A famosa cantora e compositora Halsey (cujo nome verdadeiro é Ashley Nicolette Frangipane) fez sua estreia no cenário da música ainda em 2015, com o adorado álbum ‘Badlands’ – que já a marcou no escopo fonográfico como uma das promissoras artistas da nova geração.
Desde então, calcou uma carreira de enorme sucesso crítico e comercial que já lhe rendeu duas indicações ao Grammy Awards e inúmeras outras estatuetas. Apesar de ter apenas cinco álbuns de estúdios em sua discografia, Halsey já causou impacto o bastante para querermos conhecer e revisitar suas incursões criativas mais de uma vez – e que, como vem se mostrando, ganha cada vez mais espaço na esfera mainstream.
Em 2026, uma de suas melhores produções, o aclamado ‘If I Can’t Have Love, I Want Power’, completa cinco anos desde seu lançamento oficial. O projeto contou com treze irretocáveis faixas que trouxeram Halsey em uma persona mais agressiva, principalmente após ter dado à luz ao seu filho, aproveitando o momento para trazer à tona discussões sobre gênero e maternidade.
Para celebrar seu quinto aniversário, preparamos uma breve lista elencando suas melhores canções.
Confira abaixo as nossas escolhas e conte para nós qual a sua favorita – ou qual deixamos de fora:
- “I AM NOT A WOMAN, I’M A GOD”
“I am not a woman, I’m a god” tornou-se, em tempo recorde, uma das assinaturas de Halsey no mundo da música e uma de suas canções mais fortes e importantes. Na track, que prenuncia o ato final de seu mais recente álbum, há a exploração total do synth-pop, trazendo referências a Arcade Fire, por exemplo, em uma atmosfera incrementada e sem qualquer remorso sobre o que cria.
- “YA’ABURNEE”
A beleza do álbum está em não saber o que a próxima música nos guarda e, no final das contas, abrir uma caixinha de surpresas com uma mixtape exuberante, sonoramente colorida e incansavelmente excêntrica. É nesse quesito que “Ya’aburnee” se transforma em uma das melhores entradas do disco: aqui, a faixa toma uma direção diferente do esperado, desde o críptico título árabe até o sólido alicerce causado pelo baixo, finalizando essa sensorial e cinemática aventura com os melancólicos versos “querido, você vai me enterrar, antes que eu enterre você”.
- “GIRL IS A GUN”
Considerando a estrutura do projeto, Halsey poderia muito bem resvalar nas superficiais fórmulas declamativas e dizer obviedades cansativas e que já foram repetidas inúmeras vezes por várias pessoas. Felizmente, não é isso o que ela faz e, através de experimentalismos ousados, ela coloca as guitarras de lado em prol da exaltação do hyperpop e do PC music com “Girl is a Gun”, cujo sucesso é alcançado em virtude de outros dois produtores que emprestam suas habilidades para a track: os vencedores do Oscar Atticus Ross e Trent Reznor
- “EASIER THAN LYING”
Com ‘If I Can’t Have Love, I Want Power’, Halsey apostou suas fichas em histórias românticas e arromânticas, experimentando como nunca e sem perder a mão de uma produção irretocável. Encarnando uma de suas musas, a lendária Dolores O’Riordan, vê-se seu apreço pelo peso dramático e explosivo do grunge e do hard rock em “Easier than Lying”, por exemplo, num hino de empoderamento digna da nossa atenção e que se configura como um dos vários ápices da obra.
- “THE TRADITION”
O álbum é um produto conceitual que analisa as dicotomias da sociedade, as “alegrias e os horrores da gravidez e da maternidade”, “a dicotomia entre a Madona e a Prostituta”, em um mundo regido pela fragilidade emblemática dos homens e pela necessidade de controlar o corpo e o pensamento das mulheres. É nesse escopo que partimos para a faixa de abertura, “The Tradition”, cuja pungente narrativa é acompanhada de um afiado e épico refrão, guiado pelo mote “peça perdão, nunca permissão” – um início bastante forte para o que se tornaria o disco de sua carreira.




