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“‘Avatar 2’ é DIFERENTE de tudo o que o público já viu”, afirma Stephen Lang

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As sequências de ‘Avatar‘ prometem trazer de volta muitos dos personagens que marcaram o primeiro filme da franquia, como o Coronel Miles Quaritch (Stephen Lang).

Apesar de ter sido atingido por uma flecha Na’vi, o filme não deixou claro qual foi o seu destino, mas parece que ele estará mais vivo do que nunca.

Em entrevista para o Comic Book, o astro elogiou a sequência e garantiu que “é um filme lindo e diferente de tudo o que o público já viu antes”.

“Eu vi grande parte de ‘Avatar 2‘ e está incrível. Não há dúvidas sobre isso. Quero dizer, eu nunca vi nada parecido. É bonito lá fora, é lindo. Além do fato de que é absolutamente lindo de se ver e tudo mais, é um filme tão humano. Há tanto sentimento e paixão na narrativa, que acho que terá um apelo muito, muito amplo.”

Nós já assistimos 15 minutos do filme. Confira:

Anteriormente, Lang conversou com o Coming Soon sobre o retorno do vilão e deu alguns detalhes sobre seu papel na sequência.

“Eu acho que Quaritch é um personagem incrivelmente fascinante e ele não estaria de volta se Jim [Cameron] não estivesse fascinado por ele também. Acho que ele já está decidido sobre o que fazer com ele ao longo da trama. Uma vez ele me disse que o personagem o desafiava como artista, porque ele pensava: ‘onde esse cara vai nos levar? Ele não pode ser descartado tão facilmente.”

Ele continuou, dizendo que o personagem vai ganhar uma contextualização e fará parte de todas sequências planejadas.

“Isso também faz eu me questionar como o ator que dá vida a ele, sabe? Então, eu acho que você pode esperar mudanças extremas no desenvolvimento do personagem. Provavelmente, vamos explorar seu passado ao longo desses quatro filmes, então você precisa saber que ele vai ganhar novas proporções… Sem dúvidas, ele é um personagem bem interessante. Vai ser divertido testemunhar sua jornada até se tornar o que ele é hoje.”

Lembrando que ‘Avatar 2: O Caminho da Água chega aos cinemas nacionais em 15 dezembro deste ano, 13 anos após o lançamento do original.

Ambientado mais de uma década após os eventos do primeiro filme, ‘Avatar: O Caminho da Água começa a contar a história da família Sully (Jake, Neytiri e seus filhos), os problemas que os acompanham, os esforços que fazem para se manterem seguros, as batalhas que lutam pela sobrevivência e as tragédias que suportam.

Dirigido por James Cameron, o filme estrela Zoe Saldana, Sam Worthington, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Cliff Curtis, Joel David Moore, CCH Pounder, Edie Falco, Jemaine Clement, Giovanni Ribisi e Kate Winslet.

Confira o teaser:

‘Mulher-Hulk’: Divertido vídeo mostra o elenco dançando e se divertindo nos bastidores; Assista!

Agora que o episódio final de ‘Mulher-Hulk: Defensora de Heróis‘ já está disponível, o Twiter oficial da série divulgou um divertido vídeo dos bastidores, mostrando o elenco rebolando entre as gravações.

Para quem não se lembra, um dos episódios mais comentados foi quando a heroína vivida por Tatiana Maslany se junta à Megan Thee Stallion para dançar de forma hilária, rebolando até o chão.

E parece que o clima contagiou todo o elenco.

Confira:

Lembrando que todos os episódios da série continuam disponíveis na Disney+.

A trama acompanha Jennifer Walters (Maslany), advogada especializada em casos jurídicos sobre-humanos, começa a ganhar poderes idênticos ao de Hulk após receber uma transfusão de sangue de emergência de Bruce Banner (Mark Ruffalo), seu primo.

“Esta nova série de comédia mostra Bruce Banner ajudando sua prima, Jennifer Walters, quando ela precisa de uma transfusão de sangue de emergência e adivinhem? Ela também recebe seus poderes. Tatiana Maslany interpretará Jennifer, que é uma advogada especializada em casos jurídicos sobre-humanos, enquanto Mark Ruffalo retorna como o Hulk ao lado de Tim Roth, o Abominável.”

O elenco também conta com Jameela Jamil, Ginger Gonzaga, Griffin Mathews, Renée Elise Goldsberry e Josh Segarra. A rapper Megan Thee Stallion fará aparições na produção.

Final de ‘Mulher-Hulk’ prepara o terreno para os ‘Jovens Vingadores’?; Entenda!

O episódio final de ‘Mulher-Hulk: Defensora de Heróis‘ pegou os fãs de surpresa ao introduzir Joey Zarick (‘Stargirl’) como Skaar, filho do Hulk (Mark Ruffalo).

Criado por Greg Pak e John Romita Jr., Skaar foi um dos maiores elementos dos quadrinhos ‘Hulk Contra o Mundo‘, sendo filho do Golias Esmeralda e da alienígena Caiera, uma das colonizadoras de Sakaar, planeta onde o Hulk virou escravo no arco ‘Planeta Hulk.

Após a morte de Caiera, Skaar surgiu de um casulo que ela deixou para trás, mas acabou sendo exilado de Sakaar e foi mandado para a Terra, onde protagonizou algumas batalhas contra o próprio pai, que ele acreditava tê-lo abandonado.

Já em ‘Mulher-Hulk‘, pai e filho parecem se dar bem. Infelizmente, não é revelado nada sobre sua origem, já que o episódio termina com os membros da família comemorando a novidade.

Mas o que isso significa para o futuro do MCU?

Há algum tempo, fontes ligadas à Marvel já revelaram que o estúdio estaria planejando uma adaptação dos ‘Jovens Vingadores‘, e isso está se confirmando aos poucos.

Quem acompanha as produções sabe que diversos membros do grupo já foram introduzidos, como os gêmeos Tommy (Jett Kline) e Billy Maximoff (Julian Hilliard), apresentados em ‘WandaVision‘.

Nos quadrinhos, eles são os heróis chamados Wiccano e Célere, filhos de Wanda com o Visão.

Em ‘Falcão e o Soldado Invernal’, Elijah Richardson apareceu como como Eli Bradley, mais conhecido pelos fãs como Patriota.

Nos quadrinhos, Eli Bradley apareceu pela 1ª vez em ‘Jovens Vingadores’ #1 (2005) e é neto de Isaiah Bradley, veterano de guerra que também recebeu o título de Capitão América depois que o governo americano tentou recriar o projeto de super-soldados ainda na 2ª Guerra Mundial.

Já em ‘Gavião Arqueiro‘, conhecemos Kate Bishop (Hailee Steinfeld) aprendiz de Clint Barton (Jeremy Renner), enquanto America Chavez (Xochitl Gomez) foi apresentada em ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura‘.

Como está claro, cada um dos personagens citados carrega o legado dos principais membros dos ‘Vingadores‘, e agora o Hulk também tem um possível substituto.

Agora só nos resta aguardar para saber como o personagem irá se encaixar no futuro do MCU.

Lembrando que todos os episódios continuam disponíveis na Disney+.

A trama acompanha Jennifer Walters (Maslany), advogada especializada em casos jurídicos sobre-humanos, começa a ganhar poderes idênticos ao de Hulk após receber uma transfusão de sangue de emergência de Bruce Banner (Mark Ruffalo), seu primo.

“Esta nova série de comédia mostra Bruce Banner ajudando sua prima, Jennifer Walters, quando ela precisa de uma transfusão de sangue de emergência e adivinhem? Ela também recebe seus poderes. Tatiana Maslany interpretará Jennifer, que é uma advogada especializada em casos jurídicos sobre-humanos, enquanto Mark Ruffalo retorna como o Hulk ao lado de Tim Roth, o Abominável.”

O elenco também conta com Jameela Jamil, Ginger Gonzaga, Griffin Mathews, Renée Elise Goldsberry e Josh Segarra. A rapper Megan Thee Stallion fará aparições na produção.

Aldis Hodge espera que a Mulher-Gavião seja introduzida no cinema em breve

Aldis Hodge fará sua estreia nas adaptações de quadrinhos em Adão Negro‘, dando vida a Carter Hall, identidade secreta do herói Gavião Negro, um dos fundadores da Sociedade da Justiça.

Durante uma entrevista para o The Hollywood Reporter, o astro foi questionado sobre quais personagens ele mais gostaria de ver sendo introduzidos para o cinema no futuro da DC.

Em resposta, ele foi direto ao dizer:

“O Senhor Incrível, porque sua história de fundo é incrível. E também a Mulher-Gavião, a parceira do Gavião Negro.”

Nos quadrinhos, a identidade da Mulher-Gavião é bastante complexa, sendo a Shiera Sanders Hall a primeira versão da personagem.

Hall é esposa de Carter e alma sua alma gêmea imortal. A dupla permaneceu junta por décadas, e suas vidas passadas ​acabaram tomando controle de suas atuais identidades.

Foi assim que surgiu ​uma segunda Mulher-Gavião, chamada Shayera Hol. Ambas foram posteriormente substituídas por Kendra Saunders, uma jovem latina e descendente da família de Shiera.

Kendra desenvolve seus poderes quando a alma de Shiera literalmente entra em seu corpo.

A partir daí, ela se torna um membro constante da Sociedade da Justiça e das Aves de Rapina.

Uma curiosidade é que Shayera Hol deveria aparecer em Adão Negro‘, mas Dwayne Johnson revelou que os planos foram alterados e a personagem foi substituída por Maxine Hunkel, a Ciclone, vivida por Quintessa Swindell.

Quando ao Senhor Incrível, ele também teve várias identidades nos quadrinhos, com Terry Sloane sendo o primeiro a adotar o nome enquanto usa seus privilégios para ajudar jovens carentes, depois se juntando à Sociedade da Justiça.

