Após conquistar o prestigiado prêmio Camera d’Or em Cannes, Armand e os Limites das Famílias, dirigido por Halfdan Ullmann Tøndel e estrelado por Renate Reinsve, vencedora da Palma de Ouro em 2021, se posiciona como um forte candidato ao Oscar 2025 na categoria de Melhor Filme Internacional. Em entrevista exclusiva ao CinePOP, Tøndel e Reinsve discutem os bastidores do filme, suas inspirações e as expectativas em torno da obra.
Anunciado na shortlist do Oscar no último dia 17 de dezembro, Armandtambém carrega a rica herança cinematográfica de Tøndel, neto de dois ícones do cinema,Ingmar Bergmane Liv Ullmann. A atuação de Reinsve, já aclamada em A Pior Pessoa do Mundo, é outro destaque, consolidando-a como uma das grandes estrelas internacionais do momento, com quatro filmes e uma série lançados em 2024.
A parceria criativa entre Tøndel e Reinsve começou em 2016, durante a produção de um curta experimental. Embora o projeto nunca tenha sido lançado, a experiência foi transformadora para ambos. “Depois de filmar, ficamos tão emocionados que começamos a chorar. Decidimos naquele momento que faríamos algo juntos”, relembra Renate. Essa sintonia resultou em Armand e na complexa construção de Elizabeth, personagem interpretada por Renate.
Combinando narrativa provocativa e performances intensas, Armandé uma reflexão sobre moralidade, julgamento e os limites do comportamento humano. Para o roteiro do seu primeiro longa, Tøndel se inspirou em um evento real e suas indagações sobre a responsabilidade parental. De acordo com o diretor: “Uma criança fez um comentário inapropriado, e as reações foram extremamente polarizadas. Isso me fez pensar em como projetamos nossas próprias inseguranças nos outros.”
Elizabeth: Uma Protagonista Fascinante
Elizabeth é o núcleo emocional de Armand. Sob intensa pressão, a personagem projeta suas ansiedades nos outros, levando a comportamentos extremos. Para Reinsve, interpretá-la foi um desafio enriquecedor: “Todos nós temos momentos em que as piores partes de nós emergem. Elizabeth é a personificação disso.”
Renate Reinsve como Elizabeth no filme Armand (Foto: reprodução)
Entre os momentos mais marcantes está uma cena de riso descontrolado, que demandou uma preparação emocional única. “Eu disse ao Halfdan: ‘Não vou conseguir fazer isso.’ Mas ele me apoiou, e precisei me colocar em um estado quase de perda de controle”, contou a atriz.
Outra cena emblemática envolve uma dança visceral, onde Elizabeth tenta escapar das pressões sociais e internas. Renate Reinsvedescreveu a sequência como “uma colisão entre vulnerabilidade e violência emocional”. Para a atriz, esse tipo de exploração artística é o que torna Armand único e desafiador.
Escolhas Narrativas e Referências Cinematográficas
Tøndel desenhou Elizabeth com base na habilidade de Reinsve de transmitir emoções profundas. “Quanto mais escrevia, mais complexa ela se tornava. Sabia que Renate era a única que poderia dar vida a essa personagem”, afirmou o diretor.
Uma das escolhas mais ousadas foi omitir crianças da tela, embora sejam centrais à trama. “Queria que elas existissem na imaginação do público, moldadas pelas ações dos adultos. Isso reforça os temas de projeção e julgamento”, explicou Tøndel, admitindo também que “trabalhar com crianças é bastante chato.”
Cena de ‘Festa de Família’, de Thomas Vinterberg, uma das inspirações de ‘Armand’ (Foto: Reprodução)
O tom sombrio do filme é inspirado por obras como Festa de Família(1998), de Thomas Vinterberg, e O Anjo Exterminador(1963), de Luis Buñuel. “Buñuel é uma referência constante para mim. Ele cria sátiras sérias, onde ninguém está atuando como se fosse uma sátira, e isso é brilhante”, conta Tøndel em entrevista ao CinePOP.
Outras influências incluem A Caça, também de Vinterberg, embora com uma abordagem diferente. “Em A Caça, sabemos que o protagonista é inocente. Em Armand, a culpa nunca é clara. Essa ambiguidade é central para a narrativa.”, diferencia o cineasta de 34 anos.
As Raízes Criativas dos Artistas
As experiências pessoais de Tøndel e Reinsve desempenharam um papel importante na criação de Armand. Crescendo sob a influência do avô materno Ingmar Bergman, Tøndel absorveu lições sobre narrativa e expressividade. “Os filmes mudos, como Tempos Modernos(1936)de Chaplin, tiveram um grande impacto em mim. A cena da chuva em Armand é uma homenagem a essa era do cinema”, revelou.
Por outro lado, Renate Reinsve teve uma infância mais modesta em termos de acesso à arte. Crescendo em Solbergelva, no interior da Noruega, ela assistia repetidamente as mesmas fitas VHS e aos videoclipes da MTV. “Quando descobri o cinema, foi um choque transformador. Era como descobrir um novo mundo”, declarou a atriz.
As indagações de Armand
No núcleo de Armandestá uma reflexão sobre as falhas humanas e os julgamentos precipitados. “É um filme sobre como projetamos nossas próprias inseguranças e ansiedades nos outros”, explicou Tøndel. Reinsve, por sua vez, vê Armandcomo uma oportunidade de explorar os limites da humanidade. “O cinema tem o poder de revelar as partes mais sombrias de nós mesmos, e isso é ao mesmo tempo assustador e libertador.”, afirmou.
Presente em duas obras norte-americanas no Festival de Berlim 2024, Another End e Um Homem Diferente, além do filme norueguês Descanse em Paz, lançado no Festival de Sundance este ano, Renate Reinsve se consolida como uma das grandes atrizes de sua geração. Ela também participou da série da AppleTV+, Acima de Qualquer Suspeita, com Jake Gyllenhaal, e possui outros três títulos em pós-produção previstos para 2025.
Renate Reinsve estrelou 4 filmes e uma série em 2024 (Foto: reprodução)
Depois de vencer a Caméra d’Or em Cannes 2024, Armand enfrenta grandes nomes na disputa por uma vaga no Oscar. Entre os concorrentes estão Emilia Perez, da França, dirigido por Jacque Audiard; Ainda Estou Aqui, do brasileiro Walter Salles; e A Semente do Fruto Sagrado, representante da Alemanha, do diretor iraniano Mohammad Rasoulof.
Embora tenha sido apresentado no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, Armand e os Limites das Famíliasainda não tem previsão de estreia no Brasil. O filme norueguês estreia dia 14 de fevereiro de 2025, nos Estados Unidos, e 5 de março na França.
Segundo o Portal Exibidor, o MinC e a ANCINE anunciaram a publicação do Decreto nº 12.323/2024, que trata da Cota de Tela para o ano de 2025, em cumprimento ao estabelecido na Lei nº 14.814/2024.
Durante os últimos meses deste ano, a agência vem realizando séries e oitivas com o setor para estabelecer o melhor conjunto de normas para o funcionamento da lei no novo ano.
A mudança vai permitir menor variedade de títulos nacionais, contabilizando mais tempo de espaço na programação para os filmes brasileiros que estejam performando bem, em especial para os exibidores menores, com 3 a 5 salas.
O adendo à Lei foi oficialmente outorgada, sem vetos, no Diário Oficial da União nesta última terça-feira, 16 de janeiro. Além disso, ele havia sido sancionado pelo Senado em dezembro do ano passado.
O projeto garante que os cinemas exibam produções brasileiras, preservando a diversidade dos filmes em cartaz e mantendo a proporção de apresentação de título nacionais e de internacionais. Caso a lei não seja cumprida, as empresas serão penalizadas com multas e advertências.
Anteriormente, o Senado também havia aprovado um projeto de regulamentação para produções nacionais nos serviços de streaming.
Segundo informações do Agência Senado, a cobrança da taxa “será anual e terá alíquota máxima de 3% da receita bruta das empresas, incluindo os ganhos com publicidade e excluindo os tributos diretos e as comissões devidas a parceiros de comercialização, veiculação ou distribuição do serviço”.
Além disso, foi revelado que empresas de video on-demand e de streaming com faturamento anual acima de R$ 96 milhões terão alíquota de 3% em cima de sua arrecadação bruta. As plataformas com montante entre R$ 4.8 milhões e R$ 96 milhões serão taxadas em 1.5%. Já as que comprovam arrecadação inferior a R$ 4.8 milhões terão taxação zerada.
A proposta em questão, denominada PL 2331/2022, foi aprovada em unanimidade com nada menos que 24 votos. Entretanto, ela ainda precisa pelo turno suplementar na CAE, na Câmara dos Deputados.
O senador Eduardo Gomes (PL-TO) também “propôs que as plataformas garantam visibilidade do conteúdo audiovisual brasileiro por meio de sugestões, busca ou seções claramente identificadas, de modo razoável e proporcional e de acordo com a capacidade de cada serviço. Os provedores de streaming terão que disponibilizar permanentemente no catálogo quantidades mínimas de conteúdos audiovisuais brasileiros, sendo metade destas quantidades de conteúdo nacional independente. Para streamings com 2 mil produtos no catálogo, pelo menos 100 terão que ser brasileiros. E para streamings com 7 mil produtos, pelo menos 300 terão que ser nacionais”.
Estrelada por Matthew McConaughey, Anne Hathaway e grande elenco, a trama narra as aventuras de um grupo de exploradores que faz uso de um buraco negro recém-descoberto para superar as limitações de uma viagem espacial humana e conquistar as grandes distâncias relacionadas a uma viagem interestelar.
Indicado à 5 Oscars, ‘Interestelar’ tem 167 minutos (2 horas e 47 minutos) e é o mais longo da carreira de Nolan. O filme arrecadou quase US$ 672 milhões pelo mundo.
Para a geração de hoje é difícil imaginar um tempo em que os filmes de super-heróis não fossem uma realidade. No entanto, é só voltarmos algumas décadas no passado para compreender um pouco mais o quanto tais produções penaram para chegar até aqui. A toda poderosa Marvel então era considerada um caso perdido. O fato chega para mostrar mais do que nunca o quanto o mundo dá voltas e é cheio de altos e baixos para estes que habitam o grande hospício azul que é nosso planetinha.
