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Disney prepara novo ‘Piratas do Caribe’ com RETORNO de Johnny Depp, afirma insider

Segundo o InSnider, a Walt Disney Studios está se preparando silenciosamente para começar a produção do próximo filme da saga ‘Piratas do Caribe‘ em um estúdio de som de Hollywood.

Embora não haja um cronograma para quando a produção começará oficialmente, o site afirma que ouviu que o filme contará com o retorno de Johnny Depp!

Mesmo o ator já tendo expressado dúvidas a respeito de um possível retorno, já havia rumores de que ele voltaria ao seu lugar como o icônico pirata Jack Sparrow, depois que ele venceu o caso de difamação contra sua ex-mulher, Amber Heard.

Rumores afirmavam que a Disney pagaria US$ 301 milhões para que o ator voltasse para mais uma rodada de filmes.

Por enquanto, seu retorno não passa de rumores.

Apesar de as reações da crítica serem mistas em relação ao filme, a atuação de Johnny Depp era uma exceção, e em geral recebia respostas muito positivas, que inclusive renderam uma indicação ao Oscar para o ator, por ‘Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra.

Vale lembrar que, anteriormente, durante o extenso julgamento que enfrentou contra Heard, Depp comentara que “nada nesse mundo” o faria retornar à franquia da Disney.

“O fato é, Sr. Depp, se a Disney chegasse a você com US$ 300 milhões e um milhão de alpacas, nada neste mundo o faria voltar e trabalhar com eles em outro filme de Piratas do Caribe. Correto?”, questionou Ben Rottenborn, advogado da atriz à época. É verdade, Sr. Rottenborn”, respondeu Depp.

3ª temporada de ‘Reacher’ chega ESTA SEMANA ao streaming; Saiba que dia!

Homem ferido segurando-se em barco durante tempestade

A 3ª temporada de ‘Reacher‘, série de ação estrelada por Alan Ritchson, chega esta semana ao catálogo do Prime Video.

O novo ciclo será lançado no próximo dia 20 de fevereiro na plataforma de streaming.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Baseado no terceiro livro da saga de Lee Child, intitulado Acerto de Contas, a terceira temporada jogará Jack Reacher no coração de uma vasta empresa criminosa ao tentar resgatar um informante disfarçado da DEA cujo tempo está se esgotando. Trabalhando disfarçado, ele encontra um novo mundo de segredos e violência — e confronta alguns negócios inacabados de seu próprio passado.

Nick Santora (‘Scorpion’) é o showrunner da série.

O elenco ainda conta com Maria Sten, Anthony Michael Hall, Sonya Cassidy, Brian Tee, Johnny Berchtold e Roberto Montesinos.

Homem de costas, logo 'Reacher', nova temporada em fevereiro

Kevin Feige revela o status dos VINGADORES no MCU

Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, recentemente compartilhou informações sobre o estado atual dos ‘Vingadores’ no Universo Cinematográfico Marvel (MCU). Segundo Feige, a equipe permanece inativa desde a batalha épica contra Thanos.

Conforme relatado pelo The Direct, Feige explicou que, dentro da narrativa do MCU, os ‘Vingadores’ estão fora de ação há aproximadamente uma década.

“Em Capitão América: O Novo Mundo Valente, Sam Wilson é o Capitão América, e ele tomou a decisão de se tornar, sem reservas, o Capitão América. Mas o que significa ser o Capitão América quando você não é um super-soldado, o que sabemos de forma definitiva que Sam Wilson não é, e em um mundo onde os Vingadores não estão atualmente ativos?”, disse Feige.

Em 2021, durante o início da Fase 4 do MCU, Feige já havia mencionado que o status dos Vingadores seria um “subtexto” explorado em projetos futuros. A Saga do Multiverso, no entanto, manteve um certo mistério sobre o destino da equipe após os eventos de Vingadores: Ultimato.

O diretor Julius Onah também comentou sobre a jornada de Sam Wilson como Capitão América em um mundo sem Vingadores.

“Quando o filme começa, Sam já é o Capitão América há um tempo, e isso é uma grande parte do que me fez querer dirigir este filme. Deixamos Sam no final de Falcão e o Soldado Invernal sabendo por que ele queria ser o Capitão América, mas agora o encontramos em um ponto onde ele precisa negociar o que isso realmente significa, qual curso de ação ele vai tomar, como ele vai se relacionar com outras pessoas e como vai usar o poder que a plataforma lhe dá. Uma grande parte do que ele está passando neste filme é tentar definir isso de uma maneira realmente específica”, explicou.

Um ponto interessante mencionado é a transformação do General Ross. Anteriormente um antagonista dos Vingadores, ele agora, como presidente, reconhece a necessidade da equipe: “Ele representa todos os americanos agora, e o país precisa dos Vingadores”.

robert downey jr dr destino marvel vingadores
robert downey jr dr destino marvel vingadores

Os dois filmes mais esperados do Universo Cinematográfico Marvel, ‘Vingadores: Apocalipse‘  e ‘Guerras Secretas‘, estão previstos para chegar aos cinemas em 1º de maio de 2026 e 7 de maio de 2027, respectivamente.

Ambos os longas-metragens serão dirigidos pelos Irmãos Russo, conhecidos por seu trabalho em filmes anteriores da franquia.

Essa confirmação das filmagens em Londres levanta ainda mais a expectativa em torno do enredo de ‘Apocalipse‘, que promete ser um dos maiores eventos cinematográficos de todos os tempos.

Em ‘Apocalipse’, dirigido pelos irmãos Russo, Sam Wilson será uma peça crucial na trama, de acordo com palavras de Anthony Russo.

“Ele representa um espaço único no espectro dos Vingadores. E isso é o melhor, porque, mais cedo ou mais tarde, a narrativa coletiva estará naquele espaço que ele ocupa.” 

As Iscas de Oscar Mais FLOPADAS de Todos os Tempos no Cinema!

Você já ouviu falar no termo “isca de Oscar”? Ele se refere aos filmes que são produzidos já pensando no maior prêmio do cinema. Geralmente são filmes de bastante prestígio, com algum diretor renomado e astros que costumam figurar nas indicações, ou que inclusive já venceram o prêmio anteriormente. Todos esses chamarizes ligam o alerta dos críticos e dos cinéfilos, que já começam a anunciar o filme como provável nova sensação do próximo ano no Oscar. É o normal a se pensar.

Fora todos esses elementos, os chamados “iscas de Oscar” ainda possuem geralmente uma história dramática e edificante, abordando temas que vira e mexe estão presentes em filmes indicados ao maior prêmio do cinema. Ou seja, à primeira vista todos os elementos estão alinhados para ele se tornar uma obra de muito prestígio. Porém, é só após o lançamento de algumas destas “iscas de Oscar” que os críticos percebem que, bem, tais filmes não são muito bons e que toda aquela expectativa colocada em cima deles não se justifica. Na história do cinema tivemos diversos casos assim. E agora trazemos para você as “iscas de Oscar” mais flopadas de todos os tempos. Confira abaixo.

Cats (2019)

Desde ‘Moulin Rouge’ e principalmente ‘Chicago’, os musicais ressurgiram com força em Hollywood, e se tornaram uma aposta certa entre os indicados e vencedores do Oscar. De lá para cá, outras adaptações de clássicos dos palcos (vide ‘Os Miseráveis’) e musicais originais (vide ‘La La Land’) figuraram no Oscar. Assim, nada mais natural do que um dos maiores musicais dos palcos recebesse o tratamento de superprodução de prestígio nas telonas.

Na direção, o nome de Tom Hooper se tornou muito associado ao Oscar, vide longas assinados por ele como ‘O Discurso do Rei’, ‘Os Miseráveis’ e ‘A Garota Dinamarquesa’. No elenco, vencedores e indicados ao Oscar (Judi Dench, Ian McKellen e Jennifer Hudson), e até estrelas pop, vide Taylor Swift. Porém, ‘Cats’ e seu visual bizarro dos gatos passou bem longe do Oscar, devido às péssimas críticas, e foi parar no Framboesa de Ouro. Uma pena, pois o que todos os cinéfilos gostariam de verdade é que todos os filmes fossem bons. Pior para a atriz Francesca Hayward, a protagonista, que teria sua grande revelação com o filme.

Amsterdam (2022)

Alguns diretores caem no gosto dos votantes da Academia e muitos de seus filmes terminam emplacando na temporada de premiações ano após ano. Esse é o caso com o problemático David O. Russell, dono de histórias cabulosas de bastidores de suas produções. Ao que tudo indica o cineasta parece ter deixado esses tempos nefastos para trás. Assim esperamos.

