Adam Sandler, ame-o ou odeie-o. Comediante oriundo do humorístico mais duradouro da TV norte-americana, o Saturday Night Live, Adam Sandler fez uma das melhores transições do famoso programa de auditório para as telonas – quiçá a melhor -, se tornando um verdadeiro astro do cinema. Seu início foi tímido ainda em 1989, com Ir ao Mar (Going Overboard). Mas foi depois de obras como Um Herdeiro Bobalhão (Billy Madison, 1995) e Um Maluco no Golfe (Happy Gilmore, 1996), que o ator decidiu fundar sua própria produtora, a Happy Madison, visando financiar não apenas seus próprios projetos, mas ajudar seus amigos, comediantes e atores que se encontravam no ostracismo – oferecendo empregos a todos.

O sucesso absoluto viria apenas em 1998, ano considerado divisor de águas na carreira de Adam Sandler. No início de tal ano ele lançaria uma comédia diferente de tudo que já tinha feito, por se tratar igualmente de um romance e de um filme mais afetuoso. Afinado no Amor (The Wedding Singer) pegou a audiência de surpresa, oferecendo uma eficiente parceria entre Sandler e Drew Barrymore – que se repetiria mais duas vezes depois. No mesmo ano, já para os últimos meses de 1998, o ator voltaria para mais um round no sucesso esmagador O Rei da Água (The Waterboy), no qual o comediante criaria um tipo de personagem usado inúmeras vezes em sua carreira: o sujeito pouco esperto e com defeito na fala, mas dono de um enorme coração.

Em 1999, O Paizão (Big Daddy) cimentava Adam Sandler como nome a ser reconhecido na indústria, desbancando pesos pesados nas bilheterias, com um filme que misturava sua típica comédia escrachada e de baixo calão, com bastante afeto numa história sobre um homem imaturo criando um menino. O Paizão se tornou para a geração dos anos 2000, o que os clássicos dos anos 80 foram para a geração dos anos 90 em relação às reprises da Sessão da Tarde.

Com todos esses anos de carreira e 82 créditos como ator, só falta mesmo um Oscar para o humorista – ou quem sabe uma indicação. E acredite, ele já fez por onde algumas vezes. Um dos atores mais constantes de Hollywood, goste de seu estilo ou não, Adam Sandler é extremamente rentável. A prova disso foi o contrato que fechou com a Netflix para filmes exclusivos em sua plataforma, dos quais ele já lançou seis produções datando de 2015. E se preparem pois vem mais aí. Enquanto as novas comédias não chegam, vamos aquecendo os motores e nos adiantando nesta nova matéria. Aqui iremos listar todos os filmes de Adam Sandler exclusivos da Netflix do pior ao melhor. Confira abaixo e não esqueça de comentar. Ah, sim. Usamos como parâmetro as avaliações dos fãs no IMDB e Rotten Tomatoes, e também dos críticos no Rotten, para tirar nossa média e ranquear.



Os 6 Ridículos

Começamos a lista com o primeiro filme da parceria milionária entre Sandler e a Netflix. No longa, o ator estrela seu primeiro faroeste na pele de um homem criado por índios, que descobre que possui cinco irmãos e parte para encontra-los, a fim de se reunirem com seu pai. Antes de estrear na Netflix, o filme seria produzido pela Sony, depois seguiu para as mãos da Paramount e Warner, até finalmente cair no colo da pioneira dos streamings, se tornando assim uma das obras parte do acordo entre o humorista e a plataforma. O filme, porém, não agradou tanto a crítica, com roteiro de Adam Sandler, e se encontra como o  trabalho da parceria menos apreciado na opinião geral.

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Zerando a Vida

Aqui, Sandler apenas protagoniza, deixando o roteiro de lado momentaneamente. O comediante investe na ação e aventura como um sujeito misterioso e desequilibrado que reencontra um velho amigo de colégio (David Spade), um perdedor desejando uma segunda chance na vida. O personagem de Sandler forja a morte dos dois para que comecem a viver com novas identidades. Porém, logo descobrirão que suas novas identidades são ainda mais perigosas que as antigas. Lançado em 2016, este foi o segundo filme parte do acordo entre Sandler e a Netflix. E como podemos ver, as produções foram melhorando na opinião geral.



Lá Vem os Pais

Lançado em 2018, aqui temos um novo roteiro de Adam Sandler transformado em filme para a parceria com a Netflix. Já tendo se arriscado em um faroeste e um filme de ação, aqui o humorista apostava numa obra mais intimista, voltada a uma comédia mais dramática e romântica. Sandler e Chris Rock são os pais de jovens noivos com o casamento marcado. Assim duas famílias diferentes, uma judia e outra negra, irá se unir em matrimônio e a convivência dos membros, em especial dos pais dos noivos, é todo o mote de humor do longa sobre o comportamento humano. Pela ordem cronológica, este foi o quarto filme da parceria entre Sandler e a Netflix, e é considerado o quarto favorito na opinião geral.

