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Crítica | Thelma – Joachim Trier cria sua própria ‘Carrie – A Estranha’

O Maior dos Medos

Thelma é a nova produção do cineasta dinamarquês Joachim Trier, responsável por dramas cult, como Oslo, 31 de Agosto (2011) e Mais Forte que Bombas (2015). Desta vez, o diretor se aventura pelo cinema de gênero, criando uma obra enigmática, tensa e recheada de ideias subliminares.

Parte drama, parte romance, suspense e ficção científica, o filme apresenta a personagem título Thelma, papel da jovem carismática Eili Harboe (A Onda), que ao completar certa idade, segue seu caminho ingressando na faculdade, e morando sozinha, pela primeira vez afastada dos pais. Ao mesmo tempo em que estranhos eventos vão ocorrendo ao redor da moça, vislumbramos através de flashbacks sua infância ao lado dos pais e descobrimos um pouco mais de seu passado.

De imediato, dois outros filmes vem à mente enquanto assistimos a Thelma. O primeiro e mais óbvio é Carrie – A Estranha (1976), clássico absoluto do mestre Brian De Palma, baseado no livro de outro mestre, Stephen King. Assim como Carrie White, Thelma possui dons sobre-humanos. A protagonista deste filme inclusive é ainda mais poderosa, pois não possui somente poderes de telecinese (mover objetos com a mente), mas consegue fazer pessoas desaparecerem no ar, apenas com a força do pensamento. Ao contrário de Carrie também, cujos dons começam a se manifestar na adolescência, chegando junto com sua primeira menstruação (e servem de forte alusão à entrada de uma jovem na vida adulta, ao se tornar mulher), o talento sobrenatural de Thelma manifesta-se ainda na infância, e retornam na nova fase.

O segundo filme ao qual Thelma remete, este uma produção mais recente, é Raw (ou Grave), filme francês do ano passado, dirigido pela jovem Julia Ducournau, que atingiu status cult e falava sobre uma caloura na universidade que ao mesmo tempo em que amadurecia para a vida adulta, despertava desejos canibais adormecidos. No filme de Ducournau, o paralelo da entrada na fase adulta vinha servido de certa carnificina e desejos insaciáveis por carne humana. Já no filme de Trier, esta transição, assim como desejos sexuais reprimidos florescendo, são servidos de estranhas manifestações extrassensoriais.

No longa de Trier, quando Thelma conhece Anja (Kaya Wilkins) surge uma forte atração, seguida de um ataque epilético e pássaros se chocando contra a janela da sala de estudos. Quando as duas vão a uma apresentação no teatro e Anja demonstra afeto, o grande lustre balança. As emoções de Thelma estão diretamente ligadas a estas manifestações incompreensíveis. E assim como em Carrie, os pais superprotetores, rígidos e extremamente religiosos podem ser a chave de tudo. No entanto, uma vez que observamos através dos citados flashbacks do que a menina é capaz – com toda uma subtrama simplesmente assustadora envolvendo seu irmão ainda bebê – começamos a dar certa razão aos progenitores, ao contrário digamos do que temos em relação à mãe de Carrie.

É preciso dizer também que Thelma não é particularmente um filme de terror, e quem for esperando por isso sairá decepcionado. Apesar de fazer uso de cenas impactantes, garantidas de ficarem alojadas em nossas mentes por um bom tempo, cujo teor é sim mais assustador do que a maioria dos monstros que pulam do escuro, por seu realismo, o filme funciona mais como um drama, investindo na trágica vida e tormento de sua protagonista, da qual não existe aparentemente escapatória.

Thelma faz uso de uma bela condução, e Trier cria momentos gélidos e marcantes, que nos deixa à beira da poltrona esperando a próxima cena. O filme é também uma grande analogia para a busca pela liberdade, por se ver livre de figuras opressoras, mesmo que sejam pessoas próximas a quem amamos, como nossos pais – muitas vezes sequer percebendo o mal que fazem na vida de seus filhos. Relevante e único, Thelma é uma história de coming of age melancólica e perturbadora. Em tempo, Thelma é o representante da Noruega por uma vaga na categoria de produção estrangeira no Oscar 2018.

25 anos de ‘À Espera de um Milagre’, OBRA-PRIMA estrelada por Tom Hanks

A relação do ser humano com a constatação de um milagre. Baseado na obra The Green Mile do lendário escritor norte-americano Stephen King, lançado em seis volumes no Brasil em meados da década de 90, chegava aos cinemas de todo o planeta duas décadas e meia atrás um filme que todo mundo que assiste nunca mais esquece. Dirigido pelo competente cineasta Frank Darabont, À Espera de um Milagre, ao longo de mais de três horas de duração nos leva à reflexões sobre as dores do mundo, o milagre e suas interpretações, uma caminhada pelas verdades intensas da realidade onde a crueldade e o amor andam pelas mesmas estradas.

Na trama, conhecemos Paul Edgecomb (Tom Hanks) que mora em um asilo e resolve contar segredos do seu passado para uma amiga. Assim, conhecemos sua vida anos atrás, quando era carcereiro da equipe que cuidava do chamado ‘corredor da morte’ de uma prisão norte-americana durante a grande depressão da década de 30. Entre idas e vindas de prisioneiros e suas histórias, uma em especial ele jamais esqueceu: a de John Coffey (Michael Clarke Duncan), um gigante gentil que tem um dom inexplicável de cura. Conforme vai chegando o dia da execução de John, Paul busca soluções para ajudar de alguma forma o novo amigo.

Nesse poderoso drama, que conta com uma trilha sonora eficiente assinada pelo craque Thomas Newman, a morte e a vida ganham uma lupa, um enxergar diferente a partir do antes e depois de situações que fogem do que é compreendido. Essa alegoria de contrastes sobre os momentos de toda uma trajetória logo se juntam à conflituosas questões que batem de frente com as dores do mundo e o fardo oriundo de algo que não se explica. À Espera de um Milagre é uma explosão de sentimentos, um passo a passo rumo a uma investigação sobre a natureza humana.

A partir dessa fantasia chega-se aos paralelos com os valores morais, críticas sociais, reunindo cada detalhe para alguma reflexão. O olhar para a fé chega ao mesmo tempo que o choque entre o acreditar ou não no sobrenatural é instaurado, as bifurcações dos caminhos nos fazem olhar além de apenas uma direção. O milagre e seus pontos de vistas se tornam um só elemento que vira o motor de um roteiro brilhantemente adaptado das linhas escritas por King tempos antes do filme ser rodado.

A narrativa e toda a criatividade para se contar uma história nos leva até o palco principal, um corredor da morte que logo ganha muitos significados. Esse é um ponto importante, a ambientação e todos os jogos de câmeras para simular um gigante numa prisão e todos os efeitos especiais são feitos com muita eficácia, méritos de uma direção de arte impecável e uma condução primorosa de Darabont. Tudo gira em torno do impacto que os personagens precisam passar através de suas ações, dos seus olhares.

Uma das poucas obras adaptadas de King que ultrapassou a barreira dos 100 milhões de dólares em bilheteria (faturou quase 300 no mundo todo), o projeto teve seu reconhecimento em algumas importantes premiações, foi inclusive indicado para quatro Oscars no ano 2000 mas não levou nenhuma estatueta. À Espera de um Milagre e toda sua potente arte de fazer emocionar está disponível na Prime Video. Um filme pra ver e rever.

 

 

[EXCLUSIVO] Trailer da comédia dramática ‘De Encontro com a Vida’

O CinePOP divulga com exclusividade o trailer da comédia De Encontro com a Vida (Mein Blind Date Mit Dem Leben | My Blind Date With Life), que a Alpha Filmes e a Mares Filmes lançam nos cinemas brasileiros dia 15 de março de 2018, e foi um dos destaques na programação da 41ª MOSTRA DE CINEMA DE SÃO PAULO. Assista abaixo.

Na trama, Saliya ficou parcialmente cego quando adolescente. Apesar disso, não desistiu do seu sonho de trabalhar em um hotel de luxo. Sem contar a ninguém que mal vê, o rapaz consegue um estágio no hotel mais conceituado de Munique. No entanto, quando Saliya se apaixona por Laura, seu plano, cuidadosamente elaborado, começa a desmoronar. DESTAQUE NA PROGRAMAÇÃO DA 41ª MOSTRA DE CINEMA DE SÃO PAULO.

O filme tem direção de Marc Rothemund, diretor de Uma Mulher Contra Hitler, indicado ao Oscar.

10 filmes com finais ESPETACULARES

Um filme para ficar marcado em nossas memórias precisa ter um desfecho emblemático, marcante, que nos faça relembrá-lo muito tempo depois. Pensando em obras cinematográficas que provocam essa sensação, separamos abaixo uma lista com 10 filmes com finais ESPETACULARES:

 

7 Caixas

Em 7 Caixas somos apresentados a Víctor (Celso Franco), um carreteiro de 17 anos, que trabalha dia e noite em um famoso mercado no centro de Assunção (Paraguai) sonhando em algum dia ser famoso e aparecer nas telinhas das televisões que lotam as lojas do grande mercado. Certo dia, recebe uma proposta diferente e misteriosa, transportar 7 caixas de madeira até um lugar, cujo conteúdo ele desconhece, em troca de uma nota rasgada ao meio de 100 dólares. Assim, ao lado de sua amiga Liz (Lali Gonzalez) precisa chegar até o seu destino fugindo de todos que não querem que isso aconteça.

 

À Espera de um Milagre

Na trama, conhecemos Paul Edgecomb (Tom Hanks) que mora em um asilo e resolve contar segredos do seu passado para uma amiga. Assim, conhecemos sua vida anos atrás, quando era carcereiro da equipe que cuidava do chamado ‘corredor da morte’ de uma prisão norte-americana durante a grande depressão da década de 30. Entre idas e vindas de prisioneiros e suas histórias, uma em especial ele jamais esqueceu: a de John Coffey (Michael Clarke Duncan), um gigante gentil que tem um dom inexplicável de cura. Conforme vai chegando o dia da execução de John, Paul busca soluções para ajudar de alguma forma o novo amigo.

 

Saltburn

Na trama, conhecemos o recém chegado à faculdade de Oxford, o aparente solitário Oliver (Barry Keoghan), um jovem que parece sofrer com a vida que leva fora daquele lugar. Quando conhece Felix (Jacob Elordi), um jovem milionário também estudante de Oxford, Oliver se vê atraído pelo universo de Felix, de riqueza e poder. Até que um dia que Felix o convida para passar o verão na mansão da família, Saltburn, junto com sua família cheia de peculiaridades.

 

Incêndios

Na trama, conhecemos os irmãos gêmeos Jeanne (Mélissa Désormeaux-Poulin) e Simon (Maxim Gaudette) que chegam para a leitura do testamento que a mãe lhes deixou. Após serem surpreendidos com a possibilidade nada remota do pai estar vivo e a descoberta que eles tem um irmão, primeiro Jeanne e depois Simon embarcam para o Oriente Médio para descobrir as verdades escondidas de sua própria família tendo como epicentro a quase inacreditável história da mãe deles, Nawal (Lubna Azabal).

 

Aftersun

Na trama, conhecemos Sophie (Frankie Corio), uma jovem bastante esperta, curiosa, de recém completos 11 anos, que vai passar férias com o pai Calum (Paul Mescal), que é separado da mãe, na Turquia. Desde a chegada ao local, Sophie registra tudo com uma câmera, as alegrias, as discussões, as dúvidas, as descobertas, os marcantes momentos daquele curto período. Percebemos logo que são lembranças, memórias, com uma carga alta de sentimentos vindos de vários lados.

 

As Linhas Tortas de Deus

Na trama, conhecemos Alice (Bárbara Lennie, simplesmente fabulosa no papel) uma investigadora muito inteligente, que está em um momento conturbado no relacionamento com o marido, e resolve aceitar uma investigação de um crime em um hospital psiquiátrico. Para tal, resolve inventar uma personagem com determinado sintoma (aqui, a paranoia) e se internar por livre e espontânea vontade. Durante sua estadia nesse lugar, investigando de perto médicos e pacientes, passará por situações onde descobrirá segredos que aos poucos vão colocando tudo que ela própria pensa em xeque.

 

O Segredo dos seus Olhos

Na trama, acompanhamos o solitário oficial de justiça Benjamin (Ricardo Darín) que acabara de se aposentar e preso a uma história de seu passado, um caso mal solucionado de assassinato, resolve escrever um livro e assim acompanhamos sua vida no tempo do ocorrido, anos atrás, onde inclusive ele conhece o grande amor de sua vida, Irene (Soledad Villamil). Com o passar dos fatos vamos acompanhando as investigações e absurdos dos fatos, que inclusive fere demais o ex-marido da vítima, uma homem que parou no tempo por conta da tragédia e a quem Benjamin promete ajudar.

 

Um Lugar Silencioso

Na trama, conhecemos uma família que se comunica pela linguagem de sinais e o espectador é surpreendido em sua ambientação, aparece um Dia X na tela. Durante os primeiros quinze minutos somos envolvidos no espaço/tempo da história, descobrindo aos poucos o porquê das ações estranhas dos personagens. Tentando reverter uma situação apocalíptica, e completamente isolada em uma casa gigante, a filhos dessa família aprenderão aos poucos regras de sobrevivência nesse mundo completamente novo e repleto de perigos causados pelo som.

 

Um Contratempo

Na trama, acompanhamos Adrián Doria (Mario Casas), um jovem homem de negócios que está na crista da onda profissionalmente falando. Já em sua vida pessoal, há várias contradições. Acusado recentemente de matar sua amante Laura (Bárbara Lennie), em um episódio que ele jura que não é como todos estão pensando, ele tem a decisão dos rumos de sua vida quando chega para entrevistá-lo uma das grandes advogadas de defesa da Espanha. Durante as próximas horas, muitas idas e vindas nas versões do crime cometido são detalhados e uma outra importante subtrama é jogada a limpa na mesa. Certo dia, após passar algumas horas com sua amante em uma casa isolada em uma região distante, acaba se envolvendo em um acidente de carro culminando fatalidade para um outro jovem que estava no outro carro. Assim, aos poucos vamos descobrindo e desmascarando a verdade que é chocante.

 

Os Suspeitos

Na trama, vamos vendo um interrogatório de um sobrevivente, criminoso, aleijado, de uma ação em um navio que deixou quase três dezenas de mortos questionado duramente por uma autoridade federal e também um outro sobrevivente numa cama de hospital, com o corpo tomado de queimaduras fazendo o retrato falado de quem seria o grande responsável pelo ocorrido. Assim, conhecemos a história de um grupo de experientes criminosos que são levados por autoridades policiais até uma sala de suspeitos da polícia de nova Iorque questionados por serem responsáveis por um suposto roubo de um caminhão com uma carga valiosa. Após esse encontro, eles planejam um outro crime, fato que os leva a cruzar o caminho de um alguém muito poderoso e temido, os levando para o protagonismo em um trabalho suicida à mando de um temível psicopata de quem ninguém nunca viu o rosto, conhecido por histórias de violência por todos os lados, uma espécie de bicho papão da criminalidade, Keyser Soze. Durante o interrogatório mencionado, as verdades vão começando a aparecer.

 

‘Punho de Ferro’: Segunda Temporada terá Alice Eve em papel misterioso

Apesar de ter sido a série mais fraquinha do lote Marvel/Netflix, Punho de Ferro recebeu sinal verde e terá segunda temporada – seguindo os passos de suas colegas. A novidade, no entanto, é sobre um novo membro do elenco, a beldade Alice Eve. Quem confirma é a própria Marvel.

Jeph Loeb, chefão da Marvel na TV, falou sobre a contratação da loira.

“Estamos muito empolgados em ter uma atriz da estatura de Alice Eve entrando para o elenco de Punho de Ferro, da Marvel. Seu talento excepcional traz intriga e perigo para sua personagem como nenhuma outra conseguiria”.

Alice Eve é mais conhecida como a médica Carol Marcus de Além da Escuridão (2013), o segundo filme de Star Trek depois do reboot, comandado por J.J. Abrams. A atriz também viveu a jovem Emma Thompson em Homens de Preto 3 (MiB 3), de 2012.

10 ÓTIMOS Filmes que fazem chorar lançados nos últimos 20 anos

Assistir a um filme e se emocionar nos mostra que algumas histórias chegam como uma flecha nos nossos corações. Ao longo dos últimos 20 anos, muitas obras conseguiram essa conexão com os espectadores. Pensando em algumas dessas, segue abaixo uma lista bem legal:

 

O Caderno de Tomy

Na trama, conhecemos uma mulher de 40 e poucos anos (interpretada pela ótima atriz argentina Valeria Bertuccelli) que é diagnosticada com um câncer terminal. Seu marido (Esteban Lamothe), sempre ao seu lado, faz de tudo para que ela fique bem nos seus últimos dias em um quarto de hospital. Certo dia, fugindo de um quadro depressivo por conta de sua situação, resolve escrever um diário endereçado a seu filho pequeno, a cada página que escreve ela conta sobre sua experiência de estar ali mas também todos seus desejos par ao futuro dele. Além do diário, resolve ir twitando sobre sua rotina e acaba ficando famosa involuntariamente saindo em jornais e aparecendo na televisão.

 

A Nave

Baseado em fatos reais, o longa-metragem mexicano conta a história de Miguel (Pablo Cruz), um depressivo locutor de uma rádio, que tem um programa voltado para o público infantil, que vive uma verdadeira crise existencial passando os dias sem pensar no seu futuro e tendo que cumprir seus afazeres profissionais apenas por obrigação. Tudo muda em sua vida quando, enquanto está no ar, recebe a ligação de uma criança dizendo que gostaria de realizar o sonho de ver o mar só que essa criança está com câncer terminal e mora em um hospital. A história mexe com o protagonista que resolve remodelar toda sua vida para enfim conseguir realizar o sonho do pequeno ouvinte.

 

Esperando Bojangles

Na trama, conhecemos Georges (Romain Duris), um contador de histórias, meio malandro, que durante uma festa que chegou de penetra acaba conhecendo a bela Camille (Virginie Efira), por quem logo se apaixona e tem um filho. O cotidiano deles é repleto de festas, contas sem pagar, vivendo em um universo de fantasia que acaba passando para seu filho. O casal tem a rotina de escutar, naquelas vitrolas antigas, em muitos desses momentos a canção Mr. Bojangles. Em certo momento, Camille começa a apresentar sinais de que não quer nem consegue acessar o cotidiano e a realidade que se apresenta.

 

Professor Polvo

Tudo na vida tem começo, meio e fim. Um homem e seus conflitos em certa etapa da vida, consumido pelo stress de um cotidiano caótico em não encontrar um oásis dentro das obrigações que se amontoam em sua vida. Durante mais de 200 dias na África do Sul, resolve interagir todo esse tempo com um polvo e assim acaba embarcando em uma série de descobertas sobre como vive esse molusco de oito tentáculos e que possui uma série de ventanas. Uma narrativa detalhista, emocionante, que mexe com nossos campos reflexivos nos paralelos que encontramos entre as leis da vida de um polvo e nós que estamos fora da água.

 

Babyteeth

Na trama, conhecemos a jovem Milla (Eliza Scanlen) que mora em um bairro de classe media com seu pai, o psiquiatra Henry (Ben Mendelsohn) e sua mãe Anna (Essie Davis). Os três, cada um à sua maneira, precisam enfrentar a doença de Milla que tem um câncer agressivo em evolução. Certo dia, Milla conhece Moses (Toby Wallace), uma desregulado alma que acabou a escola, praticamente um nômade que é expulso de casa pela mãe, mas por quem Milla logo se apaixona. Assim, enfrentando a cada dia uma dura batalha pela vida mas também para sair de vez do ninho montado pelos pais, a personagem principal encontra em Moses, um importante companheiro na luta pelas suas fortes tomadas de decisões.

 

Meu Amigo Enzo

Na trama, conhecemos Enzo, um cãozinho lindo que foi adotado pelo excelente piloto Denny Swift (Milo Ventimiglia). Seu cachorro está sempre observando suas atitudes e acaba sendo um ótimo narrador para todos os acontecimentos emocionantes que acontecem ao longo dos 100 minutos de projeção. Filosofando sobre os humanos, maternidade, um novo amor de seu dono, e outras questões existenciais, vamos sendo levados ao destino das escolhas e todas as consequências que as cercam.

 

Manchester à Beira-Mar

Na trama, conhecemos Lee Chandler (Casey Affleck) um homem solitário que vive em um minúsculo quarto na cidade de Boston e sobrevive sendo uma espécie de faz tudo para alguns condomínios próximos a onde mora. Certo dia, seu passado bate em sua porta com a terrível notícia de que seu único irmão Joe (Kyle Chandler) acabara de falecera. Imediatamente, Lee precisa voltar a cidade onde morou durante anos, muito por conta de único sobrinho Patrick (Lucas Hedges), mas precisará enfrentar terríveis dores de seu passado.

 

Monster

Na trama, conhecemos Saori (Sakura Andô), uma mãe, viúva, em busca das verdades sobre o recente comportamento do jovem filho Minato (Soya Kurokawa). Ela aciona a escola onde ele está matriculado e seu destino se cruza com o professor Hori (Eita Nagayama) acusado de agredir Minato. Esse é um dos pontos de vistas de uma história que abre seu leque com o olhar de Hori e também o de Minato.

 

Close

Na trama, acompanhamos a forte amizade entre adolescentes, Leo (Eden Dambrine) e Remi (Gustav De Waele) que andam juntos por todos os lados. Quando o primeiro começa a se afastar do segundo, um acontecimento trágico abala toda a cidade. Buscando forças para entender alguns porquês e seguir em frente, Leo enfrentará uma caminhada de aprendizado sobre o viver.

 

Living

Na trama, conhecemos o Sr.Williams (Bill Nighy), um homem que trabalha quase toda vida no funcionalismo público, mais precisamente no departamento de obras públicas. Esse homem de fala mansa, pacato, parece ter um cotidiano robótico, monótono, com as responsabilidades bem demarcadas e um relacionamento distante com os filhos. No dia em que recebe a notícia de que está com uma doença terminal e tem poucos meses de vida, praticamente vê o filme de sua vida passar pelas suas memórias e nos dias seguintes vai buscar novos caminhos para sua estrada, se envolvendo em novas relações interpessoais e experiências, mesmo com o pouco tempo de vida que ainda tem.

DC quer reestruturar seus filmes após a decepção com ‘Liga da Justiça’

Vamos lá. Aqui no CinePOP, gostamos de Liga da Justiça. Mas o fato é, a Warner veio a público dizer que considera o longa uma decepção. Bem, se os donos estão falando.