Desde 2010, todos os seus filmes se tornaram queridinhos do Oscar e o diretor viu um novo fôlego dado à sua carreira. Filmes como ‘O Vencedor’, ‘O Lado Bom da Vida’, ‘Trapaça’ e ‘Joy: O Nome do Sucesso’ fizeram de Russell um dos grandes nomes do Oscar. Afastado das telas por quase 10 anos, o cineasta ensaiou um retorno triunfal com ‘Amsterdam’, noir cômico passado nos anos 30, que trazia no elenco os prestigiados Christian Bale, Margot Robbie e John David Washington. Apesar de tudo isso, o filme passou bem longe do Oscar.

Um Filho (2022)

Esse também é recente. Lançado no mesmo ano de ‘Amsterdam’, ‘Um Filho’ gerava grande falatório de Oscar e prometia dar ao astro Hugh Jackman sua tão aguardada segunda indicação. Do jeito que ‘Um Filho’ era vendido, muitos inclusive já acreditavam na vitória do ator. Tudo isso porque atrás das câmeras tínhamos do diretor francês Florian Zeller, que dois anos antes havia obtido enorme sucesso com o drama ‘Meu Pai’, estrelado por Anthony Hopkins e impressionado o mundo com seu retrato certeiro, nu e cru dos efeitos da idade em um ser humano. É claro que o longa citado estava lá no Oscar. E ‘Um Filho’ era anunciado como sequência espiritual de ‘Meu Pai’. Ou seja, todos já davam como certa a entrada dele também no maior prêmio do cinema. Mas Zeller errou a mão e entregou um dramalhão sobre depressão e suicídio adolescente.

A Longa Caminhada de Billy Lynn (2016)

O diretor chinês Ang Lee é outro que não é estranho ao Oscar. Em sua carreira o cineasta já emplaca na maior premiação do cinema desde ‘Banquete de Casamento’, em 1994. Depois disso, nada menos que cinco de seus filmes chegaram até o ponto mais alto da sétima arte, incluindo sucessos como ‘Razão e Sensibilidade’, ‘O Segredo de Brokeback Mountain’, ‘O Tigre e o Dragão’ e ‘As Aventuras de Pi’.

Foi esse último, a sensação do Oscar 2013, que gerou grande expectativa em relação ao drama de guerra ‘A Longa Caminhada de Billy Lynn’, sobre um soldado de 19 anos retornando para casa após servir no Iraque e sendo recebido com uma festa no intervalo de uma partida de futebol americano. O longa contou com grandes nomes no elenco, mas o ator protagonista era o desconhecido Joe Alwyn, esperando ter com o filme sua grande revelação. Mas a crítica não perdoou e o hype da obra se esvaiu rapidamente.

O Pintassilgo (2019)

O Pintassilgo’ muito bem poderia se chamar “White People Problem – O Filme”. Brincadeiras à parte, o longa tem direção de John Crowley, e justamente por isso gerou certo falatório de Oscar antes de seu lançamento. Crowley, três anos antes, havia emplacado no Oscar com o belo, mas subestimado, drama ‘Brooklyn’. Assim, é claro, todos os radares estavam em seu próximo projeto.

A escolha do diretor foi a adaptação do livro de Donna Tartt, sobre um menino que perde a mãe durante um atentado terrorista, que causa uma explosão dentro de um museu, no coração dos EUA. Assim, o menino termina adotado pela rica família branca de seu melhor amigo. No elenco, Nicole Kidman é sempre um chamariz de prêmios. Mas após o lançamento, todos perceberam que ‘O Pintassilgo’ não passava de uma grande tigela de nada.

Caçadores de Obras-Primas (2014)

O prestígio de George Clooney junto ao Oscar talvez não seja mais o mesmo hoje em dia. Afinal, o astro está meio sumido dos holofotes. Mas Clooney já foi figurinha carimbada nos prêmios da Academia. Em especial em 2006, quando “sequestrou” a edição daquele ano. Clooney estava indicado para melhor roteiro e diretor por ‘Boa Noite e Boa Sorte’, seu segundo filme como realizador, e terminou levando como ator coadjuvante por ‘Syriana: A Indústria do Petróleo’.

Clooney ainda seria indicado como melhor ator em 2008, 2010 e 2012, e como melhor roteirista em 2012 também. Em 2013 venceria como produtor de ‘Argo’. Em alguns de seus trabalhos mais prestigiados, ele teve a parceria do colega Grant Heslov. Ou seja, quando decidiu fazer o seu próprio ‘Bastardos Inglórios’, ao lado de Heslov novamente, parecia que o resultado seria Oscar. Mas ‘Caçadores de Obras-Primas’ errou rude o alvo.

Emancipation: Uma História de Liberdade (2022)

Outro que mirava no Oscar, mas ficou a ver navios foi o ’12 Anos de Escravidão’ de Will Smith. Aqui, no entanto, temos alguns fatores que jogaram contra o filme, em especial a polêmica em torno da agressão cometida pelo ator ao humorista Chris Rock no início do mesmo ano. Após o ataque de fúria, Smith ainda subiu ao palco para receber a estatueta de melhor ator por ‘King Richard’.

Depois disso, o ator “tirou umas férias forçadas” para deixar a poeira abaixar. Mas o problema foi que ‘Emancipation’, da AppleTV+ já estava pronto e precisava ser lançado. Assim, o longa estreou meio que na surdina, em um momento que ninguém queria saber de Smith por estarem todos horrorizados com sua atitude. Fosse em qualquer outro ano, ‘Emancipation’ teria grandes chances de Oscar certamente, mas as coisas acontecem como têm que ser.

Diana (2013)

Você lembra do filme ‘Diana’? Pois é, já tem muito tempo que vimos Naomi Watts personificar de forma perfeita a saudosa Lady Di. No início da década passada, Watts era um dos nomes mais quentes em Hollywood e acabava de sair de sua segunda indicação ao Oscar pelo filme catástrofe ‘O Impossível’, sobre o tsunami na Tailândia. Quando vemos um ator que geralmente é indicado ao Oscar em um projeto que parece ser sinônimo de prestígio, nosso primeiro instinto é pensar que veremos uma nova indicação pela frente.

Afinal, ter Watts, recém-saída de uma nomeação, personificando a biografia da Princesa Diana, não tinha como dar errado, certo? Ainda mais quando as primeiras fotos divulgadas a traziam em uma caracterização perfeita. O filme, mesmo tendo direção de Oliver Hirschbiegel, o mesmo de ‘A Queda! As Últimas Horas de Hitler’, resultou em uma obra “qualquer nota”.

Império da Luz (2022)

Depois de ‘Amsterdam’, ‘Um Filho’ e ‘Emancipation’, temos ainda um quarto filme de 2022 que pretendia chegar no Oscar, mas terminou passando longe. Isso demonstra um dos anos com mais filmes pretensiosos, que terminaram errando feio o seu alvo. O mais recente a aparecer na lista tem direção e roteiro de ninguém menos que Sam Mendes, vencedor do Oscar por ‘Beleza Americana’ e indicado pelo filme de guerra ‘1917’.

Claro que Mendes possui outros projetos de bastante prestígio em seu currículo, como ‘Estrada para Perdição’, ‘Foi Apenas um Sonho’, ‘007: Operação Skyfall’ e ‘007: Contra Spectre’. Quando o diretor anunciou um filme passado nos anos 80 (época querida dos fãs), que falaria do amor à sétima arte (sendo o cenário principal do longa um antigo cinema à beira da praia) e que abordaria temas sérios como o racismo, qualquer cinéfilo que se preze juntaria um mais um e pensaria: Oscar! Mas mesmo contando com os vencedores da Academia Olivia Colman e Colin Firth, ‘Império da Luz’ não vingou.

Music (2021)

Finalizando a matéria, agora temos a estreia na direção da famosa cantora Sia. Ao longa da história do cinema, já tivemos artistas mudando de área de atuação. Por exemplo, atores e atrizes passando para trás das câmeras para dirigir um filme, ou esportistas e astros da música resolvendo apostar na atuação no cinema também. Aqui, tivemos a estreia de Sia como diretora de longas-metragens. E o que podemos dizer é que ela deveria ter começado, digamos, de maneira menos ambiciosa.

