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Se você ainda não assistiu ao quinto episódio de Loki, não leia esta matéria para não receber spoilers.

O penúltimo episódio de Loki encaminhou a série para o fim, apesar de não ter mostrado muita coisa em níveis narrativos e de desenvolvimento de roteiro. E grande parte dele gira em torno da ameaça da vez, o temível Alioth. Baseado nos quadrinhos, o personagem é retratado na série como uma nuvem viva que assume uma forma similar a de cão, cuja alimentação é baseada na matéria e na energia dos viajantes temporais que são jogados no Vazio. Praticamente invencível, ele serve como um tipo de cão de guarda que impede que as variantes podadas pela TVA retornem para suas linhas do tempo. Isso faz dele um autêntico bicho-papão das variantes, que passam o resto de suas vidas fugindo dele. Porém, como vimos ao fim do episódio, Loki (Tom Hiddleston) e Sylvie (Sophia Di Martino), com a ajuda do Vovô Loki (Richard E. Grant), conseguem enfeitiçá-lo e adentrar em sua mente, abrindo um portal para o desconhecido.



Criada em 1993, a versão dos quadrinhos é uma entidade não muito famosa por ter um poder imensurável. Ele é uma entidade cósmica atemporal. Não apenas isso, mas também é considerado o primeiro personagem a conseguir romper as barreiras do tempo, se tornando imune a ele. Ou seja, Alioth, o Usurpador pode viver em diferentes linhas temporais e causar destruição em todas elas. Com esse nível de poder, as poucas vezes em que apareceu foram em histórias dos Vingadores envolvendo o vilão Kang, O Conquistador. E como era de se esperar, uma entidade tão temida assim não se conformaria em viver sem demonstrar sua influência e capacidades para os mais fracos. Então, a nuvem roxa forma um império colossal que não só faz frente ao de Kang, como também é estimado que seja três vezes maior que o do Conquistador.

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E como era de se esperar, esses dois déspotas superpoderosos são inimigos mortais. Inclusive, é a presença do Alioth que cessa o desejo de Kang por novas terras. Afinal, Kang é o viajante do tempo mais famoso do Universo Marvel. E como os poderes do Alioth incluem se alimentar de matéria e energia temporal, Kang é literalmente um prato cheio para seu rival. O receio de ser destruído pelo inimigo é tão grande que o Conquistador cria barreiras especiais para proteger seu reino, Chronopolis.



A presença do Alioth no último episódio, junto ao easter egg da torre das empresas Qeng, cujo dono nas HQs é o próprio Kang, parece indicar que o grande nome por trás da TVA é Kang, O Conquistador. Vilão que já estava escalado para aparecer em Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania. Afinal, eles são nêmesis e a nuvem roxa não costuma aparecer em tramas que não envolvam o Conquistador. Além disso, a própria presença de Ravonna Renslayer (Gugu Mbatha-Raw), que é esposa de Kang nas HQs, já é um grande indício da presença do vilão nesta história. Só que é aquilo. No MCU, nem tudo que parece um pato, nada como um pato e grasna como um pato é efetivamente um pato. Como não lembrar do Mandarim falso (Ben Kingsley) em Homem de Ferro 3 ou do Mephisto em WandaVision? Então, por mais que tudo indique que o grande vilão da trama de Loki é o Kang, a Marvel pode surpreender. Caso seja ele mesmo, isso indica um futuro completamente instável para o MCU, já que a maior ameaça será um vilão que pode viajar e alterar linhas do tempo a seu bel-prazer.

O último episódio de Loki estreia nesta quarta (14) no Disney+.

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