Atualmente a Marvel Studios é “o que há”, não somente em matéria de adaptações de quadrinhos bem sucedidas, mas como A fonte mais rentável dentro da indústria, ditando inclusive tendências no mercado audiovisual como entretenimento, fazendo funcionar planos extremamente ambiciosos – como universos (e franquias) interligadas, se conectando inclusive com séries de TV. É claro, fazendo girar o capital do serviço de streaming da Disney – ou você acha que a decisão é meramente criativa e não financeira? Não importa, o que vale é sua potência no cinema, coisa que cada estúdio tenta recriar – em especial a Warner/DC que chega em segundo, correndo atrás do tempo perdido.
No passado, porém, esta ambição não era sonhada e tudo o que os executivos queriam era legitimar os filmes baseados em quadrinhos – que haviam se mostrado uma possibilidade real com Superman (1978) e Batman (1989), mas se esforçavam para adentrar de forma eficiente nos anos 1990. Por mais louco que possa parecer, quadrinhos underground e pouco conhecidos eram apostas mais seguras para os estúdios do que medalhões da Marvel e DC.
Pensando nisso, resolvemos revisitar algumas das apostas (umas bem inusitadas) dos estúdios para filmes baseados em HQs alternativas. Vamos relembrar.
Outro personagem que parece tão antigo quanto o próprio tempo (ou o cinema), o Zorro é um justiceiro mascarado que, com sua roupa preta, capa, chapéu, máscara e espada, luta para ajudar os pobres e oprimidos em Los Angeles, na era da Califórnia Espanhola. E para os que não sabem, Zorro é raposa em espanhol. O herói foi criado por Johnston McCulley ainda no ano de 1919 nas revistas e livros pulp, os predecessores dos quadrinhos. Apesar de ter aparecido em quase todas as mídias durante sua longa trajetória, a primeira grande produção moderna do personagem no cinema ocorreu em 1998, neste filme igualmente produzido por Spielberg, tendo Antonio Banderas e Anthony Hopkins como protagonistas. A Máscara do Zorro foi um sucesso, uma bela homenagem ao cinema de matinê, serviu para transformar a então desconhecida Catherine Zeta-Jones numa estrela e ganhou uma sequência tardia em 2005.
Blade – O Caçador de Vampiros
No mesmo ano de Zorro, as adaptações de quadrinhos viriam sua sorte mudar radicalmente. Isso porque no fim de 1998 era lançado Blade – O Caçador de Vampiros, o primeiro filme da Marvel bem sucedido no cinema. Bem, hoje é fácil dizer isso, mas na época nem mesmo os fãs dos quadrinhos da casa sabiam quem diabos era Blade, ou tinham noção de ser um produto da casa. Blade é um personagem do time C, bem obscuro, que nunca sequer havia tido um título próprio. Justamente por isso a New Line se sentiu à vontade de leva-lo aos cinemas, porque não existiria tanta pressão. O filme se tornou um sucesso e gerou duas sequências. Além disso, o filme que ainda misturava elementos de terror em sua trama serviria para mostrar todo o potencial que o gênero poderia ter, abrindo portas para os vindouros X-Men (2000) e Homem-Aranha (2002). O resto é história.
Completando 30 anos de seu lançamento em 2020, Dick Tracy foi a resposta da Disney para o fenômeno Batman, da Warner, que havia estreado no ano anterior. Até mesmo a trilha sonora de Danny Elfman era reprisada, mostrando as inúmeras similaridades entres os projetos. E se Batman contava com Jack Nicholson, um dos maiores astros da época, protagonizando e dando credibilidade a “um filme de quadrinhos”,Dick Tracy tratou de trazer em seu elenco nomes como Al Pacino, Dustin Hoffman e Madonna. Porém,Dick Tracy não fez o mesmo barulho que seu colega citado, talvez pela ego trip do dono do projeto, o ator Warren Beatty – que produziu, estrelou e dirigiu o filme. Segundo informações, os direitos do personagem ainda estão com o ator, por isso nada mais foi feito com ele desde então. Dick Tracy, é claro, é um dos personagens mais clássicos dos quadrinhos, um detetive incorruptível com uma galeria de criminosos excêntricos e deformados de fazer inveja ao Batman. O personagem foi criado por Chester Gould nas tirinhas de jornais em 1931.
Esqueçam os filmes produzidos por Michael Bay (2014 e 2016), o quarteto esverdeado com nomes de pintores renascentistas foi uma verdadeira febre para toda uma geração no fim da década de 1980. Sem perder tempo e aproveitando o hype de sua popularidade, algumas produtoras independentes resolveram lançar uma adaptação cinematográfica dos personagens com atores de carne e osso logo em 1990 – também completando 30 anos em 2020. E o sucesso do longa foi tanto (em parte graças às fantásticas criações de Jim Henson – que deu vida aos heróis através de fantasias e bonecos animatrônicos altamente funcionais) que além de gerar mais duas continuações, quando foi lançado o primeiro As Tartarugas Ninja se tornou o filme independente mais lucrativo do cinema. Uma das distribuidoras foi a New Line, que na época apenas engatinhava e hoje se tornou subsidiária da Warner. Os personagens foram criados como sátiras de heróis em quadrinhos em preto e branco ainda em 1984, por Peter Laird e Kevin Eastman, antes de se tornarem sensação num desenho animado mais voltado ao público infantil.
Tudo bem, aqui trapaceamos um pouco. Embora tenha todo o jeitão de um filme de super-herói baseado em quadrinhos (e essa era a proposta mesmo), Darkman nasceu de uma rejeição do diretor Sam Raimi. Uma das mentes mais criativas do fim dos anos 1980, Raimi queria realizar uma adaptação do personagem Cult O Sombra, mas foi incapaz de objetor os direitos para sua visão. Assim, coube ao articulado cineasta criar sua própria versão de um herói. Protagonizado por Liam Neeson, o protagonista é um inventor trabalhando numa fórmula para uma espécie de pele humana artificial. Após ser atacado por mafiosos, ele fica desfigurado e se torna um justiceiro, capaz de mudar de rosto. A trilha sonora é feita por… acertou, Danny Elfman, o nome mais procurado para o som em filmes de heróis na época. Darkman também completa 30 anos em 2020.
Apesar da boa ideia e visual retrô incrível, Rocketeer (1991) não se tornou um sucesso, ajudando na mitologia de que tais filmes não funcionavam. Completamente desconhecido, o herói foi criado numa graphic novel ainda em 1982, por Dave Stevens, cuja trama se passa em 1950, onde o herói batalha mafiosos e simpatizantes nazistas. Tal argumento e época foram levados para as telonas também, o que garantiu ao filme um ar Indiana Jones – sucesso na época tendo lançado seu terceiro longa dois anos antes. O protagonista é um piloto que se depara com uma tecnologia nova de um jato propulsor, o qual ele usa nas costas para voar, portando também um visual cool com um capacete dourado com uma barbatana e grandes olhos espelhados. No elenco, Jennifer Connelly e o eterno James Bond Timothy Dalton no papel do vilão. Quem dirige é Joe Johnston, que anos mais tarde apostaria de novo no clima retrô com Capitão América: O Primeiro Vingador (2011).
O Sombra
Por falar em O Sombra, o diretor Sam Raimi pode não ter conseguido os direitos para o personagem em 1990 (coisa que ele tentou de novo em 2006), mas a Universal terminaria o levando às telonas quatro anos depois, num filme dirigido por Russell Mulcahy (Highlander) e tendo Alec Baldwin como protagonista. Mais uma vez a investida foi por um filme retrô de época, passado nos glamorosos anos 1930. O Sombra é o milionário Lamont Cranston, clara inspiração para Bruce Wayne. Na verdade um ser imortal, no passado ele aprendeu artes sombrias, como hipnose, telecinesia e outras formas de manipulação. Originário da década de 1930, o Sombraestreou como personagem em programas de rádios, logo após levado para a literatura em 1931 por Walter B. Gibson.
Timecop – O Guardião do Tempo
Sim, Jean Claude Van Damme já fez um filme de quadrinhos. Em uma de suas maiores e mais ambiciosas produções, o astro belga interpreta um policial trabalhando num projeto revolucionário. Anos depois, a viagem no tempo se torna uma realidade, e todos querem tirar vantagem disso. Assim, uma força tarefa especial se torna uma espécie de “policiais do tempo”, monitorando e prendendo os que tentam lucrar em cima da fato de alguma forma. Se ao menos tivessem impedido Biff em levar o almanaque. Timecop, bancado pela Universal, é baseado numa minissérie em quadrinhos, dividida em três partes, publicada pela Dark Horse Comics em 1992 – dois anos antes do filme – e criada por Mike Richardson e Mark Verheiden.
A tragédia marcou essa produção. Infelizmente, esta obra se tornou o último filme do ator Brandon Lee, filho do lendário Bruce Lee, morto durante as filmagens. Brandon interpretou o protagonista, um roqueiro que junto de sua namorada são assassinados numa cidade dominada pelo crime, muito semelhante à Gotham City. Neste conto gótico, um corvo traz o protagonista de volta dos mortos para se vingar de seus assassinos, eliminando um a um os membros de uma gangue. A história foi criada por James O’Barr e publicada originalmente em 1989. O Corvo(1994), no entanto, ganharia atmosfera cult após a trágica morte do protagonista – que não chegou a terminar as gravações e teve que ser substituído por dublês e efeitos
Outra cria da Dark Horse Comics, O Máskara foi publicado pela primeira vez no fim dos anos 1980, com um teor subversivo e bem violento, criado por Mike Richarson (o mesmo de Timecop). Isso é muito diferente do que vemos em tela na adaptação para o cinema na forma de uma superprodução da New Line, protagonizada por Jim Carrey e dirigida por Chuck Russell (A Bolha Assassina). Embora ainda um tanto subversivo, o filme possui uma atmosfera igualmente apropriada para crianças e adolescentes – mesmo utilizando de algumas piadas “mais sujas”. Dono de efeitos de virar a cabeça (um dos carros-chefe do aperfeiçoamento do CGI no cinema), O Máskara serviu para fazer de Jim Carrey um astro nos anos 1990.