Sia já havia dirigido muitos de seus clipes, e a cantora é uma forte advogada da causa do autismo. Assim, ela resolveu criar uma bela homenagem, pensada de forma poética, sobre a condição do espectro autista. Não apenas isso, como acrescentaria muita música, pois é sua paixão número 1. No entanto de boas intenções o inferno está cheio. Assim, o projeto egocêntrico de Sia, que mirava o Oscar, terminou rechaçado por crítica e público, se tornando motivo de chacota e recebeu reclamações seríssimas de instituições pela forma, digamos, pouco digna e incorreta em que retrata pessoas autistas. Sia não gostou nada, nada, e rebateu as críticas. Mas depois tudo o que restou foi tirar seu time de campo, pois viu que o quadro não iria reverter.

Primeiras Impressões | ‘The White Lotus’ retorna com uma 3ª temporada mais lenta, mas tão ácida quanto as outras

the white lotus

Em 2021, Mike White aliava-se à HBO para a produção de uma minissérie intitulada The White Lotus. A dramédia ácida, em pouco tempo, tornou-se um sucesso de crítica e de público, conquistando inúmeros elogios e levando incontáveis prêmios para casa – principalmente ao narrar a vida fútil de estereótipos da high society em um escopo contemporâneo e recheado de ironia e sarcasmo. O sucesso da atração foi tamanho que, agora, adentramos uma terceira temporada que expande esse universo único e rico em ótimos personagens, convidando os espectadores a cruzar os oceanos para a Tailândia.

Como é de costume, o novo ciclo nos introduz a um corpo inédito de protagonistas e coadjuvantes – e, novamente, White sabe como escolher seus atores a dedo para colocá-los em uma sátira social de tirar o fôlego. Dentre as inúmeras tramas, temos a que acompanha o magnata financista Timothy Ratliff (Jason Isaacs), que viaja ao lado da esposa, Victoria (Parker Posey), e dos filhos, Piper (Sarah Catherine Hook), Lochlan (Sam Nivola) e Saxon (Patrick Schwarzenegger), para que se reconectem como família. Porém, à medida que o tempo passa, percebemos que essa pseudo-tentativa de trazer o melhor de cada um à tona apenas revela mais atribulações em que o escape promovido pela tecnologia e pelo mínimo de contato físico é melhor que a realidade palpável.

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Em outro espectro, somos apresentados ao intrigante casal formado por Chelsea (Aimee Lou Wood) e Rick (Walton Goggins), que chama a atenção dos outros hóspedes pela disparidade de idade entre os dois – e que cai no nosso radar pela forma como Rick trata a própria namorada. A personalidade de ambos entra em conflito constantemente: Rick, interpretado com maestria por Goggins em mais um de seus papéis icônicos, é ranzinza e parece ter viajado para o luxuoso resort apenas para alimentar um ressentimento de anos; Chelsea, por sua vez, é pincelada com o charme inconfundível de Wood e exalta positividade e comunicação – algo que, mais de uma vez, irrita seu parceiro. É possível, inclusive, traçar paralelos entre esse casal e outros tão igualmente problemáticos das temporadas anteriores.

É notável como a ideia de White é arquitetar uma continuidade proposital iteração após iteração; em outras palavras, o showrunner sabe dos principais aspectos que escolheu mostrar em sua obra, e mantém-se atrelado a uma repetição de fatos que parece intrínseco ao ser humano. Dessa maneira, ele pode não apenas se segurar ao fio narrativo entre cada iteração, como permanecer em um ciclo inquebrável de mentiras e artimanhas que persegue os personagens – como se estivesse criticando a natureza imutável do próprio homem. E isso se reflete, mais uma vez, na acalorada fotografia que é guiada por tons quentes e expansivos, de maneira a dialogar com o que já vimos em capítulos anteriores.

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Se a temática emerge como algo familiar, cabe ao estelar elenco trazer elementos novos. Para além dos astros mencionados acima, que fazem um trabalho fabuloso, temos a presença de um trio de grandes atrizes formado por Leslie Bibb como Kate, Carrie Coon como Laurie e Michelle Monaghan como Jaclyn, todas participando de um mesmo núcleo narrativo, escondendo problemas e uma possível inveja em relação a Jaclyn, uma celebridade que parece ofuscar a vida comedida das outras duas; Natasha Rothwell retorna como Belinda Lindsey, que fez seu début na temporada original e, agora, está em um caminho de redenção que a leva à Tailândia para resgatar a magia que falta no The White Lotus no Havaí.

O que percebe-se de diferente em mais uma estreia dessa saga seriada é que White não tem pressa em delinear os arcos – e, como sempre, inicia essa jornada com um misterioso assassinato que premedita a ruína de um dos personagens. Dessa forma, o ritmo mais lento e mais contido pode ser um choque relativamente grande por parte dos fãs, que ao menos esperavam um pouco mais de dinamismo para serem transportados novamente a esse cosmos. Ademais, há alguns excessos a serem aparados, mas nada forte o bastante para afetar nossa experiência (e devemos considerar que a obra posa como uma antologia, em que apresentações são necessárias a cada ciclo).

É sempre bom quando um show de calibre sólido e que não tem medo de arriscar, mesmo com convencionalismos, retorna com episódios inéditos – e é o que sentimentos quando uma nova estadia se inicia com a terceira temporada de The White Lotus. Com exceção de meros detalhes que certamente serão podados nas semanas posteriores, este ciclo resgata todos os clássicos elementos da série e se apoia em um ensamble de tirar o fôlego.

Zoe Saldaña comenta sobre a franquia ‘Avatar’: “Comecei com 28 anos e devo terminar com 54”

Em entrevista ao Deadline, Zoe Saldaña, que recentemente ganhou o Globo de Ouro e o BAFTA por Melhor Atriz Coadjuvante em ‘Emilia Perez‘, refletiu sobre sua participação na popular franquia ‘Avatar‘.

A atriz se mostrou muito grata por fazer parte da saga, e revelou novos detalhes sobre o terceiro filme, ‘Avatar: Fogo e Cinzas‘ (Avatar: Fire and Ash).

“Eu tinha 28 anos quando fiz o primeiro filme, e acredito que, se tudo sair de acordo com o plano, terei uns 53-54 anos no quinto e último capítulo da franquia. [E em ‘Avatar 3’], Jake e Neytiri serão testados das formas mais inimagináveis. Eles terão que fazer escolhas difíceis para manter sua família unida, e continuarão a lutar por todas as suas crianças.”

Sobre a falta de indicações às categorias de atuação na franquia – e toda a polêmica envolvendo a técnica de captura de movimentos –, ela declara: “Às vezes, você não recebe reconhecimento [por um trabalho], mas se tiver sido uma experiência linda e especial para todos os envolvidos, não tem como esquecê-la por causa da falta de premiações. Eu encontrei um bom equilíbrio de entendimento que, mesmo que algo não seja reconhecido na escala que você esteja esperando, ainda é importante… porque você alcança muitas pessoas. Sempre tive essa perspectiva.”

O terceiro filme da franquia está programado para o dia 11 de Dezembro.

Lembrando que ‘Avatar: O Caminho da Água’ está disponível no Disney Plus.

O filme lançado em 2022 foi um sucesso de bilheteria, arrecadando US$ 2,32 bilhões. Recebeu indicação ao Oscar em 4 categorias, incluindo Melhor Filme, e ganhou o prêmio de Melhores Efeitos Visuais.

Sarah Michelle Gellar sobre o reboot de ‘Buffy, a Caça-Vampiros’: “Precisamos fazer do jeito certo”

Em entrevista ao People, Sarah Michelle Gellar (‘O Grito’) voltou a comentar sobre o aguardado reboot de ‘Buffy, a Caça-Vampiros‘.

Apesar de estar nervosa com a nova versão, a atriz afirmou que está confiante em sua equipe e ressaltou a importância de dar continuidade a este universo “do jeito certo”.

“Queria dizer que há outra palavra melhor [para descrever minha reação ao reboot de ‘Buffy’] do que nervosa. É tocante e emocionante e também incrivelmente estressante ao mesmo tempo, porque nós precisamos fazer isso do jeito certo.”

Ela completa, “Acredito que temos uma equipe lendária, desde Chloé Zhao até Nora & Lilla Zuckerman e Gail Berman. Sinto que as pessoas ficarão muito impressionadas [com o reboot].”

Chloé Zhao, de ‘Eternos‘, será responsável pela direção do episódio piloto.

O roteiro será assinado por Nora e Lilla Zuckerman (‘Poker Face’).

20th Television e Searchlight TV são os estúdios por trás da nova versão.

