Nesse dia 17 de novembro é comemorado o Dia Internacional dos Estudantes, data que é uma homenagem à memória e bravura de um grupo de estudantes da antiga Tchecoslováquia, que lutaram corajosamente contra as tropas nazistas que invadiram o país durante a Segunda Guerra Mundial.

Estudar é algo que deveria existir para todos mas sabemos que aqui no Brasil e em muitos lugares do mundo grande parte da população passa longe das salas de aula, ou até mesmo dos ensinamentos dos livros e da informação instantânea. Com o estudo conseguimos refletir sobre tudo ao nosso redor e lutar por dias melhores e mais justos.

Mas nem sempre os caminhos para os que conseguem estudar são fáceis, tendo muitas questões que envolve o lado emocional bem perto a todo instante.



Sendo assim, resolvemos criar uma lista de filmes onde os estudantes acabam sendo os protagonistas dessas histórias:

 

Aproveite para assistir:

Miss Revolução



Uma luta pelos direitos não é somente diária, semanal, mensal…é pra toda a vida. Dirigido pela cineasta britânica Philippa Lowthorpe e baseado em uma obra de Rebecca FraynMisbehaviour é um filme, antes de tudo atemporal, que mostra a luta de movimentos feministas e suas ações de revolta contra o concurso Miss Mundo na década de 70. Acompanhamos essa trajetória pela a ótica de Sally (Keira Knightley) uma estudante de história que sofre demais por não conseguir ter os mesmos direitos que os homens na sua profissão. O longa-metragem abre margem para vários paralelos importantes, bastante reflexivo joga na cara dos machistas todo o absurdo sobre a diminuição das mulheres. Destaque para ótimas atuações de Keira Knightley, Rhys Ifans e Greg Kinnear.

 

Spare Parts

Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado. Dirigido pelo produtor, roteirista e cineasta californiano Sean McNamara, Spare Parts tinha tudo para ser mais um filme chatinho sobre o tal do ‘vencer na vida’ mas o longa-metragem consegue uma profundidade pitoresca que usa e abusa do carisma que seus personagens exalam sem serem sardônicos. Mesmo não sendo um filme ótimo, tendo uma direção apenas regular, os destaques são George Lopez e Marisa Tomei que ficam com a missão de levar a história e conseguem com muito êxito agradar aos cinéfilos.

 

Ferrugem



O caos da irresponsabilidade e as verdades que precisamos responder. Grande vencedor do prêmio de melhor filme brasileiro do Festival de Gramado anos atrás, além de ter sido selecionado para o prestigiado Festival de Sundance, Ferrugem, dirigido por Aly Muritiba, traz à tona os problemas causados pela exposição de conteúdos pelas redes sociais, questão amplamente noticiada e cada vez mais sem controle, principalmente entre os jovens de todo o mundo. Ferrugem, é um retrato detalhista de nossa sociedade, com um primoroso desfecho, ótima direção e inspiradas atuações. Sem dúvida, um dos bons filmes nacionais lançados em circuito esse ano. Na trama, acompanhamos Tati (Tifanny Dopke) uma jovem estudante do ensino médio que após terminar um namoro, começa a se interessar por Renet (Giovanni de Lorenzi). Durante uma viagem da escola, Tati acaba perdendo seu celular que continha um conteúdo comprometedor de seu antigo relacionamento. O vídeo acaba vazando em grupos de whatszap de toda a escola, deixando a jovem desesperada e a beira de uma atitude que irá mexer com muitas vidas.

 

Bad Genius


Um dos filmes mais eletrizantes do cinema asiático dos últimos anos e representante da Tailândia ao Oscar 2018 na categoria Melhor Filme Estrangeiro, Bad Genius, dirigido pelo ótimo cineasta Nattawut Poonpiriya, contorna as emoções de maneira sublime para explicar uma história que envolve estudantes, as pressões pelas provas que podem mudar uma vida e um outro lado que se descobre quando determinadas portas de oportunidade se abrem. Tudo é muito bem encaixado no excelente roteiro de assinado pelo diretor, Tanida Hantaweewatana e Vasudhorn Piyaromna. Uma excelente surpresa e infelizmente ainda sem data de estreia no circuito brasileiro de exibição.

 

O Orgulho

A linha tênue entre o ensinar e o provocar. Dirigido pelo ator e cineasta israelense Yvan Attal, Le Brio, no original, é a saga de uma relação controversa entre um mestre e uma aluna, com pitadas jurídicas e diálogos que preenchem nosso campo emocional.  Ainda em exibição no circuito exibidor brasileiro, o filme é uma grande aula sobre a sociedade que vivemos e como enxergamos o próximo.

 

Os Sonhadores

Um grupo de jovens lutando pela manutenção de um ícone artístico (fato, que ocorreu realmente, e o próprio Bertolucci acompanhou os desenrolares daquele dia marcante) que havia sido deposto de seu cargo é o pontapé inicial da história de um jovem estudante que chega para estudar na França e conhece um casal de irmãos. Dessa amizade, transborda-se aos poucos, um desejo sexual à flor da pele que corre em paralelo aos movimentos estudantis que estão ocorrendo em Paris, na década de 60.

 

Querido Evan Hansen

Quando a foça da história é mais forte que qualquer outro detalhe. Um dos maiores sucessos da Broadway dos últimos anos, inclusive ganhador de diversos prêmios do universo do teatro, Querido Evan Hansen enfim ganhou sua tão aguardada versão cinematográfica. Tocando em temas fortes e bastante profundos sob ponto de vista de uma adolescência repleta de dúvidas e medos o filme flerta com a melancolia a todo instante buscando gerar pontos reflexivos sobre diversos temas que são encontrados facilmente na realidade. Dirigido pelo especialista em adaptações Stephen Chbosky (já dirigiu As Vantagens de Ser Invisível e Extraordinário) o musical buscou a força e conhecimento do protagonista da peça na Broadway, Ben Platt, o que, por mais que ele conheça de cabo a rabo o personagem é muito mais velho que a idade do protagonista hoje em dia o que pode gerar um estranhamento bem grande quando pensamos nisso. Passando por cima dessa informações e se prendendo ao que vemos como trajetória dos personagens o filme pode agradar bastante.

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