Terry foi então sucedido por Michael Holt, um atleta olímpico e super-gênio que se inspirou na história de seu antecessor. Sua marca registrada é a pintura facial em forma de T e suas famosas Esferas-T flutuante.

Ele assumiu o mando do herói e também se juntou à Sociedade da Justiça, desenvolvendo uma forte amizade com o Gavião Negro. Mais tarde, ele também formou sua própria equipe, conhecida como Os Incríveis.

O personagem já apareceu em ‘Arrow‘, sendo interpretado por Echo Kellum, mas teve seu nome alterado para Curtis em vez de Michael.

Lembrando que ‘Adão Negro‘ estreia em 20 de outubro nos cinemas nacionais.

Você está na expectativa?

Quase 5.000 anos depois que ele foi concedido com os poderes onipotentes dos deuses egípcios – e preso com a mesma rapidez – Adão Negro (Dwayne Johnson) é libertado de sua tumba terrena, pronto para liberar sua forma única de justiça no mundo moderno.

O filme também apresentará os membros da Sociedade da Justiça: Senhor Destino (Pierce Brosnan), Gavião Negro (Aldis Hodge), Esmaga-Átomo (Noah Centineo) e Ciclone (Quintessa Swindell).  

Dirigido por Jaume Collet-Serra (‘Águas Rasas’), o longa se passará no mesmo universo de ‘Shazam!‘.

‘Halloween Ends’: Stephen King dá sua opinião sobre o desfecho da trilogia

Apesar de Halloween Ends‘ ter recebido apenas 44% de aprovação, o terceiro e último capítulo da nova franquia agradou Stephen King, o lendário mestre do horror.

Em seu perfil do Twitter, o escritor disse que gostou do filme e que o achou “surpreendentemente conduzido pelo personagem”, embora não seja algo tão inovador quanto reinventar a roda.

Confira a publicação:

“Eu gostei de ‘Halloween Ends‘. Ele não reinventa a roda, mas é – suspiro! – surpreendentemente conduzido pelo personagem.”

Entre as críticas, os especialistas internacionais ficaram divididos quanto ao roteiro e à condução da obra, apesar de elogiarem Jamie Lee Curtis como Laurie Strode.

Confira os principais comentários:

“Vou dizer o seguinte: mesmo sendo fã da franquia, quando o título surgiu no final de “Halloween Ends”, eu me peguei esperando por Deus que eles não estivessem brincando.”, Jason Bailey – Playlist.

“É como assistir a um episódio piloto para uma série de terror antológica “Contos de Haddonfield”, onde coisas assustadoras acontecem em 31 de outubro, mas são apenas tangencialmente relacionadas aos filmes originais. Não é um tom ruim para uma série, mas não é um filme muito satisfatório.”, William Bibbiani – The Wrap

“Esta trilogia desafia as expectativas e garante mais do que algumas penas com suas escolhas ousadas e muitas vezes desconcertantes.”, Meagan Navarro.

“Assim como David Gordon Green parece ter finalmente libertado sua trilogia de legados do peso morto do passado, o filme perde a coragem de suas convicções.”, Keith Watson.

“É desconcertante como isso parece ativamente resistente à ideia de ser apenas um bom filme de terror.”, Trace Sauveur – Austin Chronicle.

“Toda a experiência parece um quadro de visão ou colagem de ideias em vez de um filme adequado.”, Hannah Lodge.

“Como os dois filmes anteriores, [o diretor David Gordon] Green oferece duas horas de diversão de terror. E Laurie e Allyson são guerreiros admiráveis ​​pelos quais vale a pena torcer” – The Strait Times.

“… uma perda de tempo meio crua, meio idiota e uma maneira podre de concluir uma franquia amada, embora sitiada” – FILMINK.

“Aderindo estritamente à fórmula de salas escuras e lâminas brilhantes, o filme oferece a cota necessária de sustos e carnificina baratos para satisfazer os fãs da franquia” – jimschembri.com.

“Pode não ser o filme que queremos ou merecemos, mas visa uma presença alterada que, pelo menos, corta qualquer previsibilidade” – The AU Review.

“Há uma estranha majestade nos loucos minutos finais do último Halloween. Fique firme por isso e pela feroz resistência de Jamie Lee Curtis” – Nobody’s Reading This But Me.

“Quatro anos após os eventos de ‘Halloween Kills‘, Laurie está vivendo com sua neta Allyson (Andi Matichak), enquanto termina de escrever suas memórias. Michael Myers não foi visto desde então. Após ter sido assombrada pela presença dele por décadas, Laurie está determinada a se libertar do medo e começar a viver. Mas quando um jovem, Corey Cunningham (Rohan Campbell), é acusado de matar um garoto que ele estava cuidando como babá, o retorno da violência e do terror forcará Laurie a finalmente enfrentar o mal que ela não pode controlar, de uma vez por todas.” 

David Gordon Green dirige e Jamie Lee Curtis estrela o fim da trilogia.

‘Percy Jackson e os Olimpianos’: Ex-lutador da WWE será Ares na série da Disney+

De acordo com a Variety, o ex-lutador da WWE Adam ‘Edge’ Copeland foi escalado como Ares em ‘Percy Jackson e os Olimpianos‘, vindoura série da Disney+.

Na atração, o famoso deus grego é descrito como “belo de uma maneira perversa e arrogante, apesar de nem sempre ser a ferramenta mais afiada no galpão. Ele adora conflitos e age como um agente do caos onde quer que vá”.

Lembrando que Copeland se junta à Jessica Parker Kennedy (‘The Flash’), que dará vida à Medusa, condenada pelos deuses a uma vida amarga e reclusa até que intrusos invadem seu espaço. A famosa criatura é “acolhedora a alguns, mas ameaçadora a outros”.

Recentemente, o nosso editor-chefe Renato Marafon participou da DisneyD23 e teve a oportunidade de entrevistar os astros da adaptação.

No vídeo, Walker Scobell (Percy Jackson), Leah Sava Jeffries (Annabeth Chase) e Aryan Simhadri (Grover Underwood) falam sobre seus personagens, quais são seus livros preferidos da saga, quais Deuses queriam ter como pais e muito mais.

Assista:

Por enquanto, a primeira temporada ainda não tem data de estreia confirmada.

O elenco ainda contará com Virginia Kull (Sally Jackson), Glynn Turman (Chiron), Jason Mantzoukas (Sr. D), Megan Mullally (Alecto), Timm Sharp (Gabe Ugliano), Dior Goodjohn (Clarisse La Rue), Charlie Bushnell (Luke Castellan) e Olivea Morton (Nancy Bobofit).

Ao todo, a saga escrita por Riordan contém cinco livros: ‘O Ladrão de Raios’, ‘Mar dos Monstros’, ‘A Maldição do Titã’, ‘A Batalha do Labirinto’, e ‘O Último Olimpiano’.

A trama gira em torno de Percy, um adolescente que descobre ser filho de Poseidon, deus grego dos mares, e então é enviado para o Acampamento Meio-Sangue para se reunir com outros meios-sangue. Lá, Percy onde se encontra com o amigo e mentor Grover Underwood, um sátiro adolescente, e conhece Annabeth Chase, filha de Atena.

Chris Columbus comandou a adaptação cinematográfica do primeiro volume, ‘Percy Jackson e o Ladrão de Raios, que trouxe em seu elenco Logan LermanAlexandra Daddario, Brandon T. Jackson, Jake Abel.

Apesar de receber críticas mistas, o filme arrecadou quase US$227 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 95 milhões.

Em 2013, ‘Percy Jackson e o Mar de Monstros‘ faturou apenas US$ 199 milhões e recebeu duras críticas acerca da narrativa, que se distanciava demais do romance original.

Crítica | 8º episódio de ‘O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder’ conclui a temporada de forma bastante satisfatória

Cuidado: muitos spoilers à frente.

Depois de oito semanas de uma temporada recheada de potencial e de acontecimentos instigantes, O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder’ conclui seu ciclo de estreia com exatamente o que esperávamos de um season finale: respostas acerca dos múltiplos e estranhos personagens que apareceram nos capítulos predecessores, o encerramento de um arco que há muito vinha sendo prometido e a abertura de um futuro brilhante que tem o necessário para, inclusive, podar eventuais erros de ritmo e de roteiro. E, diferente do que muitos vinham dizendo desde a estreia, a última iteração apenas reitera o que vinha dizendo há dois meses: a adaptação da Amazon Studios é uma carta de amor a J.R.R. Tolkien e uma ótima adição à mitologia da Terra-Média.

Na semana passada, o show lidou com as consequências de um ardiloso plano encabeçado por Adar e seus asseclas, que culminou na criação definitiva de Mordor. Entretanto, por mais que as intenções estivessem lá, o episódio veio como um esquecível filler que apenas confirmou coisas das quais sabíamos há bastante tempo – o que me deixou um pouco preocupado para o capítulo desta semana, devo dizer. Felizmente, se J.D. Payne e Patrick McKay tropeçaram aqui e ali, a dupla retornou com força avassaladora com um roteiro que beira a perfeição e que só desliza ao esquecer de alguns elementos que gostaríamos de ver aqui. E, à medida que a história leva o tempo necessário para se concluir e deixar os esperados ganchos para a próxima temporada, a direção de Wayne Che Yip é também certeira ao prestar homenagem tanto aos filmes originais quanto aos jogos.

O foco do episódio, intitulado “A Liga”, divide-se em dois veios principais: o primeiro deles acompanha a chegada de Galadriel (Morfydd Clark) e Halbrand (Charlie Vickers) em Eregion que, diferente de Lindon, é uma imponente cidade élfica que emula Valinor – e onde Celebrimbor (Charles Edwards) trabalha em um projeto secreto. Ao chegarem lá, a dupla se reúne tanto com o Elfo ferreiro quanto com Elrond (Robert Aramayo), que retornou de mãos vazias de Khazad-dûn depois de tentar escavar o mithril para salvar seu povo e, consequentemente, a Terra-Média. Entretanto, o grupo ainda tem um pedaço do curioso metal e o utiliza para forjar um objeto que possa servir como arauto da compreensão, da paz e da cura (e é claro que conseguimos imaginar o que esses objetos são antes de chegarmos aos créditos finais).

