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Dirty Computer | Aclamado álbum de Janelle Monáe faz 5 anos em 2023

Para os cinéfilos de plantão, Janelle Monáe é conhecida por participar de dramas como Moonlight: Sob a Luz do LuarEstrelas Além do Tempo e ‘Glass Onion: Um Mistério Knives Out’. Entretanto, a atriz também possui um background considerável na esfera fonográfica, sendo detentora de uma breve, porém extremamente aclamada discografia que começou ainda em 2010. E cinco anos depois do lançamento de seu último álbum, ‘The Electric Lady’, Monáe retornou com mais uma obra-prima que une em um mesmo escopo pop, funk, soul, R&B e tantos outros gêneros que se mesclam e são guiados pela marcante e oscilatória voz da mezzosoprano. Não é surpresa que sua mais recente investida tenha sido recebida com aceitação imediata da crítica e do público: afinal, este é, favoritismos de lado, a melhor produção musical de 2018 e, sem sombra de dúvidas, da década passada.

Dirty Computer, como ficou conhecida a entrada em questão, não é apenas um CD; é, antes de tudo, um ato político e conceitual que se constrói sem remorso com diversas críticas sociais (e alguns tapas na cara). Monáe explora com toda sua carga artística temas como sexualidade, racismo e autoaceitação, deflagrados em catorze faixas que começam e terminam em um piscar de olhos. Ao reclamar para si a importância histórica do R&B e de gêneros e suis-generis semelhantes, a cantora revela a influência que Prince teve em sua insurgência como artista – e mostra, sem qualquer presunção, que está pronta para carregar um título que lhe pertence por direito.

O álbum abre com a breve e melódica faixa epônima, realizada ao lado de Brian Wilson, e já dá uma pista do que podemos esperar: uma nostálgica jornada em meio a construções de solilóquio declamatório, uma ou outra delineação amorosa e diálogos tão ácidos que farão os ouvintes se arrepiarem com tamanha ousadia. Não é surpresa que os graves vocais da lead singer sejam acompanhados por um coro afro-americano muito bem utilizado e um baixo sintético que preconiza a bateria elétrica de modo perfeito. Essa preparação se concretiza com a chegada de “Crazy, Classic, Life”, segunda faixa que já abre com o potente discurso de Martin Luther King Jr. antes de divagar acerca do controverso sonho americano.

A base dessa arquitetura passa longe de quaisquer fórmulas que tenhamos visto na indústria fonográfica. A exceções, na verdade, são referências claras e muito bem-vindas que se contentam com seu espaço emulativo, felizmente não tomando conta da liberdade expressiva de Janelle. Com isso, a artista parece criar uma tese de representatividade e empoderamento que vai para além de rótulos, e que não pensa duas vezes em ser bastante clara quanto à mensagem: versos como “jovem, negra, selvagem e livre”, da música supracitada, e “nós vamos começar uma revolta da vagina” (da belíssima e elucidativa “Django Jane”) são bastante comuns e, se acabam por chocar os fãs, então alcançam seu objetivo com esplendoroso sucesso.

Mesmo nas faixas mais animadas, o álbum não abre mão de sua identidade. Monáe se reencontra com o neo-soul em “Screwed”, numa parceria incrivelmente harmonizada ao lado de Zoë Kravitz que é liderada pelas enérgicas notas da guitarra, e com o que considero ser a melhor canção da obra: “Make Me Feel”. Podemos pensar que aqui, o fusion e o pop minimalista fale mais alto, mas a utilização híbrida de diversos instrumentos impede que a iteração se restrinja a gêneros específicos e caminhe para uma épica e dançante rendição que explode e recua nos momentos certos. E mais: de forma alusiva e diabolicamente sedutora, a singer aproveita o espaço para declamar sobre sua bissexualidade do modo mais divertido possível.

Janelle também opta por acrescentar elementos de suas raízes africanas com “I Got That Juice”. O prólogo já revela sua clara descendência e, junto com batuques envolventes, fala abertamente sobre sexo com metáforas originais e hilárias que não se perdem em saturações ou algo do tipo. Logo depois, somos apresentados a uma belíssima balada desconstruída movida pelo melhor do R&B: “I Like That” explora as atenuações e alcances de Monáe e nutre de certas referências de outra grande obra-prima (Lemonade, de Beyoncé).

As inspirações se expandem também para outras tracks, como “Stevie’s Dream”, que automaticamente puxa certos elementos sonoros da banda Eagles. Porém, com habilidade notável e invejável, a cantora não deixa que o breve interlúdio se renda às ruínas do simulacro, mas presta homenagem a Stevie Wonder antes de se deixar levar pelo proposital tom dark do baixo em “So Afraid”, na qual seus medos e inseguranças são revestidos com um prospecto de esperança antes de culminar na epopeica conclusão “Americans” – retomando até mesmo o coro da primeira faixa e dando vida a uma circular narrativa.

Há cinco anos, Janelle Monáe retornava à sua conhecida excelência musical com um terceiro álbum de estúdio simplesmente perfeito. Dirty Computer é uma ode ao seu próprio cotidiano e também serve como um aplaudível discurso militante que, certamente, servirá de inspiração para seus conterrâneos e para produções futuras (ou assim esperamos).

‘Swarm’: Suspense do Prime Video ganha dois teasers INÉDITOS; Confira!

O Prime Video divulgou dois teasers inéditos da nova série de suspense ‘Swarm‘.

A produção estreará oficialmente no dia 17 de março na plataforma de streaming.

Confira, junto ao trailer completo:

A trama segue a jovem Dre (Dominique Fishback), que é levada para lugares sombrios e inesperados por conta da sua obsessão pela estrela do pop Marissa (Chlöe Bailey).

A série foi criada por Janine Nabers e Donald Glover.

O elenco ainda conta com Damson Idris, Rickey Thompson, Paris Jackson, Rory Culkin, Kiersey Clemons Byron Bowers.

Nabers serve como showrunner, enquanto Glover foi responsável pela direção do episódio piloto.

Swarm Poster

Os ‘Gotham Knights’ se reúnem no teaser INÉDITO da série; Confira!

A The CW divulgou um novo teaser oficial de Gotham Knights, série baseada no universo DC que estreia hoje, 14 de março.

Confira:

Na trama do episódio piloto, Batman está morto e um barril de pólvora incendiou Gotham City sem o Cavaleiro das Trevas para protegê-la. Após o assassinato de Bruce Wayne, seu filho adotivo Turner Hayes é acusado de matar o Cavaleiro das Trevas, junto com os filhos de alguns dos inimigos de Batman: Duela Doe, também conhecida como a filha do Coringa, uma imprevisível lutadora e ladra habilidosa que nasceu no Arkham Asylum e foi abandonada por seu pai; Harper Row, uma engenheira malandra e mordaz que pode consertar qualquer coisa, e seu irmão Cullen Row, um inteligente adolescente transexual que está cansado de ser educado e agradável. Com o carismático e obstinado promotor público Harvey Dent e o DPGC em seu encalço, Turner contará com aliados, incluindo sua melhor amiga e formidável programadora Stephanie Brown e a improvável ajudante do Batman, Carrie Kelley. Mas nossos cavaleiros logo aprenderão que há uma força maior e mais nefasta trabalhando em Gotham City. Esta equipe de fugitivos incompatíveis deve se unir para se tornar sua próxima geração de salvadores conhecida como ‘Cavaleiros de Gotham'”.

Em ‘Gotham Knights‘, após o assassinato de Bruce Wayne, seu filho adotivo rebelde forja uma aliança improvável com os filhos dos inimigos de Batman quando todos são acusados ​​de matar o Homem-Morcego. Como os criminosos mais procurados da cidade, esse bando renegado de desajustados deve lutar para limpar seus nomes. Mas em uma Gotham sem Cavaleiro das Trevas para protegê-la, a cidade se torna a mais perigosa que já foi. No entanto, a esperança vem dos lugares mais inesperados, pois essa equipe de fugitivos incompatíveis se tornará sua próxima geração de salvadores.

O elenco conta com Oscar Morgan como Turner Hayes, Navia Robinson como Carrie Kelley, Fallon Smythe como Harper Row, Tyler DiChiara como Cullen Row, Olivia Rose Keegan como Duela, Anna Lore como Stephanie Brown, Rahart Adams como Brody, Misha Collins como Harvey Dent, Lauren Stamile como Rebecca Marchm e Damon Dayoub como Lincoln March.

A série foi criada por Chad FiveashJames StoterauxNatalie Abrams, roteiristas da adorada série Batwoman. Abrams também entra como co-produtora executiva.

Fiveash e Stoteraux entram como produtores executivos ao lado de Greg BerlantiSarah SchechterDavid Madden.

‘The Last of Us’: Vídeo nos leva aos bastidores do ÚLTIMO episódio da 1ª temporada; Confira!

A HBO Max lançou no domingo (12) o nono e último episódio da 1ª temporada da aclamada adaptação de The Last of Us, série estrelada por Pedro Pascal (‘O Mandaloriano’) e Bella Ramsey (‘Game of Thrones’).

Agora, a plataforma de streaming divulgou um vídeo nos levando aos bastidores do incrível capítulo de encerramento.

Confira:

A trama se passa vinte anos após a destruição da civilização moderna. Joel, um sobrevivente grosseiro, é contratado para contrabandear Ellie, uma garota de 14 anos, para fora de uma zona de quarentena opressiva. O que começa como um pequeno trabalho logo se torna uma jornada brutal e dolorosa, já que ambos devem atravessar os EUA e depender um do outro para sobreviver.

A produção abarcou nada menos que 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, com 417 críticas publicadas. Dentre os vários elogios, o consenso entre a crítica internacional é que The Last of Us é uma das melhores releituras de videogames de todos os tempos.

Confira os principais comentários:

“Não é nem remotamente controverso chamar [a série] da melhor adaptação de videogames já feita” – BBC.com.

“Uma adaptação espetacular que deve encantar os novatos e enriquecer aqueles já familiarizados com a jornada de Joel e Ellie” – IGN Movies.

“Facilmente a melhor adaptação de um videogame para live-action” – JVS Media & Production.

The Last of Us se torna tão cativante nos momentos de quietude quanto nos assustadores – e talvez ainda mais quando foca em quem são essas pessoas em vez dos perigos que elas enfrentam” – Rolling Stone.

