Imagine as seguintes situações: Um namorado beija a companheira e lhe passa herpes. Um homem espanca outro até que fique inconsciente, logo em seguida o assassina com uma arma de fogo. Um pai aposta seu filho, ainda no ventre da mãe, em uma corrida de carros. Você riu de alguma dessas situações? Não? Que bom! Isso significa que você não é um psicopata e que, consequentemente, não é o público alvo desta excrecência que garante seu lugar como um dos piores filmes do ano.
É engraçado como Super Velozes, Mega furiosos parece acreditar genuinamente que suas passagens (ia chamar de piadas, mas não são) fazem o público rir. Utilizando-se de gags obvias que são estendidas quase que sempre além do seu tempo. Não só apresenta situações não engraçadas, mas com desfecho óbvio e fora de ritmo.
Durante este interminável longa, acompanhamos Paul White (Alex Ashbaugh), um policial que tenta se infiltrar na gangue de Vin Serento (Dale Pavinski), mas acaba se aproximando dos criminosos e desenvolvendo uma relação com eles, história tão simplória e rasa, que a sequência parodiada parece uma obra prima perto deste filme.
Os primeiro minutos são, de longe, os piores momentos do longa (são tantos momentos ruins que fica até difícil decidir qual o pior). Os “diretores” nos apresentam o protagonista como um homem que dirige um carro com um desenho de unicórnio, como se mostrando esse desenho, apenas, fosse o suficiente para arrancar gargalhadas. Este primeiro momento, bem como o resto do filme, é recheado de estereótipos. O negro “Hell no!”, o latino de lenço amarrado na cabeça e o jamaicano com sotaque forte. Mais uma vez, como se mostrando esses estereótipos, apenas, fosse o suficiente para fazer-nos rir (talvez há trinta anos atrás, fosse minimamente).
E este “filme” é repleto de momentos assim. Em um momento vemos a gangue dançar. Apenas isto, um grupo de quatro ou cinco pessoas dançando. Descobri hoje que dançar é algo extremamente engraçado (sarcasmo). Não só nas ações em si, mas no modo que são filmadas e na montagem. Nunca são mostrados momentos que surpreendem o espectador, bem como estes momentos são quase todos enquadrados em planos pequenos, nunca demonstrando a relação dos personagens e os resultados das suas interações.
A montagem contribui para a falha das suas piadas. As gags são montadas de forma muito lenta, prejudicando o ritmo do filme, bem como, estendendo algumas situações que poderiam ser mais concisas, prolongando a vergonha alheia quando cada “piada” é encerrada. Aqui fica evidente a absoluta falta de carisma dos atores (Excluindo-se Dio Johnson, que faz uma paródia do personagem de The Rock na franquia original, de quem aqui e acolá dei risadas) que nunca são precisos nas piadas e apresentam reações genéricas.
Se utilizando de piadas compostas por estereótipos e senso comum, constituindo um humor burro e ultrapassado por excelência, filmes como este tem apenas uma função: Mostrar como NÃO se fazer cinema.













































Tim (Will Forte) é o primogênito. Abandonado em casa desde bebê, ele cresceu e cuidou de seus irmãos, Jane (Alessia Cara) e dos gêmeos Barnaby (Seán Cullen) – sim, o descaso era tanto que os pais deram o mesmo nome para os gêmeos. A rotina de abandono das crianças muda com a chegada de um bebê abandonado. Acolhida por Jane, a criança causa um problemão na casa. Por ordem dos pais, os irmãos devem se livrar da pequena órfã, senão ficarão sem um lar.
Na viagem pela cidade, os Willoughby decidem se livrar dos pais. Eles planejam uma viagem internacional passando pelos destinos mais mortais do mundo para o casal. O que eles não esperavam é que os pais negligentes fossem contratar uma babá (Maya Rudolph). Com a chegada da babá, o ritmo melhora muito. Os irmãos, que antes eram muito contidos, passam a desenvolver suas respectivas personalidades conforme a babá vai se envolvendo com eles. A história vai de sonolenta para interessante num estalo.
Quem perde espaço com a babá é o narrador da história, um gato sarcástico, mas de bom coração, que é interpretado por Ricky Gervais. Para os fãs do ator e comediante, o gato será o melhor personagem do filme. O elenco conta ainda com Terry Crews, que dá voz a um personagem fantástico e destoante dos outros.
ponto alto do filme é, sem sombra de dúvidas, a animação estilizada para esta aventura. Usando o CGI para emular os efeitos de um filme animado com a técnica do Stop-Motion, o visual de “bonecos” em tela é realmente um deleite para os fãs do estilo. Além disso, tudo neste universo é texturizado, sejam os fios dos cabelos de corda, os novelos de lã, os flocos das nuvens ou as tábuas das paredes. Eles fazem um trabalho primoroso neste quesito, dando bastante personalidade à animação.
Não é a primeira vez que a Netflix ousa ao não investir na tecnologia 3D convencional da Disney, Pixar, Sony e Dreamworks para contar uma história. Ano passado, Klaus misturou estilos animados para desenvolver uma trama belíssima sobre o natal, e o longa fez sucesso entre o público e a crítica.
Os Irmãos Willoughby já está disponível no catálogo da Netflix.