O segundo veio nos transporta para a misteriosa concepção que se abate sobre o Estranho (Daniel Weyman) que caiu do céu e que cruzou caminho com os adoráveis Pés-peludos. Pouco depois de ter se afastado do grupo de criaturinhas, o Estranho se vê frente a frente com a Habitante, a Ascética e a Nômade (vividas por Bridie Sisson, Kali Kopae e Edith Poor, respectivamente). O trio encapuzado revela que ele é, na verdade, Sauron, cuja identidade foi usurpada apenas para que ele se reencontrasse e desse início à dominação e à purificação da Terra-Média. Mas, como ficamos sabendo pouco depois, o Estranho, na verdade, é um personagem de coração puro que não se deixa levar pela escuridão – e que utiliza o poder que carrega para salvar Nori (Markella Kavenagh) e os outros.

Ainda que separados por grandes eventos, os focos acima mencionados são unidos por uma vibrante e tensa atmosfera que nos prepara para revelações chocantes (e que serão analisadas em matérias à parte deste texto). A condução de Yip é majestosa, conseguindo capturar cada um dos elementos necessários para que possamos compreender o que o destino reserva para os protagonistas e coadjuvantes. Há um jogo de luz e sombra que não apenas pega elementos emprestados dos épicos de fantasia, mas que menciona brevemente um estilo neo-noir, contribuindo para os segredos que Galadriel, Elrond, Halbrand e tantos outros escondem.

Um outro aspecto que precisa ser destacado e que, mais vezes do que o normal, é subestimado, é a potente trilha sonora de Bear McCreary. Nas críticas anteriores, devo ter pontuado o belíssimo arranjo de cordas comandado pelo compositor, mas “A Liga” parece permitir que McCreary invista ainda mais esforços em suas habilidades aplaudíveis, arquitetando território familiar, mas sem se deixar levar pelo comodismo da imitação. É óbvio que ele mantém diálogo com Howard Shore, mas a ideia por trás da série é o mistério – motivo pelo qual ele avança para uma tétrica progressão que ganha vida à medida que nos envolvemos com a trama.

O episódio final da temporada de estreia de O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder’ é satisfatório do começo ao fim – por mais que tenhamos sentido falta de algumas coisas. A escolha de restringir o roteiro para as incursões mais importantes revelou o apreço que Payne e McKay têm de deixar o melhor para o final – e, agora, podemos apenas esperar numa angústia quase tirânica pelo próximo ciclo.

‘Rosalina’: Comédia inspirada em ‘Romeu e Julieta’ estreia no Star+!

‘Rosalina’, adaptação da clássica peça teatral Romeu e Julieta, de William Shakespeare, já está disponível no Star+.

A produção foi lançada hoje, 14 de outubro, na plataforma de streaming.

Relembre o trailer:

A produção é estrelada por Kaitlyn Dever (‘Fora de Série’) e é focada em Rosaline, prima de Julieta Capuleto.

Dirigido por Karen Maine (‘Yes, God, Yes’), a trama é escrita por Scott Neustadter e Michael H. Weber ((‘500) Dias com Ela’).

Baseado no romance ‘When You Were Mine‘, escrito por Rebecca Serle, o longa vai acompanhar Rosaline e seus planos na tentativa de reconquistar o amor de seu ex-namorado: Romeu Montéquio.

O que começa como uma tentativa de frustrar o novo relacionamento do rapaz com Julieta, acaba se tornando em uma jornada de autodescoberta enquanto ela decide ajuda a reunir os amantes infelizes após uma tragédia familiar.

Minnie Driver, Isabela MercedBradley Whitford completam o elenco.

‘1923’: Astro de ‘Penny Dreadful’ e ‘007’ se junta ao elenco da série derivada de ‘Yellowstone’

Segundo o ComicBook.comTimothy Dalton, astro conhecido por seu trabalho em obras como ‘007’‘Penny Dreadful’‘Patrulha do Destino’, foi escalado para o elenco de ‘1923’, série derivada de Yellowstone.

As informações indicam que Dalton dará vida a um “nefasto” e rico homem chamado Donald Whitfield. Mais detalhes não foram revelados.

Helen Mirren e Harrison Ford serão os protagonistas do novo spin-off. Sebastian Roché (‘Supernatural’), Robert Patrick (‘Pacificador’) e Jerome Flynn (‘Game of Thrones’) também foram confirmados no elenco.

Originalmente, a produção era intitulada ‘1932‘. Segundo a Paramount+, a mudança se deu por que a série irá “incorporar o final de Primeira Guerra Mundial e o começo da Lei Seca”.

A nova série irá explorar as atribulações e os obstáculos enfrentados pela família Dutton, dessa vez focando em eventos explosivos da história dos Estados Unidos, incluindo a expansão para o Oeste, a Lei Seca (também conhecida como a Proibição) e a Grande Depressão (ou seja, a Queda da Bolsa de Valores de Nova York em 1929).

Taylor Sheridan, criador das iterações predecessoras, retorna como showrunner.

1923‘ tem estreia prevista para dezembro de 2022.

‘Bem-Vindos à Vizinhança’: Suspense com Naomi Watts já está disponível na Netflix!

A minissérie de suspense Bem-Vindos à Vizinhança (‘The Watcher’), do prolífico realizador Ryan Murphy, já chegou à Netflix.

A produção foi lançada no último dia 13 de outubro na plataforma de streaming.

O sonho da família Brannock de viver na casa perfeita rapidamente se transforma em um verdadeiro pesadelo. Cartas assustadoras são apenas o começo de tudo o que está por vir depois que os segredos sinistros do bairro são revelados. Inspirada em uma história real.

Relembre o trailer:

 

Naomi WattsBobby CannavaleJennifer Coolidge estrelam.

Ian Brennan (‘Glee’) será o cocriador da série e servirá como produtor ao lado de Murphy.

A série é inspirada no perturbador caso real que aconteceu em Nova Jersey. Um casal comprou uma casa em 2014 por quase US$ 1.4 milhão, mas foram forçados a abandonar seu novo lar por causa de cartas arrepiantes do Observador, que afirmava ter estado “observando” a casa por décadas. “Eu sou o Observador. Dê-me seu sangue jovem,” dizia uma das notas. A família colocou a casa de volta no mercado. Ela não foi vendido, mas eles conseguiram alugar. Em 2017, o locatário também recebeu uma carta sinistra do Observador, ameaçando sua vida. A casa foi vendida em 2019 por US$ 959 mil. A identidade do Observador permanece um mistério até hoje.

‘Walker: Independence’: Abby enfrenta um desafio na prévia do 3º episódio; Confira!

The CW divulgou a prévia oficial do 3º episódio de ‘Walker: Independence‘, intitulado “Blood & Whisky”.

Na trama, “diante de um desafio, Abby descobre habilmente uma oportunidade de minar o xerife. Hoyt se cansa de ser o fiel escudeio de Calian aos olhos da família de Lucia, antes dos dois trabalharem juntos para afastar uma equipe de bandidos. O impulso de Calian para ajudar, no entanto, pode comprometer sua posição dentro de sua tribo. Kate é implacável em sua busca por informações sobre Abby, Kai mais uma vez se mostra inestimável, e Gus lida com o trauma que vem com o uso do distintivo”.

O capítulo vai ao ar no dia 20 de outubro.

Confira:

A produção é ambientada no século XIX e acompanha Abby Walker (Katherine McNamara), “uma mulher abastada de Boston cujo marido é assassinado diante de seus olhos durante sua jornada para o oeste. Em sua busca por vingança, Abby cruza com Hoyt Rawlins (Matt Barr), um amável ladino em busca de um propósito. A jornada de Abby e Hoyt os leva a Independence, no Texas, onde eles encontram diversos residentes ecléticos fugindo de seus próprios passados conturbados e perseguindo seus sonhos”.

Hoyt, por sua vez, é descrito como um fora da lei charmoso, escorregadio e apostador que se esconde na cidade de Independence. Convencido, confiante, impetuoso e um pouco imprudente, ele tem tido um caso complicado com Lucia Montero, filha do rancheiro local – mas depois de conhecer Abby, ele parece ter congelado no tempo, chegando a perceber que ela pode ajudá-lo a sair da vida do crime.

Lawrence Kao (‘Wu Assassins’, ‘The Originals’) e Greg Hovanessian (‘Another Life’, ‘When Hope Calls’) também farão parte da produção como Kai e Tom Davidson, respectivamente.

Jared Padalecki, que estrela a produção original, servirá como produtor executivo ao lado de Anna FrickeSeamus Fahey, Dan Lin e Lindsey Liberatore.

Seamus Fahey fica responsável pelo roteiro ao lado de Fricke, que é a showrunner.

‘Walker’ corre contra o tempo na promo oficial do episódio 03×03; Confira!

A CW divulgou a promo oficial do 3º episódio da 3ª temporada do reboot de ‘Walker’, estrelado por Jared Padalecki (‘Supernatural’).

O capítulo, intitulado “Rubber Meets the Road”, vai ao ar no dia 20 de outubro.

Na trama, “o tempo está avançando, mas Cordell está preso tentando convencer a todos, incluindo a si mesmo, que ele saiu do inferno do cativeiro. Enquanto isso, Stella conta para o pai como ela está se sentindo e Bonham compartilha com Liam uma maneira de lidar com seu trauma”.

Confira:

Criada por Anna Fricke, a série é um reboot de ‘Walker, Texas Ranger‘ (1993-2001).