“Posso apostar que The Last of Us será um dos melhores shows de 2023″ – Decider.

Crítica de Temporada | ‘The Last of Us’ é uma espetacular e impecável adaptação da HBO

A série é baseada na franquia de jogos que leva o mesmo nome e que nasceu no PlayStation 3 e atualmente recebeu no PlayStation 5 uma nova versão do primeiro jogo, com gráficos e jogabilidade aprimorados. O jogo é desenvolvido pelo estúdio Naughty Dog, considerado um dos maiores sucessos da Sony.

O elenco ainda conta com Gabriel Luna, Merle Dandridge, Nick Offerman, Anna Torv, Merle DandridgeNico ParkerJeffrey PierceCon O’NeillMurray Bartlett, Natasha Mumba Storm Reid.

Peter Hoar (‘Demolidor’), Kantemir Balagov (‘Uma Mulher Alta’), Ali Abbasi (‘Sheiley’), Jasmila Zbanic (‘Quo Vadis, Aida’), Craig Mazin (‘Chernobyl’), Neil Druckmann (criador do jogo), Liza Johnson (‘Barry’) e Jeremy Webb (‘The Umbrella Academy’) fazem parte do time de diretores.

A série foi criada por Mazin (‘Chernobyl’), que também serve como roteirista e produtor executivo da adaptação ao lado de Druckmann.

‘Um Homem da Flórida’: Série com Edgar Ramírez ganha incrível cartaz oficial; Confira!

Netflix divulgou o cartaz oficial de ‘Um Homem da Flórida’ (‘Florida Man’), minissérie dramática estrelada por Edgar Ramirez (‘The Last Days of American Crime’).

A produção tem estreia agendada para o dia 13 de abril na plataforma de streaming.

Confira, junto ao teaser trailer:

Florida Man 1

A minissérie foi criada por Donald Todd (‘This Is Us’).

A trama acompanha um ex-policial (Ramírez) que volta para a Flórida para procurar a namorada de um mafioso. Mas o que era para ser um trabalho rápido acaba virando uma odisseia alucinante em meio a segredos de família e a tentativa inútil de fazer a coisa certa em um lugar onde tudo está errado.

Abbey Lee, Anthony LaPaglia, Otmara Marrero, Lex Scott Davis, Emory Cohen, Clark Gregg, Isaiah Johnson, Paul Schneider e Lauren Buglioli completam o elenco.

‘Os Banshees de Inisherin’: Aclamada tragicomédia com Colin Farrell e Brendan Gleeson ganha data de estreia no Star+

‘Os Banshees de Inisherin’, tragicomédia estrelado por Colin FarrellBrendan Gleeson, já tem data para chegar ao catálogo do Star+.

O longa-metragem será lançado na plataforma de streaming em 22 de março.

Confira o novo trailer:

O longa se tornou uma das produções mais aclamadas do ano passado e conquistou 8 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme. No BAFTA 2023, levou para casa os prêmios de Melhor Filme Britânico, enquanto Barry Keoghan conquistou a condecoração de Melhor Ator Coadjuvante por sua aclamada performance, Martin McDonagh levou a estatueta de Melhor Roteiro Original e Kerry Condon conquistou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante.

McDonagh fica responsável também pela direção.

Ambientado em uma remota ilha na costa oeste da Irlanda, The Banshees of Inisherin gira em torno dos amigos de longa data Pádraic (Farrell) e Colm (Gleeson), que se veem em um impasse quando Colm inesperadamente coloca um fim na amizade. Um embasbacado Pádraic, auxiliado pela irmã e por um jovem morador da ilha, luta para reparar o relacionamento, recusando-se a aceitar não como resposta. Mas os esforços repetitivos de Pádraic apenas reforçam a decisão do amigo e, quando Colm dá um ultimato desesperado, os eventos escalam exponencialmente, com consequências chocantes.

Grace e Frankie | Relembrando uma das melhores séries da década passada

Em vários textos aqui no site, falamos sobre como a comédia é um dos gêneros mais complicados de serem trabalhados; afinal, ele deve se renovar constantemente para não cair nos convencionalismos excessivos, como as quebras de expectativas previsíveis, a entrada do melodrama superficial ou até mesmo resoluções incabíveis para um universo irreverente. É claro, se pensarmos no auge das séries cômicas dos anos 1980 e 1990, como Seinfeld’ e Friends’, as saídas formulaicas ainda eram agradáveis e sutis ao público – e sabíamos que aquele recorte completamente bizarro era proposital. Contudo, manter-se preso a isso é um dos piores equívocos que se pode cometer no showbiz; a ideia aqui é a originalidade, a busca pelo impensável, por histórias que não poderiam ser contadas.

Nos últimos anos, a Netflix tornou-se uma plataforma de criação expansiva, e mesmo que tenha se rendido às ruínas de alguns produtos bem medíocres, criou obras-primas da televisão contemporânea como Unbreakable Kimmy Schmidt’ e The Good Place’, invadindo territórios considerados tabus e repaginando-os com uma perspectiva única. E foi com o mesmo intuito que Martha Kauffman (trazendo sua grande experiência de volta à tona) e Howard J. Morris arquitetaram um cotidiano às avessas de duas famílias aparentemente perfeitas, mas cujas conturbações insurgiram numa época um tanto complicada, e a ele deram o nome de Grace e Frankie’. A trama, que poderia facilmente mergulhar em algo insosso, na verdade tornou-se uma das maiores surpresas de 2015 – e estendeu-se por sete incríveis temporadas.

Grace E Frankie 1

É claro que trabalhar dentro de uma equipe clássica como essa não seria fácil: as protagonistas, que emprestam nome para o título do show, são interpretadas apenas por dois dos maiores nomes de sua geração, Jane Fonda e Lily Tomlin nas respectivas personas. Não é nem preciso dizer que ambas as atrizes criam uma química inexplicável que supera todas as expectativas nas telinhas, abrindo espaço para suas habilidades performáticas e cultivando margens para versáteis rendições. Seja na presença da tragicomédia ou de subvertentes como coming-of-age ou tour-de-force, as duas sempre fazem algo de parte maior e, mantendo esses fortes laços intercambiáveis, conseguem trazer todos os outros personagens para um mesmo nível de desenvolvimento e delineação.

Mas nos voltemos à história principal: Grace e Frankie são duas mulheres da terceira idade muito bem resolvidas vivendo uma longe da outra, ainda que seus maridos trabalhem juntos na mesma firma de advocacia. Entretanto, tudo isso muda quando, durante um almoço planejado de última hora, Robert (Martin Sheen) e Sol (Sam Waterston) revelam às duas que estão tendo um caso há mais de vinte anos e que só agora resolveram assumir quem realmente são e começar um novo capítulo – afinal, nunca é tarde para amar, não é mesmo? Todo esse escopo seria hilário, se não fosse trágico; claro, colocar um casal de idade avançada em uma subtrama LGBT é sempre bem-vinda, e os roteiristas encontram um modo muito leve e nem um pouco ofensivo de tratar isso ao mostrar a perspectiva de cada um dos afetados, sem se deixar levar por uma entrega parcial.

Grace E Frankie 4

Ainda que não chegue aos pés de Fonda e Tomlin, os dois atores, também veteranos da indústria do entretenimento, carregam consigo uma fofura inigualável que deixa quase impossível odiá-los por mentirem e traírem suas esposas sem ao menos lhes dar alguma satisfação. Eventualmente, a construção arquetípica dos personagens também revela falhas ao mesmo tempo em que permite nos conectarmos em diversos âmbitos com cada um deles – e a presença excessiva de personas secundárias é ofuscada pelo tratamento minucioso que a série em si recebe.

Grace e Frankie passam a viver juntas na casa de praia que foi adquirida pelos dois, alfinetando-se o tempo todo pelos estilos totalmente opostos de vida que levavam antes de entrarem num círculo compulsório de convivência: enquanto esta sempre optou por uma vida hippie, em contato com entidades místicas, a quebra de padrões estéticos e o apreço pela arte moderna – ela até mesmo dá aulas de pintura para ex-detentos como modo de reabilitá-los -, aquela mergulhara em pura ostentação, mostrando sua superioridade até mesmo para com os filhos (ora, ela até mesmo era CEO de uma empresa de produtos de beleza antes de passá-la para as mãos da filha Brianna, interpretada pela carismática e hilária June Diane Raphael). Vê-las encontrar um meio-termo para se aturarem é incansável, e as histórias episódicas funcionam tão bem em si mesmas que fica difícil não querer devorar a série o mais rápido possível.

Grace E Frankie 3

Kauffman e Morris também encontram um modo de fazerem valer as subtramas: temos, por exemplo, a relação conturbada entre um dos filhos de Frankie, Coyote (Ethan Embry), e a queridinha de Grace, Mallory (Brooklyn Decker). Ainda que se perca alguns episódios para frente, quase sendo varrida para debaixo do tapete, essa pequena fatia microcósmica serve como respaldo para o plano geral. Decker, em especial, dando às caras quatro anos depois de seu último projeto com Esposa de Mentirinha, mostra-se muito competente ao abraçar a irreverência de fazer parte de toda aquela conturbação, fugindo dos estereótipos da dona de casa e construindo relações duradouras com o público.

O ápice da série é, sem dúvida, sua leveza. Nada é forçado: os diálogos propositalmente autoexplicativos se mesclam com metáforas impensáveis, os movimentos de câmera seguem um padrão de sitcom, passando pelo reality show e retornando para a zona de conforto de outras fórmulas hollywoodianas ao mesmo tempo em que se esquiva do clichê excessivo, as atuações movem-se com uma fluidez incrível. Em outras palavras, tal obra não é pedante e não preza por uma bruta crítica social, conseguindo passar sua mensagem sem se valer de ideologias compulsórias que obviamente são mais bem exploradas por dramas intencionais.

Grace E Frankie 2

Fonda e Tomlin provam que ainda estão com tudo. Apenas a presença das duas é capaz de nos manter vidrados na tela o tempo que for necessário – e a organicidade que cultivam em Grace e Frankie’ é algo a ser levado até para fora do cosmos da série, expandindo essa característica única para quem se importasse em ouvir. E digo já com antecedência: o show, felizmente, apenas melhora.