O objetivo aqui era ser como Os Vingadores (2012), da Marvel, digo em termos de sucesso. Mas o filme nem passou perto de arrecadar o mesmo em bilheteria. Além disso, a crítica caiu de pau no filme dos heróis da DC, ao contrário dos da Marvel. Agora, a Warner está tomando atitudes para arrumar a casa.

Segundo a Variety, o executivo Jon Berg, que comandava os filmes da DC ao lado de Geoff Johns, sairá da função, e trabalhará apenas como produtor do estúdio. Segundo fontes, o próprio já visava se desligar. Já Johns manterá o cargo de chefe criativo de entretenimento da DC, mas sua contribuição nos filmes será mais “de natureza conselheira” apenas.

A Variety também informa que dificilmente o diretor Zack Snyder retornará para o comando de algum filme da DC. O diretor já está preparando The Last Photograph, uma aventura dramática. Aparentemente, os executivos da Warner acharam a visão de Snyder para o vilão Lobo da Estepe “cheia de falhas”, mas nada pôde ser feito para salvar na pós-produção, quando Joss Whedon assumiu. Fora isso, o veículo afirma também que Snyder já estava mergulhado em Liga da Justiça quando BVS foi lançado, e o estúdio não podia mais afastá-lo. É o mal de assinar contratos para vários filmes.

A Variety diz ainda que é “muito improvável” que Ben Affleck interprete o Homem Morcego no vindouro The Batman. Já foi noticiado que a última aparição do ator como o personagem será em Flashpoint, programado para 2020, sem diretor ainda. E a informação agora é que Matt Reeves, diretor do longa do Morcego, tem uma visão diferente para o herói. Segundo ele, espera “um “talento novo”.

Seja como for, Aquaman chega em 2018, com Jason Momoa, pelas mãos do talentoso James Wan. E os fãs mal podem esperar por Mulher Maravilha 2, novamente com a dupla Gal Gadot e Patty Jenkins (na direção). Fora isso, temos SHAZAM!, Esquadrão Suicida 2, As Sereias de Gotham, Batgirl, entre outros. E você, o que acha desta confusão toda? Comente, opine.

De Han Solo até Indiana Jones e logo depois Blade Runner: 82 anos de Harrison Ford

Filho de uma atriz dos tempos do rádio e um executivo de publicidade, Harrison Ford nasceu em Chicago no início dos anos 40. Escoteiro quando adolescente, no ensino médio foi locutor esportivo. Entrou na Universidade de Ripon onde se formou em filosofia. Durante esse período teve seu primeiro contato com o mundo da atuação. Depois de tentar a vida como locutor, acabou participando de pequenos filmes.

 

Na década de 60, conseguiu seu primeiro trabalho com direito à créditos em uma produção, no faroeste A Grande Cilada lançado nos cinemas em 1967 e dirigido por Phil Karlson. Ele continuou batalhando na carreira em seriados e outros pequenos papéis. Em paralelo, procurava trabalhos em outras áreas, até mesmo foi operador de câmera de uma turnê da famosa banda The Doors. Mas a carreira de ator estava muito difícil e precisando sustentar sua família ele praticamente largou o sonho e se tornou capinteiro.

Tempos depois, conheceu um cineasta iniciante na época chamado George Lucas que lhe conseguiu um papel no longa-metragem Loucuras de Verão. Num próximo trabalho de Lucas, Harrison foi lembrado e foi selecionado para interpretar Han Solo naquele que seria uma das maiores franquias da história do cinema, Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança. A partir desse filme, a carreira de Ford decolou e ele nunca mais foi um ator qualquer.

No início da década de 80, dois outros personagens marcariam para sempre sua maravilhosa carreira. Em Os Caçadores da Arca Perdida, o hoje veterano artista interpretou um sujeito chamado Indiana Jones um arqueólogo em busca de tesouros, um personagem emblemático lembrado geração após geração, aparecendo em filmes sequentes dessa franquia.

Mas você acha que Harrison estava satisfeito em interpretar personagens que jamais sairiam de nossas memórias? No filme seguinte da carreira, já no ano de 1982 Harrison entraria para o elenco da ficção científica Blade Runner – O Caçador de Andróides, de Ridley Scott, onde interpretou Rick Deckard no projeto baseado na obra Do Androids Dream of Electric Sheep?, de Philip K. Dick.

Entre comédias, ótimos filmes de tribunais, eletrizantes longas de ação, Harrison Ford construiu uma carreira vitoriosa, sendo um dos artistas mais respeitados do planeta cinema. Nesses últimos dois anos, se dedicou também a dois seriados bem legais: o faroeste 1923, disponível na Paramount Plus, e a ótima comédia dramática Falando a Real disponível na Apple Tv Plus.

Em breve ele será visto em ‘Capitão América: Admirável Novo Mundo‘.

‘Star Wars: Os Últimos Jedi’ – Conheça os Mundos do filme em novo vídeo

O ano só acaba quando Os Últimos Jedi estrear. Aí sim podemos ir para 2018. Enquanto a ansiedade não nos mata, fique com o novo vídeo divulgado pelo canal oficial da franquia, no qual são apresentados os novos mundos do mais recente filme. Assista abaixo.

Pouco foi divulgado sobre o novo filme, o que é ótimo. Todas as perguntas serão respondidas em breve. Nós assistiremos o filme na próxima semana e prometemos contar para você todos os segredos do longa.

Rey vai para o lado negro? Luke morre? Kylo é bom? Finn e Poe são gays? O que acontece com Leia? Tudo isso e muito mais nas cenas dos próximos capítulos. O novo Star Wars estreia no próximo fim de semana.

Entrevista | Alessandra Dorgan, diretora de ‘Luiz Melodia – No Coração do Brasil’, documentário brasileiro que está conquistando espectadores [BONITO CINESUR 2024]

Documentário brasileiro que vem conquistando espectadores por onde é exibido, Luiz Melodia – No Coração do Brasil (leia nossa crítica aqui), nos leva para um tour objetivo e emocionante sobre a carreira gloriosa, com altos e baixos, de um dos maiores artistas que o Brasil já viu. Filme de encerramento do Festival É Tudo verdade, vencedor do prêmio de melhor filme do Festival In-Edit, o projeto foi selecionado para o Bonito CineSur 2024. Durante o evento, conversamos com a diretora do filme, Alessandra Dorgan, sobre essa obra que tem previsão de estreia no circuito exibidor no início de 2025:

Como surgiu a ideia para retratar a história desse ícone da música popular brasileira, o grande Luiz Melodia?

Alessandra Dorgan: Foram seis anos, quase sete, de todo o processo do início até agora. Primeiro um momento de desenvolvimento. Eu, Patrícia Palumbo, jornalista, pesquisadora musical que era também amiga do Luiz e da Jane Reis, esposa dele, e sabia tudo sobre sua obra, e também Daniel Gaggini, produtor executivo. Num momento dificílimo do cinema brasileiro, com a crise dos streamings, sem regulamentação, sem fundo setorial, sem ancine, mas conseguimos um dinheiro de Proac (Programa de Ação Cultural de São Paulo). Aí depois disso, buscamos uma co-produção, para podermos dar o próximo passo, conversamos com algumas produtoras e a big Bonsai super se interessou e logo abraçou o projeto. Assim, seguimos para pesquisa, montagem a partir também de uma parceria com a Arte1 (canal que exibe conteúdos sobre arte, música, documentários).

Como foi a relação com a família do Melodia, eles também ajudaram o projeto com informações, detalhes que poucos sabiam?

Alessandra Dorgan: Muito. A Jane Reis (esposa de Melodia) é a nossa produtora associada do filme. Ela foi primordial para gente conseguir muito material. Desde o primeiro encontro pelo zoom, ela ainda estava em luto, era recente a morte do Luiz, mesmo assim, foi de uma generosidade gigante, contando sobre ele pra gente, para que assim eu conseguisse enxergar o personagem melhor, isso foi importantíssimo. Depois, num segundo momento, no finzinho da pandemia, viajei ao Rio de Janeiro e a conheci pessoalmente. Fui até a casa deles e sai de lá com uma caixa cheia de vhs com várias entrevistas do Luiz. Somado a tudo isso, ela ainda foi essencial para a liberação das músicas autorais dele, o que foi muito importante para esse filme ser tão musical como ele é.  O Melodia conta sua história falando mas também através do seu canto. A poesia e a voz dele contam demais.

 

O filme vem participando de vários festivais e deixando sua marca por onde passa. No ‘É tudo Verdade’, no ‘In-edit’, agora aqui no ‘Bonito CineSur’ e logo depois vai passar no ‘Festival Internacional de Paraty’. Como você tem sentindo a reação do público com sua obra?

Alessandra Dorgan: Pra mim é sempre emocionante! Eu acabo chorando em debate, em exibição. Todo mundo sai emocionado. Algumas pessoas saem chorando e me abraçam. Isso me contamina positivamente. Eu estou muito orgulhosa do filme, desse reconhecimento que é gostoso e diz muito sobre o que o filme conta do Melodia. Esse carinho é muito pro próprio Luiz, eu fico feliz com isso. É um reencontro do Melodia com o público dele, o filme de alguma forma propricia isso. Tem sido emocionante, todas as sessões sempre estão muito cheias. É muito gostoso esse carinho do público com o filme.

O filme já tem distribuição? Tem alguma previsão de data para estrear em circuito exibidor?

Alessandra Dorgan: A gente não tinha distribuidora, o filme nasceu do aporte do Arte1, pra ser um telefilme, mas com a repercussão dos festivais a gente agora tem sim uma distribuidora mas que ainda não posso divulgar pois estamos em negociação. Mas acredito que pro início de 2025 o filme deve ir pra circuito. Nós estamos bem animados com essa possibilidade.

Alessandra Dorgan. Foto: Eduardo Medeiros
Alessandra Dorgan. Foto: Eduardo Medeiros

Anos atrás teve um documentário sobre o Luiz Melodia (Todas as Melodias). Você quando pensou no seu projeto teve algum receio de alguma redundância? Das obras conversarem demais?

Alessandra Dorgan: Quando o outro filme surgiu, claro que deu uma insegurança de viabilizar o filme. Pensamos: será que deu espaço? Bateu um medo. Mas criativamente não influenciou. Acho que naturalmente são filmes com caminhos diferentes e existem muitas formas de contarmos a mesma história e acho que numa obra como a de Luiz Melodia cabem muitos outros documentários, outros recortes. Agora enxergando o processo, acho que é importante pro Luiz, um artista como ele tem que ter sua obra retratada por diversas formas, diversos olhares.

 

Como está sendo sua relação com a crítica de cinema em relação a sua obra? Você gosta de ler sobre o que escrevem do seu filme?

Alessandra Dorgan: Não é fácil. Eu leio tudo sim, tudo que a produção me manda eu vejo. Eu só não gosto de me ouvir, me ver falando. Eu sou muito autocrítica. Faz parte do crescimento do diretor, do artista, ler, internalizar. Tem coisas que não concordo e tem coisas que o crítico fala mas quem escreveu não conhece meu material. Por outro lado, tem coisas que fazem sentido e que ajudam a entender caminhos futuros e amadurecer artisticamente.

 

 

Entrevista | Fernanda Faya – Diretora do documentário ‘Neirud’, exibido no Bonito CineSur, conversou com o CINEPOP

No Bonito CineSur 2024, uma série de documentários interessantes levou até o público filmes que emocionam de muitas formas diferentes. Um desses projetos é o longa-metragem brasileiro Neirud, de Fernanda Faya, que a partir de um resgate sobre os tempos circenses da própria família, nos leva até décadas atrás, com o objetivo de documentar uma história muito próxima que se apresenta aos poucos através do que não tem mas existe.

Durante o festival, conseguimos conversar a diretora sobre esse projeto que é a sua estreia na direção de um longa-metragem:

 

Qual a importância de mais um festival de cinema no Brasil, o Bonito CineSur, chegando na sua segunda edição? Tá gostando?

Fernanda Faya: “Como realizadora, esse momento de festivais é gratificante, onde o projeto consegue se ampliar. Fazer esse filme foi um processo solitário e ao longo de muito tempo. Quando o filme chega no coletivo pode ressoar ao público ganhando uma dimensão política e social, podendo se expandir de um jeito que não acontece se não for por um festival de cinema. Essa experiência coletiva de assistir ao filme numa sala de cinema é única. Não só pela divulgação mas como experiência social. É um privilégio exibir um filme num festival. O Bonito CineSur está incrível! Fui super bem recebida, o festival está muito bem organizado, com uma programação fantástica.”

Fernanda Faya - Diretora de 'Neirud'. Foto: Divulgação Bonito CineSur
Fernanda Faya – Diretora de ‘Neirud’. Foto: Divulgação Bonito CineSur

Pelo que pesquisei, o projeto ao todo durou cerca de uma década. Nesse enorme período você pensou em desistir algumas vezes? E qual foi o maior desafio ao longo de toda essa caminhada?

Fernanda Faya: “Na verdade nunca pensei em desistir, por alguma razão teve alguma obstinação, uma paixão que me fez continuar. Mas sinto que me deparei com obstáculos da minha própria capacidade, esse é meu primeiro longa-metragem, sinto que me tornei diretora e realizadora através desse filme, junto com ele. Os principais desafios foram artísticos, me deparar com as limitações, ter que estudar, me aprofundar e insistir em desafios que eram muito difíceis de lidar. Teve momentos que quis um momento para me afastar e depois voltar para o projeto com um olhar descansado. Em outros, me distanciei por estafe emocional, quando me sentia muito insegura fui buscando diálogos e interações de outras naturezas que acabaram me encorajando a voltar pro filme.”

fernanda faya neirud
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Neirud ganhou um importante prêmio lá no Festival Internacional de Curitiba (Olhar de Cinema). Como está sendo sua percepção com a sua obra pelos festivais que passou? O que está sentindo de reações do público? Tá tendo muita emoção?

Fernanda Faya: “Essa tem sido uma experiência unânime em todos os festivais. Algumas sessões não reagem tão emocionadamente mas de uma forma geral as pessoas tem se emocionado bastante. É um filme que tem soado muito na comunidade LGBT, fomos para alguns festivais de nicho, o MixBrasil por exemplo, fomos premiados lá como o melhor roteiro. Então é interessante ver que o filme está encontrando público. Tem tido muita troca depois das exibições.”

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Neirud

Seu pai é uma figura muito presente no projeto. Após o filme estar pronto e vocês assistirem, surgiram mais lembranças por parte dele sobre o passado da sua família?

Fernanda Faya: “Como você falou, ele é um personagem muito importante no filme, do ponto de vista pessoal ele é o grande responsável por ter me transmitido esse amor, essa conexão com a história circense, pois ele poderia ter ignorado essa herança. Ao longo do processo ele foi se conectando com outras histórias a partir do meu olhar e da minha insistência em enxergar outros protagonistas nas narrativas familiares. Foi interessante de vê-lo se reconectando com outros aspectos dessas histórias e como ele mesmo foi se transformando ao longo do processo.”

Neirud
Neirud

Como você vem lidando com a visão da crítica de cinema em relação a sua obra? Você corre atrás pra ler tudo ou prefere uma distância disso?

Fernanda Faya: “Eu gosta da crítica que dialoga com o filme que existe, não com o filme que deveria ser ou poderia ser. Eu gosto da crítica que se propõe a enxergar o filme que existe e dentro das possibilidades que o projeto mostra e das questões que a obra levanta, construir um diálogo através disso. A maioria das críticas tem sido positivas mas claro que tem outras percepções. Eu acho sempre interessante de ler. Gosto também de conversar com os críticos, se existir essa possibilidade, até para que a conversa se expanda e seja mesmo um diálogo mais do que uma afirmação, uma percepção única e fechada dentro da subjetividade dela.”

 

O filme já tem distribuidora e data de estreia pra circuito?

Fernanda Faya: “A gente já tem uma distribuidora aqui no Brasil, a Descoloniza Filmes e também um agente de vendas internacionais. Como sonho de qualquer pessoa que se formou em cinema, que faz filme, eu idealizo muito a obra indo para as telonas, entrando no circuito comercial. Ao mesmo tempo, ao longo do processo, aprendi sobre as possibilidades de distribuição de um projeto tão artesanal de baixíssimo orçamento, um longa-metragem que foi feito com poucos recursos. Fui aprendendo também sobre a indústria e o estado das coisas, do monopólio dos filmes de maior orçamento, e como é difícil para as distribuidoras conseguirem distribuir os filmes da forma como eles merecem serem distribuídos. Neirud deve ser lançado no primeiro semestre do ano que vem.”

 

10 Filmes onde não desgrudamos os OLHOS da tela

Algumas obras conseguem em poucos minutos captar nossas atenções, geralmente nos levando para jornadas reflexivas e envolventes. Assistir a um ótimo filme sempre é a esperança de qualquer cinéfilo e para lhe ajudar com algumas sugestões, segue abaixo um listão com ótimas produções:

 

La Ilusión de la Abundancia

Poucos filmes nos impactaram tanto esse ano como essa produção colombiana selecionada para a Mostra Competitiva do Bonito CineSur 2024. La Ilusión de la Abundancia, dirigido pela dupla Erika Gonzalez Ramirez e Matthieu Leitaert conta com um discurso afiado colocando na tela verdades sobre três regiões do mundo onde a ganância e os absurdos tomaram conta. Pelos olhares de três fortes figuras femininas latino-americanas, Bertha, Máxima e Carolina, somos imersos em uma narrativa que busca nas reflexões o complemento para absurdos das injustiças sociais e ambientais. Com uma narração que ajuda a costurar a forte mensagem contida em cada linha do roteiro, somos testemunhas de histórias que nunca esqueceremos.

 

Ervas Secas

Na trama, acompanhamos um período na vida do professor de artes Samet (Deniz Celiloglu), um homem que chegou no último ano como professor em uma aldeia distante e já planeja novos voos em uma das maiores cidades da Turquia. As desilusões sobre o ensino, as desconfianças sempre foram uma marca de sua personalidade. Um dia, ele e mais outro professor, são acusados de contato inadequado com duas alunas, fato esse que muda para sempre seus planos. Quando tudo parecia bem confuso e perdido, se aproxima de Nuray (Merve Dizdar), professora de uma outra escola da região, uma mulher que o confronta sobre seu conformismo, sua acomodação dentro de um fugir ao invés de encarar, trazendo novos olhares e restos de esperança.

 

Aparências

Na trama, conhecemos Eve (Karin Viard) e Henri (Benjamin Biolay), um casal francês de classe alta que moram faz anos na Suíça. Ela uma competente gerente de uma biblioteca, ele um maestro rumo aos mais altos cargos de sua prestigiada profissão. Vivendo sob os holofotes da posição social que conquistaram, esse casamento se encontra em um presente frio. Quando Eve descobre a traição do marido com uma professora que dá aula ao único filho do casal, a protagonista se joga em uma noite de inconsequências se relacionando com o problemático Jonas (Lucas Englander). Quando um passa a descobrir a traição do outro, a trama vai se desenvolvendo rumo ao imprevisível.

 

Pig

Na trama, acompanhamos Rob (Nicolas Cage) um homem que encara sua solitude como algo normal na região de florestas no interior de Oregon, vivendo com seu porco que o ajuda a resgatar trufas e assim vender para um negociante desse produto, o jovem empreendedor Amir (Alex Wolff). Certo dia, em uma noite fria, sequestram seu porco, levando o protagonista a ter que encarar todo seu passado em busca do animal. Parece uma sinopse doida né? Mas saibam, é um filme surpreendente.

 

Meu Pai

Na trama, conhecemos Anthony (Anthony Hopkins), um homem já no terço final de sua vida, perto dos 80 anos, que vive seus dias em um apartamento confortável em Londres onde recebe a visita constante de sua filha Anne (Olivia Colman). Quando essa última conta para ele que está indo morar em Paris, situações diferentes começam a aparecer nos seus dias, até mesmo personagens diferentes mas que significam algo ao redor da vida dele, e assim conflitos familiares são trazidos à tona. Alucinações? Lembranças? Quais peças não estão lugar?

 

Pieces of a Woman

Na trama, conhecemos um jovem casal, Sean (Shia Lebouf) e Martha (Vanessa Kirby) apaixonado e com alta expectativa com a chegada da primeira filha. Eles optaram por um parto domiciliar, feito por uma parteira. No dia onde a chegada do bebê se torna iminente, a parteira que faria o parto não consegue chegar a tempo e uma outra vai no lugar dela. Durante o processo do parto, uma alta tensão acontece, um nervosismo de todos, pai, mãe e parteira. Infelizmente uma tragédia acontece. Nos meses após o corrido, a maneira como o casal lida com a terrível tragédia é o que vai moldando a trajetória desse impactante filme.

 

A Vastidão da Noite

Na trama, conhecemos dois jovens, um inteligente radialista chamado Everett (Jake Horowitz) que tem o sonho de fazer sucesso e sair da pequena cidade, e, também uma telefonista chamada Fay (Sierra McCormick) que ajuda sua mãe a cuidar de seu irmão pequeno. Em uma noite, com um badalado jogo de basquete na única quadra da cidade, fato que reúne a maioria das pessoas da cidade em um mesmo lugar, a dupla de protagonista acaba descobrindo situações estranhas como um som indecifrável complementado, além de relatos em um misterioso telefonema de um ex-soldado que conta as verdades do que está por vir.

 

Stan & Ollie – O Gordo e o Magro

Na trama, começamos essa jornada nos anos dourados da dupla ‘O Gordo e o Magro’ quando após anos de sucesso nos Estados Unidos, embarcam em sua turnê pelo Reino Unido em 1953, buscando colocar suas carreiras novamente nos holofotes apesar dos efeitos da Segunda Guerra Mundial. O sonho deles, além de continuarem brilhando no teatro, é cada vez mais estarem fazendo filmes, grande prazer da dupla. Mas a jornada acaba sendo uma grande despedida pois Babe, como Laurel carinhosamente chamava Hardy, começa a ter a saúde bastante debilitada.

 

Detroit em Rebelião

Estimado em cerca de 34 milhões de dólares, o filme conta a história de uma batida policial em um hotel no centro de Detroit onde forças policiais buscam a todo instante incriminar algumas das testemunhas sobre um tiro dado pelas costas. Assim, acompanhamos essa situação através de algumas óticas, como o segurança Dismukes (John Boyega), o policial estressado Krauss (Will Poulter) e um grupo de músicos talentosos que tiveram o show cancelado por conta dos terríveis atos de violência que aconteciam pelas ruas. Ao longo dos 134 minutos de projeção, vemos os absurdos abusos da lei (na figura do policial), situações constrangedoras que sofrem as pessoas que estavam no hotel e um julgamento meses após o ocorrido.

