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Moana (Live-Action)

(Moana)

 

Elenco:

Dwayne Johnson – Maui
Catherine Laga’aia – Moana
Frankie Adams – Sina
Rena Owen – Tala
John Tui – Chefe Tui

 

Direção: Thomas Kail

Gênero: Aventura

Duração: — min.

Distribuidora: Disney

Orçamento: US$ 150 milhões

Estreia: 9 de Julho de 2026

Sinopse: 

No live-action de MOANA, uma jovem parte em uma missão para salvar seu povo. Durante a jornada, Moana conhece o outrora poderoso semideus Maui, que a guia em sua busca para se tornar uma mestre em encontrar caminhos. Juntos, eles navegam pelo oceano em uma viagem incrível.

Curiosidades: 

PRIMEIRA MÃO: Catherine Laga’aia e Dwayne Johnson nas novas artes do live-action de ‘Moana’, exibidas na CinemaCon 2026

“É uma HONRA”, diz Dwayne Johnson sobre o live-action de ‘Moana’ durante a #CinemaCon 2026

‘Moana’: Trailer do live-action enfrenta rejeição e tem 3 vezes mais dislikes do que likes no Youtube

» Jared Bush, responsável pelo roteiro do filme original, assumirá a tarefa de escrever o roteiro para o remake, juntamente com Dana Ledoux Miller;

» Sucesso nos cinemas, a animação original arrecadou sólidos US$ 687.2 milhões mundialmente. Além disso, a produção conquistou os críticos, alcançando 95% de aprovação no Rotten Tomatoes;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Minions e Monstros

(Minions and Monsters)

 

Elenco:

Pierre Coffin
Steve Carell

 

Direção: Pierre Coffin

Gênero: Animação

Duração: — min.

Distribuidora: Universal Pictures

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 2 de Julho de 2026

Sinopse: 

Logo após o sucesso mundial de bilheteria da comédia mais engraçada do verão de 2024, Meu Malvado Favorito 4, a Illumination expande seu universo animado e divertido com um novo capítulo hilário, apresentando personagens totalmente novos, na maior franquia de animação global da história: Minions e Monstros.

Esta é a história frenética, improvável e totalmente verdadeira de como os Minions conquistaram Hollywood, se tornaram estrelas de cinema, perderam tudo, libertaram monstros no mundo e depois se uniram para tentar salvar o planeta do caos que acabaram criando.

Minions e Monstros é dirigido pelo indicado ao Oscar® Pierre Coffin, diretor dos três primeiros filmes de Meu Malvado Favorito e do primeiro Minions. Coffin também dá voz aos Minions desde sua estreia nos cinemas, em 2010. O filme é escrito por Brian Lynch (Minions, A Vida Secreta dos Bichos) e Pierre Coffin, e produzido por Chris Meledandri — fundador e CEO da Illumination, indicado ao Oscar® — e por Bill Ryan (produtor executivo de Super Mario Bros: Filme).

Curiosidades: 

» Brian Lynch, roteirista do primeiro filme ‘Minions‘, retorna;

» Inicialmente programada para junho de 2027, a animação teve sua estreia adiantada para o dia 1º de julho de 2026. Vale destacar que esta era a data original de ‘Shrek 5‘, que acabou sendo adiado pelo estúdio em cinco meses – para o dia 23 de dezembro de 2026;

» A produção fica a cargo de Chris Meledandri, fundador e CEO da Illumination, e Bill Ryan;

Trailer:

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Fotos: 

‘A Odisseia’: Novo teaser destaca filmagens inteiramente feitas com câmeras IMAX; Confira!

A Odisseia, aguardado épico de Christopher Nolan, divulgou um novo teaser, reforçando uma das principais características da produção: o filme foi inteiramente rodado com câmeras IMAX, prometendo uma experiência visual sem precedentes para o público.

O longa tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para 16 de julho.

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‘A Odisseia’: Elon Musk volta a detonar Christopher Nolan por escalação de Lupita Nyong’o como Helena de Troia

O longa-metragem é um dos lançamentos mais aguardados do ano. Orçado em US$ 250 milhões de dólares, o filme adapta o conto de Homero em um épico que reúne um grande elenco de estrelas, além de apresentar efeitos visuais e práticos inovadores. A produção marca um marco técnico na carreira de Nolan, sendo a primeira filmada inteiramente com câmeras IMAX de 70 mm.

Apesar da expectativa, o projeto tem enfrentado duras críticas antes mesmo da estreia. Além da polêmica envolvendo as armaduras, o diretor tem sido alvo de debates pela escalação de Lupita Nyong’o como Helena de Troia, descrita na mitologia como a mulher mais bonita do mundo, e pela inclusão do ator Elliot Page e do rapper Travis Scott.

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A Odisseia – Filme | CinePOP

Diferente de boa parte das produções do cineasta, o longa-metragem terá um tempo um tanto quanto “reduzido”. Segundo o Deadline, o filme terá menos de três horas de duração.

“A produtora Emma Thomas também garantiu que o épico filme terá menos de três, mas não estava certa quanto ao real tempo de tela, visto que [o projeto] ainda está em pós-produção”, afirma o site.

Após a Guerra de Tróia, o guerreiro grego Odisseu (Matt Damon) enfrenta criaturas míticas e deuses em sua épica jornada de volta para casa, onde sua esposa Penélope o aguarda.

O filme é um épico de ação mítico filmado em todo o mundo usando a novíssima tecnologia de filme IMAX e traz a saga fundamental de Odisseu para as telas de filme IMAX pela primeira vez.

O elenco grandioso ainda conta com Tom Holland, Anne Hathaway, Robert Pattinson, Lupita Nyong’o, Zendaya, Charlize Theron, Jon BernthalJohn LeguizamoElliot PageHimesh PatelBill Irwin e Samantha Morton.

A aposta é alta: com um orçamento de US$250 milhões, ‘A Odisseia‘ será o filme mais caro da carreira de Nolan.

Supergirl

(Supergirl)

 

Elenco:

Milly Alcock (Kara Zor-El)
Matthias Schoenaerts (Krem)
Eve Ridley (Ruthye)

 

Direção: Craig Gillespie

Gênero: Ação

Duração: 110 min.

Distribuidora: Warner Bros

Orçamento: US$ 165 milhões

Estreia: 25 de Junho de 2026

Sinopse: 

Em SUPERGIRL, quando um inimigo inesperado e implacável surge como uma ameaça, Kara Zor-El é forçada, contra a sua vontade, a unir-se a uma companheira improvável. Juntas, elas embarcam numa jornada cósmica épica onde vingança e justiça estão em jogo – e onde Kara precisa confrontar as suas origens para encontrar o seu próprio caminho como heroína.

Curiosidades: 

‘Supergirl’ terá duração MENOR que a de ‘Superman’, confirma diretor

» ‘Supergirl’ ganha classificação indicativa mais ALTA por causa do Lobo; Entenda!

» Este será o segundo filme do novo DCU nas telonas, dando continuidade ao universo apresentado por ‘Superman‘;

» O longa é baseado na série homônima de oito edições do escritor Tom King;

» Ana Nogueira assina o roteiro da adaptação;

O elenco ainda conta com David Krumholtz (Zor-El), Emily Beecham (Alura In-Ze), Jason Momoa (Lobo) e Ferdinand Kingsley (Elias Knoll);

» Sasha Calle diz que foi “doloroso” perder papel da Supergirl na DC

» ‘Supergirl: A Mulher do Amanhã’: Filme recebe update EMPOLGANTE de insider

» ‘Supergirl: A Mulher do Amanhã’: Matthias Schoenaerts é escalado para o papel de vilão do longa

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Trailer:

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Hit para Dois

(Power Ballad)

 

Elenco:

Paul Rudd
Nick Jonas
Peter McDonald
Marcella Plunkett

 

Direção: John Carney

Gênero: Comédia

Duração: 108 min.

Distribuidora: Diamond Films

Orçamento: US$ 30 milhões

Estreia: 11 de Junho de 2026

Sinopse: 

HIT PARA DOIS traz Paul Rudd como Rick, um cantor de casamentos que sempre sonhou em ser levado a sério como músico e é apaixonado pelo que faz. Uma noite ele vai cantar em um casamento e encontra Danny (Nick Jonas), um antigo astro pop adolescente que, à sua maneira, também tenta encontrar sua voz enquanto artista. Após passarem uma noite divertida juntos, Danny acaba roubando uma melodia de Rick e a música se transforma em um sucesso. Mas ele não deu créditos a Rick, e agora?

Curiosidades: 

» Além de dirigir, John Carney também assina o roteiro ao lado de Peter McDonald;

Trailer:

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‘Como Roubar um Banco’: Filme estrelado por Nicholas Hoult ganha belíssimo cartaz; Confira!

Como Roubar um Banco (How to Rob a Bank), novo filme dirigido por David Leitch, divulgou recentemente seu primeiro cartaz oficial.

Como Roubar um Banco’ tem estreia marcada para 3 de setembro de 2026.

