seguros ou perigosos.

Øvredal, que já tinha dirigido o ótimo ‘A Autópsia‘, sabe criar um clima de tensão gostoso misturado com jumpscares muito bem construidos que realmente te fazem pular da cadeira. É um filme simples, mas muito bem realizado.

Outro ponto positivo são os astros Lou Llobell e Jacob Scipio, que vivem o casal Tyler e Maddie. Eles tem uma ótima química em tela e o arco narrativo é muito bem construído para que você se importe com os personagens, que subvertem as regras do gênero e não se separam para resolver os problemas, o que passa uma mensagem muito bonita sobre união e amor. E ainda temos a vencedora do Oscar Melissa Leo em uma participação especial impagável.

O terceiro ato é marcado por exageros e “viagens”, mas que no contexto geral, são muito bem vindos.

Passageiro do Mal‘ é um filme de terror simples e eficiente, que não inventa a roda, mas assusta, diverte e entretém.

Saiba mais sobre o filme: Passageiro do Mal

avatar do autor
Renato Marafon
Criador do CinePOP em 1999 e apaixonado por cinema.

Notícias

Jason Momoa quer estrelar filme SOLO do Lobo, mas com uma CONDIÇÃO

Em entrevista ao Collider, Jason Momoa ('Aquaman') revelou que...

10 séries para assistir com amigos e criar teorias mirabolantes!

Já imaginou maratonar algumas séries com seus amigos em...