Ellie Kemper, atriz de ‘The Office’, vai estrelar nova comédia para a ABC; Confira os detalhes!

De acordo com a Variety, Ellie Kemper, mais conhecida por seus papéis em ‘The Office’ e ‘Unbreakable Kimmy Schmidt‘, vai estrelar uma nova comédia para a ABC.

Com o título provisório ‘Drop Off‘, a atração será uma releitura da sitcom britânica ‘Motherland‘, exibida pela BBC entre 2016 e 2021.

Além de estrelar, Kemper também será produtora executiva do projeto, que é fruto de uma parceria com a Hulu, a Lionsgate e a Merman Television.

Escrita por Julieanne Smolinski (‘Home Economics’), a trama vai girar em torno de Julia, uma mãe trabalhadora que está à beira de um colapso, então ela busca ajuda de pessoas na mesma situação. Com o apoio de seus novos amigos, Calvin e Liz, Julia descobre que pode conseguir equilibrar o trabalho e a maternidade de vez em quando. Mas, fique avisado, esta é uma comédia para quem deixou os filhos na escola, deu um suspiro de alívio… E então percebeu que é já é domingo.

Ainda sem previsão de estreia, a série recebeu apenas o pedido do episódio piloto.

Além disso, ainda não há diretores contratados e nem outros membros do elenco.

Como o projeto está nos estágios iniciais, as atualizações devem ser divulgadas em breve.

Foto indica que Luke Cage pode aparecer na série ‘Demolidor: Renascido’

A produção de ‘Demolidor: Renascido‘ para o Disney+ pode ter dado uma importante pista sobre uma possível aparição de Luke Cage na série.

O personagem, interpretado por Mike Colter, já apareceu ao lado do Demolidor em ‘Os Defensores‘ e pode retornar na nova produção. O indício principal vem do fato da série estar realizado filmagens no bairro de Harlem, em Nova York, conforme indica a imagem de uma placa de aviso, que informa que ‘Out the Kitchen’ realizará filmagens no local. Esse nome é o título de produção que tem sido usado para ‘Demolidor: Renascido‘.

Nos quadrinhos e também na série solo do herói, Luke Cage é conhecido por ser o vigilante do Harlem, bairro em que protege de bandidos e outras ameaças.

Confira a imagem abaixo:

Ainda não se sabe se o herói realmente aparecerá na série, bem como se será interpretado novamente por Mike Colter, que estrelou a série ‘Luke Cage‘ e participou de ‘Jessica Jones‘ e ‘Os Defensores‘.

Vale lembrar que a nova série contará com o retorno de Charlie Cox (Demolidor), Vincent D’Onofrio (Wilson Fisk) e Jon Bernthal (Justiceiro).

Infelizmente, Deborah Ann Woll e Elden Henson não irão retornar como Karen Page e Foggy Nelson, respectivamente. Ainda não se sabe, no entanto, se seus papéis serão reescalados ou se os personagens simplesmente não serão incorporados à trama.

A série será será um revival da produção da Netflix, mas desta vez para a Disney+ e com 18 episódios, contando com uma participação mais direta do herói dentro do Universo Cinematográfico da Marvel.

Nas redes sociais, os fãs estão comemorando o início da produção e mal podem esperar pela estreia.

Confira as reações:

“‘Demolidor começa a gravar amanhã. Eu tô normal.”

“Não… Mas amanhã é um grande dia. ‘Demolidor começa a ser filmado.”

“Com o ‘Demolidor aparentemente programado para filmar amanhã, provavelmente começaremos a receber muitas fotos de spoilers. Se aparecer alguma coisa eu aviso mas não posto aqui… Para quem quiser ver, e para quem quiser ficar longe de spoilers.”

“As gravações de ‘Demolidor‘ começam esta semana.”

“Aaaah!! Isso está realmente acontecendo?! #Demolidor está de volta e as filmagens devem começar nos próximos dias?? Estou me beliscando. Quase difícil de acreditar.”

“‘Demolidor Renascido’ começa a filmar amanhã… Vamos ver no que isso vai dar.”

Michael GandolfiniMargarita LevievaSandrine Holt completam o elenco.

Em entrevista para a NME, Cox foi questionado sobre quanto tempo pretende continuar dando vida ao personagem titular.

“Eu não sei, quero dizer, há um contrato e tudo mais, do qual eu não posso falar. Mas não sei até quando serei o Demolidor.”

Ele continuou:

“Eu acho que você tem que fazer tudo ao seu alcance para aproveitar os momentos de sucesso enquanto os vivenciar. Estou incrivelmente grato pelo retorno do Demolidor. Adoro interpretar esse personagem. Quanto tempo mais na minha idade posso interpretar o papel principal em um filme de super-herói ou programa de TV? A verdade é que não por muito tempo, provavelmente.”

Anteriormente, ele disse à Entertainment Tonight que a trama da nova atração pode ser contada a partir do zero.

“Isso acontece muito nos quadrinhos. De certa forma, o que é ótimo nessa ideia de recontar histórias é que potencialmente podemos contar algumas delas repetidamente da mesma maneira que eles fazem nos quadrinhos, sabe? De vez em quando, eles começam no início da jornada de Murdock como um garotinho e contam toda a história de origem novamente. Então talvez possamos fazer isso na nova série. Quem sabe? Eu não sei.”

E aí, você está animado para revê-lo combatendo o crime?

Matt Corman e Chris Ord, criadores da série ‘Assuntos Confidenciais‘, estão por trás do roteiro e produção do show.

Lembrando que o título ‘Demolidor: Renascido‘ faz referência aos quadrinhos, em um arco narrativo em que o herói e o Rei do Crime se enfrentam em um dos confrontos mais sombrios da Marvel.

‘Pânico 6’: Roteirista comenta sobre abertura CHOCANTE do filme

O roteirista de ‘Pânico VI‘ comentou sobre a abertura que pegou os fãs de surpresa no novo filme da franquia.

Atenção para spoilers do filme a partir daqui.

Em entrevista para a Variety, James Vanderbilt comentou sobre a decisão de revelar que Jason Carvey (Tony Revolori) é o Ghostface que matou Laura Crane (Samara Weaving) na abertura do filme ainda nos minutos iniciais do longa.

“Foi bem no início quando tivemos a ideia de revelar alguém e depois segui-lo por um tempo e tentar impressionar as pessoas com isso”, disse o roteirista. Kevin [Williamson, criador da franquia] ficou muito animado, o que é sempre ótimo! Mas sim, estávamos um pouco nervosos porque você está mantendo seus personagens principais fora da tela por 13 minutos. Mas todos gostaram muito da ideia e nos arriscamos juntos.”

Vanderbilt ainda complementa sobre o fato de ter matado o personagem de Jason também na abertura do filme, mas pelas mãos do Ghostface principal:

“A ideia sempre foi ter o ponto de vista do Ghostface […] Então, tivemos no roteiro o ‘Ghostface Alpha’ – com a máscara quebrada – que aparece e diz: ‘Quem se importa com filmes?’ [logo antes de matar Jason], porque queríamos que este não fosse sobre os filmes ‘Facada’. Esse sempre foi o plano: tentar colocar o público em um caminho diferente e deixá-los saber que vamos fazer algumas mudanças maiores desta vez.”

Enquanto isso, o novo filme da franquia ‘Pânico VI‘ já está em cartaz nos cinemas.

Assista a crítica com as entrevistas e siga o CinePOP no YouTube:

O filme recebeu a classificação etária para maiores de 18 anos no Brasil. Segundo o Ministério da Justiça, menores não poderão assistir a produção por ela trazer cenas com “Drogas, Violência Extrema e Linguagem Imprópria”.

Pânico VI‘ leva Ghostface e seu rastro de terror para Nova York, seguindo os passados de outros icônicos vilões. Para quem não se lembra, Jason Voorhees também já deixou Crystal Lake para visitar a famosa cidade em ‘Sexta-Feira 13 – Parte 8: Jason Ataca em Nova York‘ (1989).

Melissa Barrera (Sam), Jenna Ortega (Tara), Hayden Panettiere (Kirby), Courteney Cox (Gale), Mason Gooding (Chad) e Jasmin Savoy Brown (Mindy) retornam.

Os novatos Samara Weaving (‘A Babá’), Tony Revolori (‘Homem-Aranha: Sem Volta para Casa’), Dermot Mulroney, Jack ChampionLiana LiberatoDevyn NekodaJosh SegarraHenry Czerny completam o elenco.  

Os diretores do filme anterior, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, também voltam para a próxima aventura.

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Artigo | Assuntos inacabados: O final EXPLICADO de ‘Pânico VI’ [SPOILERS]

Cuidado: muitos spoilers à frente.

Mais de um ano depois do lançamento de ‘Pânico’, o quinto capítulo da icônica saga slasher homônima, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett cumpriram com a promessa de investir esforços em uma nova franquia – voltando a atenção para a nova geração de vítimas do Ghostface e mostrando que poderiam entregar incursões originais e convincentes sem exaurir os lendários atores dos primeiros filmes (incluindo Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette). Com o lançamento de Pânico VI, a dupla demonstrou carregar um respeito gigantesco em relação ao legado de Wes Craven e Kevin Williamson – conseguindo construir uma narrativa que fosse satisfatória o bastante para os fãs de longa data e exuberante o suficiente para o público que apenas começava a conhecer essa mitologia sangrenta e metalinguística.

Seguindo os eventos da obra anterior, a trama acompanha Sam (Melissa Barrera), Tara (Jenna Ortega), Mindy (Jasmin Savoy Brown) e Chad (Mason Gooding), os sobreviventes do massacre-legado de Woodsboro, que agora vivem em Nova York tentando ao máximo deixar os traumas para trás e seguir com suas vidas. Todavia, uma série de ataques violentos os leva a entender que ainda há pendências a serem resolvidas – e que eles precisam agir rapidamente antes de serem esfaqueados. E, contando também com a presença ilustre de Gale Weathers (Cox) e Kirby Reed (Hayden Panettiere em seu merecido retorno à franquia), o grupo percebe que todos os eventos que enfrentaram culminaram em um momento de pura agonia e terror.

Mas vamos ao que interessa: quem está por trás da máscara do novo Ghostface?

