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‘The Big 4’: Nova comédia de ação da Netflix ganha trailer oficial e data de estreia; Confira!

Netflix divulgou recentemente o trailer oficial de ‘The Big 4’, sua nova comédia de ação indonésia.

A produção chega ao catálogo da plataforma de streaming no dia 15 de dezembro.

Confira:

O longa é dirigido por Timo Tjahjanto, que também assina o roteiro ao lado de Johanna Wattimena.

Uma detetive rigorosa investiga a morte do pai e segue uma pista para uma remota ilha tropical, apenas para descobrir sua verdadeira identidade como líder de uma gangue de assassinos. Agora caçada pelos inimigos de seu pai, ela agora deve unir forças com os bandidos que seu pai treinou – quatro homicidas aposentados e sem sorte, ansiosos para voltar ao jogo.

Abimana Aryasatya, Putri Marino, Arie Kriting, Lutesha, Marthino Lio, Kristo Immanuel, Michelle Tahalea, Budi Ros e Donny Damara estrelam.

‘Rick e Morty’: Morty vira um cavaleiro na prévia do episódio 06×09; Confira!

Adult Stim divulgou a prévia oficial do 9º episódio da 6ª temporada de ‘Rick e Morty’, intitulado “A Rick in King Mortur’s Mort”.

O capítulo vai ao ar no dia 04 de dezembro.

Confira:

A série foi criada por Dan HarmonJustin Roiland.

Confira a sinopse oficial:

“Rick e Morty estão de volta! Começando logo após o final da quinta temporada, a situação está complicada. Será que eles conseguirão partir em novas aventuras? Ou eles serão engolidos por um oceano de mijo? Quem sabe?! Mijo! Família! Intriga! Um monte de dinossauros! Mais mijo! Será mais uma temporada inesquecível da sua série favorita!”

A trama gira em torno das aventuras perigosas de Rick, um cientista gênio alcoólatra, e Morty, seu neto aparentemente ingênuo, que graças as viagens interdimensionais com seu avô começa a perceber o quão complexo o mundo a sua volta pode ser e o quão desastrosas as relações de causa e efeito podem ficar.

O elenco conta com as vozes de Justin Roiland, Chris Parnell, Spencer Grammer e Sarah Chalke.

‘The White Lotus’: As mentiras continuam na prévia do episódio 02×06; Confira!

A 2ª temporada de ‘The White Lotus‘, produção que foi uma das maiores vencedoras do Emmy 2022, já estreou na HBO Max e, agora, a plataforma de streaming divulgou a prévia oficial do próximo episódio.

O sexto capítulo, intitulado “Abductions”, vai ao ar no dia 04 de dezembro.

Confira:

O show novamente foi rodado na Itália, mas dessa vez se mudou da Sicília para o norte de Roma, no Lumina Studios. Anteriormente, o seriado havia sido rodado em um resort que havia fechado as portas durante a pandemia da Covid-19.

Intitulado ‘White Lotus: Sicily‘, o próximo ciclo será focado em um novo elenco – com o retorno de apenas alguns rostos conhecidos.

Jennifer Coolidge retorna e o elenco também contará com F. Murray Abraham, Aubrey Plaza, Adam DiMarco, Meghann Fahy, Tom Hollander, Sabrina Impacciatore, Michael Imperioli e Theo James.

Vale lembrar que, recentemente, a primeira temporada conquistou 20 indicações ao Emmy Awards e levou para casa as estatuetas de Melhor Minissérie, Antologia ou Filme para TVMelhor Atriz Coadjuvante em Minissérie, Antologia ou Filme para TV para Coolidge e Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie, Antologia ou Filme para TV para Murray, além de outros sete prêmios.

‘One Piece’: Série live-action da Netflix terá “muitos easter eggs”, revela showrunner

Em entrevista ao Nux Taku, o showrunner e produtor executivo Matt Owens revelou que a adaptação live-action de ‘One Piece‘, que será lançada pela Netflix, terá muitas referências a eventos importantes da saga.

“Os espectadores terão que prestar atenção, pois haverá muitos easter eggs [na série live-action]. Foquem em tudo o que sabemos sobre o universo ‘One Piece’ atualmente em contraste com a época que o arco do East Blue terminou.”

Ele completa, “Os fãs terão que ficar atentos por esses easter eggs. Prestem atenção em cartazes de foragidos, jornais e até mesmo diálogos. Pausem as cenas, tirem prints. Será muito divertido quando vocês descobrirem as referências.”

Vale lembrar que o novo filme animado da franquia, ‘One Piece Film: Red‘, se tornou a maior bilheteria para um filme de anime lançado no Brasil em 2022.

Segundo o FilmeB, o filme fez 347 mil em público e arrecadou R$ 6 milhões em sua terceira semana em cartaz. Com o valor, a produção lançada pela Diamond Films ultrapassou ‘Dragon Ball Super: Super Hero‘, que vendeu 331 mil ingressos e arrecadou R$ 5,7 milhões.

O sucesso de ‘One Piece Film: Red‘ nos cinemas comprova a aposta da Diamond Films em trazer conteúdos inovadores para os cinemas brasileiros.

“Construímos uma campanha criativa e assertiva com o objetivo de diferenciar o filme de outros conteúdos da marca, que estão disponíveis em diversas plataformas, e levar um público amplo e diverso para as salas de cinema. O resultado alcançado mostra que, não apenas conseguimos isso, mas reforça que o cinema-experiência é uma grande alternativa para a instabilidade que vivemos hoje como mercado. One Piece Film Red é mais um exemplo de sucesso da nossa estratégia e traz um resultado muito relevante para o ano da distribuidora.”, conta Gabriel Gurman, diretor geral da Diamond Films Brasil e CEO da Galeria Distribuidora.

A trama mostra os Chapéus de Palha conferindo o show de uma grande cantora chamada Uta. Porém, o grupo é pego de surpresa com a descoberta de que a musicista tem ligação com uma figura próxima a Luffy.

 

‘Glass Onion’: Sequência de ‘Entre Facas e Segredos’ SURPREENDE em estreia limitada nos EUA

Sucesso! Em estreia limitada nos cinemas norte-americanas, a sequência ‘Glass Onion: Um Mistério Knives Out‘ arrecadou surpreendentes US$ 13.3 milhões nas bilheterias – atrás apenas de ‘Pantera Negra 2‘ (US$64M) e da animação ‘Mundo Estranho‘ (US$18.6M).

Segundo o Deadline, apesar de estar em exibição em apenas 696 salas de cinema, o suspense deve arrecadar US$ 15 milhões na primeira semana. Esse é o melhor lançamento antecipado da história para uma produção original da Netflix.

Vale lembrar que ‘Glass Onion: Um Mistério Knives Out‘ será lançado oficialmente no serviço de streaming no dia 23 de dezembro.

Confira o trailer:

Anteriormente, foram divulgadas as imagens dos principais personagens.

Entre eles, Edward Norton (‘Beleza Oculta’), Dave Bautista (‘Guardiões da Galáxia’), Kate Hudson (‘Quase Famosos’), Leslie Odom Jr. (‘Hamilton’), Kathryn Hahn (‘WandaVision’) e Janelle Monáe (‘A Escolhida’).

Confira:

Vale lembrar que a Netflix desembolsou mais de US$ 400 milhões para adquirir os direitos para produzir as sequências de ‘Entre Facas e Segredos‘, que foi uma das grandes surpresas de 2019, faturando diversas indicações e prêmios no circuito de festivais e preparando o terreno para um novo universo de mistério.

As sequências trarão de volta também o roteirista e diretor Rian Johnson.

O filme recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original e se tornou uma das obras mais aclamadas do ano passado.

Com orçamento de apenas US$40 milhões, o filme arrecadou mais de US$300 milhões mundialmente.

‘Mundo Estranho’ FRACASSA e deve dar prejuízo de quase US$ 150 milhões para a Disney

Apesar das projeções iniciais indicaram uma estreia em torno de US$ 35 milhões, a animação ‘Mundo Estranho‘ fracassou nas bilheterias norte-americanas ao arrecadar apenas US$ 18.6 milhões durante o final de semana estendido de Ação de Graças.

O Deadline compara o fraco desempenho do longa com o fracasso de outras animações originais da Disney, como ‘Nem que a Vaca Tussa‘ (US$13.8M) e ‘O Planeta Tesouro‘ (US$12M). O site ainda afirma que o longa deve dar um prejuízo de US$ 147 milhões para o estúdio.

Internacionalmente, a produção arrecadou US$ 9.2 milhões – totalizando uma estreia global de apenas US$ 27.8 milhões.

Apesar de ter sido banido da Rússia, China, França, Oriente Médio, Malásia, Indonésia e outros mercados menores, por causa da presença de um personagem LGBTQ+ na história, analistas apontam que isso não foi determinante para o baixo desempenho da animação – especialmente pelo fato da Disney não ter se apoiado nisso no marketing do filme.

O fracasso do longa se deve ao risco do lançamento de uma animação original – um fator que não deve preocupar a Disney, considerando o enorme sucesso que ‘Pantera Negra 2‘ está fazendo nos cinemas, e o vindouro lançamento de ‘Avatar 2‘, que promete dominar as telonas no final do ano com uma possível estreia de US$ 200 milhões nos EUA.

Don HallQui Nguyen são responsáveis pela direção.

A trama mergulha em uma ilha perigosa e desconhecida em que criaturas fantásticas aguardam a chagada dos lendários Clade, uma família de exploradoras cujas diferenças ameaçam desmantelar sua missão mais crucial até então.

A produção ainda contará com os vozes de Jake Gyllenhaal, Dennis Quaid, Jaboukie Young-White, Gabrielle Union, Alan Tudyk e Lucy Liu.

‘Pantera Negra 2’ já arrecadou quase US$ 700 milhões e se torna a 7ª MAIOR bilheteria do ano

Sucesso! A sequência ‘Pantera Negra: Wakanda para Sempre‘ já arrecadou quase US$ 700 milhões mundialmente em menos de três semanas. Atualmente, a produção já se encontra no TOP 7 das maiores bilheterias do ano.

No final de semana estendido de Ação de Graças, o longa da Marvel dominou a concorrência e acrescenta US$ 64 milhões ao seu montante no território norte-americano – totalizando US$ 367.6 milhões no país.

Internacionalmente, o filme arrecadou sólidos US$ 307.9 milhões.

Ao total, a produção já soma incríveis US$ 675.5 milhões mundialmente.

Apesar do forte desempenho de ‘Pantera Negra 2‘, a fraca performance da concorrência – incluindo o fracasso da animação ‘Mundo Estranho‘ –, foi responsável pela queda de 12% de arrecadação, no final de semana estendido de Ação de Graças, em comparação ao ano anterior.

