O encantador JoJo Rabbit estreia no próximo dia 6 de fevereiro no Brasil. Dirigido pelo ácido Taika Waititi (O que Fazemos nas Sombras), o longa fez sucesso pelos festivais em que passou (incluindo sua estreia no Festival de Toronto no ano passado). O resultado foram 6 indicações ao Oscar, incluindo melhor filme, nos próximos prêmios da Academia – que vai ao ar no dia 9 de fevereiro.

A história hilária, mas com doses assombrosas de drama e encantamento, relata uma Segunda Guerra Mundial diferente de tudo que já vimos no cinema. Esta é uma mistura de A Vida é Bela (1997), Bastardos Inglórios (2009) e Os Heróis Não Tem Idade (1984). O menino patriota Jojo (Roman Griffin Davis), de 10 anos, deseja ser um herói para seu país, assim como todo garoto. O problema é que seu país é a Alemanha, e pior ainda, durante o Reich de Adolf Hitler (seu amigo imaginário e figura paterna). O filme narra com muito bom humor, mas de forma pra lá de sarcástica, a jornada do jovem sobre o que de fato os líderes de sua nação fizeram.

Para entrar no clima desta obra pra lá de diferente, que deve ser assistida por todos, pois é uma aula sobre tolerância, amor e aceitação, o CinePOP resolveu relembrar alguns filmes produzidos com uma pegada similar – ao retratar os horrores da guerra de uma forma mais leve, mas sem diminuir sua importância. Vem com a gente relembrar.

Bastardos Inglórios (2009)

Já que mencionamos a obra-prima de Quentin Tarantino acima, nada melhor do que começar a lista com ela. Muitos irão dizer que Bastardos é bem sério e violento, mas a verdade é que o longa tem momentos muito engraçados. Assim como JoJo Rabbit, o segredo de seu sucesso é a mescla perfeita entre esses dois gêneros que diríamos não que se misturam, caso não tivéssemos exemplos tão bem confeccionados.

E isso Tarantino faz muito bem: nos deixa com um sorriso largo de orelha a orelha, somente para no momento seguinte nos deixar boquiabertos e tensos segurando o braço da poltrona. Com Bastardos não é diferente e uma boa mostra disso é o desempenho vencedor do Oscar de Christoph Waltz, que traduz com perfeição todos estes itens: engraçado, tenso e assustador.

Bastardos Inglórios foi indicado no Oscar para melhor filme, diretor Tarantino, roteiro original, fotografia, edição, mixagem de som e edição de som, e venceu o de melhor coadjuvante para Waltz. Bastardos está na lista dos 250 melhores de todos os tempos no IMDB.

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Dr. Fantástico (1964)

Pulando de uma obra-prima para outra, e de um mestre para outro, voltamos ao cinema clássico para falar desta produção imortal de um certo Stanley Kubrick. Ainda enaltecida como a sátira de guerra definitiva, aqui, ao invés da concreta Segunda Guerra Mundial, o tópico era a infame Guerra Fria entre os EUA e a União Soviética – que causou pânico no mundo por cinco décadas.

Curiosamente, quem desencadeia a crise é um general americano paranoico, fazendo políticos dos países inimigos patinarem em gelo fino, tentando chegar a um acordo. O icônico Peter Sellers – imortalizado pelo papel do Inspetor Closeau nos filmes da Pantera Cor-de-Rosa – interpreta nada menos que três personagens: um capitão do exército, o presidente dos EUA e, o melhor deles, o amalucado cientista alemão Doutor Strangelove.

Dr. Fantástico foi indicado para 4 prêmios no Oscar: melhor filme, ator para Sellers, diretor para Kubrick e roteiro adaptado, e está na lista dos 250 melhores de todos os tempos do IMDB.

A Vida é Bela (1997)

Outro filme citado acima, o agridoce A Vida é Bela é um projeto pessoal para o astro italiano Roberto Benigni – que escreveu, estrelou e dirigiu o longa. A obra levou para casa 3 Oscar: melhor ator (Benigni), filme estrangeiro e trilha sonora, e estava indicado para mais 4, incluindo melhor filme, diretor e roteiro.

A história narra a forma como um judeu se desdobra para livrar seu filho das terríveis imagens da guerra, já que ambos estão presos em um campo de concentração nazista durante o Holocausto. O sujeito cria um grande faz de conta, onde tenta provar para o menino que aquilo não passa de uma brincadeira elaborada.

M.A.S.H. (1970)

Baseado no livro de Richard Hooker, e dirigido pelo prestigiado Robert Altman, o foco desta comédia é a Guerra da Coreia. No conflito, médicos e equipe de um hospital mantém o humor como arma de defesa de sua sanidade mental. MASH foi indicado para 5 prêmios no Oscar, incluindo o de melhor filme e diretor para Altman, e levou o de roteiro adaptado. O filme fez tanto sucesso que gerou uma série de TV dois anos depois. O programa durou nada menos do que 11 temporadas, de 1972 a 1983.