A trama acompanha Cordell, um homem que encontra o caminho de volta para sua família enquanto investiga crimes na unidade de elite do estado. Viúvo e pai de dois filhos, ele retorna para casa em Austin, Texas, depois de passar anos em um caso secreto de alta periculosidade. Com sua nova parceira, uma das únicas mulheres na história dos Rangers, Walker irá enfrentar novos desafios e, juntos, devem se tonar os heróis que o Texas tanto precisa no mundo contemporâneo.

O elenco ainda conta com Lindsey Morgan, Violet BrinsonKale CulleyJeff Pierre, Cobu Bell, Mitch Pileggi e Keegan Allen.

Genevieve Padalecki, esposa de Jared, é sua companheira na ficção e dá vida à Emily, falecida mulher de Cordell Walker que aparece em importantes flashbacks.

‘A Maldição de Bridge Hollow’: Comédia de terror com Marlon Wayans já está disponível na Netflix!

A Maldição de Bridge Hollow‘, comédia de terror estrelada por Marlon Wayans (‘Inatividade Paranormal’) e Priah Ferguson (‘Stranger Things’), já está disponível na Netflix.

A produção foi lançada hoje, 14 de outubro, na plataforma de streaming.

A trama mostra como um pai (Wayans) e sua filha adolescente (Ferguson) são forçados a se unir e salvar sua cidade depois que um espírito antigo e travesso faz com que as decorações de Halloween ganhem vida e causem estragos por onde passam.

Relembre o trailer:

Jeff Wadlow (‘Verdade ou Desafio’) é responsável pela direção.

Além de estrelar, Wayans assume a produção, junto com Rick Alvarez e Nathan Reimann, com quem trabalhou em ‘Seis Vezes Confusão‘ (2019).

O roteiro é assinado por Todd Berger (‘Os Smurfs: O Conto de Halloween’) e John R. Morey (‘Uma Família da Pesada’).

O elenco também conta com John Michael Higgins, Lauren Lapkus, Rob Riggle, Nia Vardalos, Abi Monterey, Holly J. Barrett, Myles Vincent Perez e Helen Slayton-Hughes.

Crítica | Última Dança – Simpático filme suíço que bate na tecla da arte no combate ao ócio [Festival do Rio 2022]

O luto e as maneiras que o protagonista encontra para passar por essa situação acabam sendo o grande ponto de partida do projeto que foi exibido no Festival de Locarno, Festival do Rio 2022 e foi o filme de abertura do Nono Panorama do Cinema Suíço Contemporâneo, Última Dança. Escrito e dirigido pela cineasta suíça Delphine Lehericey, o filme possui um leve toque de comédia mas não chega às barreiras do melodrama, leva o público por um caminho bastante objetivo encontrando soluções lógicas para os conflitos, além de refletir sobre a aproximação para um universo das artes através da saudade.

Na trama, conhecemos o ocioso Germain (François Berléand), um homem já com certa idade, beirando aos 70 e poucos anos, que gosta de escrever e vive dias tranquilos com a esposa em uma casa confortável. Quando ela é chamada para uma remontagem de um espetáculo de dança, dias antes de começar os ensaios, acaba falecendo. Seus filhos se mobilizam para ajudá-lo a passar por essa perda tão recente. Germain fica arrasado e para lidar com o luto, passando por todos os seus estágios, resolve participar do espetáculo no lugar da esposa. Só que ele faz isso escondendo a informação dos filhos, situação que gera mais alguns conflitos.

Há um certo romantismo durante esse recorte sobre o luto, também nas maneiras que o corpo pode representar os sentimentos. Esse rompimento do vínculo do amor, da pessoa que está mais próxima de Germain durante toda sua vida, é a força dessa história. O roteiro explora o abstrato (buscando encontrar sentidos), amor, a ausência, uma redescoberta do viver, também a saudade em alguns momentos. Há um protagonista em conflito, confuso, que usa de sua teimosia para cumprir com o desejo da esposa. A sua caminhada chegando pela arte no combate ao ócio é uma questão existencialista que fica implícita.

Delphine Lehericey conduz com muita delicadeza essa história que esbarra nos clichês mas sem deixar de lado um carisma contagiante. O desabrochar para o fascinante universo da dança não deixa de ser uma inspiração. Germain, que antes de ter coragem para convidar a futura esposa para sair pela primeira vez, trocou cartas com a amada por um ano, era um acomodado, descrente, que acaba descobrindo na dança uma maneira de sempre estar com as lembranças presentes de um alguém que nunca deixará de amar.

10 Grandes ATORES que nos Deixaram Cedo Demais

Em 2022, completam 9 anos que o astro Paul Walker morreu, o que nos fez lembrar de outros atores talentosos que, como ele, morreram muito jovens. Além da tristeza e da saudade, o que se destaca também é o sentimento de perda que fica ao imaginarmos quais outros filmes memoráveis poderiam ter sido estrelados por estes atores. Sendo assim, nada mais justo do que prestarmos uma justa homenagem e relembrar os nomes de 10 atores que sofreram este triste destino.

Infelizmente, não faltam casos de atores ou outras pessoas famosas e providas de muito talento que perdem sua vida de forma precoce. Seja no esporte, como Ayrton Senna, na música como Freddie Mercury ou até mesmo na política como John F. Kennedy, temos vários exemplos disto. Como dito antes, na maioria dos casos, sua partida inesperada acaba deixando um vazio no coração dos fãs e interrompendo uma carreira que prometia ainda agradáveis surpresas.

De qualquer forma, essa tristeza não diminui em nada o poder do legado já construído por eles, muito pelo contrário, acaba conferindo o status de lenda a alguns desses ícones e os eternizando ainda mais em nossa memória e na história. Vale lembrar que não se trata de um “Top 10” (a lista está ordenada pela idade de cada ator ao falecer) e que esta lista só traz atores, por isso a ausência de nomes de atrizes. Fique à vontade para compartilhar nomes de outros atores que eram admirados e nos deixaram ainda muito jovens.

 

Phillip Seymour Hoffman – 46 anos

Phillip Seymour Hoffman

O papel mais icônico de Phillip Seymour Hoffman veio com seu retrato do autor Truman Capote no filme ‘Capote’ (2005). Hoffman havia recebido vários prêmios – incluindo o prestigiado Oscar de Melhor Ator. Suas outras performances famosas incluem Jogos de Poder (2007), O Mestre (2012), e a franquia Jogos Vorazes. Ele faleceu em fevereiro de 2014 com a idade de 46 anos devido a uma “intoxicação aguda por drogas, incluindo heroína, cocaína, benzodiazepínicos e anfetaminas”.

 

John Candy – 43 anos

John Candy

Candy foi um dos maiores e mais engraçados atores comediantes do Canadá. Seu estilo bem conhecido como o “atrapalhado de grande coração” lhe rendeu clássicos em ‘Quem Vê Cara de: Não Vê Coração’ (1989) e ‘Antes Só do Que Mal Acompanhado’ (1987). Sua carreira teve alguns períodos de seca, mas ele sempre se recuperou antes de nos deixar prematuramente em 1994.

 

Paul Walker – 40 anos

Paul Walker

Nascido em Glendale, Califórnia, Paul William Walker IV tornou-se um grande astro de ação quando atuou em ‘Velozes e Furiosos’, uma série de filmes de perseguição do carro cheias de ação com acrobacias que desafiam a morte. Ele também apareceu em séries como ‘The Young and the Restless’ bem como em outros filmes como ‘Mergulho Radical’ (2005) e ‘Contagem Regressiva’ (2013). Em um caso de ironia dramática horrível, Walker – no auge de sua fama – foi envolvido em um acidente de carro terrível em seu caminho para um evento de caridade para ajudar os atingidos pelo tufão Haiyan. O Porsche que seu amigo estava dirigindo perdeu o controle, bateu em uma árvore e explodiu em chamas.

 

Chris Farley – 33 anos

Chris Farley

Chris Farley foi um dos mais engraçados atores de sua geração, com uma graça e facilidade de movimento que desmentia sua grande fisicalidade. Foi a estrela de Saturday Night Live por seis anos e suas performances eram as melhores deste programa na década de 1990, o que lhe valeu papéis em filmes que ele, sozinho, tornou engraçados, como ‘Mong e Lóide’ (1995), Um Ninja da Pesada (1997) e A Ovelha Negra (1996). Ele nasceu em Madison, Wisconsin em 1964 e estudou teatro durante sua passagem na Universidade Marquette. Ele morreu de uma overdose de drogas em 1993, vítima de seus problemas de dependência graves e estilo de vida desregrado.

 

John Belushi – 33 anos

John Belushi

Belushi foi um Chris Farley antes que houvesse uma Chris Farley. Belushi era um daqueles caras que conseguia ser engraçado sem fazer nada, poderia ficar parado por 5 min e te fazer rir. Na TV, teve uma ascensão meteórica no programa Saturday Night Live. No cinema, seu maior sucesso foi o filme ‘Os irmãos cara-de-pau‘ (1980), no qual contracenou com Dan Aykroyd.

 

Bruce Lee – 32 anos

Bruce Lee

Bruce Lee ainda é o maior nome das artes marciais que a humanidade já conheceu e desenvolveu, sozinho, novos sistemas de artes marciais além de trazer o gênero a Hollywood e à América do Norte. Ele nasceu em 1940 em San Francisco e viveu em Hong Kong, onde atuou em várias funções antes de retornar aos Estados Unidos para ser um professor apaixonado do Wing Chun e estilos Jeet Kune Do de luta. Ele faleceu em 1973 após ter estrelado apenas um grande filme para Hollywood, o aclamado ‘Operação Dragão’, com os médicos sugerindo a causa oficial da morte sendo um edema do cérebro devido a uma má reação a analgésicos. Muitas teorias bizarras cercam sua morte, alguns afirmando que ele foi assassinado ou morreu devido a uma maldição.