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“Enquanto um grupo de audaciosos assaltantes de banco documenta seus crimes nas redes sociais, acumulando milhares de seguidores e deixando um rastro de pistas para trás, um experiente agente do FBI e um jovem engenheiro de software mergulham no mundo digital para rastreá-los antes que o próximo sucesso viral da quadrilha se transforme em seu maior assalto até então”, diz a sinopse.

O elenco conta com Nicholas Hoult, Anna Sawai, Zoë Kravitz e Rhenzy Feliz nos papéis principais.

A direção fica por conta de Leitch, conhecido por sucessos comoDeadpool 2,Trem-Bala e pela codireção do primeiro ‘John Wick. O roteiro foi escrito por Mark Bianculli.

DIA D

(Disclosure Day)

 

Elenco:

Emily Blunt
Josh O’Connor
Eve Hewson
Mckenna Bridger
Wyatt Russell
Colin Firth
Colman Domingo
Elizabeth Marvel
Michael Gaston
Henry Lloyd-Hughes

Direção: Steven Spielberg

Gênero: Ficção Científica

Duração: — min.

Distribuidora: Universal Pictures

Orçamento: US$ 50 milhões

Estreia: 11 de Junho de 2026

Sinopse: 

A Grande Revelação! Em Dia D, novo épico de ficção científica dirigido por Steven Spielberg, o mundo entra em colapso quando uma revelação chocante vem à tona: governos de diversas nações teriam escondido por décadas evidências da existência de vida extraterrestre.

Tudo começa quando um evento inexplicável transmitido ao vivo na televisão desencadeia uma série de fenômenos estranhos ao redor do planeta, provocando pânico, teorias conspiratórias e uma crise global sem precedentes. À medida que segredos militares são expostos e sinais de uma inteligência alienígena se tornam cada vez mais evidentes, cientistas, autoridades e civis precisam lidar com a possibilidade de que a humanidade nunca esteve sozinha.

Curiosidades: 

Primeiras impressões afirmam que ‘Dia D’ é o MELHOR filme do Steven Spielberg em DÉCADAS; Confira as reações!

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» A produção marca a reunião entre o cineasta Steven Spielberg e o roteirista David Koepp (‘Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros’);

» O tópico de alienígenas não é desconhecido para Spielberg, que já comandou clássicos como ‘Contatos Imediatos do Terceiro Grau‘ (1977) e ‘E.T. O Extraterrestre‘ (1982). E, recentemente, o diretor produziu o documentário ‘Encontros Extraterrestres‘ para a Netflix, que explora histórias reais de contatos humanos com fenômenos de outro mundo;

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» ‘Dia D‘, nova ficção científica de Steven Spielberg, teve seu trailer divulgado hoje e movimentou a internet. Mas o que diachos é ‘Dia D‘? Mestre em capturar grandes momentos da história no cinema, Spielberg está prestes a nos levar para um território totalmente diferente.

» Com estreia marcada para junho de 2026, seu novo filme Disclosure Day promete transformar o conceito de “Dia D” em algo inesperado: um evento de revelação que pode mudar tudo o que sabemos sobre extraterrestres.

» O longa, estrelado por Emily Blunt, Josh O’Connor e Colin Firth, já provoca comparações com clássicos de Spielberg, como ‘Contatos Imediatos de Terceiro Grau‘. Mas, enquanto naquele filme o encontro com o desconhecido tinha um tom quase poético, Disclosure Day parece mais tenso e urgente, como se a humanidade estivesse prestes a ser confrontada com uma verdade impossível de ignorar.

» O título do filme, em inglês, sugere exatamente isso: um dia de divulgação — ou “disclosure” — de algo que esteve escondido. Alguns fãs já brincam com a ideia de que Spielberg está traçando um paralelo sutil com o “Dia D” da Segunda Guerra Mundial, só que, desta vez, a batalha não é no campo de guerra, mas na própria percepção do mundo.

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Gostou de ‘Passageiro do Mal’? Conheça as 10 Entidades Malignas Mais Assustadoras do Terror…

Passageiro do Mal’ está em exibição nos cinemas e aborda uma lenda urbana sobre espíritos malignos que assombram as estradas, criando cenas verdadeiramente assustadoras, um prato cheio para os fãs do gênero. No elenco, o nome mais famoso é o da vencedora do Oscar Melissa Leo. A direção fica por conta do norueguês André Øvredal, conhecido por filmes queridos do gênero como ‘A Autópsia’ e ‘Histórias Assustadoras para Contar no Escuro’.

Para entrar no clima deste terror sobrenatural, resolvemos criar uma nova matéria apresentando as 10 entidades malignas mais assustadoras do cinema – separamos algumas figuras verdadeiramente icônicas, entre clássicos e personagens mais novos. Confira.

Samara

Os fãs dos filmes de terror jamais esquecerão a entidade da “menina do poço” Samara Morgan – a vilã do novo clássico ‘O Chamado’ (2002). Assustadora com sua mitologia em torno da fita VHS (os mais novos devem estar se perguntando: “o que é isso?”), da ligação e da frase “7 days”, talvez nem todos saibam que Samara começou como Sadako, na versão original japonesa, lançada dois anos antes – que gerou uma franquia ainda maior por lá do que nos EUA. Só quem viveu a época lembra a febre que foi ‘O Chamado’.

Kayako

No início dos anos 2000, o cinema americano passava pela febre que foi as refilmagens Hollywoodianos de filmes de terror japoneses. De ‘Pulse’, ‘O Olho do Mal’ até ‘Água Negra’ (do nosso Walter Salles), foi uma verdadeira enxurrada. Mas não tem jeito, o mais famoso foi ‘O Chamado’. E seguindo de perto na esteira, em segundo lugar, ficou ‘O Grito’ (The Grudge). Estrelado por Sarah Michelle Gellar e lançado em 2004, a versão americana foi dirigida pelo mesmo realizador do filme japonês Takashi Shimizu.

E diferente de ‘O Chamado’, tanto a versão original japonês, quanto a versão de Hollywood, contavam com a mesma assombração, Kayako, a mulher abusada, morta pelo marido, que guarda um tremendo rancor e termina assombrando sua casa. O filme americano também se passa no Japão. Aliás, estas assombrações ficaram tão populares na terra do sol nascente, que geraram o filme ‘Sadako vs. Kayako’ (2016), uma espécie de ‘Freddy vs. Jason’ deles.

Pazuzu

Quem é rei, nunca perde a majestade. O clássico ‘O Exorcista’ (1973) ainda é tido por muitos como o maior filme de terror de todos os tempos. É difícil discordar, ainda mais quando olhamos para o currículo dele, e percebemos que o longa possui nada menos que 10 indicações ao Oscar, incluindo melhor filme (diretor e três nomeações de atuação), e os prêmios de roteiro e som. Na icônica história, a menina Regan (Linda Blair) usa a tábua ouija (a brincadeira do copo) e termina possuída pelo demônio Pazuzu, em uma das tramas mais estarrecedoras da sétima arte.

Annabelle

A boneca possuída mais famosa do cinema é um derivado da franquia ‘Invocação do Mal’. Annabelle apareceu pela primeira vez no filme citado, de 2013. Logo no ano seguinte já ganhava seu próprio filme solo. Depois disso, a boneca fez figuração em todos os filmes da franquia, além de ganhar mais dois filmes para chamar de seu. Quem curta a franquia sabe que Annabelle não é apenas uma boneca, mas sim um objeto possuído por uma entidade maligna nunca definida totalmente nos filmes. Inclusive pode ser o caso de ela ser o receptáculo para várias entidades malignas.

Valak

E se ‘Invocação do Mal’ introduziu muito bem a vilã Annabelle, a continuação ‘Invocação do Mal 2’ não sairia por menos. Lançado em 2016, a sequência apresentou não uma, mas três entidades malignas assustadoras. No filme dois somos apresentados ao perturbador Homem Torto e também ao espírito de Bill Wilkins. Estes personagens poderiam ter ganhado seus próprios derivados, porém, o que ficou mais popular e terminou com um filme para chamar de seu foi Valak, a freira demoníaca. O sucesso gerou logo em spin-off em 2018, e depois uma sequência em 2023, enaltecida como superior.

Reverendo Henry Kane

Não é de hoje que o cinema usa figuras religiosas para criar grandes vilões em filmes de terror. Muito tempo antes da freira Valak, os anos 80 já havia nos apresentado ao Reverendo Henry Kane, da franquia ‘Poltergeist’. Curiosamente, o vilão não aparece no primeiro filme da franquia, mas sim na continuação, de 1986. A entidade surge para voltar a traumatizar a família Freeling, agora em uma nova residência. Infelizmente, o ator que interpretava o personagem, Julian Beck, foi mais um que faleceu (antes da estreia do filme), aumentando o mito da franquia tida como amaldiçoada.