Bom Dia, Vietnã (1987)

Adentramos ainda uma outra guerra. Essa, uma ferida aberta no coração da América por muitos anos – ou quem sabe ainda hoje. A Guerra do Vietnã foi uma que os EUA saíram perdendo, em todos os sentidos. Naturalmente, dezenas de produções sobre o tema foram realizadas. Bom Dia, Vietnã, porém, é a mais famosa a dar um enfoque leve e cômico a este trágico período. Ao mesmo tempo sendo extremamente respeitoso com o drama dos soldados.

Na história, o saudoso Robin Williams vive o DJ real Adrian Cronauer, que com muita irreverência e humor alegrava os soldados servindo no conflito. Somente uma máquina de piadas e trocadilhos como Williams seria capaz de personificar uma figura maior que a vida como esta. Pelo longa, o ator recebeu uma indicação ao Oscar como protagonista.

Ardil 22 (1970)

No cinema, os soldados servindo na Guerra são sempre sinônimo de bravura e coragem. Bem, nem todos. Aqui neste filme baseado no livro de Joseph Heller, o foco é subverter a mentalidade militar apresentando um protagonista que deseja ser diagnosticado como louco, somente para não precisar lutar no conflito.

A obra é dirigida pelo mestre Mike Nichols (A Primeira Noite de um Homem). Em 2019, foi ao ar no streaming Hulu, uma minissérie em 6 episódios que readaptada o clássico texto. O programa tem criação de David Michôd (The Rover – A Caçada), e produção de George Clooney (que também atua na série).

Três Reis (1999)

Por falar em George Clooney, o astro é o protagonista desta sátira de guerra, que novamente foca em outro conflito. Desta vez, o escolhido é a Guerra do Golfo (1990 – 1991), famosa para pessoas da minha geração. Na trama, três soldados americanos (Clooney, Mark Wahlberg e Ice Cube) decidem dar um tempo de seus deveres na guerra para roubarem um tesouro escondido de Saddam Husseim, como renegados.

Apesar de sua qualidade, os bastidores do filme foram caóticos, incluindo troca de socos entre o astro Clooney e o diretor David O. Russell (O Lado Bom da Vida), que não gostou da forma como o cineasta tratava sua equipe – gritando e os humilhando. Depois deste caso e dos bastidores de Huckabees, O. Russell ficou um tempo sumido de Hollywood, retornando em O Vencedor (2010) com uma atitude mais humilde.

Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando! (1966)

Voltando à paranoia da Guerra Fria, esta comédia baseada no livro de Nathaniel Benchley aborda o medo absurdo que os EUA tinham dos Russos, propagado por seus governos. Um submarino russo falha em New England, fazendo sua tripulação buscar ajuda, incógnitos. Mas logo causam uma tremenda confusão no local, fazendo uma cidadezinha pensar em invasão. O filme foi indicado para 4 Oscar, incluindo melhor filme, roteiro e ator para Alan Arkin. O elenco conta ainda com Eva Marie Saint (Sindicato de Ladrões e Intriga Internacional). A direção é de Norman Jewison (No Calor da Noite).

Trovão Tropical (2008)

Esta comédia escrita, dirigida e protagonizada por Ben Stiller não é um filme de guerra propriamente, mas se torna um. Sátira de filmes como Platoon (1986), na trama uma equipe de cinema planeja gravar o maior filme de guerra já produzido. O realismo é essencial. Justamente por isso, logo de cara o diretor da obra termina explodido por uma mina terrestre de verdade.

Os atores do longa, por sua vez, acreditam que tudo não passa de um truque, para dar mais intensidade à suas atuações. É o processo metódico definitivo. Entre os atores, um astro da ação querendo ser levado a sério (Stiller), um ator dramático que gosta de se transformar literalmente em seus personagens (Robert Downey Jr., que ganhou uma indicação ao Oscar por seu papel) e um comediante viciado em drogas tentando se limpar (Jack Black).

1941 – Uma Guerra Muito Louca (1979)

Seguindo seus filmes Tubarão (1975) e Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1979) considerados obras-primas e clássicos absolutos, Steven Spielberg deu a primeira grande derrapada de sua carreira quando decidiu que este projeto seria seu próximo. Uma comédia escrachada no estilo besteirol, 1941 aborda de forma histérica e nonsense, a preparação da Califórnia para uma invasão japonesa após os ataques de Pearl Harbor.

Um grande elenco salpica o longa em participações, e nomes como Dan Aykroyd, John Belushi, Christopher Lee, Nancy Allen e John Candy desfilam em tela. Apesar das críticas negativas, o filme foi indicado para três prêmios no Oscar: fotografia, som e efeitos visuais.

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