Sandy Wexler

Terceira colaboração entre Sandler e a Netflix, o longa lançado em 2017 é uma homenagem do ator (com roteiro do próprio) não apenas ao mundo do show business, mas também ao seu próprio empresário Sandy Wernick, no qual o ator se baseou para criar o personagem título da história. No filme, o comediante vive um sujeito lendário, cujo faro para encontrar talentos diferentes de pessoas consideradas estranhas e excêntricas ditaram sua personalidade única. O filme é realizado em partes de forma como um documentário falso, onde em entrevistas personalidades reais falam sobre o personagem de Sandler e de sua importância na indústria. O filme é o terceiro preferido em geral.

Mistério no Mediterrâneo

Para sua quinta parceria com a Netflix, Adam Sandler resolveu apostar nos filmes de suspense e mistério, assassinatos e investigações, tudo no melhor clima de Agatha Christie. Para isso, se reuniu com a colega Jennifer Aniston, a eterna Rachel de Friends, com quem já havia protagonizado Esposa de Mentirinha (2011). Na trama, a dupla vive um casal de classe média norte-americano cuja vida caiu na rotina. Como forma de sacudir as coisas eles embarcam numa viagem pela Europa, onde terminam a bordo de um gigantesco iate após conhecerem um rico sujeito, e numa festa se tornam suspeitos, ao lado de um grupo de personagens exóticos, de um assassinato. O filme lançado em 2019 é o segundo preferido de forma geral, e fez sucesso ao ponto de já estar sendo produzida uma continuação.

O Halloween do Hubie



Por incrível que pareça, os fãs e críticos devem ter um carinho especial por este filme de Adam Sandler, que aqui resolve apostar no gênero terror, porém, um terror de mentirinha. Algo como um “terrir”, isto é, se a parte do rir de fato existisse. Seja como for, além de ficar de fora da lista dos piores filmes originais da Netflix no ano passado, mesmo tendo recebido críticas não muito favoráveis, a pseudo comédia ainda chega como a preferida da parceria entre o ator e a plataforma. Era esperado que Mistério no Mediterrâneo fosse o filme mais bem posicionado, mas ao tirarmos as médias das avaliações entre os fãs e os críticos, a preferência foi por O Halloween do Hubie. No filme, assim como O Rei da Água, Sandler vive um sujeito meio abobalhado, superprotegido pela mãe, a quem todos gostam de tirar sarro. Em meio às festas do dia das bruxas, estranhas ocorrências começam a acontecer na pequena cidade onde vivem, alarmando todos os moradores.

Bônus: Joias Brutas

Joias Brutas não é verdadeiramente um dos longas da parceria entre Adam Sandler e a Netflix. Trata-se de uma produção da independente A24, desde 2013 um dos melhores estúdios de Hollywood. Extremamente criativa, a produtora tratou de escalar Sandler em um de seus melhores trabalhos na pele de um ardiloso negociante de pedras preciosas de Nova York, endividado até os cabelos, precisando se livrar de enrascadas financeiras. A Netflix apenas comprou os direitos exclusivos de exibição do longa após sua estreia em festivais mundiais e inclusive de uma pequena estadia nas salas de cinema norte-americanas. Pelo filme, muitos acreditam que Adam Sandler deveria ter sido indicado ao Oscar.

Bônus: Os Meyerowitz

Assim como Joias Brutas, esse drama indie não é considerado parte do acordo entre Sandler e a Netflix. O filme prestigiado, escrito e dirigido por Noah Baumbach (História de um Casamento), fez sua estreia no badalado festival de Cannes em 2017 e seguiu para outros eventos de cinema. Ao contrário de Joias Brutas, no entanto, após sua estadia em festivais, o longa não chegou a ser exibido nos cinemas alternativos, e sim caiu na rede direto na plataforma da Netflix, uma de suas produtoras. Esse, porém, não é um filme de Adam Sandler e sim um filme com Adam Sandler. A trama gira em torno de uma família excêntrica de intelectuais encabeçada pelo patriarca Harold (Dustin Hoffman). Sandler vive Danny, um dos filhos, irmão de Matthew, papel de Ben Stiller. Curiosamente o filme marca o encontro dos dois comediantes de sucesso, Sandler e Stiller, mas não numa comédia e sim num drama.


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