Crítica ‘What If…?’ | Oitavo episódio mostra o que fãs queriam ter visto nos cinemas

[ANTES DE COMEÇAR A MATÉRIA, FIQUE CIENTE QUE ELA ESTÁ RECHEADA DE SPOILERS]

Se você ainda não assistiu ao oitavo episódio de What If…?, evite esta matéria se não quiser receber spoilers.

Principal reclamação dos fãs quando o assunto é filme dos Heróis Mais Poderosos da Terra, Vingadores: Era de Ultron (2015) decepcionou muita gente por não entregar exatamente uma “era”, e sim algo mais próximo a uma “Semana de Ultron” ou algo do tipo. Sem conseguir explorar bem o vilão que dá nome ao filme, Joss Whedon deixou a franquia com a sensação de ter subaproveitado um dos vilões mais legais dos Vingadores. Porém, com esse novo episódio de What If…?, a Marvel enfim entregou aos fãs o que eles queriam com uma verdadeira Era de Ultron.

A trama do capítulo mostra Ultron derrotando os Vingadores e conseguindo transferir sua inteligência artificial para o corpo de Vibranium, que eventualmente teria se transformado no Visão. Sem os Vingadores para impedi-lo, o andróide extermina grande parte da raça humana e povoa o planeta teoricamente pacificado com suas versões robôs. Então chega Thanos para buscar a Joia da Mente, mas também acaba derrotado pelo robozão genocida, que se interessa pelas Joias e acopla elas ao seu corpo robótico. Com as seis pedras coletadas, Ultron estende sua missão de “paz para o nosso tempo” para todo o universo.

Ele pula de planeta em planeta, destruindo a vida em cada um deles, enfrentando e vencendo as criaturas mais poderosas existentes. No entanto, a chave para derrotá-lo segue na Terra, em posse da Viúva Negra, que contou com o sacrifício do Gavião Arqueiro para seguir viva com a última esperança do Multiverso: a mente robótica do Dr. Arnim Zola (Toby Jones).

Sim, do Multiverso, porque no silêncio de suas chacinas, Ultron passa a ouvir o Vigia (Jeffrey Wright) entre as realidades e decide persegui-lo para acessar o Multiverso e levar seu legado de destruição para outras linhas do tempo, o que poderia, inclusive, levá-lo ao universo regular do MCU. E é a partir daí que esse episódio se firma não só como o melhor da temporada até aqui, mas também o mais importante, visto que ele oficialmente abre as portas para que personagens dessa série animada possam ser usados nos filmes e séries live action, tendo como desculpa a falha no Multiverso, que já vem sendo trabalhada em diferentes produções da Marvel.

Além disso, à beira da morte, o Vigia escapa e decide quebrar a regra fundamental de sua espécie: observar sem interferir. Ele recorre ao Doutor Estranho que absorveu entidades, carinhosamente apelidado de Doctor Strangelove, para ajudá-lo a deter o Genocida de Vibranium. Ou seja, se o Vigia está negando a regra que mantém sua espécie viva e dita os rumos de sua civilização, a ameaça é realmente séria e deve projetá-lo como um dos personagens importantes dessa nova fase da Marvel, provavelmente colocando-o como personagem chave de próximos projetos dos cinemas.

O último episódio da primeira temporada de What If…? estreia no Disney+ na próxima quarta-feira.

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Pedro Sobreiro
Pedro Sobreirohttps://cinepop.com.br/
Jornalista apaixonado por entretenimento, com passagens por sites, revistas e emissoras como repórter, crítico e produtor.