FRACASSO de bilheteria de ‘Elio’ acende alerta na Pixar: por que os originais não decolam mais?

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Nem mesmo o brilho da Pixar tem sido suficiente para garantir sucesso nas bilheterias quando o assunto são filmes originais. ‘Elio‘, nova aposta do estúdio sobre um garoto solitário que acaba em uma missão intergaláctica, estreou com números decepcionantes: apenas US$ 21 milhões nos EUA e US$ 35 milhões no mundo inteiro. O longa, que custou cerca de US$ 150 milhões para ser produzido, teve a pior estreia da história da Pixar.

É um contraste gritante com o desempenho de ‘Divertida Mente 2‘ no ano passado, que abriu com US$ 154 milhões só no mercado doméstico e ultrapassou US$ 1,6 bilhão no mundo. O recado do público parece claro: eles preferem o que já conhecem.

“Esses números poderiam ser considerados bons para outros estúdios, mas para a Pixar, são fracos”, disse David A. Gross, da Franchise Entertainment Research.

Desde ‘Viva: A Vida é uma Festa‘ (2017), a Pixar não consegue emplacar um novo universo original nos cinemas. ‘Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica‘, ‘Lightyear‘ e ‘Elementos‘ ficaram abaixo do esperado, mesmo quando elogiados.

No caso de ‘Elio‘, o desafio não foi apenas conquistar corações, mas também sobreviver a uma janela de lançamento apertada, entre dois grandes concorrentes: a versão live-action de ‘Como Treinar o Seu Dragão‘ e o novo ‘Lilo & Stitch‘.

A pandemia forçou a Pixar a lançar títulos diretamente no Disney+, como ‘Soul’ e ‘Luca‘. O resultado? O público se acostumou a assistir às animações em casa, o que dificultou o retorno às salas de cinema.

“A estratégia de streaming talvez não tenha criado o problema com os filmes originais da Pixar, mas certamente acelerou isso”, analisou Shawn Robbins, diretor de análises da Fandango.

Além disso, os custos de produção seguem altos: enquanto a concorrência (DreamWorks, Illumination) gasta entre US$ 70 e 80 milhões por filme, a Pixar ainda opera em orçamentos quase o dobro disso — por manter a produção nos EUA, com toda a equipe sob o mesmo teto.

Ainda há esperança para “Elio”?

Apesar da estreia fraca, o longa recebeu nota A no CinemaScore e 85% de aprovação no Rotten Tomatoes. A aposta agora é que ele siga os passos de ‘Elementos‘, que teve uma recuperação surpreendente nas semanas seguintes.

E o futuro? Além do previsível ‘Toy Story 5‘, a Pixar já planta sementes para outro projeto original: ‘Hoppers‘, marcado para março de 2026. A história inusitada sobre uma jovem que transfere sua consciência para um castor sintético promete mais um desafio para o departamento de marketing.

Vale lembrar que o longa já está em exibição nos cinemas nacionais.

Crítica | ‘Elio’ resgata as glórias da Pixar em uma tocante e honesta narrativa sci-fi

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