The Grabber

Aqui temos um caso curioso. No filme ‘O Telefone Preto’, de 2022, o vilão The Grabber, interpretado por Ethan Hawke, astro cinco vezes indicado ao Oscar, era um sequestrador de crianças e adolescentes, que usava diversas máscaras para as suas abduções, sem que os vizinhos e sequer o seu irmão soubessem de seus atos criminosos. No entanto, o personagem morre ao final do filme. Por isso todos ficaram coçando a cabeça quando foi anunciado ‘O Telefone Preto 2’. E a solução dos realizadores foi transformar o maníaco em uma entidade sobrenatural que assombra os pesadelos dos jovens em uma colônia de férias em um ambiente gelado – no melhor estilo Freddy Krueger.

Freddy Krueger

Por falar em Freddy Krueger, o que nos deu na cabeça para não incluí-lo na lista até agora? A verdade é que pensamos muito mais em Freddy como um assassino serial, já que ele foi um verdadeiro astro dos filmes slasher dos anos 80, lado a lado com Jason. Por isso muitas vezes esquecemos que Freddy Krueger é uma entidade maligna sobrenatural, que não está verdadeiramente vivo, só conseguindo se manifestar através dos sonhos de suas vítimas. Freddy, interpretado pelo icônico Robert Englund, já foi humano: um assassino de crianças de uma pacata vizinhança. Como a justiça não conseguiu detê-lo, diversos pais do bairro resolveram pará-lo com as próprias mãos, o matando queimado. Agora, a figura assustadora voltou como uma entidade dos sonhos, e reinou absoluto ao longo de mais de sete filmes.

Mama

Mama’ é um filme de terror subestimado, que quase não é mais mencionado nos dias de hoje. A obra é baseada em um curta-metragem criado pelo argentino Andy Muschietti, que fez tanto sucesso que conseguiu apadrinhamento de ninguém menos que Guillermo del Toro para transformar a ideia em uma longa. E não um qualquer, mas sim um que contou com a atriz vencedora do Oscar Jessica Chastain e Nikolaj Coster-Waldau (saído do sucesso de ‘Game of Thrones) como protagonistas. Na trama, Chastain é uma roqueira, precisando cuidar das filhas de sua falecida irmã. O problema é que as crianças foram criadas sozinhas em uma cabana na floresta. Bem, ou quase, já que uma entidade conhecida como Mama foi quem as criou, e agora não quer abrir mão delas.

Diana

Seguindo os passos de ‘Mama’, em meados da década passada tivemos outro curta-metragem de sucesso da internet ser transformado em um longa. O criador aqui é David F. Sandberg, que bolou uma história onde a assombração aparecia somente quando as luzes estavam apagadas. Aqui temos uma história de relacionamento tóxico de amizade. Diana era uma mulher muito doente, que sofria de uma condição rara de extrema sensibilidade à luz. Em vida, desenvolveu um relacionamento obsessivo por Sophie, papel de Maria Bello. Agora, após a morte de Diana, ela volta como uma entidade maligna, que ainda teme a luz, para assombrar não apenas Sophie, mas principalmente seus descendentes, como a filha Rebecca, a protagonista vivida por Teresa Palmer.

10 Dicas de Minisséries com Atores Famosos que Simplesmente ninguém comenta

Você já ouviu falar da era de ouro do cinema? Foi uma época em que o cinema não tinha qualquer concorrência e reinava absoluto como entretenimento popular. Era uma época de astros e estrelas, que apenas com o poder de seu nome eram capazes de arrastar verdadeiras multidões. Seu nome em cima do título era sinônimo de qualidade e boas histórias. Podemos dizer que essa época durou até os anos 80/90, mais ou menos, quando tudo o que bastava para um filme fazer sucesso era ter o nome da estrela mais famosa o estampando.

Hoje, o cinema tem diversas concorrências, e concorrências pesadas, como a internet, o tik-tok e principalmente os streamings – que sequestram seus maiores astros. Seja para séries ou filmes. Ou seja, os astros não estão mais apenas nas telonas, todos eles também estão nas telinhas. E agora, tê-los protagonizando não é mais garantia de sucesso. Pelo contrário, muitas vezes sequer ouvimos falar de um programa, mesmo que ele traga os maiores atores de Hollywood. É justamente sobre isso que iremos falar nessa nova matéria. Selecionamos 10 minisséries com atores famosos que simplesmente ninguém comenta. Confira.

WeCrashed

Aqui temos simplesmente dois vencedores do Oscar protagonizando, em uma minissérie pouquíssimo falada. Jared Leto (vencedor do Oscar por ‘Clube de Compras Dallas’) e Anne Hathaway (vencedora do Oscar por ‘Os Miseráveis’) interpretam o casal Adam e Rebekah Neumann, responsáveis pela criação da empresa WeWork, nesse programa original da AppleTV+ baseada em uma incrível história real.

Lisey’s Story

Você lembra aquela vez em que a vencedora do Oscar Julianne Moore (‘Para Sempre Alice’) estrelou a obra baseada no mestre do terror Stephen King? Não lembra? Tudo bem, muitos sequer conhecem. Mas Moore foi a estrela protagonista de ‘Lisey’s Story’, baseado em um conto de King, sobre uma viúva pagando o preço pela obsessão de um sujeito desequilibrado, obcecado pela obra de seu falecido marido. O programa conta ainda com Clive Owen e Jennifer Jason Leigh. E também é uma produção da AppleTV+.

Irma Vep

Essa aqui tem um conceito bem interessante. Programa original da HBO Max, a minissérie tem criação do francês Olivier Assayas, que adapta seu próprio filme para as telinhas. Acontece que em 1996, o diretor lançou o filme cult ‘Irma Vep’, sobre uma atriz chinesa enfrentando uma produção caótica que visa refilmar o clássico francês do cinema mudo, ‘Os Vampiros’ (1915). Em 2022, o cineasta leva o conceito para as telinhas e escala a sumida Alicia Vikander para interpretar a protagonista desta vez, uma atriz frustrada em busca de um recomeço. Vikander fez muito sucesso no início dos anos 2010, e ganhou um Oscar por ‘A Garota Dinamarquesa’.

Segredos de Família

Agora temos mais uma veterana que, ao contrário dos outros até aqui na lista, nunca venceu um Oscar. Annette Bening, no entanto, já foi indicada 5 vezes. No programa original da Peacock (streaming que não temos no Brasil), somos apresentados à família Delaney, que parece uma família perfeita, dessas de comercial de margarina. Tudo muda quando a matriarca Joy (Bening) desaparece, começando uma investigação sobre a verdade por trás de seu casamento e da relação com os quatro filhos adultos.

Círculo Fechado

Neste programa de suspense dramático da HBO Max temos o primeiro papel protagonista da sempre ótima Zazie Beetz em uma série de TV. Ela vive uma detetive de polícia investigando as consequências de um sequestro fracassado, e todas as ramificações e figuras envolvidas com o caso: com os pais da criança (Claire Danes e Timothy Olyphant) e um famoso chef, papel de Dennis Quaid. A direção de todos os seis episódios do programa é do vencedor do Oscar Steven Soderbergh (‘Traffic’).

Halston

Essa é para aqueles que curtem o mundo da moda, e que de certa forma tem a ver com ‘O Diabo Veste Prada’, cuja continuação está em cartaz nos cinemas. Bem, pelo menos no tema, já que este não é um programa de comédia, mas sim um drama biográfico. Minissérie original da Netflix, quem estrela em cinco episódios no papel do lendário estilista americano conhecido como Halston é o veterano Ewan McGregor. O ator empresta todo o seu carisma e talento na pele do artista que criou um verdadeiro império durante as décadas de 1970 e 1980.

Mrs. America

Já é difícil para um ator ser indicado ao Oscar, o que dirá ganhar o prêmio máximo do cinema. Agora imagina ganhar não uma, mas duas vezes a maior consagração que um ator poderia querer. Esse é exatamente o caso com a musa australiana Cate Blanchett, que possui duas estatuetas decorando a lareira em sua casa. Blanchett é o tipo de artista que topa qualquer desafio, e já brilhou tanto no cinema quanto na TV.

Geralmente, as histórias escolhidas para serem temas de filmes ou séries de TV são aquelas edificantes, de superação ou as que fazem diferença na sociedade de uma forma geral. Porém, também são interessantes as que são o completo oposto disso. É exatamente o resumo de ‘Mrs. America’, no qual Blanchett vive Phyllis Schlafly, ativista conservadora que foi símbolo de um verdadeiro desserviço para mulheres em todos os lugares, em sua luta contra a igualdade de direitos durante a década de 1970. O programa está disponível na Disney+.

O Paciente

Steve Carell não é apenas um comediante consagrado e premiado, estrela de séries de sucesso, vide ‘The Office’, ou filmes como ‘O Virgem de 40 Anos’, tido como uma das comédias mais engraçadas de todos os tempos. Acontece que o ator também já se arriscou em trabalhos sérios e dramáticos, e justamente por um deles foi indicado ao Oscar (‘Foxcatcher’). Em ‘O Paciente’, da Disney+, encontramos um Carell diferente de tudo o que já fez, no papel de um terapeuta, precisando tratar um verdadeiro psicopata, papel do ótimo Domhnall Gleeson, enquanto termina por se tornar vítima de seu próprio paciente.