Anteriormente, Gellar havia confirmado estar considerando o possível retorno em um reboot da série: “Eu sempre costumava dizer não, porque [a série] está em sua própria bolha e é muito perfeita. Mas ao assistira  [‘And Just Like That…’] e a [‘Dexter: Pecado Original’] e perceber que há meios de fazer [um reboot], isso faz definitivamente sua mente pensar: ‘bem, talvez'”.

Vale lembrar que a série original está disponível no Disney+.

‘Alan Wake 2’ já vendeu mais de 2 milhões de cópias mundialmente

A desenvolvedora Remedy Entertainment confirmou que a sequência ‘Alan Wake II‘ conseguiu ultrapassar a marca de 2 milhões de cópias vendidas mundialmente.

“O mês de outubro registrou uma atividade particularmente alta para ‘Alan Wake 2’,” declarou o CEO Tero Virtala. “Remedy e Epic Games lançaram a expansão Lake House, o que coincidiu com o lançamento físico da edição deluxe do jogo. Em novembro, com o lançamento do PlayStation 5 Pro, Remedy liberou uma atualização específica de ‘Alan Wake 2’ e deu seguimento a diversas atualizações para garantir a qualidade do título através de todas as plataformas. No final do quarto trimestre, o jogo já havia alcançado a marca de 2 milhões de cópias vendidas.”

Na trama, treze após o escritor Alan Wake desaparecer, uma série de assassinatos ritualísticos e forças sobrenaturais começam a corromper os moradores da pequena e idílica cidade de Bright Falls. Saga Anderson, uma agente do FBI, é enviada para investigar os crimes, mas acaba presa em uma história sobrenatural aterrorizante escrita pelo próprio Alan Wake em uma tentativa de escapar de sua prisão.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

 

Lançado em 2010, o jogo original segue a história do personagem titular enquanto ele tenta descobrir os mistérios por trás do desaparecimento de sua esposa. O incidente aconteceu enquanto o casal passava as férias em Bright Falls – um lugar onde o Alan Wake vivencia os eventos de seu último livro que ele não se lembra de ter escrito.

Anteriormente, a AMC adquiriu os direitos para desenvolver uma série live-action baseada na produção. Peter Calloway servirá como showrunner.

‘Duna 4’ pode ser comandado por diretor de ‘Rogue One: Uma História Star Wars’

De acordo com o insider Daniel RPK, a franquia ‘Duna‘ pode ganhar continuidade sem o envolvimento de Denis Villeneuve.

Rumores apontam que a Warner Bros. estaria interessada em Gareth Edwards (‘Rogue One: Uma História Star Wars’) no comando o quarto filme da franquia – que presumivelmente adaptará o livro Os Filhos de Duna.

O cineasta é conhecido por seus trabalhos no gênero da ficção científica, tendo comandado filmes como ‘Monstros‘, ‘Godzilla‘ e, mais recentemente, ‘Resistência‘.

Vale lembrar que Villeneuve já revelou não ter interessante dar continuidade à saga após o terceiro filme, ‘Duna: Messias‘.

Além disso, de acordo com uma fonte do World of Reel, o cineasta “ficou bastante irritado com esses planos potenciais de expandir a franquia, com ou sem ele.” 

Lembrando que ‘Duna: Parte 2‘, lançado no começo deste ano, conquistou impressionantes 93% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes.

O filme está disponível no catálogo da Max.

Confira nossa crítica em vídeo:

O filme é dirigido por Denis Villeneuve.

Na trama, Paul Atreides se une a Chani e aos Fremen enquanto busca vingança contra os conspiradores que destruíram sua família. Enfrentando uma escolha entre o amor de sua vida e o destino do universo, ele deve evitar um futuro terrível que só ele pode prever.

Timothée ChalametZendayaRebecca FergusonJosh BrolinAustin ButlerFlorence PughDave BautistaChristopher Walken e outros estrelam.

‘O Agente Secreto’: SUSPENSE político estrelado por Wagner Moura vai estrear no Festival de Cannes

kleber mendonça filho e wagner moura créditos laura castor

O Agente Secreto, o novo filme estrelado por Wagner Moura (‘Guerra Civil’), vai ter sua estreia no Festival de Cannes.

Com direção de Kleber Mendonça Filho (‘Bacurau’), o thriller político será exibido no Festival de Cannes, que acontece entre 13 e 24 de maio.

O filme foi rodado durante dez semanas entre as cidades de Recife e São Paulo.

Em uma declaração oficial, divulgada através de um comunicado de imprensa, o cineasta afirmou:

“Agradeço ao grande artista e pessoa que é Wagner Moura, para quem escrevi o papel principal durante os últimos três anos. A todo o elenco marcante de 70 atores e atrizes, à equipe espetacular, à grande produtora que é Emilie Lesclaux, aos amigos que apoiaram sempre todo o processo. Que experiência forte foi rodarO Agente Secreto“.

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Brasil, 1977. Fugindo de um passado misterioso, Marcelo, um especialista em tecnologia, na casa dos quarenta, volta ao Recife em busca de um pouco de paz, mas percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.

Maria Fernanda Cândido (‘A Paixão Segundo G.H.’) também estrela. Gabriel LeoneIsabél ZuaaRubens SantosLaura LufésiAlice Carvalho e outros completam o elenco.

Em pré-produção, o longa-metragem será ofertado durante o Festival de Cannes.

Além do rico contexto histórico, O Agente Secretofocará em elementos folclóricos, como as festas de Carnaval e as lendas urbanas, além de uma autêntica trilha sonora brasileira. A previsão é que o filme seja lançado em 2025.

Fique ligado para mais informações!

Espectador quase INFARTOU durante exibição-teste de ‘Missão Impossível 8’

Em uma recente entrevista à Empire, o diretor Christopher McQuarrie revelou que o público se surpreenderá com o capítulo final da franquia Missão Impossível’ – e uma exibição-teste do filme aparentemente já provou isso.

McQuarrie revelou que, durante uma das primeiras exibições do filme, um dos membros da audiência quase teve um ataque do coração ao conferir umas das sequências de ação.

“Tivemos uma pequena exibição e alguém disse: ‘eu estava sufocando durante a sequência inteira. Quase tive um infarto’. E eu pensei: ‘acho que fizemos algo certo'”, ele disse.

Na trama, Ethan Hunt e sua equipe da IMF embarcam em uma missão perigosa e de vingança para recuperar uma nova arma que ameaça toda a humanidade e enfrentar o maior vilão de seu passado.

Além de Tom Cruise, a produção contará com o retorno de Hayley Atwell, Ving Rhames, Simon Pegg, Esai Morales, Pom Klementieff, Vanessa Kirby, Mariela Garriga, Henry Czerny, Shea Whigham, Greg Tarzan Davis, Charles Parnell e Frederick Schmidt.

Holt McCallany, Janet McTeer, Nick Offerman, Hannah Waddingham, Katy O’Brian e Stephen Oyoung completam o elenco.

Lembrando que ‘Missão: Impossível – O Acerto Final‘ chega aos cinemas nacionais em 22 de Maio.

Christopher McQuarrie retorna à direção, além de assinar o roteiro.

O orçamento do filme está na casa dos US$ 300 milhões, o mais caro da franquia.

Edward Berger, o diretor de ‘Conclave’, quer trabalhar com Fernanda Torres

Mulher refletindo, colares, cartas manuscritas
fernandatorresglobodeouro

Durante uma entrevista para o The Independent, Edward Berger, o diretor de ‘Conclave‘, revelou que adoraria trabalhar com a atriz Fernanda Torres, de ‘Ainda Estou Aqui‘.

“Eu vi a Fernanda Torres, que foi indicada por seu papel no filme de Walter Salles. Se algum dia eu tivesse a chance de trabalhar com ela, seria lindo”, afirmou.

‘Conclave’, que adapta o best-seller homônimo de Robert Harris, continua a fazer bonito na temporada de premiações.

O filme conquistou nada menos que oito indicações ao Oscar – incluindo Melhor FilmeMelhor Ator para Ralph FiennesMelhor Atriz Coadjuvante para Isabella Rossellini.

Os vencedores serão revelados no dia 02 de março.

“O filme explora um dos eventos mais secretos e antigos do mundo: a escolha do novo Papa. O Cardeal Lawrence é designado para conduzir esse processo sigiloso após a morte inesperada do querido Papa. Quando os líderes mais poderosos da Igreja Católica se reúnem no Vaticano, trancados juntos nos corredores, Lawrence descobre uma série de segredos profundos deixados pelo Papa falecido, segredos que podem abalar as fundações da Igreja”, revela a sinopse.