 

Neve Negra

Na trama, conhecemos o casal Laura (Laia Costa) e Marcos (Leonardo Sbaraglia) que viajam da Espanha, onde moram, para uma cidade gelada na Argentina para resolver questões burocráticas e a herança do pai de Marcos que falecera recentemente. Chegando no lugar, Marcos confrontará uma tragédia no passado de sua família principalmente quando precisa convencer o irmão Salvador (Ricardo Darín) a vender a casa onde vive. Laura aos poucos vai entendendo o jogo quase que psicológico que os dois irmãos mantém reunindo peças de uma quebra cabeça cheio de amargura, solidão e tristeza.

10 Filmes sobre luta e SUPERAÇÃO

Nem sempre os filmes que assistimos vão nos contar histórias alegres ou fáceis de entender sem um mínimo de atenção e reflexões sociais. A partir de jornadas intensas cheias de obstáculos, algumas obras conseguem nos passar verdadeiras lições. Pensando em alguns desse projetos, separamos abaixo uma lista muito legal com 10 filmes sobre luta e superação:

 

Uma Lição de Vida

Na trama, conhecemos melhor um país que sabemos muito pouco infelizmente, o Quênia. Lá, após um incentivo na educação, surge um senhor carismático de 84 anos chamado Maruge (Oliver Litondo) que possui uma vontade inspiradora de aprender a ler e escrever. Lutando contra todo tipo de preconceito que vocês possam imaginar, Maruge contará com a ajuda da corajosa professora Jane (Naomie Harris) para realizar o seu grande sonho.

 

O Faixa Preta – A Verdadeira História de Fernando Tererê

Na trama, ambientada nos anos 90, baseada em fatos reais, conhecemos Fernando Augusto da Silva, o Tererê (Raphael Logam) nascido e criado na favela do Cantagalo no Rio de Janeiro. Desde a infância se interessa pelo universo da luta e já adolescente consegue a chance de treinar em uma academia de Jiu-Jitsu. Ele desenvolve sua técnica sempre sobre os olhos de inspiradores professores e começa a competir profissionalmente virando campeão mundial por mais de uma vez. Só que no auge da carreira, com o nome consolidado entre os melhores da história, Tererê começa a se envolver com drogas pesadas levando tudo que construiu praticamente às ruínas. Nessa época ele até vendeu sua faixa preta por 5 reais. No meio disso, ainda descobre estar com esquizofrenia, uma doença sem cura. No fundo do poço, Tererê consegue se reerguer aos poucos, com a ajuda da família e dos amigos.

 

Igualada

Eu sou porque somos. Exibido no Festival É Tudo verdade 2024, o documentário colombiano Igualada chega para mostrar algumas verdades do mundo político e as possibilidades de como a coragem aliada à uma forte corrente de mudanças buscam se libertar do medo, da intolerância. Partindo de um termo desdenhoso, referido à ativista social Francia Márquez, que logo acende uma chama para um caminho de uma candidatura à princípio sem apoio nenhum, o documentário acende uma luz no fim do túnel virando mais um símbolo de um movimento que ganhou força pelas redes sociais e também nas urnas colombianas.

 

Nyad

Na trama, conhecemos Diana Nyad (Annette Bening) uma esportista conhecida por toda a américa que algumas décadas atrás tentou uma façanha até então que outros também não conseguiram. O tempo passou, afastada das piscinas por muito tempo, virou comentarista de uma emissora de televisão. Certo dia, volta a buscar realizar o objetivo mencionado de décadas atrás, percorrer nadando mais de 160 quilômetros, entre Cuba e a Flórida, uma travessia repleta de perigos bem mais impossível do que possível. Ao lado da inseparável amiga e técnica Bonnie (Jodie Foster) e de uma equipe super gabaritada, Diana precisará treinar o corpo e combater os conflitos emocionais provocados por traumas do passado em busca desse incrível objetivo.

 

Inimigo Meu

Na trama, ambientada no final do século XXI, conhecemos Willis Davidge (Dennis Quaid) um arrojado e arrogante piloto de caça que após travar uma batalha com outra nave num lugar ainda não mapeado pelos humanos, cai em um planeta inexplorado com chuvas de meteoros constantes e condições inóspitas além de mineiros foras-da-lei. Desbravando esse lugar, ele se vê de frente com um outro ser que também caiu lá, exatamente a outra nave a qual perseguia. Assim, ao longo dos anos que ficam presos nesse lugar, Davidge e Jerry (Louis Gossett Jr.), um alienígena da raça Drac, buscam se comunicar e sobreviverem juntos criando assim uma enorme amizade.

 

Driveways – Uma Amizade Inesperada

Na trama, conhecemos Kathy (Hong Chau), uma mulher batalhadora que trabalha com transcrições médicas e tem o sonho de ser enfermeira. Ela, junto o filho pequeno, o sensível Cody (Lucas Jaye), estão indo reformar, para uma possível venda, a casa de sua irmã recém falecida. Chegando no lugar, uma cidadezinha no interior dos Estados Unidos, acaba conhecendo aos poucos a vizinhança, principalmente seu vizinho de porta, o veterano da Guerra da Coreia Del (Brian Dennehy). Aos poucos começa a perceber que o sentido de casa, lar, pode estar bem próximo dali.

 

Bayoneta

Na trama, conhecemos o boxeador e medalhista olímpico mexicano Miguel ‘Bayoneta’ (Luis Gerardo Méndez) que após um trágico final de sua última luta, quando era visto como uma estrela em ascensão no esporte que escolheu, resolve se mudar para a Finlândia se distanciando de amigos e família. Nesse lugar, busca se reestabelecer emocionalmente quando uma nova oportunidade chega até ele.

 

American Underdog

Na trama, conhecemos Kurt Warner (Zachary Levi) um jovem que sonha em ser um jogador de futebol americano. Ele, desde os tempos da faculdade, se destacou como um preciso lançador (ou melhor dizendo: quarterback), a posição mais importante dentro desse jogo que mexe com milhões de pessoas (não só nos Estados Unidos). Um dia conhece Brenda (Anna Paquin), uma ex-militar, mãe solteira de duas crianças, por quem logo se apaixona. O casal precisará enfrentar e superar todas as dificuldades não só de um relacionamento mas também das frustrações que a vida coloca no caminho deles.

 

Sangue pela Glória

Na trama, conhecemos o pugilista Vinny Pazienza (Miles Teller), um esportista adorado pelos fãs que vem em constante ascensão na carreira. Dias depois de mais uma grande vitória na carreira, pega uma carona em um carro luxuoso que acaba sofrendo um grave acidente numa estrada norte americana. Ficando entre a vida e a morte durante grande tempo, quando acorda do coma induzido descobre que será muito difícil conseguir andar e praticamente nulas as chances de voltar a praticar o esporte que tanto ama. Contando com a ajuda de seu treinador Kevin Rooney (Aaron Eckhart), que treinara anos mais cedo o inesquecível Mike Tyson, Vinny resolve arriscar sua própria saúde e aos poucos volta a treinar em grande nível tendo a incrível chance de conquistar mais um título mundial.

 

Divertimento

Na trama, ambientada em meados dos anos 90, conhecemos Zahia (Oulaya Amamra) e Fettouma (Lina El Arabi), irmãs gêmeas que desde criança possuem um enorme amor pela música clássica. Vindas de um subúrbio francês, tem a chance de estudar em um conservatório prestigiado em Paris. A primeira com o sonho em ser uma maestrina, a segunda em seguir carreira como violoncelista. Ao longo do tempo, enfrentam vários tipos de preconceitos e impedimentos, até que um dia resolvem formar a própria orquestra. Assim surgiu a Divertimento.

 

 

10 Filmes que refletem sobre a NÃO aceitação do outro

Um dos capítulos mais tristes da relações humanas é a não aceitação do próximo seja pelo motivo que for. Algumas obras cinematográficas desenvolvem suas tramas a partir desses conflitos.

Pensando em algumas dessas, segue abaixo alguns filmes para e refletir sobre esse tema:

 

A Filha do Pescador

Na trama, conhecemos Samuel (Roamir Pineda) um experiente pescador que mora em uma ilha e vive seus dias dedicado 100% ao seu trabalho. Amargurado com o passar do tempo, sem se livrar das desilusões, aprendeu a viver com a solidão. Certo dia, seu filho que não via faz mais de uma década, volta pra casa, agora como uma mulher trans chamada Priscila (Nathalia Rincón), que fugiu da cidade onde morava por conta de uma situação. Quando Samuel se machuca após uma ida ao mar e precisa de alguém para cuidá-lo, esse pode ser o momento que precisam para se entenderem.

 

Antonia, Uma Sinfonia

Na trama, conhecemos Antonia (Christanne de Bruijn), uma jovem com um talento evidente para a música clássica que possui um único grande sonho: ser uma regente de uma importante orquestra. Mas sua vida não é fácil, vinda com a família da Holanda para os Estados Unidos, onde mais tardar descobre ter sido adotada, sofre todo tipo de preconceito em terras americanas em busca do sonho de estudar e alcançar respeito no mundo do música.

 

Filadélfia

Na trama, conhecemos Andrew Beckett (Tom Hanks), um brilhante advogado, homossexual, que vem crescendo na poderosa empresa onde trabalha. Quando ele é demitido de forma surpreendente por conta da descoberta pela empresa que ele possui AIDS, Andrew resolve processá-los e para isso contrata Joe (Denzel Washington), um advogado, homofóbico, que é o único que aceita o caso.

 

Pedágio

Na trama, acompanhamos Suellen (Maeve Jinkings, em grande atuação) uma mulher batalhadora que trabalha como cobradora de um pedágio em Cubatão, São Paulo. Ela tem um filho, Tiquinho (Kauan Alvarenga), perto de completar 18 anos, que adora fazer vídeos e imitar divas da música. Ao longo do tempo, Suellen passou a se incomodar com algumas situações envolvendo o filho e de maneira inconsequente resolve ser parte de uma pequena gangue que rouba relógios, tudo isso para financiar a ida de seu filho à uma cura gay organizada por um pastor gringo.

 

Rivais

Na trama, conhecemos os inseparáveis amigos Patrick (Josh O’Connor) e Art (Mike Faist) que tem como elo uma paixão pelo esporte favorito, o tênis. Disputando alguns torneios ainda adolescentes, um dia conhecem pessoalmente Tashi (Zendaya), uma jovem promissora nesse esporte. Após algumas idas e vindas, um triângulo amoroso acaba sendo instaurado sem possibilidades de se prever o que aguardaria seus destinos.

 

Paloma

Na trama, conhecemos Paloma (Kika Sena), mãe da pequena Jenifer que mora com o companheiro Zé (Ridson Reis) em uma casa humilde em Saloá, município de Pernambuco, uma pequena cidade nordestina com pouco mais de 15.000 habitantes. Paloma é transexual e trabalha diariamente como agricultora (numa colheita de mamão) e de vez em quando faz bico como cabeleireira. Ela tem um desejo dentro dela que acaba saltando em seu presente: ela quer se casar na igreja de véu e grinalda. Em uma conversa com o padre da cidade, ela fica sabendo que somente o papa poderia dar autorização para ela casar na Igreja. Assim, resolve escrever uma carta para a maior autoridade católica do planeta. A partir dessa iniciativa, conhecemos alguns conflitos que a protagonista atravessa na caminhada para seus sonhos e sem nunca perder sua fé.

 

Reflect

Na trama, que explora os conceitos de disformia corporal, acompanhamos uma bailarina que tem um grande problema com o espelho por não se sentir bem com seu corpo. Nas aulas de balé, se sente com vergonha mas acaba descobrindo uma maneira de encarar essa situação quando se aprofunda nesse conflito. Ela se projeta para dentro de uma metáfora sobre o medo percebendo que pode reverter toda sua não aceitação e a jogar para escanteio.

 

Dirty God

Na trama, conhecemos Jade (Vicky Knight), uma jovem, mãe, que mora com a sua, em um pequeno apartamento. Jade sofreu um terrível ataque com ácido e teve parte do corpo, parte do rosto inclusive, queimado. Vamos acompanhando a protagonista no retorno dela a sua vida, nas novas condições, no trabalho, no relacionamento conturbado com a mãe e tentando criar um sentido em sua vida inclusive para tentar ser uma boa mãe para sua filha ainda bebê.

 

Cassandro

Na trama, conhecemos Saúl (Gael García Bernal), um jovem nascido em El Paso (Texas) que tem o sonho de ser lutador profissional de luta livre e mora com a mãe Yocasta (Perla De La Rosa) no lado mexicano da fronteira com os Estados Unidos. Ele é gay e está em um relacionamento escondido com um homem casado. Enfrentando o preconceito em um esporte machista, quando começa a se destacar, resolve adotar o nome de ‘Cassandro’ virando uma referência para milhares de amantes desse esporte.

 

A Gaiola das Loucas

Na trama, conhecemos Armand (Robin Williams) e Albert (Nathan Lane) um casal homossexual de meia idade que possuem um clube gay super badalado na Flórida, repleto de apresentações. Certo dia, o filho de Armand, Val (Dan Futterman) diz ao pai que vai casar com Barbara (Calista Flockhart), a filha de Louise (Dianne Wiest) e do senador conservador Keeley (Gene Hackman), esse último prestes a ser reeleito mas metido em um escândalo. A questão é que Val pede ao pai que ele e Albert não entreguem num jantar de comemoração que são gays. Assim, é instaurada uma enorme confusão.

 

10 Dicas de Filmes sobre a descoberta da FAMA

Chegar até ao estrelato é para poucos. Quando a fama invade a vida de alguns personagens, obstáculos chegam na mesma intensidade. Assim, por meio de várias histórias da vida real que viraram filmes, refletimos sobre todo esse contexto. Abaixo, segue uma lista bem legal que gira em torno desse tema:

 

Jersey Boys: Em Busca da Música

Na trama, voltamos aos anos 50/60, na cidade de New Jersey, onde conhecemos o encrenqueiro Tommy DeVito que vive de roubos na vizinhança, contrabandos e de música. Seu conjunto musical, vai de mal a pior, tocando em pequenos clubes. Certo dia, convida seu grande amigo Frankie Valli (John Lloyd Young) para ser o novo vocalista da banda e assim o grupo ganha projeção. Para dar o último passo rumo ao estrelato, chega o compositor e tecladista Bob Gaudio (Erich Bergen). Apadrinhados pelo mafioso Gyp De Carlo (interpretado pelo sempre excelente Christopher Walken), o grupo tem uma rápida ascensão e uma queda com grandes consequências.

 

Babilônia

Na trama, acompanhamos o em torno dos alicerces de Hollywood nos anos 20 na visão de alguns personagens. Manny (Diego Calva) é um imigrante mexicano que entre bicos em festanças descontroladas onde aparecem os grandes nomes da tão badalada indústria do cinema norte-americano consegue avançar no sonho de participar nos bastidores de algumas produções. Conhecemos também Nellie (Margot Robbie), um jovem atraente que tem um passado triste e acaba conseguindo adentrar ao mundo do cinema mudo. E temos Jack Conrad (Brad Pitt) um bem sucedido ator da Hollywood desse tempo que passará por intensos conflitos com a chegada do cinema falado. Essas três almas, interligadas pelos bastidores do cinema, nos guiam para uma trama que envolve declínios e ascensões meteóricas.

 

Case Comigo

Na trama, conhecemos a estrela da música Kat (Jennifer Lopez), uma mulher muito bem sucedida e atarefada, com seus shows, propagandas e eventos, que está em um momento da vida prestes a se casar com outro popstar, o também cantor Bastian (interpretado pelo cantor colombiano Maluma). Durante uma apresentação lotada em uma grande arena, fica sabendo que Bastian à traiu com sua assistente, o que gera nela uma enorme raiva. Ainda nesse show, ela acaba aceitando se casar com Charlie (Owen Wilson), um pacato professor que estava na apresentação com sua filha. A partir do encontro entre esses dois, uma química acontece e eles começam a se conhecerem melhor.

 

Bingo – O Rei das Manhãs

Na trama, conhecemos o ator Augusto Mendes (Vladimir Brichta), um pai amoroso que mora com sua mãe Marta Mendes (Ana Lúcia Torre), uma ex-atriz de novela, e que está buscando melhor colocação profissional depois de participações em diversos filmes de pornochanchada e pequenos papéis em novelas. Certo dia, quando chegara para um teste em uma prestigiada emissora de televisão resolve se candidatar a vaga de apresentador de um novo programa infantil onde precisa interpretar um palhaço ao vivo, todos os dias de semana. Após ser aprovado no teste, mesmo com algumas dúvidas da diretora do programa Lucia (Leandra Leal), Augusto passa a fazer muito sucesso com o programa e isso acaba trazendo diversos vícios que ficam fora de controle, alterando sua relação com os mais próximos principalmente.

 

Life- Um Retrato de James Dean

Na trama, baseada em fatos reais e ambientado em meados da década de 50, conhecemos o jovem fotógrafo Dennis Stock (Robert Pattinson), que entre as revistas que o publicam está a badalada Revista Life. Durante uma festa de figurões da indústria hollywoodiana, conhece o jovem e promissor ator James Dean (Dane DeHaan) que na época ainda não tinha estourado para o estrelato e estava em um relacionamento atrapalhado com a bela atriz italiana Pier Angeli (Alessandra Mastronardi). Se aproximando aos poucos do futuro grande astro, Dennis resolve apostar suas fichas em um ensaio fotográfico com Dean que seria um dos marcos na trajetória deste astro.

 

Entourage: Fama e Amizade

Na trama, que praticamente começa um tempo depois de onde se encerrou o seriado, voltamos a acompanhar as aventuras e confusões de Vinny (Adrian Grenier), um conhecido astro mundial de filmes e de seus três braço direitos: Eric (Kevin Connolly), Turtle (Jerry Ferrara) e o impagável Johnny Drama (Kevin Dillon). Ao lado também do cômico Ari Gold (melhor papel da vida de Jeremy Piven, sempre com atuações inspiradas nos episódios da série), o filme se monta em cima de uma nova virada na vida de Vinny que dessa vez resolveu estrelar e também dirigir um longa-metragem e para isso vai precisar de toda a ajuda de seu staff.

 

Um Lugar Chamado Notting Hill

Na trama, conhecemos o simpático William (Hugh Grant), um dono de uma pequena livraria no bairro de Notting Hill que nunca deu sorte no campo amoroso. Certo dia, vê seu mundo virar de cabeça pra baixo quando conhece a estrela de cinema Anna (Julia Roberts) que aparece de surpresa em seu estabelecimento. Ao longo dos meses que se seguem, os dois buscam um no outro um complemento para uma linda história de amor mas sem deixar de passar por alguns obstáculos.

 

Blackberry

Na trama, conhecemos Mike (Jay Baruchel) e Doug (Matt Johnson), dois amigos, nerds, que ditam o ritmo em uma micro empresa de tecnologia buscando algum dia alçar voos mais altos no setor de comunicação. Em certo momento, o destino da dupla se cruza com Jim (Glenn Howerton), um experiente homem de negócios que enxerga em um projeto dos amigos um grande potencial. Assim, entre decisões movidas pela emoção, amizades estremecidas e lidando de forma atabalhoada com a iminência da concorrência, no fim dos anos 90, nasceu o primeiro famoso smartphone da história, o Blackberry.

 

Rocketman

Na trama, que teve um orçamento na casa dos 40 milhões de dólares, conhecemos pitacos da vida de Sir Elton John (Taron Egerton, na maior parte do tempo) ao longo dos anos, da infância até a adolescência, dos tempos que estudava na prestigiada Royal Academy of Music até perto do ano de 1970 quando começa uma parceria fenomenal com o compositor Bernie Taupin (seu amigo até hoje) e se torna aos poucos, com shows de tirar o fôlego, uma das grandes lendas do universo musical do planeta Terra. Sempre com suas roupas chamativas e seus óculos coloridos, Elton John foi criando uma história linda que merecia ganhar as telonas.

 

The Doors

Na trama, ambientada na década de 60, conhecemos Jim Morrison (Val Kilmer) na fase adolescente quase adulta como estudante de cinema, leitor assíduo, que passava seus dias caminhando por Venice Beach na Califórnia até desenvolver uma ideia voltada à música, junto com amigos formou uma das bandas de maiores sucessos da história do Rock and Roll, o The Doors. O filme segue a trajetória de Jim desde os primeiros acordes de ‘Light my Fire’ (um dos primeiros grandes sucessos da banda) até o declínio na carreira profissional e pessoal, se entregando por completo aos seus problemas com seus vícios até seu falecimento, aos 27 anos na França.

 

 

Crítica | ‘Mais Pesado é o Céu’ – As verdades através da infinidade criativa que o cinema proporciona

O abraço nada distante dos sonhos e do pesadelo. A partir de uma jornada visceral com paralelos contemplativos do ser humano e suas dificuldades inseridas aqui num sertão nordestino que abre o leque de nossas observações, o novo longa-metragem do cineasta Petrus Cariry aponta suas janelas de reflexões através de realidades difíceis, abandonadas, em um Brasil onde o sonho e o pesadelo andam de mãos dadas.

Mais Pesado é o Céu (créditos divulgação Petrus Cariry)
Mais Pesado é o Céu (créditos divulgação Petrus Cariry)

Mais Pesado é o Céu, e seu visual deslumbrante, filmado de forma impecável, nos mostra elos de correntes que vão desde a brutalidade da violência até a necessidade, dentro de um contexto às margens da sobrevivência. Esse não é um filme fácil, porém extremamente necessário!

Na trama, conhecemos Teresa (Ana Luiza Rios) e Antonio (Matheus Nachtergaele), dois personagens distantes, sozinhos no mundo, que acabam se conhecendo por acaso, ambos em busca de uma nova vida numa outra cidade. A partir desse encontro, e acolhendo uma criança abandonada, os personagens buscarão encontrar soluções para precariedade que flerta com suas rotinas, dependendo de quando a sorte voltará a sorrir. Mas o que será o suficiente para um é o mesmo que para o outro?