Crítica | Uma História de Natal Natalina – Sequência de Clássico do Natal é Adorável História de Passagem de Bastão

Perder um ente querido não é fácil. A falta que a pessoa faz no núcleo em que estava inserida é sentida por todos que conviviam com ela, mesmo à distância. Quando a pessoa que partiu é um indivíduo-chave no meio familiar – aquele que toma todas as responsabilidades para si, cuja casa é o centro dos acontecimentos de todos os eventos, que cuida de tudo e de todos – há um desequilíbrio: o buraco que ela deixa é grande demais para qualquer um se achar na capacidade de minimamente preenchê-lo. É exatamente neste ponto que começa ‘Uma História de Natal Natalina’, continuação do clássico estadunidense ‘Uma História de Natal’, e que chegou agora aos assinantes da plataforma HBO Max.

Hoje adulto e pai de dois filhos, Ralphie Parker (Peter Billingsley) está tirando um ano sabático para realizar seu maior sonho: publicar seu primeiro romance. Só que o ano de 1973 está quase terminando e não só Ralphie não consegue terminar de escrever seu livro, como todas as editoras estão recusando-o. Numa mistura de frustração e resignação, sua família se prepara para receber seus pais para as festas de fim de ano. Porém, uma triste notícia pega-o desprevenido: seu pai falecera, e, portanto, sua mãe (Julie Hagerty) pede que ele e sua família vá até Cleveland passar o Natal com ela. Nesse retorno ao lar, Ralphie perceberá que estar de volta à famosa casa amarela da rua engatilha memórias reprimidas de sua infância. E também que o papel que seu pai exercia na família mantinha a todos unidos, mas agora essa responsabilidade será sua.

É bem verdade que o filme original de 1983 não fez tanto sucesso aqui no Brasil, mas quem é fã de filmes de Natal já assistiu a este clássico infantil. Com a importância de produzir uma sequência que ficasse à altura de seu antecessor, o roteiro de Nick Schenk e do próprio Peter Billingsley (que interpretara o menino no filme primevo) consegue fazer a passagem de bastão tanto na ficção quanto na vida real. No enredo, o maior conflito de Ralphie pode parecer ser escrever seu livro, mas, na verdade, é o peso da responsabilidade de construir um Natal tão memorável quanto os que seu pai proporcionara para ele e seu irmão, Randy (Ian Petrella). Aqui fora, a responsabilidade foi a de produzir um filme que significasse para as famílias contemporâneas aquilo que seu antecessor significara no século passado. E consegue ambos para a história criada por Jean Sheperd.

As soluções encontradas pelo diretor Clay Kaytis para resolver os flashbacks são adoráveis, inserindo diálogos do filme anterior tais quais memórias do protagonista, surgindo toda vez que algum objeto/cenário icônico entra em cena (a roupa ridícula de coelhinho rosa, a poltrona do papai, etc). Ao mesmo tempo, consegue também recriar as principais cenas do anterior (tais como as crianças sofrendo bullying na rua para aprenderem a se defender) de uma maneira respeitosa e afetiva, para que os fãs consigam identificar. Tudo isso encabeçado por um elenco que majoritariamente eram as crianças no filme anterior e agora voltam como adultos e seus hilários problemas de gente grande.

Com humor e nostalgia, ‘Uma História de Natal Natalina’ é uma tocante história sobre assumir responsabilidades junto à família. E nada melhor do que falar disso nas festas de fim de ano através do cinema.

As 50 Melhores Músicas Internacionais Femininas do Século XXI

Depois de nos aventurarmos pelos 50 melhores álbuns internacionais do século XXI, chegou a hora de voltarmos nossa atenção para as músicas em si.

De Lady GagaBeyoncé, foram inúmeras as artistas que trouxeram canções de extrema qualidade e de impacto cultural gigantesco para o cenário mainstream, fossem por apresentar elementos novos a uma indústria já cansada, fossem por utilizarem a plataforma que tinham para falar de temas bastante importantes.

Pensando nisso, montamos uma lista com as 50 melhores músicas internacionais femininas lançadas neste século (até agora, é claro). Novamente, não estamos apenas focando em recepção crítica, mas também na importância de cada faixa para o escopo fonográfico.

Confira abaixo nossas escolhas e conte para nós qual a sua preferida:

50. “UPSIDE DOWN”, Paloma Faith

Em “Upside Down”Paloma Faith não aceita que os outros a tratem como tola, mas ela mesma prefere viver “invertida” ao que os outros consideram normal. Entretanto, o que nos rouba quase imediatamente é a deliciosa construção que nos joga de volta para os anos 1950, principalmente com a participação dos backing vocals enquanto a cantora mais uma vez diverte-se em uma narrativa. A bateria, a guitarra e o piano elétrico também contribuem para a construção de uma atmosfera extremamente dançante que não cai em fórmulas.

49. “TOO LITTLE, TOO LATE”, JoJo

Você pode até nunca ter ouvido falar de JoJo, mas definitivamente já deve ter ouvido a clássica canção “Too Little, Too Late”. Lançada em 2006 como parte do segundo álbum de estúdio da cantora, a música fez um sucesso gigantesco e é conhecida por diversas gerações – nos envolvendo desde as primeiras batidas que se aglutinam numa power ballad pop e R&B que fala sobre um relacionamento complicado que chegou ao fim e que deve ser deixado para trás.

48. “FROOT”, MARINA

“Froot”lead single do elogiado álbum homônimo, é uma das músicas mais famosas de MARINA e não poderia ficar de fora da nossa lista. A canção é impecável do começo ao fim e ganha pontos ao trazer uma produção coesa e um liricismo que dialoga diretamente com a identidade da artista. Aqui, a cantora mistura diversas referências da cultura pop para uma dançante, enérgica e narcótica amálgama de dance-popdance-halldisco e electro-pop que merece lugar na nossa lista e na playlist dos fãs.

47. “UNTOUCHED”, The Veronicas

A dupla conhecida como The Veronicas voltou recentemente aos holofotes com dois álbuns incríveis – mas o sucesso delas vem de meados dos anos 2000. Uma das músicas mais marcantes de sua carreira e também da primeira década do século foi “Untouched”, um power-pop misturado com electropop e com a presena pungente dos violinos que pode inclusive ter premeditado a insurgência do dark pop alguns anos mais tarde.

46. “THE SWEET ESCAPE”, Gwen Stefani

Gwen Stefani é uma das artistas mais conhecidas do século e, em 2006, promovia uma guinada interessante em sua carreira com o lançamento do álbum ‘The Sweet Escape’. A faixa titular, divulgada como o segundo single promocional do disco, traz elementos do pop e do doo-wop em uma encantadora e quase onírica construção que traz colaborações de AkonGiorgio Tuinfort.

45. “WORK”, Rihanna feat. Drake

Talvez como nunca, o lead single de ‘ANTI’ seja a declaração política e cultural de Rihanna de que devemos exaltar os gêneros que vieram da América Latina e da comunidade negra – visto que, muitas vezes, são incorporados por artistas brancos sem o devido crédito. Em “Work”Rihanna Drake são vida a uma celebração dancehallreggae-pop e R&B que foge do exagero e aposta no minimalismo sinestésico.

44. “MIDNIGHT SKY”, Miley Cyrus

Até mesmo Miley Cyrus se rendeu ao passado ao lançar o lead single de ‘Plastic Hearts’“Midnight Sky” é uma explosiva fusão entre discosynth-poppop rock e electropop, que arranca de Cyrus seus melhores vocais e transforma a canção em um hino de liberdade própria para as pistas de dança.

43. “BAD GUY”, Billie Eilish

Billie Eilish fez seu grande début com o single promocional “bad guy”, que alcançou o topo da Billboard e quebrou inúmeros recordes de vendas. Porém, não é apenas seu caráter mercadológico que chama a atenção, mas também a atmosfera neo-noir pulsada pelo baixo e pelas tendências do trap que se fundem com o synth e com uma epopeica prosódia que é revitalizada nas faixas seguintes de seu álbum.

42. “JOAN OF ARC ON THE DANCE FLOOR”, Aly & AJ

“Joan of Arc on the Dance Floor” provavelmente passou longe do radar mainstream de 2020, mas a incursão realizada entre a dupla Aly & AJ é uma das semibaladas mais poderosas do ano. A iteração, movida por sintetizadores e por ecos vocais arrepiantes, amalgama presente e passado ao celebrar uma das figuras mais icônicas da história, Joana D’Arc

41. “TIMEBOMB”, Kylie Minogue

Apesar de não ter feito um grande sucesso comercial, “Timebomb”, de Kylie Minogue, é considerada por diversos especialistas não apenas como uma das melhores faixas da discografia da cantora, como também uma das melhores do século. Aqui, a explosiva produção em EDMsynth-popdance-pop embala uma narrativa dançante que fala sobre a necessidade de se divertir enquanto há tempo – e antes que ele acabe.

40. “YOU SHOULD BE SAD”, Halsey

Em ‘Manic’Halsey abusa da essência do country-pop, mostrando que não pensa duas vezes antes de honrar suas principais influências: a ambientação explorada na emergência de Alanis Morissette é retraída para um dark-country-rock em “You Should Be Sad”, cujas declarações de superação são acompanhadas de uma frenética guitarra e uma ecoante superposição de vozes – o que explica o fato da canção ser o ápice do álbum e uma das melhores de sua carreira.

39. “SMILE”, Lily Allen

Lily Allen fez um grande sucesso nos anos 2000 com músicas divertidas de se ouvirem e com mensagens extremamente explícitas e que representavam sua visão única do mundo. Uma das mais famosas de sua discografia é “Smile”, cujo enredo fala sobre como ela lida com a traição do namorado à medida que desfruta de sua miséria. A parte mais interessante da canção, entretanto, é a fusão perfeita entre o reggae pop e o rocksteady – o que deixa a atmosfera da faixa ainda melhor.

38. “GOOD AS HELL”, Lizzo

Apesar de ‘Cuz I Love You’ ser considerada a obra-prima de Lizzo, a performer já demonstrava sua incrível capacidade lírica e musical alguns anos antes, principalmente com o lançamento de “Good as Hell”. O lead single de ‘Coconut Oil’ só iria cair na popularidade tempos depois de ter sido lançada oficialmente, consagrando-se como uma das melhores, senão a melhor canção da artista. Misturando soul-popR&B hip-hop, a irretocável faixa explora temas de empoderamento e amalgama mensagens bastante positivas a uma dançante e envolvente estrutura fonográfica, cortesia da composição de Lizzo e da produção de Reed.

37. “HIPS DON’T LIE”, Shakira feat. Wyclef Jean

A icônica Shakira conquistou seu primeiro #1 na Hot 100 com a clássica canção “Hips Don’t Lie”, uma das assinaturas de sua carreira. Aliando-se a Wyclef Jean, a música traz o melhor do pop latino e do reggaeton para um vibrante e efervescente convite às pistas de dança – isso sem comentar uma incrível coreografia que dominou o mundo.