Franklin

Considerado um dos pais fundadores dos EUA, Benjamin Franklin tem uma importância gigantesca para a América e para o mundo. Ele foi também um grande inventor, um cientista fascinado por diversos estudos. Entre eles, o da eletricidade. Em um de seus mais famosos experimentos, ele descobriu com o uso de uma pipa que os raios eram fenômenos elétricos, ainda em 1752, e foi o criador dos para-raios. Além disso criou também as lentes bifocais e o aquecedor que ficaria conhecido como Franklin Stove. Mas você sabia que Benjamin Franklin ganhou sua própria minissérie, no qual foi interpretado pelo vencedor do Oscar Michael Douglas? Esse é mais um programa da AppleTV+.

Cenas de um Casamento

Fechando a matéria das minisséries com atores famosos pouco faladas, temos mais uma dupla daquelas, cuja química é tão forte que não pôde ser contida em apenas uma produção. O guatemalteco Oscar Isaac e a americana Jessica Chastain (vencedora do Oscar por ‘Os Olhos de Tammy Faye‘) são amigos desde a época em que eram estudantes de atuação. A primeira vez que puderam contracenar foi no ótimo e subestimado ‘O Ano Mais Violento’. Depois disso, a dupla se reuniu para a adaptação de ‘Cenas de um Casamento’, baseado na obra do icônico Ingmar Bergman. Originalmente, a ideia foi concebida como uma minissérie em seis episódios exibida na TV sueca em 1973. O sucesso do programa fez Bergman reeditar e transformar em um filme para os cinemas no ano seguinte. A ideia foi levada para os EUA, e montada para a HBO Max, com Chastain e Isaac, e fala sobre a relação desgastada de um casal, adicionando muitos toques modernos.

‘Five Nights at Freddy’s 2’ ganha data de estreia no streaming; Saiba AONDE assistir!

Five Nights at Freddy’s 2‘ já tem data para chegar no streaming após arrecadar US$ 239 milhões nas bilheterias mundiais.

O filme estreia dia 6 de Junho no catálogo da Prime Video.

Além de ter se tornado o maior lançamento da Blumhouse em 2025 –  superando a arrecadação total de ‘O Telefone Preto 2‘ (US$132M) –, a produção também entrou para o TOP 5 dos maiores filmes de terror do ano.

Vale lembrar que a sequência abriu com US$ 63 milhões nos EUA – o que representa a segunda maior estreia doméstica do ano para um filme de terror, atrás apenas de ‘Invocação do Mal 4: O Último Ritual‘ (US$84M).

Além disso, o longa se tornou o maior lançamento da história do país no final de semana após o feriado de Ação de Graças.

Apesar de ter sido massacrada pelos críticos – alcançando míseros 12% de aprovação no Rotten Tomatoes –, a sequência parece ter agradado o público, recebendo uma nota B no CinemaScore. Apesar de ser uma boa avaliação para o gênero, a média fica abaixo da recepção do longa original (A-).

Crítica | ‘Five Nights at Freddy’s 2’ expande a mitologia do filme original em uma divertida, mas falha aventura

Relembre o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

Em 2023, o fenômeno de bilheteria do terror da Blumhouse, Five Nights at Freddy’s — baseado na famosa série de jogos de Scott Cawthon — se tornou o filme de terror de maior bilheteria do ano. Agora, um novo e chocante capítulo do terror animatrônico começa.

Um ano se passou desde o pesadelo sobrenatural na Freddy Fazbear’s Pizza. As histórias sobre o que aconteceu lá foram distorcidas e viraram uma lenda local exagerada, inspirando o primeiro Fazfest da cidade.

O ex-segurança Mike (Josh Hutcherson) e a policial Vanessa (Elizabeth Lail) esconderam a verdade da irmã de 11 anos de Mike, Abby (Piper Rubio), sobre o destino de seus amigos animatrônicos.

Mas quando Abby foge para se reconectar com Freddy, Bonnie, Chica e Foxy, isso desencadeia uma série assustadora de eventos, revelando segredos sombrios sobre a verdadeira origem da Freddy’s — e libertando um horror há muito esquecido, escondido por décadas. 

O elenco conta com o retorno de Josh Hutcherson, Elizabeth Lail, Piper Rubio e Matthew Lillard, além de introduzir Mckenna GraceWayne KnightMegan Fox.

Emma Tammi retorna à direção.

O primeiro ‘Five Nights at Freddy’s‘ estreou em 2023 e se tornou um sucesso de bilheterias, arrecadando mais de US$ 280 milhões mundialmente, mesmo com lançamento simultâneo na plataforma Peacock. O filme superou as expectativas da Universal e da Blumhouse e garantiu rapidamente a aprovação para uma continuação.

 

Crítica | Hope – Terror sul-coreano mistura monstros, destruição e humor absurdo em Cannes 2026

Da Coreia do Sul vem um dos filmes mais surpreendentes da mostra competitiva do Festival de Cannes deste ano. Do diretor Na Hong-jin, Hope mistura suspense, terror, ficção científica, ação policial e humor em uma experiência caótica e bem humorada, lembrando produções de Bong Joon-ho, como Memórias de um Assassino, Parasita, O Hospedeiro e também Round 6 (Squid Game). Com direção ágil, a narrativa começa intensa e simplesmente não desacelera mais.

Tudo começa com a chamada da polícia para a ocorrência de um animal encontrado na beira da estrada por caçadores. Durante os primeiros minutos apenas imaginamos a cena por meio das caretas dos personagens, principalmente do chefe de polícia Beom Seok (Hwang Jung-min), em seguida, vemos uma vaca caída no meio da estrada, marcada por uma mordida gigantesca e cortes profundos e largos. A princípio, pensam em um urso; depois, em um tigre, mas ninguém consegue entender exatamente o ocorrido. 

De repente a pequena cidade de Hope mergulha em um enorme massacre. Placas voam pelos ares, carros são arremessados, pessoas desaparecem e a sensação é de que ninguém está seguro. O filme acerta muito ao criar suspense sem revelar imediatamente o causador dos estragos. Enquanto o policial Seok — um herói atrapalhado, porém bem-intencionado — tenta descobrir o que está acontecendo, o espectador acompanha pelos seus olhos sem enxergar a verdadeira forma da ameaça. A construção funciona ao misturar tensão com humor natural. Em meio ao caos, o roteiro consegue arrancar risos sem quebrar o clima.

Quando a criatura finalmente aparece, as imagens geradas por computador impressionam. Não chega ao nível de Avatar, de James Cameron, mas os efeitos entregam uma criatura crível e ameaçadora. O design da besta funciona principalmente nas cenas de perseguição, que são extremamente ágeis e bem coreografadas. O diretor Na Hong-jin entende que movimento é essencial para esse tipo de narrativa, então quase não dá tempo de respirar.

O roteiro também surpreende, pois quando parece que a história chegou ao ápice, ele revela que aquilo era apenas o começo. Nesse momento entra a policial Sung Ae (Hoyeon), personagem que muda completamente a condução da trama. Em vez de força física, ela utiliza inteligência e estratégia, abalando as estruturas da criatura e mostrando que talvez exista uma possibilidade real de derrotá-la.

Outro grande destaque está nos personagens secundários. Há figuras completamente excêntricas, testemunhas estranhas e um personagem que parece uma mistura de Chuck Norris e John McClane com John Wick ao mesmo tempo: exagerado, divertido e indestrutível. Hope abraça o absurdo sem medo, criando uma ótima dinâmica entre o policial atrapalhado, a cadete franzina, mas competente e esse “tanque humano” que simplesmente nunca desiste.

Na Hong-jin demonstra como o cinema sul-coreano começa a dominar o gênero horror de monstro. O cineasta brinca constantemente com as expectativas do público, muda o rumo da narrativa e mantém a sensação de descoberta até o final. Cada vez que acreditamos entender o que está acontecendo, o filme vira a história de cabeça para baixo. Além disso, Hope impressiona pelo tamanho da produção. As cenas de destruição, perseguições a cavalo e confrontos na estrada são grandiosos. Um filme feito para ser vivido no cinema, em uma sessão barulhenta, coletiva e empolgante.

Mesmo sem uma crítica social tão explícita quanto Parasita, o filme deixa pequenas observações sobre quem são as primeiras vítimas do caos e sobre como uma pequena comunidade reage diante do horror, deixando as interpretações sobre o colapso e a invasão aos espectadores. Acima de tudo, Hope busca o entretenimento, por exemplo, com depoimentos ridículos e comportamentos abobadados dos personagens. Quando o mistério começa a ser solucionado, mais camadas são adicionadas à história.