Mais Pesado é o Céu (créditos divulgação Petrus Cariry)
Mais Pesado é o Céu (créditos divulgação Petrus Cariry)

Um dos méritos do roteiro é atravessar muitos olhares para uma mesma obra. Pelas estradas da vida, através de nômades atrás de sonhos distantes, o longa-metragem abre suas reflexões em um leque angustiante onde o final feliz se torna cada vez mais longe em um túnel de angústia e desespero. Assim, percorrendo o presente dos protagonistas, e com uma narrativa afiada onde as imagens dizem muito pelas entrelinhas, chegamos em escolhas complexas, num olhar frio mas também acolhedor sobre a maternidade, nas várias formas de agonia, no machismo sempre presente, no lidar com as esferas de um desespero que insiste em não dar descanso.

Mais Pesado é o Céu (créditos divulgação Petrus Cariry)
Mais Pesado é o Céu (créditos divulgação Petrus Cariry)

A construção de um relacionamento familiar, um núcleo que aqui chega de uma forma ao acaso, acaba sendo um dos pilares para o desenrolar das ações e consequências que se mostram nítidas e viscerais principalmente quando pensamos sobre a necessidade de recursos para ao menos sobreviver. Nos desabafos, em ótimos diálogos, os protagonistas ganham contornos de contrapontos mesmo inseridos na mesma realidade. Assim, as saudades de outrora se misturam com um presente perdido onde as desilusões se tornam um zumbido diário incessante abrindo também camadas emocionais pelas maneiras de enxergar realidades com soluções intricadas.

Mais Pesado é o Céu (créditos divulgação Petrus Cariry)
Mais Pesado é o Céu (créditos divulgação Petrus Cariry)

Exibido em muitos festivais no Brasil e pelo mundo, Mais Pesado é o Céu diz muitas verdades através da infinidade criativa que uma obra audiovisual proporciona, um filme com assuntos universais que aqui ganham moldes de realidades nuas e cruas não se desprendendo de crises que despejam desencantos em vários cantos.

IMPERDÍVEL! 10 filmes brasileiros pra assistir no Festival do Rio 2024…

Um dos eventos mais legais do circuito brasileiro de festivais de cinema é o realizado na mais bela das cidades de nosso país: o Festival do Rio! Esse ano, com a lista dos longas-metragens brasileiros selecionados recém divulgada, podemos dizer que tem muitos filmes interessantes. Assim, resolvemos separar abaixo 10 projetos imperdíveis que estarão na programação que vai do dia 03 a 13 de outubro:

Os Enforcados, de Fernando Coimbra

Depois do estrondoso sucesso com o fantástico O Lobo Atrás da Porta, o cineasta Fernando Coimbra, mais de uma década depois, volta com o seu segundo longa-metragem da carreira e promete reflexões sobre várias questões inseridas em nossa sociedade. O projeto, muito aguardado pelos cinéfilos, estreia no início de setembro no Festival de Toronto e depois será exibido no Festival do Rio.

Sinopse: Em um Rio de Janeiro tomado pelo crime, o casal Regina e Valério se vê envolvido em dívidas e traições herdadas da família de Valério. Uma noite, eles encontram o plano perfeito. Mas, ao executá-lo, são sugados por uma espiral de violência que parece não ter fim.

 

Baby, de Marcelo Caetano

Um dos filmes brasileiros que mais chamaram a atenção no Festival de Cannes esse ano, foi Baby, do cineasta Marcelo Caetano. O projeto promete fortes emoções através de uma amizade e também paixão conturbadas.

Sinopse: Logo após ser liberado de um Centro de Detenção para jovens, Wellington se vê à deriva nas ruas de São Paulo. Durante uma visita a um cinema pornô, ele conhece Ronaldo, um garoto de programa, que lhe ensina novas formas de sobreviver. Aos poucos, a relação dos dois se transforma em uma paixão cheia de conflitos, entre a exploração e a proteção, o ciúme e a cumplicidade.

 

Manas, de Marianna Brennand

Filme que emocionou o público em sua primeira exibição mundial, no Festival de Veneza esse ano, Manas é o primeiro longa-metragem de ficção da cineasta Marianna Brennand.

Sinopse: Marcielle, uma jovem de 13 anos que vive na Ilha do Marajó (PA), começa a entender que o futuro não lhe reserva muitas opções. Encurralada pela resignação da mãe e movida pela idealização da figura da irmã que partiu, ela decide confrontar a engrenagem violenta que rege a sua família e as mulheres da sua comunidade.

 

Malu, de Pedro Freire

Exibido no prestigiado Festival de Sundance, esse é o primeiro longa-metragem do cineasta Pedro Freire. O projeto é inspirado na vida da atriz paulista Malu Rocha, mãe do diretor.

Sinopse: Malu — uma atriz inconstante e desempregada que vive com sua mãe conservadora em uma casa precária em uma favela do Rio de Janeiro — tenta lidar com seu relacionamento tenso com sua filha adulta enquanto sobrevive de memórias de seu glorioso passado artístico.

 

Enterre seus Mortos, de Marco Dutra

Cena de 'Enterre seus Mortos' de Marco Dutra
Cena de ‘Enterre seus Mortos’ de Marco Dutra

Um dos grandes diretores brasileiros, Marco Dutra volta aos longas-metragens depois de quatro anos, desde seu último trabalho (Todos os Mortos), para contar uma história baseada no livro homônimo de Ana Paula Maia. No elenco: os ótimos Selton Mello e Marjorie Estiano.

Sinopse: Em um Brasil rural apocalíptico, Edgar planeja uma fuga com a namorada Nete, mas tem sonhos violentos. Depois que Nete se junta a um culto, Edgar embarca em uma jornada perigosa por estradas devastadas para salvá-la.

 

Virgínia e Adelaide, de Yasmin Thayná e Jorge Furtado

Filme de encerramento do Festival de Gramado esse ano, Virgínia e Adelaide vai mostrar na tela o encontro de duas mulheres que inauguraram a psicanálise no Brasil.

Sinopse: Virgínia Bicudo, mulher negra, professora universitária e pioneira dos estudos sobre racismo no Brasil, torna-se a primeira paciente de Adelaide Koch, mulher judia, médica e psicanalista, que se muda para São Paulo em fuga da Alemanha nazista. Juntas, participam da fundação da psicanálise no país, abrindo espaço para as que vieram depois.

 

Kasa Branca, de Luciano Vidigal

Cena do filme 'Kasa Branca', de Luciano Vidigal
Cena do filme ‘Kasa Branca’, de Luciano Vidigal

Novo projeto do cineasta Luciano Vidigal promete gerar muitas reflexões ao público trazendo o assunto da doença de Alzheimer para o centro das atenções.

Sinopse: Dé, Adrianim e Martins são três adolescentes negros da periferia da Chatuba, Rio de Janeiro. Quando Dé recebe a notícia de que Almerinda, sua avó, está em fase terminal da doença de Alzheimer, decide aproveitar, junto com seus dois melhores amigos, os últimos dias de vida com ela.

 

A Queda do Céu, de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha

Exibido no Festival de Cannes esse ano, o novo projeto de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha vai apresentar ao público a festa Reahu, ritual funerário e a mais importante cerimônia dos Yanomami.

Sinopse: A partir do poderoso testemunho do xamã e líder Yanomami Davi Kopenawa, o filme acompanha o importante ritual, Reahu, que mobiliza a comunidade de Watorikɨ num esforço coletivo para segurar o céu. O filme faz uma contundente crítica xamânica sobre aqueles chamados por Davi de povo da mercadoria, assim como sobre o garimpo ilegal e a mistura mortal de epidemias trazidas por forasteiros que os Yanomami chamam de epidemias “xawara”, e traz em primeiro plano a beleza da cosmologia Yanomami, dos espíritos xapiri e sua força geopolítica que nos convida a sonhar longe.

 

Quando vira a Esquina, de Chris Alcazar

Primeiro longa-metragem da cineasta Chris Alcazar, o projeto apresentará reflexões sobre o universo da prostituição através de mulheres que trabalham na Vila Mimosa, no Rio de Janeiro.

Sinopse: Lançar nova luz sobre as mulheres da Vila Mimosa, no Rio de Janeiro, local considerado o mais antigo reduto de prostituição do Brasil, é a proposta de Quando Vira a Esquina. A produção é baseada na escuta das diferentes vozes de profissionais do sexo que trabalham na Vila Mimosa, localizada na zona norte da cidade.

 

Continente, de Davi Pretto

Exibido no Festival de Munique, o novo projeto do cineasta gaúcho Davi Pretto parece ser muito interessante: uma narrativa distópica que mescla drama e terror.

Sinopse: Depois de 15 anos morando no exterior, Amanda volta para casa com seu namorado francês Martin. Eles chegam à grande fazenda de sua família, localizada em uma vila isolada nas planícies infinitas do sul do Brasil. Lá, Amanda encontra seu pai em coma e uma tensão crescente entre os trabalhadores. A única médica do vilarejo local é Helô, uma jovem que se resigna a cuidar da população local. A morte iminente do dono da fazenda colocará Amanda, Martin e Helô no centro de um perturbador acordo entre o povoado e a fazenda.

10 filmes com jornadas épicas e inesquecíveis!

Todos nós curtimos jornadas, entre altos e baixos, de personagens que personificam o heroísmo indo atrás de um objetivo em meio a um contexto muitas vezes complexo que retrata a realidade da atualidade ou de tempos antigos. Pensando nisso, e pra você que curte uma boa aventura, criamos abaixo uma lista sensacional: 10 filmes com jornadas épicas e inesquecíveis!

 

Coração Valente

Nesse épico de cerca de três horas de duração, acompanhamos a saga de William Wallace, um herói escocês que luta contra os ingleses pela liberdade de seu povo. Dirigido e protagonizado por Mel Gibson.

 

O Homem do Norte

Na trama, conhecemos Amleth (Alexander Skarsgård), num primeiro momento um jovem que vê seu mundo se despedaçar ao assistir a morte violenta de seu pai, o rei Aurvandil (Ethan Hawke). Jurando vingança, ele foge do lugar que conhecia como lar e passa por uma enorme transformação sem deixar de se consumir por uma sede de retaliação que o faz retornar anos mais tarde ao local onde nascera para confrontar, e até mesmo aterrorizar, os responsáveis pela morte de seu pai. Mas nesse caminho, algumas variáveis imprevisíveis surgem como por exemplo um sentimento que ele sempre se confundiu, o amor.

 

O Senhor dos Anéis 

O excelente cineasta neozelandês Peter Jackson conseguiu no início dos anos 2000 adaptar para os cinemas uma das obras-primas da literatura de fantasia, lançado em meados da década de 50 e escrita por J. R. R. Tolkien, a saga O Senhor dos Anéis. Dividida em três partes, e para explicar rapidamente, a trama gira em torno de um poderoso anel que precisa ser destruído para que não caia nas mãos das forças do mal. Assim, humanos, hobbits e outros seres se juntam nessa árdua missão.

 

Ben-Hur

Lançado em janeiro de 1960 no Brasil, esse épico de três horas e meia se tornou um filme inesquecível no coração de muitos cinéfilos. Na trama, uma adaptação do romance Ben-Hur: A Tale of the Christ escrito por Lew Wallace, conhecemos Judah Ben-Hur um homem bondoso que após um desentendimento e uma situação é condenado pelo próprio amigo de infância Messala (comandante das legiões romanas) a uma pena perpétua vivendo como escravo. Só que Ben-Hur consegue sobreviver por anos e traça um retorno triunfante junto com sua sede de vingança.

 

Apollo 13

Quem não gosta de um bom filme sobre os tempos de guerra fria, das famosas corridas especiais? Tom Hanks e o diretor Ron Howard adoram esse universo e durante algumas conversas resolveram recriar no cinema, em meados da década de 90, o famoso caso da expedição Apollo 13. Na trama, acompanhamos três astronautas que tinham como missão inicial ir pra lua mas acabam sofrendo uma pane elétrica na nave em que estão fazendo com que eles precisem de muita criatividade para poder voltar pra a Terra. O trabalho mostra também a questão da imprensa nessa história, sem repercussão nenhuma no lançamento do foguete mas com massiva cobertura quando do desastre ao triunfo.

 

Até o Fim

Na trama, acompanhamos um experiente velejado que precisa enfrentar o maior desafio de sua vida quando, em alto mar e sozinho, em seu barco atingido por um container gigante e repleto de sapatos.

 

Duna

Muito antes de sermos surpreendidos por disputas entre casas que comandam reinos, no tremendo sucesso Game of Thrones, algo parecido já havia sido criado, só que bem longe do universo medieval e sim pelas galáxias. Duna é uma aclamada obra da literatura escrita por Frank Herbert, inclusive sendo considerada o livro de ficção científica mais vendido de todos os tempos. Em meio a toda complicação que é explicar uma obra tão complexa, se perde nos primeiros arcos mas aos poucos vai ganhando o selo de épico não só pelas sequências eletrizantes de ação e aventura mas também pela excelente composição do drama, principalmente no recorte complicado nessa saga de mãe e filho.

 

Dungeons & Dragons – Honra Entre Rebeldes

Na trama, conhecemos o carismático ladrão Edgin (Chris Pine) que viveu toda sua vida dando pequenos golpes ao lado de sua companheira de aventuras Holga (Michelle Rodriguez) até que um dia precisa largar a família para mais uma jornada e acaba sendo preso por algum tempo. Quando consegue sair dessa prisão, a dupla de aventureiros embarca em mais uma aventura, agora ao lado de outros novos amigos, em busca de uma relíquia que está nas mãos de pessoas que querem criar o caos no mundo onde eles vivem.

 

O Último Samurai

Lançado 20 anos atrás, dirigido por Edward Zwick e protagonizado pelo astro Tom Cruise, O Último Samurai nos mostra a jornada de um capitão norte-americano no Japão durante uma fase do século XIX.

 

Gladiador

Na trama, ambientada em 180 D.C, conhecemos o respeitado general Maximus Decimus Meridius (Russell Crowe) um homem que lidera milhares de soldados em linhas de frente de batalhas e só possui um objetivo: voltar para casa e reencontrar a família. Só que após vencer uma importante batalha, já no final de uma grande guerra, o imperador Marco Aurélio (Richard Harris) lhe motiva a ser um dos próximos líderes romanos, fato que deixa o filho do imperador, Cômodo (Joaquin Phoenix), com enorme ciúmes. Num ato premeditado e cruel, Cômodo mata seu pai assumindo assim o poder máximo desse grande império. Em um de seus primeiros atos como grande chefão romano é ordenar a morte de Maximus e toda sua família. Só que o herói dessa história consegue fugir e começa aos poucos a planejar uma enorme vingança tendo pelo caminho que se tornar um gladiador.

 

10 Roteiros ‘Sem Noção’ que acabam dando certo!

Partindo para a criatividade, algumas vezes em discursos inicialmente confusos, alguns roteiros conseguem alcançar o brilhantismo quando as peças pelo caminho deixam de estarem embaralhadas. Do inusitado ou inimaginável, certos longas-metragens prendem totalmente nossa atenção mesmo partindo de um ponto peculiar. Pensando em alguns filmes que seguem nessa lógica, segue abaixo uma lista bem legal com 10 roteiros ‘sem noção’ que acabam dando certo!

 

O Novíssimo Testamento

Le Tout Nouveau Testament, no original, conta a história de Deus (Benoît Poelvoorde), que, no imaginário mundo dos roteiristas deste projeto, é casado e tem uma filha. Ele está entediado e sua única e peculiar diversão é definir as consequências das atitudes das pessoas, criando situações irritantes para elas. Chateada com essas atitudes do pai, a filha de Deus invade o computador dele envia uma mensagem para os celulares de todas as pessoas na Terra dizendo quando casa uma delas vai morrer. Além disso, ela, com a ajuda do irmão J.C, resolve montar um novo testamento e corre atrás de discípulos na Terra. Assim, por conta de tudo isso e mais um pouco, Deus será obrigado a descer e tentar resolver a situação.

 

Funcionário do Mês

Na trama, conhecemos Checco (Checco Zalone), um homem de meia idade que desde que nasceu sonha em ser funcionário público. Conseguindo realizar seu sonho logo que chega na fase adulta, vive uma vida pacata e sem emoções em uma cidadezinha italiana. Quando uma reforma administrativa acontece na Itália, toda a vida manda de Checco é colocada em cheque e ele passa a ter que lutar pela manutenção de seu emprego se metendo em diversas e hilárias situações.

 

No Topo do Poder

Na trama, acompanhamos a chegada de Laing (Tom Hiddleston), um homem solitário, de classe média, que se muda para um novo arranha céu que possui muitas peculiaridades. Aos poucos vamos percebendo, junto ao personagem principal, que os andares são divididos em classes sociais, além do edifício ter uma ‘vida própria’, lá funcionam uma espécie de shopping, tem escola, supermercado, o que faz com que seus moradores percam quase que por total a noção do mundo fora dali. Aos poucos, como a maioria das revoluções que o mundo já viu em sua história, em High Rise acontece uma rebelião dos moradores dos andares de baixo com os que moram e ostentam em suas coberturas.

 

Te Peguei!

O filme conta uma história para lá de inusitada de um grupo de amigos já na fase adulta de suas vidas que durante o mês de maio pregam inusitadas situações para brincar de ‘pega a pega’. Apenas um deles nunca perdeu nessa brincadeira (nunca conseguiu ser ‘pego’), Jerry (Jeremy Renner), que vai se casar exatamente no mês da brincadeira, o que faz com que seus amigos bolem diversos planos mirabolantes para tentar enfim pegar o melhor jogador do grupo de amigos. A brincadeira chama a atenção de Rebecca (Annabelle Wallis), jornalista de um famoso jornal, que passa a acompanhar a saga dos amigos em busca da vitória.

 

O Homem dos Sonhos

Na trama, conhecemos Paul (Nicolas Cage), um infeliz professor universitário, especialista em biologia do desenvolvimento, que um dia começa a aparecer nos sonhos de milhares de pessoas e logo viralizando após um artigo ser publicado. A peculiar situação mexe com toda sua controlada rotina e a de sua família, o fazendo ir do céu ao inferno, primeiro como um sonho, depois com a chegada dos reflexos dos pesadelos.

 

Pig

Na trama, acompanhamos Rob (Nicolas Cage) um homem que encara sua solitude como algo normal na região de florestas no interior de Oregon, vivendo com seu porco que o ajuda a resgatar trufas e assim vender para um negociante desse produto, o jovem empreendedor Amir (Alex Wolff). Certo dia, em uma noite fria, sequestram seu porco, levando o protagonista a ter que encarar todo seu passado em busca do animal. Parece uma sinopse doida né? Mas saibam, é um filme surpreendente.

 

Nimby

Na trama, conhecemos Marvi e Kata, duas jovens inteligentes que namoram faz um ano, so que ambas ainda não contaram para suas famílias sobre esse relacionamento. Buscando resolver essa situação, aproveitam a ida da mãe de Kata (uma famosa comissária da União Europeia) e de seu pai até a Finlândia para talvez conversar sobre o assunto. Mas nesse meio tempo, Marvi convence a namorada de irem primeiro contar para sua família no interior da Finlândia. Muitas situações acontecem mas as famílias das duas se encontram e precisarão muita compreensão para todos se entenderem.

 

O Pintassilgo

Na trama, acompanhamos Theo Decker (Oakes Fegley e Ansel Elgort), na infância/adolescência até os dias atuais já adulto.  Na infância, voltamos em forma de flashback ao momento chave da vida de Theo: um ato terrorista em um museu onde estava com sua mãe. Esse acontecimento é ligado a outras vidas que estavam no museu e tudo o que ocorre nos próximos anos de alguma forma se interliga já que antes de conseguir sair do museu, Theo leva consigo uma obra de arte rara que dá o nome ao filme. Assim, durante anos e envolvido com o que fazer com a tela que está em sua posse, ele precisará fazer escolhas que impactarão tudo que conseguiu na vida adulta.

 

Maus Momentos no Hotel Royale

Na trama, ambientada décadas atrás, conhecemos sete figuras desconhecidas que acabam indo parar no mesmo hotel em um certo dia. Cada um deles tem muita coisa a esconder e acaba parando nesse lugar, alguns por acaso e outros com a direção correta, para ir atrás do seus respectivos objetivos. Mas, por armadilha do destino, esses complicados personagens acabam invadindo os objetivos uns dos outros, transformando uma noite em uma batalha pela sobrevivência, onde não existe o bem nem o mal.

 

Más Notícias para o Sr.Mars

Na trama, somos apresentados a Philippe (François Damiens), um analista de sistemas que vive uma vida certinha, cheia de regras e pacata em uma cidade francesa. Perto de fazer quase 50 anos sua ex-mulher, uma repórter famosa de uma emissora francesa, decide de uma hora para outra se mudar para a Bruxelas, deixando os dois filhos adolescentes para ele cuidar. Só isso já seria impactante em sua rotina mas para deixar mais maluca essa história, Philippe começa a enfrentar problemas no seu trabalho, tendo que trabalhar com um funcionário que vai alterar de vez os rumos dessa história.

Você é da geração TikTok? Não perca esses 10 filmes!

Uma das redes sociais que mais fazem sucesso pelo mundo é o TikTok. Completamente ligado ao gosto e consumo da geração Z (nascidos a partir de meados da década de 1990), o aplicativo com a maioria de seus vídeos rápidos e interação constante popularizou de forma meteórica e fortaleceu ainda mais a era digital.

Atento nesse mundo de novas oportunidades, agilidade na informação e interações emocionais constantes, produções cinematográficas adaptam conceitos mais dinâmicos para esse público. Pensando em alguns filmes que se encaixam nesse cenário, segue abaixo uma lista bem legal:

 

M3gan

Na trama, acompanhamos a engenheira mecânica Gemma (Allison Williams), uma programadora que mexe com robôs e inteligência artificial que desenvolve um projeto de uma boneca de nome técnico Model 3 Generative Android, mas nome fantasia M3gan, que promete ser algo revolucionário na indústria do entretenimento. Ao mesmo tempo, vê sua vida se revirar ao avesso quando acaba ficando com a guarda provisória da sobrinha que perdeu os pais em um terrível acidente de carro. Quando Gemma resolve testar a interação da boneca com a sobrinha, ela logo percebe que essa criação apresenta ações bem diferentes do que ela imaginava.

 

Destemida

Na trama, conhecemos Marta (Katarzyna Sawczuk) uma jovem que mora em uma cidadezinha no interior da Polônia junto com sua mãe, a professora Malgosia (Anita Sokolowska) e sua avó (Maria Pakulnis). Certo dia, um famoso programa de televisão que escolhe novas vozes para o estrelato irá ter audições na cidade onde a protagonista mora. A questão é mais complexa pois o pai de Marta, Olo (Maciej Zakoscielny), com quem ela nunca teve relação, é um dos jurados. Assim, para tentar se aproximar dele, Marta resolve se inscrever no concurso.

