A Netflix acertou em cheio com seu novo filme de suspense de ficção científica ‘Oxigênio‘ (Oxygen), que conquistou os críticos e os assinantes do streaming.

Porém, algumas pessoas não entenderam o final do filme. Em entrevista ao Inverse, o diretor Alexandre Aja explicou o desfecho.

CONFIRA COM SPOILERS:

“Sempre fui fascinado por como de alguma forma transcendemos nossos limites. O que mantém as pessoas de pé quando provavelmente vão morrer? O que mantém as pessoas lutando em seus momentos mais sombrios?”, disse Aja ao Inverse.



Vemos essas perguntas respondidas explicitamente quando Liz grava uma mensagem de áudio para seu marido Leo quando ela está quase sem ar. Ela diz a ele que vai valorizar as memórias que tem deles, mesmo que nunca tenham se conhecido. Isso a estimula a encontrar uma solução para seu problema e salvar sua vida. 

Acontece que Liz está viva há apenas 102 minutos. Ela é um dos 10.000 Omicrons, clones geneticamente modificados criados para povoar um novo planeta para a regeneração da raça humana. O marido de Liz, Leo, morreu na Terra de um vírus mortal. Mas a versão clone Omicron dele sobrevive, presa em êxtase quando a nave cheia de pods chega em seu novo planeta, Wolf 1061c.

É uma grande reviravolta no final de um filme de ficção científica, mas há mais ciência real nele do que você pode imaginar. O Wolf 1061c é um planeta real, que tem um lado sempre iluminado e o outro sempre escuro. A estreita faixa entre os dois poderia ser habitável, mas a estrela está a 13,8 anos-luz de distância da Terra. Com isso, os clones são congelados para chegarem lá vivos.

No final do filme, vemos Leo e Liz se abraçando em uma praia no novo planeta. Eles não são tecnicamente Leo e Liz, mas o clone deles. A verdadeira história de amor deles terminou quando Leo morreu de volta na Terra, deixando Liz envelhecer e continuar suas pesquisas sobre o transplante de memória.



No Rotten Tomatoes, a produção conquistou 100% de aprovação dos críticos, baseado em 27 reviews. TODAS positivas.

Nas redes sociais, os assinantes elogiaram a produção afirmando que ficaram angustiadas.

Aproveite para assistir:



Confira:



Entre os principais comentários, os jornalistas elogiam a direção muito bem executada apesar de alguns furos no roteiro, o clima de tensão que prende o espectador do início ao fim e a surpreendente atuação de Laurent.

Confira as principais críticas:


Crítica Netflix | Oxigênio – Suspense é TENSO e prende o fôlego até os últimos minutos

Oxigênio tem alguns momentos de suspense que valem a pena, [enquanto Alexandre] Aja e seu frequente diretor de fotografia Maxime Alexandre conseguem encontrar maneiras de posicionar várias câmeras dentro do espaço apertado da câmara criogênica.” – Casey Chong

“A ideia de alto conceito do filme pode parecer boba depois de passar mais de 90 minutos com a protagonista, mas o diretor garante que ele faça com que o processo pareça plausível e divertido.”, Marianna Neal 

“É eficaz, tem um ritmo adequado, é bem executado, me manteve na dúvida, e eu fiquei na ponta da cadeira o tempo todo.”, Impression Blend

“Talvez a maior conquista seja como uma história aparentemente limitada consegue ser repleta de reviravoltas, cada uma mais emocionante e encantadora do que a anterior.”, The Spool

“Mesmo com alguns furos de roteiro, grandes o bastante para caberem um asteroide, a forma como Aja executa essa história é muito impactante, é uma jornada bem intrigante.” – Variety.

“Laurent é incrível, mesmo não sendo a única atriz no filme, merece todo o destaque.” – Financial Times.

“Um verdadeiro exercício que faz a gente se sentir sufocado e desconfortável.” – The Hollywood Reporter.

“Na melhor das hipóteses, ‘Oxigênio‘ se aproxima com sucesso da sensação de estar preso numa ‘sala de fuga’. – Slant Magazine.

“‘Oxigênio, teu nome é INTENSO.” – What She Said.

“Embora muitas das melhores ideias do filme não sejam originais, a trama é envolvente e impressionante, apesar das limitações.” – Radio Times.

“‘Oxigênio‘ continua zumbindo em um ritmo acelerado, com um enredo que tem diversas reviravoltas. Embora não seja completamente sem substância, certamente tem um estilo envolvente, que quase compensa as oportunidades narrativas perdidas.” – Screen Anarchy.

Assista nossa crítica em vídeo:

A trama é centrada em uma mulher que acorda em uma cápsula médica criogênica, sozinha, sem memória e sem saída. Tudo o que ela sabe é que ela tem 90 minutos de oxigênio e precisa descobrir como se salvar, enquanto descobre quem ela realmente é, quem a colocou lá e o mais importante — por quê?

Escrito por  Christie LeBlanc, o filme também conta com Mathieu Amalric (‘O Quarto Azul‘) e Malik Zidi (‘Os Caminhos de Terror‘) estrelam a produção.

“Um dos melhores roteiros que já li em anos – uma experiência de sobrevivência com um grande mistério central,” disse Aja. “Mesmo sem o oxigênio acabando, o suspense naquelas páginas me deixou sem fôlego.” 

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