Ralph Fiennes lidera um elenco que também conta com Stanley Tucci, John Lithgow, Carlos Diehz e Sergio Castellito.

Tim Blake Nelson ficou DEVASTADO por não reprisar seu papel como o Líder após ‘O Incrível Hulk’

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Tim Blake Nelson irá finalmente reprisar seu papel como o vilão O Líder no vindouro Capitão América: Admirável Mundo Novo’ – anos depois de ter interpretado o personagem em O Incrível Hulk.

Entretanto, apesar de ter participado do filme de 2008, Nelson não foi chamado pela Marvel Studios para reprisar seu papel – comentando ao THR que ficou de coração partido pelo acontecimento.

“Eu aprendi com a atriz Lois Smith, em um momento muito bom em minha carreira, que, para os atores de personagens – e eu decididamente sou um deles, com orgulho -, não é sobre um filme ou conquistar uma coisa em particular”, ele afirmou. “É mais sobre acumular os personagens, o que eu gosto de chamar de minha galeria de estranhos disfuncionais que pude interpretar”.

Nelson continua: “os filmes precisam dessas pessoas para deixarem os atores principais bons, e estou feliz em fazer esse papel. Eles, normalmente, são os personagens mais interessantes de um filme. Ser trazido de volta para o MCU [pelos produtores] Kevin FeigeNate MooreKyana F. Davidson para ser um vilão ao lado de Giancarlo Esposito contra Anthony Mackie tem sido uma grande honra. Tendo sido uma aventura interessante”.

O astro completa, revelando como se sentiu após não reprisar seu papel como o Líder depois de O Incrível Hulk.

“Fiquei de coração partido quando pareceu que não voltaria como o Líder, mas estou feliz que levou dezesseis anos – porque tornou o personagem mais interessante. E consegui fazer outras coisas ótimas durante esses anos que, talvez, não teria conseguido fazer caso eu tivesse interpretado o vilão principal em uma sequência de O Incrível Hulk. Eu adorei trabalhar com Edward [Norton] e consegui dirigir Edward em um filme logo depois disso [‘Irmãos de Sangue’, em 2009], então, para não tomar uma atitude panglossiana em relação a tudo isso, ainda acho que tudo aconteceu da melhor maneira possível, mesmo que tenha houve muito desespero associado aos anos seguintes”.

Lembrando que Capitão América: Admirável Mundo Novo’ já está em exibição nos cinemas.

Artigo | Conclave: Thriller sobre Vaticano Reflete Mudanças Históricas na Igreja

Imagem customizada por Letícia Alassë

Conclave estreou com grande impacto, recebendo no mesmo dia oito indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme. Com direção de Edward Berger (Nada de Novo no Front), o longa não apenas oferece um thriller instigante, mas também reflete diretamente as transformações e os dilemas éticos enfrentados pela Igreja Católica no mundo contemporâneo.

Logo no início de 2025, o Vaticano anunciou mudanças históricas, como a nomeação de uma mulher para um cargo inédito de liderança e a aceitação de padres gays, desde que vivam em celibato. Promovidos sob a liderança do Papa Francisco, esses avanços desafiam séculos de tradição e apontam para uma instituição em busca de adaptar-se às demandas do mundo em constante mudança.

Grupo de cardeais em vestes vermelhas
Ralph Fiennes indicado ao Oscar de Melhor Ator por Conclave (Foto: divulgação)

Essas notícias adicionam uma camada de relevância contemporânea ao enredo de Conclave, adaptado do romance homônimo de Robert Harris, publicado em 2016, que retrata um momento crítico para a Igreja: a escolha de um novo líder em meio a alianças políticas, dilemas morais e segredos cuidadosamente guardados. Adaptado por Peter Straughan, o filme possui um final diferente do livro. 

Um Jogo de Poderes no Coração do Vaticano

Na trama, o cardeal Lawrence (Ralph Fiennes) está prestes a se tornar o primeiro Papa inglês desde Adriano IV (1154-1156), o único pontífice britânico da história. Enquanto o atual Papa agoniza, outros cardeais ambiciosos se reúnem para o conclave, cada um com suas estratégias ocultas para alcançar o papado. O filme apresenta um elenco diversificado de personagens, cada qual simbolizando facções e ideologias dentro da Igreja — reflexo também das disputas vistas em lideranças políticas ao redor do mundo.

Stanley Tucci interpreta Bellini, um cardeal liberal que busca reformas profundas; Sergio Castellitto dá vida ao reacionário Tedesco, um fundamentalista racista; John Lithgow é Tremblay, cujo comportamento conciliador esconde suas verdadeiras intenções; Lucian Msamati interpreta Adeyemi, um cardeal africano confiante e incisivo; e Carlos Diehz assume o papel de Benítez, uma figura misteriosa que surpreende a todos ao ser nomeado cardeal arcebispo de Cabul. 

Apesar de tantos personagens masculinos intrigantes, o destaque vai para Isabella Rossellini, que interpreta a irmã Agnes, confidente do falecido papa. Com menos de seis minutos em cena  — os quais lhe valeram uma indicação ao Oscar  —, Rossellini entrega uma performance magnética, dando à sua personagem uma presença astuta e estrategista, que rouba os holofotes em um universo dominado por homens.

Quando Ficção e Realidade se Encontram

Conclave se junta a uma tradição de filmes que exploram os bastidores da Igreja Católica e seus dilemas morais e institucionais. Enquanto Spotlight: Segredos Revelados (2015) aborda a investigação jornalística sobre os escândalos de abuso sexual no clero e Os Dois Papas (2019), de Fernando Meirelles, oferece uma visão humanizada do relacionamento entre Bento XVI e Francisco, Conclave foca no lado político-religioso das eleições papais, trazendo uma tensão quase shakespeariana às disputas de poder no Vaticano.

A direção de Edward Berger em Conclave constrói tensão com maestria, utilizando a performance intimista de Ralph Fiennes e elementos visuais cuidadosamente projetados para criar um clima de constante inquietação, como o forte contraste entre vermelho e branco. Em parceria com o diretor de fotografia Stéphane Fontaine, o diretor alemão explora ângulos fechados e iluminação sombria para intensificar a claustrofobia e o peso emocional que permeiam o conclave

Isabella Rossellini indicado ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Conclave (Foto: divulgação)

A produção de Suzie Davies contribui com cenários que evocam uma atmosfera onírica e, ao mesmo tempo, ritualística, transportando o público para o centro das intrigas políticas e espirituais. Cada votação, pontuada por silêncios estratégicos e expressões contidas, é coreografada como um jogo de xadrez psicológico, amplificando a sensação de perigo iminente e transformando o processo de escolha papal em um suspense asfixiante.

O filme nos leva a refletir sobre dilemas que vão além das paredes do Vaticano, como a tensão entre escolhas pessoais e coletivas. Assim como o cardeal Lawrence enfrenta o peso de um destino que não escolheu, muitos de nós lidamos com decisões difíceis que afetam nossas comunidades ou nossos próprios valores. Essa conexão humana, entre poder, sacrifício e redenção, torna a trama profundamente ressonante para qualquer espectador, religioso ou não. 

As Mudanças Reais no Vaticano

Enquanto o filme explora os bastidores de um evento fictício, o Vaticano real enfrenta debates profundos sobre inclusão e igualdade. Um marco recente foi a nomeação da irmã Simona Brambilla, de 59 anos, como prefeita do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, no dia 6 de janeiro, tornando-a a primeira mulher a liderar um dos principais departamentos do Vaticano.

Se existisse a plena igualdade de oportunidades, as mulheres poderiam contribuir para um mundo de paz, de inclusão, de solidariedade e sustentabilidade integral”, afirmou o Papa Francisco no prefácio do livro Mais Liderança Feminina para um Mundo Melhor: O Cuidado como Motor para a Nossa Casa Comum, organizado por Anna Maria Tarantola, ex-diretora do Banco da Itália. A decisão reflete não apenas uma igualdade simbólica, mas um impacto prático no funcionamento da Igreja.

Cardeais e freira em túnicas religiosas.

Outra questão atual que dialoga com Conclave é a aceitação de homens gays nos seminários, desde que vivam em celibato — assim como todos os sacerdotes. Embora o tema ainda encontre resistência em setores mais conservadores da Igreja, o Papa Francisco deu passos significativos ao afirmar que pessoas LGBTQIA+ devem ser acolhidas com respeito e dignidade. O longa reflete que as escolhas que moldam o futuro da Igreja, tanto na ficção quanto na realidade, carregam implicações políticas e sociais.