36. “MARCH MARCH”, The Chicks

“March March” reflete exatamente o tipo de carreira que as The Chicks tiveram desde sua estreia bombástica no mundo da música. Criticadas por expressarem seu descontentamento com o governo dos Estados Unidos, o grupo ficou longe dos holofotes por tempo demais – mas voltaram com força com um dissonante hino de empoderamento.

35. “XS”, Rina Sawayama

Em “XS”Rina Sawayama transforma seu próprio estilo em uma experiência única que transgrede basicamente tudo que se conhece: a cantora e compositora imprime acordes do rock em colaboração à melodia das tubulares baterias e do violão, além de fundi-la a mudanças bruscas de tempo e de progressão que são um deleite para os ouvidos.

34. “WALKING ON AIR”, Katy Perry

Walking on Air” alcança um patamar extremamente alto que, mesmo com as entradas contemporâneas, nos arremessa de volta para o final dos anos 1980 e começo da década de 1990, com uma demarcação rítmica sedutora e que remete ao melhor do dance-pop – além de lançar referências para Whitney Houston e, de modo mais claro, à Madonna (principalmente quando cita “Erotica”).

33. “THE STORY”, Brandi Carlile

Se você não ouviu “The Story” pela voz de Brandi Carlile, é bem provável que tenha ouvido a ótima versão de Sara Ramirez em ‘Grey’s Anatomy’. A belíssima balada folk-rock é considerada uma das melhores do gênero e traz uma tocante mensagem sobre o poder da memória e da identidade – consagrando-se como uma das melhores incursões da artista.

32. “BODAK YELLOW”, Cardi B

“Bodak Yellow” foi o primeiro single oficial de Cardi B e o lead single de seu álbum de estreia, ‘Invasion of Privacy’. A canção não apenas fez um enorme sucesso comercial, como foi elencada como uma das que definiram os anos 2010, aglutinando hip hoptrap e cimentando a espetacular, ainda que novata carreira da rapper. Além dos ácidos versos assinados pela artista, também temos a produção irretocável de J. White Did It e de Laquan Green.

31. “EXILE”, Taylor Swift feat. Bon Iver

Taylor já realizou diversas colaborações ao longo de sua vida, mas nenhuma delas chegou aos pés de “exile”. A melancólica e saudosiste track foi performada ao lado de Bon Iver e, no final das contas, a química narcótica entre os dois cantores é um retrato pungente sobre duas pessoas que se separam por alguma razão e, agora, só têm as borradas memórias de um tempo que talvez nunca mais volte.

30. “ALL THE LOVERS”, Kylie Minogue

A artista australiana Kylie Minogue percebeu que havia se tornado um ícone LGBTQ+ no final dos anos 1980, alguns anos depois de começar a fazer sucesso mundial. Hoje, Minogue é dona de músicas indispensáveis para se ouvir quando você estiver se sentindo mal – e uma delas prova seu status como Rainha do Dance“All The Lovers”, uma synth-ballad de tirar o fôlego com um clipe espetacular que fala sobre o amor verdadeiro.

29. “TEAM”, Lorde

O terceiro single de ‘Pure Heroine’“Team”, é uma carta testamentária de Lorde ao seus amigos e a seu país natal, Nova Zelândia. A incrível rendição de alt-popelectro-hop é guiado por batidas pulsantes e por uma ótima expressão vocal de Lorde, inclusive premeditando o impecável ‘Melodrama’, que lançaria alguns anos depois.

28. “TRACK 10”, Charli XCX

mixtape ‘Pop 2’ foi a responsável por cimentar a identidade sonora e a importância de Charli XCX como uma das maiores artistas do século – movida pelo desejo de criar arte em vez apenas de emulá-la. E, dentro desse escopo absolutamente incrível, temos “Track 10”, uma de suas investidas mais conceituais e memoráveis, guiada pelo uso impactante de sintetizadores e pela impecável de vocais. Em 2019, Charli se reuniu com Lizzo para a colaboração “Blame It On Your Love”, apresentando uma nova versão da faixa.

27. “YOÜ & I”, Lady Gaga

Antes de ‘Joanne’, Lady Gaga já havia dado indícios de seu apreço pelo country com a incrível e irretocável “Yoü And I”. Afastando-se completamente do pop e apostando no country-rock, a faixa, uma das últimas promocionais de ‘Born This Way’, a canção também recebeu aplausos dos especialistas internacionais e tornou-se um destaque do álbum por sua competente produção e pela presença de ninguém menos que Brian May na guitarra.

26. “MAKE ME FEEL”, Janelle Monáe

Janelle Monáe entregou um dos melhores álbuns da década passada com ‘Dirty Computer’ – e o hino “Make Me Feel” é apenas uma das muitas narrativas críticas das quais se dispõe. Modernizando o R&B com habilidade impecável, a música é uma declaração de sua pansexualidade com clareza dançante e envolvente, nos convidando para a pista de dança em uma memorável performance.

25. “ALIEN SUPERSTAR”, Beyoncé

Beyoncé voltou com força total em 2022 ao lançar o aguardado e antecipadíssimo ‘Renaissance – Act I’. O projeto, primeiro capítulo de uma ambiciosa trilogia sonora, já ascendeu ao patamar dos melhores do ano e da década (ao menos na opinião desta que vos fala) e honrou a cultura negra com uma celebração antêmica do house e do disco. E, dentre as várias canções, “Alien Superstar” nos chama a atenção pela produção impecável e pelo caráter explosivo de suas texturas, mergulhando no poder dos sintetizadores, do voguing e dos ballrooms do Brooklyn dos anos 70 e 80 (“olhos em você quando performa, olhos em mim quando eu coloco”)

24. “HUNG UP”, Madonna

Depois de um período conturbado, Madonna resgatou o gosto pela música e pelo colorido espectro musical que havia apresentando ao mundo desde o início de sua carreira. Com “Hung Up”, suprassumo fonográfico que traz o icônico grupo sueco ABBA para a linha de frente, a artista dava início a uma de suas eras mais conhecidas e mais bem sucedidas: ‘Confessions on a Dance Floor’.

23. “BORN TO DIE”, Lana Del Rey

No subestimado ‘Born to Die’, Lana mergulha de cabeça em uma imagética sonora bastante específica, contrastando com a dominação do EDM que se alastrava pelo cenário fonográfico à época de seu lançamento. E, enquanto o álbum tem inúmeras construções memoráveis e belíssimas, a faixa-titular é que a mais condensa as explorações melancólicas e sinestésicas da performer, unindo-se a colaboradores competentes para arquitetar uma ode à música cinemática, que inclui o acompanhamento dramático das cordas e a fusão inesperada de gêneros.

22. “PHYSICAL”, Dua Lipa

power pop “Physical” foi aclamado por sua energia incomparável e por sua homenagem aos clássicos dos anos 1980. Para além da canção, o single foi acompanhado de dois vídeos impecáveis – incluindo uma versão mimética dos clipes de ginástica de Jane Fonda. A canção é uma exuberante e sensual aventura que merece ser levada para as pistas de dança quando tudo voltar ao normal, é claro.

21. “WHAT’S YOUR PLEASURE”, Jessie Ware

Jessie Ware exalou toda sua glória com o requinte sensorial de ‘What’s Your Pleasure?’ – e a faixa titular do álbum é tudo o que esperaríamos de uma obra desse calibre. Nutrindo-se de um disco mais amadurecido e mergulhando de cabeça nas recriações uptempo do EDM (sendo inspirada inclusive por Lady Gaga), a sutileza vocal e a onírica atmosfera são o bastante para nos tirar do chão.

20. “SPECTRUM”, Florence + the Machine

A banda formada e encabeçada por Florence Welch continua a nos agraciar com álbuns incríveis – mas foi em 2011 que nos encantou com o lançamento de ‘Ceremonials’. Dentre as belíssimas músicas presentes no compilado, “Spectrum” é a que mais nos chama a atenção, ainda mais por contar com a colaboração de Paul Epworth. O mais surpreendente é a presença gritante de diversos gêneros musicais, incluindo baroque popart poporchestral popdisco – todos confinados em uma antêmica e memorável rendição.

19. “ROLLING IN THE DEEP”, Adele

Apesar de Adele já ter tido um sucesso considerável com suas primeiras incursões, foi “Rolling in the Deep” que a lançou à fama mundial. O lead single de ’21’, considerado por muitos como o melhor álbum de sua carreira até agora, foi arquitetado minuciosamente ao lado de Paul Epworth (que viria a trabalhar com ela na aclamada “Skyfall”) e levou para casa três estatuetas do Grammy, incluindo Música do Ano e Gravação do Ano.

18. “TOXIC”, Britney Spears

Britney Spears parou o mundo novamente ao lançar “Toxic”lead single do revolucionário ‘In The Zone’. Garantindo à princesa do pop uma estatueta do Grammy na categoria de Melhor Gravação Dance, a faixa é considerada como um dos destaques dos anos 2000 e serviu de influência para diversas cantoras – principalmente por seu apelo comercial e bastante sedutor.

17. “CRAZY IN LOVE”, Beyoncé feat. Jay-Z

A faixa de abertura do álbum de estreia solo de Beyoncé reverbera com “Crazy In Love”lead single cantado ao lado de Jay-Z e que é exaltada em baladas e playlists inclusive nos dias de hoje. Quase duas décadas depois, o vibrante e sensual mergulho lírico serve como um hino romântico que se afasta das costumeiras baladas do gênero e é movida por um gancho tão chiclete que é quase impossível não reconhecê-lo imediatamente quando o ouvimos em… Bem, qualquer lugar.

16. “HIDDEN PLACE”, Björk

lead single de ‘Vespertine’, que inclusive apareceu na nossa lista de melhores álbuns do século, foi inteiramente escrito e produzido por Björk em uma perfeita abertura para o novo século. A canção traz elementos da música ambiente, do gospel do electro e fala, da maneira mais inesperada possível, sobre um novo amor que tem um lado mais íntimo e introspectivo – e que chama a atenção da cantora.

15. “SHALLOW”, Lady Gaga & Bradley Cooper

Oscar, BAFTA, Globo de Ouro e Grammy são algumas das dúzias de estatuetas que a respeitada e ovacionada “Shallow” levou para casa. O carro-chefe de ‘Nasce Uma Estrela’ reviveu o romantismo cinematográfico de forma imprescindível e ganhou o mundo por sua profunda composição lírica e pela singela produção country-rock.

14. “BACK TO BLACK”, Amy Winehouse

Apesar de “Rehab” ter maior reconhecimento na cultura pop“Back to Black” (ao menos na opinião deste que vos escreve), configura-se como uma construção mais madura, narcótica e saudosista – que, de fato, reiterou as incríveis habilidades artísticas de Amy Winehouse. Novamente produzida por Ronson, que também aproveitou para assinar alguns dos versos, a canção volta-se para o down-tempo e para as raízes do soul clássico, discorrendo sobre um relacionamento que acabou e que lança o eu-lírico de volta para a escuridão. Dentre as múltiplas tracks de Amy, esta é uma das que mais faz referências aos girl groups dos anos 1960, além de alusões ao Motown.