O Juiz
Após Batman (1989), todos queriam a casquinha de uma possível franquia para chamar de sua. Até mesmo o astro Sylvester Stallone, que viu em populares quadrinhos britânicos a oportunidade de se tornar um super-herói nos cinemas – não que a essa altura ele não fosse. Mas aqui ele saía oficialmente das páginas para as telonas. É claro que falamos do hoje famoso universo das HQs inglesas 2000 AD, e seu agora icônico Juiz Dredd, homem da lei que carrega as funções de juiz, júri e executor dado à polícia no futuro. Criado por John Wagner e Carlos Ezquerra, os quadrinhos são muito ricos e repletos de possibilidades. No entanto, no cinema, bancado pela Disney (através da Hollywood Pictures), O Juiz viveu para se tornar apenas um filme de Stallone, e um que não deu o retorno financeiro esperado. Uma das polêmicas mais comentadas na época foi que Stallone, por puro ego, exigiu passar a maior parte do filme sem o capacete característico do herói (que nunca o remove). Em 2012, uma versão muito mais fiel e dona de inúmeras qualidades foi lançada no cinema.
Tank Girl – Detonando o Futuro
No mesmo ano de lançamento de O Juiz, e igualmente completando 25 anos de seu lançamento em 2020, estreava no cinema uma adaptação dos quadrinhos pós-apocalípticos totalmente girl power Tank Girl. Criado por Jamie Hewlette Alan Martin para os quadrinhos britânicos da Dark Horse ainda em 1988, Tank Girl é uma mistura de Radical Chic com Mad Max. No cinema, porém, o filme protagonizado pela sumida Lori Petty e dirigido por Rachel Talalay (A Hora do Pesadelo 6 – A Morte de Freddy) não fez o barulho esperado. E se você acha a protagonista acelerada semelhante com uma certa palhacinha que virou rainha da cultura pop, saiba que a mesma Margot Robbie que deu vida à Arlequina no cinema está produzindo e irá estrelar um reboot de Tank Girl.
Voltando ao tema de heróis clássicos, passado em décadas glamorosas, O Fantasma foi outro longa que tentou pegar este filão, mas terminou morrendo na praia. Um dos mais icônicos personagens de tirinhas de jornais, criado por Lee Falk na chamada era de ouro – década de 1930 – o herói teve diversas interpretações ao longo de todos esses anos e nunca deixou de permanecer na mídia, fosse em desenhos animados, games e brinquedos. No cinema fez sua estreia em 1996, numa produção grandiosa da Paramount com ares do cinema de matinê – que foi muito da influência para o universo do herói. Porém, a falta de grandes nomes envolvidos no projeto, com o protagonista sendo interpretado por Billy Zane, fez o longa amargar uma bilheteria abaixo do esperado.
Spawn – O Soldado do Inferno
Saído das páginas de uma nova editora, a Image Comics, que reunia talentos oriundos da Marvel e DC, Spawn era um dos carros-chefe desta sensação da década de 1990. Criado pelo quadrinista Todd MacFarlane é seguro dizer que Spawn foi a criação que deu mais certo da editora. Na trama, Al Simmon é um assassino do governo, traído por seus superiores e morto, ele vai direto para o inferno. Lá, ele faz um pacto com o demônio e volta à Terra para acertar as contas. Propriedade milionária, um acordo logo surgiu para levar o personagem demoníaco, cuja história utiliza muitos elementos do terror, para os cinemas através de uma produção da New Line. Talvez pela falta de estrada do personagem ou pela qualidade da obra em si, Spawn (1997) não vingou. No entanto, uma nova tentativa vem aí, dona de mais prestígio com Jamie Foxx no papel principal e Jeremy Renner no elenco. O criador McFarlane cuida do roteiro e direção e garante que o filme será um terror de censura alta.
No mesmo ano de fracassos como Spawne Batman & Robin, surgia um sucesso que viria a ser tornar um verdadeiro fenômeno mundial. O curioso é que poucos talvez saibam de suas raízes nos quadrinhos, na época então nem se fala. Homens de Preto é oriundo de quadrinhos obscuros da Malibu Comics, criado por Lowell Cunninghan, e fala sobre uma organização secreta do governo destinada a monitorar e policiar a vida extraterrestre no nosso planeta, sem que a população saiba. Homens de Preto foi a combinação de vários fatores que deram muito certo. A produção é de Steven Spielberg, a direção de Barry Sonnenfeld (A Família Addams) e no elenco, Will Smith se tornou um astro graças ao papel do malandro Jay. O filme viveu para se tornar o terceiro filme mais lucrativo de seu ano e gerou mais três continuações.
Heróis Muito Loucos
Fechando a década de 1990, uma estreia tão obscura que sequer passou pelos cinemas brasileiros – apesar do potencial já que conta com Ben Stiller como protagonista. O ano era 1999, e os Mystery Men faziam sua transição para as telonas se tornando imediatamente uma produção subestimada. O público não entendeu a proposta e não comprou a ideia, fazendo o longa passar em branco. Aqui tínhamos um grande sarro com os filmes de heróis, antes mesmo deles engatarem no cinema como subgênero de respeito. De muitas formas este é um filme visionário. Na trama, perdedores com “dons” que julgam especiais iniciam sua carreira como heróis de uma cidade sombria, após o único ser realmente poderoso bater as botas da maneira mais inusitada possível. Criados por Bob Burden ainda na década de 1980, os personagens são heróis considerados esquisitos demais para fazer parte dos times principais como os Vingadores ou a Liga da Justiça, por exemplo. É claro, a finalidade principal deste grupo de underdogs é o humor.
Ano após ano, o cinema é bombardeado por produções de terror que, muitas vezes, se valem de fórmulas cansativas ou de narrativas previsíveis que não entregam nada de novo ao gênero.
Entretanto, 2024 se mostrou um ano interessante para o gênero terror ao entregar atrações bastante sólidas e que conquistaram o público e a crítica – como ‘A Primeira Profecia’ e ‘A Substância’, para citar alguns.
Pensando nisso, preparamos uma breve lista elencando os 14 MELHORES filmes de terror do ano.
Confira abaixo as nossas escolhas:
14. ENTREVISTA COM O DEMÔNIO
‘Entrevista com o Demônio’ é estrelado por ninguém menos que David Dastmalchian em um de seus melhores papéis.
A princípio, é preciso afirmar que o projeto é um dos mais metadiegéticos da década e aposta fichas em uma convergência entre programa de entrevistas e found-footage que explica a curta duração da obra. A trama acompanha um apresentador de talk show chamado Jack Delroy (Dastmalchian), que uniu seu desejo pela fama e pelo sucesso crítico e comercial ao estrelar o programa Night Owls with Jack Delroy. Caindo imediatamente no gosto dos espectadores e da crítica e, em pouco tempo, tornando-se um dos nomes mais conhecidos da televisão da década de 1970, Jack percebe que ainda tem trabalho ao fazer para superar seu colega de profissão, Johnny Carson, e sagrar-se como o rei do horário nobre. E, a partir daí, a história nos transporta para uma espécie de documentário falso que é reavido e que explora um dos episódios mais controversos do entretenimento norte-americano – cujo título é emprestado do próprio longa-metragem.
Sem sombra de dúvida, conseguimos aproveitar os dois primeiros atos da obra, navegando por reflexões sagazes e instigantes – porém, isso não muda o fato de que o final poderia ter sido muito mais bem estruturada.
Imaculada reúne a experiência de déjà-vu à catarse sanguinária com a atriz do momento Sydney Sweeney (Todos Menos Você). Não é um exagero dizer que a atriz norte-americana de 26 anos carregou a produção nas costas, presente em cada frame do enredo, ela também é produtora e responsável por levar a ideia às telas por meio da NEON.
Com uma ambientação em um convento italiano, Imaculada consegue criar uma atmosfera intrigante e ressaltar toda a mística religiosa em torno dos atos de contrição e fé. A cena inicial do longa — tal como apresentação deste universo recorrente nos filmes de horror — dita a regra principal da história: uma vez dentro deste convento, não se pode sair. O que motiva os espectadores a questionarem: o que existe de tão ruim atrás das barras de ferro daquele portão?
O filme traz um final impactante que vai fazer você regurgitar a obra por dias.
‘Terrifier 3’ é o melhor filme da franquia, mas também o mais pesado e vai um pouco longe demais. É sensato seguir a orientação indicativa de 18 anos, pois é preciso ter grande poder de abstração para não se afetar pelo filme.
Às vezes passado do limite, ‘Terrifier 3’ é grotesco, faz rir e se solidifica como a melhor franquia deterrorgore da atualidade. Um prato cheio para os fãs de terror de estômago forte.
Após os trágicos eventos de ‘X – A Marca da Morte’, Maxine Minx (Goth) se muda para Hollywood para alavancar sua carreira como atriz – mas se vê em uma vida que oscila entre stripper em casas noturnas e participações em filmes adultos. Todavia, após participar de uma audição para um ambicioso longa de terror dirigido pela taciturna Elizabeth Bender (Elizabeth Debicki), ela consegue o papel principal e acredita que irá deslanchar como uma das maiores estrelas do cinema. Isto é, até ela perceber que está sendo caçada por um perigoso assassino enquanto é ameaçada por um de seus comparsas, o detetive particular John Labat (Kevin Bacon). A partir daí, Maxine percebe que precisará enfrentar mais uma vez seus demônios interiores para colocar um fim nesse sangrento e inquebrável ciclo de morte.
Os pontuais problemas não têm força o bastante para ofuscar a beleza técnica, estética e narrativa que insurge com a incrível potência de ‘MaXXXine’. Seja com a sagaz beleza metadiegética do título, seja com os esforços em conjunto de cada uma das partes envolvidas na produção da obra, o terceiro capítulo da franquia ‘X’ a cimenta como uma das melhores das últimas décadas e ajuda a reafirmar o terror como arte de maneira aplaudível e consistente.
‘Abigail’ se sagra como um dos títulos mais divertidos de 2024.
A trama acompanha um grupo de sequestradores que esquadrinha um plano para raptar a jovem filha de um magnata, levá-la a um casarão escondido e pedir por uma grande quantia para que ela seja entregue sã e salva. O que eles não imaginavam é que a garota, que empresta seu nome ao título do longa-metragem, é uma vampira sedenta por sangue e que irá caçá-los um por um até que não sobre ninguém. Obviamente, a história arquitetada pelos roteiristas Stephen Shields e Guy Busick é familiar a inúmeras outras que já vimos nas telonas – puxando inspirações, por exemplo, do jogo de “gato-e-rato” do recente ‘A Última Viagem do Deméter’ -, mas é a honestidade e a simplicidade com que o enredo é tratado que nos faz comprar essa insana e sangrenta viagem.