Com todas as cartas de gênero postas na mesa, o final deixa espaço para uma continuação, mostrando que o cinema sul-coreano talvez esteja começando a trabalhar também a ideia de franquias, sem perder sua identidade criativa. Sinceramente? Funciona. Os personagens feitos com captura de movimento escondem nomes de estrelas europeias como Alicia Vikander e Michael Fassbender

Hope é um filme explosivo, engraçado e violento. Um daqueles raros momentos em que uma obra de gênero consegue imprimir personalidade sem abrir mão do entretenimento. Misturando metáforas sobre imigração, humor absurdo e caos desenfreado, Na Hong-jin transforma a ocorrência inesperada em uma experiência vigorante.

Crítica | Star Wars: O Mandaloriano e Grogu – Nostalgia e Fofura Dosam Nova Aventura

Fazia tempo que um filme da franquia ‘Star Wars’ não estreava nos cinemas. Depois das nove partes da saga original e do derivado ‘Han Solo’, a franquia voltou sua Força para produções direto para o streaming da Disneyplus, onde vem estreando temporadas atrás de temporadas de diversas séries para todos os gostos, ora centrada nos menores como a animação ‘A Guerra dos Clones’, ora voltada ao público feminino, com ‘Ahsoka’, e o grande sucesso da última década: a produção para toda a família chamada ‘O Mandaloriano’. E sim, fez tanto sucesso de público que Jon Favreu, atual diretor das produções do universo de ‘Guerra nas Estrelas’, anunciou um longa-metragem com os protagonistas da série, um filme que iria direto para o cinema. Trata-se de ‘Star Wars: O Mandaloriano e Grogu’, que chegou essa semana aos cinemas após alguns eventos para fãs terem exibido os primeiros minutos em sessões fechadas.

Mandalorian in black armor at a bar with Grogu perched on his shoulder, dim sci‑fi tavern setting.

Mando (Pedro Pascal, de ‘Quarteto Fantástico: Primeiros Passos’) acaba de receber uma nova missão da Coronel Ward (Sigourney Weaver, de ‘Avatar’): encontrar Rotta the Hutt (dublado por Jeremy Allen White, da série ‘O Urso’), sobrinho do lendário contrabandista Jabba the Hutt e herdeiro do império deste. Aparentemente, Rotta está sendo mantido em cativeiro, e seus tios – conhecido como Os Gêmeos – contratam Mando para salvar Rotta. O que parecia uma simples missão acaba se tornando em algo muito maior, que ameaça até mesmo a vida de Mando e do seu fiel escudeiro Grogu, e agora os dois precisarão estreitar os laços que os une para que não haja medo nem temor pelos caminhos a seguir.

Com duas horas e doze minutos de duração, a extensão do filme é o primeiro elemento que se destaca na produção, afinal, é um filme longo demais para uma produção que intenciona trazer um novo público para a franquia. Especialmente porque esta longa extensão resulta numa “barriga” no meio do filme que se prolonga em demasiado – um intervalo entre a conclusão da missão e o início da resolução da trama, que passa por um pequeno retrocesso na aventura e num deslocamento de protagonismo (que passa de Mando para Grogu), o que acaba gerando a necessidade do desenvolvimento de subtramas menores e destaque para personagens pequenos cuja função é a de apenas de não deixar o filme em silêncio, uma vez que Grogu não fala.

Tendo isso em mente, é fácil pensar que o roteiro de Jon Favreau, Dave Filoni e Noah Kloor deveria ter enxugado uma parte dessa barriga, seja no meio, quando a trama dá uma amornada, seja no início – que, embora seja um início eletrizante e faz a gente acreditar que o sarrafo vai ficar lá em cima o tempo todo, a real é que toda a aventurinha do início (ou boa parte dela) também poderia ter sido reduzida.

Two massive stone frog statues leaning together in a dim vaulted chamber with warm orange lighting.

Agora, para quem se encantou com a fofura de Grogu (nosso eterno baby Yoda), ‘Star Wars: O Mandaloriano e Grogu’ é um prato cheio. São muitas as cenas da criança fazendo suas fofurices – em especial, comendo, e comendo muito, quase todas as cenas dele são ingerindo alguma coisa. Mas há também toda uma pequena jornada que Grogu atravessa no meio do filme que o aproxima daquilo que mais tarde conheceríamos como as características do Yoda – usar um cajado para andar, controlar a Força sem esforço, etc. Sem contar que temos nosso querido Martin Scorsese dublando um personagem, que tem todos os trejeitos do famoso diretor!

Recheado de nostalgia por conectar a trama de sucesso do momento com elementos clássicos da franquia, ‘Star Wars: O Mandaloriano e Grogu’ é uma aventura no real sentido do gênero, com muita ação, perseguição e lutas por sobrevivência (uma delas, aliás, claramente fazendo menção à ‘Mortal Kombat’), mas com uma história meio morna. Porém, tudo indica que nos encaminhamos de vez para a conclusão da franquia em breve.

Snowy mountain scene with a bipedal armored walker and a pilot inside the cockpit.

Crítica 2 | Último episódio de ‘The Boys’ se salva e deve envelhecer bem

The Boys chegou ao fim. Depois de sete anos, a saga dos heróis mais canalhas da história chegou ao seu derradeiro capítulo final, com o Capitão Pátria conseguindo tudo aquilo que sempre sonhou, mesmo que por apenas alguns momentos, e com Billy Bruto conseguindo sua vingança. Depois de uma quinta temporada tão ruim, o episódio final acabou se destacando por ser “ok”. Seu grande mérito inicial talvez tenha sido conseguir fechar arcos sem estragar o legado do resto da série, como fizeram Game Of Thrones e, de alguma forma, Stranger Things. The Boys segue com a imagem das três primeiras temporadas praticamente imaculada, o que é excelente. Mas, com o passar dos dias, o capítulo final vem repercutindo, provando que ele talvez tenha sido mais do que apenas “ok”.

Logo de cara, é válido destacar que o trauma de Game Of Thrones era real. O final foi tão ruim, mas tão ruim, que uma das séries mais faladas da história virou quase que motivo de vergonha para alguns fãs, que só voltaram a sorrir de novo quando os derivados engataram com aquela qualidade inicial. E The Boys vinha num processo de desgaste muito grande. A quarta temporada foi de irregular para ruim, e os episódios vinham se alongando sem desenvolver a trama, dando aquela sensação de serem fillers. E dado o histórico do criador da série, Eric Kripke, de não saber “a hora de parar” em suas séries, muita coisa indicava que o final poderia ser uma bomba daquelas.

BB

De fato, a quinta temporada foi tão decepcionante quanto a quarta, quiçá pior. Mas na hora de encerrar o arco, aos 45 do segundo tempo, parece ter havido uma preocupação em fazer o final dar certo. Infelizmente, os seis capítulos do mais puro nada que antecederam os dois últimos criaram um certo cansaço, até uma má vontade, para a conclusão, e isso pode ter impactado na experiência de muitos. Vamos lá, a série está falando desde a segunda temporada que o mundo deveria temer o Capitão Pátria. Que a partir do momento em que ele perder a cabeça, ninguém vai pará-lo. E criou-se essa expectativa de ver esse cara completamente totó das ideias chacinando a Terra e fazendo as maiores barbaridades possíveis. E isso aconteceu, de fato, nesta última temporada. O problema é que a forma como suas ações foram mencionadas não acompanharam o padrão das primeiras temporadas, que foram as que realmente conquistaram o público.

Veja bem, no início da série, quando o assunto eram as maldades do Pátria, o público efetivamente via o cara fazendo essas coisas. Foi mostrado ele levando a Becca para o quarto antes do estupro, foi mostrado ele ameaçando pessoas desesperadas em um avião em queda livre, foi mostrado ele derrubando um avião com uma criança dentro usando seu laser, todos viram ele incentivando uma adolescente suicida a pular de um prédio, após ela se arrepender de tirar a própria vida… Quem estava assistindo temia o personagem porque eram mostradas as consequências de seus atos, e elas repercutiam na trama. A partir da quarta temporada, essas ações deixaram de ser mostradas e passaram a ser apenas mencionadas. Foi dito que o Capitão teria reunido um exército de Supers para caçar “infiéis” por aí. Nenhuma caçada foi mostrada. Foram montados campos de concentração de Luz-estrelistas. Eles até aparecem, mas os rapazes escapam de lá em um episódio… São muitas ações que poderiam ser realmente trabalhadas, mas que, sabe-se lá o motivo, foram reduzidas a comentários ou cenas rápidas que pouco impactaram na trama. Enquanto isso, deram espaço a momentos como o da Mulher-Gato influencer cheirando o rabo do Wolverine divorciado em meio a um potencial momento de tensão. Foram algumas decisões realmente inexplicáveis, porque destoaram tanto do próprio clima da série, e demonstraram uma total falta de urgência da trama que se direcionava para a conclusão definitiva do show. Essas coisas fizeram alguns desistirem antes mesmo do fim.

Mothers-Milk-kills-Oh-Father-in-The-Boys-finaleDito isso, os últimos três episódios conseguiram acertar um pouco mais na urgência – o penúltimo nem tanto – e construíram um final digno, ainda que merecedor de muitas críticas. A morte do Francês não ter sido mostrada, por exemplo, foi de uma covardia inenarrável, além de ter sido muito mal filmada. O público só foi entender como ele morreu por meio de uma imagem de bastidores que o Antony Starr postou nas redes sociais. Mas essa sequência de acontecimentos para que o Capitão tomasse o V1 e se vendesse como o novo messias foi bastante intensa.