13. “CAN’T GET YOU OUT OF MY HEAD”, Kylie Minogue

Cada engrenagem dessa intrincada faixa é cuidadosamente arquitetada e incorpora elementos do techno, do pop, do disco e do dance como nenhuma outra. Com um gancho célebre e extraordinário, Kylie Minogue cria mágica ao longo de breves três minutos e cinquenta segundos que poderiam se estender por muito mais tempo sem quaisquer prejuízos. Novamente, Dennis e Davis unem forças para dar vida a uma narrativa que fala sobre obsessão amorosa e que viria se tornar seu single de maior sucesso comercial, com mais de seis milhões de cópias vendidas ao redor do mundo e ajudando a cimentar seu status como ícone global.

12. “LOS AGELESS”, St. Vincent

St. Vincent causou um grande impacto ao lançar seu quinto álbum de estúdio, ‘Masseduction’ – e é claro que a produção não poderia vir acompanhada de músicas esquecíveis. “Los Ageless”, apesar de ser o segundo single, é o carro-chefe da obra – uma reflexão dance-rocknew waveelectropop, contrariando o que o mainstream ditava à época e mergulhando de cabeça em uma sintética e crítica celebração da vida.

11. “SKYFALL”, Adele

Saindo do sucesso de ’21’Adele embarcava em uma ambiciosa jornada que a levava diretamente para as telonas e ficou encarregada de compor e performar a música-tema de ‘007 – Operação Skyfall’. A épica rendição lhe rendeu nada menos que inúmeros prêmios, incluindo o Oscar de Melhor Canção Original, e aclamação universal por parte da crítica – cujos elogios provieram da épica narrativa construída pela artista e pela irretocabilidade de seus potentes vocais.

10. “ALL TOO WELL”, Taylor Swift

Narrando uma power ballad que traz à tona corações partidos e um relacionamento descarrilado, a canção foi performada pela primeira vez na cerimônia do Grammy Awards em 2014, ganhando aclame universal por parte da crítica e um lugar especial na playlist dos fãs. Aqui, Taylor Swift se junta novamente a Liz Rose e Nathan Chapman, que trabalharam com ela em seu début homônimo e em ‘Fearless’, para uma manifestação elegíaca de emoções tumultuadas.

9. “ROYALS”, Lorde

“Royals”, de Lorde, garantiu não só sua ascensão ao estrelato (visto que permaneceu nove semanas em primeiro lugar da Hot 100), como apresentou ao mainstream elementos não vistos até então – como as progressões minimalistas e obscuras e um diálogo entre o instrumento e a voz do artista. A canção influenciou diversas artistas que ganhariam fama mais tarde, como HalseyOlivia RodrigoBillie Eilish, além de se manter como uma das clássicas assinaturas de Lorde.

8. “SHAMEIKA”, Fiona Apple

A inexplicavelmente divertida “Shameika” é o carro-chefe de ‘Fetch the Bolt Cutters’, mais novo álbum da aclamada Fiona Apple. Aqui, a performa volta suas influências para o art pop e o baroque pop que a colocou nos holofotes ainda em 1996 com ‘Tidal’, escrevendo um solilóquio de independência marcado pelo cotidiano e pelo banal.

7. “DANCING ON MY OWN”, Robyn

Considerada até hoje uma das melhores músicas de todos os tempos, a comovente e emocionante balada electro-disco regada a sintetizadores da cantora e compositora sueca Robyn foi reclamada pela comunidade queer com força descomunal. Na verdade, se pegarmos a impecável elegia romântica que ela escreve, temos uma protagonista que representa as pessoas marginalizadas e isoladas que dançam por conta própria em vez de se esconderem em casa.

6. “BREATHE ON ME”, Britney Spears

Com ‘In The Zone’, divisor de águas na carreira de Spears, a princesa do pop não teve medo de experimentar – e “Breathe on Me” é a melhor representante dessa ousadia. A quarta faixa do álbum, de longe a maior obra-prima que já lançou, é indesculpavelmente sexual, envolvente e sensorial em todos os sentidos – uma infusão espetacular de technodancehi-NRG e trip-hop que se aglutina numa coesão de tirar o fôlego, influenciando Rina SawayamaThe Weeknd e Billie Eilish (para citar alguns exemplos).

5. “PAPER PLANES”, M.I.A.

“Paper Planes” se consagrou como um dos maiores fenômenos não apenas do século, mas também da história. Encabeçada pela artista conhecida como M.I.A., ela co-assinou a faixa ao lado de Diplo e também produziu a faixa, afastando-se das incursões dance do mesmo álbum (‘Kala’) e trazendo uma combinação original e envolvente de elementos da música folk africana, bem como um apreço pelo hip hop alternativo e um impacto imortalizado no cenário fonográfico.

4. “LOVE ON THE BRAIN”, Rihanna

Essa é uma das músicas que, independente de ter feito sucesso comercial ou não, merece nossa atenção – o que não é o caso, visto que atingiu o 5º lugar da Hot 100. Nostálgica, retumbante e narcótica em todos os seus aspectos, a iteração permitiu que Rihanna entregue uma performance memorável que faz alusão aos anos 1950 e 1960, rendendo-se às baladas soul e doo-wop.

3. “FALLIN'”, Alicia Keys

single de estreia de Alicia Keys é uma de suas marcas registradas, principalmente por estampar seus belíssimos vocais, sua relação apaixonante com o piano e sua adoração ao R&B. Atingindo o topo da Billboard 100, a canção levou para casa nada menos que três estatuetas do Grammy, incluindo Música do Ano.

2. “FORMATION”, Beyoncé

“Formation”, buscando elementos de um vanguardista R&B, borbulha com referências imagéticas e sonoras que ganham vida e nos levam através de uma história apagada pelo egocentrismo branco. É aqui que a cantora abraça de vez sua herança provinda de “meu pai, [do] Alabama; minha mãe, [de] Louisiana”, além de cutucar com sarcasmos deliciosos as múltiplas teorias da conspiração que insurgiram nos últimos anos para renegar a importância que trouxe para a valorização da cultura afro-americana. Em outras palavras, a track em questão alcança níveis de perfeição que sarcasticamente grita “eu tenho orgulho de ser quem eu sou”.

1. “BAD ROMANCE”, Lady Gaga

Considerada por inúmeros especialistas como a magnum opus de Gaga, “Bad Romance” permanece viva na memória de qualquer um que já tenha ligado a rádio ao menos uma vez em 2009. Vencedora de duas estatuetas do Grammy, a canção é o carro-chefe do aclamado e revolucionário ‘The Fame Monster’ e traz elementos do house e do techno alemães ao vibrante electro-pop do final dos anos 2000. Como se não bastasse, a canção influenciou diversas artistas veteranas e estreantes na indústria e continua original mesmo 13 anos depois de seu lançamento.

‘Virgin River’: Terminam as gravações da 5ª temporada!

Virgin River é uma das séries mais adoradas da Netflix e, recentemente, a plataforma de streaming revelou que as gravações da 5ª temporada já terminaram (via Collider).

As boas novas foram reveladas através do Instagram, junto a um vídeo de bastidores que traz o elenco dançando ao som de “We Are Family”, do grupo Sister Sledge.

Confira:

 A quinta temporada ainda não tem data de estreia confirmada.

 

A série é uma adaptação da saga de livros da autora Robyn Carr, que conta com 20 volumes, cujo o título do primeiro é exatamente o nome da cidade onde a trama se passa.

A produção acompanha Melinda, uma enfermeira que decide abandonar sua vida na cidade grande para tentar se redescobrir no pequeno município de Virgin River. Lá, além de tentar esquecer dos erros do passado, ela vai acabar descobrindo um novo amor em sua vida.

A produção é estrelada por Martin Henderson, Alexandra Breckenridge, Annette O’Toole e Tim Matheson.

Crítica | Ryan Reynolds e Will Ferrell no MELHOR Filme de Natal da Temporada 2022

Ryan Reynolds está com tudo. Protagonista de um dos maiores sucessos no universo de super-heróis da garotada – ‘Deadpool’ – e de um dos maiores flops da geração anterior – ‘Lanterna Verde’ –, casado com uma das mais queridinhas atrizes do cenário (Blake Lively) e pai de três filhos (com mais um a caminho), o ator está em alta em Hollywood há anos, se tornando um dos mais rentáveis nomes da indústria, com enorme apelo especialmente junto ao público jovem. Faltava, entretanto, um filme de Natal na carreira do ator. Bom, não mais. Como grande lançamento do streaming da Apple TV+, chegou aos assinantes da plataforma o longa ‘Spirited – Um Conto Natalino’, estrelado por ninguém menos do que nosso querido Deadpool.

Todo ano os espíritos do Natal Presente (Will Ferrell), Passado (Sunita Mani) e Futuro (interpretado por Loren G. Woods, com narração de Tracy Morgan) elegem uma pessoa no mundo que precisa redimir seus erros e se tornar uma pessoa melhor no fim do ano. Porém, esse ano Presente está inquieto, insatisfeito com a escolha do departamento. Num ato de rebeldia, ele pede que a pessoa desse ano seja trocada por Clint Briggs (Ryan Reynolds), um especulador sem escrúpulos que vive de alimentar o ódio nas pessoas em seus segmentos de trabalho, lucrando a partir do engajamento virtual da propagação do ódio. Determinado a fazer com que Clint se redima, mesmo sendo ele um indivíduo incorrigível, Presente fará de tudo para que isso aconteça, ainda que seja necessário quebrar um ou dois protocolos. O que ele não esperava era sentir um sentimento novo quando Kimberly (Octavia Spencer), funcionária de Clint, consegue vê-lo e conversar com ele, fazendo com que Presente repense sobre a possibilidade de se aposentar e voltar a ser humano.

Baseado no clássico dos clássicos natalinos –‘Um Conto de Natal’, de Charles Dickens – que já inspirou inúmeras adaptações cinematográficas e literárias (eu mesma tenho um livro de Natal que faz releitura dessa história), ‘Spirited – Um Conto Natalino’ é simplesmente o melhor filme de Natal da safra 2022. Para início de conversa, o roteiro de Sean Anders e John Morris faz uma belíssima releitura contemporânea dessa história do século XIX, ao repaginar o conceito de Scrooge para os tempos atuais como sendo o cara que dissemina o ódio na internet e lucra em cima de uma indústria que se alimenta de promover o ódio entre as pessoas. Esse é o coração da redenção do protagonista, e reside na jornada deste a crítica social ao tempo em que vivemos. Considerando que Reynolds atrairá um público jovem para ver este filme, é uma sacada genial do roteiro trazer esse tema dessa forma.