Mesmo com equívocos amadores que despontam aqui e ali, ‘Abigail’ é uma bem-vinda surpresa que se mantém fiel à própria essência do começo ao fim – cumprindo com o objetivo apresentado em meio aos vários materiais promoiconais e garantindo ao público um espetáculo regado a sangue, jumpscares e sólidas atuações.
9. INFESTAÇÃO
‘Infestação’ é um filme que começa com a mesma atmosfera dos filmes contemporâneos francesas que focam seu olhar nas periferias do país: em vez de protagonizado por jovens brancos, aqui o foco está em jovens pretos, descendentes de imigrantes, empobrecidos, que vivem de se virar para conseguir ter uma vida honesta. Até aí, nada de novo no rolê. A grande sacada do roteiro de Sébastien Vanicek e Florent Bernard é partir desse lugar comum para inserir o mote do cinema de gênero, colocando uma ameaça terrível que coloca a vida dos personagens constantemente em risco. Assim, o lugar comum fica só de pano de fundo, pois o interessante se torna a superação dos conflitos interpessoais em prol da sobrevivência do grupo diante de uma ameaça insuperável e que só piora.
Também diretor da produção, Sébastien Vanicek faz bom uso do orçamento limitado e grava todo o seu filme basicamente em uma locação: o prédio. O resto é produção de arte, atuação e efeitos de pós. Com o ambiente controlado, o diretor constrói ótimas cenas de terror que realmente fazem o espectador se contorcer na poltrona, seja por nojinho, seja por medo, seja por agonia. Para quem curte terror tipo os primeiros ‘Alien’, é um prato cheio.
Para coroar, ‘Infestação’ ainda traz uma ótima trilha sonora recheada de hip hop francês contemporâneo em contraposição com cenas de total silêncio que são de tirar o fôlego. Sem você perceber, o filme de terror vai fazendo a sua adrenalina subir de nervoso com as situações. Despretensioso e muito bem-feito, ‘Infestação’ tem uma proposta que dá medo, uma vez que tudo que vemos é totalmente possível de acontecer.
Zoë Kravitz faz sua estreia na direção de maneira pouco espalhafatosa, como se mais uma vez, mais um experiente ator tentasse a sorte do lado oposto da câmera. Nada de novo. Exceto que Pisque Duas Vezes não é qualquer tentativa cinematográfica de projeção e entrada no seleto grupo de excelentes diretores, existente em Hollywood. Com um olhar cirúrgico e um pulso firme para a construção de inesperados planos sequência, a filha do famoso rockstar Lenny Kravitz tem muito a dizer…e a nos ensinar.
Marcado por uma trilha sonora ensurdecedora que contribui para a atmosfera de constante estado de alerta, o thriller psicológico é uma das melhores surpresas do cinema em 2024 e foge aos padrões do que fora lançado nas telonas até o momento. Se privando da necessidade de se explicar excessivamente, Pisque Duas Vezes apenas nos toma pelas mãos na expectativa de que saibamos ler as entrelinhas.
7. LONGLEGS: VÍNCULO MORTAL
Em ‘Longlegs: Vínculo Mortal’, a agente do FBI Lee Harker é convocada para reabrir um caso arquivado de um serial killer. Conforme desvenda pistas, Harker se vê confrontada com uma conexão pessoal inesperada com o assassino, lançando-a em uma corrida contra o tempo. Contando com nomes como Maika Monroe e Nicolas Cage no elenco, a narrativa é uma amálgama certeira de inúmeras subgêneros do terror, além de trazer elementos de enredos detetivescos a uma atmosfera de pura tensão – apostando em atuações aplaudíveis e uma releitura inesperada de thrillers religiosos.
Um Lugar Silencioso – Dia 1 conseguiu ser tão bom quanto o primeiro filme, ou até melhor. Ainda mais tenso e agora com Nova York como pano de fundo, ele consegue te deixar tenso do começo ao final com uma história tocante e inteligente. Sem contar no gato, que rouba a cena.
Na trama, Sam está viajando por Nova York quando os monstros chegam à Terra. Enquanto tudo rapidamente se transforma em caos, ela terá que se unir com um homem chamado Eric. Apesar de uma pequena relutância inicial, eles decidem cruzar a cidade e sobreviver juntos.
‘Alien: Romulus’ emerge como um dos melhores títulos da saga ‘Alien’, sendo arquitetado com uma sagacidade invejável e culminando em um aprazível e satisfatório filme. Posso dizer, inclusive, que o surpreendente resultado é um sopro de ar fresco a uma série que já vinha sofrendo com um desgaste criativo há vários anos.
Um dos elementos que precisa ser explorado é a sólida direção de Fede Álvarez, que já emprestou suas habilidades para o ótimo suspense ‘O Homem nas Trevas’. Álvarez sabe como conduzir a câmera sem entregar de bandeja as reviravoltas de cada ato, permitindo que as sequências falem por si só e que elas sejam transformadas em pequenas joias artísticas – seja pela instigante fotografia, seja pelas referências que promove aos capítulos anteriores da saga.
‘Sorria 2’ alcança um feito muito difícil – o de superar a obra original. Enquanto o capítulo de estreia dessa fortuita franquia levou um tempo a mais para se desenvolver, considerando que era necessário apresentar os elementos de uma mitologia inédita, a continuação supera as expectativas ao não se levar a sério, mas fincando-se a ideias estruturadas sobre uma base sólida e que serve de presente aos fãs de terror.
Roubando os holofotes com uma interpretação aplaudível e memorável, a atriz e cantora Naomi Scott rende-se ao melhor papel de sua carreira, ascendendo a um comprometimento de tirar o fôlego e abrindo espaço para que ela se divirta em meio a sequências perturbadoras e viscerais.
‘Não Fale o Mal’ é uma grata surpresa da Blumhouse e, de longe, um dos melhores filmes da produtora em anos – o que é dizer muito, considerando fracassos retumbantes como ‘Mergulho Noturno’ e ‘Imaginário: Brinquedo Diabólico’. Mais do que isso, a esforçada composição de uma equipe talentosa e de um elenco de ponta garantem que esse remake tenha algo para dizer além de uma mera cópia – motivo pelo qual se sagra um dos melhores filmes de suspense do ano.
Para o projeto, James Watkins, conhecido por seu trabalho em ‘A Mulher de Preto’, foi escalado como diretor e roteirista de uma versão mais comercial do longa-metragem original: na trama, uma família dos Estados Unidos está passando as férias na Itália e cruza caminho com uma outra família, criando laços de amizade que se estendem até mesmo depois que todos voltam às suas vidas. Não demora muito até que Louise (Mackenzie Davis) e Ben Dalton (Scoot McNairy), acompanhados da filha Agnes (Alix West Lefler), sejam convidados para visitar os excêntricos e divertidos Paddy (James McAvoy), Ciara (Aisling Franciosi) e Ant (Dan Hough) em sua idílica fazenda no interior da Inglaterra, para que conheçam um lado menos caótico do cenário inglês e aproveitem o ar fresco do campo. Porém, o que deveria ser um fim de semana sem preocupações logo se transforma em um pesadelo interminável e inescapável que coloca os Dalton em perigo constante.
James McAvoy entrega uma das melhores atuações da sua carreira.
A trama nos leva de volta ao começo dos anos 70 e acompanha uma jovem noviça estadunidense chamada Margaret Daino (Nell Tiger Free), que é convocada para trabalhar em um orfanato cristão apenas para meninas em Roma, à supervisão do Cardeal Lawrence (Bill Nighy), antes de realizar seus votos para sagrar-se freira. Quando chega lá, Margaret é recebida pela Irmã Silvia (Sônia Braga), que lhe apresenta o local e que, de alguma forma, a coloca em contato com a jovem Carlita Scianna (Nicole Sorace), uma das crianças mais velhas do orfanato e que é isolada das outras meninas por algum motivo que Margaret não consegue entender. Não demora muito até que a noviça descubra segredos que se escondem nas paredes da Abadia e que um grupo secreto dentro da Igreja Católica está tramando para lutar contra a revolução cultural que se alastra entre a geração mais jovem.
‘A Primeira Profecia’ é uma sólida entrada a uma franquia muito popular e, quiçá, a melhor iteração desde o filme clássico dirigido por Richard Donner.
É impressionante ver como um título ambicioso consegue cumprir com o prometido sem dar um passo maior que a perna – e tudo graças à competência de uma cineasta que ainda tem muito a nos contar e que faz um début aprazível e convincente.
1. A SUBSTÂNCIA
Uma das maiores surpresas de 2024 e dos últimos anos. A entrega de Demi Mooreé tanta que ela está presente de corpo e alma, desde as diversas cenas de nu frontal, como tantos outros momentos exigentes, grotescos e amedrontadores. Conhecida pelos seus papéis de mocinha em Ghost (1991) e Proposta Indecente (1993), ou de símbolo sexual em Assédio Sexual (1994) e Streaptease (1996), a atriz consegue imprimir o tom certo de desespero cômico e drama excêntrico.
Através de uma fórmula mágica e um duplo de carne e osso,A Substância realmente coloca em perspectiva audiovisual a infinita batalha das mulheres com elas mesmas para aparentarem ser mais bonitas, magras e desejáveis. Por meio do riso, da curiosidade e choque, a obra chama o espectador para reflexão e o debate de como nossa sociedade está adoecida por substância milagrosas, seja ela um botox, um lifting ou uma promessa de mudança.
O filme ‘O Auto da Compadecida 2‘ chegou aos cinemas de todo o país no dia 25 de dezembro, com pré-estreias pagas em 829 salas de 542 diferentes complexos de cinema.
Com distribuição da H2O Films, o longa-metragem estrelado porMatheus Nachtergaele e Selton Mello terá seu lançamento oficial hoje, dia 26 de dezembro (quinta-feira), em mais de mil salas.
O filme foi lançado nos cinemas no mesmo dia de ‘Sonic 3‘.
Em entrevista com a nossa jornalista Rafa Gomes, a atriz Taís Araújo falou sobre o desafio de substituirFernanda Montenegrono filme.
Assista:
O filme já está em exibição nos cinemas.