Talvez o melhor momento 100% The Boys dessa reta final tenha sido a sequência que envolveu o Capitão Pátria e A Lenda (Paul Reiser), a paródia do Stan Lee. O momento de “sabedoria” do antigo VP da Vought sobre ciclos e sua relação com o poder foi o mais próximo que o Pátria teve de um conselho paterno em toda a série. Sua relação de incredulidade e a decisão de poupar a vida do velho safado foi tensa e surpreendente, digna dos momentos de ouro da série. Mas o grande momento foi mesmo a batalha entre Billy Bruto e o Capitão Pátria na Casa Branca. A vingança de Bruto foi concluída em frente às câmeras, em uma transmissão para rede nacional, terminando com uma referência aos quadrinhos, com a icônica destruição cerebral do antagonista com o pé de cabra.

bb2O momento ficou marcado pela perda de poderes do Capitão Pátria, revelando ao mundo sua verdadeira natureza: um bebê chorão tomado pelo medo. Ao longo da série, apesar de momentos de aparente conhecimento estratégico, o personagem sempre foi isso. Uma grande metáfora aos superpoderosos do mundo real, que se escondem atrás de seus cargos ou influência para fazerem o que bem entenderem, sem enfrentarem consequências. E se tem algo que a história humana provou é que esses caras, quando perdem seus cargos ou influência, são os mais covardes possíveis, vide Adolf Hitler, que se matou quando viu que seria capturado, evitando sofrer as consequências. Entendo quem queria que ele perdesse os poderes e fosse condenado a viver como uma pessoa normal – seu maior pesadelo-, mas nesse mundo de The Boys, com o Composto V rodando a torto e a direito por aí, seria apenas questão de tempo até ele conseguir seus poderes novamente. Colocar esse lunático para perder tudo antes de morrer foi uma escolha muito interessante. Ele perdeu seus poderes, viveu um verdadeiro pesadelo em seus últimos momentos e destruiu completamente sua imagem diante de todo o mundo, que era a única coisa que ele conseguia manter independentemente de suas ações. Ele se foi como um verdadeiro nada, e com todos assistindo sua queda. E então, talvez no gesto mais poético e cruel da saga, o público descobre que Stan Edgar voltou ao controle da Vought, mostrando que o verdadeiro vilão disso tudo venceu e continua tão forte quanto antes. Os rapazes derrubaram uma peça importante da corporação, mas será apenas questão de tempo para que eles criem um novo Capitão Pátria. Foi uma cena de poucos segundos, mas muito poderosa, justamente pelo realismo assustador desse gesto.

Por outro lado, o fim de Billy Bruto foi um tanto decepcionante, ainda mais quando se lembra da quantidade de episódios desperdiçados com o mais puro nada nesta temporada. Nos quadrinhos, ele enlouquece e começa a matar os rapazes. Na série, eles tentam dar essa virada à insanidade de uma hora para outra. Ela já vem sendo mencionada há algumas temporadas, mas a forma como foi mostrada na série foi muito rápida. De qualquer forma, não comprometeu, só poderia ter sido melhor trabalhada.

CCNo fim das contas, o final foi muito certeiro no que diz respeito a conclusão de arcos. Profundo, Bruto e Pátria morreram, Kimiko foi ter uma vida e o Leitinho conseguiu sua vida de volta. Sério, ninguém teve um final tão bonito quanto ele. Desde que foi introduzido, o rapaz encara sua existência como passageira. Ele deixou a família de lado pela segurança dela e tentou se sacrificar em praticamente todas as temporadas. Ele terminar recuperando sua família, entendendo que sua vida não acaba ali, e acolhendo o Ryan, assim como ele fez com todos que passaram por seu caminho, foi um desfecho sensacional. Já Hughie fechou o ciclo com perfeição. Ele começou a série frustrado, trabalhando em uma loja de eletrônicos, momentos antes de perder a namorada. Agora, ele é dono da própria loja, recusa cargos do governo e vai formar sua família com Annie. Uma prova de que vale a pena se manter fiel aos seus valores, mesmo quando tudo vai pelos ares.

Confesso que quando terminei de ver o episódio final pela primeira vez, achei um grande “ok”, mas ele tem crescido na memória conforme passa o tempo. Essa conclusão de ciclos ter sido tão amarradinha foi um trabalho muito competente, e que poderia ter dado ridiculamente errado. Honrar esses personagens com fidelidade a suas personalidades estabelecidas e trabalhadas ao longo da série foi um grande acerto. Por mais que todo o resto da temporada tenha jogado contra, o último capítulo conseguiu se salvar ao criar algo difícil de conseguir: despertar a vontade de rever a série inteira. Acho que a grande prova desse mérito do episódio final é realmente te fazer querer ver as jornadas desses personagens novamente, o que é uma grande vitória por si só.

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The Boys está disponível no Amazon Prime Video.

Crítica | ‘Natal Amargo’ – Os desabafos criativos de Pedro Almodóvar

Natal AmargoPedro Almodóvar é um cineasta que consegue furar a bolha do cinema graças às suas obras originais, que validam sua assinatura autoral, seu impacto com o esplendor estético e a sua habilidade de saber como contar uma história que logo chamam a atenção de quem começa a descobrir seus trabalhos. Você assiste a um filme dele e sabe que é dele.

Nesta quinta-feira (28/09), ele chega aos cinemas de todo o mundo com seu vigésimo quarto longa-metragem, Natal Amargo. Após uma rápida passagem no Festival de Cannes e já com sessões regulares pela Espanha, esse novo projeto do aclamado artista espanhol de 76 anos parte de um olhar voltado para si mesmo e toda a montanha-russa do processo criativo, nos guiando para uma trama repleta de camadas, com a metalinguagem ditando o tom.

Na atualidade, Raul (Leonardo Sbaraglia) é um cineasta famoso que está em busca de realizar um novo filme – mesmo sem ideias – após um longo hiato onde parece que sua vida caiu na mesmice. Nesse período, sua secretária pessoal de longa data, Monica (Aitana Sánchez-Gijón), pede demissão. Ao ouvir o motivo, Raul começa a ter a ideia de seu próximo projeto. Ao mesmo tempo, conhecemos a história de uma diretora de filmes (Bárbara Lennie), que migra para o campo da publicidade e se distancia do luto recente pela perda da mãe. No entanto, ao começar a ter alguns ataques de pânico, decide se isolar. Vamos entendendo essas duas histórias e como elas se cruzam de forma metalinguística.

Nessas duas linhas temporais que se tornam complementares, Almodóvar sugere bons debates sobre a sensação de repetição no mundo artístico, também o narcisismo que pode ferir as linhas éticas diante do desespero e necessidade quase insana de ter que criar, além de explanar questões sobre o próprio mercado audiovisual. Além disso, insere elementos conflitantes das relações humanas para ampliar o desenvolvimento de seus personagens, principalmente o enfrentar a perda e as inúmeras maneiras de lidarmos com determinadas situações dilacerantes. Para tal, conta com um elenco harmonioso, repleto de talento.

A narrativa, em um primeiro momento, parece confusa mas, aos poucos, os elementos em cena vão ganhando suas formas e desabrochando diante da história – e a graça do cinema de Almodóvar é essa: tirar um pouco do lugar-comum o espectador. A construção da intensidade nas relações propostas, algo recorrente em sua filmografia, chega por meio de diálogos que confrontam e instigam o público para reflexões, além da já conhecida composição do quebra-cabeça marcado pelo vermelho onipresente, ampliando a força que a concepção visual tem em seus trabalhos.

Você vai logo perceber que esse filme se trata de um grande desabafo de Almodóvar – algo que inspira o discurso do roteiro. É como se o cineasta, vencedor de inúmeros prêmios e com a carreira consolida mundialmente, resolvesse criar, de forma inventiva, uma espécie de sessão de terapia onde nós, seus meros admiradores, escutamos atentamente suas zonas de desconforto sobre o criar e a necessidade do sucesso, muitas vezes sobre a ótica do ‘custe o que custar’.

Dizer se o filme é bom ou ruim vai depender do seu olhar, caro leitor(a). É muito limitado apenas ir para um lado ou outro. No cinema, o que vale é o que podemos refletir pelo que foi apresentado. O que é impossível ignorar é que Pedro Almodóvar segue nos instigando a pensar sobre a vida a partir de suas próprias aflições, em um mundo em constante transformação, que tem o cinema como uma ferramenta social importante e capaz de nos tirar da inércia do que é validado como comum.

Saiba mais sobre Natal Amargo!

 

Crítica | ‘Brasil 70: A Saga do Tri’ – Minissérie da NETFLIX desfila nossa paixão pelo futebol

Brasil 70: A Saga do Tri‘ já está na Netflix. Perto de mais uma Copa do Mundo de Futebol Masculino, um evento que costuma – embora bem menos do que tempos atrás – parar o Brasil para acompanhar a seleção jogar, era bem previsível que algumas produções circulassem esse tema, aproveitando toda a forte divulgação que o evento teria. E isso não é uma crítica, apenas uma constatação bem lógica.