Mas o filme de Sean Anders (‘Pai Em Dose Dupla’) vai além: ‘Spirited – Um Conto Natalino’ é um musical. Um super, mega, hiper, ultra musical, daqueles de encher a tela com milhares de figurantes pulando, dançando, sapateando, coreografando. Há cenas em locações abertas e também fechadas, e todas funcionam como num passe de mágica. É simplesmente hipnotizante ver tudo aquilo funcionar com tanta frequência nas mais de duas horas de duração do filme, e, de maneira bastante inesperada, conseguir incluir ainda um solo de Octavia Spencer cantando, uma participação surpreendente Judi Dench e, pasmem: uma música-chiclete inteirinha sobre um palavrão.

Spirited – Um Conto Natalino’ é conduzido pelo carisma, a naturalidade e a espontaneidade da química entre Reynolds e Farrell. Todas as cenas dos dois são hilárias. As falas são sagazes. As interpretações, na medida. O limite entre falar sério e a zoeira é tão finamente conduzido pelos dois, que engaja o espectador no embate constante entre os dois personagens. Dá gosto vê-los juntos em cena.

Tem drama, musical, romance, comédia e até mesmo terror. ‘Spirited – Um Conto Natalino’ é um filme completíssimo que, ainda por cima, é um filme de Natal. Precisava ser exibido em tela grande. Porém é, sem dúvida, o melhor filme desse gênero e a melhor pedida para esse fim de ano.

‘O Homem da Califórnia’ | Brendan Fraser é homem das cavernas em comédia que completa 30 anos e pode ganhar sequência na Disney+

No mesmo ano de sucessos como Esqueceram de Mim 2, Batman – O Retorno, Os Imperdoáveis, Instinto Selvagem, Perfume de Mulher e Cães de Aluguel, estreava uma comédia juvenil despretensiosa com produção da Disney, que fez certo sucesso em sua passagem pelas telonas e mais ainda quando estreou no mercado de vídeo nas locadoras. O Homem da Califórnia é um destes filmes adolescentes que marcaram uma geração, e tentava resgatar o gênero das comédias adolescentes lá dos anos 80 – sem dúvidas emana muitas das mesmas vibrações.

Ao longo dos anos, no entanto, a produção foi perdendo força e ao contrário de muitas obras atemporais falhou em ser passada através das gerações caindo no esquecimento. Em 2022, O Homem da Califórnia completa 30 anos de lançamento e vale a pena dar uma reexaminada no filme, o apresentado para os mais novos. Ainda mais quando no elenco temos protagonizando o revigorado Brendan Fraser, astro redescoberto graças ao sucesso de crítica The Whale. Relembre ou descubra o filme abaixo.

‘O Homem da Califórnia’ fez muito sucesso com os jovens da geração MTV no início dos anos 90.

O ano era 1992 e o mundo havia acabado de sair dos anos 80. No entanto, é dito que cada década só encontra verdadeiramente sua “cara” de meados para o fim de tais dez anos. Ou seja, o início de cada década tem mais cara da década anterior do que a sua de fato. Pensando por esse lado, o início dos anos 90 ainda mantinha muito da década mais fanfarrona e incorreta de todas, os anos 80. Nesta época, o mundo dos jovens e adolescentes ainda era muito guiado pela moda MTV – tudo soava como se saído de um videoclipe.

Assim, em meio a efeitos especiais revolucionários que iriam para sempre mudar a forma como o público veria os blockbusters, como os de O Exterminador do Futuro 2 (lançado no ano anterior, em 1991), encerramentos de franquias de sucesso como Indiana Jones e a Última Cruzada (1989), De Volta para o Futuro III (1990) e O Poderoso Chefão 3 (1990) e o surgimento de uma segunda e bem-sucedida onda de adaptações de personagens de quadrinhos (Batman, As Tartarugas Ninja e Dick Tracy); os roteiristas George Zaloom (produtores de documentários sobre os bastidores de filmes famosos) e a também atriz Shawn Schepps não queriam saber de nada disso e apostavam numa história que muito bem poderia ter sido feita nos anos 80 – e tem toda a cara das comédias da época.

‘O Homem da Califórnia’ é produção da Disney e tem toda a cara das comédias adolescentes dos anos 80.

Preste atenção nesta sinopse: dois adolescentes tipicamente californianos, que não são exatamente os rapazes mais populares do colégio, descobrem na escavação de sua piscina um homem de neandertal congelado – que logo se descongela e sai andando por aí como se nada tivesse acontecido em todos esses milhões de anos. Devido à sua aparência jovem, mais ou menos próximo da idade dos amigos, a dupla tem a brilhante ideia de vesti-lo com as roupas da época, dar uma repaginada nele e matricula-lo em seu colégio com o argumento de que é um estudante de intercâmbio estrangeiro e não fala a língua, para “não levantar suspeitas sobre sua real identidade”, inclusive em casa com seus pais – já que o sujeito a quem eles nomeiam Link (ou “Elo”) precisará ficar hospedado em sua casa. Parece idiota? E é.

De alguma forma esse roteiro fascinou o então presidente da Disney, Jeffrey Katzenberg. Responsável pelo sinal verde de inúmeros sucessos no estúdio, como Uma Cilada para Roger Rabbit (1988), A Pequena Sereia (1989), A Bela e a Fera (1991) e Aladdin (1992), Katzenberg no fim dos anos 90 sairia de seu posto como chefão da Disney, e ao lado de Steven Spielberg e David Geffen criaria o estúdio Dreamworks – que igualmente marcaria época. Katzenberg segue ativo como um dos homens poderosos de Hollywood. Mas voltando 30 anos no passado, seu único objetivo com o projeto de O Homem da Califórnia era fazer um dinheiro rápido, numa comédia adolescente não muito cara, mas com o potencial bastante lucrativo. Mas para isso ele precisaria dos atores certos.

A Disney acertou em cheio com um elenco inspirado, formado por Brendan Fraser, Sean Astin e Pauly Shore.

Na direção, Katzenberg escalou o estreante em longas Les Mayfield, que vinha de curtas e documentários de bastidores – onde o produtor o conheceu. Mayfield depois seguiria para trabalhos famosos, como as direções de Milagre na Rua 34 (1994), Flubber – Uma Invenção Desmiolada (1997) e Um Tira Muito Suspeito (1999). No elenco, o primeiro contratado foi o sumido Pauly Shore. O jovem comediante excêntrico era dono de estilo único de se portar e se comunicar – talvez um pouco semelhante a Bobcat Goldthwait, o Zed de Loucademia de Polícia, só para entenderem um pouco melhor. Pauly Shore fazia sucesso entre os jovens na época por falar a língua deles, despejar diversas gags implícitas e suas próprias piadas internas, além disso, à frente de seu tempo tinha um estilo andrógeno e afetado de ser, em que para os padrões da época poderia ser facilmente confundido com um jovem gay, apesar de ser hétero. Esse sucesso fez Shore ganhar seu próprio programa na MTV – um canal que tinha tudo a ver com ele e sua geração – em Totally Pauly o ator andava pelas ruas e shoppings, e entrevistava pessoas com seu jeito particularmente amalucado.

Era de costume de Jeffrey Katzenberg mandar roteiros para o colega Peter Paterno, presidente da divisão de música da Disney, a Hollywood Records, para uma segunda opinião. E após ler o roteiro de O Homem da Califórnia, Paterno disse que Pauly Shore seria perfeito para o filme. Katzenberg, por outro lado, nunca havia ouvido falar no comediante, e Paterno prontamente lhe enviou fitas de Totally Shore. O presidente da Disney gostou do que viu. Chamado para uma reunião no estúdio, foi oferecido para Shore o papel de Link, o homem das cavernas descongelado. Mas Shore desejava logo em seu primeiro papel de destaque no cinema deixar marcado seu estilo particular e excêntrico de ser e se comunicar, já sabendo que o papel do neandertal não guardaria muitos diálogos para ele. O chefão da Disney não apenas concordou como o deixou modificar o personagem de Stoney para se adequar à personalidade do humorista, que escreveu muitos de seus diálogos e também improvisou bastante. Além disso, assinou contrato com ele para mais dois filmes: que virariam O Genro dos Meus Sonhos (1993) e Um Maluco no Exército (1994).

Pauly Shore foi um dos atores icônicos dos anos 90, mas depois de tal década caiu na obscuridade.

O segundo a entrar em cena foi justamente Brendan Fraser – que este ano pode receber sua primeira indicação ao Oscar pelo drama The Whale, no qual vive um homem com obesidade mórbida. Trinta anos atrás Fraser estava começando na carreira no cinema e só tinha feito o drama Código de Honra (lançado no mesmo ano de O Homem da Califórnia). Ao contrário de Pauly Shore, Brendan Fraser (então com 24 anos) estava relutante sobre assinar para a produção. O ator havia acabado de fazer o filme citado acima, um drama intenso sobre a lealdade de jovens estudantes de um colégio interno, e queria traçar uma carreira mais voltada para papeis sérios neste nível. Fraser estava preocupado com que o filme e o papel de um homem das cavernas fossem bobos demais para ele e terminassem ferindo sua carreira. No entanto, após muitas conversas sobre o verdadeiro significado do filme e sua mensagem, o ator terminou aceitando o divertido personagem, podendo mostrar um lado de sua atuação com muita performance física e sem muitos diálogos para se expressar. Fraser dá um show.

Fechando o trio, Jeffrey Katzenberg estava decidido por um ator para protagonizar, mas que lhe daria muito trabalho para aceitar. Sean Astin havia virado fenômeno em 1985, graças ao sucesso de Os Goonies – produção cultuada ainda nos dias de hoje, onde Astin viveu o protagonista Mikey. No ano anterior a O Homem da Califórnia, havia chamado atenção no thriller dramático sobre terrorismo num colégio, Rebeldes e Heróis (1991). O chefão da Disney estava decidido a ter o jovem astro em seu filme, querendo uma parcela do sucesso conquistado pela Warner. Mas se Pauly Shore aceitou na hora e Brendan Fraser estava relutante, Sean Astin não estava nem um pouco confiante na produção. Muito pelo contrário, ao ler o roteiro o considerou uma boa m*rda, nas palavras do próprio. Katzenberg chegou inclusive a ligar pessoalmente para Astin e oferecer-lhe US$150 mil de cachê inicial e mais US$400 mil ao final das gravações. O ator mesmo assim tentava sair pela tangente, chegando ao ponto de pedir para alterar o roteiro a fim de o tornar mais palatável ao seu gosto.

Do trio principal, Sean Astin (à esquerda) não queria fazer o filme de jeito nenhum, mas foi convencido pela Disney.

Katzenberg concordou com as mudanças, mas no fundo só estava interessado realmente na possibilidade de lucro. Ao receber o novo roteiro, Sean Astin percebeu que pouca coisa havia mudado. Porém, ao receber a informação de que Brendan Fraser estaria no elenco principal, Astin começou a reconsiderar, já que era um desejo seu trabalhar com Fraser. Por outro lado, nunca havia ouvido falar de seu outro colega de elenco, Pauly Shore, e ao receber as fitas de seu programa, começou a desejar que tivesse permanecido sem conhecer. Astin começou a titubear novamente, já que Shore não apelava nem um pouco a ele. No fim das contas, a incansável Disney fez uma nova oferta de salário inicial de US$250 mil, além de total controle criativo de seu personagem no filme, a opção de mais três filmes junto ao estúdio e a direção de seu próprio curta-metragem, que se tornaria Kangoroo Court (1994).