 

Brandon Lee – 28 anos

Brandon Lee

Teorias da maldição de Bruce Lee ressurgiram quando seu filho, Brandon Lee, foi acidentalmente baleado e morto enquanto filmava ‘O Corvo’. Aparentemente, em vez de balas de festim, a arma tinha uma bala verdadeira escondido na câmara, ferindo fatalmente Brandon em 1993. Brandon nasceu em Oakland em 1965 e atuou em filmes de ação, como ‘Massacre no Bairro Japonês’ (1991) e ‘Rajada de Fogo’ (1992) antes de seu grande papel em ‘O Corvo’. Como seu pai, ele estudou artes marciais e estava para se casar com Eliza Hutton menos de dois meses antes de sua morte.

 

Heath Ledger – 28 anos

Heath Ledger

Heath Ledger estava rapidamente se tornando conhecido como um dos melhores atores de sua geração após o papel definidor de Coringa em ‘O Cavaleiro das Trevas’ de Christopher Nolan, que inclusive lhe rendeu um Oscar póstumo. Ele alcançou o estrelato por seu papel em ‘Brokeback Mountain’ como um trabalhador de fazenda que tem um caso de amor clandestino com um peão de rodeio, interpretado por Jake Gyllenhaal. Foi esse papel que foi elogiado pela crítica e público e ele recebeu o Globo de Ouro e indicação ao Oscar. No auge de sua carreira, e no meio das filmagens de ‘O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus’ (2009), Ledger morreu. A causa foi listada como uma combinação acidental de soníferos e outros medicamentos prescritos. Acredita-se que ele se tornou emocionalmente e fisicamente exausto depois de seu retrato psicótico do Coringa no ano anterior.

 

Anton Yelchin – 27 anos

Anton Yelchin

Anton Yelchin foi a adição mais nova a esta triste lista, conhecido por interpretar Bobby em ‘Lembranças de Um Verão’ (2001), Charlie Brewster no ‘A Hora do Espanto’ (2011) e, mais recentemente, Chekov nos filmes da renovada franquia ‘Star Trek’. Além de um talento nato e de ter uma carreira extremamente promissora, o que mais nos entristece é a forma bizarra como ele morreu. Depois de estacionar o carro e sair para checar as correspondências, ele foi esmagado pelo carro que começou a descer sem que ele percebesse.

 

James Dean – 24 anos

James Dean

Nascido em Marion, Indiana, em 1931, James Dean inicialmente estudou Direito em Santa Monica antes de perseguir sua verdadeira paixão e se matricular na UCLA para estudar teatro. Após se mudar para Nova York, ele rapidamente se estabeleceu como um ator talentoso na produção teatral de ‘O Imoralista‘ antes de fazer sua marca nos filmes ‘Vidas Amargas’ (1955), ‘Assim Caminha a Humanidade’ (1956) e mais notavelmente, como um galã icónico em ‘Juventude Transviada’ (1955). Seu estrelato foi subindo para níveis meteóricos quando ele faleceu em um acidente de carro em 1955. O talento de Dean e carisma lhe renderam duas indicações ao Oscar póstumos – fazendo dele a única pessoa a ser nomeada duas vezes depois de sua morte.

10 Filmes para Você que Gosta de Psicologia

Transtornos obsessivos, mudança de personalidade, a busca por dias melhores dentro de memórias dolorosas que nunca saem de nossas mentes, a dificuldade de enxergar o outro dentro de um longo casamento, o encontro de grandes mestres estudiosos da mente humana, a reversão de uma simples obsessão para um despertar pra vida, a questão da moralidade e seus desenrolares através do absurdo (ou pelo menos não comum). Muitos desses temas estão embutidos nessa humilde lista que resolvi escrever após observar tantos filmes interessantes para refletirmos sobre a mente humana. Para psicólogos, psiquiatras, estudantes dessas disciplinas muitos dessas produções abaixo podem ser um prato cheio. Segue então, 10 Filmes para você que gosta de Psicologia:

 

Terapia Intensiva (2013)

Em qual língua você sonha? Depois de uma série de filmes sem expressão pelo mundo do cinema, o cineasta francês Arnaud Desplechin consegue finalmente alcançar um certo brilho em sua estrela apagada. Com ótimas tomadas e movimentos intrigantes de sua nervosa câmera consegue que uma história densa se torne um delicioso passatempo para quem curte cinema de boa qualidade. Jimmy P. é o tipo de filme que vai te conquistando aos pouquinhos chegando ao seu clímax quando os seus personagens principais, maravilhosamente interpretados por Benicio De Toro e Mathieu Amalric, passam da necessária superficialidade dos diálogos ao embarque em uma linda jornada de amizade e profundidade dessa relação.

Na trama, conhecemos o introvertido Jimmy Picard (Benicio Del Toro), um índio católico, ex-soldado, que após um grave acidente na guerra teve seu pedido de dispensado aceitado pelos militares norte-americanos. Quando volta para casa de sua irmã começa a ter diversos casos de tonteira e cegueiras parciais. Assim, sua irmã resolve procurar ajuda e o leva a um centro de tratamento vinculado ao exército. Após séries intensas de análises e baterias de exames a todo instante, a alta cúpula do hospital fica perdida por não achar um diagnóstico lógico para o que Jimmy tem. Nessa hora, entra em cena o antropólogo Georges Devereux (Mathieu Amalric), um mulherengo, hiperativo e genial profissional que fará de tudo para tirar Jimmy dessa situação.

Os diálogos, carregados de sotaques, cada qual no seu qual, ganham certo destaque na trama. O público se surpreende quando aqueles papos muito loucos no começo da história se tornam ferramentas inteligentes para entendermos melhor os dois ótimos personagens. O quebra-cabeça de sonhos, analogias e esquisitas verdades são interpretadas brilhantemente pelo antropólogo interpretado por Amalric. Falando de maneira leiga e deveras audaciosa, é uma espécie de confronto amistoso entre a corrente de sonhos de Jung e as espertezas sobre a sexualidade, essa, de Freud.

Somos apresentados ao protagonista, a princípio, pelos olhos preocupados de sua irmã (interpretada de maneira muito competente pela atriz Michelle Thrush), a mais velha dos irmãos que estudou durante toda sua vida na escola dos missionários e acabou casando com um importante funcionário de uma tribo indígena. A relação antes conflituosa com seu irmão, ao longo dos anos se tornou maternal, em poucas cenas já percebemos isso. Um dos pesares do filme é essa rica personagem aparecer apenas no início da história.

O trabalho de Del Toro e seu personagem é meticuloso, espanta pela verdade que passa em cada palavra pronunciada. O ganhador do Oscar mostra mais uma vez como é um artista versátil. Mas quem comanda o show é o francês Mathieu Amalric, a alma da história passa pela sua intensidade e sagacidade em buscar uma solução para o paciente em questão. A dupla consegue manter a atenção do público nessa longa trama de quase duas horas.

Exibido para a exigente plateia e júri do Festival de Cannes, Jimmy P. é um daqueles filmes que acaba mas não termina, por conta das inúmeras discussões que vai gerar. Um prato cheio para qualquer estudante de antropologia, psicologia, psiquiatria e para todo mundo que gosta de filmes feitos para refletir. Não importa em qual língua você sonha, Jimmy P. mostrará a você que o importante é superar os traumas e ser feliz.

 

Um Método Perigoso (2011)

Sexo x Sonhos. Quando dois grandes nomes da psicologia se juntam. O mundo da psicanálise fica em evidência, no novo trabalho do experiente diretor David Cronenberg,Jung é o principal, Freud é um mero coadjuvante. Há um conflito interno dentro do pensador suíço, uma cessação da ética. Essa violação da regra elementar da profissão, leva-o à um mar de conflitos.

Cronenberg dá o tom (o maestro) dessa história. O risco de se fazer um filme muito específico era o grande desafio que o experiente diretor tinha que se desviar. O diretor de ‘Videodrome’ e ‘Spider ‘ teve tudo nas mãos para fazer um grande filme. A trama aborda a relação dos dois grandes nomes da Psicologia e o surgimento da corrente psicanalítica. Também é mostrado a polêmica relação de Sabina Spielrein (que depois viria ser uma das primeiras mulheres psicanalistas do mundo) com o seu mentor de dissertação e a posição de Freud nessa relação. A peça ‘Jung e Eu’, com o grande Sergio Britto nos palcos, já fazia um paralelo entre o encontro do teatro com a psicanálise.

Os atores estão muito bem. Michael Fassbender, um dos grandes rostos em ascensão no mundo de Hollywood, parece que não quis arriscar muito neste personagem. Diferente de Viggo Mortensen que tenta dar a sua cara ao renomado nome da psicologia que é coadjuvante nesse longa. Keira Knightley também tem uma atuação destacada. Seu laboratório foi deveras bem aplicado em cena. As reações de sua personagem, Sabina Spielrein, são intensas. Quem também dá o ar de sua graça, é o veterano ator francês, Vincent Cassel, que interpreta um dos personagens mais confusos do filme, Otto Gross.

 

Um Doce Refúgio (2015)

Escrito, dirigido e interpretado pelo artista francês, o filme mais doidinho do Festival Varilux de Cinema Francês 2016, Um Doce Refúgio, é uma prosa leve e suave sobre o despertar para a vida através de uma simples obsessão. Ao longo dos 105 minutos de projeção, vamos navegando com o protagonista em seu mundo secreto e explorando a cada sequência um inconsciente muito particular. É um daqueles filmes que você ama ou você odeia.

Na trama, conhecemos o tímido e contido Michel (Bruno Podalydès), um artista gráfico que vive uma pacata vida com sua mulher Rachelle (Sandrine Kiberlain). Andando com sua motinho de casa para o trabalho e do trabalho para casa, mostra não estar muito feliz com a vida que leva. Michel é fascinando pelo mundo aeronáutico e sem querer acaba descobrindo que um caíque tem uma engenharia parecida. Assim, resolve comprar esse enorme objeto, escondido de sua mulher e amigos, e acaba embarcando em uma peculiar história de autodescoberta.