Depois de 20 anos desaparecido, João Grilo retorna à pequena Taperoá para se juntar ao seu velho companheiro Chicó. Acontece que agora ele é recebido como uma celebridade na cidade. Afinal, reza a lenda que havia sido morto por bala de espingarda e ressuscitado após um julgamento que tinha o Diabo como acusador, Nossa Senhora como defensora e o próprio Jesus Cristo como juiz.
Disputado como principal cabo eleitoral pelos dois políticos mais poderosos da cidade, ele faz de tudo para finalmente aplicar o golpe que vai lhe render muito dinheiro e, quem sabe, vida mansa – como se fosse possível que ele se aquietasse. Só que nada sai como planejado e ele acaba alvejado pelo mesmo cabra que o havia matado anos antes. Será que a Compadecida vai intervir para salvá-lo novamente?
cartaz o auto da compadecida 2
O longa será uma sequência do clássico brasileiro, trazendo de volta os protagonistas Chicó (Selton Mello) e João Grilo (Matheus Nachtergaele).
O filme é dirigido por Guel Arraes e Flávia Lacerda.
O filho de Ariano Suassuna, Manuel Dantas Suassuna, revelou que sua família analisou a fundo a ideia antes de autorizar a continuação.
“Analisamos os prós e contras de se ter um texto que não é puramente de Ariano, mas que vai levar o nome dele. A peça é de muito sucesso, então consultamos vários escritores amigos para saber a opinião deles, para traçar um caminho”, afirmou Suassuna. “E também teve uma conversa de meu pai com Guel, quando ele estava vivo, para se fazer uma segunda versão. Depois, abandonaram a ideia, e agora, mais de 20 anos depois, ela veio à tona.”, ele disse.
Divertido, empolgante, com personagens inesquecíveis que abordam a cultura popular, a tradição religiosa, a amizade, o amor no mais puro sentido desse sentimento, o filme original foi dirigido por Arraes no ano de 2000.
Baseado em um clássico homônimo da cultura nordestina brasileira escrito por Ariano Suassuna, além de outros dois contos do famoso escritor, O Santo e a Porca e Torturas de um Coração, todos de meados da década de 50, o filme foi um grande sucesso de público e crítica levando mais de 2 milhões de pessoas às salas de cinema de todo o Brasil.
Em entrevista exclusiva ao CinePOP, o compositor Lin Manuel-Miranda revelou que gostaria de escrever uma nova música para Beyoncé, que dubla Nala, em uma possível sequência de ‘O Rei Leão 2‘:
“Era uma coisa tão próxima, mas ao mesmo tempo distante, é que a Beyoncé está no filme [Mufasa], mas eu não consegui escrever uma música para ela. Estava quase lá! Mas é como dizem, estou reservando espaço para escrever uma música para Beyoncé um dia.”
Ele também contou quantas músicas ele escreveu para ‘Mufasa: O Rei Leão’.
“Acho que há sete músicas no filme. Provavelmente a favorita muda todos os dias, mas estive ontem em um evento da Disney e Barry e eu apresentamos ‘Me Diz Que É Você’, que é uma balada, uma balada romântica. E estou muito orgulhoso dela, porque cresci na era dos duetos românticos da Disney. ‘Um Mundo Ideal’ e ‘Beije a Moça’. Mas nunca tive a chance de escrever algo romântico para a Disney. Esse foi um privilégio muito bom.”, ele afirmou.
Assista a entrevista:
O filme já está em exibição nos cinemas.
“‘Mufasa: O Rei Leão’ convoca Rafiki para transmitir a lenda de Mufasa ao jovem filhote de leão Kiara, filha de Simba e Nala, com Timão e Pumba emprestando sua assinatura. Contada em flashbacks, a história apresenta Mufasa como um filhote órfão, perdido e sozinho até conhecer um simpático leão chamado Taka – o herdeiro de uma linhagem real. seu destino – seus laços serão testados enquanto eles trabalham juntos para escapar de um inimigo ameaçador e mortal.”
O projeto é dirigido pelo aclamado cineasta independente Barry Jenkins, vencedor do Oscar por ‘Moonlight: Sob a Luz do Luar‘.
Dave Metzger, Pharrell Williams e Nicholas Britell cuidarão das novas músicas da pré-sequência.
EmO AUTO DA COMPADECIDA 2, depois de 20 anos desaparecido, João Grilo retorna à pequena Taperoá para se juntar ao seu velho companheiro Chicó.
Acontece que agora ele é recebido como uma celebridade na cidade. Afinal, reza a lenda que havia sido morto por bala de espingarda e ressuscitado após um julgamento que tinha o Diabo como acusador, Nossa Senhora como defensora e o próprio Jesus Cristo como juiz.
Disputado como principal cabo eleitoral pelos dois políticos mais poderosos da cidade, ele faz de tudo para finalmente aplicar o golpe que vai lhe render muito dinheiro e, quem sabe, vida mansa – como se fosse possível que ele se aquietasse. Só que nada sai como planejado e ele acaba alvejado pelo mesmo cabra que o havia matado anos antes. Será que a Compadecida vai intervir para salvá-lo novamente?
» Taís Araújo foi escalada para interpretar a Compadecida, recebendo o manto sagrado de Fernanda Montenegro, que interpretou a icônica personagem no primeiro filme e, por incompatibilidade de agenda, não irá repetir o papel;
» Baseado em um clássico homônimo da cultura nordestina brasileira escrito por Ariano Suassuna, além de outros dois contos do famoso escritor, O Santo e a Porca e Torturas de um Coração, todos de meados da década de 50;
SONIC 3estreia nas telonas em sua aventura mais emocionante até hoje. Sonic, Knuckles e Tails se reúnem contra um novo e poderoso adversário, Shadow, um vilão misterioso com poderes diferentes de tudo o que já enfrentaram antes. Com suas habilidades excepcionais, a Equipe Sonic vai buscar uma aliança improvável na esperança de deter Shadow e proteger o planeta.
Jim Carrey e James Marsden retornam aos seus papéis como Dr. Robotnik e Tom Wachowski. Ben Schwartz, Idris Elba e Colleen O’Shaughnessey também reprisam a dublagem de Sonic, Knuckles e Tails respectivamente. A grande novidade é a voz de Shadow que fica sob responsabilidade de Keanu Reeves.
» O segundo capítulo da franquia ‘Sonic‘ arrecadou mais de US$ 400 milhões nas bilheterias mundiais. Nos EUA, a produção abarcou US$ 190.8 milhões – o que supera a arrecadação do primeiro filme (US$ 148.9m), quebrando o recorde de MAIOR bilheteria para um filme baseado em videogame no país. No mercado internacional, foram US$ 211 milhões. Ao total, o longa já arrecadou sólidos US$ 402.2 milhões mundialmente.
» Lançado pela primeira vez em 1991, o game ‘Sonic‘ já vendeu mais de 360 milhões de cópias em diversos formatos.
Ele sofreu traumatismo craniano após cair de um veículo em movimento no Colorado, no dia 19 de dezembro.
A família confirmou sua morte em uma declaração emocionada em suas redes sociais.
“Nossos corações estão partidos por compartilhar que Hudson Meek foi para casa para estar com Jesus esta noite. Seus 16 anos nesta terra foram muito curtos, mas ele realizou muito e impactou significativamente todos que conheceu.
Detalhes específicos sobre uma Celebração da Vida de Hudson a ser realizada em 28 de dezembro, bem como como contribuir para uma bolsa de estudos em memória de Hudson na Vestavia Hills High School em vez de flores, seguirão.
Por favor, orem pela família e amigos de Hudson enquanto todos nós processamos esta perda repentina e trágica.”
‘O Auto da Compadecida 2’ finalmente chegou aos cinemas trazendo o retorno de João Grilo e Chicó com mais uma aventura, em meio a inusitados e novos personagens.
Em entrevista com a nossa jornalista Rafa Gomes, a atriz Taís Araújo falou sobre o desafio de substituirFernanda Montenegrono filme.
Assista:
O filme já está em exibição nos cinemas.
Depois de 20 anos desaparecido, João Grilo retorna à pequena Taperoá para se juntar ao seu velho companheiro Chicó. Acontece que agora ele é recebido como uma celebridade na cidade. Afinal, reza a lenda que havia sido morto por bala de espingarda e ressuscitado após um julgamento que tinha o Diabo como acusador, Nossa Senhora como defensora e o próprio Jesus Cristo como juiz.
Disputado como principal cabo eleitoral pelos dois políticos mais poderosos da cidade, ele faz de tudo para finalmente aplicar o golpe que vai lhe render muito dinheiro e, quem sabe, vida mansa – como se fosse possível que ele se aquietasse. Só que nada sai como planejado e ele acaba alvejado pelo mesmo cabra que o havia matado anos antes. Será que a Compadecida vai intervir para salvá-lo novamente?
cartaz o auto da compadecida 2
O longa será uma sequência do clássico brasileiro, trazendo de volta os protagonistas Chicó (Selton Mello) e João Grilo (Matheus Nachtergaele).
O filme é dirigido por Guel Arraes e Flávia Lacerda.
O filho de Ariano Suassuna, Manuel Dantas Suassuna, revelou que sua família analisou a fundo a ideia antes de autorizar a continuação.
“Analisamos os prós e contras de se ter um texto que não é puramente de Ariano, mas que vai levar o nome dele. A peça é de muito sucesso, então consultamos vários escritores amigos para saber a opinião deles, para traçar um caminho”, afirmou Suassuna. “E também teve uma conversa de meu pai com Guel, quando ele estava vivo, para se fazer uma segunda versão. Depois, abandonaram a ideia, e agora, mais de 20 anos depois, ela veio à tona.”, ele disse.
Divertido, empolgante, com personagens inesquecíveis que abordam a cultura popular, a tradição religiosa, a amizade, o amor no mais puro sentido desse sentimento, o filme original foi dirigido por Arraes no ano de 2000.
Baseado em um clássico homônimo da cultura nordestina brasileira escrito por Ariano Suassuna, além de outros dois contos do famoso escritor, O Santo e a Porca e Torturas de um Coração, todos de meados da década de 50, o filme foi um grande sucesso de público e crítica levando mais de 2 milhões de pessoas às salas de cinema de todo o Brasil.
