A franquia 007 é uma das mais rentáveis e longevas da indústria cinematográfica, tendo iniciado ainda em 1962 com 007 contra o Satânico Dr. No’ e trazendo Sean Connery no papel principal. Quase seis décadas depois, caminhamos para a sexta geração de um dos agentes secretos mais famosos da história, com Daniel Craig voltando para seu último longa-metragem como o personagem.

Mais do que as competentes narrativas arquitetadas por realizadores e roteiristas de grande peso na esfera do entretenimento, as produções da icônica saga também é marcada por memoráveis (ou nem tanto) canções originais. E, seguindo os passos trilhados desde ‘Casino Royale’, Billie Eilish e o irmão Finneas O’Connell (vencedores do prêmio de Álbum do Ano no Grammy 2020) foram convidados pela própria produção do novo filme para criarem uma faixa promocional, intitulada “No Time To Die” (o título original de ‘Sem Tempo para Morrer’.

Por isso, o CinePOP resolveu criar uma singela matéria especial com o ranking de todas as músicas da franquia. Entretanto, iremos focar apenas nos filmes protagonizados por Craig, pois faremos uma outra lista inédita trazendo para você a nata de todos os artistas que já contribuíram para eternizar Bond nas telonas.

Confira:

  1. “Writing’s on the Wall”

Aproveite para assistir:



Sam Smith pode até ter levado o Oscar para casa, mas não muda o fato de que a construção de “Writing’s on the Wall”, feita para 007 contra Spectre’ é blasé demais para ser relembrada (pelo menos não pelos motivos certos).

De fato, o respaldo instrumental conversa diretamente com a memorável e catártica trilha sonora, mas não o bastante. Na verdade, nada do que o artista imprime aqui é o bastante, rendendo-se a uma frustração descompensada que tenta desregular as fórmulas das baladas dramáticas e acaba criando uma pedante e vazia rendição.

  1. “Another Way to Die”

Este é um outro caso de tentativas falhas: as vozes deliberadamente contraditórias de Alicia Keys e Jack White resolveram se unir para pincelar 007 – Quantum of Solace’ com algo novo, há muito não visto em um pequeno nicho artístico que prezava mais pelo capricho orquestral que pela rebeldia irreverente de vanguardistas da música.

O resultado, intitulado “Another Way to Die”, é de uma risível ousadia que funciona melhor como um single avulso do que um complemento para trilha sonora. O rock alternativo, adornado com elementos do rock sinfônico, é insosso, nunca alcançando o que poderia e, dessa forma, nunca nos entregando o que promete.

  1. “No Time To Die”

Billie Eilish pode ter encontrado uma forma de conciliar sua única voz sussurrada e abafada com “bad guy” e outras incríveis canções, mas sua transição para o cinema falhou em quase tudo em que se propõe a fazer com “No Time To Die”, canção escrita para 007 – Sem Tempo para Morrer’.

Enquanto Finneas O’Connell trabalha com habilidade invejável, arquitetando uma mimética nostalgia cuja sonoridade é familiar o bastante para nos permitir terminar a faixa. Todavia, o restante das partes não converge para lugar nenhum, espalhando-se em diversas peças fragmentadas que não têm voz própria.

  1. “You Know My Name”

“You Know My Name” é, de fato, uma produção que não consegue envelhecer (e que não pretende por um bom tempo). Chris Cornell comanda a música-tema de 007 – Cassino Royale’ e faz jus ao título que o longa-metragem carrega de uma das melhores entradas de todas as franquias.

O rock-country delineado pelas poderosas notas é apenas um adendo aos belíssimo vocais do cantor, que variam de uma declamatória performance a um fry proposital, charmoso e inconfundível – erguendo-se com fluidez através de uma letra irretocável.

  1. “Skyfall”

Épico. Dramático. Perfeito.

Esses são alguns poucos adjetivos que conseguem descrever resumidamente a obra-prima sonora a que Adele deu vida em 2012. “Skyfall”, a teatral peça de 007 – Operação Skyfall’, foi merecedora de todos os prêmios que levou para casa (incluindo o Oscar de Melhor Canção Original), ainda mais por sua incrível coesão instrumental e por um liricismo recheado de metáforas próprias para o mundo detetivesco.

A performer, saindo de seu aclamado álbum ‘21’, mergulhou mais uma vez de cabeça no pop orquestral e forçou-se a atingir níveis vocais assustadoramente impecáveis, cujas notas oscilantes foram auxiliadas pela produção de seu colaborador, Paul Epworth.

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