Reflexos de uma Igreja em Transformação

Essas transformações, que transitam entre o espiritual e o político, fazem de Conclave mais do que um suspense: ele se torna um espelho das crises e adaptações enfrentadas pela Igreja Católica. Desde a substituição de Bento XVI por Francisco, o Vaticano vem promovendo mudanças significativas, como a simplificação de protocolos funerários papais, em 2024, e a declaração da pena de morte como inadmissível no Catecismo, em 2018. Essas decisões demonstram como a instituição busca se reinventar diante de um mundo cada vez mais diverso e plural.

Imagem customizada por Simone Ashmoore (ScreenRant)

Assim como cada cardeal no filme representa uma posição política para o futuro da instituição, o Vaticano atual navega por debates que envolvem não apenas tradições religiosas, mas também questões sociais e políticas de grande impacto global. Se na ficção a cada contagem de votos aparece um empecilho para o candidato “ideal”, na vida real a cada eleição democrática, vemos crescer discursos separatistas e interesses pessoais acima dos dos eleitores. 

Ao explorar as transformações internas de uma das instituições mais influentes do mundo, Conclave nos convida a olhar para nossas próprias estruturas de poder, sejam elas religiosas, políticas ou sociais. Estaríamos prontos para abraçar mudanças que desafiam séculos de tradição em nome de um futuro mais inclusivo? Essa é uma questão que transcende o cinema e ecoa em nosso cotidiano.

‘Capitão América: Admirável Novo Mundo’ tem a MELHOR estreia do ano no Brasil

Capitão América: Admirável Mundo Novo‘ teve a melhor estreia do ano no Brasil.

O filme abriu em primeiro nas bilheterias no Brasil com público de 860 mil pessoas – é mais que ‘As Marvels‘ (420 mil) e menos que ‘Deadpool e Wolverine‘ (2 milhões).

Confira o TOP 10, segundo o FilmeB:

filmerenda (R$)
1Capitão América – Admirável mundo novo19.893.000
2Ainda estou aqui2.815.000
3Mufasa – O rei leão1.947.000
4Conclave1.293.000
5Bridget Jones – Louca pelo garoto1.085.000
6Acompanhante perfeita903.000
7Sonic 3 – O filme627.000
8O Auto da Compadecida 2552.000
9O homem do saco480.000
10Chico Bento e a goiabeira maraviosa415.000

 

A aventura da Marvel da Disney voou para o primeiro lugar nos EUA com US$ 88,5 milhões no fim de semana tradicional e US$ 100 milhões no feriado do Dia dos Presidentes na segunda-feira. Para comparação, ‘Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania‘ abriu com US$ 104 milhões em seus três primeiros dias.

Para termos de comparação, os números representam a quarta maior estreia da história para o feriado do Dia do Presidente, atrás apenas de ‘Pantera Negra‘ (US$242M), ‘Deadpool‘ (US$152M) e ‘Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania‘ (US$120M).

No mercado internacional, o filme fez US$ 92,4 milhões em 52 países – levando a abertura mundial para US$ 192,4 milhões.

O valor também é US$ 40 milhões mais baixo que a abertura global do terceiro filme do Homem-Formiga, que fez US$ 238,3 milhões mundialmente em seu primeiro fim de semana.

Apesar do desempenho, o novo filme do Capitão América recebeu uma nota B- do público no CinemaScore – o que representa a avaliação mais baixa de todo o MCU. Os três primeiros filmes da franquia obtiveram uma média A-.

Para termos de comparação, fracassos do estúdio, como ‘Eternos‘, ‘As Marvels‘ e ‘Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania‘, receberam uma nota B dos espectadores.

Com 51% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o longa já está em exibição nos cinemas nacionais!

Confira nossa entrevista e siga o CinePOP no Youtube:

Com 52% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes, o longa já está em exibição nos cinemas nacionais!

Dirigido por Julius Onah (‘O Paradoxo Cloverfield’), o longa serve como sequência direta da série ‘Falcão e o Soldado Invernal‘. Além disso, é o primeiro filme solo do herói desde ‘Capitão América: Guerra Civil‘, lançado em 2016.

O roteiro fica por conta de Malcolm Spellman e Dalan Musson.

Anthony Mackie, Danny Ramirez, Carl Lumbly, Tim Blake Nelson, Shira Haas, Harrison Ford e Liv Tyler estrelam.

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Dafne Keen deve REPRISAR seu papel como X-23 em ‘Vingadores 5’ e ‘6’

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Deadpool e Wolverine continua exibição nos cinemas nacionais – e trouxe o retorno de diversos personagens amados do panteão mutante.

Como pudemos ver no trailer, Dafne Keen retorna como Laura/X-23, reprisando seu papel do aclamado Logan e se reunindo com Hugh Jackman (Wolverine) após tantos anos desde o longa que estrelaram juntos.

Agora, segundo Alex Pérez, do site The Cosmic Circus, especula-se que a jovem atriz retorne para os vindouros projetos ‘Avengers: Doomsday’ (que segue sem título nacional) e ‘Vingadores: Guerras Secretas’.

Enquanto mais detalhes não foram revelados, sabe-se que Jackman também está sendo cotado para voltar como Wolverine em ambos os longas-metragens.

Em uma recente entrevista ao ComicBook.com, Keen comentou sobre como ela abordou a emocionante reunião com Jackman (mesmo que o astro tenha interpretado outra variante do herói).

“Há algo tão maravilhosamente trágico [sobre isso]… Ela nunca disse que o amava ou que é grata a ele (em Logan), e ela está tendo esta oportunidade agora, mas não é realmente ele”, Keen explicou. “Então, é trabalhar com a tragédia que está tão perto, mas tão longe. O mais próximo que ela irá conseguir é dizer a esse homem que acabou de conhecer, mas que ela ama porque ele é Logan, o quanto ela se preocupa muito com ele, porque ele não a conhece, mas ela o conhece. É tão doloroso e genial para eles.”

A Marvel Studios apresenta seu erro mais significativo até agora – ‘Deadpool e Wolverine‘. Um apático Wade Wilson trabalha duro na vida civil. Seus dias como o mercenário moralmente flexível Deadpool ficaram para trás. Quando seu mundo natal enfrenta uma ameaça existencial, Wade deve relutantemente se equipar novamente com uma ainda mais relutante… Relutante? Mais relutante? Ele deve convencer um Wolverine relutante a – p****. As sinopses são estúpidas para c******.

Ryan Reynolds e Hugh Jackman estrelam como Deadpool e Wolverine, respectivamente.

O elenco ainda conta com Emma Corrin (Cassandra Nova), Morena Baccarin (Vanessa), Rob Delaney (Peter), Leslie Uggams (AI Cega), Karan Soni (Dopinder) e Matthew Macfadyen (Paradox).

Shawn Levy (‘Free Guy – Assumindo o Controle’) é o responsável pela direção.

10 filmes com investigações cheias de reviravoltas

Grandes filmes policiais, com enormes mistérios que vão sendo resolvidos conforme a trama avança, sempre chamam a nossa atenção. Afinal, é do ser humano o desejo pela curiosidade em decifrar o segredos de uma história. Pensando nesse recorte, resolvemos criar uma lista de 10 filmes com investigações cheias de reviravoltas:

 

Pecados Antigos, Longas Sombras

Na trama, acompanhamos a saga de dois detetives de Madri, Juan (Javier Gutiérrez) e Pedro (Raúl Arévalo) com ideias, personalidade e ações sob pressão completamente diferentes, que são enviados a um pequeno povoado para resolver um caso intrigante de desaparecimento de duas jovens. Ao longo dos intensos 105 minutos, vamos descobrindo segredos, traições, e um grande mistério, muito maior que os assassinatos, que é aos poucos desvendado.

 

Assalto Brutal

Na trama, ambientada na época onde os VHS dominavam as prateleiras das milhares de locadoras pelo mundo, um misterioso assalto a banco, com vítimas, deixa Varsóvia em estado de alerta. Com uma proposta para voltar à ativa na forças da lei caso consiga desamarrar a investigação do crime, o policial Tadeusz Gadacz (Olavo Lubaszenko) fará de tudo para chegar as verdades.