O mundo dos esportes tem suas facetas, o lado profissional e o lado por trás das câmeras. Muito documentários estão investindo em mostrar outras variáveis do sucesso de esportistas que tiveram êxito na sua profissão. Pensando nisso, resolvemos criar uma lista que envolve esse assunto:
Buscando resgatar as histórias do início da era vitoriosa de um dos times de basquete mais famosos do mundo, os Los Angeles Lakers, Lakers: Hora de Vencer consegue de forma muito dinâmica nos ambientar em uma época ainda de início da famosa NBA e como essa liga se tornou uma das maiores ligas de esportes norte-americanos de todos os tempos. A fama, as dúvidas, os conflitos, as escolhas, são muitas variáveis que se encontram nesse ótimo seriado disponível na MAX. Vale também o destaque para a atuação impactante do grande ator John C. Reilly.
O período mais vitorioso de uma equipe de futebol americano, a dinastia do New England Patriots comandado por Tom Brady dentro de campo e Bill Belichick fora dele é passado detalhe a detalhe, repleto de polêmicas, do auge até a queda, tendo depoimentos de muitos de seus protagonistas.
Você até pode não gostar de basquete mas tenho certeza que você já ouviu falar de Michael Jordan! Arremesso Final conta a história da espetacular trajetória de um dos maiores atletas que esse mundo já viu. Nesse projeto sabemos bastidores da vida de Jordan e do time onde mais jogou em toda vida, o Chicago Bulls.
A Mente do Assassino: Aaron Hernandez (Netflix)
Por meio de entrevistas e uma enorme pesquisa, esse projeto documental busca explicações para como uma estrela do esporte mais badalado dos Estados Unidos – o Futebol Americano – se tornou um assassino.
Ringo: Glória e Morte (Disney Plus)
Dinheiro e medo, nós nunca teremos. Inspirada em fatos reais, a produção argentina Ringo: Glória e Morte nos leva ao ano de 1976 onde um famoso pugilista argentino perderia sua vida de forma trágica num lugar onde estava em busca da volta aos tempos de glória. Ao longo de sete episódios, essa minissérie busca trazer um profundo recorte da vida de um ídolo do boxe argentino, uma figura que chegou até mesmo a lutar de igual para igual contra o mais famoso pugilista da história, Muhammad Ali.
Em alguns episódios esse projeto disponível na Netflix mostra um pouco dos altos e baixos da carreira de um dos maiores quarterbacks dos últimos tempos, Aaron Rodgers.
Brasil vs Dunga – Futebol em Pé de Guerra (Globoplay)
Nesse projeto seriado documental acompanhamos a vida e carreira do capitão do tetra, Dunga. Seus altos e baixos na carreira, seu tempo na seleção brasileira e a conquista da tão sonhada Copa do Mundo de Futebol em 1994.
Naomi Osaka: Estrela do Tênis (Netflix)
Uma das mais promissores tenistas dos últimos tempos ganhou uma série documental de três episódios onde conhecemos mais sobre a vida dessa atleta.
Com chances de beliscar alguma indicação ao próximo Oscar, Blitzparte de um laço que se rompe abruptamente e nos leva até o olhar de uma criança ao terror de um cotidiano de conflitos em plena segunda guerra mundial. Através de uma sensibilidade louvável, o projeto atravessa críticas sociais importantes. A compaixão e respeito tendo que ser defendidos, as barreiras do forte preconceito, não são esquecidos. Flashbacks apoiam a narrativa dando complemento para lacunas de um sonhar, de um pensar, de um adaptar-se a um viver.
Ambientado durante o primeiro ano da segunda guerra mundial, acompanhamos Rita (Saoirse Ronanem mais uma bela atuação), uma operária de munições, e sua escolha difícil de enviar seu filho George (Elliott Heffernan) para ficar em segurança num lugar longe dos conflitos mais intensos. Só que o garoto durante o caminho resolve voltar pra casa e embarca em uma jornada dolorosa onde acaba entendendo melhor todo o contexto que vive.
Blitz, o título, é uma referência à ‘Blitzkrieg’, que consistiu nos intensos bombardeios feitos pela força aérea alemã em ataques surpresas de armas combinadas, durante a segunda guerra mundial, em uma Londres onde mais de um milhão de pessoas precisaram serem evacuadas do lugar. Dentro desse contexto doloroso – bem explicado logo nos créditos iniciais – a construção dos personagens é feita de forma dinâmica, em um gancho após o outro, culminando em uma emocionante jornada de coragem e sorte.
Como seguir em frente em meio ao desespero de um presente sem soluções? O olhar da criança a uma zona de conflitos, a visão da mãe e a dor do desencontro são os elementos que sustentam as duas horas de projeção. Guiados também por uma maravilhosa trilha sonora assinada por Hans Zimmer, o discurso encontra a narrativa rapidamente tendo os rastros de tragédias que não se desgrudam, e os de esperança ficando por vezes perdido.
O ser humano e todas suas facetas também dão as caras por aqui, ampliado por um olhar profundo para os que viveram atingidos pela Guerra. As mulheres e suas contribuições ao momento do país, as indecisões do governo sobre os abrigos possíveis, os que preferem viver à margem roubado de quem perdeu tudo, há camadas que exploram várias dessas situações.
Em sua jornada de descobertas, o protagonista encontra a referência no respeito de um gentil soldado, mas também o desamor de bandidos agindo em meio ao caos. Além disso, o preconceito antes e durante o conflito armado são marcas na vida de um jovem que entra em uma maturidade precoce, dentro de uma necessidade apenas de sobreviver. Esse projeto é uma análise ampla de uma virada de chave na vida de um jovem, do lúdico ao real.
Dirigido pelo excelente cineasta britânico Steve McQueen, Blitz, disponível no catálogo da Apple Tv Plus, tem a cara do Oscar! É provável alguma indicação.
O trailer de ‘Superman’ revelou diversos detalhes da trama, empolgando os fãs e gerando grande expectativa para o primeiro filme do DCU.
O conteúdo promocional foi extremamente bem recebido, alcançando recordes impressionantes.
Em apenas 5 dias, o teaser trailer teve 44 milhões de visualizações e 1,1 milhão de curtidas no canal principal da DC no YouTube.
Pra comparação, o primeiro teaser trailer oficial de ‘Batman‘ lançado da DC FanDome teve 42,9 milhões de visualizações e 1 milhão de curtidas ao longo de QUATRO anos.
James Gunn assume o filme de super-herói original no recém-imaginado universo da DC com uma mistura singular de ação épica, humor e coração, apresentando um SUPERMAN movido pela compaixão e uma crença inerente na bondade da humanidade.
‘Divertida Mente 2’ se tornou a maior bilheteria do ano com US$ 1.699 bilhão, e o cineasta Kelsey Mann discutiu o processo criativo para a sequência, revelando que ainda tem muitas histórias a serem contadas.
Durante uma entrevista à Total Film, Mann mencionou que vasculhou os arquivos de arte e storyboards do primeiro filme em busca de inspiração.
“Havia tantas boas ideias. E certamente haverá ideias para este filme que são realmente excelentes e serão guardadas para o futuro. Definitivamente, há uma tonelada de ótimas ideias que usei para criar este filme”.
Mann já havia afirmado que ‘Divertida Mente’ apresenta um dos maiores cenários que eles já criaram.
“Este é um mundo fantástico para explorar. Sinto que o que Pete Docter e toda a equipe do filme original criaram é verdadeiramente um playground que podemos expandir. Na verdade, quando fizemos o primeiro filme, o maior cenário que tínhamos criado na Pixar era dentro da mente de uma menina de 11 anos. No entanto, exploramos apenas cerca de 10% dele. Portanto, há muito mais a explorar”.
Questionado se algumas ideias não se encaixaram em ‘Divertida Mente 2’, assim como aconteceu no primeiro filme, Mann respondeu:
“Absolutamente!Há algumas coisas que eu sei que nunca vão funcionar. E há outras que eu penso: ‘Isso é uma ideia realmente boa e engraçada. Precisa ser vista em algum momento’.”
“Há tanto personagens quanto cenários que acabaram no chão de edição e merecem ser vistos e explorados em algum momento”, acrescentou o produtor Mark Nielsen.
James Gunn, cineasta por trás do novo DCU, falou recentemente sobre ‘Superman’, destacando a química entre os atores David Corenswet (‘Pearl’) eRachel Brosnahan (‘Maravilhosa Sra. Maisel’) – que são os novos intérpretes de Clark Kent e Lois Lane.
E, segundo ele, a química entre seus personagens será surpreendente e vai conquistar o público.
Em uma publicação no Threads (via Comic Book), Gunn comemorou o aniversário de um ano do teste de tela de Corenswet e Brosnahan, dizendo que eles foram “dois dos atores mais extraordinários, vibrantes e detalhistas” com quem ele já trabalhou.
Inclusive, ele falou que vê-los contracenando juntos “foi como mágica” de tão naturais e confortáveis que estavam um com o outro.
Confira:
“Há um ano, David e Rachel fizeram um teste de tela para Clark e Lois. Quando eles leram juntos pela primeira vez, foi como mágica. Que ano maravilhoso foi com dois dos atores mais extraordinários, vibrantes e detalhistas com quem já tive a oportunidade de trabalhar em pouco mais de um ano.”
Gunn também falou sobre as diferenças no trabalho de Corenswet em relação aos outros intérpretes do personagem.
“Eu realmente adorei trabalhar com David Corenswet. Ele tem aquela qualidade otimista de ‘escoteiro’ que o Superman possui, tanto na tela quanto na vida real, sinceramente, e uma verdadeira simplicidade”, disse Gunn, elogiando a autenticidade do ator.
O cineasta continuou destacando as qualidades de Corenswet: “Além de ser um cara incrivelmente bonito, ele não tem qualquer tipo de arrogância ou ego. Mas ele é um ator fenomenalmente treinado, que estudou na Juilliard, e é um dos melhores com quem já trabalhei. Ele é incrivelmente sutil, sempre questionando e tentando descobrir como pode oferecer a melhor performance”.
Lembrando que ‘Superman’ será lançado em julho de 2025.
Confira o trailer dublado:
James Gunn assume o filme de super-herói original no recém-imaginado universo da DC com uma mistura singular de ação épica, humor e coração, apresentando um SUPERMAN movido pela compaixão e uma crença inerente na bondade da humanidade.