 

Fale Comigo

Na trama, conhecemos um grupo de amigos que resolvem se reunir para uma sessão de possessão através de um artefato macabro que chega até um deles. No início já se deparam com terríveis situações e não percebendo o perigo que podem estar correndo resolvem continuar se encontrando e realizando as sessões. Até que um deles, a protagonista Mia (Sophie Wilde) acaba sendo atingida em cheio pela obsessão à situação, abrindo assim uma conexão constante com os seres do outro lado.

 

Passagrana

Na trama, conhecemos Zoinhu (Wesley Guimarães), Linguinha (Juan Queiroz), Mãodelo (Elzio Vieira) e Alãodelom (Wenry Bueno), um grupo de amigos muito unidos que vivem de pequenos golpes pelas ruas da maior cidade brasileira. Após serem obrigados a pagar uma dívida com um policial corrupto (interpretado pelo excelente Caco Ciocler), aos trancos e barrancos, resolvem bolar um mirabolante plano para assaltar um banco. Durante esse processo, alguns deles passam por reflexões sobre sonhos e a própria vida.

 

Biônicos

Na trama, conhecemos Maria (Jéssica Cores), uma atleta do salto em distância, filha de uma famosa esportista, que vê suas chances de sucesso no esporte serem afetadas drasticamente com a chegada de próteses tecnológicas que transformam a vida de outro atletas. Ao mesmo tempo, sua irmã Gabi (Gabz), amputada desde a infância por conta de um tumor, chega ao estrelato da mesma modalidade se tornando uma referência dessa nova realidade do esporte que pratica. Sua vida começa a dar novos passos quando conhece o misterioso Heitor (Bruno Gagliasso) o líder de um grupo revolucionário de apoio a atletas comuns que tem um plano mirabolante. Assim, nos dilemas entre o certo e o errado, Maria embarca em uma jornada que mudará seu destino e o de muitos ao seu redor.

 

Atlas

Na trama, ambientada em um planeta Terra 28 anos depois do primeiro terrorista ligado à Inteligência Artificial fugir do planeta, conhecemos a analista em contraterrorismo Atlas (Jennifer Lopez) uma mulher de poucos amigos, adoradora de café e xadrez, que recebe a missão de ajudar na busca e captura de Harlan (Simu Liu), o tal robô que virou vilão ao mudar seus códigos e logo se tornou um genocida.

 

Um Clímax entre Nós

Na trama, conhecemos Luna (Gaite Jansen) uma estrategista de comunicação que vive dias intensos em seu presente com a afirmação de seu relacionamento com Mink (Martijn Lakemeier), um estudante que trabalha em um bar e ainda não se afirmar no que deseja fazer com sua vida. O relacionamento entre os dois pombinhos é muito carinhoso, com ótimos momentos mas existe uma situação que incomoda a protagonista, durante as vezes que faz sexo com o namorado não consegue chegar ao orgasmo, nunca encontrando seu ponto g. Para tentar mudar a situação e longe de ir para o diálogo (que deveria ser a alternativa mais certeira), resolve propor para Mink uma noite de aventura num Ménage à trois. Em busca da ponta do triângulo que falta, eles conhecem Eve (Joy Delima). Após uma noite cheia de prazeres, Luna começa a questionar de forma mais profunda seu relacionamento.

 

Dungeons & Dragons – Honra Entre Rebeldes

Na trama, conhecemos o carismático ladrão Edgin (Chris Pine) que viveu toda sua vida dando pequenos golpes ao lado de sua companheira de aventuras Holga (Michelle Rodriguez) até que um dia precisa largar a família para mais uma jornada e acaba sendo preso por algum tempo. Quando consegue sair dessa prisão, a dupla de aventureiros embarca em mais uma aventura, agora ao lado de outros novos amigos, em busca de uma relíquia que está nas mãos de pessoas que querem criar o caos no mundo onde eles vivem.

 

Rye Lane: Um Amor Inesperado

Na trama, conhecemos Dom (David Jonsson) e Yas (Vivian Oparah), dois jovens que se encontram de forma inusitada, numa galeria de arte e resolvem sair daquele lugar e irem andando pela cidade onde moram. Aos poucos vamos conhecendo essas duas almas. Dom é um jovem desiludido, até mesmo depressivo, abalado profundamente pelo término de um relacionamento onde descobriu por meio de uma foto que seu melhor amigo o estava traindo com sua namorada. Contador de profissão, tem uma paixão por música. Já Yas é super alegre, com uma energia contagiante. Ela tem o sonho de ser figurinista e também está passando por um recente término de relacionamento com feridas ainda em aberto. Essas duas almas vão buscando entender um ao outro enquanto se conhecem melhor.

 

Sorria

Na trama, conhecemos Rose (Sosie Bacon) uma pacata médica que trabalha na parte de psiquiatria de um hospital. Sua rotina é exaustiva, tendo que lidar com muitos pacientes com diversos conflitos emocionais.  Ela tem um casamento estável com Trevor (Jessie T. Usher) e mora numa casa aconchegante. Certo dia, após uma paciente se suicidar na sua frente, um caos emocional começa a reinar em sua vida e ela se vê envolvida em situações assustadoras que não consegue associar com a realidade. Ela então acaba entrando em uma jornada de confronto contra as próprias ações e emoções fazendo desabar toda sua vida.

10 Filmes onde Personagens Sarcásticos estão Sempre em Conflito!

Irônico ou mesmo zombador, o sarcasmo é um elemento ligado à questões emocionais/existenciais que é muito usado como defesa e ataque em relação a um argumento. Não preciso nem dizer o quanto de brigas começaram por conta do uso desse recurso provocador. E o mundo do cinema, quando atinge o reflexo da sociedade, já nos apresentou filmes que tem esse detalhe provocador na características de alguns de seus personagens. Abaixo, segue alguns deles:

 

A Ovelha Negra

Dirigido pelo cineasta islandês Grímur Hákonarson, com um roteiro que tempos mais tarde ganhou um remake norte-americano, em A Ovelha Negra conhecemos dois irmãos amargurados que estão sem se falar faz mais de quatro décadas! Até que um dia precisam resolver um assunto problemático para ambos.

 

Mapa para as Estrelas

Na trama, conhecemos diversos personagens que por conta de um destino extremamente fictício, em meio ao modelo de família hollywoodiana, se interligam de maneira extrema. Tem a atriz jogada para escanteio pela indústria cinematográfica, um psicólogo que fez fortuna com livros de auto ajuda, um jovem astro infantil que adora se meter em uma polêmica e uma jovem com sérios problemas que acaba de ser liberada de um sanatório. Tem de tudo nesse filme: Dramas familiares, obsessões de todos os tipos, surtos psicóticos.

 

O Bom Patrão

Na trama, conhecemos ao longo de uma semana a rotina de Blanco (Javier Bardem), o proprietário de uma empresa de fabricação de balanças industriais que nos próximos dias irá receber um famoso comitê para ganhar mais um prêmio. A questão é que justo nessa semana importante para seus objetivos, o caos reina em sua rotina pessoal e profissional. Um funcionário demitido acampa na frente da entrada da empresa, o poderoso patrão passa a se relacionar com a nova estagiária sem saber que ela é alguém que já conhecera, um funcionário antigo começa a causar problemas por conta da traição da esposa. Tudo aqui nesse filme pode ser visto como um grande crítica social com o subtópico nas éticas do mundo trabalhista.

 

Os Fantasmas se Divertem

Hoje, disponível no catálogo da Max, Os Fantasmas se Divertem ou mesmo como é conhecido entre alguns, Beetlejuice, o filme conta a história carismática de um casal que após morrerem viram fantasmas dentro de sua própria casa. Quando uma nova família chega no lugar o conflito acontece.

 

O Clube dos Anjos

Na trama, exibida pela primeira vez durante o Festival de Gramado, conhecemos um grupo de amigos, desde os tempos do colégio que por conta do gosto em comum pela comida, criaram um grupo onde se encontravam todo mês para se deliciarem com o melhor da culinária. Mas ao longo do tempo, e com o falecimento do chef que cozinhava para eles, o afastamento foi algo lógico. Só que um deles, Daniel (Otávio Müller), inusitadamente conhece um misterioso chef chamado Lucídio (Matheus Nachtergaele) e assim convida novamente todos os integrantes do grupo para se reunirem mais uma vez. Após o encontro, e de toda comilança, um deles amanhece morto. Buscando entender o que houve, eles entram em grandes debates e nas dúvidas se devem se reunir novamente.

 

Bela Vingança

Na trama, conhecemos a ex-estudante de medicina Cassie (Carey Mulligan) que mora com os pais em uma confortável casa. Ela trabalha em um café da cidade e passa suas noites indo a boates e points de pegação onde se finge de bêbada para dar lições em homens que dão em cima dela nesse estado. Há algum trauma, um gatilho para fazer o que faz e vamos entendendo melhor os seus porquês principalmente quando sabemos do suicídio de uma grande amiga nos tempos de faculdade. Mas tudo muda com a chegada novamente em sua vida de Ryan (Bo Burnham), um cirurgião pediatra que esteve tempos atrás com ela.

 

Fresh

Na trama, acompanhamos Noa (Daisy Edgar-Jones), uma jovem solitária, com poucos amigos, quase sem família, que busca relacionamentos em encontros terríveis pelos aplicativos de mensagens. Certo dia, acaba conhecendo em um mercadinho o médico Steve (Sebastian Stan) um homem super simpático que logo gera uma intensa atração em Noa. Eles se relacionam por um tempo e planejam uma viagem, só que coisas estranhas começam a acontecer quando eles fazem uma parada na casa de Steve.

 

Cegos, Surdos e Loucos

A força da amizade em mundo que parece nunca ser encaixar na sua trajetória. Dirigido pelo cineasta canadense Arthur Hiller, Cegos, Surdos e Loucos é uma hilária jornada de dois homens que mal se conhecem, um deficiente visual e um deficiente auditivo que gira em torno do não aceitarem suas condições. Terceiro trabalho juntos da dupla de comediantes Richard Pryor e Gene Wilder o filme se consolidou como uma das grandes comédias dos anos 80.

 

Loucademia de Polícia

A década de 1980 nos apresentou diversos filmes de comédia excelente. Um desses, Loucademia de Polícia, muitas vezes exibido na saudosa Sessão da Tarde, nos conta a história de algumas pessoas recrutadas pelas forças policiais quando o governo resolve aumentar a tropa.

 

O Mentiroso

Na trama, protagonizada por Jim Carrey, conhece um advogado workholic que muitas vezes não coloca o único filho como prioridade. Quando o jovem faz um pedido inusitado no seu aniversário, que o pai só fale verdades. No dia seguinte, o desejo se realiza, causando uma verdadeira tormenta na vida do protagonista.

10 filmes onde aparecem criaturas misteriosas!

Um dos caminhos para ansiedade numa sala de cinema é um clima de tensão constante. Através de histórias com criaturas misteriosas, o mundo do cinema já nos presenteou com grandes clássicos do suspense e terror. Pensando em alguns ótimos filmes que seguem essa linha, segue abaixo uma lista maravilhosa:

 

Sinais

Na trama, acompanhamos um ex-padre, já seis meses sem ser clérigo, chamado Graham (Mel Gibson) que vive seus dias ao lado de seus dois filhos pequenos e seu irmão Merril (Joaquin Phoenix) em uma enorme fazenda nos Estados Unidos. Graham perdeu recentemente a esposa em um trágico acidente e tenta busca forças para seguir em frente. Certo dia, um intrigante e enorme sinal aparece em suas plantações e logo o mesmo sinal começam a aparecerem pelo mundo. Será o fim do mundo? Graham precisará lutar contra o seu próprio acreditar em busca de soluções.

 

O Nevoeiro

Na trama, somos rapidamente apresentados aos personagens principais que estão presos em um supermercado, por conta de uma estranha tempestade (que traz uma série de criaturas nada amistosas) que cobre a cidade. Rapidamente, a tensão toma conta do lugar. Embates acontecem, grupos são criados e a dúvida nas ações, fora as desconfianças pessoais, levam todos ao extremo emocional.

 

Um Lugar Silencioso

Na trama, conhecemos uma família que se comunica pela linguagem de sinais e o espectador é surpreendido em sua ambientação, aparece um Dia X na tela. Durante os primeiros quinze minutos somos envolvidos no espaço/tempo da história, descobrindo aos poucos o porquê das ações estranhas dos personagens. Tentando reverter uma situação apocalíptica, e completamente isolada em uma casa gigante, a filhos dessa família aprenderão aos poucos regras de sobrevivência nesse mundo completamente novo e repleto de perigos causados pelo som.

 

Pandorum

Na trama, ambientada perto do ano 3.000, conhecemos o Cabo Bower (Ben Foster), um homem que acorda numa nave chamada Elysium, com grandes avarias, sem lembrar direito como foi parar ali. Ao seu lado, o sargento Payton (Dennis Quaid) também é acordado. A dupla então começa a busca entender o atual cenário da nave espacial em que estão, e entre alguns lapsos de memórias, precisam descobrir uma nova maneira de reestabelecer o controle da nave que está ocupada por seres nada amistosos. Assim, o cabo Bower parte para as partes mais distantes da nave, já que uma solução pode ser a de chegar ao reator principal da nave, e assim descobre muitas surpresas pelo caminho.

 

Tropas Estelares

Na trama, conhecemos Johnny Rico (Casper Van Dien), um jovem estudante que por conta de seu amor por Carmen (Denise Richards) resolve se alistar ao serviço militar quase ao mesmo tempo da explosão de uma intensa batalha entre a humanidade e enormes insetos. Acontece que Rico e Carmen acabam indo para lados opostos nas forças militares, ela para a força aérea ele para a infantaria. Seguindo caminhos opostos em uma guerra sem precedentes, Rico aos poucos vai se tornando o líder de batalhões de combate e se aproximando da ex-amiga de escola Dizzy Flores (Dina Meyer).

 

A Experiência

Ficção científica lançada em meados da década de 1990, A Experiência nos conta a história da criação de um código genético que ganha como hospedeiro uma mulher. Um grupo de cientistas é chamado para captura-la.

 

Alien, o Oitavo Passageiro

Com um orçamento de 11 milhões de dólares, um dos filmes mais famosos da carreira do excelente cineasta norte-americano Ridley Scott, é sem dúvidas Alien, o Oitavo Passageiro. Na trama, acompanhamos a história de tripulantes de uma nave que percebem que não estão sozinhos após se depararem com estranhos sinais vindo de um lugar e um deles ser atacado.

 

Independence Day

Dirigido por Roland Emmerich, esse estrondoso sucesso nos mostra o nosso planeta sendo invadido por uma raça alienígena onde corajosas pessoas vão contribuir para o combate dessa invasão.

 

Cowboys & Aliens

Nesse faroeste de ficção científica, dirigida por Jon Favreau, e ambientada no velho oeste americano, conhecemos um homem que acorda sem memórias e precisa unir forças com outras pessoas quando uma nave chega pra dominar a terra.

 

MIB – Homens de Preto

Um dos grandes sucessos da carreira de Will Smith, em MIB – Homens de Preto conhecemos um corajoso oficial da lei que se depara com um universo inimaginável entrando numa agência de combate a atividades ilegais alienígenas.

 

Com 89% de aprovação, você PRECISA assistir a esse suspense sobre Água Contaminada com Mark Ruffalo

Em tempos de água contaminada no Rio de Janeiro, a estreia de ‘O Preço da Verdade’ nos faz refletir sobre como as medidas adotadas lá e aqui foram (e continuam sendo) terrivelmente diferentes.

Baseado em fatos reais, o longa conta a impressionante história da pequena cidade de Parkersburg, onde uma poderosa empresa, DuPont, se instalara e vinha despejando dejetos tóxicos de maneira inapropriada nos rios da região, além de a DuPont enterrar produtos químicos que, em pouco tempo, também contaminaram o solo. Um dia o fazendeiro, Wilburt Tennant (o ótimo Bill Camp) contacta o advogado Robert Billiot (o famoso Hulk, Mark Ruffalo) e pede seu auxílio. O que de início parecia apenas uma ajudinha para um morador local rapidamente se transforma numa das maiores ações judiciais contra uma poderosa empresa estado-unidense, literalmente encabeçada por um único (e corajoso) advogado.

A história de ‘O Preço da Verdade’ é melhor do que as atuações apresentadas ou que seu título em português. Com exceção de Bill Camp, todo o resto do elenco parece estar dessintonizado, como se não tivessem tido preparação ou orientação em conjunto. Mark Ruffalo passa o filme inteiro com cara de sofrimento, o que não ajuda quando seu personagem de fato sofre no longa; Anne Hathaway, que é anunciada como um dos principais nomes do longa, na verdade faz uma figuração de luxo, e até metade do filme seu rosto sequer aparece na telona; o resto do elenco masculino anunciado faz o que tem que ser feito, sem oferecer nada além do básico.

Porém, como falamos, o principal destaque é a história absurda de ‘O Preço da Verdade’: o fato de a empresa DuPont ter contaminado toda uma cidade com um composto químico chamado C-8 (carbono 8, ou seja, 8 moléculas de carbono agrupadas), que eles convenientemente mudaram de nome nos relatórios e chamaram de PFOA para disfarçar. Para vocês terem uma noção, o C-8 é um bioacumulador, uma substância que entra no organismo do ser humano ou do animal e fica nele para sempre! É, é isso mesmo. Como sintoma, há o endurecimento dos dentes, que a médio prazo ficam pretos, o enlouquecimento de animais e o desenvolvimento de nove tipos diferentes de câncer no organismo humano. O C-8 é um ácido químico não regulado, fortemente monitorado hoje em dia pelo governo dos EUA.

O processo iniciado por Tennant e Billiot levou quase vinte anos nos tribunais, e expandiu para mais de três mil casos diretamente atingidos pela imprudência da DuPont. E sabem onde o C-8 pode ser encontrado desde aquela época? Em quase tudo que usamos: o C-8 é o composto químico base do teflon – a tecnologia que permite as panelas serem antiaderentes. Ou seja, comemos C-8 desde sempre, e ele basicamente está presente no organismo de todo ser humano do planeta, tendo a gente consumido o ácido direta ou indiretamente ao longo de nossas vidas. Legal, né?

Em tempos de contaminação do lençol freático carioca, que há mais de um mês vem recebendo água suja para consumo humano, é doloroso ver como uma situação semelhante foi tratada nos EUA (com ações judiciárias milionárias) e como tem sido no Rio de Janeiro (com o presidente da Cedae falando que a água está apta para consumo, só não está confortável). Filmes como esse nos fazem abrir os olhos não só sobre os perigos das multinacionais preocupadas unicamente com o lucro e não com o meio-ambiente, mas também sobre como o nosso país não se preocupa nem um pouco com os recursos naturais e com a própria população brasileira.

O Preço da Verdade’ é exatamente o que o título anuncia: um filme que você vê para saber a verdade, porque ela precisa ser contada, mas que deixa uma tristeza profunda dentro da gente, afinal, esta verdade é terrível e, infelizmente, imutável.

Está Sem Direção na sua vida? Pegue REPLEXÕES desses 10 filmes!

Muitas vezes em nossas trajetórias nos sentimos perdidos, sem saber direito os próximos passos que queremos dar. Nesses momentos, uma boa reflexão sempre é válida. Pensando nisso, e pra você que está passando por essa fase, segue abaixo 10 ótimas produções:

 

Hoje Falaremos sobre Aquele Dia

Na trama, que busca um equilíbrio entre a melancolia e as passagens entre o sobreviver ao prosperar, acompanhamos duas histórias de alguma forma interligadas, tendo como ambiente Jacarta, na década de 80 e uma outra situação no final de 2023. Num primeiro momento, depois de uma tragédia que atinge um jovem Humilde, que entrou para a faculdade para cursar engenharia com a ajuda do irmão, surge uma união, primeiro a amizade, depois o amor e a luta para se manter contra pensamentos contrários familiares. Num segundo momento, as reflexões sobre o legado, a educação, lições sobre a vida, sobre relacionamentos (aqui com foco em problemas no casamento), corações em conflitos, tempestades que parecem nunca terem fim.

 

O Despertar de um Homem

Na trama, ambientada no final da década de 50, conhecemos Caroline (Ellen Barkin) e Toby (Leonardo DiCaprio), mãe e filho, uma única família um do outro, em busca dias melhores que embarcam em um carro antigo rumando para algum lugar incerto. Certo dia, chegam em Seattle e vão parar na minúscula cidade Concrete onde Caroline acredita que encontrou enfim um lar para ela e seu filho se casando com Dwight (Robert De Niro), esse último se mostrava muito amoroso no início do relacionamento mas aos poucos foi se tornando uma pessoa hostil, violenta, imatura, disciplinadora que vive das invejas para justificar sua vida limitada. Com o passar do tempo, o jovem Toby, que gosta de ser chamado de Jack por causa de um de seus escritores favoritos, Jack London, passa por um intenso processo de amadurecimento.

 

Uma Boa Pessoa

Na trama, acompanhamos Allison (Florence Pugh) uma mulher de 26 anos, radiante, que está num momento muito feliz de sua vida, prestes a se casar com o grande amor de sua vida. Só que um dia, uma tragédia acontece fazendo com que sua vida mude completamente. Tentando seguir em frente, meses após o ocorrido, seu destino novamente se cruza com o de seu ex-sogro, Daniel (Morgan Freeman), um ex-policial e também ex-alcoólatra. Ambos vão precisar se entender e buscar entendimento para curar feridas do passado.

 

The Tender Bar

Na trama, conhecemos Jr (Tye Sheridan) um jovem repleto de sonhos que cresceu nas dificuldades que sua mãe (Lily Rabe) enfrentou em sua jornada de mãe solteira, tendo que recomeçar a vida e voltando para a casa do seu avô (Christopher Lloyd), onde mora também seu tio Charlie (Ben Affleck) que acaba virando sua grande referência na vida. Charlie tem um bar, com enormes referências à literatura, e onde Jr passa muitos de seus dias aprendendo nas leituras de clássicos mas também com as histórias de vida dos frequentadores.