Sean Astin, que depois viraria o Sam da trilogia O Senhor dos Anéis e o Bob de Stranger Things, estava contratado para o papel principal de Dave em O Homem da Califórnia, mas de começo não se deu bem, como esperado, com seu coprotagonista Pauly Shore. Seus estilos de atuação eram muito diferentes, e Astin não achava o humor de Shore particularmente engraçado. Eventualmente, os dois acabaram se entrosando mais e garantindo um ambiente de trabalho agradável.

Musas da Califórnia. Famosas nos anos 90, a sumida Megan Ward e Robin Tunney (Jovens Bruxas) completam o elenco.

Lançado no dia 22 de maio de 1992 – no aquecimento do verão americano, a época das maiores estreias do ano – a produção da Hollywood Pictures (subsidiária da Disney) chegou ao Brasil em 22 de novembro do mesmo ano. Com um orçamento de US$7 milhões, O Homem da Califórnia estreou em quarto lugar do ranking das maiores bilheterias dos EUA com quase US$10 milhões no primeiro fim de semana. O filme não aguentaria as concorrências pesadas das estreias de Alien³ (a segunda posição) e Um Sonho Distante (o terceiro), com Tom Cruise e Nicole Kidman. Em primeiríssimo, pela segunda semana consecutiva, o blockbuster da Warner Máquina Mortífera 3.

A comédia recuperou para o estúdio US$40.6 milhões somente nos EUA (os números mundiais não são divulgados), garantindo assim o sucesso financeiro do longa tão almejado pelo chefão do estúdio. O interesse pelo filme na época foi elevado graças à descoberta real do corpo de um homem naturalmente mumificado, de 3300 anos antes de Cristo, nos alpes austríacos – fato que guarda certa semelhança com a narrativa de O Homem da Califórnia. Curiosamente, em grande parte do mundo, o título em inglês é bem literal, a não ser pelos EUA. Em seu país de origem o título é Encino Man – que é o nome de uma famosa (para os americanos) cidade da Califórnia, onde se passa o filme. Outra curiosidade é que o sucesso do filme fez surgir quatro anos depois uma espécie de continuação obscura intitulada A Mulher da Califórnia (1996), filme feito para a TV com produção da Disney Television, exibido pelo canal ABC e com direção da roteirista do original, mas sem envolvimento de qualquer membro do elenco do primeiro.

Trinta anos depois de seu lançamento, O Homem da Califórnia pode até estar datado em seus costumes, moda e comportamento, mas de Karatê Kid a De Volta para o Futuro, qual comédia adolescente dos anos 80 e 90 não está? Apesar disso, continua sendo um divertido entretenimento que funciona muito como viagem nostálgica e traz rostos conhecidos de todos que viveram na época, como os de Megan Ward, Robin Tunney, Michael DeLuise, Ke Huy Quan (refazendo a parceria de Goonies com Sean Astin), Richard Masur e Rose McGowan. Infelizmente, O Homem da Califórnia não se encontra em nenhum dos mais populares streamings – mas deveria fazer parte do acervo da Disney ou da Star+. Bem, quem sabe em breve apareça, já que existe falatório de uma sequência para a Disney+, e o melhor: com Brendan Fraser, Sean Astin e Pauly Shore interessados.

Os Filmes Mais SEM NOÇÃO do Cinema que Completam 40 anos em 2022!

Apesar de muitas vezes os roteiros não exibirem muita criatividade no cinema mundial, apostando na segurança de histórias recicladas e repetidas, a cada ano somos surpreendidos por algumas tramas originais e muito criativas. É raro, mas existem narrativas inéditas e tantas outras ainda não foram contadas. Sim, é necessário peneirar bastante, mas vez ou outra nos deparamos com aquele conceito que derruba barreiras e pensamos: “como ninguém nunca havia pensado nisso?”.

A verdade é que nem toda ideia nova rende um bom filme. Geralmente, premissas muito fora da caixinha são apostas arriscadas, podem dar muito certo, como também muito errado. Quase sempre a culpa recai sobre o roteiro, mas a verdade é que o fracasso de uma ideia pode ter muitas outras razões. É verdade também que as ideias mais loucas e aparentemente sem noção já renderam e continuam rendendo bons filmes, tudo depende da forma como tal obra é construída. O sucesso é imprevisível.

Pensando nisso, decidimos mais uma vez revisitar o passado, voltando 40 anos no tempo, para lembrar de algumas das ideias mais SEM NOÇÃO que o cinema da época nos trouxe, e ver como se comportam para os olhos de hoje, em 2022. Confira abaixo.

O Mistério do Cesto (Basket Case)

Filmes de terror geralmente são conhecidos por suas tramas absurdas. E quando trazemos o gênero para os anos 80, a coisa fica ainda mais gritante. Há 40 anos, o diretor e roteirista Frank Henenlotter trouxe para às telas uma das ideias mais bizarras de todos os tempos, acredite! Veja isto: Duane (Kevin Van Hentenryck) é um rapaz meio estranho, que anda para cima e para baixo com um cesto destes de piquenique trancado com um cadeado. Acontece que quando o sujeito deixa o objeto destrancado atos horríveis de violência e morte ocorrem com quem estiver por perto. Daí o título deste slasher trash em português. Não é spoiler a esta altura, já que hoje Basket Case é uma obra cult e todos os fãs já conhecem seu segredo. Pois bem, dentro do tal cesto se encontra o gêmeo siamês do protagonista, que não teve a formação devida e não passa de um rosto com mãos e um temperamento homicida. Daí podemos perceber um pouco da inspiração de James Wan para Maligno (2021) também. O mais curioso é que Basket Case teve duas continuações, uma em 1990 e a segunda em 1991.

O Brinquedo (The Toy)

É importante notar também que muitos destes filmes contidos na lista não chamavam atenção para seu conteúdo sem noção ao serem lançados nos anos 80 – uma das décadas mais politicamente incorretas de todos os tempos. Era a mentalidade da época. Porém, basta uma segunda olhada hoje em dia, em 2022, para percebermos o quão errado era. É o caso com este O Brinquedo, veículo para um dos humoristas mais celebrados dos EUA, Richard Pryor. O comediante, falecido em 2005, fazia sucesso nos palcos sendo um dos pioneiros do stand-up e também no cinema, onde formou uma bela parceria com Gene Wilder (em filmes como Cegos, Surdos e Loucos, por exemplo) e até fez dupla com o Homem de Aço em pessoa, em Superman 3 (1983). O Brinquedo, de Richard Donner (diretor do primeiro Superman – O Filme), é a refilmagem de uma produção francesa de 1976, sobre um menino rico que decide comprar um homem desesperado por dinheiro, como seu brinquedo, funcionando como crítica social. Já a versão americana, como esperado, é mais voltada ao entretenimento e a diversão. Mas o que pega mal mesmo hoje é que temos um menino branco rico comprando um homem negro pobre, o que é carregado de temas políticos e sociais.

Tudo por Dinheiro (Eating Raoul)

Escrito, dirigido e protagonizado por Paul Bartel, esse filme funciona como uma comédia incorreta e sombria, que satiriza a era de sexualização extrema que foram os anos 80. Geralmente obras do gênero pedem uma narrativa exagerada, validando seu discurso de paródia. O que temos são caricaturas que não podem ser levadas a sério, mesmo que retratem um cenário real e apontem tendências vigentes. Aqui, Bartel e Mary Woronov são um casal careta que usa pijamas e dorme em camas separadas. É claro que em seu prédio existe uma comunidade de swing, e eles são os peixes fora d’água. Enquanto sonham em ter um restaurante, mesmo que as coisas não estejam caminhando para isso financeiramente, Mary é atacada por um dos tarados, e Paul a salva, sem querer matando o sujeito. Eles somem com o corpo e ficam com seu dinheiro. E daí vem a ideia de anunciar nos classificados para que mais pessoas cheguem à sua casa com o propósito de sexo e de lá nunca mais saiam.

Uma Mistura Especial (Zapped!)

Nos anos 80, a forma de muitos adolescentes darem vazão a seus sonhos eróticos era através da ciência, ao menos na ficção. Foi assim que dois nerds criaram no computador a mulher perfeita em Mulher Nota Mil (1985) e foi assim que em Uma Mistura Especial dois outros amigos tarados ganhavam poderes telecinéticos após um experimento químico. Barney e Peyton, vividos por Scott Baio e Willie Aames são os tarados de plantão e adivinhe o que esses “gênios” fazem com este recém-descoberto dom: exatamente, o usam para levantar as saias das meninas do colégio e abrir as blusas das moças. E o que mais? No elenco, um dos alvos dos sem-vergonha é Heather Thomas, a bela loira estrela da série de TV, Duro na Queda (1981).

Paraíso Azul (Paradise)

Por falar em Willie Aames, o ator aparece aqui em outro filme na lista das produções mais sem noção de 40 anos atrás. Essa aqui é no estilo “copia, mas faz diferente”. Só que não. Veja se você conhece essa história: um rapaz e uma moça são deixados sozinhos num verdadeiro paraíso, com praias e cachoeiras, onde descobrem a paixão, o sexo e o amor. Se você pensou em A Lagoa Azul, sucesso de 1980, está completamente certo. Dois anos depois do filme com Brooke Shields e Christopher Atkins, chegava esta produção que repetia os mesmos moldes, trocando a trama do navio naufragado com duas crianças, por uma caravana atacada no Oriente Médio. E claro, os adolescentes protagonistas, com o citado Aames e a queridinha da época, a moreninha Phoebe Cates, que no mesmo ano arrebatava corações em Picardias Estudantis e dois anos depois protagonizaria Gremlins. É claro que tem um motivo para você ainda ouvir falar em A Lagoa Azul e nunca ter escutado sobre Paraíso Azul. E você já imagina qual seja.

Meu Adorável Fantasma (Kiss Me Goodbye)

Existe um termo chamado de “lost in translation”, que seria “perdido na tradução”. O termo se refere basicamente a diferenças nos vocabulários de países, de certas palavras ou termos que não podem ser traduzidas. Isso também pode ser dito de culturas. Por exemplo, é impossível replicar a brasilidade em qualquer outro país do mundo. Mas não é por falta de tentativa. Sabe aquela história do gringo sambando? Ou tentando sambar? O mesmo pode ser dito do gringo tentando refilmar o clássico atemporal Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), baseado na obra de Jorge Amado, dirigido por Bruno Barreto e estrelado por Sonia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça. Sim, os americanos tiveram a cara-de-pau de tentar, sem sucesso é claro, com Meu Adorável Fantasma, protagonizado por Sally Field, James Caan e Jeff Bridges, num filme sem sal e com bastante pudor.