Para comprar a ideia deste trabalho é preciso muita atenção à psicologia agregada ao personagem. Obviamente estamos vendo um obsessivo sonhador que de uma maneira totalmente inconsequente e silenciosa resolve descobrir outras opções e caminhos para sua vida sem graça. Explorando sonhos, uma relação um pouco distante com uma convivência social, e um certo erotismo dentro de sua acesa imaginação, Michel aos poucos vai mostrando-se para o público. O personagem ao longo da projeção vai se abrindo devagarinho e assim vamos descobrindo sua essência.

Comme un avion, no original, possui ótimos coadjuvantes que ajudam a contar essa história. As ótimas Agnès Jaoui e Vimala Pons são as responsáveis para uma inversão interessante que acontece já perto do ato final. O que não dá para negar é que durante toda a projeção, há uma naturalidade e originalidade impactantes, fruto, provavelmente, do filme ser escrito, dirigido e protagonizado pela mesma pessoa. Atenção professores e estudantes de psicologia, Um Doce Refúgio é um projeto que pode interessar bastante vocês.

 

Um Pombo Pousou num Galho Refletindo Sobre a Existência (2014)

A moralidade é a melhor de todas as regras para orientar a humanidade. Ganhador do Leão de Ouro no Festival de Veneza, Um Pombo Pousou num Galho Refletindo Sobre a Existência é um dos filmes mais invulgares dos últimos anos, passando uma certa zoação em relação a situações do cotidiano da humanidade, o que acaba tendendo o roteiro ao tragicômico. Pode ser que a primeira vista o filme seja completamente incompreensível beirando à loucura mas quando se sossega o baque do inusitado vamos começando a perceber uma lógica interessante contidas em situações estranhas que se metem os personagens.

Exibido na Mostra Internacional de Cinema de SP do ano passado, Um Pombo Pousou num Galho Refletindo Sobre a Existência conta a história de dois vendedores ambulantes, Sam e Jonathan (um deles obviamente beirando ao apocalipse mental), que estão cansados da sociedade em geral. Aos poucos vamos vendo essa linha de pensamento dessas duas almas que vão refletindo sobre os casos e situações da vida e como cada ser humano pode vir a  encarar todo tipo de sentimento, da alegria à tristeza, da emoção de felicidade à vergonha.

Nessa parte final de uma trilogia sobre o ser humano, o longa-metragem dirigido pelo inteligente Roy Anderson termina um conjunto de três filmes que contém também Vocês, Os Vivos e Canções do Segundo Andar. Todo modelado por esquetes intrigantes e algumas até meio sem sentido, vamos fazendo um tour pela natureza humana. Situações estranhas, pessoas comuns, atos de seres humanos. É um grito de loucura que vai chegando ao seu brilhantismo quando conseguimos aos poucos reunir as peças desse quebra-cabeça comportamental.

Sempre, em todas as esquetes, há uma câmera propositalmente colocada distante dos personagens. É como se precisássemos de toda a atenção do mundo para entender o filme. A história vai fisgando o público aos poucos e obviamente é uma daquelas obras que vista por uma segunda vez alguns pontos ficam mais escancarados que da primeira vez. Há uma grande linha tênue entre o comum e o estranho, Roy Anderson com muita habilidade e coragem consegue se manter firme e forte no meio termo, onde chamamos carinhosamente de genialidade.

 

Cake – Uma Razão para Viver (2014)

Só nos curamos de um sofrimento depois de o haver suportado até ao fim.  Falando sobre a dor da perda e uma incrível distância sobre a arte do despertar novamente à vida, o diretor Daniel Barnz (do maravilhoso Menina no País das Maravilhas) consegue realizar um trabalho bastante competente, cheias de sentenças verdadeiras que acontecem em nosso mundo mas as vezes não enxergamos. Cake – Uma Razão para Viver, é uma jornada rumo às profundezas de um mar sem fim, sem melodramas, com muita verdade e que conta com uma baita atuação de Jennifer Aniston.

Na trama, conhecemos a sofrida e mal humorada Claire (Jennifer Aniston), uma advogada de meia idade que passou por um enorme trauma em sua vida, não conseguindo se reerguer. Chata, ranzinza, vazia, vive pelos canteiros do mundo que criou, prefere se afogar nas tristezas e lembranças escondidas do que respirar a busca por uma nova felicidade. Certo dia, passa a ser atormentada pelo fantasma de uma mulher que conheceu em um grupo de apoio e sua vida começa a tomar outros rumos quando conhece a família dela.

Viciada em remédios contra a dor que sente em seu corpo e em seu coração, Claire, parece levar sua vida de maneira inconsequente, rumo a uma zona de dor e sofrimento. Sem amigos, sem marido, sem família, ela consegue se fechar uma concha sem ter a oportunidade do despertar. É impactante a atuação de Aniston. A atriz, bastante contestada por muitos de nós cinéfilos, dessa vez prende a atenção do público cada vez que aparece em cena.

Silvana (interpretada pela ótima Adriana Barraza), empregada de Claire, também é um belo personagem na trama. Braço direito para as loucuras da protagonista, tenta preservar a saúde mental de sua chefe a protegendo de inevitáveis exageros. Os melhores diálogos do filme são entre essas duas personagens fortes que conquistam o público a cada nova sequência.

Perder o dom de acreditar, desistir dos novos rumos em nossas vidas, viver as dores o máximo que podemos. Quantos de nós já não conhecemos histórias de pessoas que entraram nessa jornada? Cake – Uma Razão para Viver nada mais é que a verdade sobre a dor, escancarada em nossa cara, o que nos faz refletir e comove demais nossos corações.

 

Complicações do Amor (2014)

O casamento deve combater incessantemente um monstro que devora tudo: o hábito! Chegou aos cinemas norte-americanos em agosto de 2014, um dos filmes mais diferentes dos últimos anos, The One I Love. Debutando na cadeira de diretor de cinema, o trabalho dirigido por Charlie McDowell possui um dos roteiros mais originais, assinado por Justin Lader. Ao longo dos curtos 91 minutos de fita, consegue com criatividade e um toque de absurdos apresentar argumentos sólidos sobre a teoria do matrimônio. É uma bela visão sobre variáveis constantes que vemos na vida real quando pensamos ou ouvimos sobre casamentos.

Na trama, um casal em grave crise, resolve, após sugestão do seu misterioso psicólogo, embarcar em uma viagem para passar o tempo longe da cidade grande, em uma casa confortável, para ver se a relação deles engrena novamente. Chegando nesse agradável lugar, logo na primeira noite percebem que há algo muito estranho nesse lugar. Assim, descobrem o inusitado: Versões melhoradas deles vivem na casa de hóspedes! Assim, com vários diálogos interessantes, e situações peculiares, o casal tenta redescobrir o amor.

Uma das dezenas de peculiaridades da história é apresentar uma profunda abordagem, mesmo parecendo impossível na vida real, sobre as dificuldades de estar junto com alguém. Se desdobrando em dois papéis, os atores Mark Duplass e Elisabeth Moss conseguem deixar a trama com cara de suspense e aproximando o público de cada segundo do que vemos em cena.

 

Até que você me Ame (2018)

 

Acreditar ou não? Com simples elementos, força na fotografia e uma objetividade perspicaz, o longa-metragem de estreia do cineasta e roteirista Edward A. PalmerHippopotamus no original, é um thriller, uma espécie de suspense cheio de camadas onde o espectador enxerga o jogo mental criado pelos olhos de uma frágil personagem com sérios problemas de memórias. Na fronteira entre média e longa, em pouco menos de 80 minutos de projeção, assistimos a essa ‘peça filmada’ com muita atenção aos detalhes que vão aparecendo a cada novo avanço da protagonista.

Na trama, conhecemos Ruby (Ingvild Deila), uma jovem que acorda em um cativeiro com poucos elementos dentro dele, somente uma cadeira, duas imagens desenhadas e sua bolsa com os pertences. Suas pernas estão imobilizadas e sem poderem se mexer. Quando tentamos entender o que acontece surge Tom (Stuart Mortimer) e um jogo psicológico é instaurado onde acreditar ou não será uma tarefa árdua para Ruby.

A construção dos simples arcos nos levam a um desfecho cheio de reviravoltas e com muita tensão. Os méritos do diretor vem exatamente nesse ponto: o do clima da tensão. Nos sentimos aflitos a todo instante buscando respostas sobre o que seria aquela inusitada situação vivida por uma perdida personagem que aos poucos começa a se desenvolver de maneira impactante na telona.

Exibido em alguns festivais online desse ano, como o Brasilia International Film Festival que ocorreu em abril, esse projeto britânico vai surpreender a muita gente que conseguir assistí-lo.

 

Run (2020)

As descobertas que mudam para sempre nossa maneira de enxergar tudo que entendemos sobre o mundo. Com um clima de tensão lá nas alturas mas sem grandes momentos de clímax, o que para um filme de suspense pode ser muito distante da fórmula certeira, Run chegou ao streaming nesse final de 2020 e mostra as descobertas de uma jovem em relação a única pessoa que praticamente tem contato, sua mãe. O roteiro navega na superfície para explicações mais profundas sobre os porquês das lacunas que aparecem. Sarah Paulson e Kiera Allen são as protagonistas e interpretam com muita inteligência suas complexas personagens. O filme é escrito e dirigido pelo cineasta Aneesh Chaganty (o roteiro também teve a ajuda de Sev Ohanian).

Na trama, conhecemos a jovem Chloe (Kiera Allen), uma estudante do último ano do high school mas que tem aulas em casa já que possui uma vida limitada, repleta de doenças. Quem cuida dela faz 17 anos é a sua mãe, a enigmática Diane (Sarah Paulson). Certo dia, algumas situações levam Chloe a descobertas aterrorizantes sobre as verdades que acontecem na sua casa.