 

Bait

Na trama, conhecemos o emburrado pescador Martin Ward (Edward Rowe), um homem de poucas palavras, que possui um sonho de ter um barco só dele para ganhar mais dinheiro e buscar uma felicidade ainda distante. O protagonista possui um péssimo relacionamento com o irmão Steven (Giles King), pois, esse usa o barco que foi do pai deles como transporte turístico e não para pescar conforme as tradições da família. Além disso, Martin confronta a tudo e a todos buscando preservar a parte da cidade que mais conhece da maneira como ele sempre conheceu. Mas, no meio tempo de tudo isso, uma tragédia acontece e isso pode mexer nos planos do destino de Martin.

 

Um Lindo dia na Vizinhança

Na trama, conhecemos um rabugento jornalista Lloyd Vogel (Matthew Rhys) que após uma ordem de sua chefe, precisa fazer um texto de 400 palavras sobre o famoso apresentador de público infantil, Fred Rogers (Tom Hanks). Conforme vai conhecendo mais a fundo seu entrevistado, o protagonista começa a passar por mudanças profundas na sua forma de pensar e expressar seus sentimentos, principalmente com o recém aparecido pai.

 

Às Vezes quero Sumir

Na trama, conhecemos Fran (Daisy Ridley), uma jovem introspectiva que trabalha em um escritório numa cidadezinha norte-americana. Seu cotidiano é pacato, prefiro ficar sozinha na maior parte do tempo, presa em pensamentos quase indecifráveis mas que dizem muito sobre seu estado de espírito. Certo dia, com a chegada do novo funcionário Robert (Dave Merheje), algo desperta nela e começa a perceber que as peças para se encaixarem para algum tipo de final feliz é preciso dedicação e um querer sobrepondo medos e receios.

 

Sariri

Na trama, num povoado isolado chamado La Lágrima, em uma casa simples, moram duas irmãs de idades diferentes, a mais velha Dina (Catalina Rios) e a mais nova Sariri (Martina Gonzalez). Muito próximas, as irmãs tem sonhos e dúvidas sobre o futuro por viverem num lugar dominado pelas ações opressoras dos homens da região. Certo dia, após uma gravidez indesejada, Dina resolve planejar uma fuga e entra num dilema para saber o que fazer com a irmã. Ao mesmo tempo que essa última precisa enfrentar um desafio.

 

Blondi

Na trama, conhecemos Blondi (Dolores Fonzi), uma mulher imatura, perto dos 40 anos, que trabalha em uma empresa que produz uma espécie de Censo. Mãe desde os 15 anos do já adulto Mirko (Toto Rovito), preenche as lacunas do seu cotidiano indo de um lado para o outro com o filho e sendo amiga dos amigos dele. Quando algumas decisões de pessoas próximas a ela acontecem, Blondi começa a perceber que não tem como controlar os rumos da vida dos outros, fato que acaba também a fazendo passar por transformações na sua própria.

 

American Fiction

Na trama, conhecemos Monk (Jeffrey Wright), um escritor e professor num presente repleto de conflitos não deixando barato os absurdos culturais que percebe ao seu redor. Após ser afastado pela universidade que leciona, vai passar um tempo na casa de praia da família se aproximando dos irmãos e da mãe em fase inicial de Alzheimer. Um dia, resolve escrever um livro de forma aleatória, longe das complexidades de suas outras obras e acaba vendo o sucesso chegar de forma curiosa e mostrando muitas verdades da sociedade.

10 Crianças que são um Terror!

10 – Glen em O Filho de Chuck (Seed of Chuck, 2004)

Desde já aviso: não dá para levar este filme a sério. Com piadas a diversos filmes do gênero, Don Mancini nos apresenta Um filme de terror sobre Chucky (Brad Dourif), o boneco assassino, está sendo rodado em Hollywood. Quando as filmagens têm início Glen (Billy Boyd), o boneco órfão de Chucky e Tiffany (Jennifer Tilly), decide partir para o local. Já em Hollywood, Glen consegue ressuscitar seus pais, que estão sedentos por sangue e iniciam uma nova série de assassinatos. Bizarro, mas não menos divertido. As cenas em que Glen não sabe se é gay fazem rolar de rir. Em breve, um novo filme da franquia chega em DVD: ‘O Culto de Chucky‘!

 

9 – O bebê em O Bebê de Rosemary (Rosemary´s Baby, 1968)

Roman Polanski é o cara: nos fez roer as unhas de medo de uma criatura que ficou apenas no imaginário coletivo. Neste clássico com a talentosa Mia Farrow, Um jovem casal se muda para um prédio habitado por estranhas pessoas. Quando ela (Mia Farrow) engravida, passa a ter estranhas alucinações e vê seu marido (John Cassavetes) se envolver com os vizinhos, uma seita de bruxas que quer que ela dê luz ao Filho das Trevas.

 

8 – Esther em A Orfã (The Orphan, 2009)

Jaume Collet-Serra nos deixa grudados na poltrona com esta narrativa bem dirigida sobre uma criança cheia de segredos. O final reserva uma surpresa, mas antes que você saiba do mesmo, nada é o que parece ser. Aos fanáticos por spoilers, nada de estragar as surpresas nos comentários, combinado? Em A Orfã, Kate (Vera Farmiga) e John Coleman (Peter Sarsgaard) ficam arrasados devido a um trágico aborto. Apesar de já ter dois filhos, Daniel (Jimmy Bennett) e a surda Maxime (Aryana Engineer), o casal decide adotar uma criança. Durante uma visita a um orfanato, os dois se encantam pela pequena Esther (Isabelle Fuhrman) de nove anos e optam rapidamente por sua adoção. O que eles não sabiam é que estranhos acontecimentos fazem parte do histórico da menina que passa a se tornar, dia após dia, mais misteriosa. Intrigada, Kate desconfia que Esther não é quem aparenta ser, mas devido ao seu passado de alcoolismo tem dificuldades de provar sua teoria.

 

7 – O trio maligno em Aniversário Sangrento (Bloody Birthday, 1983)

Produção quase desconhecida. Fez sucesso em VHS, mas sumiu das prateleiras com o advento do DVD e com o mercado atual de filmes. Na trama dirigida por Ed Hunt, três crianças nascem durante um eclipse total do sol. Todas vivem normalmente, até que aos dez anos, elas começam e a matar de forma inexplicável. Horroroso, mas com total verossimilhança dentro do nosso especial. Os únicos a saber a verdade são dois irmãos que começam a ser caçados pelos pequenos diabinhos. Trash obrigatório.

 

6 – Damien em A Profecia (The Omen, 2006)

Sabemos que é complicado mexer com um clássico. Tem toda aquela coisa aurática, mas abaixo a arrogância da crítica e de alguns falsos especialistas. A refilmagem de A profecia é eficiente e o menino é tão assustador quanto o primeiro. John Moore dirige esta história de horror: na sinopse oficial, Robert Thorn (Liev Schreiber) é um diplomata, que está prestes a ter um filho com sua esposa Katherine (Julia Stiles). Porém a criança morre logo após o parto, o que faz com que Robert adote um bebê para colocá-lo no lugar do filho, sem que Katherine soubesse. Seis anos depois Damien (Seamus Davey-Fitzpatrick), o filho de Robert e Katherine, começa a dar sinais de que seja o Anti-Cristo. Participação especial de Mia Farrow, estupenda e necessária.

 

5 – Henry Evans em O Anjo Malvado (The Good Son, 1993)

Com Macaulay Culkin antes do estrago que a mídia realizara na sua vida pessoal e artística. Dirigido por Joseph Ruden, somos informados na sinopse oficial que Mark Evans (Elijah Wood) é um garoto que vai morar com parentes quando perde a mãe. Lá ele descobre que Henry Evans (Macaulay Culkin), seu primo, tem uma índole extremamente má e até mesmo homicida. Mas como fazer os adultos acreditarem que uma criança possa ter uma índole tão perversa? Um dos marcos dos anos 90, muito polêmico e controverso.

 

4 – As crianças de A Cidade dos Amaldiçoados (Village of the Damned, 1995)

Um suspense com suas falhas, mas com uma narrativa organizada e bem conduzida. Dirigido pelo mestre do terror John Carpenter, em A Cidade dos Amaldiçoados, um desmaio coletivo (mulheres) acontece e misteriosamente todas descobrem que estão grávidas, causando, inclusive, conflito em casamentos onde o marido estava em viagem no cronograma da gravidez. Maldosas, todas as crianças nascidas naquele mesmo dia fazem o horror da cidade e precisam ser detidas pelo Dr. Alan Chaffee (Christopher Reeve). Este foi o último filme estrelado pelo ator antes do acidente de cavalo que o deixou tetraplégico, ocorrido em 27 de maio de 1995.

 

3 – Isaac Chroner e outras crianças em Colheita Maldita (Children of the Corn, 1984)

Eis um filme que fez muito jovem ficar com insônia. Clássica adaptação de uma histório de horror do mestre Stephen King, Colheita Maldita conta a história de Isaac Chroner (John Franklin), um menino pregador, vai para Gatlin, Nebraska, e consegue que as crianças assassinem todos os adultos da cidade. Linda Hamilton em um dos seus primeiros papeis no cinema faz a protagonista que precisa comunicar um assassinato e vai para uma cidade próxima, em busca de ajuda. Não vai demorar para descobrir que o local está abandonado e que as crianças vão utilizar o sangue para adubar a terra, através de um ritual maligno e assustador. Não é a melhor coisa do gênero, mas dentro da seara que estamos abordando, clássico absoluto. Ganhou continuações inferiores e totalmente descartáveis.

 

2 – Regan Macneil em O Exorcista (The Exorcist, 1974)

Em Georgetown, Washington, uma atriz e mãe solteira toma consciência de que a sua filha de doze anos está tendo um comportamento completamente assustador. Depois da Medicina, que não resolveu os problemas, procura ajuda religiosa e vai passar pela experiência mais assustadora da sua vida. Depois do dia 29 de julho de 1974, os filmes de horror ganhariam um dos seus clássicos absolutos. Ganhador do Oscar de Som, O Exorcista foi o primeiro do gênero a concorrer ao Oscar de Melhor Filme. Como curiosidade, inicialmente, a voz do demônio seria feito pela atriz Linda Blair, mas depois de 150 horas de trabalho com o engenheiro de som, decidiram substituir por Mercedes McCambridge: a dublê de voz precisou comer vários ovos crus, beber muito e fumar para fazer a voz do tinhoso. Elogiar os desempenhos do elenco, em especial, Linda Blair e Ellen Burstyn, é redundância: bom demais. Clássico!

 

1 – Samara Morgan em O Chamado (The Ring, 2002)

Dirigido pelo competente Gore Verbinski, O Chamado é uma refilmagem de um filme de terror japonês. No enredo, Rachel Keller (Naomi Watts) é uma jornalista que decide investigar a morte de sua sobrinha, que assim como outros óbitos misteriosos, possuem relação com um estranho vídeo. A fita faz com que todas as pessoas que o assistam morram exatamente sete dias depois. A busca incessante por resposta surge depois que ela e o seu filho assistem. Samara, a menina maldita da história assusta também na continuação, inferior ao espetáculo visual e ritmo deste primeiro filme.

10 Dicas de Filmes para ELEVAR sua energia!

Tem dias, semanas, meses e até anos que nos sentimos com a energia baixa, reclusos, cheio de dúvidas sobre o futuro e com inúmeros problemas aparecendo diariamente me nossa frente. Nesses momentos nada melhor do que distrair a mente com uma boa obra cinematográfica. Pensando nisso, separamos abaixo 10 produções que você precisa conferir:

 

Nunca mais Nevará

Na trama, conhecemos Zenia (Alec Utgoff), um jovem ucraniano que está na Polônia (não sabemos de maneira ilegal ou não) oferecendo seus serviços de massagem para um leque de famílias de um condomínio na Polônia. O personagem, bastante introspectivo e com dons no piano acaba virando um grande conselheiro e bastante querido por todos pelas suas ótimas sessões de massagens e energia que é levada de casa em casa. Por meio de lembranças curtas e noites mal dormidas, vemos conhecendo pouco a pouco esse intrigante personagem de poucas falas.

 

O Efeito Aquático

Na trama, conhecemos o tímido Samir, um operador de guindaste que mora próximo de Paris e vive uma vida pacata. Certo dia, em uma local da cidade avista a professora de natação Agathe, uma mulher forte e cheia de energia que conquista o coração de Samir logo à primeira vista. Para viver esse amor platônico e intenso, Samir resolve se matricular nas aulas de natação de Agathe (mesmo já sabendo nadar) para assim ir conhecendo melhor a personalidade da amada.

 

Bessie

Na trama, conhecemos Bessie Smith (Queen Latifah), um furacão, um ego enorme e uma energia carismática que conquistava plateias por onde passava. Bessie teve uma infância pobre e lutou muito para chegar aonde chegou. Após romper com sua mestre Ma Rainey (mais um show de interpretação da impactante Mo’Nique), Bessie vai em busca de criar seu próprio show. Nas longas ferrovias que interligavam os Estados Unidos, a imperatriz dos blues segue sua trajetória de sucesso, porém, possui lembranças que ainda a assombram.

 

Em um Bairro de Nova York

Na trama, conhecemos Usnavi (Anthony Ramos), imigrante da República Dominicana, perto dos seus 30 anos que possui um pequeno mercadinho em Washington Heights, bairro de Nova York (um bairro que na visão dos seus moradores, estava desaparecendo em Nova York). Nesse mesmo bairro moram vários imigrantes latinos e personagens que acompanhamos mais de perto, como Vanessa (Melissa Barrera), uma jovem que busca o sonho de ser estilista mas trabalha para pagar as contas em um salão de cabelereiro; Nina (Leslie Grace) a jovem que é o orgulho do bairro pois conseguiu entrar na prestigiada faculdade de Stanford mas ela volta para passar as férias no lugar onde nasceu com segredos sobre sua jornada; Benny (Corey Hawkins) um jovem que trabalha numa empresa de táxi do pai de Nina e sonha em assumir o negócio quando o chefe se aposentar. Esses e outros personagens passarão dias intensos quando um apagão acontece, alguém do bairro ganha 96.000 dólares na loteria, uma querida personagem parte e sonhos precisarão ser reconquistados.

 

Mistress America

Na trama, conhecemos Tracy (Lola Kirke), um jovem estudante que tende à solidão por não conseguir se socializar com os jovens ao seu redor. Certo dia, é orientada por sua mãe a conhecer sua mais nova meia-irmã que está morando na mesma cidade que ela. Assim, ela conhece Brooke (Greta Gerwig) e sua vida começar a ter algum sentido, guiada pelas ações e pelo modo de viver a vida da meia irmã, que possui um positivismo do sonhar, típico de toda uma geração.

 

A Pé ele não vai longe

Na trama, exibida no Festival de Berlim, conhecemos parte da vida e trajetória de redenção do famoso cartunista norte americano John Callahan (Joaquin Phoenix) que sofrera um grave acidente quando tinha 21 anos, que o deixou paraplégico. Entre as idas e vindas do roteiro, acompanhamos John e as mudanças que sua nova condição transformam sua vida, desde a batalha contra o alcoolismo até o foco nas artes quando resolve se tornar cartunista, sempre com um humor ácido e polêmico.

 

Sem Palavras

Na trama, ambientada na mais famosa cidade francesa e seu enorme centro egocêntrico de concorrência coorporativa, conhecemos o brilhante professor e homem de negócios Alain Wapler (Fabrice Luchini) que passa mais tempo no trabalho do que em casa, tendo pouca proximidade com a filha, principalmente após a perda da esposa. Durante uma semana corrida e cansativa, Alain tem um AVC que afeta seu cérebro na região da memória e onde grava palavras, assim, precisa passar um tempo longe do trabalho para se recuperar e conta com a ajuda de sua filha Julia (Rebecca Marder) e da Fonoaudióloga Jeanne (Leïla Bekhti). Com o passar dos dias Alain percebe que sua vida entrou em uma grande e inesperada mudança.

 

Tal Pai, Tal Filha

Na trama conhecemos Rachel (Kristen Bell), uma jovem, workaholic, que vem crescendo rapidamente na empresa onde trabalha. Sua vida é 90% trabalho e isso acaba por terminar seu noivado no dia da cerimônia de casamento, evento que seu pai Harry (Kelsey Grammer) apareceu de surpresa. Sem entender direito a sucessão de fatos que acontecem nesse dia direito, Rachel, resolve à noite, sair, para uma bebedeira com Garry, que não vê a mais de duas décadas e acabam acordando em um cruzeiro onde seria sua lua de mel. Assim, ao longo de curtos dias, os dois precisarão enfrentar os dramas do passado e tentar construir uma ponte para um entendimento melhor para o futuro.

 

Papéis ao Vento

Na trama, conhecemos um grupo de amigos muito unidos que passam por um momento de tristeza quando um deles falece precocemente por conta de uma doença. A única herança que ele deixara para sua única filha foi o dinheiro investido em um passe de um jogador de futebol perna de pau. Para tentar recuperar o dinheiro em questão, os amigos farão de tudo para tornar o perna de pau em pelo menos um jogador negociável/rentável e assim conseguirem recuperar o dinheiro investido e dar uma boa vida para a filha do amigo.

 

O Zoológico de Varsóvia

Na trama, voltamos à Polônia, no final da década de 30, perto da invasão nazista, onde o casal Antonina (Jessica Chastain) e Jan (Johan Heldenbergh) vivem felizes administrando um zoológico bastante frequentado em Varsóvia. Quando a invasão nazista chega mais forte na Polônia, a rotina da família é modificada, resolvendo abrigar dezenas de judeus perseguidos pelos alemães por todos os lados na capital polonesa. Dedicando seus esforços nesse tempo de guerra e perseguição, o casal precisará com Lutz Heck (Daniel Brühl) que antes um amigo acaba se tornando um dos chefes da invasão nazista naquela parte da Polônia.

As Tartarugas Ninja (2)

     Depois de tantas franquias, filmes clássicos, games e outras obras adaptadas para o contexto contemporâneo, não demoraria muito para que este sucesso da televisão, adaptado para o cinema três vezes nos anos 1990, ganhasse a sua versão século XXI. Antes de escrever este texto, fui buscar algumas informações técnicas sobre o filme para construção da crítica já estruturada e confesso que me decepcionei com a miopia crítica de alguns posicionamentos sobre o filme. Explicarei isto mais detidamente, mas antes, vou explorar um pouco das bases do filme.

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     As Tartarugas Ninja parte do argumento de uma cidade envolta na criminalidade. Uma repórter, April O´Neil (Megan Fox) fareja uma matéria que a coloque num posicionamento de jornalista séria, e assim, descobre uma rede de crimes no porto da cidade, combatida, dentre uma das suas investidas, por quatro criaturas misteriosas. Ao levar esta situação para a sua chefe, Whoopi Goldberg (numa participação pequena, porém valiosa), é humilhada diante dos colegas, afinal, convenhamos, alegar que quatro criaturas promoveram a má condução de uma ação criminosa através de fotos do celular pessoal beira a ausência de sanidade. Como já conhecemos o roteiro dos filmes deste quilate, April vai precisar provar a sua tese, vai conhecer as criaturas que agem às escondidas, assim como o Homem-Aranha e outros super-heróis.

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     Diferente das cenas onde quase não enxergamos o que está acontecendo, tamanha a chamada estética do tesourinha (excesso de cortes) do cinema contemporâneo, haja vista nosso painel repleto de filmes como Capitão América 2- O Soldado Invernal e as sequências de Velozes e Furiosos, bem como os próprios filmes anteriores de Michael Bay, onde praticamente não compreendemos nada do que está acontecendo, só sentados diante de barulhos em excesso, As Tartarugas Ninja é uma produção que escapa deste esquema, resgata recursos da vanguarda trazida por Matrix (a famosa cena da bala que atravessa lentamente o espaço fílmico). Sendo assim, a narrativa é bem orquestrada pelo diretor Jonathan Liesbeman, que consegue dar conta do recado diante do roteiro disponível. A cena do deslizamento numa montanha repleta de gelo, por exemplo, é deliciosamente divertida e bem conduzida. Fique atento para esta, caro leitor. Depois desta dica, convenho que seja necessário explicitar os motivos que me levaram a considerar algumas reflexões sobre o filme míopes.

     A função da crítica cinematográfica, segundo alguns estudos, é promover uma ponte entre leitores e filmes, aquecendo a indústria cinematográfica. Apesar do foco de entretenimento que estas produções promovem, não podemos pensar o filme apenas como uma obra fechada, sem relacionar com reflexões oriundas do nosso conhecimento de mundo e dos acontecimentos que pululam na mídia mundial cotidianamente, nem tampouco podemos tratar as nossas críticas como guia de consumo, taxando se um filme deve ou não ser assistido. Isso é uma opção do espectador e esta é uma questão que precisa ficar clara. Toda obra cinematográfica dialoga com seu momento histórico e com esta produção, não seria diferente, e no próximo tópico, exponho para você algumas observações que considero relevantes.

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     Primeiro ponto: sempre amei a versão dos quatro amigos aventureiros e defensores da corrupção que assola a cidade, companhias das manhãs da infância, juntamente com os desenhos animados da época, mas não é por isso que vou esconder que o roteiro peca em apresentar muito mal o vilão intitulado Destruidor, bem como o personagem caricato Eric Sacks, interpretado por William Fichtner. Segundo ponto: Megan Fox e Michael Bay. Bastou o produtor se envolver com algumas franquias ruins para se tornar o pior pesadelo dos críticos, que geralmente não mudam o discurso. Exagerado? Sim. Mas nesta produção temos que combinar que o produtor consegue injetar ânimo e nostalgia numa narrativa que se propõe a divertir, porém, consegue ir além se você estiver antenado com o mundo e ligado na proposta de que um filme é uma obra aberta, de múltiplas interpretações. Megan Fox não é uma grande atriz, seu apelo no Olimpo das Celebridades sensuais e atraentes, ótimos requisitos para a publicidade, atrapalha a sua carreira de atriz que pretende se levar à sério, mas a sua presença não danifica o filme. Diríamos ser neutra, por isso, acho incorreto alegações exageradas enquadrando-a como uma modelo ou coisa do tipo.  Acredito que Will Arnett (ator de Arrested Development e dono de algumas cenas divertidas) auxilie a condução da personagem de Fox, eliminando apenas a amiga loira que mora com a jornalista, uma loira estereotipada dona de duas cenas repletas de estupidez. Fora isso, não há grandes problemas. Estabelecido os pontos, acredito que seja a hora de sair em defesa dos argumentos que tornam a narrativa um pouco além do mero entretenimento.