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Como já é de costume, o Ghostface, na verdade, desmembra-se em duas pessoas. No capítulo de estreia da saga, tivemos Billy Loomis (Skeet Ulrich) e Stu Macher (Matthew Lillard) aterrorizando Sidney e seus amigos; já no quarto, Jill Roberts (Emma Roberts) e Charlie Walker (Rory Culkin) uniram forças para dar início a uma nova década de tragédias e de vítimas. O único que fugiu dessa “regra” foi Roman Bridger (Scott Foley) em ‘Pânico 3’, que, como Kirby comenta em determinado momento do sexto longa-metragem, merece reconhecimento pela ambição de arquitetar toda a trama por conta própria. Logo, só poderíamos imaginar que haveria mais de um serial killer na última iteração – visto que Nova York é uma cidade grande e que cobrir todo o perímetro percorrido pelas vítimas seria um tanto difícil sem ajuda.

Mas isso não é tudo: diferente dos outros Ghostfaces, que tinham pendências específicas para com Sidney e amigos, essa nova leva de assassinos parte de uma premissa maior e muito cobiçosa. À medida que a narrativa se desenrola, os protagonistas de Pânico VI percebem que há uma exaltação inexplicável da mística e fantasmagórica figura do homicida – que inclusive ganha um santuário em um cinema abandonado recheado de easter eggs dos massacres anteriores (desde as roupas e máscaras utilizadas por cada antagonista até objetos e vestimentas das vítimas). É a partir daí que, celebrando o conceito de “legado” que vinha sendo explorado desde o título predecessor, Sam entende que ela está no centro de uma trama extremamente complexa e sem qualquer prospecto de final feliz.

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O roteiro de James Vanderbilt e Guy Busick nos arremessa em vários caminhos diferentes, abandonando um pouco as construções atemporais do gênero e cultivando uma atmosfera de suspense e de mistério. Em determinado momento, inclusive, somos levados a acreditar que Kirby, tendo quase morrido uma década antes, sofreu um surto psicótico e adotou a persona de Ghostface para se vingar da nova geração (uma saída inteligente, mas que premeditaria sua rápida saída da saga). Felizmente, Kirby saiu quase ilesa e ajudou a revelar a verdadeira identidade dos serial killers: Wayne Bailey (Dermot Mulroney), detetive encarregado do caso; Quinn (Liana Liberato), filha de Wayne; e Ethan (Jack Champion), colega de quarto de Chad que também revela ser filho do policial (disfarçado para conseguir se aproximar dos sobreviventes e arrastá-los para o “ato final”).

Esta é a primeira vez que Ghostface se dissocia em três assassinos – e, ainda que poderíamos imaginar Quinn e Ethan como dois deles, a presença de Wayne como um corrupto detetive e um pai mergulhado em luto veio com surpresa. E isso não é tudo: a família também nutre de laços de sangue com Richie Kirsch (Jack Quaid), ex-namorado de Sam que tentou matá-la no filme anterior e que levou nada menos que 22 facadas da heroína (e teve sua garganta dilacerada). Imbuídos em um vórtice de frustração, tristeza e ódio, Wayne serviu como a mastermind que induziu Quinn e Ethan a cometerem os crimes e buscarem paz para seguirem em frente, talvez. Mais do que isso, queriam concretizar os rumores de que Sam havia orquestrado o massacre e garantir que Richie fosse vingado – e é impossível não traçar paralelos entre essa reviravolta e a vendeta promovida por Debbie Salt/Sra. Loomis (Laurie Metcalf), mãe de Billy.

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Eventualmente, os três são mortos por Sam (que continua nutrindo de uma conexão cabulosa com o falecido pai) e ela encara a máscara utilizada por Billy com um misto de indignação e compreensão – o que pode abrir portas para uma revolução transformadora para ‘Pânico 7’. Agora, a única coisa que podemos fazer é entender que esses “assuntos inacabados” chegaram ao fim e esperar o que o futuro reserva para os sobreviventes.

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Relembre os Filmes Recentes que Miraram no Oscar, mas Acertaram no Framboesa de Ouro!

De boas intenções o inferno está cheio. Esse ditado certamente se aplica também para o inferno das produções cinematográficas. Aqui nessa nova matéria, como você já deve ter percebido pelo título, iremos abordar alguns filmes recentes que foram do céu ao inferno em fração de horas. Tudo o que bastou foram as primeiras exibições para os críticos, que acabaram completamente com qualquer esperança que tais obras tinham de chegar até o Olimpo da sétima arte. Logo depois, em sua estreia oficial para o grande público, tais filmes igualmente não encontraram amor dos fãs, gerando todo tipo de comentário, digamos, pouco encorajador. Mas não tem problema, acontece nas melhores famílias. Ninguém é infalível, e no cinema qualquer astro ou realizador não está livre de entregar um fracasso monumental. O segredo é levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima.

Sendo assim, iremos dar uma olhada em alguns filmes que tinha ambições bem grandes quando estavam sendo produzidos, em especial a de chegar até o Oscar, o maior prêmio do cinema. E de fato chegaram a gerar falatório de prêmios, por diversos motivos. No entanto, tudo o que conseguiram foi indicações para um outro tipo de prêmio mais infame, o Framboesa de Ouro – que aponta o pior do cinema. Confira abaixo essas produções azaradas.

Cats

Cats Cinepop

Começamos a lista com o que deveria ter sido a sensação do Oscar 2020, mas terminou se tornando uma atrocidade felina sem precedentes, indicada apenas para quem prefere cachorro a gato. Baseado num dos mais queridos musicais dos palcos de todos os tempos, ‘Cats’ era para ter sido um fenômeno adorado pelo grande público. Cacife para isso o filme tinha, já que o diretor Tom Hooper havia emplacado seus três filmes anteriores (‘O Discurso do Rei’, ‘Os Miseráveis’ e ‘A Garota Dinamarquesa’) no Oscar, sendo um deles inclusive um musical.

Fora isso, o elenco trazia nomes verdadeiramente de peso, como os veteranos Ian McKellen e Judi Dench, além de astros como Idris Elba, Jennifer Hudson e Taylor Swift. Pior para a estreante nas telonas Francesca Hayward, bailarina profissional em seu primeiro trabalho nos cinemas. Hayward deveria ter sido revelada pelo filme, mas o pobre resultado de ‘Cats’ talvez tenha colocado um fim em sua breve carreira de atriz. Uma das maiores reclamações em relação ao filme foi a aparência medonha dos gatos – que se tornaram um híbrido entre felinos e humanos. ‘Cats’ passou bem longe do Oscar, mas terminou caindo nas graças do Framboesa, onde levou o “prêmio” de pior filme, além de outros 5, num total de 9 indicações.

Music

Music Cinepop

Logo no ano seguinte de ‘Cats’, os fãs receberiam outra atrocidade cinematográfica na forma de musical – que se tornaria um prato cheio para o Framboesa de Ouro. Ao contrário do prestígio dos grandes nomes por trás da produção de ‘Cats’, ‘Music’ marcou a estreia da cantora Sia atrás das câmeras como diretora de cinema. Mas não apenas isso, Sia também escreveu a obra e a produziu, ou seja, ‘Music’ é cem por cento Sia, sem desculpas ou perdão. O que podemos dizer é que a cantora deveria se ater ao que sabe. Certamente ela deve ter tido vontade de “balançar no lustre”, mas pelos motivos errados.

Aqui temos um musical ambicioso, cuja proposta era mostrar que a pessoa portadora de autismo pode viver num mundo mágico, repleto de alegrias e esperança – como num divertido musical. O resultado pegou muito mal, e por mais que Sia tivesse boa intenção, o que vemos em tela soa de muito mau gosto, e despertou a revolta de instituições de causas relacionadas a tal condição. Fora isso, todos consideraram o retrato do autismo no filme ofensivo. Sia de começo não aceitou as críticas e tentou argumentar suas intenções, mas não teve jeito, ‘Music’ logo se tornou um dos filmes mais execrados da temporada, e ao invés de subir aos céus do Oscar, foi direto ao inferno do Framboesa, com 4 indicações ao pior do cinema, incluindo pior filme e as vitórias de piores atrizes para Kate Hudson e Maddie Ziegler, além de pior diretora para Sia.

Blonde

Ana Cinepop

Agora chegamos no filme mais recente da lista, que disputa o “prêmio” este ano no Framboesa. Ao contrário dos demais itens desta lista, no entanto, ‘Blonde’ realmente foi reconhecido pelo Oscar, recebendo uma indicação de melhor atriz para a cubana Ana de Armas na maior premiação da sétima arte. O que acontece é que o polêmico filme tinha ambições maiores, e visava ser reconhecido em outras categorias – já que traz um insight único nos bastidores da lendária estrela de Hollywood Marilyn Monroe. Sem papas na língua, desde que foi anunciado, ‘Blonde’ prometia ser um filme controverso e chocante, e cumpriu todas as promessas.

O que ninguém esperava, no entanto, era que além da polêmica ao relatar os muitos abusos sofridos pela estrela, o público terminasse tão repelido pela proposta do diretor Andrew Dominik (‘O Assassinato de Jesse James’). O filme não foi abraçado como deveria, e terminou indo parar também no evento considerado o “anti-Oscar”, o Framboesa de Ouro. Por lá, ‘Blonde’ ficou indicado em 7 categorias, incluindo pior filme, pior roteiro e pior diretor. Mas Ana de Armas saiu ilesa.

Casa Gucci

House Cinepop

Assim como o item acima, onde todos gritaram Oscar quando viram Ana de Armas caracterizada como Marilyn, a internet parou quando foram divulgadas as primeiras imagens e primeiras cenas da estrela Lady Gaga como Patrizia Reggiani. Ao contrário de Armas, porém, Gaga não chegaria até o Oscar. Na época, a diva pop havia acabado de sair de uma indicação ao Oscar de melhor atriz pelo sucesso ‘Nasce uma Estrela’ e estava com tudo. Demonstrando que também é uma ótima atriz, além de cantora, Lady Gaga (ou Stefani Germanotta) deu continuidade a boas escolhas e seguiu nesta biografia de um verdadeiro império da moda controlado por uma família – incluindo crimes e tragédias.