Uma Voz para Milhões (Yes, Giorgio)

Nos anos 80 aconteceram coisas que até Deus duvida. A graça é constantemente descobrirmos fatos que ocorreram naquela década inesquecível que nos fogem ao conhecimento. Como por exemplo, você sabia que o tenor italiano Luciano Pavarotti, falecido em 2007, mas ainda um dos mais badalados de sua área, protagonizou seu próprio filme no cinema? Pois é. Mas não se trata de uma cinebiografia, e sim um filme de ficção, com leves conexões com a vida do tenor. Ele vive o tal Giorgio do título, um cantor de ópera que perde a voz em plena turnê pelos EUA. Sua única saída é recorrer a uma especialista em garganta, por quem ele irá se apaixonar. Sim, trata-se de uma comédia romântica, e uma dirigida por Franklin J. Schaffner, o mesmo responsável por clássicos como O Planeta dos Macacos (1968) e Patton – Rebelde ou Herói? (1970).

Liquid Sky

Terminamos a lista com uma obra cult, que seria bem resumida como uma viagem pesada de LSD. Imagine uma mistura dos cult O Homem que Caiu na Terra (1976) e Sob a Pele (2014) com luzes de neon e tinta fluorescente que se ilumina no escuro. Na trama, um pequeno disco voador de outro planeta aterriza no telhado de um prédio de Manhattan e observa seus habitantes. Ele observa uma modelo viciada em drogas e comportamento bizarro, papel de Anne Carlisle (de filmes como Procura-se Susan Desesperadamente e Crocodilo Dundee). O OVNI então começa a sugar a endorfina de todos os homens que fazem sexo com a modelo, buscando o prazer da heroína injetada neles. É WTF que não acaba mais, no entanto, o filme escrito e dirigido pelo russo Slava Tsukerman, ressurgiu como item cult remasterizado, é claro. Não deixa de ser interessante por sua premissa original e lisérgica.

‘Guardiões da Galáxia: Especial de Festas’ TEM cena pós-créditos; Saiba o que acontece!

O Especial de Natal dos ‘Guardiões da Galáxia‘ já está disponível na Disney+, e os fãs da Marvel estão amando a atração escrita e dirigida por James Gunn, responsável pelos filmes da franquia.

Mas muitos fãs estão se perguntando se o Especial tem cenas pós-créditos… e a resposta é SIM!

* SPOILERS A SEGUIR *

A cena pós-créditos mostra o Rocket e Cosmo enfeitando um bombado Groot como se ele fosse uma árvore de Natal. No meio do processo, um irritado Groot fica incomodado com a situação e acaba com a diversão.

Nas redes sociais, o público está rendendo elogios à produção, e alguns até afirmam que é o melhor lançamento do estúdio em 2022.

Confira as reações:

Na trama, Peter Quill (Chris Pratt) ainda parece triste pela ausência de Gamora (Zoe Saldana), enquanto Drax (Dave Bautista) e Mantis (Pom Klementieff) vão para a Terra tentar encontrar o presente perfeito para ele, seu ídolo, Kevin Bacon, o astro de ‘Footloose – Ritmo Louco‘.

Confira as imagens oficiais e o trailer:

10 filmes com um olhar REFLEXIVO sobre sociologia

Uma das reflexões mais profundas que podem existir em uma obra audiovisual é sobre a questão da sociologia, essa ciência social que estuda o comportamento humano e as relações sociais. Pensando nisso, buscamos como sugestões pra quem curte o assunto, segue na lista abaixo algumas produções muito interessantes com um olhar reflexivo sobre a sociologia:

 

Leviatã

Na trama, acompanhamos todo o drama e sofrimento de Kolia (Aleksey Serebryakov), um mecânico que vive humildemente com sua atual mulher Lilya (Elena Lyadova) e seu filho do primeiro casamento. Kolia luta na justiça para que o prefeito da cidade onde mora não derrube sua casa, só que isso fará com que ele sofra consequências, mesmo com a ajuda de seu amigo Dmitri (Vladimir Vdovichenkov), um advogado vindo de Moscou. Além dessa situação incômoda, o protagonista enfrentará um drama familiar difícil de ser curado.

 

Hector e a Busca pela Felicidade

Na trama, somos apresentados a Hector (Simon Pegg), um psiquiatra que vive uma vida monótona ao lado de sua namorada Clara (Rosemund Pike). Após uma sessão com uma paciente pra lá de esquisita, o protagonista desperta para seus sentimentos e emoções, embarcando em uma jornada de auto descoberta, à procura da felicidade. Imagens lindas vão desfilando pelo filme, nos sentimos muito próximo dos personagens tamanha verdade que sentimentos em cada gesto, cada palavra que vemos sair das atitudes e pensamentos dos personagens.

 

Margaret

Na trama, conhecemos Lisa Cohen (interpretada muito bem pela ganhadora do Oscar Anna Paquin) uma jovem com graves problemas de diálogos com sua mãe que acaba em um certo dia testemunha de um acidente fatal de ônibus. Após esse dia, a troca pela culpa é a nova caminhada que a jovem percorre, para tal, conhecemos aos poucos novos rostos que ajudam a adolescente a definir o tamanho da parcela de sua culpa nesse acidente.

 

Fruitvale Station: A Última Parada

O vencedor do importante prêmio Um Certo Olhar, no Festival de Cannes, conta a história de Oscar, um rapaz de 22 anos que busca redenção em sua vida. Demitido do seu honesto emprego, busca forças na sua carinhosa família para não voltar ao mundo das drogas. Mesmo com o passado triste batendo em sua porta muitas vezes, Oscar possui um desejo gigante de ser um melhor pai e um parceiro melhor para sua namorada. No dia 31 de dezembro de 2008, ele e sua família serão protagonistas de uma das cenas mais chocantes, dramáticas e absurdas da história da polícia norte-americana.

 

Um Pequeno Grande Plano

O destino do planeta está nas mãos das novas gerações. Em seus curtos 66 minutos de projeção, Um Pequeno Grande Plano, longa-metragem francês na seleção do Festival Varilux de Cinema Francês 2022, é um pérola que abre leques de reflexões que vão desde as questões humanitárias, como podemos contribuir para o nosso planeta, chegando na geopolítica e colocando um casamento em conflito. Dirigido por Louis Garrel (que também faz parte do elenco), o filme nos leva a pensar sobre questões que estão diariamente aos nossos olhos.

 

Flee – Nenhum Lugar para Chamar de Lar

A amizade como ajuda na cura de feridas do passado. Baseado em fatos reais, uma história muito próxima do diretor desse projeto, o cineasta dinamarquês Jonas Poher Rasmussen, consegue ser muito criativo usando a técnica de animação para criar um ambiente respeitoso e criativo para um homem pronto para contar sua história, esse que escrevia em um caderno velho suas verdades até aqui agora às vésperas de casar ele precisa enfrentar seu passado. Por meio de memórias e até algo parecido com um relaxamento, quase em ponto de hipnose, voltamos ao ano de 1984 em Cabul (Afeganistão), onde toda avalanche de situações dramáticas deram início na vida do protagonista. Descoberta de sua sexualidade, guerras civis, países saindo do comunismo, fugas e mais fugas. Somos testemunhas de uma incrível história que passa por muitas questões globais. Flee foi o filme de abertura do Festival É Tudo Verdade de 2021.

 

O Paraíso deve ser Aqui

O sentido de um filme visto pelas entrelinhas. Câmeras estáticas em lugares em movimento, um observador calado que testemunha as coisas simples e novas tendências do mundo em relação ao trato social, preconceito, política, imigração e outros assuntos. Fruto da mente visionária do cineasta palestino Elia Suleiman (do excelente O Que Resta do Tempo), onde ele mesmo faz o papel de observador protagonista, O Paraíso deve ser Aqui explica sentimentos por imagens e situações cotidianas com pitadas saborosas de comédia em muito dos casos. É uma saga de um calado protagonista e suas percepções do mundo tentando entender e encontrar um lugar para descansar.

 

O Bom Patrão

O malabarismo do suposto equilíbrio. Vencedor do prêmio Goya de Melhor Filme em 2022 (uma espécie de Oscar da Espanha), El Buen Patrón fala sobre a relação entre patrões e empregados que aqui, quase didaticamente, acaba nos levando na direção da realidade, nessa sempre conflituosa relação. Aqui o ponto de vista é do patrão, um manipulador de ações e situações que acaba caindo em verdades do mundo, sendo muitas vezes o vilão da sua própria trajetória. Há outros vilões implícitos, o capitalismo por exemplo e suas formas de corroer. Dirigido e escrito pelo cineasta Fernando León de Aranoa o projeto é sarcástico na medida certa, o que culmina em momentos hilários mas sem deixar de gerar a reflexão. O filme marca uma das grandes atuações recentes na carreira do excelente ator Javier Bardem.

 

Câmara de Espelhos

Com passagens por alguns festivais de cinema pelo Brasil, o interessante documentário Câmara de Espelhos, dirigido pela cineasta recifense Dea Ferraz traz à tona, com um ambiente estilo buraco de fechadura, o pensamento masculino sobre as mulheres. Com um livre arbítrio instaurado, os pensamentos vão e vem nessa que podemos dizer ser uma grande experiência social que nos faz entender melhor como o mundo está pensando. É um choque, um debate, sobre a visão masculina em relação a assuntos tabus em nossa sociedade como o avanço no movimento feminista, o machismo e a maneira como se lutam por determinados direitos.

 

No Topo do Poder

Na trama, acompanhamos a chegada de Laing (Tom Hiddleston), um homem solitário, de classe média, que se muda para um novo arranha céu que possui muitas peculiaridades. Aos poucos vamos percebendo, junto ao personagem principal, que os andares são divididos em classes sociais, além do edifício ter uma ‘vida própria’, lá funcionam uma espécie de shopping, tem escola, supermercado, o que faz com que seus moradores percam quase que por total a noção do mundo fora dali. Aos poucos, como a maioria das revoluções que o mundo já viu em sua história, em High Rise acontece uma rebelião dos moradores dos andares de baixo com os que moram e ostentam em suas coberturas.

 

 

 

 

‘Wandinha’: Vídeo compila os melhores momentos de Jenna Ortega na 1ª temporada; Confira!

Wandinha‘, spin-off de ‘A Família Addams‘, finalmente chegou à Netflix e, para promovê-la, a plataforma de streaming divulgou uma vídeo promocional compilando os melhores momentos da personagem titular na primeira temporada.

Confira:

A série é um mistério investigativo e sobrenatural que traça os anos de Wandinha como estudante na Escola Nunca Mais, enquanto ela tenta dominar sua habilidade psíquica emergente, frustrar uma monstruosa matança que aterrorizou a cidade local e resolver o mistério sobrenatural que envolveu seus pais há 25 anos – tudo isso ao mesmo tempo em que mergulha em complicados relacionamentos sociais.