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     Ao instaurar a metalinguagem e dialogar com a mídia, o filme toca em questões muito caras para o campo do jornalismo contemporâneo: a ética. Hollywood adora redenção ou personagens que deixam a humildade de lado e se julgam superiores a tudo. Milagrosamente isso não ocorre. Demitida após levar a sua tese novamente para a editora do jornal onde trabalha, Megan Fox e Whoopi Goldberg não encenam o velho chavão do tipo “desculpe-me, aceito-a de volta”, dentre outros momentos de redenção bem comuns neste tipo de cinema, o que considerei um ponto extremamente positivo. A sociedade dos mitos contemporâneos, bem como a metalinguagem com as novas mídias (o celular) no conduzir da narrativa também são pontos que precisam ser bem pensados. Confesso que não são tão bem explorados, mas só uma citação basta para entendermos que há uma história consciente deste tipo de reflexão, mas que talvez não aprofunde pela falta de espaço e pela necessidade de conexão com o cinema comercial. Cinema não é apenas arte, mas uma poderosa indústria cultural, por isso, não devemos esquecer esta questão.

A dinâmica entre Leonardo, Michelangelo, Donatello e Rafael é um dos pontos mais positivos, auxiliados pela trilha sonora que movimenta a narrativa com bastante dose de ânimo. A montagem e a direção de fotografia são outros pontos que ajustam bem o filme ao formato 3D. Com pouco mais de 90 minutos de duração, o filme diverte sem ofender o espectador com piadas chulas e a comum escatologia das produções hollywoodianas de cada dia.

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     Antes de finalizar, ainda proponho outra reflexão: em meio a tanta sensualidade por parte de Megan Fox, cenas de ação e luta entre Mestre Splinter e Destruidor, o filme nos permite discutir a atual polêmica sobre Direito animal. As tartarugas da história, assim como o rato, vítimas de uma mutação após uma sabotagem no laboratório, passaram a vida nos esgotos, escondendo-se como forma de proteção, afinal, a “estranheza” diante dos padrões da sociedade provavelmente diminuiria o tempo de vida destas criaturas. Outra questão é a ironia presente na narrativa, o que me fez lembrar Wes Craven na quadrilogia Pânico. Ao brincar conscientemente com os clichês do gênero, o diretor estabelece a metalinguagem no enredo e constrói muito bem a sua narrativa. Em As Tartarugas Ninja, o diretor responsável não consegue com o mesmo êxito dominar esta façanha, afinal, Craven é um mestre de vanguarda, mas apresenta piadas divertidas com produções como Lost e Pequena Miss Sunshine, dentre outros produtos da cultura pop contemporânea.

     Diante do exposto, assumo que o filme não é uma obra prima, mas consegue dar conta do que se compromete: entreter, afinal, esperar mais que isso do filme é exigir demais, e assim, convido-lhe para assistir a uma sessão de Lucy, novo filme de Luc Besson, que também estreia em Agosto e apresenta cenas de ação tão velozes (ou mais) que As Tartarugas Ninjas, mas é adornado por questões filosóficas e do campo dos estudos da Memória, da teoria do Caos, da globalização, dentre outras pautas contemporâneas.

10 filmes TENSOS que você não pode perder no Festival do Rio 2024

Com uma grande seleção de filmes de cineastas consagrados e nomes da nova geração, o Festival do Rio 2024 apresenta um leque de ótimos filmes. Para quem curte filmes com alta pegada de tensão, separamos abaixo algumas ótimas sugestões:

 

A Tristeza

A cidade de Taipei de repente entra em um caos sangrento quando pessoas comuns são compulsivamente levadas a cometer os atos mais cruéis e horríveis que se possa imaginar. Um jovem casal é levado aos limites da sanidade enquanto tenta se reunir em meio à violência e depravação. A era da civilidade e da ordem não existe mais.

 

Os Enforcados

Na trama, ambientada no Rio de Janeiro atual dominado pelo poder de criminosos, conhecemos Regina (Leandra Leal) e Valério (Irandhir Santos), um casal, parceiros de planos, que vive abraçado à uma família de crime, ligada ao jogo do bicho e lavagem de dinheiro, na capital da cidade maravilhosa. Quando resolvem dar um passo nessa hierarquia, cruzando uma série de limites, planejam o que acham ser um plano perfeito. Só que uma série de consequências desse ato tomam conta dos próximos passos desse recorte rumo ao caos.

 

Maníaco do Parque

A história do maior serial killer brasileiro, o motoboy Francisco, que na década de 1990 foi condenado por atacar 23 mulheres, assassinar dez delas e esconder seus corpos no Parque do Estado, em São Paulo. Os detalhes da sua psicopatia são revelados por Elena, uma repórter iniciante que enxerga na investigação dos crimes cometidos pelo maníaco a grande chance de sua carreira. Enquanto Francisco vive livre, patinando pelos parques e atacando vítimas, sua fama na mídia sensacionalista cresce vertiginosamente, gerando pânico na capital paulista.

 

Amal – Dos Muros para Dentro

Em uma escola do subúrbio de Bruxelas, uma professora de literatura idealista e entusiasmada torna-se alvo de intensa hostilidade por parte de estudantes e colegas ligados ao extremismo islâmico ao decidir ajudar uma adolescente muçulmana acusada de homossexualidade.

 

Sem Pudor

No meio da noite, Renuka escapa de um bordel em Delhi após esfaquear um policial até a morte. Ela se refugia numa comunidade de profissionais do sexo no norte da Índia, onde conhece a jovem Devika. A conexão logo se transforma em romance proibido e elas embarcam numa perigosa jornada fugindo da lei e buscando a liberdade.

 

Meu Nome é Maria

Maria não é criança nem adulta quando brilha na tela do cultuado filme Último Tango em Paris (1972). Ela rapidamente alcança a fama e se torna uma atriz icônica, sem estar preparada para a glória e para o escândalo que vêm a seguir.

 

A Herança

Após receber a notícia da morte de sua mãe, Thomas retorna ao Brasil com o namorado, Beni. Chegando ao destino, descobre ser o único herdeiro de uma avó que nunca chegou a conhecer. Curioso para se reconectar com a história da família, eles visitam a casa e Thomas é recebido por duas tias idosas que o tratam como um filho há muito perdido. À medida que Thomas fica cada vez mais encantado com o lugar, Beni começa a suspeitar que algo maligno se esconde sob a fachada de uma vida tranquila no campo. A Herança é um terror queer com toques de melodrama.

 

Deadstream

Uma personalidade desprestigiada da internet tenta reconquistar seus seguidores transmitindo ao vivo sua visita solitária a uma casa assombrada no meio da noite. Porém, ao liberar acidentalmente um espírito vingativo, o grande evento especial e exclusivo se transforma em uma intensa batalha pela sobrevivência.

 

Infestação

O jovem Kaleb, fascinado por animais exóticos, encontra uma aranha venenosa em um bazar e a leva para o seu apartamento no subúrbio de Paris. Quando o animal escapa e se reproduz, o prédio inteiro é transformado numa terrível armadilha de teias. Para evitar o contágio, a polícia isola o local com os moradores dentro e todos terão de lutar pela própria sobrevivência.

 

Tokyo Revengers

Takemichi Hanagaki vive em um péssimo apartamento e trabalha para um homem mais novo que ele, que o trata como idiota. Um dia ele descobre que sua ex-namorada e único amor, Hinata, com quem se envolveu no colégio, foi assassinada pela gangue Tokyo Manji, que reúne os criminosos mais perigosos da área de Kanto. A partir disso, Takemichi decide viajar no tempo e voltar à época da escola para salvar Hinata e acabar com a Tokyo Manji antes que seja tarde demais.

 

 

10 Produções Femininas e Feministas

 

1. Tudo Sobre Minha Mãe

A mais tocante narrativa cinematográfica do diretor espanhol Pedro Almodóvar. Todo o amor de uma mãe e as atitudes de entrega de outras mulheres que fazem o máximo para atender às demandas alheias. O toque intertextual que dialoga com A Malvada, clássico com Bette Davis, e a peça Um bonde chamado desejo, de Tennessee Williams, dão o toque de classe que permite ao filme um lugar no Olimpo das melhores produções de todos os tempos.

Sinopse: No dia de seu aniversário, Esteban (Eloy Azorín) ganha de presente da mãe, Manuela (Cecilia Roth), uma ida para ver a nova montagem da peça “Um bonde chamado desejo”, estrelada por Huma Rojo (Marisa Paredes). Após a peça, ao tentar pegar um autográfo de Huma, Esteban é atropelado e termina por falecer. Manuela resolve então ir de encontro ao pai, que vive em Barcelona, para dar-lhe a notícia, quando encontra no caminho o travesti Agrado (Antonia San Juan), a freira Rosa (Penélope Cruz) e a própria Huma Rojo.

 

2. Verônica

Um filme nacional pouco conhecido, mas muito realista e denso. Verônica é a representação de um quadro entristecedor: professora, mal remunerada, desrespeitada e que recebe uma missão além das suas possibilidades. Muitas cenas de ação, tensão e a representação de um perfil de mulher que merece destaque em qualquer especial, haja vista a necessidade de respeito e atenção, tanto do governo quanto da sociedade civil no que tange à valorização destas profissionais.

Sinopse: Verônica (Andréa Beltrão) é professora de um pequeno aluno (Matheus de Sá) cujos pais foram assassinados pelo tráfico. Ela resolve ajudar o garoto, mas descobre que a polícia está envolvida no caso. Sem ter a quem recorrer, ela decide agir sozinha para escapar com o menino.

 

3. As Horas

Três perfis intensos de mulheres que lutaram para conseguir dar vazão aos seus desejos. Algumas conseguem, mas outras não. Direção de arte e fotografia cuidadosa, montagem magnífica, mas o ponto alto mesmo é a trilha sonora. Phillip Glass nos oferece um “delírio” auditivo marcante e que precisa ser conhecido por todo cinéfilo.

Sinopse: Em três tempos distintos, três mulheres, três vidas, uma conexão. Nos anos 20, a perturbada escritora Virginia Woolf escreveu seu primeiro grande romance A Senhora Dalloway. Duas décadas mais tarde, a dona de casa Laura Brown, repensa toda sua vida e seus desejos enquanto lê o mesmo livro.

Na Nova Iorque dos dias de hoje, a editora Clarissa Vaugham concentra toda sua dedicação ao amigo Richard, um poeta por quem é profundamente apaixonada e que está com AIDS, à beira da morte. Assim como no princípio, as sensíveis histórias dessas três mulheres se fundem num desfecho surpreendente.

 

4. Thelma & Louise

Entediadas com as suas existências, duas amigas partem para uma viagem nesse emocionante road movie. Algo trágico acontece na estrada e muda o destino da dupla. A emblemática cena final representa, metaforicamente, a liberdade das mulheres. Imperdível!

Sinopse: Thelma (Geena Davis) é uma dona de casa entediada. Louise (Susan Sarandon) é garçonete em uma lanchonete. Juntas elas partem furtivamente em um Thunderbird 66 conversível para uma pescaria de três dias. No entanto, as coisas não acontecem exatamente como elas haviam planejado. Um encontro com um bêbado, desbocado e com tendências a estuprador transforma sua inocente “fugidinha de fim de semana” em uma fuga através do país, que muda suas vidas para sempre.

 

5. O Diário de Bridget Jones

Acima do peso e infeliz nos relacionamentos, Bridget Jones é uma mulher que representa as solitárias damas da nossa sociedade, mulheres múltiplas no meio da multidão. Trilha sonora inesquecível, performances igualmente brilhantes, bem como um enredo emocionante.

Sinopse: Bridget Jones é uma trintona que decide, entre as resoluções de Ano Novo escrever um diário. Bridget Jones revela, a cada capítulo, as suas qualidades e os seus defeitos, além de expor com muito humor situações que fazem parte do dia-a-dia de várias mulheres na faixa dos trinta anos: problemas com o trabalho, a busca do homem ideal etc. Cada capítulo do livro trata de um determinado dia na vida desta anti-heroína, que sempre inicia o seu relato contabilizando o peso e as calorias, cigarros e unidades alcoólicas que consumiu no dia anterior.

 

6. Longe do Paraíso

Dizem por aí que o preconceito acabou. Não somos mais racistas, nem praticantes da homofobia. Será? A mídia e os acontecimentos cotidianos nos mostram que não. Esse filme adentra o especial ao trazer uma mulher em um redemoinho de preconceitos nos anos 1950: descobre que o marido é homossexual e precisa lutar por uma amizade recente com um homem negro. Ritmo lento e reflexivo, bastante emocionante.

Sinopse: Nos anos 50, uma mulher leva sua vida dividida entre seu casamento, filhos e eventos sociais até descobrir um segredo sobre seu marido, que colocará em xeque todas as suas incertezas.

 

7. Halloween H20 – Vinte anos depois

Lutar e mudar de cidade para preservar a sua identidade de um irmão psicopata não era o suficiente. Era preciso salvar a vida do seu filho. De babá à diretora de uma escola interiorana, a personagem interpretada por Jamie Lee Curtis precisa enfrentar algo além da depressão: o retorno do irmão sanguinário. Eletrizante filme de terror dos anos 1990, com montagem e ritmo enlouquecedores.

Sinopse: Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) simulou sua morte para poder escapar da fúria do irmão, um louco homicida. Apesar de agora se chamar Keri Tate e trabalhar como diretora de uma escola, ela vive constantemente o medo de que seu psicótico irmão descubra seu paradeiro. Até que, passados 20 anos desde que tudo começou, ela reencontra Michael Myers, seu irmão psicopata, quando este está perseguindo seu filho. De imediato, ela foge apavorada, principalmente quando vê seu namorado sendo morto, mas, repentinamente, decide enfrentá-lo e uma coisa fica clara: só um irá sobreviver.

 

8. Caça-Fantasmas

As mulheres finalmente estão conquistando seu devido espaço na sociedade, mas quando se trata da indústria cinematográfica essa conquista ainda está apenas começando. É muito difícil você ver um blockbuster trazer uma mulher como protagonista principal, ou até mesmo diretoras e roteiristas conceituadas conseguirem assumir um projeto e receber o mesmo salário que os homens. O sexismo é gritante em Hollywood, e está lentamente sendo exposto.

Só por isso, esse novo ‘Caça-Fantasmas’ já merece todo o holofote como um dos projetos mais audaciosos e feministas da história de Hollywood. Pegar uma franquia conhecida e estrelada por quatro atores e substituí-los por mulheres é uma sacada genial, e o filme consegue brincar com essa mudança ao adicionar um objeto sexual masculino loiro e abobado (Chris Hemsworth), usando a velha fórmula hollywoodiana de maneira inversa e fazendo piada com isso.

 

9. Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento

Emocionante drama que deu o Oscar de Melhor Atriz para Julia Roberts na cerimônia do ano 2000. Uma mãe, vários filhos, a necessidade de trabalhar e a força para enfrentar a burocracia e os desmandos de uma sociedade hipócrita e adepta da meritocracia. Mais que indicado: um filme necessário!

Sinopse: Uma mulher de verdade. Uma história real. Uma vitória de fato. Julia Roberts estrela como Erin Brockovich, uma decidida e jovem mãe que luta por justiça de todas as maneiras que conhece. Desesperada por um trabalho que sustente suas três crianças, ela convence o advogado Ed Masry (Albert Finney) a contratá-la e descobre acidentalmente um caso legal contra uma grande corporação. Agora, Erin está determinada a encarar uma luta contra um poderoso adversário que nenhuma firma de advocacia havia ousado desafiar. E, diferente de seu patrão, Erin nunca aceita não como resposta. Assim, os dois começam uma luta difícil que irá pôr uma cidade a seus pés e uma grande companhia de joelhos.

 

10. Sex and the City

Mulheres fortes e independentes, donas de si. Esse grupo de quatro amigas, durante seis temporadas na televisão, enfrentaram muitos desafios na tentativa de impor diante da sociedade machista e opressora que viviam. Emocionante, não conseguiu bons resultados no cinema, haja vista que como filme a transição não funcionou bem, mas merecem destaque.

Sinopse: Após dez anos, a escritora Carrie Bradshaw se prepara para dar um importante passo em seu relacionamento com o Mr. Big. A nova-iorquina e o namorado decidem se mudar para uma cobertura em Manhattan, dividindo, enfim, um lar. Porém, quando estão resolvendo as questões da mudança, o casal acha que o melhor é que se casem e vivam juntos como marido e mulher. A notícia do casamento surpreende a todos, inclusive Charlotte, Miranda e Samantha, as melhores amigas de Carrie, que imaginavam que este dia nunca chegaria.

Desejamos a vocês, caros leitores, bons filmes e séries. E não esqueçam: as mulheres são diamantes preciosos que precisam de todo nosso respeito e dedicação. Podem ser as nossas mães, irmãs, tias, amigas, colegas, professoras, em suma, qualquer pessoa que faça parte (ou não) do nosso ciclo de convívio cotidiano.

10 Dicas de Filmes para Jovens Adultos

Quando chegamos na maioridade, nossa vida passa por mudanças, alguns dilemas se acumulam e as responsabilidades aparecem com mais força. Dentro desse recorte existencial, o mundo do cinema já nos trouxe histórias que batem em importantes reflexões. Pensando nisso, resolvemos criar uma lista com filmes sobre personagens nessa fase da vida:

 

Mixed by Erry (Netflix)

Na trama, conhecemos Enrico ‘Erry’ Frattasio (Luigi D’Oriano), um jovem tímido morador da região de Forcella, parte da grande Nápoles, que passou a infância tendo como referência o pai trambiqueiro, um falsificador de famosas bebidas destiladas. Erry sempre amou o universo musical, e tornando um grande conhecedor das novidades pela planeta e quando chega próximo da maioridade tem o sonho de ser DJ. Como todas suas tentativas não dão muito certo, ao lado de um dos irmãos Peppe (Giuseppe Arena) resolvem criar um negócio onde playlists de músicas nacionais e internacionais eram colocadas em uma fita k7 e vendidas por toda a região onde moravam. O negócio acaba sendo uma avalanche de sucesso, e com a chegada do irmão caçula ao negócio, Angelo (Emanuele Palumbo), o trio monta um verdadeiro império da pirataria se tornando um enorme alvo para as ações da polícia federal italiana.

 

Quase uma Rockstar (Netflix)

Na trama, conhecemos a iluminada em simpatia Amber (Auli’i Cravalho), uma jovem do high school norte-americano que logo nos primeiros minutos de projeção percebemos que vive em uma grande dificuldade com sua mãe Becky (Justina Machado). Ambas dormem todas as noites dentro de um ônibus que fica em um estacionamento de uma frota de veículos escolares. A rotina de Amber é intensa, se virando da maneira que pode, nunca deixa de transmitir amor e alegria para seus amigos, no asilo onde ganha uns trocados e na sua escola onde sempre está lutando por causas sociais. Mas sua vida vira de cabeça pra baixo (mais ainda) quando um tragédia coloca todo seu otimismo em xeque. Assim, é a hora do mundo retornar todo amor que depositou dia a dia nele.

 

How to Have Sex (MUBI)

Na trama, conhecemos três adolescentes britânicas que já pensando no futuro após a conclusão do ensino médio embarcam em uma viagem para Mália, na Grécia, um lugar paradisíaco de aventuras, bebedeira, possibilidades de relações. Só que uma delas, Tara (Mia McKenna-Bruce), começa aos poucos a perceber que a alegria e descobertas que esperava se transforma num enorme pesadelo com abalos traumáticos que levará por toda a vida.

 

Príncipes Perigosos (Netflix)

A trama gira em torno de quatro jovens que tem a riqueza sempre rondando suas vidas. Envoltos em uma bolha onde tudo é possível e constantemente mimados, quando não tem absolutamente nada pra fazer se jogam em ações perigosas e violentas onde o dinheiro acaba sendo uma variável importante (por incrível que pareça!). Assim, entre sequestros armados, brincadeiras sem noção, traições, e passando por cima de quem aparece, a tal da consequência aparece através de outros olhares atingidos.

 

Detrás De La Montaña (Prime Video)

Na trama, conhecemos Miguel (Benny Emanuel), um responsável jovem, abandonado pelo pai no nascimento, que trabalha como datilógrafo em um escritório público na Cidade do México. Sua vida é simples, vive com sua mãe – que sofre até o presente pelo abandono do marido – em um humilde apartamento e tem o sonho de chamar Carmela (Renée Sabina), uma cliente regular do seu trabalho, para um encontro. Após uma tragédia, dominado por sentimentos conflitantes nos quais se vê amplamente perdido, resolve ir atrás do pai para dar um ponto final na história dele.

 

Passagrana

Na trama, conhecemos Zoinhu (Wesley Guimarães), Linguinha (Juan Queiroz), Mãodelo (Elzio Vieira) e Alãodelom (Wenry Bueno), um grupo de amigos muito unidos que vivem de pequenos golpes pelas ruas da maior cidade brasileira. Após serem obrigados a pagar uma dívida com um policial corrupto (interpretado pelo excelente Caco Ciocler), aos trancos e barrancos, resolvem bolar um mirabolante plano para assaltar um banco. Durante esse processo, alguns deles passam por reflexões sobre sonhos e a própria vida.

 

Divertimento

Na trama, ambientada em meados dos anos 90, conhecemos Zahia (Oulaya Amamra) e Fettouma (Lina El Arabi), irmãs gêmeas que desde criança possuem um enorme amor pela música clássica. Vindas de um subúrbio francês, tem a chance de estudar em um conservatório prestigiado em Paris. A primeira com o sonho em ser uma maestrina, a segunda em seguir carreira como violoncelista. Ao longo do tempo, enfrentam vários tipos de preconceitos e impedimentos, até que um dia resolvem formar a própria orquestra. Assim surgiu a Divertimento.

 

Greice

Na trama, conhecemos Greice (Amandyra), uma brasileira na casa dos 20 anos, que tempos atrás embarcou para Portugal. Dividindo sua rotina trabalhando em um quiosque, sendo da produção de uma artista e avançando no curso de esculturas no curso de Belas Artes da Universidade de Lisboa, certo dia conhece um jovem português. Durante uma festa, Greice vê seu nome envolvido em uma situação que acontece, fato esse que coloca sua permanência no país em risco e ela resolve voltar para o Brasil, mais precisamente para sua cidade natal, para achar soluções. Em um hotel em Fortaleza, fugindo de uma possível descoberta da família, reencontra amigos, conhece novos e assim analisa o que fazer com sua vida.