Na direção, o prestigiado Ridley Scott. No elenco, nomes vencedores do Oscar, vide Al Pacino, Jeremy Irons e Jared Leto, e nomeados vide Salma Hayek e Adam Driver. Tinha como dar ruim? Não, mas deu. Depois do lançamento, todos criticaram a qualidade novelesca de dramalhão mexicano do filme, os sotaques italianos exageradamente cafonas e as atuações caricatas – em especial de Jared Leto. ‘Casa Gucci’ até foi indicado ao Oscar de maquiagem, mas nem de perto atingiu o esperado na maior festa do cinema. Pelo contrário, terminou no Framboesa, garantindo indicação dupla para Jared Leto, e a “vitória” como pior ator coadjuvante.

Era uma Vez um Sonho

Elegy Cinepop

O diretor Ron Howard é um dos cineastas mais prestigiados trabalhando em Hollywood na atualidade. Howard, que é pai da atriz e também diretora Bryce Dallas Howard, tem 2 Oscar pela direção e produção de ‘Uma Mente Brilhante’; além de mais 2 indicações igualmente pela direção e produção de ‘Frost/Nixon’. Howard possui ainda no currículo o comando de obras como ‘Apollo 13’, ‘Rush: No Limite da Emoção’ e ‘No Coração do Mar’. Ou seja, renome é o que não falta a ele, tornando automaticamente qualquer filme que leve o seu nome minimamente digno de interesse.

Justamente por isso, quando os fãs souberam que Howard iria adaptar o romance ‘Hillbilly Elegy’, sobre um jovem dividido entre deixar para trás a vida ao lado da família humilde e “caipira” do interior para perseguir seus sonhos na faculdade, ou cuidar da mãe problemática, todos ligaram seus radares de premiações. Para ajudar ainda mais o hype gerado pelo filme, Howard escalou em papeis principais Amy Adams (que vinha numa crescente de bons papeis e 6 indicações ao Oscar) e Glenn Close, veterana então dona de 7 indicações. Bom, é seguro dizer que ‘Era uma Vez um Sonho’ não saiu do jeito esperado, mas não ficou totalmente a ver navios, já que Glenn Close saiu indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, além de outra indicação para maquiagem. Curiosamente, ao mesmo tempo em que recebeu nomeação no Oscar, Close também foi indicada no Framboesa, assim como Howard para pior diretor e o filme receberia ainda a nomeação de pior roteiro.

Beleza Oculta

Beauty Cinepop

Finalizando a matéria dos filmes que miraram o Oscar, mas acertaram o Framboesa, temos um dos longas mais pretensiosos dos últimos anos. A bobajada que traz Will Smith como chamariz, conhecida como Beleza Oculta. Esse foi um dos filmes que mais me fez contorcer, colocar a mão no rosto e revirar os olhos dos últimos tempos na exibição para a imprensa. Nada faz sentido, e tudo é tão piegas e cafona, que não consegue estabelecer qualquer elo com um sentimento humano real. Na trama desse dramalhão, Will Smith perdeu seu filho e agora está em depressão. Ele escreve cartas para o amor, o tempo e a morte. Fora isso, deixa seus sócios em uma empresa de publicidade de mãos atadas sem saber como agir, já que ele não está mais trabalhando. Assim, resolvem contratar atores para se passarem pelo Tempo, o Amor e a Morte. Sim, isso mesmo que você ouviu.

Tudo é simplesmente ridículo demais, e pedido para que levemos muito a sério. O que chama atenção é o elenco escalado de nomes de peso como Kate Winslet, Helen Mirren, Keira Knightley, Edward Norton, Naomie Harris, além do próprio Smith, todos vencedores ou indicados ao Oscar. Ou seja, ‘Beleza Oculta’ era empurrado para ser o novo drama de Will Smith no Oscar – mas as críticas excessivamente ruins que o filme recebeu o tiraram do radar da Academia e o colocaram no radar do Framboesa, onde recebeu a nomeação para pior elenco.

‘Pânico 6’: Produtores comentam sobre possível RETORNO de Stu à franquia

Os produtores de ‘Pânico VI‘ comentaram sobre um possível retorno, em futuros filmes, do personagem Stu Macher, interpretado por Matthew Lillard e que esteve no primeiro filme da franquia, em 1996.

Stu era um dos Ghostfaces no primeiro filme, que acabou morrendo pelas mãos de Sidney Prescott ao ter sua cabeça esmagada por uma televisão.

Questionado pela Variety, o produtor Jamie Vanderbuilt disse: “Não há uma boa resposta, então nunca vou confirmar ou negar coisas assim.” 

O produtor William Sherak acrescentou que “tudo é possível”, com o também produtor Paul Neinstein comentando que “os personagens podem ir e vir” da franquia, como Kirby, interpretada por Hayden Panettiere

“Existem diferentes maneiras de fazer isso”, disse Neinstein. “É uma parte tão importante da vida deles; eles têm uma afinidade com a saga ‘Pânico’.”

Recentemente, o criador da saga ‘Pânico‘, Kevin Williamson, havia comentado com o Entertainment Tonight sobre o retorno de Stu Macher à saga:

“Acho que é impossível, mas o tempo sempre prova que eu estava errado quando eu digo isso. Não se pode dizer que uma coisa é impossível. Tem sempre aquela teoria do irmão gêmeo.”

Williamson chegou a desenvolver uma ideia para uma das sequências em que o personagem teria sobrevivido e estava preso, mas foi rapidamente descartada.

Enquanto isso, o novo filme da franquia ‘Pânico VI‘ já está em cartaz nos cinemas.

Assista a crítica com as entrevistas e siga o CinePOP no YouTube:

O editor-chefe Renato Marafon entrevistou Hayden Panettiere e Dermot Mulroney. Questionada se toparia estrelar um filme ou série focado na Kirby Reed, Hayden respondeu:

“Podia ter um spin-off sobre as aventuras da Kirby no FBI. Há muitas pessoas assustadoras por aí. Há muitas pessoas assustadoras por aí. Eles tentam me derrubar, mas será que finalmente vão conseguir?”, ela revelou. 

O filme recebeu a classificação etária para maiores de 18 anos no Brasil. Segundo o Ministério da Justiça, menores não poderão assistir a produção por ela trazer cenas com “Drogas, Violência Extrema e Linguagem Imprópria”.

Pânico VI‘ leva Ghostface e seu rastro de terror para Nova York, seguindo os passados de outros icônicos vilões. Para quem não se lembra, Jason Voorhees também já deixou Crystal Lake para visitar a famosa cidade em ‘Sexta-Feira 13 – Parte 8: Jason Ataca em Nova York‘ (1989).

Melissa Barrera (Sam), Jenna Ortega (Tara), Hayden Panettiere (Kirby), Courteney Cox (Gale), Mason Gooding (Chad) e Jasmin Savoy Brown (Mindy) retornam.

Os novatos Samara Weaving (‘A Babá’), Tony Revolori (‘Homem-Aranha: Sem Volta para Casa’), Dermot Mulroney, Jack ChampionLiana LiberatoDevyn NekodaJosh SegarraHenry Czerny completam o elenco.  

Os diretores do filme anterior, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, também voltam para a próxima aventura.

Panico6 24

‘John Wick 4’, ‘Shazam 2’ e os Filmes Mais ESPERADOS de Março 2023 nos CINEMAS!

E do nada já estamos no terceiro mês de 2023! Você já tinha percebido? Sim, meus amigos, carnaval já passou e agora o ano começa de verdade. Para os cinéfilos, março é mês de Oscar. É mês de saber quem serão os grandes vencedores desta edição do maior prêmio da sétima arte. Grande parte dos filmes já estreou, mas o terceiro mês do ano ainda reserva o lançamento de dois indicados desta edição. Fora isso, ainda teremos a quarta parte da história do assassino profissional vivido por Keanu Reeves, que reinventou a carreira do astro. A segunda aventura do Deus Shazam. E até mesmo um urso que ingere cocaína e sai numa matança desenfreada. Esse é o mês de março nas telonas para você. Se prepare e confira tudo abaixo.

Já nos cinemas

Creed III

O mês de março promete um blockbuster por fim de semana. O primeiro a chegar foi a terceira parte da saga de Adonis Creed, papel de Michael B. Jordan, na franquia derivada de ‘Rocky’. Essa, no entanto, é a primeira vez que o velho garanhão italiano não dará as caras numa aventura de seu pupilo. Outra novidade é a estreia na direção do ator Michael B. Jordan, que comanda o filme. A trama desta vez traz como antagonista um velho amigo de Creed atrás de vingança por ter sido esquecido por ele na prisão, papel do sempre ótimo Jonathan Majors.

Desaparecida

Esse thriller é uma espécie de continuação do sucesso surpresa ‘Buscando…’, de 2018. Assim como no filme citado, tudo o que vemos em tela se passa através de aplicativos de celular, sites e vídeos da internet, numa técnica curiosa como se estivéssemos vendo tudo o que os personagens do filme veem também. E assim como o filme original também, a trama gira em torno do desaparecimento de uma jovem, com sua mãe desesperadamente buscando dicas de seu paradeiro. No filme, Nia Long e Storm Reid vivem mãe e filha.

Entre Mulheres

Agora chegamos aos últimos filmes a estrear no Brasil antes da edição do Oscar 2023. Começamos com o drama feminista ‘Entre Mulheres’, que conta com um elenco de peso de atrizes vencedoras e indicadas ao Oscar. As protagonistas são Frances McDormand, Rooney Mara, Claire Foy e Jessie Buckley. O filme se passa em 2010 e mostra uma comunidade religiosa formada por mulheres no campo. O drama está indicado ao Oscar de melhor filme e roteiro adaptado pela diretora Sarah Polley.

Close

Close’ é o representante belga na batalha pelo Oscar de melhor filme estrangeiro em 2023. O longa precisa enfrentar a força de produções como ‘Argentina 1985’ (da Argentina) e o colosso ‘Nada de Novo no Front’ (da Alemanha) – o grande favorito que está indicado também para melhor filme. ‘Close’ é uma espécie de ‘Os Banshees de Inisherin’ infantil. Brincadeiras à parte, a história fala sobre dois meninos de treze anos que têm uma forte amizade. Um dia sua amizade acaba. Um deles não consegue compreender o que aconteceu, e procura a mãe do outro para tentar entender melhor.