Não há muita originalidade na história, algo parecido já fora visto em outros filmes em outros anos. As atuações são o grande destaque e que realmente prendem a atenção por conta da dinâmica mudança emocional que mãe e filha passam ao longo dos 90 minutos de projeção. Há um destaque para um conflito interno repleto de dúvidas da jovem estudante mas com a certeza que de algo não está normal. Dentro dessa perspectiva é interessante para o público caminhar nas descobertas sobre os segredos da trama pela ótica dela. Run pode agradar parte do público mas nem de longe se destaca como o primeiro filme de ChagantyBuscando

 

Boa Noite, Mamãe (2014)

Onde acaba o amor têm início o poder, a violência e o terror. Escolhido para representar a Áustria na competição do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2016, Goodnight Mommy (Boa Noite, Mamãe) é um suspense, vestido de drama com pitadas impactantes de terror. Dirigido pela dupla de cineastas Severin Fiala e Veronika Franz, o longa-metragem possui uma benemerência simples, que é o de manter os olhos do público atentos aguardando ansiosamente os desfechos e algumas respostas desta curiosa história.

Na trama, conhecemos os gêmeos Lukas (Lukas Schwarz) e Elias (Elias Schwarz) que vivem em uma bela casa, isolada, no interior de uma cidade, ao lado de sua misteriosa mãe (Susanne Wuest). Essa última, é uma mulher cheia de amargura, rígida, que anda com uma faixa em volta do rosto. Dia após dia, os irmãos começam a desconfiar de que aquela mulher que vive com eles pode não ser a mãe deles. Assim, ao longo dos angustiantes 95 minutos de projeção, vamos sendo apresentados melhor a essa história que possui um desfecho para lá de apavorante.

A trama é bem trabalhada e os personagens vão ganhando força conforme as revelações são feitas. O primeiro e o segundo ato parece que são para encher um balão de festas e o terceiro ato chega com uma agulha para explodi-lo. Goodnight Mommy  é um projeto onde todos pensam que é um longa-metragem de terror mas na verdade é um suspense aterrorizante que vai ficando angustiante a cada nova cena. O roteiro tem muitos méritos em transformar a atmosfera do filme em algo meio enigmático, repleto de saídas para as resoluções da trama. O ato inicial é raso porém muito instigante, o segundo ato fortalece mais os personagens, e o ato final é o da transformação e virada da trama. Cada ponta é bem amarrada e por mais que algumas conclusões se cheguem antes do seu fim, não deixa de ter bastante criatividade essa história.

Para quem curte filmes de suspense e de terror, Goodnight Mommy (Boa Noite, Mamãe) é um prato cheio. Não percam!

 

4 Könige (2015)

Quase sempre precisamos chorar para entender melhor a vida. Em seu primeiro longa-metragem, lançado no ano de 2015, a cineasta alemã Theresa von Eltz mostra uma parte da trajetória de quatro jovens com problemas em seu presente buscando respostas e ajuda para enfrentarem as dificuldades em uma clínica intensiva. Há vários contrapontos interessantes, como ignorar o assunto ou assumir a responsabilidade, o que acaba sendo um embate diário para alguns deles. Tentativa de suicídio, ataque de pânico, bullying, vemos de tudo um pouco através da ótica dos próprios jovens e de um psiquiatra próximos dos pacientes, com vontade de ajudar. É um projeto profundo, com intensas atuações.

Na trama, acompanhamos Alex (Paula Beer), Lara (Jella Haase), Timo (Jannis Niewöhner) e Fedja (Moritz Leu), quatro jovens que se internaram em uma clínica em busca de melhoras nos seus quadros emocionais. O psiquiatra Dr. Wolff (Clemens Schick) busca ajuda-los de todas as formas e inclusive propõe que eles passem o natal juntos. Assim, aos poucos, vamos descobrindo os motivos de cada um deles estar ali e a busca constante de todos por uma melhora.

Há questões sociais, familiares, envolvidas nos traumas que acompanhamos e tudo isso é abordado de maneira profunda pelas linhas do roteiro assinada por Von Eltz e Esther Bernstorff. Há cortes secos de câmera, deixando pequenas entrelinhas para uma melhor compreensão sobre as atitudes, ou melhor, reações de cada personagem dentro de seus traumas. Há um descontrole sobre a raiva, uma carência quase obsessiva, bullying que deixa marcas, cada caso é diferente um do outro mas juntos eles buscam encontrar uma mesma solução satisfatória para todos.

O papel do psiquiatra também é muito bem definido na trama, nos mostrando seus conflitos e dramas dentro da instituição, principalmente um em especial com uma enfermeira que não gosta de seus métodos.  4 Konige é um ótimo filme, cheio de momentos para refletirmos sobre o próximo.

Crítica ‘O Meme do Mal’ | Um filme tão ruim quanto o título sugere

Sabe aquele amigo que está sempre atrasado nas tendências e chega empolgada falando de coisas lançadas há um tempão como se fossem novidade? Se esse amigo fosse um filme, ele seria “O Meme do Mal”. Inspirado na lenda da Momo, que viralizou na internet em 2019, quando metade da população brasileira sequer sabia o significado da palavra “pandemia”, o longa chegou nesta segunda (10) ao Star+. Além da sensação incômoda de que esse projeto saiu mais atrasado que imposto de jogador de futebol, ele sofre com um problema complicadíssimo de total ausência de qualidade.

Viralizada em 2019, essa imagem da Momo assusta mais que qualquer coisa tentada nesse filme.

E há casos de filmes que são propositalmente ruins, chegando ao ponto de conseguirem extrair alguma coisa interessante dessa ruindade. Mas “O Meme do Mal” é só ruim mesmo. A única coisa que se extrai dele é arrependimento por ter se prestado ao papel de assistir essa tristeza. É literalmente triste, porque você vê que o péssimo elenco está tentando, está se levando a sério. Eles estão dando o melhor que podem, mas esse melhor faz o Tommy Wiseau parecer o Leonardo DiCaprio.

De verdade, se você sonha em ser ator um dia, mas não se acha capaz, esse filme é um grande incentivador para que você ouse seguir seu sonho. Porque se os membros desse elenco podem se dizer atores, então você também pode.

Isso aqui é uma cara de medo. Ou quase.

A “trama” acompanha uma família e o clássico embate geracional dos pais, antiquados e que não entendem nada de tecnologia, e os filhos que não pensam em nada além da internet. A premissa poderia até ser interessante, mas o filme opta por criar um conflito entre os pais porque a filha mais velha decide largar o atletismo para virar uma youtuber de ASMR (aquela galera que grava vídeo sussurrando), e porque o irmão mais novo passa o dia inteiro procurando coisas bizarras na internet. Em uma dessas “navegadas na web”, eles acabam sendo amaldiçoados por algo terrível: uma corrente virtual.

Em meio a tentativas de piada com o TikTok e referências à Momo e à Baleia Azul (pode admitir, você nem lembrava que isso rolou), o longa traz uma série de jovens da cidade participando da tal corrente. O problema é que eles logo começaram a aparecer mutilados ou flagrados se cortando. Os pais, obviamente, acreditam que é culpa da internet e “dessa geração toda errada aí que só quer saber de ZapZap”. E há alguma exploração ou mistério do motivo dos pais se recusarem a acreditar que há algo de errado na situação? Não. Eles só aceitam que a geração tá errada e vida que segue.

O que eles não esperavam é que o tal desafio não era uma tentativa desesperada dos jovens de chamar atenção, mas sim uma maldição real de uma criatura demoníaca chamada “Grimcutty”, que numa tradução livre seria algo como “Sinistro”. Aí, o filme gasta mais de uma hora do “Sinistro” aparecendo aleatoriamente, só que sem a capacidade de criar qualquer clima de tensão. Até mesmo os jumpscares são ruins. Nos longas mais fraquinhos e feitos para arrecadar uma grana, existem aqueles sustos tão óbvios e clichés que até arrancam um sustinho com uma criatura feia aparecendo do nada na tela e um som alto aleatório, mas a direção desse filme é tão ruim que nem mesmo isso é capaz de fazer. É um projeto ausente de medo, é ausente de tensão. É uma alongado de chatice sem sentido. É tão ruim que nem dá pra dizer que foi um longa pensado em arrecadar um dinheirinho, porque tudo nesse projeto é sem lógica. Sério, qual o sentido em fazer um filme sem orçamento e sem o gancho de ser “a corrente do mal” do momento?

Sim, é um filme sem sentido. E olha que o terror consegue trazer situações nonsense para a esfera do aceitável, contanto que sejam construídas de forma a esboçar alguma reação no público. Poxa, a franquia do Chucky tá aí há 40 anos, arrancando gritos de medo e gargalhadas de humor politicamente incorreto com um boneco vodu desbocado e sedento por sangue, sabe? Não é como se o público fosse muito exigente. Mas a franquia do Brinquedo Assassino sabe o que os fãs querem e trabalha por isso. São referência no que se propõe. “O Meme do Mal” é uma série de falhas completamente sem rumo em um longa que mais parece um projeto fracassado de um adolescente que está cursando cinema contra sua vontade.

E há outro ponto completamente desperdiçado aqui, que costuma até mesmo salvar alguns filmes ruins de terror: o design da ameaça. E por se basear na Momo, que tem um visual bizarríssimo, a missão da produção não era difícil. Era só criar algo que remetesse ao pânico que ela causou em crianças e adultos há três anos, quando alguém ainda se importava com ela. Parecia algo óbvio a se fazer, não? Pois é, a produção não pensou assim e trouxe esse bonecão de borracha que se move com a naturalidade de um idoso alcoolizado numa manhã de terça.