Já estamos em dezembro. Não apenas isso, estamos em meados de dezembro. Sim, querido leitor, para quem duvida, o ano já acabou. É hora de descongelar o Rei Roberto Carlos, ouvir Simone cantando que já é Natal e, claro, se encher de panetone. Para os cinéfilos, é hora de assistir mais uma vez a ‘Esqueceram de Mim’, o filme absoluto desta época do ano. Quem sabe trocar por ‘Esqueceram de Mim 2’ para dar uma variada. Ou será que é sinônimo de azar um ano inteiro?
É claro que temos muitos outros filmes natalinos, que todo fim de ano buscam um lugar ao sol. Por exemplo, a rede Globo escolheu passar na última Sessão de Sábado ‘O Grinch’, com Jim Carrey, que se tornou um cult para a época. A mesma emissora reprisou recentemente, ‘Um Natal Muito, Muito Louco’, outro que já virou figurinha carimbada neste período.
Aqui, nesta nova matéria misturaremos o Natal com a nostalgia (e tem coisa melhor?), e voltaremos lá para os anos 90, época boa demais, para darmos uma olhada nos filmes lançados naquele período, que mais estão bombando no Natal de 2024. Confira abaixo.
Não tem jeito, o filme quintessencial para a data de fim de ano é mesmo o campeão de reprises no Natal, ‘Esqueceram de Mim’. Poucos filmes na história casam tão bem com uma data quanto ‘Esqueceram de Mim’, o filme do pequeno Kevin esquecido em casa pelos pais, casa com o Natal.
Meu Papai é Noel
Quatro anos depois de ‘Esqueceram de Mim’, outro filme se tornaria um grande favorito para a data. ‘Meu Papai é Noel’ se tornou um dos grandes sucessos da carreira de Tim Allen, que vive um sujeito literalmente substituindo o Papai Noel no dia de Natal. O longa ganhou duas continuações e uma série atual na Disney+. E Allen gostou tanto do tema, que reprisou a data em ‘Um Natal Muito, Muito Louco’ (2004), ao lado de Jamie Lee Curtis.
Quando falamos de filmes perfeitos para assistirmos no Natal, geralmente falamos de filmes leves, recomendados para toda a família, desde as crianças até os idosos. E esse filme do grandalhão Arnold Schwarzenegger se encaixa perfeitamente, com o austríaco desesperado para comprar, de última hora, o boneco mais popular da temporada, para o filho.
Existem dois tipos de filmes considerados de Natal. O primeiro tipo, e mais óbvio, são os que tem a data fazendo a trama do filme girar em torno. É o caso com este remake do clássico de 1947, ‘De Ilusão Também se Vive’ – indicado ao Oscar de melhor filme. Na trama, o Papai Noel é levado aos tribunais para provar que é real.
O mais legal de ‘O Estranho Mundo de Jack’ é que a animação (que tem a cara de Tim Burton, embora não tenha sido dirigida por ele, apenas produzida) se encaixa tanto como um filme do halloween, quanto como um filme de Natal. Na trama, a criatura conhecida como Jack Esqueleto deseja trocar o seu costumeiro dia das bruxas pelo Natal, para isso se tornando uma versão, digamos, bizarra do Papai Noel, sem entender muito bem como as coisas funcionam.
Definitivamente sem a mesma popularidade do original hoje em dia, ‘Esqueceram de Mim 2’ não desapontou em sua época de lançamento nos cinemas, dois anos depois, e soube capitalizar em cima do sucesso do original. O maior problema é a repetição da mesma história, agora trocando o cenário da casa da família em Chicago, por um hotel e uma casa em obras em Nova York.
Os Muppets são figuras icônicas da cultura pop, e desde a década de 1970 permeiam o subconsciente popular, sendo passados através das gerações. Sendo assim, é claro que um filme da trupe passado no Natal seria abraçado pelo grande público, e celebrado na época. Aqui temos recontado o clássico de Charles Dickens, ‘Um Conto de Natal’, adicionando os Muppets na história. Ajuda ter no elenco o lendário Michael Caine como o sovina Ebenezer Scrooge.
Hook – A Volta do Capitão Gancho
Como dito acima, existem dois tipos de filmes de Natal. O primeiro tipo foram os que apareceram até agora na lista: filmes que precisam do Natal para suas tramas. O segundo tipo, são os filmes que se passam na época de Natal, mas que poderiam se passar em qualquer outra época: a data é apenas um pano de fundo. ‘Hook’ se encaixa nesse segundo grupo. Mesmo assim, é considerado uma espécie de ‘Um Conto de Natal’ moderno, com um Peter Pan crescido e ranzinza, precisando encontrar dentro de si a felicidade juvenil novamente.
Uma Noite Mágica
A intenção deste filme era a melhor, temos certeza. Mas algumas ideias boas no papel podem se perder pelo caminho. Em ‘Uma Noite Mágica’, Michael Keaton interpreta um pai de família, sempre ocupado, incapaz de cumprir suas promessas para seu pequeno filho. Para piorar as coisas, o sujeito morre em um acidente de carro. Como se não fosse trágico e deprimente o suficiente, um ano depois ele retorna como um boneco de neve para tentar se redimir com o filho e a esposa. Seria o suficiente para causar pesadelos até o fim da vida dos dois. E acabou gerando um dos filmes natalinos mais estranhos dos anos 90.
Esse filme estrelado pela musa Sandra Bullock também é o que podemos chamar de ‘adjacentes do Natal’. O filme se passa na época, mas não precisa da data para fazer sua trama acontecer. Bullock se tornou verdadeiramente uma estrela por causa desse filme, interpretando uma mulher fingindo ser a noiva de um sujeito por quem era apaixonada e que ficou com amnésia após um acidente.
Produção da Paramount Pictures de 1991, a trama deste filme natalino mostra dois irmãos pequenos, uma menina e um menino, manipulando as situações para fazerem seus pais divorciados voltarem a ficar juntos. No elenco, a lendária Lauren Bacall e o ícone da comédia Leslie Nielsen no papel do Papai Noel.
O Príncipe Quebra-Nozes
O clássico do balé ganha uma versão em filme, com protagonismo de Macaulay Culkin (e quem mais na época?). O filme é na verdade uma apresentação filmada da equipe de balé de Nova York, contando a história nos palcos, em uma verdadeira superprodução. Na trama de magia e fantasia, uma menina consegue transformar seu quebra-nozes, na forma de um soldadinho, em um menino real de carne e osso, se metendo em aventuras por outros reinos ao longo do espetáculo.
Um Dia de Louco
Steve Martin é quem comanda essa produção da TriStar Pictures (Columbia) como um funcionário de uma linha de ajuda a pessoas deprimidas e suicidas em potencial. Centrado na época de Natal, o protagonista e seus colegas de trabalho lidam com as mais excêntricas figuras que surgem no local, ou não param de ligar, nesta que é considerada a época mais deprimente do ano para os solitários.
Nicolas Cage, Dana Carvey e Jon Lovitz são três irmãos criminosos, planejando o golpe perfeito: um assalto a banco em uma pequena cidade na véspera de Natal. Sendo um filme de comédia para a família, é claro que seus planos darão errado, e eles ficarão presos no local, ilhados pela neve e os moradores locais.
Um Anjo em Minha Vida
Denzel Washington é um dos maiores atores da atualidade. E todos sabem muito bem que ele pode fazer de tudo. De fato ele já fez de quase tudo, até muita coisa que a maioria sequer lembra ou sabe. Como, por exemplo, viver um anjo enviado dos céus para ajudar um pastor e sua família, na comédia natalina ‘Um Anjo em Minha Vida’. Quem contracena com ele é ninguém menos que a saudosa Whitney Houston, no papel da esposa do pastor.
Outra pedida certa para a época do Natal são filmes de temática bíblica – sempre grandes favoritos das emissoras de TV para exibições na data. Dentro deste âmbito, uma aventura épica na forma de animação que tem a cara do Natal é ‘O Príncipe do Egito’, uma das propostas mais ambiciosas do então recém-lançado estúdio Dreamworks, com um elenco colossal de dubladores, que conta a história de Moisés e sua cruzada de libertação de seu povo.
Natal em Família
Produção da Disney de 1998, esta aventura juvenil aposta no carisma de Jonathan Taylor Thomas, então uma promessa de estrelato nos anos 90. O rapaz sofre uma brincadeira de mau gosto de seus colegas de escola, que o deixam no meio do deserto, vestido de Papai Noel. Agora, ele precisa desesperadamente voltar para casa, a fim de celebrar a data com familiares e sua namorada.
Fantasia romântica de Tim Burton, que marca seu segundo filme com temática de Natal na lista. Poderíamos incluir até mesmo ‘Batman – O Retorno’, outro de seus filmes que se passa na famosa época de fim de ano. Voltando para ‘Edward’, temos uma espécie de conto de ‘Frankenstein’ com um rapaz criado artificialmente, abandonado em um castelo, e levado para viver em sociedade, adotado por uma mulher. Mas o sujeito com mãos de tesoura é muito ingênuo e não consegue se adaptar.
Essa aqui é para os adultos que queiram assistir um filme sobre a data, mas desejam algo um pouco mais maduro. Baseado no clássico literário de Louisa May Alcott sobre uma família formada por mulheres, a matriarca e suas quatro filhas bem diferentes, tentando segurar as pontas na ausência do pai na época da Guerra. O elenco é um dos chamarizes desta versão de 1994, que conta com Winona Ryder, Susan Sarandon, Kirsten Dunst, Claire Danes, Christian Bale e Gabriel Byrne.
A trilogia ‘Olha Quem Está Falando’ é também uma pedida para a época de Natal. De fato, os três filmes podem ser assistidos perfeitamente por toda a família nesta época de fim de ano. Mas apenas o terceiro, se formos bem literais, se passa na época de Natal, e usa a época como pano de fundo. O primeiro, de 1989, traz a saudosa Kirstie Alley como mãe solteira, prestes a dar à luz ao seu bebê no táxi de John Travolta. Tudo acaba bem, e a mãe e o motorista terminam se conectando. A sacada é que o bebê “fala” através de seus pensamentos, dublado por Bruce Willis. No segundo, de 1990, Mikey ganha uma irmãzinha, dublada por Roseanne Barr. E neste terceiro, são os cachorros que “falam”, com as vozes de Danny DeVito e Diane Keaton.