 

Anatomia de uma Queda

Na trama, conhecemos Sandra (Sandra Hüller), uma famosa escritora alemã que mora com o marido francês, o também escritor Samuel (Samuel Theis), e o filho Daniel (Milo Machado Graner), de 11 anos, na região dos alpes franceses. Certo dia, Samuel é encontrado morto em uma parte na frente da casa. A polícia logo começa uma investigação e começa a suspeitar que Sandra cometeu o crime, iniciando assim uma jornada de incertezas rumo as verdades em um detalhado julgamento onde o filho do casal, que ficou com deficiência visual após um acidente num passado recente, pode ser uma testemunha chave.

 

Camaleões

Na trama, conhecemos o detetive Tom Nichols (Benicio Del Toro), um brilhante agente da lei, casado com Judy (Alicia Silverstone), que é designado para um crime ocorrido em uma casa de luxo. Com inúmeros suspeitos ao seu redor, inclusive o namorado da vítima, o agente imobiliário Will (Justin Timberlake), Tom começa aos poucos a perceber que o assassinato em questão abre brechas para novas variáveis, fatores que o fazem começar a repensar sua relação com os amigos e a comunidade, situada em Boston, onde se sentia feliz após traumas no passado.

 

A Suspeita

Na trama, conhecemos a comissária da polícia Lúcia (Glória Pires), uma mulher forte, sozinha, batalhadora, querida por todos, que inicia uma investigação por meio de escutas fato que a leva a um enorme esquema onde estão metidas pessoas do alto escalão do poder. Paralelo a isso, ela descobre uma grave doença. Ela então se dedica a esse último caso da carreira, tendo que conviver com a suspeita que cai sobre ela após uma emboscada que presencia.

 

Sem Saída

Na trama, conhecemos Tom (Kevin Costner), um comandante da Marinha norte-americana, boa praça, que em uma festa acaba conhecendo Susan (Sean Young) por quem se apaixona perdidamente. Só que ela é amante do Secretário de Defesa David Brice (Gene Hackman) pra quem Tom irá trabalhar, por intermédio de um colega dos tempos de estudos navais Scott (Will Patton), após se destacar em um resgate num navio em alto mar. Esse triângulo amoros acaba virando tragédia quando David mata Susan o que resulta em uma caçada a um assassino que já existe mas que insiste em ser intocável levando Tom até uma investigação com o relógio contra ele.

 

Terra Selvagem

Na trama, conhecemos Cory (Jeremy Renner) um homem solitário com um passado repleto de tristeza que trabalha como caçador no Estado de Wyoming, mais precisamente em uma reserva indígena de frio intenso. Durante o inverso, com temperaturas abaixo de zero e neve para todos os lados, o corpo de uma adolescente é encontrada por Cory em uma região isolada. Conhecendo a adolescente, de quem é amigo da família, Cory busca ajudar as investigações assumida pelo FBI e designada pela agente Jane Banner (Elizabeth Olsen). Conforme vão descobrindo mais pistas sobre o ocorrido, a dupla enfrentará diversas adversidades para conhecer a verdade.

 

Entre Facas e Segredos

Na trama, conhecemos o milionário escritor de suspenses Harlan Thrombey (Christopher Plummer) na noite do seu aniversário de 85 anos. Toda a família reunida e também Marta (Ana de Armas) uma jovem enfermeira, imigrante, que cuida das medicações e do bem estar do dono da casa. O tabuleiro narrativo se transforma em um grande quebra-cabeça com inimigos virando amigos, uniões improváveis, após o assassinato de Harlan. Para tentar descobrir o que houve no fim daquela noite, um detetive ao melhor estilo Agatha Christie aparece em cena, Benoit Blanc (Daniel Craig) e não medirá esforços e excentricidades para conseguir chegar a conclusão desse complicado caso.

 

O Guardião Invisível

Na trama, conhecemos a Inspetora Amaia Salazar (Marta Etura), uma mulher na casa dos 40 anos que descobre estar grávida de seu marido, o pintor norte americano James (Benn Northover). Amaia é designada a chefiar uma investigação sobre um possível serial killer que cometeu seu último assassinato em uma região que morou quando criança e onde vive sua misteriosa família. Chegando até o lugar onde foi criada, percebe que as coisas mudaram pouco desde sua saída, e, assim, além de participar de uma implacável busca pelo assassino, precisará combater fantasmas do seu passado cheio de tensão e que poucos conhecem.

 

Segredo do Passado

Na trama, conhecemos Aaron (Eric Bana) um agente federal australiano que após saber da morte do melhor amigo em circunstâncias misteriosas resolve voltar para a cidadezinha onde foi criado, Kiewarra, no interior da Austrália, para ajudar a família do amigo a desvendar o crime. Só que ele não estava preparado para encontrar de frente seu passado e um outro mistério, ocorrido na sua adolescência, a morte de uma jovem, começa a encontrar suas verdades.

 

 

Remake de CLÁSSICO de Akira Kurosawa com Denzel Washington deve estrear em Cannes

denzel washington gladiador 2
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O remake de ‘Céu e Inferno’, clássico dirigido por Akira Kurosawa, deve estrear nono Festival de Cannes, que vai acontecer entre os dias 13 e 24 de maio.

Denzel Washington estrela, ao lado de  Jeffrey Wright (‘Ficção Americana’).

Spike Lee fica responsável pela direção e também assina o roteiro ao lado de Alan Fox.

O filme original, lançado em 1963, a produção foi aclamada à época de seu lançamento e estende-se a um sólido legado que influencia realizadores cinematográficos até os dias de hoje.

Na trama, um executivo hipoteca tudo o que tem na tentativa de dar um golpe e assumir a Companhia Nacional de Sapatos, na tentativa de manter a empresa fora das mãos dos outros executivos incompetentes e gananciosos. Contudo, o mesmo dinheiro que ele arrecada pode pagar o resgate que possivelmente irá salvara vida de uma criança. Levando o executivo a tomar decisões extremas e elaborar procedimentos policiais.

A produção trouxe nomes como Toshiro MifuneTatsuya NakadaiKyoko KagawaTatsuya MihashiKenjiro Ishiyama e outros ao elenco.

‘Clube dos Cinco’ completa 40 ANOS | Por onde anda o elenco?

Uma questão que constantemente permeia o pensamento de muitos cinéfilos pelo mundo é: por onde anda o elenco daquele filme que adoram? E as respostas podem ser as mais variadas. Pensando nisso, nós aqui no CinePOP decidimos responder tais dilemas intrigantes para você, nosso caro leitor e razão de ser. Retomando nossa coluna “Por Onde Andam”, investigaremos o paradeiro do elenco e envolvidos de um dos maiores clássicos adolescentes da década de 1980, Clube dos Cinco (The Breakfast Club) – que completou 40 ANOS essa semana.

Não deixe de conferir também a primeira edição da coluna, com As Patricinhas de Beverly Hills, clicando neste link.

Vem com a gente.

 

Molly Ringwald (Claire Standish)

Musa máxima da década de 1980, você pode não associar o nome à pessoa, mas com certeza lembra da menina ruivinha, tida como a namoradinha adolescente da América nesta época. Ringwald foi também a musa do diretor John Hughes, e com ele fez Gatinhas e Gatões (1984) e A Garota de Rosa-Shocking (1986). Nesta época, protagonizou ao lado de Robert Downey Jr. o clássico da Sessão da Tarde, O Rei da Paquera (1987).

Na década seguinte, Ringwald se enveredou pelo terror e suspense, a fim de mudar um pouco de ares e gênero. Neste período a atriz participou de A Dança da Morte (1994), minissérie baseada num livro de Stephen King – cuja refilmagem começa a ser planejada – e Tentação Fatal (1999), primeiro e único filme como diretor do roteirista estrela Kevin Williamson (Dawnson´s Creek e Pânico). Recentemente, esteve na série A Vida Secreta de uma Adolescente Americana (2008 – 2013), protagonizada por Shailene Woodley, e em Jem e as Hologramas (2015), malfadada adaptação (porém elogiada pela crítica) de um desenho da década de 1980.

 

Ally Sheedy (Allison Reynolds)

Ally Sheedy viveu a anti-social Allison, que fazia desenhos com a caspa de seu cabelo. Alternativa e toda vestida de preto, a personagem não tinha muito prazer com a interação humana. Sheedy não foi lançada pelo longa de Hughes, no entanto, e em 1983 havia participado do cult adolescente Jogos de Guerra, ao lado de Matthew Broderick – outra estrela jovem da época. Sheedy também foi um dos membros do Clube dos Cinco que figurou em O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas (1985), ao lado de Estevez e Nelson.