Pânico VI

‘Hello, Sidney…’ Bem, essa frase não poderá ser dita pela primeira vez na franquia, já que nesse episódio não teremos a presença da mocinha Sidney (Neve Campbell). É o primeiro filme da franquia sem ela. Para sobressair tal ausência, os produtores resolveram levar a ação pela primeira vez para Nova York, dando uma de ‘Sexta-Feira 13 – Parte 8’, com Ghostface atacando na Grande Maçã. Os produtores também resolvem se apoiar no elenco novo, introduzido no episódio anterior e encabeçado por Jenna Ortega e Melissa Barrera.

65 – Ameaça Pré-Histórica

Esse blockbuster é a tentativa para ver se o ator Adam Driver funciona bem em superproduções de ação. O ator está acostumado a papeis mais sérios em dramas, mas até que se saiu bem como o vilão Kylo Ren da trilogia mais recente de ‘Star Wars’. ‘65’ é uma mistura de ‘Star Trek’ e ‘Jurassic Park’, mostrando uma nave no futuro caindo em um planeta desconhecido. Assim como ‘Planeta dos Macacos’, o sujeito descobre que pode se tratar do passado da Terra, bem na época pré-histórica, com direito aos maiores dinossauros carnívoros. É o duelo de presas afiadas contra armas laser.

16/03

Shazam! Fúria dos Deuses

Uma das surpresas mais agradáveis do gênero super-heróis foi o primeiro filme do Shazam!, que trouxe de volta a inocência pueril de uma matinê para este tipo de filme – geralmente muito sombrio ou super inflado. ‘Shazam’ era apenas um filme onde um menino órfão recebia poderes de Deuses e se transformava em um adulto. Agora chega a continuação, cuja novidade são as Deusas interpretadas por Helen Mirren e Lucy Liu, querendo estes poderes de volta. Se for tão divertido quanto o primeiro estarão no lucro.

23/03

John Wick 4: Baba Yaga

Mais um fim de semana, mais um blockbuster. Este é um dos filmes mais esperados do ano. O público simplesmente ama a franquia de “tiro, porrada e bomba” estrelada por Keanu Reeves. Uma coisa pode ser dita, foram estes filmes que ressuscitaram a carreira do astro – e nem mesmo ‘Matrix 4’ deu conta deste recado. No quarto filme da bem-sucedida franquia de ação, John Wick precisará enfrentar o palhaço Pennywise em pessoa, com o vilão do ator Bill Skarsgard.

Um Filho

Existem os filmes do Oscar e também existem os filmes “quase do Oscar” – os filmes que geram muito falatório de Oscar e que todos depositam suas fichas de que serão indicados, mas terminam saindo sem uma indicaçãozinha sequer para chamar de sua. Foi o caso com este drama sobre depressão chamado ‘Um Filho’. Protagonizado por Hugh Jackman, todos davam como certa a nomeação do ator na categoria de protagonista. Mas o filme veio e foi, e nada para Jackman. O longa é uma espécie de sequência espiritual do sucesso ‘Meu Pai’, de 2020, escrito e dirigido pelo mesmo cineasta francês Florian Zeller.

Skinamarink – Canção de Ninar

E se você está se perguntando que diabos é esse título, a tradução em português faz muito bem o trabalho de informar. ‘Skinamarink’ realmente tem origem de sua palavra em canções de ninar antigas provindas da América do Norte. O filme é bastante conhecido dos fãs de terror e foi muito comentado nessa primeira parte do ano. No entanto, é preciso ser bem claro. Enquanto alguns o enalteceram como uma obra extremamente assustadora, a outra metade do público que se enveredou a assistir o considerou um dos filmes mais chatos e pretensiosos dos últimos anos. Apesar da sinopse dizer que se trata de uma casal de irmãos pequenos acordando um dia em sua casa e não encontrando seus pais, assim como a casa parece estar sem portas e janelas, o filme é bem abstrato e sem diálogos. Apenas sons e imagens estáticas são exibidas durante a projeção. E você que se vire para encontrar o terror aí.

30/03

O Urso do Pó Branco

No último fim de semana do mês chega a diretora Elizabeth Banks e o seu urso drogado e homicida. O que parece ser o filme mais alucinado de 2023, temos aqui uma história real, elevada ao cubo, é claro. Sim, é verdade que na vida real um urso comeu um tijolo de cocaína. Mas no filme, isso não o mata, apenas o deixa alucinado e acelerado, como se tivesse ganhado superpoderes para matar tudo o que vê pela frente. A ideia é misturar terror e comédia.

Sombras de um Crime

Essa é a pedida para todos aqueles que sentem falta de filmes à moda antiga. Esse é um exemplar recente do clássico cinema de detetives noir. A direção é de Neil Jordan, de ‘Traídos pelo Desejo’ e ‘Entrevista com o Vampiro’. Seguindo os clássicos do gênero, a trama se passa na década de 30 e apresenta um detetive decadente, vivido por Liam Neeson. Ele é contratado por uma rica herdeira, para encontrar seu ex-amante. O elenco conta ainda com a veterana Jessica Lange, com a bela Diane Kruger e a jovem portuguesa Daniela Melchior.

Um dos filmes mais subestimados de Steven Spielberg completa cinco anos em 2023; Veja curiosidades!

Steven Spielberg é um dos cineastas mais conhecidos de todos os tempos e um dos mais aclamados também.

Ao longo de sua carreira, Spielberg deu vida a aclamados dramas e ovacionadas aventuras sci-fi que arrebatam gerações até os dias de hoje e que reiteram sua importância no cenário audiovisual – como, por exemplo, ‘Jurassic Park’‘A Lista de Schindler’‘Amor, Sublime Amor’. E uma de suas produções mais subestimadas e mais incríveis é o ótimo Jogador Nº 1.

A trama é ambientada em 2045 e acompanha Wade Watts, um jovem garoto que, assim como o resto da humanidade, prefere a realidade virtual do jogo OASIS ao mundo real. James Halliday, o excêntrico criador do jogo, morre e deixa sua fortuna inestimável para a primeira pessoa que descobrir a chave de um quebra-cabeça diabólico que ele arquitetou. Para vencer, Watts precisa abandonar a existência virtual e experimentar o amor e a realidade.

A produção trouxe nomes como Tye SheridanOlivia CookeBen MendelsohnLena WaitheMark Rylance e outros no elenco, conquistando uma recepção relativamente favorável por parte da crítica e fazendo um estrondo de bilheteria ao arrecadar mais de US$590 milhões ao redor do mundo. Além disso, o filme conquistou indicações ao Oscar, ao Critics’ Choice Awards e ao BAFTA de Melhores Efeitos Visuais.

Em 2023, Jogador Nº 1 completa cinco anos desde seu lançamento nos cinemas e, para comemorar seu aniversário, preparamos uma matéria trazendo algumas curiosidades de bastidores para você conferir.

Veja:

Jogador Numero 1 2

  • Em uma entrevista, Spielberg disse que este foi o terceiro filme mais difícil que fez na carreira, atrás de Tubarão’, de 1975, e O Resgate do Soldado Ryan’, de 1998.
  • Durante a sequência da corrida, quando King Kong aparece, o tema do filme original de 1933 composto por Max Steiner toca.
  • O feitiço lançado para usar o Orbe de Osuvox é do filme Excalibur’, de 1981. No gaélico irlandês moderno, o feitiço diz “anáil nathrach, ortha bháis is beatha, do chéal déanaimh”, que significa “sopro da serpente, encanto da morte e da vida, teu presságio de criação”.

Jogador Numero 1 5

  • O Cubo Zemeckis recebeu o nome do famoso diretor Robert Zemeckis. Quando o cubo é acionado, a música que toca é da trilogia ‘De Volta para o Futuro’, comandada por Zemeckis. Alan Silvestri compôs a trilha sonora da trilogia em questão e de Jogador Nº 1.
  • A caixa contendo o Orbe de Osuvox é a mesma em que Gizmo está quando ele é dado a Billy no clássico Gremlins’.
  • A trilha sonora seria originalmente composta pelo colaborador de longa data de Spielberg, John Williams. No entanto, devido a conflitos de agenda trabalhando em outro filme de Spielberg, The Post: A Guerra Secreta’, ele abandonou o projeto e Silvestri assumiu.

Jogador Numero 1 3

  • O avatar de Halliday no Oasis é conhecido como “Anorak”. No inglês britânico, o vocábulo faz referência a um termo popular que discorre sobre alguém com um interesse compreensivo e obsessivo em um aspecto particular da cultura pop, um hobby ou uma especialidade. Esse nível de obsessão é o que explica a existência do personagem de Halliday e da criação do Oasis.
  • Durante as filmagens, Spielberg colocou um fone de ouvido de realidade virtual e vagou pelos cenários com uma câmera virtual, deitando-se no chão para verificar os ângulos da câmera e configurar as tomadas. “Isso é loucura”, ele disse, maravilhado.
  • O Curador, que guia as pessoas pelo Halliday’s Journal, é baseado em Arthur Treacher, ator mais conhecido por interpretar mordomos e outros papéis britânicos.

Jogador Numero 1 4

  • Zemeckis, Christopher Nolan, Matthew Vaughn, Peter Jackson e Edgar Wright foram considerados para dirigir o filme.
  • Uma referência a Contatos Imediatos do Terceiro Grau’ estava prevista no roteiro original, mas foi vetada pela Sony Pictures, mesmo sendo um dos primeiros filmes dirigidos por Spielberg.
  • Quando os Hi-Five invadem a cápsula de imersão de Sorrento como reproduções holográficas de seus “eus” da vida real, seus olhos emitem um brilho âmbar. Essa é uma referência a um efeito de iluminação usado para diferenciar humanos e replicantes no icônico Blade Runner: O Caçador de Androides’.

‘The Last of Us’: Atriz de Ellie nos jogos rasga elogios à atuação de Bella Ramsey na série

Ashley Johnson, que interpretou Ellie nos jogos ‘The Last of Us: Partes I e II‘ e interpretou a mãe de Ellie no episódio final da temporada da série, acha que sua contraparte da HBO, Bella Ramsey, “elevou” o papel que ela tornou famosa.