Seguindo por essa estrada e buscando um recorte de uma das copas mais disputadas de toda a história, chegou à Netflix a minissérie Brasil 70: A Saga do Tri. Em cinco episódios de cerca de uma hora de duração, a produção busca apresentar um retrato, com alguns pontos de vista, sobre a eterna seleção de Pelé, Gérson, Tostão, Clodoaldo, Jairzinho, Carlos Alberto Torres, Félix, Rivellino, Zagallo e companhia, que conquistou o tricampeonato mundial em terras mexicanas.

Desde que foi anunciado o projeto, nos pegamos pensando em como seria desenvolvida essa narrativa e que pontos o roteiro iria explorar entre as possibilidades criativas da ficção e os fatos que realmente ocorreram. O caminho definido foi abrir o leque entre o campo e fora dele, reunindo questões morais e políticas que estiveram presentes na caminhada rumo ao título. Isso tudo com o acréscimo da paixão dos brasileiros por esse esporte, um ponto retratado, algumas vezes, de forma exagerada e que contribuem pouco para o recorte proposto.

Crédito_Alexandre_Schneider_Netflix
Crédito_Alexandre_Schneider_Netflix

Alguns elos se ligam entre os episódios, tendo como pano de fundo a ansiedade e a pressão que os jogadores passaram. Alguns momentos da série escancaram isso como mais profundidade, como no penúltimo capítulo, talvez o melhor da produção. Nele, os ‘fantasmas’ da derrota brasileira para o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950, disputada no Brasil, chegam com força, às vésperas de novamente enfrentar o time uruguaio.

Crédito_Alexandre_Schneider_Netflix
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Outro ponto que chama bastante atenção, mesmo que não avance muito além da superfície, é o olhar sobre a relação entre política e o futebol em uma época no qual o Brasil vivia sob uma ditadura cruel. No epicentro dessa questão está a figura do famoso jornalista João Saldanha (Rodrigo Santoro), um profissional conhecido nacionalmente por seu ofício que virou treinador da seleção brasileira antes da copa, e depois foi demitido perto do início do mundial. Além de seus embates futebolísticos e opiniões fortes, acompanhamos o drama de sua família, perseguida no Brasil pelo regime ditatorial enquanto ele realizava a cobertura da Copa.

Crédito_Alexandre_Schneider_Netflix
Crédito_Alexandre_Schneider_Netflix

Ainda sobre Saldanha, ele personifica a crônica esportiva brasileira em uma época de protagonismo também dos jornalistas. Tempos diferentes dos de hoje, onde ex-jogadores parecem ser as grandes estrelas dos microfones, algo que deixa bem menos profunda uma cobertura jornalística. Esse personagem nos lembra desses tempos passados onde o noticiar e opinar era de fato uma função de destaque, em um ofício cada vez mais escanteado. Claro que tem espaço para todo mundo, mas a profissão de jornalista deveria ter mais reconhecimento – em todas as áreas, não só no futebol.

Crédito_Alexandre_Schneider_Netflix
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Dentro de campo, a magia acontece. Para quem curte futebol, vai logo notar como são bem feitas as cenas dos jogos – que são muitas – recriando momentos de euforia dos estádios e principalmente jogadas que ficaram na história. Entre elas, a defesa inacreditável do goleiro britânico Gordon Banks e os dois gols perdidos por Pelé que nunca esqueceremos: um chute do meio-campo que quase entrou e um drible de corpo inesperado seguido de um chute com a bola passando rente à trave. Muitos desses momentos são narrados por um locutor fictício entusiasmado, interpretado pelo ótimo – e um conhecido apaixonado por futebol – Marcelo Adnet.

Crédito_Alexandre_Schneider_Netflix
Crédito_Alexandre_Schneider_Netflix

Com algumas imagens da época se intercalando com as filmagens da ficção, principalmente no jogo final disputado no estádio azteca, partida que marcou na história esse grupo de jogadores e eternizou de uma vez por todas o Rei Pelé, Brasil 70: A Saga do Tri entrega o que propõe: a emoção na ponta da chuteira – mesmo que derrape em algumas questões fora de campo.

Crítica | Ariana Grande dá início a nova era com a melódica e nostálgica “hate that i made you love me”

Ariana Grande é uma das principais forças da música da atualidade e dona de sucessos incomparáveis que demonstram não apenas um inegável apreço pela arte fonográfica, mas uma versatilidade de tirar o fôlego. Conhecida por seus cristalinos vocais e uma habilidade exímia para composições ácidas e ambíguas, Grande conquistou fama ao redor do mundo não apenas por sua presença artística, mas por uma profundidade emocional que foi transmutada em diversas canções aplaudidas e premiadas ao redor do mundo.

Depois de nos entregar mais uma era sólida com o impecável ‘Eternal Sunshine’, que inclusive figurou a nossa lista de Melhore Álbuns de 2024, Grande tirou um tempo para focar na duologia ‘Wicked’, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante – e agora está pronta para voltar ao mundo da música com o antecipado Petal. O oitavo compilado de originais da vencedora do Grammy tem lançamento agendado para o dia 31 de julho e já se tornou um dos mais esperados do ano, cultivando um sentimento de ansiedade entre seus incontáveis fãs. E, para nos preparar para sua próxima era, Grande nos presenteou nestes últimos dias com o lead single “hate that i made you love me”.

Diferente do vibrante house de “yes, and?”, do sensual R&B de “positions” e o memorável pop de “thank u, next”, a nova faixa da artista soa mais constrita – e não digo isso de maneira pejorativa. Ao longo de pouco mais de três minutos, Grande mais uma vez nos deixa em êxtase com seus vocais, dessa vez apostando em tons mais graves que, sem sombra de dúvida, combinam com uma estética mais madura que ela pretende nos entregar. Aqui, ela encontra o empoderamento em uma atmosfera sinestésica e mais calma, mas sem deixar de lado os comentários irônicos sobre relacionamentos que não deram certo – e que lhe causam um sardônico “arrependimento”, como visto no próprio título da track.

Desde o lançamento do lead single, os fãs da cantora e compositora se viram divididos, alguns apreciando a estética oitentista de que se apropriou, outros frustrados por um comeback que não veio como o esperado. Entretanto, é notável como Grande, aliando-se aos produtores e liricistas Max Martin e Ilya Salmanzadeh (dois prolíficos e prestigiados nomes do cenário musical mainstream) para uma mistura bastante funcional, ainda que não tão memorável, de synth-pop, pop alternativo e o conhecido R&B que ela vem explorando desde o início de sua carreira.

Lembrando que “hate that i made you love me” já está disponível em todas as plataformas de música.

 

Astro de ‘A Fantástica Fábrica de Chocolate’, Gene Wilder ganhará cinebiografia

O aclamado ator, roteirista e diretor Gene Wilder, falecido em 2016, terá sua história de vida contada em uma cinebiografia. O projeto será comandado pelo cineasta Dito Montiel, que garantiu os direitos de adaptação diretamente com o espólio do artista.

De acordo com informações do portal Deadline, Montiel também assina o roteiro ao lado de Jeremy Roth (conhecido por seu trabalho na série ‘Com Amor, Victor’). A produção executiva ficará a cargo de Josh Kesselman, da Mgmt Entertainment, e de Aimee Schoof, Isen Robbins e Megan Freels Johnston, trio da Intrinsic Value Films.

Indicado duas vezes ao Oscar e ao Globo de Ouro, Gene Wilder eternizou performances em clássicos absolutos do cinema, comoA Fantástica Fábrica de Chocolate, O Jovem Frankenstein,Banzé no Oeste ePrimavera para Hitler. Considerado um dos artistas mais amados e influentes da história de Hollywood, ele será o foco de uma narrativa que promete revelar o homem por trás de seus personagens icônicos.

A cinebiografia acompanhará sua trajetória desde os tempos em que era um tímido ator de teatro até sua consagração como uma das vozes cômicas mais singulares da sétima arte. O enredo também explorará suas batalhas pessoais, seus relacionamentos e os desafios que moldaram sua vida e carreira.

Gene Wilder era uma daquelas pessoas raras que conseguiam ser mais engraçadas e mais tristes do que qualquer outra pessoa na sala ao mesmo tempo. Isso não é um personagem. É uma vida. Eu simplesmente não poderia recusar essa história”, declarou o diretor Dito Montiel.

A produtora Aimee Schoof endossou a escolha do cineasta para liderar o projeto, destacando sua sensibilidade artística: “Dito tem uma habilidade única de equilibrar comédia e complexidade dentro do mesmo quadro, sem hesitação. Estamos muito felizes por tê-lo dirigindo este filme”.

