Subgênero de comédia tem pérolas que se tornaram muito queridas pelo público

A estreia do sucesso Esquadrão Trovão pela Netflix adicionou ao catálogo do serviço um mais novo exemplar no grupo de comédia, porém dessa vez com uma proposta diferenciada. O diretor Ben Falcone entrega uma obra que dialoga com a atual febre por filmes de quadrinhos só que com a ideia de construir uma linha de humor sobre o tema, quase que de maneira satírica; ainda que com resultados nem tão efetivos.

Ainda assim esse é um filme que relembra uma longa tradição de Hollywood de criar comédias ao redor de produtos pré-existentes, resultando por vezes nos chamados besteiróis ou obras que realmente trazem algum comentário sobre elementos do mundo real. Sendo assim seguem cinco paródias que marcaram época de alguma forma.

5) Todo Mundo em Pânico

Os anos 90 foram importantes para o terror por apresentar um renascimento do gênero. Após um inchaço de franquias slasher nos anos 80, tendo Sexta Feira 13 e A Hora do Pesadelo como os principais nomes e diversas franquias derivadas dessa febre. No entanto, ao final da década o gênero se encontrava bastante desacreditado pelos diversos exemplares de baixa qualidade produzidos pelos estúdios. 



O gênero do terror despido de toda a intimidação.

Isso até 1996 quando Wes Craven lançou Pânico como um slasher metalinguístico que brinca com os estereótipos do subgênero que foram popularizados nos anos anteriores, quase de uma forma consciente. Dito isso, nos anos 2000 os irmãos Wayans iniciaram sua franquia Todo Mundo em Pânico no qual o primeiro filme tinha o já mencionado terror como base do roteiro mas ainda assim não deixava de ridicularizar outros elementos da cultura popular dos Estados Unidos.

4) Super-Herói: O Filme

O início do novo século foi muito especial para o cinema de quadrinhos; as produções começavam a ter maiores orçamentos e os filmes em si recebiam tratamentos de roteiro cada vez melhores, como em Homem-Aranha 2. Em 2008 o roteirista Craig Mazin lançou Super-Herói: O Filme, uma sátira que mirava, dentre outras obras, a trilogia do Homem-Aranha de Sam Raimi

O herói protagonista, Libélula, tem fãs até os dias atuais.

Protagonizada por Drake Bell (em alta por sua participação na sitcom Drake & Josh) o filme contava sobre o surgimento do herói Libélula, cujos poderes eram os mesmos do dito inseto. O filme criou um grupo de fãs considerados por conter alguns momentos de comédia verdadeiramente inspirados, ainda que não deixe nunca de ser um representante dos besteiróis, além de consolidar o nome de Mazin que alguns anos depois produziria a premiada série Chernobyl.

3) O Jovem Frankenstein

No panteão de monstros que povoam a literatura e o cinema, poucos são tão icônicos e com tamanho lugar cativo como o monstro de Frankenstein. Ainda que não seja o protagonista na obra literária de Mary Shelley, é sua presença, junto às discussões éticas e religiosas que seu nascimento gera, que tornam a história algo que se destacou bastante na época da publicação. Nos anos 30 a interpretação de Boris Karloff também foi determinante para criar um afeto entre o público e a criatura.



Mel Brooks em grande forma com essa sátira de 1974.

Com isso em mente, em 1974 o cineasta Mel Brooks desenvolveu a sátira O Jovem Frankenstein protagonizada pelo astro Gene Wilder como o neto do Dr. Victor Frankenstein que recebe de herança o castelo da família junto com os pertences do antigo patriarca. Mesmo tendo passado a vida tentando se desassociar da relação entre sua família e a pesquisa sobre a morte, ele tem a chance de, agora junto as anotações do avô, executar seus planos.

2) S.O.S. – Tem um Louco Solto no Espaço

Desde 1977 Star Wars já era um fenômeno cultural com um único filme; isso só se intensificou após o lançamento das sequências nos anos 1980 e 1983. Após o encerramento da trilogia com Retorno de Jedi o fascínio por aquele universo não diminuiu ou se tornou menos inspirador para diversos outros produtos.

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Nem “Star Wars” foi poupado.

Spaceballs (no título original) foi um desses “legados”; a sátira também dirigida por Mel Brooks trouxe uma comédia claramente canastrona que tinha forte inspiração no primeiro filme da trilogia de George Lucas, ainda que fazendo algumas adaptações para tornar tudo ainda mais absurdo como, por exemplo, transformar a Milenium Falcon em um trailer que voa no espaço. Entretanto, a presença de Rick Moranis é o elemento mais cultuado da obra. Sua versão de Darth Vader se tornou um símbolo no gênero da comédia em geral.

1) Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu!

No início dos anos 80 não era comum o modelo de filme satírico que se tem hoje em que cada cena termina com um acontecimento intencionalmente engraçado e logo em seguida se inicia outro segmento, quase que em um sistema de esquete. Isso mudou quando em 1980 o trio de diretores David Zucker, Jerry Zucker e Jim Abrahans trouxeram seu exemplar baseado nos filmes sobre grandes desastres.

Até hoje um modelo que os filmes de sátira, consciente ou não, seguem.

Com isso, o trio aplicou em um longa a mesma fórmula de comédia pontual;  com o qual eles se tornaram famosos alguns anos antes nos palcos. Dessa maneira, quando se assiste ao clássico do trio, é fácil pontuar em que momento começa uma piada e logo em seguida perceber quando ela atinge um clímax\conclusão para que então outro segmento de acontecimentos entre em cena. 

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