O cineasta Adam McKay falou recentemente sobre o sucesso de ‘Wicked’, afirmando que o longa é bastante radical e que não se surpreenderia se fosse banido nos Estados Unidos dentro de cinco anos.
Segundo a Variety, McKay afirmou: “Em termos de narrativa pura, ‘Wicked Parte 1’ está entre os filmes mais radicais já feitos por grandes estúdios de Hollywood. Eu sei que ‘Parte 2’ volta um pouco para o centro, mas ‘Parte 1’ é abertamente sobre radicalização frente ao carreirismo, fascismo e propaganda”.
Ele continuou: “O que é realmente impressionante em ‘Wicked Parte 1’ é que ele está sendo lançado AGORA, quando a América nunca foi tão de direita e propagandeada. E sim, eu sei que a produção teatral e o livro são muito mais antigos, então parte do timing é uma coincidência, mas mesmo assim…”.
Em resposta a um usuário do X, surpreso com sua opinião sobre o filme, McKay escreveu: “Acho que você vai se surpreender. Se a América continuar indo pelo caminho que está, eu não ficaria surpreso em ver o filme banido em 3 a 5 anos”.
Ele também descreveu ‘Wicked’ como “MUITO radical” e mencionou que sua filha havia dito que o livro era “selvagem e vale a pena ler”. McKay se referia ao livro de 1995 “Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West”, que inspirou o musical da Broadway.
Por fim, McKay elogiou a performance de Ariana Grande como Glinda, afirmando: “Além disso, Ariana Grande é incrível. É uma das melhores performances que você encontrará em qualquer gênero”.
Vale lembrar que a sequência ‘Wicked: For Good’ está programada para estrear no dia 21 de novembro de 2025.
Sucesso nos cinemas, ‘Wicked‘ conseguiu ultrapassar a marca dos US$ 520 milhões nas bilheterias mundiais.
O longa atualmente se encontra no TOP 8 das maiores arrecadações do ano, tendo ultrapassado ‘Venom: A Última Rodada‘ (US$475.5M), ‘Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice‘ (US$451.1M) e ‘Bad Boys: Até o Fim‘ (US$404.5M).
Nos EUA, o filme já arrecadou US$ 359 milhões. No mercado internacional, foram US$ 165.9 milhões – totalizando uma arrecadação global de US$ 524.9 milhões.
O TOP 5 dos maiores mercados internacionais conta com o Reino Unido (US$47.4M), Austrália (US$17.2M), Coreia (US$10.6M), México (US$8.1M) e Espanha (US$4.5M).
Lançado em 2019, Capitã Marvel foi um fenômeno de bilheteria. Primeiro filme de super-heróis da Marvel a ser dirigido por uma mulher, a aventura de Carol Danvers pela Terra bateu um bilhão de dólares em bilheteria e acumulou críticas mistas do público.
Na verdade, ela ter conseguido arrecadar esse dinheiro todo foi algo muito expressivo, porque o filme sofreu um amplo boicote de grupos políticos, que não foram capazes de impedir que a personagem voasse alto nas telonas. E essa são apenas algumas curiosidades sobre o longa, que teve várias histórias de bastidores. Pensando nisso, o CinePOP separou mais dez causos que você talvez não conheça sobre Capitã Marvel. Confira!
Rumores
Na época da produção do filme, houve boatos fortíssimos de que a atriz Emily Blunt seria a Capitã Marvel. No entanto, passado um tempo dos rumores, ela veio a público esclarecer que jamais foi chamada para o papel e que tudo não passava de uma grande mentira. O curioso é que Blunt ficou eternamente marcada no Universo Cinematográfico Marvel como a atriz que recusou a Viúva Negra para fazer As Viagens de Gulliver com Jack Black. Então, a suposta notícia de que ela teria perdido outro ícone da Marvel deixou o mundo do entretenimento em choque, mas não passava de uma notícia falsa.
Última cena
Apesar da última participação do quadrinista e produtorStan Lee no MCU ter acontecido em Vingadores: Ultimato (2019) – uma cena bastante decepcionante, diga-se de passagem, aquela não foi a última participação especial que ele gravou antes de morrer.
No caso, seu último cameo foi em Capitã Marvel, na simpática cena em que a super-heroína flagra o idoso no trem, lendo uma cópia do roteiro de Barrados no Shopping, filme dos anos 90 em que ele faz uma participação especial muito popular no meio dos fãs de quadrinhos. Foi uma referência fofa e digna ao legado de um dos maiores revolucionários da Marvel, independentemente das polêmicas. No fim das contas, a cena consiste nele lendo o roteiro e repetindo uma fala dele no filme. Só que isso esconde um momento triste da vida de Lee. Ele já estava muito debilitado e não conseguia mais falar com sua energia e entusiasmo que viraram marcas registradas. Por isso, a equipe de som utilizou o áudio original da fala dele emBarrados no Shopping por cima da fala de Stan.
Homenagem
Acabou que a cena final de Stan foi gravada em Capitã Marvel porque a produção de Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato aconteceu simultaneamente. Ou seja, os dois foram filmados ao mesmo tempo, com cenas das duas produções acontecendo de forma aleatória. E por conta da idade avançada de Lee, seus cameos foram algumas das primeiras cenas das filmagens. Inclusive, por esse mesmo motivo, James Gunn foi convidado, lá em 2017, a dirigir cinco participações deStan Lee em filmes Marvel para serem usadas nas produções seguintes. Infelizmente, ele faleceu em meio às filmagens de Capitã Marvel, que decidiu homenageá-lo com uma introdução especial, relembrando suas participações no MCU.
Alguém me segure!
Quando despenca na Terra, a Capitã Marvel destrói uma locadora de filmes e atira contra um Arnold Schwarzenegger de papelão colocado para promover o lançamento do VHS de True Lies. A ideia original, porém, era usar um totem de papelão do filme O Máskara. A piada envolveria o rosto verde dos Skrulls, e a Capitã confundindo os dois personagens. No entanto, isso não aconteceu porque a Disney não conseguiu negociar o uso com a Warner.
Recusou
Uma das histórias mais incríveis dos bastidores desse filme é que a Marvel ofereceu um contrato multimilionário para o ator Keanu Reeves interpretar o Yon-Rogg. A expectativa para tê-lo no MCU era tão grande que os fãs acharam que ele viveria, na verdade, o Capitão Mar-Vell. Mas o sonho dos fãs não virou realidade, já que Reeves recusou o contrato para participar de Bob Esponja: O Incrível Resgate, em que ele interpreta uma bola de feno da sabedoria.
Anos 90
A Marvel decidiu promover o filme apostando na nostalgia gerada pelos anos 90. Então, quando lançou o site oficial de Capitã Marvel, castigou no HTML e lançou um site todo em Comic Sans e cores vibrantes, ao melhor estilo dos sites da época. E sabe qual é a melhor parte? Ele continua no ar. Basta clicar no link a seguir: Captain Marvel | 90’s Website | Marvel.
Alergia
Apesar de serem melhores amigas nos filmes, a Capitã Marvel e a gatinha Goose não ‘se davam muito bem’ fora das câmeras. É que a atriz Brie Larson tem uma alergia gravíssima ao pelo de gatos e ter contato com os felinos poderia afetar as gravações. Então, a produção organizou a logística para que as cenas com os gatos fossem gravadas em um turno, enquanto as da Brie eram gravadas em outro, permitindo que limpassem os cenários para evitar qualquer dano a saúde da atriz. Já nas cenas em que ela apareceu segurando ou interagindo com a Goose, a direção usou composição de cenas, um boneco de pelúcia ou CGI no gato.
Conselho
Antes de aceitar o papel de Yon-Rogg, Jude Law perguntou ao Sherlock de seu Watson, Robert Downey Jr., como era trabalhar com a Marvel. O eterno Homem de Ferro disse que era uma questão de trabalhar sabendo que suas ações eram apenas um caminho para um filme maior que viria depois. Que era uma questão apenas dele trabalhar focado em seu personagem sem se questionar sobre o que virá depois.
Irmãs
Uma das sequências de ação mais divertidas do filme é aquela em que a Brie Larson agride uma suposta idosa no trem. Claro que era um Skrull disfarçado, mas não deixa de arrancar um riso sincero. O mais curioso dessa sequência inteira é que a dublê da velhinha e a dublê da Brie são Heidi e Renae Moneymaker, respectivamente. Sim, a icônica cena da luta contra a terceira idade no trem mostra, na verdade, uma bela troca de porrada entre irmãs da vida real.
Foi revelado na semana passada que ‘The Boys‘ chegará ao fim em sua 5ª temporada, e muitos fãs ficaram se perguntando o por quê desta decisão.
Em entrevista para a Entertainment Weekly, o showrunner Eric Kripke brincou ao dizer que 5 é um número mágico para roteiristas, assim como o número três, então concluir a série na 5ª temporada é bem lógico, de “um ponto de vista idiota estratégico”.
“Parte disso é uma coisa idiota de roteirista, mas três e cinco são os números mágicos. Três são atos de filme, cinco são atos de TV. Piadas têm um ritmo de três para cinco. Bem, e cinco parece um número redondo. Acreditamos que é o bastante para contar a história sem desgastar o público.”
Kripke também argumentou que este sempre foi o seu plano quando decidiu adaptar os quadrinhos de Garth Ennis e Darick Robertson.
Inclusive, a 4ª temporada foi escrita para dar essa sensação de que as coisas estão se encaminhando para o fim.
“Isso fazia parte do meu argumento: ninguém vai assistir a 4ª temporada sem pensar: ‘a série vai acabar na próxima temporada, né? Então, podemos muito bem anunciar isso para que as pessoas possam assisti-la com aquela sensação épica de estarem testemunhando o caminho para a reta final, que é o que eu espero.”
Com o Natal se aproximando, a Amazon revelou uma imagem especial de ‘The Boys’ para comemorar a data.
Através do perfil da Vought International no X (antigo Twitter), foi divulgada uma imagem que exibe o Capitão Pátria no topo de uma árvore de Natal.
Confira:
This Christmas, stuff someone’s stocking with the Homelander Tree Topper™. The perfect gift for the concerned patriots in your life. If you don’t see your neighbor displaying one, say something to your local authorities – they could be a grinch and/or a Starlighter! pic.twitter.com/GAihxnu51U