No ano seguinte, a atriz protagonizou Short Circuit: O Incrível Robô, clássico cult sobre um robô (Johnnie 5), que desenvolve inteligência artificial, se tornando altamente consciente. Ainda nos anos 1980, seguiu com Cinderela às Avessas (1987) – outro clássico da Sessão da Tarde. Na década seguinte estrelou O Casamento de Betsy (1990), protagonizado pela amiga Molly Ringwald; Mamãe não quer que Eu Case (1991), com o saudoso John Candy; e o terror B Max – Fidelidade Assassina (1993). Assim como a maioria dos membros da trupe, ficou esquecida nos últimos vinte anos. Suas participações mais marcantes neste período foram na série Psych (2009 – 2013), no elogiado indie Irmã (2016) e uma ponta em X-Men: Apocalypse (2016), no qual interpretou a professora de Scott Summers, o Ciclope.

Emilio Estevez (Andrew Clark)

Alguns podem não saber, mas Emilio Estevez é irmão de Charlie Sheen na vida real, e filho de Martin Sheen. Na época, um jovem de 23 anos, Estevez interpretou o esportista certinho Andrew Clark, que vivia batendo de frente com o rebelde Bender, e com a experiência de um dia de castigo na escola, aprendeu a “sujar” um pouco as mãos.

Na época, Estevez protagonizou filmes de certa repercussão, como O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas (1985), Comboio do Terror (1986), dirigido por Stephen King, Tocaia (1987), Os Jovens Pistoleiros (1988) e Freejack: Os Imortais (1992). Apesar disso, o ator nunca emplacou verdadeiramente no time A de Hollywood, ou teve sucesso como o irmão. Estevez fez parte da geração conhecida como Brat Pack – referência ao Rat Pack, grupo de amigos de Frank Sinatra no cinema – jovens atores que decolavam na década de 1980. Hoje, com 55 anos, o ator tem trabalhado mais como diretor, entregando produções interessantes como Bobby (2006) e O Caminho (2010).

Judd Nelson (John Bender)

John Bender era o rebelde, o delinquente, que estava a um passo de se tornar um criminoso. No filme, o personagem foi interpretado por Judd Nelson, que acabou pegando para si a persona e se tornando um bad boy do cinema na época, fato que impediu sua carreira de decolar verdadeiramente. Na trama, Bender é o meio que os outros jovens seguem para se libertar e sair de suas zonas de conforto.

Após o sucesso do filme, Nelson também fez parte do chamado Brat Pack, participando igualmente de O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas e cedendo a voz para a animação Transformers – O Filme (1986). Na década seguinte, esteve no violento New Jack City – A Gangue Brutal (1991), filme que causou furor na época, hoje tratado como obra cult. Alguns anos depois, Nelson estrelou, ao lado de Brooke Shields (outra musa 80´s esquecida pelo tempo), a série cômica Suddenly Susan, que durou de 1996 a 1999. Atualmente, o nome de Nelson é sinônimo de produções do cinema B.

Anthony Michael Hall (Brian Johnson)

Toda história de escola precisa ter um nerd, desde que o tempo é tempo. Assim, Anthony Michael Hall ocupa essa vaga na pele de Brian Johnson. Hall também pode ser considerado um ator fetiche de John Hughes, tendo participado de outras produções do diretor, como Gatinhas e Gatões (1984) e Mulher Nota Mil (1985). Antes, havia participado da comédia icônica Férias Frustradas (1983) como o primeiro Rusty Griswold do cinema – a cada filme o personagem era interpretado por um ator diferente. Nos anos 1990, seu trabalho mais conhecido foi com o diretor Tim Burton, no filme Edward – Mãos de Tesoura.

Na década passada, Hall descolou o papel protagonista na série O Vidente (2002 – 2007), baseado no livro de Stephen King, que havia virado um longa-metragem de 1983 chamado Na Hora da Zona Morta, protagonizado por Christopher Walken. Hall também participou do fantástico O Cavaleiro das Trevas (2008), de Christopher Nolan, e Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo (2014). Este ano foi visto ao lado de Ben Affleck no drama de máfia A Lei da Noite, baseado num livro de Dennis Lehane e dirigido pelo próprio Affleck.

Paul Gleason (Richard Vernon)

O ator Paul Gleason ficou imortalizado no consciente da geração 80´s como a figura severa e quase ditatorial de Richard Vernon, diretor do colégio Shermer High School, em Illinois. O “vilão” nada mais era do que um educador que pretendia colocar nossos “heróis”, alunos infratores, nos eixos. O ator fez carreira com personagens dentro deste padrão, em filmes como Trocando as Bolas (1983) e Duro de Matar (1988).

Gleason, no entanto, sempre ficou preso ao status de coadjuvante, se tornando um ator-personagem, daquele tipo que muitas vezes não sabemos de onde conhecemos. Seus últimos trabalhos de maior relevância foram em comédias no início da década passada, como Não é Mais um Besteirol Americano (2001), sátira descerebrada de filmes adolescentes, no qual reprisou o papel de Richard Vernon, e O Dono da Festa (2002), protagonizado por Ryan Reynolds. Gleason faleceu em 2006, aos 67 anos.

John Hughes (diretor)

Citado até hoje como referência de cinema adolescente de qualidade, aonde conhecemos verdadeiramente as angústias e aspirações dos jovens, o cineasta John Hughes continua a marcar gerações. Falecido em 2009, aos 59 anos, o diretor parece ter existido, ou sido mais relevante, na década de 1980, na qual seus filmes entraram verdadeiramente para a história. É curioso quando um cineasta imprime tamanho significado em uma geração, para ficar marcado mesmo tendo atuado durante apenas uma década.

Como diretor, Hughes criou apenas 8 filmes, sendo 7 deles ainda na década de 1980, de 1984 a 1989. As críticas não muito favoráveis que seu último filme recebeu, A Malandrinha (1991), apontavam que a sintonia de Hughes talvez não estivesse mais tão clara com o público. Seja como for, no papel de produtor e roteirista, Hughes ainda tem no currículo o sucesso de Esqueceram de Mim (1990). A presença do cineasta foi tão impactante para a cultura, que seus filmes seguem sendo lembrados em sucessos atuais como Deadpool (Curtindo a Vida Adoidado) e Power Rangers (Clube dos Cinco).

Leia nossa crítica de Power Rangers (2017)

Crítica | ‘Invasão de Lua de Mel’ – Comédia francesa na NETFLIX diverte sem medo de escorregar nos clichês

Sem medo de escorregar nos clichês – de forma nada pretenciosa – a comédia francesa Invasão de Lua de Mel, novo sucesso da Netflix, nos leva até uma história longe de ser inovadora, com a autodescoberta dominando o desenvolvimento e os conflitos dos personagens. Dirigido pelo cineasta Nicolas Cuche, o roteiro bem ajustado busca a diversão abordando com certa maturidade sobre relações mães e filhos, também a diferença de idade nas várias formas do amar.

O destino vem pregando peças no introspectivo – e por vezes chato – Lucas (Julien Frison), um homem que quando encontra o amor de sua vida é abandonado no altar. Sem saber o que fazer e com a viagem de lua de mel já comprada, resolve chamar sua mãe Lily (Michèle Laroque) para aproveitar alguns dias mais relaxados num verdadeiro paraíso repleto de casais. Nesse período irá descobrir mais sobre ela e também novas formas de enxergar o mundo que sempre se colocou à sua disposição.

Destrinchando um relacionamento maternal, algo que sempre chama a atenção em qualquer linha de roteiro, esse projeto consegue um interessante recorte no presente de um dos personagens principais em conflito dominado pelas amarguras da vida. Nada de muito novo até aqui. Mas olhando mais profundamente, mesmo com os exageros correndo soltos e uma ingenuidade na resoluções de conflitos, uma coisa chama muito a atenção: há uma leveza e maturidade nos pontos de reflexões.

Entre o riso e as pitadas dramáticas encontram-se elementos harmônicos que nos levam até ações e consequências sem muitas camadas. O duplo protagonismo e a duas visões da vida naquele presente, vira duas linhas que andam em paralelo mas com pontos que se encontram dentro de um contexto improvável. Ajudando a contar essa história, merece destaque o elenco super carismático, com nomes como: Michèle Laroque, Kad Merad e a fabulosa artista espanhola Rossy de Palma.

Invasão de Lua de Mel ainda brinca com os sentimentos e os olhares sobre as diferenças de idade, situação que de alguma forma aproxima a ficção de pitacos para análises do comportamento, da realidade. Nesse projeto água com açúcar, o que vale como entretenimento é o distrair em forma de divertimento mas sem esquecer de abrir o olhar para questões sobre a vida cotidiana.