“Por causa da profundidade e talento que Bella tem. Sinto que ela o elevou. Sinto que ela trouxe muito mais para Ellie do que fomos capazes de fazer no jogo”, disse Johnson ao GamesRadar.

“Eu sinto que houve tantos momentos e cenas em que Ellie foi capaz de dizer coisas que eu sinto que nunca disse, onde ela foi capaz de se defender e enfrentar Joel ou enfrentar qualquer pessoa ao seu redor.” disse Johnson. “E é catártico. Fico muito feliz em ver essa personagem crescer ainda mais e ter mais voz em sua própria vida, de certa forma.”

Johnson também fala de uma “conexão” com Ramsey graças ao amor compartilhado pela personagem, ao mesmo tempo em que elogia a atuação da atriz.

“Eu não sinto que qualquer outra pessoa poderia ter feito esse papel. Eu finalmente assisti o último episódio e ela é tão boa. Ela me surpreende muito. Vai soar tão estranho – eu me sinto tão orgulhoso dela. Eu sinto uma conexão com ela, acho que é porque nós dois amamos essa personagem. E acho que há muito dela que já é Ellie… Sinto uma conexão enorme com Bella e estou tão impressionada com o que ela fez. Que atriz incrível!”

A primeira temporada de The Last of Us, série estrelada por Pedro Pascal (‘The Mandalorian’) e Bella Ramsey (‘Game of Thrones’) já está com todos os episódios disponíveis na HBO Max.

A trama se passa vinte anos após a destruição da civilização moderna. Joel, um sobrevivente grosseiro, é contratado para contrabandear Ellie, uma garota de 14 anos, para fora de uma zona de quarentena opressiva. O que começa como um pequeno trabalho logo se torna uma jornada brutal e dolorosa, já que ambos devem atravessar os EUA e depender um do outro para sobreviver.

A produção abarcou nada menos que 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, com 374 críticas publicadas. Dentre os vários elogios, o consenso entre a crítica internacional é que The Last of Us é uma das melhores releituras de videogames de todos os tempos.

Confira os principais comentários:

“Não é nem remotamente controverso chamar [a série] da melhor adaptação de videogames já feita” – BBC.com.

“Uma adaptação espetacular que deve encantar os novatos e enriquecer aqueles já familiarizados com a jornada de Joel e Ellie” – IGN Movies.

“Facilmente a melhor adaptação de um videogame para live-action” – JVS Media & Production.

The Last of Us se torna tão cativante nos momentos de quietude quanto nos assustadores – e talvez ainda mais quando foca em quem são essas pessoas em vez dos perigos que elas enfrentam” – Rolling Stone.

“Posso apostar que The Last of Us será um dos melhores shows de 2023″ – Decider.

Crítica de Temporada | ‘The Last of Us’ é uma espetacular e impecável adaptação da HBO

A série é baseada na franquia de jogos que leva o mesmo nome e que nasceu no PlayStation 3 e atualmente recebeu no PlayStation 5 uma nova versão do primeiro jogo, com gráficos e jogabilidade aprimorados. O jogo é desenvolvido pelo estúdio Naughty Dog, considerado um dos maiores sucessos da Sony.

O elenco ainda conta com Gabriel Luna, Merle Dandridge, Nick Offerman, Anna Torv, Merle DandridgeNico ParkerJeffrey PierceCon O’NeillMurray Bartlett, Natasha Mumba Storm Reid.

Peter Hoar (‘Demolidor’), Kantemir Balagov (‘Uma Mulher Alta’), Ali Abbasi (‘Sheiley’), Jasmila Zbanic (‘Quo Vadis, Aida’), Craig Mazin (‘Chernobyl’), Neil Druckmann (criador do jogo), Liza Johnson (‘Barry’) e Jeremy Webb (‘The Umbrella Academy’) fazem parte do time de diretores.

A série foi criada por Mazin (‘Chernobyl’), que também serve como roteirista e produtor executivo da adaptação ao lado de Druckmann.

‘Adão Negro’: Dwayne Johnson diz que o personagem ainda pode voltar ao DCU

Devido ao fracasso de bilheteria de Adão Negro, as sequências que Dwayne Johnson estava planejando acabaram sendo canceladas.

Orçada em US$ 260 milhões, a adaptação arrecadou apenas US$ 393 milhões pelo mundo e recebeu apenas 39% de aprovação dos críticos.

Com a reformulação do Universo DC pelas mãos de James Gunn e Peter Safran, ficou claro que o personagem não faria mais parte do futuro das adaptações do estúdio.

Por outro lado, Johnson confirmou que o Adão Negro ainda pode retornar através do Multiverso.

Enquanto participava do tapete vermelho do Oscar, o astro conversou com a Variety e disse o seguinte:

James Gunn e eu já conversamos, e novos filmes do Adão Negro não farão parte do primeiro capítulo da narrativa que ele está criando. No entanto, a DC Studios e a Seven Bucks Procutions [produtora do ator] concordaram em continuar explorando as maneiras mais valiosas de usar o personagem em futuros capítulos do multiverso da DC.”

Johnson acrescentou que:

“Após 15 anos de trabalho árduo e incansável por trás do filme, estou muito orgulhoso do resultado que entregamos aos fãs em todo o mundo. Sempre olharei para trás, para a reação dos fãs a ‘Adão Negro‘, com tremenda gratidão, humildade e amor.”

Até o momento, Gunn, Safran e a Warner Bros Discovery não comentaram as declarações de Johnson, então não há nada confirmado oficialmente.

E aí, você gostaria de ver a Adão Negro retornando ao DCU?

Quase 5.000 anos depois que ele foi concedido com os poderes onipotentes dos deuses egípcios – e preso com a mesma rapidez – Adão Negro (Dwayne Johnson) é libertado de sua tumba terrena, pronto para liberar sua forma única de justiça no mundo moderno.

O filme também apresentará os membros da Sociedade da Justiça: Senhor Destino (Pierce Brosnan), Gavião Negro (Aldis Hodge), Esmaga-Átomo (Noah Centineo) e Ciclone (Quintessa Swindell).  

Dirigido por Jaume Collet-Serra (‘Águas Rasas’), o longa se passará no mesmo universo de ‘Shazam!‘.

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‘Pânico 6’: O que foi afetado no filme após saída de Neve Campbell? Ela vai voltar?

Neve Campbell (“Sidney Prescott”) stars in Paramount Pictures and Spyglass Media Group's "Scream."

Os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett e o roteirista James Vanderbilt de ‘Pânico VI‘ comentaram sobre o que mudou na trama do filme após a saída da atriz Neve Campbell, que decidiu não retornar como Sidney Prescott para o sexto filme após receber uma baixa oferta de salário.

Em entrevista para a Variety, eles foram questionados se havia algum grande arco escrito envolvendo a personagem e se tiveram que reformular muito do roteiro após a saída de Campbell. Aparentemente, o filme não foi muito afetado.

“Essa sempre foi a história que queríamos contar, o que é realmente emocionante porque pudemos fazê-la”, contou Vanderbilt. A história das irmãs Sam e Tara sempre foi o que queríamos que estivesse no centro disso. Nós amamos a Neve [Campbell] e achamos que ela é incrível e tivemos uma ótima experiência com ela no ‘Pânico 5’.”

“Isso aconteceu bem cedo no processo”, contou Gillet. Acho que o que aconteceu no final foi que sabíamos que, na ausência dessa personagem [Sidney], tínhamos que realmente nos aprofundar nos quatro principais e fazer com que esses relacionamentos importassem de uma maneira realmente emocionante. O objetivo era tentar formar uma conexão entre esses personagens e o público da mesma forma que formamos uma conexão com Gale, Dewey e Sid.”

“E não houve refilmagens, porque foi tudo na pré-produção”, completou Bettinelli-Olpin. Estávamos preparando duas versões de um filme”, acrescenteu Gillet.

Em uma recente entrevista para a People, os diretores afirmaram que ainda pretendem chamar Campbell para os futuros filmes da franquia.

“Nós nunca desistiríamos dela”, disse Bettinelli-Olpin. “Nós amamos Neve e amamos Sidney. Então, adoraríamos poder fazer outro filme com ela e não vamos desistir.”

Enquanto isso, o novo filme da franquia ‘Pânico VI‘ já está em cartaz nos cinemas.

Assista a crítica com as entrevistas e siga o CinePOP no YouTube:

O editor-chefe Renato Marafon entrevistou Hayden Panettiere e Dermot Mulroney. Questionada se toparia estrelar um filme ou série focado na Kirby Reed, Hayden  respondeu:

“Podia ter um spin-off sobre as aventuras da Kirby no FBI. Há muitas pessoas assustadoras por aí. Há muitas pessoas assustadoras por aí. Eles tentam me derrubar, mas será que finalmente vão conseguir?”, ela revelou. 

No Rotten Tomatoes, ‘Pânico VI‘ conquistou 80% de aprovação.

Das 38 críticas publicadas até o momento, 29 são positivas e apenas nove são negativas.

Panico VI Rotten Tomatoes

Entre os comentários, os críticos elogiaram como o filme consegue reaproveitar os elementos que fizeram da franquia um sucesso, como o suspense, as cenas sangrentas e as cenas de susto, tudo isso sem perder seu humor característico.

Confira:

“Put# merd#. O sexto filme da série de terror pós-moderna ‘Pânico‘ é sangrento… É fervoroso, tenso, mas também tem seus devidos momentos cômicos.” – London Evening Standard.

“‘Pânico VI‘ não reinventa o gênero – embora ele convença o público disso por um minuto – mas entrega o que promete com rapidez, eficiência e precisão.” – Globe and Mail.

“Até a revelação do assassino em seu terceiro ato, ‘Pânico VI‘ é uma das melhores sequências da franquia e o título mais inventivo baseado em personagens da série.” – AV Club.

“O filme aborda a cultura da franquia como um todo, estabelecendo uma premissa de que tudo está fora de questão, o que mantém as coisas agradavelmente sangrentas para quem gosta disso.” – Scotsman.

“Os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett mantêm a ação em um ritmo acelerado enquanto os corpos se acumulam e o sangue flui. O elenco muito bem escolhido ajuda muito.” – Deadline.