Relembre o trailer:

O elenco também traz Luiz Gusman como Gomez, Issac Ordonez como Pugsley e Fred Armisen como Tio Chico.

O roteiro é escrito por Alfred Gough e Miles Millar, mais conhecidos por criar e produzir a série de sucesso ‘Smallville‘.

Para quem não sabe, ‘A Família Addams foi criada pelo cartunista Charles Addams, em 1938, como tiras para a revista The New Yorker. Os personagens geraram séries live-action e animadas, livros, vídeo games e até mesmo um musical, que foi exibido no Brasil em 2012, com Daniel Boaventura e Marisa Orth como o casal Gomez e Morticia Addams.

No cinema, a criação gerou A Família Addams, grande sucesso de bilheteria de 1991, e, 2 anos depois, A Família Addams II’, ambos dirigidos por Barry Sonnenfeld. Anjelica Huston e Raul Julia interpretaram o casal Addams. Christopher Lloyd foi o Tio Fester e Christina Ricci viveu Wednesday Addams (Wandinha).

‘Pantera Negra 2’: Roteirista revela se eles cogitaram trazer Chadwick Boseman de volta em CGI

Em entrevista ao Rolling Stone, o roteirista Joe Robert Cole revelou se em algum momento a equipe cogitou recriar Chadwick Boseman em CGI.

“Que eu me lembre, nunca nem discutimos sobre isso. Acho que nunca fomos tão longe. Ninguém sentiu que isso seria certo ou apropriado.”, afirmou.

Ele também revelou que diversos nomes foram considerados para assumiu o manto do Pantera Negra na sequência ‘Pantera Negra: Wakanda para Sempre‘, após a morte do ator Chadwick Boseman.

Apesar de Shuri (Letitia Wright) ter sido eventualmente escolhida, o roteirista afirma que M’Baku (Winston Duke) e Nakia (Lupita Nyong’o) também foram considerados para assumirem o legado do T’Challa.

“Nós consideramos algumas ideias e tentamos encaixá-las com a direção da história, tentando identificar qual seria a melhor escolha; qual seria a melhor jornada. M’Baku certamente foi um personagem que nós consideramos. Nos quadrinhos, Shuri é o Pantera Negra, então foi algo orgânico para a história. Foi uma decisão natural essa sucessão.”

Ele completa, “Nós analisamos diversas possibilidades, tentando tomar a melhor decisão possível para a história. Nós também consideremos a Nakia [para assumir o manto]. Nós realmente discutimos bastante sobre ela [se tornar a nova Pantera Negra].”

Vale lembrar que o filme conseguiu ultrapassar a impressionante marca dos US$ 600 milhões nas bilheterias mundiais.

Marvel divulga a ordem cronológica ATUALIZADA para assistir os seus filmes e séries!

Com tantos filmes, personagens e crossovers no universo da Marvel, é difícil para os fãs se situarem e descobrirem em qual ordem assistir aos filmes e séries cronologicamente.

Pensando nisso, o Disney+ criou uma lista colocando em ordem cronológica as produções do estúdio.

Vídeo presta tributo ao universo cinematográfico da Marvel

Revelados easter eggs dos filmes da Fase 2 da Marvel

Saiba a ordem correta em que os filmes e séries do estúdio devem ser assistidos: 

  1. Capitão América: O Primeiro Vingador
  2. Capitã Marvel
  3. Homem de Ferro
  4. Homem de Ferro 2
  5. Thor
  6. Os Vingadores
  7. Thor: O Mundo Sombrio
  8. Homem de Ferro 3
  9. Capitão América: O Soldado Invernal
  10. Guardiões da Galáxia
  11. Eu sou Groot: Primeiros Passos
  12. Guardiões da Galáxia Vol. 2
  13. Eu sou Groot – Episódios Seguintes
  14. Vingadores: Era de Ultron
  15. Homem-Formiga
  16. Capitão América: Guerra Civil
  17. Viúva Negra
  18. Homem-Aranha: De Volta ao Lar
  19. Pantera Negra
  20. Doutor Estranho
  21. Thor: Ragnarok e Homem-Formiga e a Vespa
  22. Vingadores: Guerra Infinita
  23. Vingadores: Ultimato
  24. Homem-Aranha: Longe de Casa
  25. Loki
  26. What If…?
  27. WandaVision
  28. Falcão e o Soldado Invernal
  29. Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis
  30. Eternos
  31. Homem-Aranha – Sem Volta Para Casa
  32. Doutor Estranho no Multiverso da Loucura
  33. Gavião Arqueiro
  34. Cavaleiro da Lua
  35. Mulher-Hulk
  36. Ms Marvel
  37. Thor: Amor e Trovão
  38. Lobisomem na Noite
  39. Guardiões da Galáxia: Especial de Festas

 

Oi? Classificação indicativa de ‘Avatar: O Caminho da Água’ inclui nudez parcial

MPA revelou nesta semana que o aguardado Avatar: O Caminho da Água terá classificação indicativa PG-13 (isto é, para maiores de 13 anos) (via ComicBook.com).

Tal classificação foi adotada pela seguintes razões: “sequências de forte violência e ação intensa, nudez parcial e linguagem forte”.

Recentemente, projeções indicaram que o longa de James Cameron deve arrecadar em torno de US$ 150-175 milhões em seu primeiro final de semana nos EUA. Há analistas que até preveem uma estreia superar a US$ 200 milhões no país.

Para termos de comparação, uma estreia de US$ 150 milhões estaria 95% acima do lançamento do filme original, que estreou com US$ 77 milhões nos EUA, em 2009.

O site Deadline afirma que ‘Avatar 2‘ deve se beneficiar da falta de concorrência – após a Warner Bros. ter adiado ‘Shazam 2‘ para evitar bater de frente com os Na’vi – e do movimentado período de final do ano – sempre muito rentável para a indústria cinematográfica.

Além disso, a produção garantiu uma estreia simultânea na China, onde o primeiro filme arrecadou impressionantes US$ 260 milhões (impulsionado pelo 3D e IMAX).

Lembrando que Avatar: O Caminho da Água‘ chega aos cinemas nacionais em 15 de dezembro.

Confira o trailer:

O corte final da sequência tem 3 horas e 10 minutos, sendo 28 minutos mais longo que o primeiro filme.

O primeiro capítulo de Avatar teve nada menos que 162 minutos de duração (isso é, quase duas horas e quarenta minutos) – e o cineasta já havia adiantado que quer ir além na sequência.

“Não quero ninguém reclamando da duração, ainda mais porque eles sentam e fazem maratona [de séries] por oito horas”, ele comentou. “Eu já posso ver essa parte nas críticas: ‘o filme agonizante de três horas…’. É tipo, me deixem em paz. Eu assisti cinco episódios de uma hora cada com meus filhos. Esse é o paradigma social que precisa mudar: não tem problema você levantar e ir ao banheiro”.

Ambientado mais de uma década após os eventos do primeiro filme, ‘Avatar: O Caminho da Água começa a contar a história da família Sully (Jake, Neytiri e seus filhos), os problemas que os acompanham, os esforços que fazem para se manterem seguros, as batalhas que lutam pela sobrevivência e as tragédias que suportam.

O filme estrela Zoe Saldana, Sam Worthington, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Cliff Curtis, Joel David Moore, CCH Pounder, Edie Falco, Jemaine Clement, Giovanni Ribisi e Kate Winslet.

Crítica | Procura-se – Camila Queiroz estrela comédia romântica GOSTOSINHA da HBO Max

O tempo de espera foi muito grande, mas, nesse mês de novembro de 2022, os fãs da escritora Carina Rissi não têm do quê reclamar. Há duas semanas fomos contemplados com a estreia, na HBO Max, da primeira temporada de ‘No Mundo da Luna’, primeira adaptação de um dos livros da escritora best-seller. E agora, apenas quinze dias depois, os fãs ganham de presente a estreia do mui aguardado filme ‘Procura-se’, segunda adaptação de um dos livros da autora e que já está disponível aos assinantes da plataforma.

Alicia (Camila Queiroz, em seu primeiro filme como protagonista, e super à vontade nesse lugar, que lhe parece natural) não quer nenhuma responsabilidade. Adora curtir noitadas em festas com sua melhor amiga, Mari (Noemia Oliveira), e, cedo de manhã, volta de fininho para casa, onde mora com o avô, dono de uma grande empresa de cosméticos. Quando, de repente, seu avô falece, Alicia se vê sozinha no mundo e obrigada a ter responsabilidades, pois o testamento deixado é claro: para que Alicia receba toda a sua herança, ela deverá se casar, a fim de, com isso, demonstrar maturidade. Revoltada com o machismo do avô, a jovem decide mostrar que consegue vencer sozinha no mundo, mesmo que isso signifique pedir emprego na própria empresa do avô e engatar um noivado de mentirinha com Max (Klebber Toledo), funcionário do conglomerado e antigo amigo de seu avô.

Inspirado no livro ‘Procura-se um Marido’, é bem evidente o desafio da produção em adaptar um romance de 500 páginas em um filme de uma hora e meia. Isso obriga que muitas escolhas e adaptações sejam feitas em prol do dinamismo do enredo, e nem sempre isso funciona, especialmente para quem não leu a história. O maior prejuízo é na relação romântica dos protagonistas, que deveria ser algo como o filme ‘A Proposta‘ mas que é acelerada para poder caber no tempo do longa e, por isso, não ganha muita profundidade, de modo que as escolhas dos personagens devem ser aceitadas pelo espectador. Outro pronto que se prejudica é a motivação deles: se por um lado Alicia quer casar para receber a herança, Max quer uma grana para realizar um determinado procedimento pessoal. Nenhum dos dois é resolvido, o que acaba invalidando as ações de ambos.

O roteiro escrito pela própria Carina Rissi constrói uma deliciosa relação de amizade entre Alicia e Mari, com tanta cumplicidade e piadinhas, que qualquer garota irá se identificar. Em cima disso, temos as atuações super naturais de Camila Queiroz e Noemia Oliveira, que, com tanta sororidade e intimidade, faz brilhar a telona toda vez que atuam juntas acompanhadas por algum bonitão em cena. São as cenas das duas que, desde o início, encantam o espectador com bom humor, tal qual Sandra Bullock e Melissa McCarthy.

Dirigido por Marcelo Antunez, ‘Procura-se’ é uma comédia romântica gostosinha e que entretém, focada no ultrapassado conceito de casamento enquanto solução para a vida das mulheres buscando, assim, passar a mensagem da independência, apesar do relacionamento amoroso entre os protagonistas. Mas é o tom de comédia entre as amigas que confere brilho ao longa, mostrando a importância da amizade entre garotas para o progresso individual de cada uma delas. Uma vez que o público-alvo é jovem adulto, é uma boa mensagem.