 

Rivais

Na trama, conhecemos os inseparáveis amigos Patrick (Josh O’Connor) e Art (Mike Faist) que tem como elo uma paixão pelo esporte favorito, o tênis. Disputando alguns torneios ainda adolescentes, um dia conhecem pessoalmente Tashi (Zendaya), uma jovem promissora nesse esporte. Após algumas idas e vindas, um triângulo amoroso acaba sendo instaurado sem possibilidades de se prever o que aguardaria seus destinos.

 

Azul é a Cor mais Quente

Nesse polêmico filme, somos apresentados a Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma jovem que está passando por uma época de descobertas em sua vida pessoal. Adèle gosta de dançar, utiliza esse movimento corporal como forma de fugir dos conflitos que prefere não enfrentar. Após uma experiência traumática, acaba conhecendo Emma (Léa Seydoux) uma jovem artista que possui chamativos cabelos azuis. As duas logo se apaixonam e enfrentam todos os dramas de um relacionamento conturbado.

 

 

 

 

Sobre Palhaços, Tubarões e Maníacos Urbanos – Parte 1

FRAMES DO TERROR

CENAS DA VIDA COTIDIANA Nº 01

Há situações em nosso cotidiano que parecem refletir acontecimentos comuns aos filmes e séries a que assistimos. Crimes em série, estupros, atos violentos de vingança e maníacos excêntricos já foram tão explorados pela ficção que ao acontecer na vida real, soam como parte de um mundo paralelo ao qual não pertencemos diretamente.

Um ataque de tubarão numa região praieira, um crime cometido por um indivíduo transtornado e mascarado, bem como uma série de ataques a pessoas comuns, em suas trajetórias diárias, realizadas por alguém apelidado de “maníaco da seringa”, são situações típicas do terreno ficcional, mas que nos últimos meses, tem acontecido na realidade, nos levando a utilizar uma expressão clichê, mas funcional: “a vida imita a arte” ou “a arte imita a vida”.

Pavor no Mar

Para início de conversa, vamos falar sobre os tubarões. Primeiramente, a espécie marinha sempre foi considerada perigosa, mas o seu status de fera do mar alcançou o ápice após o lançamento de Tubarão, de Steven Spielberg, tradução intersemiótica da novela homônima de Peter Benchley, lançado nos a nos 1970, uma época de incertezas nos Estados Unidos.

O filme foi um fenômeno nas bilheterias e abriu um novo segmento na indústria cinematográfica: o jawsplotation ou simplesmente o subgênero filme de tubarão, uma classificação que trafega livremente entre os filmes de aventura e terror. Aparentemente simples, o filme possui camadas que revelam uma trama mais complexa do que a que se imagina: não é apenas um filme sobre uma criatura marinha assassina, mas um drama sobre a incapacidade de um homem em resolver os conflitos que gravitam em torno da sua existência. Ele é policial, autoridade na região dos ataques, mas não possui as forças suficientes pois tem hidrofobia e para piorar, precisa lidar com a presença nociva da mídia e as necessidades de um político pouco interessado na segurança.

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Com uma trilha sonora envolvente, desenvolvida pelo mestre John Willians, Tubarão apavorou plateias e mudou a relação de muita gente com o mar. Basta você assistir a qualquer documentário sobre tubarões ou alguma outra criatura marinha de dimensões similares, e o nome de Spielberg e da sua besta mitológica serão citados.

A trama rentável não ficou apenas nos Estados Unidos. O México, a Itália e a Espanha foram alguns dos países que investiram em tubarões e lançaram filmes que hoje são pérolas do subgênero. No Brasil houve uma divertida paródia intitulada Bacalhau: no filme o tal peixe atacava as pessoas na beira da praia. Cheia de absurdos, a trama faz jus ao termo paródia e abusa de todos elementos subversivos que o leitor possa imaginar, no entanto, é uma fonte de pesquisa histórica dos mecanismos que envolvem a nossa indústria cinematográfica que tais problemas parecem desaparecer na projeção e recepção por pessoas que pensam o  cinema numa perspectiva mais intelectual, muito além dos princípios do lazer.

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Há algumas semanas, o que parecia ser uma trama cinematográfica oriunda deste universo ganhou projeção na vida real. No dia 10 de outubro de 2016, alguns jornais de Salvador noticiaram a presença de um tubarão de quase três metros, avistado por funcionários das Docas, próximo ao Terminal Marítimo de São Joaquim, na região da cidade baixa. Os indivíduos filmaram a criatura marinha e enviaram o vídeo para divulgação.

De acordo com os relatos, os funcionários alegaram que o bicho nadou nas praias de Cantagalo e Boa Viagem, região frequentada por banhistas. Soube desta notícia por uma estudante, logo no primeiro horário, antes de iniciar a minha primeira aula do dia. Entusiasmada, a garota narrou o acontecimento como se aquilo fosse uma “situação cinematográfica que invadia a vida real”.

Ao saber do acontecimento e assistir ao vídeo, disponível também através de compartilhamentos via whatsapp, fiz uma breve varredura nas últimas notícias sobre presença de tubarões no Brasil, algo noticiado com pouca relevância, e descobrir, nesta pesquisa, que as fronteiras entre o discurso cinematográfico e a vida real é um prato cheio para jornalistas e cidadãos comuns.

Ainda em 2016, no dia 10 de abril, um tubarão foi encontrado na praia de Cantagalo, local frequentado por banhistas. O animal estava “debilitado e sem nenhum dente”, afirmava a reportagem. Num veículo mais sensacionalista, a informação era um pouco diferente: “para quem adora uma praia, muita cautela e atenção”. O título já dá a entender que algo de perigoso tomava conta das águas em Salvador. No decorrer do texto, o oportunismo se expressa, ao apontar que “na hora havia crianças na água e o mesmo estava se dirigindo na direção delas quando foi capturado”.

Em 2011, um vídeo sobre um suposto tubarão nas águas próximas ao Yatch Club da Bahia impressionou muita gente. O vídeo mostrava a sombra de um animal que tinha em média dois metros. Durante entrevistas, o professor universitário Everaldo de Queiroz alegou que o risco de um ataque nesta região não deve ser uma ameaça descartada, mas algo tão raro quanto ser atingido por um raio. Segundo o especialista, “os seres humanos não são presas naturais dos tubarões, pois estes ataques são acidentais”.

Na reportagem, o professor discorre sobre a presença comum de tubarões no litoral baiano e narra descobertas nas praias de Piatã e Porto da Barra, deixando outra teoria para entender tais presenças:

“sem a fartura de peixes em áreas profundas, eles poderiam estar se aproximando da costa para se alimentar”.

Tais informações, no entanto, quando lidas de maneira descuidada ou adquiridas por formadores de opinião, pode espalhar o medo, causar pânico social e vender muitos jornais. Na seara do virtual, pode dar a projeção para o narrador, numa demonstração que Gale Weathers, a mesquinha repórter da franquia Pânico, é uma projeção de muitos jornalistas da vida real.

Com a disseminação destas presenças consideradas incomuns, boatos são centrifugados na sociedade, espalhando o medo e afastando banhistas das praias. “Nunca mais mergulho ali”, “cuidado com os tubarões” ou “morro de medo” foram algumas expressões de moradores de Salvador em rodas de conversa sobre o assunto. Munido com minha memória registradora, repassei tudo à caneta para alguns rascunhos, visando refletir sobre esta questão mais adiante.

Segundo o ISAF (International Shark Attack File), na Bahia, entre 1931 e 2010, apenas quarto ataques foram registrados, todos sem vítimas fatais. O susto, pelo menos, foi garantido. Em 2008, na praia de Guarajuba, um tubarão mordeu a prancha do surfista Ricardo Garcia. Em 2005, na praia de Luzimares, litoral norte de Ilhéus, um jovem de 13 anos foi atacado e levou 300 pontos na perna direita, após o ataque de um tubarão de três metros. Em Recife, um ataque mortal modificou as estatísticas do ISAF: uma adolescente em férias na região foi atacado e não resistiu aos ferimentos.

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Há três pontos expressivos durante a disseminação dos boatos e matérias sobre o assunto nas notícias mais recentes: a insistência no uso do vocábulo banhistas, o ritmo fantasioso da narração por parte de algumas matérias e as comparações com a presença de tubarões em Recife. No primeiro caso, a relação entre a soma banhistas + tubarões dá um resultado satisfatório no que diz respeito à polêmica. É rentável, mesmo que irresponsável, espalhar este tipo de informação. O assunto ganha fermento metalinguístico, é associado ao cinema, rende mais reportagens e dá pano para manga aos jornalistas do estilo sensacionalista.

O mesmo no que se refere ao segundo ponto, ou seja, o nível de fantasia dos relatos, pois diferente do que aconteceu, a descrição de uma das reportagens, por sinal, a mais popular em acesso dentre as analisadas, parecia a descrição de uma das cenas mais famosas do clássico de Spielberg, quando uma criança é atacada pelo tubarão-branco.

No que tange aos ataques de tubarões em Recife, para Milton Marcondes, do Instituto Baleia Jubarte, as condições que relacionam as duas orlas são distintas. Segundo informações do especialista, em Recife, eles aterraram um mangue para construir o Porto de Suape, uma região que era ponto de reprodução para diversos peixes, mas que após ser eliminado, diminuiu a oferta de alimentos para os tubarões. Outra questão importante é a história que relata a presença de um abatedouro bovino que descartava os seus resíduos sem tratamento no mar, algo que também pode ter provocado a presença das criaturas marinhas e, consequentemente, os ataques.

Para o pesquisador é necessário desmitificar a imagem dos tubarões construída pelo cinema, pois a figura ganhou contornos muito negativos graças aos apelos da sétima arte. Tal solicitação, entretanto, é uma proposta de intervenção que vai demorar muito tempo para se estabelecer, pois somente este ano, Águas Rasas e o inédito In The Deep, ótimas narrativas, alcançaram bastante êxito nas bilheterias e provaram que o gênero ainda atrai bastante gente.

  1. Não perca a segunda parte do especial!

10 Filmes muito alugados nas LOCADORAS que agora podemos rever nos streamings!

Pra quem não lembra ou não viveu esses tempos, antes da internet e os streamings uma das únicas formas de assistir a um filme sem ser no cinema era alugando nas locadoras. Com o passar do tempo, a extinção desse lugar mágico foi acontecendo mas as memórias daquele tempo – pra quem viveu – não cairão no esquecimento. Pensando nisso, resolvemos criar uma lista com 10 Filmes muito alugados nas locadoras que agora podemos rever nos streamings!

 

O Silêncio dos Inocentes (Prime Video)

Um do grandes clássicos do cinema e sem dúvidas um dos maiores filmes da década de 90, em O Silêncio dos Inocentes acompanhamos uma agente do FBI que precisa buscar informações com um psiquiatra psicopata, o Dr. Hannibal Lecter a fim de conseguir capturar um outro assassino.

 

Titanic (Disney Plus)

Um dos filmes mais conhecidos da história do cinema, Titanic conta a história de amor entre uma jovem rica e um jovem pobre que se encontram na viagem do Titanic.

 

Coração Valente (Disney Plus)

Nesse épico de cerca de três horas de duração, acompanhamos a saga de William Wallace, um herói escocês que luta contra os ingleses pela liberdade de seu povo. Dirigido e protagonizado por Mel Gibson.

 

Os Bons Companheiros (MAX)

Na trama, conhecemos o jovem Henry Hill (Ray Liotta) que sempre sonhou em fazer parte do grupo de gângster que dominavam as ruas do bairro onde morava. Começando lá embaixo na hierarquia ao longo do tempo foi crescendo e seu destino acaba se chocando com o de James Conway (Robert De Niro) um experiente criminoso e do explosivo e altamente inconsequentemente Tommy (Joe Pesci). O trio arma diversos atos criminosos e se envolvem cada vez mais com o crime, principalmente quando chega forte o tráfico de drogas na cidade. Mas essa amizade fica em xeque quando conflitos começam a surgir para os três.

 

Sintonia de Amor (MAX)

Na trama, conhecemos Sam (Tom Hanks), um arquiteto de luto que se muda para Seattle com o filho em busca de um novo recomeço após a morte da esposa. Um ano e meio depois e sem avançar muito no luto ainda intenso, numa noite de natal seu filho resolve enviar uma mensagem para um programa de uma rádio pedindo ajuda para o pai arranjar uma nova esposa. A mensagem toca os corações de muitos, inclusive da jornalista Anne (Meg Ryan) que embarca em uma viagem para conhecer essa família de dois.

 

Um Corpo que Cai (Telecine)

Um dos maiores clássicos do cinema, e não só da carreira de Hitchcock, Um Corpo que Cai, conhecido por muitos também pelo seu título original, Vertigo, nos mostra um ex-detetive, com acrofobia, que é contratado por um amigo para seguir sua esposa. A partir daí, uma série de reviravoltas acontecem. Baseado na obra D’entre les morts, de Boileau-Narcejac.

 

Psicose (Telecine)

Ambientado em Phoenix, no Arizona, na trama, num primeiro momento, acompanhamos a história de Marion (Janet Leigh) uma secretária que foge com uma alta quantia de dinheiro que pertence a um cliente da empresa que trabalha e segue sem rumo por uma estrada até resolver parar em um hotel perto da estrada onde encontraria um fatídico destino. Num segundo momento, vamos conhecendo a tenebrosa história de Norman Bates (Anthony Perkins) que a atende nesse hotel e as verdades de uma família.

 

Um Sonho de Liberdade (MAX)

Ao lado de Morgan Freeman e grande elenco Tim Robbins é o protagonista Andy Dufresne, um banqueiro que é acusado de ter assassinado a esposa infiel e o amante dela. Condenado à prisão perpétua, conhece a dor e o sofrimento buscando forças nas amizades que faz nessa prisão e principalmente não perdendo o sonho de liberdade. Duas poderosas atuações de Freeman e Robbins. Impossível não gostar deste filme.

 

A Casa do Lago (MAX)

Na trama, conhecemos Alex (Keanu Reeves) um arquiteto solitário que tempos atrás teve problemas sérios com o pai, o famoso arquiteto Simon (Christopher Plummer), e acaba voltando para a cidade onde nasceu buscando uma reaproximação com a família. Paralelo a isso também conhecemos a médica Kate (Sandra Bullock), uma mulher também solitária que sofre com as perdas em seu intenso trabalho. Esses dois personagens, Alex e Kate viveram em tempo diferentes na mesma casa num lago e surpreendentemente começam a trocar cartas mesmo não estando no mesmo ano.

 

A Hora do Pesadelo (MAX)

Na trama, conhecemos um grupo de amigos adolescentes que começam a serem perturbados quando estão dormindo, durante seus sonhos (que virão logo pesadelos), por uma figura monstruosa que usa chapéu, tem o corpo dominado por queimaduras e está sempre com um suéter vermelho e verde, conhecido por Freddy Krueger (Robert Englund). Após algumas mortes, a jovem Nancy (Heather Langenkamp), completamente abalada emocionalmente, se torna a única capaz de encontrar coragem para enfrentar a terrível situação que seu destino encontra.

 

Crítica | Invocação do Mal 3 assusta, mas expõe desgaste da franquia

Mudança de rumo é algo que assusta. Se o novo caminho for melhor, enfrentamos a trajetória com satisfação, diferente quando a proposta modifica o que estava confortável e não traz nada que possa justificar o seu estabelecimento em nossas vidas. Esse é um pensamento que pode ser aplicado aos relacionamentos que vivenciamos, aos desafios profissionais e até mesmo durante um momento diletante diante de um livro, série ou filme. Ao trazer essa linha de pensamento para o universo de narrativas cinematográficas, podemos associar imediatamente com o terceiro ‘Invocação do Mal‘, mais recente exemplar da longeva franquia envolvendo o casal de demonologistas Ed e Lorraine Warren, interpretados com carisma, competência e coesa por Patrick Wilson e Vera Farmiga desde o primeiro capítulo desta saga de horror com momentos de possessão, exorcismo e descoberta de objetos macabros, elementos que testam a fé dos personagens que vivenciam situações numinosas e geralmente muito assustadoras.


Ao leitor, uma constatação para começar. ‘Invocação do Mal: A Ordem do Demônio‘ é um bom filme de terror, ou, como geralmente definimos no campo da crítica, uma narrativa genérica. Se a produção não é ruim, por qual motivo associar a mudança de rumo com algo desconfortável? Essa pode ser a pergunta a brotar enquanto você não chega ao final desse texto. Explico. Com o desenvolvimento muito acima da média dos seus dois capítulos antecessores, geralmente esperamos algo avassalador em sua terceira incursão, em especial, a experimentação de elementos da linguagem cinematográfica que possam manter o nível de tudo que já tinha sido apresentado com muita qualidade. Mas isso não ocorre. Sem a direção de James Wan, mais virtuoso que Michael Chaves, cineasta que assumiu o projeto mais atual, a terceira incursão do casal Ed e Lorraine Warren em um de seus casos mais polêmicos falha. Há momentos inspirados, mas nada que alcance o patamar dramático e estético de antes.

Inspirada no julgamento de Aaron Johnson (Ruari O’Connor), jovem que em 1981, assassinou um homem e alegou que no ato das facadas, estava possuído por forças demoníacas, o filme traz Ed e Lorraine em mais um desafio: garantir que as forças das trevas não dominem uma determinada família, envolta nos desdobramentos de rituais satânicos e conjurações de bruxas que devastam a vida de todos aqueles que gravitam em torno dos envolvidos nesta tragédia que se tornou piada na época, a estampar manchetes jocosas que satirizavam a situação que para a dupla de demonologistas era algo muito real, assustador e desolador, momentos de exaustão de energias e provocação da fé, principalmente para as vítimas de uma maldição sem precedentes, primeiro para o pequeno David Glatzel (Jullian Hillard), depois para o namorado de sua irmã, Johnson, levado ao tribunal e defendido por seu advogado com a tese incomum de ser sido possuído por entidades demoníacas quando cometeu o já mencionado crime.

Assim, resta lamentar, haja vista a alta expectativa que me tomou enquanto esperava o retorno do casal e da franquia aos circuitos de entretenimento, modificados completamente com o advento da pandemia da covid-19 que desde 2020 transformou a nossa forma de se entreter. Como já mencionado, desta vez, a história é dirigida por Michael Chaves, o responsável pelo fraco A Maldição da Chorona, spin-off da franquia, um dos momentos menos expressivos deste universo sobrenatural. Ao assumir o roteiro de David Leslie Johnson-McGoldrick, ele transforma o texto num festival de duplo ritmo narrativo ao longo de 112 minutos, ora com passagens frenéticas demais, ora com morosidade, sem deixar muito espaço para a sutileza que em muitos momentos, contribuem mais que o excesso de sustos e clichês, propiciados especialmente pela direção de fotografia de Michael Burgess, profissional que entrega os habituais espaços iluminados em contraste com pedaços da tela tomados por uma escuridão trevosa, como se as imagens captadas fossem alusões ao que se fazia comumente na pintura barroca. A movimentação e o uso de planos fechados em determinadas passagens funcionam bem, da mesma maneira que a utilização do ponto de vista, escolha ideal para mesclar imagens mais abertas com peculiaridades observadas exclusivamente pelos personagens, compartilhadas conosco num processo de aproximação que revela algo para logo adiante, nos fazer saltar com os sustos originados pelo jumpscare que já é uma muleta no cinema de terror há eras.

Em seus aspectos estéticos, Invocação do Mal: A Ordem do Demônio expressa o esmero estético dos membros que compõem a equipe técnica da franquia. Jennifer Spence expõe aos nossos olhos um excelente trabalho no design de produção, setor que compõe os cenários com uma direção de arte firme, sem espaço para nos decepcionar. Tudo está muito bem orquestrado. O necrotério, a casa da família Warren, os misteriosos túneis que nos conduzem para o macabro altar que demarca o desfecho da maldição que toma os personagens da história, dentre tantos outros cuidadosos territórios cênicos. A trilha sonora de Joseph Bishara, colaborador de longa data da franquia, também se porta de maneira eficiente, sem grandes momentos, mas adequada para o que nos é apresentado enquanto material dramático. Creio ser a fiel tradução musical para o que é ofertado ao músico e, consequentemente, aos espectadores, isto é, uma textura percussiva que dialoga exatamente com a qualidade mediana do filme que conduz.

Narrativa que depende bastante da sonoridade para produzir os efeitos necessários em seus consumidores, algo já mencionado anteriormente ao versar sobre o uso deliberado de jumpscare. aqui temos Jason W. Jennings como supervisor do design de som, setor responsável pela fabricação de ferrões musicais que alcançam níveis absurdos em determinados pontos, estratégia que não é de agora que se tornou sinônimo de preguiça para muitos filmes que dependem exclusivamente de seus atributos para criar algum impacto no espectador, mesmo quando a história em si deixa bastante a desejar. É quase o caso de Invocação do Mal: A Ordem do Demônio, produção que se equivoca quando abandona os ambientes ermos e se dispersa por uma investigação semelhante aos produtos televisivos genéricos sobre o tema. A opção por dividir o seu desfecho em duas situações justapostas por uma montagem alternada também prejudica o ritmo do filme, escolha que não deixa que nenhum dos dois lados seja potencializado, num processo de enfraquecimento da cadência narrativa, algo pecaminoso para uma produção que depende da manipulação do medo e do pavor para funcionar bem.

Um dos principais problemas que deixam Invocação do Mal: A Ordem do Demônio ser bom e não ótimo é, além do ritmo, a opacidade das entidades que dominam os personagens incautos. Diferente de Betsheeba e Valak, figuras demoníacas atordoantes dos filmes antecessores, aqui temos uma ameaça menos impactante, com menor tempo que o esperado em cena, frívola quando comparada com os “monstros” que a precederam, tornando-a banal e frágil, nada próxima do que foi prometido pelo marketing do filme, setor que deixou claro ser este “o caso mais assustador de Ed e Lorraine Warren”. Se investissem na saga dos Smurl, por exemplo, história que inspirou o tenso A Casa das Almas Perdidas, telefilme dos anos 1990, acredito que o potencial da história fosse muito maior. Não adianta, no entanto, ter uma boa trama quando a direção e o roteiro são ineficazes. Sabemos que o terror é um gênero de fases e acredito ser necessário uma nova reviravolta neste campo de produção, tal como Invocação do Mal fez em 2013, ao revitalizar temáticas desgastadas. Com oito filmes no projeto, a franquia apresenta sinais de desgaste e precisará de um novo capítulo muito mais intenso para garantir que ainda possa funcionar bem. Para nós, espectadores críticos, fica o questionamento: será que o Invocaverso ainda funciona? Resta esperar mais tempo para confirmar. Oremos.