“Nenhuma franquia como ‘Pânico’ precisa se reinventar constantemente com metanarrativas, ao mesmo tempo em que mantém conexões diretas com suas parcelas originais. ‘Pânico VI’ é um título medíocre, desagradável e divertido, exatamente como Wes Craven [criador da franquia] sempre pretendeu.” – Comic Book.

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O filme recebeu a classificação etária para maiores de 18 anos no Brasil. Segundo o Ministério da Justiça, menores não poderão assistir a produção por ela trazer cenas com “Drogas, Violência Extrema e Linguagem Imprópria”.

Pânico VI‘ leva Ghostface e seu rastro de terror para Nova York, seguindo os passados de outros icônicos vilões. Para quem não se lembra, Jason Voorhees também já deixou Crystal Lake para visitar a famosa cidade em ‘Sexta-Feira 13 – Parte 8: Jason Ataca em Nova York‘ (1989).

Melissa Barrera (Sam), Jenna Ortega (Tara), Hayden Panettiere (Kirby), Courteney Cox (Gale), Mason Gooding (Chad) e Jasmin Savoy Brown (Mindy) retornam.

Os novatos Samara Weaving (‘A Babá’), Tony Revolori (‘Homem-Aranha: Sem Volta para Casa’), Dermot Mulroney, Jack ChampionLiana LiberatoDevyn NekodaJosh SegarraHenry Czerny completam o elenco.  

Os diretores do filme anterior, Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, também voltam para a próxima aventura.

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Dica de Filme | ‘1922’ é uma ótima adaptação do conto de Stephen King que merece ser conferida na Netflix

Stephen King possui uma identidade única em seus escritos. Afinal, apesar de ser considerado o mestre do terror, suas narrativas não se restringem às saídas clichês de obras similares, principalmente no tocante aos arcos de seus personagens. E mesmo que peque na resolução das histórias, o contexto geral e a arquitetura de uma atmosfera inebriante, envolvente e visceral é sempre alcançada com grande maestria – salvo alguns romances. Em 1922, um dos contos que formam o compilado intitulado Escuridão Total sem Estrelas’, King nos apresenta a uma pacata e rudimentar família rural que se vê num dilema a priori fácil de ser resolvido, mas que se transforma numa ruína existencial viciosa e que divaga sobre até que ponto uma pessoa está disposta a ir para conseguir o que deseja.

É inegável dizer que 2017 se tornou o ano do autor. Inúmeras de suas obras foram adaptadas para o cinema neste ano e, apesar do fracasso de A Torre Negra, a maioria das releituras para o cinema e para o serviço de streaming surpreenderam os espectadores mais céticos e fãs de carteirinhas dos clássicos do século passado, como Carrie – A Estranha’ e O Iluminado. Felizmente, parece que a Netflix, conhecida por sua gama extensa de conteúdo original, assim como o diretor Andy Muschietti, parecem ter entendido o teor das obras de King e conseguiram traduzir em sequências imagéticas tensas e muito bem coreografadas o que queríamos ver desde o princípio.

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Depois do sucesso de Jogo Perigoso, a plataforma resolveu investir nesta mais nova adaptação: o conto homônimo, transformado em longa-metragem, gira em torno do fazendeiro Wilfred James (Thomas Jane), um personagem calculista e inexpressivo que mantém todas as suas frustrações guardadas para si mesmo ao invés de mostrá-las para quem quiser. Ele é o patriarca de uma família em constante conflito, também formado pela esposa Arlette (Molly Parker em uma de suas melhores atuações desde House of Cards) e o filho Henry (Dylan Schmid). Esposa e marido acabam por discordar em inúmeros assuntos, principalmente no tocante às terras herdadas por ela após o falecimento da tia. Tal acontecimento mostra uma clara distinção entre os objetivos dos dois personagens: Arlette deseja abandonar sua vida primitiva e se tornar independente num cenário urbano – Omaha, para ser mais exato -, onde poderá abrir sua boutique e tornar-se o que sempre quis ser: uma empreendedora.

As coisas sairiam com o planejado se Wilfred não mantivesse relações estritas com a terra em que moram – um casarão centrado em meio a quarenta hectares de plantação. Não sabemos exatamente quais são os motivos através dos quais ele nega a decisão da esposa, mas não precisamos, para falar a verdade. A única coisa a entender é que essa discordância é o motivo principal que o leva a se tornar um homem manipulador e que começa a bombardear a frágil e leviana mente do filho com ideias para ficarem naquele lugar – incluindo utilizar um possível romance entre o rapaz e Shannon (Kaitlyn Bernard), filha da família vizinha que nutre um sentimento crescente por Henry.

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O ápice do primeiro ato é a concepção de um plano de assassinato que, obviamente, culmina na morte da mãe. Uma sequência expositiva que envolve sangue, luta e gritos abafados. Eventualmente, Arlette acaba com a garganta cortada, e Wilfred e seu filho correm para jogar seu corpo no poço inutilizado da fazenda, tentando literalmente enterrar o segredo que terão que carregar para o resto da vida. Como toda boa história de suspense, os personagens têm certeza absoluta de que seus problemas acabaram – mas na verdade, esse evento é apenas o ponto inicial de um thriller psicológico que os leva a cometer uma série de autoflagelações e reflexões destrutivas sobre o propósito de terem mantido a casa, visto que todos estão afundados em dívidas e não têm como mantê-la por completo.

A identidade imagética parece pegar emprestado alguns elementos estéticos de Réquiem para um Sonho. Afinal, a ascensão e a queda dos protagonistas segue as estações do ano, começando com a primavera, durante a qual a câmera é mais dinâmica e utiliza planos mais gerais para mostrar uma paleta vibrante e uma iluminação difusa que envolve eles e a própria casa, e termina numa estética mais intimista engolfada nos tons monocromáticos do branco e do preto – ou seja, no momento em que Wilfred atinge o fundo do poço e resolve se abrir quanto à verdade, a qual, segundo ele, “sempre acaba aparecendo”.

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Henry, sem sombra de dúvida, tem o arco mais conturbado. Após entrar em um processo de negação e aceitação pelo que aconteceu, o garoto mergulha em um trágico coming-of-age que o transforma num indivíduo amadurecido pelas razões erradas. Sua caracterização é acompanhada também pelo decorrer do ano: ele permanece constantemente ofuscado pelo pai e pela mãe, ocultado por uma luz forte e que o impede de ter sua própria identidade. Com a passagem do verão e a chegada do outono, ele começa a entender o que fez e acaba engravidando Shannon, admitindo para si mesmo uma responsabilidade para a qual não estava preparado e criando uma couraça a priori intransponível, mas que depois se mostra tão frágil quanto uma garrafa de cristal. Em meados do terceiro ato, ambos são castigados pela nevasca e pelas escolhas erradas – o casal, que se autointitula “Os Pombinhos Assassinos”, encontra a salvação num estilo contemporâneo e shakespeariano à la Romeu e Julieta, cometendo um ato de sacrifício que consiga salvar o amor que sentem um pelo outro.

Muitos podem encarar 1922 como uma narrativa sobrenatural, mas na verdade, a trama principal tem como premissa os frutos de uma vingança desmedida e as consequências do agir compulsório. Wilfred fica tão cego por ser enfrentado pela esposa que não vê outras possibilidades para superar o obstáculo que enfrenta, abraçando a primeira oportunidade que tem de tirar do caminho alguém que passou a odiar, sem pensar no que isso poderia impactar na vida daqueles ao seu redor.

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O problema do longa é, mais uma vez, seu final. King parece não ter uma mão muito firme para a resolução dos conflitos, valendo-se de saídas previsíveis para os personagens e que parecem extraídos de uma vertente insondável de deus ex machinas. E esses deslizes poderiam não ter tanto impacto, se a condução do diretor Zik Hilditch não prezasse pela construção de uma atmosfera tensa, pautada em uma montagem lenta e perscrutada por uma trilha animalesca e desafinada, servindo como extensão psíquica da conturbação de Wilfred. Apesar desse cuidado narrativo, as sequências angustiantes não têm justiça feita com o término do último ato, o qual dá ao protagonista algo que já esperamos desde o primeiro minuto: a redenção pela morte.

Essa subestimada adaptação do universo literário de King tem os seus problemas, mas é satisfatória em sua maior parte. Já entendemos que o terror das obras do autor definitivamente não é o convencional, e se alastra para outras camadas do medo e das falhas humanas, entregando uma tragédia de gênero interessante e até mesmo medonha.

‘Sorria 2’: Diretor quer história inesperada na SEQUÊNCIA do terror

Em entrevista ao ComicBook, o diretor Parker Finn comentou sobre a possibilidade de uma sequência para o terror ‘Sorria‘, revelando detalhes sobre o que o público pode esperar de um novo filme.

“Eu desenvolvi o terror ‘Sorria’ para ser uma história independente e contida. Não imaginava que haveria tantas pessoas esperando por uma sequência. Dito isso, acredito que há elementos no primeiro filme que são propositalmente inexplorados, e seria muito divertido ter a chance de me profundar neles. Também há coisas que não pude fazer no filme original que não pude fazer por causa das restrições do orçamento ou que não se encaixavam na história.”

Ele continua, “Eu não quero simplesmente repetir a mesma coisa, mas acredito que há direções interessantes no universo de ‘Sorria’. Quero desenvolver algo inesperado para o público, com muitas reviravoltas.”

Com US$ 209.9 milhões arrecadados mundialmente, o terror ‘Sorria‘ conseguiu ultrapassar a bilheteria total de ‘Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio‘ (US$206.4M), tornando-se a maior arrecadação do gênero desde o início da pandemia.

Além disso, o longa original da Paramount Pictures também já superou ‘Pânico‘ (US$140M) e ‘O Telefone Preto‘ (US$159.5M), conquistando o título de maior terror de 2022.

Assista a crítica:

Crítica | ‘Sorria’ explora o trauma com uma ambiciosa e dissonante narrativa

Parker Finn é responsável pela direção e roteiro.

Após testemunhar um incidente traumático envolvendo uma paciente, a Dra. Rose Cotter começa a ser assombrada por ocorrências sobrenaturais que ela não consegue explicar. Logo, ela deve confrontar seu passado problemático para sobreviver e escapar de sua nova realidade sinistra.

O elenco conta com Sosie Bacon, Kyle Gallner, Rob Morgan, Jessie T. Usher e Caitlin Stasey.

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