GIGANTE! Lex Luthor surge de armadura na primeira foto de ‘Superman 2: Homem do Amanhã’

Superman vai ganhar uma sequência em 2027 chamada ‘Superman 2: Homem do Amanhã‘, e a primeira imagem oficial foi divulgada.

Nela, vemos Lex Luthor (Nicholas Hoult) de armadura.

Confira:

 

Além do retorno de Luthor como vilão, a sequência nos introduzirá ao icônico vilão Brainiac, interpretado por Lars Eidinger (‘Toda Luz que Não Podemos Ver’).

Em uma recente entrevista ao The Hollywood Reporter, o ator germânico falou sobre o aguardado projeto e falou sobre a experiência de ver David Corenswet (Superman/Clark Kent) vibrando por ele no set de filmagens.

“Mesmo que pareça surpreendente à primeira vista, esses filmes têm uma ambição filosófica séria. Eles carregam um grande peso alegórico para mim”, ele disse. “Veja só a palavra ‘super’ — ela é usada como um superlativo, para algo excelente, maravilhoso. Mas ‘super’ na verdade significa apenas ‘acima’ ou ‘sobre’. Então, o Superman é o Übermensch [além-homem]. Temos o Superego”.

James Gunn explica rivalidade entre herói e Brainiac em ‘Superman: Homem do Amanhã’

“Já existe uma dimensão psicológica profunda embutida nisso”, continuou Eidinger. “Na semana passada, eu estava no set durante os ensaios e perguntei se podia assistir a algumas filmagens, que já tinham começado. E vi um ator com a roupa do Superman, suspenso por cabos em frente a um fundo azul. Olhei para aquela imagem e pensei: esta é a essência da ficção.”

“É uma imagem tão significativa quanto Hamlet segurando a caveira: o Superman, naquela pose de Superman, pendurado por cabos em frente a um fundo azul. Estar no universo do Superman não era um sonho ou um desejo ardente para mim. Mas agora que está acontecendo, consigo ver uma certa inevitabilidade nisso, algo quase predestinado”.

Pouco depois, o astro falou sobre como seu trabalho no teatro o ajudou “enormemente” a se preparar para sua estreia no cinema. “Envolve um registro diferente de atuação, um que não é primordialmente realista e permite um estilo de interpretação muito mais expressivo.”

“Quando assisto a um filme como Guardiões da Galáxia’, de James Gunn, acho que ele tem uma grande qualidade teatral — na abordagem do bem e do mal, e em uma certa tendência à alegoria”, observou. “Brainiac é descrito como a encarnação de Satanás. Acho isso quase shakespeariano. O rei, o bobo — há tantos paralelos para mim.”

‘Homem do Amanhã’: James Gunn revela o LOGOTIPO da sequência de ‘Superman’; Confira!

James Gunn (‘O Esquadrão Suicida’) retorna à direção.

A trama do novo filme promete elevar as apostas do DCU ao apresentar uma aliança improvável: o Homem de Aço precisará unir forças com o Lex Luthor para deter a ameaça tecnológica de Brainiac, que visa a coleção de mundos.

O longa tem estreia mundial marcada para 9 de julho de 2027, consolidando a nova era da DC nos cinemas sob o comando de Gunn e Peter Safran.

O elenco conta com David Corenswet como o Homem de Aço, Nicholas Hoult como Lex Luthor, Lars Eidinger como Brainiac, Rachel Brosnahan como Lois Lane, Skyler Gisondo como Jimmy Olsen, Sara Sampaio como Eve Teschmacher, Isabela Merced como Mulher-Gavião, Nathan Fillion como Guy Gardner e Edi Gathegi como Senhor Incrível. Adria ArjonaAaron PierreMatthew Lillard também fazem parte do elenco.

Tom Holland cita Miles Morales como seu sucessor como Homem-Aranha: “Balançar para o pôr do sol”

O ator Tom Holland comentou recentemente sobre o futuro do herói nos cinemas após o lançamento de Homem-Aranha: Um Novo Dia’ (Spider-Man: Brand New Day). O astro expressou abertamente o desejo de ver o amigão da vizinhança passar o manto para a próxima geração de heróis aracnídeos.

“Para quem vier depois, seja um Miles Morales, uma Spider-Gwen, uma Mulher-Aranha ou algo do tipo, eu adoraria participar da construção desse próximo capítulo. Como isso vai acontecer, eu não sei. Mas, se eu puder fazer por alguém o que Downey fez por mim, ficarei completamente satisfeito em balançar para o pôr do sol”, revelou Holland.

Ao citar o apoio que recebeu no início de sua trajetória, Holland se referia a Robert Downey Jr. e ao seu icônico Tony Stark, personagem que introduziu o Peter Parker de Holland ao Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) em ‘Capitão América: Guerra Civil’ (2016).

‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’: Herói enfrenta A Mão e o Hulk nas novas artes do filme; Confira!

O próximo longa-metragem da franquia, Homem-Aranha: Um Novo Dia’, promete apresentar o herói em uma fase de maior amadurecimento pessoal e profissional. Em entrevista recente à revista GQ, Tom Holland acalmou os fãs ao revelar que a produção passou por refilmagens, garantindo que as sessões adicionais serviram apenas para lapidar o material que já era de alta qualidade:

“Posso dizer com certeza que o que estamos fazendo agora não é algo de que o filme precise”, afirmou o ator. “O filme já funciona e brilha como está. Estamos apenas adicionando a cereja do bolo em alguns momentos. Estamos encontrando formas de acrescentar um pouco mais de humor, desenvolvendo uma trama de vilão de uma maneira nova e incluindo algumas coisas realmente divertidas”, afirmou.

Homem-Aranha: Um Novo Dia’ tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o dia 30 de julho de 2026.

O novo filme apresentará um Peter Parker transformado pelo sacrifício visto em Sem Volta Para Casa’.

A trama se passa quatro anos após o mundo esquecer a identidade de Peter. Agora adulto e vivendo em isolamento total, ele abandonou qualquer tentativa de vida social para se dedicar 24 horas por dia à proteção de uma Nova York que já não sabe quem ele é. No entanto, essa dedicação extrema e a pressão constante desencadeiam uma surpreendente evolução física que coloca sua própria vida em risco. Em paralelo, um padrão criminoso misterioso começa a emergir, revelando uma das ameaças mais poderosas que o herói já enfrentou no cinema.

Além de Tom Holland retornando como Peter Parker/Homem-Aranha, o elenco da sequência conta com Zendaya (MJ), Jacob Batalon (Ned Leeds), Jon Bernthal (Frank Castle/Justiceiro), Mark Ruffalo (Bruce Banner/Hulk), Michael Mando (Mac Gargan/Escorpião), Sadie Sink, Liza Colón-Zayas e Tramell Tillman.

Esqueleto e Evil-Lyn em clipe INÉDITO de ‘Mestres do Universo’; Assista!

No dia 4 de Junho, a aguardada adaptação em live-action de Mestres do Universo chegará aos cinemas nacionais, trazendo Nicholas Galitzine no papel do icônico personagem He-Man.

Hoje, foi divulgado um clipe mostrando o Esqueleto e Evil-Lyn.

Assista:

Na trama, após 15 anos separados, o herói é guiado pela Espada do Poder até o seu lar em Eternia, que está sob o domínio do cruel Esqueleto (Jared Leto). Para salvar a todos, ele vai ter que aceitar o seu destino como He-Man, o homem mais poderoso do mundo, e contar com a ajuda de seus aliados, Teela (Camila Mendes) e Duncan / Mentor (Idris Elba).

Apesar do filme ainda não ter oficialmente estreado, os fãs da saga de fantasia e aventura já estão se questionando não apenas sobre a possibilidade do filme ganhar uma sequência, mas se outros personagens do panteão irão aparecer nas telonas – incluindo a irmã gêmea de He-Man, She-Ra.

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Em uma recente entrevista, James Purefoy, que interpreta o Rei Randor em Mestres do Universo, disse ter certeza de que a heroína irá aparecer nas supostas continuações (via CBM). Os comentários, inclusive, vão ao encontro de uma declaração similar dada pelo diretor Travis Knight.

“Não posso falar muito sobre She-Ra”, disse o cineasta à revista SFX. “Para mim, She-Ra sempre foi uma parte importante do universo de Masters e da história de Adam. No devido tempo, se tivermos a sorte de contar mais histórias neste universo, She-Ra terá um papel fundamental”.

Mestres do Universo’ chega aos cinemas em 4 de junho.

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O roteiro é assinado por Chris Butler, baseado em rascunhos iniciais de David Callaham e Aaron Nee.

Nicholas Galitzine (Príncipe Adam/He-Man), Camila Mendes (Teela), Morena Baccarin (Feiticeira), Jared Leto (Esqueleto), Alison Brie (Maligna/Evil-Lyn), Idris Elba (Mentor/Man-At-Arms) e Kristen Wiig (Voz de Roboto) estrelam.

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O elenco conta ainda com Sam C. Wilson (Mandíbula), Hafthor Bjornsson (Homem-Cabra), Kojo Attah (Tri-Klops) e Jóhannes Haukur Jóhannesson (Fisto).