Tudo no tal Grimcutty é ruim. Ele não parece ameaçador, não tem porte de vilão e suas perseguições fazem aqueles gráficos antigos de PlayStation 1 parecerem um filme do James Cameron. Tudo nesse filme remete a um desleixo terrível de quem não sabia o que estava fazendo. É tudo tão ruim que sequer chega a parecer que a direção está debochando do público, porque fica nítido que nem para isso o diretor e roteirista John Ross estava disposto. É um longa feito com tanta má vontade que te faz questionar sequer se os supostos profissionais envolvidos nele estavam recebendo pelo trabalho, ou se estavam ali apenas pra cumprir algum favor pra um cunhado.

E assim, eu acredito que a existência desse filme é uma forma de punição para todo mundo que decide deliberadamente tirar 1h40 de sua vida para assistir a um longa chamado “O Meme do Mal”. Você sabe que nada de bom vai vir de uma coisa com esse nome, então por que assisti-lo? Tá aí um mistério mais interessante do que o proposto pela trama. É um filme tão ruim quanto o nome sugere. E por mais otimista que você seja, é realmente necessário contar com uma boa vontade sobrenatural para não terminar a “experiência” completamente revoltado com os rumos que você está tomando na vida ao ter achado que seria uma boa ideia dar play num filme com esse nome.

O Meme do Mal está disponível no Star+.

13 filmes com Mark Ruffalo para assistir nesta semana

O ator Mark Ruffalo virou assunto nas redes sociais brasileiras ao interagir com uma série de personalidades brazucas nesta tarde. Pois é, parece meio aleatório, mas ele é uma celebridade muito engajada na causa ambiental e um dos grandes defensores da preservação da Amazônia, que tem grande parte de seu território no Brasil. E como ele também acumula uma série de trabalhos memoráveis, o CinePOP selecionou 13 filmaços da carreira do ator. Confira!

 

O Preço da Verdade – Dark Waters

Inspirado em uma história real, esse drama acompanha um advogado que trabalhou anos defendendo empresas de produtos químicos. Porém, após receber informações de um fazendeiro que o gado estava sofrendo por conta da ação criminosa de uma dessas empresas, ele volta atrás de suas crenças e entende que ajudou esse tempo todo a passar a boiada dos grandes empresários. Então, ele coloca a empresa na justiça para tentar garantir um futuro com menos tóxicos para a região.

Os Vingadores

Um vilão sem noção vem para a Terra tentar conquistar o planeta com sua vara curta. Para detê-lo, os Heróis Mais Poderosos da Terra se unem para trabalhar em equipe, numa tentativa final de acabar com esse mal. Será que essa frente ampla será o bastante para detê-lo?

Ilha do Medo

Nos anos 50, um detetive vai investigar o desaparecimento de pacientes em um hospital psiquiátrico que fica em uma ilha. Porém, após a passagem de um furacão, a ilha fica sem comunicação, deixando o detetive e os pacientes num incômodo lockdown. O problema é que alguns criminosos que eram tratados no local escapam, deixando o personagem de Leonardo DiCaprio numa grande furada. Mas pelo menos na ilha ele não incendiou a Amazônia.

De Repente 30

No seu aniversário de 13 anos, Jenna é vítima de bullying em sua própria festa. Mas um acidente cósmico acontece, fazendo com que ela acordasse no dia seguinte no futuro com 30 anos. O problema é que sua versão do futuro tem o caráter bem questionável e ela vai tentar correr atrás do tempo perdido para corrigir seus erros e fazer sua vida feliz de novo.

Spotlight – Segredos Revelados

Super premiado, este drama foi inspirado na história real da equipe de jornalismo norte-americana que descobriu uma série casos de pedofilia em igrejas pelo mundo, que foram encobertos pelo Vaticano por muitos anos. Provando que muita gente ruim se esconde por trás desse discurso de “Deus acima de tudo”, Spotlight trata o caso de forma bem didática e emocionante. Foi o grande vencedor do Oscar 2016 de Melhor Filme.

E Se Fosse Verdade

Clássico das sessões de TV aberta, E Se Fosse Verdade é uma comédia romântica pra lá de inesperada. Na trama, David é um rapaz que acabou de alugar o apartamento dos seus sonhos em São Francisco. O problema é que ele descobre que a antiga moradora segue vivendo lá como fantasma. Cansado da personalidade controladora da alma penada, David, que não é coveiro nem nada, decide ajudar a jovem a aceitar seu pós-vida.

Truque de Mestre

Lançada em 2013, essa aventura pelo mundo dos mágicos conquistou uma série de fãs com certa rapidez. A história acompanha um grupo de ilusionistas que começam a fazer uma série de assaltos pelo mundo. E apesar de saber que são criminosos, seus seguidores os apoiam incondicionalmente, sempre ansiosos para saber qual o próximo crime que eles vão cometer impunemente. Então, a Interpol e o FBI escolhem seus melhores agentes para tentar impedi-los.

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

Clássico do cinema indie, esse filme acompanha um casal em crise que tentou de tudo para dar certo. Porém, a mulher desiste de aguentar tantas frustrações e se submete a um tratamento para apagar suas memórias com o ex-companheiro. O rapaz entra numa profunda depressão e decide apagá-la de sua memória com o mesmo procedimento. Ele não vira jacaré, mas acaba desistindo de esquecê-la. Então, tenta encaixá-la de volta em suas memórias, até mesmo naquelas em que ela não fazia parte. Apesar de Mark Ruffalo estar no elenco, o destaque mesmo é o comediante John Kerry. Digo, Jim Carrey.

Conte Comigo

Dois irmãos completamente diferentes dividem um trauma desde a infância: a perda precoce dos pais. Muitos anos depois, seus caminhos se cruzam novamente quando precisam voltar a morar juntos. A irmã é muito organizada e estável, muito longe de ser resultado de uma fraquejada dos falecidos, e trabalha duro para criar seu filho de apenas oito anos. Já o irmão é desorganizado e impulsivo, sempre tentando bancar a imagem de quem não se importa com nada. No entanto, conforme eles vão convivendo, ele começa a demonstrar que se importa com muitas coisas, principalmente com a família.

Zodíaco

Inspirado em uma história real, a trama acompanha a perseguição da polícia norte-americana ao serial killer conhecido como Zodíaco. Nos anos 60, ele cometeu uma série de assassinatos e enviou cartas para um jornal, nas quais confessava seus crimes e deixava pistas das próximas mortes. Enquanto alguns achavam que as matérias dos jornais eram Fake News, ele seguia lá matando gente das formas mais cruéis possíveis.

Minhas Mães e Meu Pai

Apesar de não serem exatamente um exemplo de família tradicional, Nic e Jules são um casal lésbico há mais de 20 anos. Junto com os dois filhos nascidos por inseminação artificial, elas criaram uma família feliz e funcional. Porém, o mais novo decide descobrir quem foi o doador que o gerou, fazendo com que a família passe a dividir seus dias com um rapaz boêmio, que vai acabar curtindo o garoto.

Ensaio Sobre a Cegueira

Adaptação do livro homônimo de José Saramago, Ensaio Sobre a Cegueira foi todo gravado em São Paulo. A trama acompanha a família de um oftalmologista que descobre uma pandemia que começa a deixar as pessoas cegas de uma hora para outra. Ele institui um lockdown em sua casa, mas como o governo trata a doença como se fosse uma gripezinha, a doença se espalha com uma velocidade impressionante. E como em terra de cego, quem tem olho é rei, a esposa do oftalmologista descobre ser imune à cegueira generalizada. Então, ela guia sua família em meio ao caos pandêmico generalizado.

Vingadores: Ultimato

Após um genocida com delírios de grandeza exterminar metade da vida no universo, os Heróis Mais Poderosos da Terra passam anos tentando ajudar os sobreviventes a seguirem em frente. Porém, quando criam uma máquina capaz de dar uma segunda chance aos Vingadores, eles deixarão de lado suas crenças e farão de tudo para acabar com a raça do vilão e corrigir seus erros, custe o que custar.

Crítica ‘Mulher-Hulk’ | Episódio final traz uma deliciosa ironia e encerra a série com perfeição

[ANTES DE COMEÇAR A MATÉRIA, FIQUE CIENTE QUE ELA ESTÁ RECHEADA DE SPOILERS] 

Se você ainda não assistiu ao último episódio de Mulher-Hulk: Defensora de Heróis, evite esta matéria, pois ela contém spoilers

A premissa básica do humor é a quebra de expectativas. A surpresa é um dos elementos mais simples e fundamentais na hora de fazer uma boa piada. E para uma série cuja proposta se deu desde sempre pelo humor, por não se levar a sério, encerrar sua temporada com um episódio como esse é a prova maior do sucesso de Mulher-Hulk: Defensora de Heróis. Convivendo desde o início com o ódio de supostos fãs que estavam mais preocupados em reclamar incessantemente do que curtir a produção, o seriado da Mulher-Hulk se desenvolveu bem, deu pequenas alfinetadas ao longo das semanas e aguardou o último capítulo para lavar sua alma.

Enquanto especulávamos que o vilão da série poderia ser O Líder, clássico inimigo do Hulk, a produção subverteu todas as expectativas e mostrou que o verdadeiro malfeitor era um retrato escarrado do que a comunidade de fãs de quadrinhos tem de pior: os Incels. Preste atenção, não estou dizendo que todos os fãs são incels, mas é inegável que a presença deles no grupo é enorme. E a série foi extremamente corajosa ao desafiar e mostrar o quanto essa parcela é ridícula.

O Todd é arrogante, metido, baixinho, feio, ruim de papo – provavelmente tem bafo -, e convive com um irritante complexo de superioridade, mesmo sendo incapaz de conseguir um encontro sem subornar alguém. E apesar de ser constantemente desmoralizado na série, ele tenta compensar sua falta de noção comprando objetos caros – e traficados – e formando seu grupinho de lerdões para humilhar uma mulher que ele deseja, mas sabe que nunca terá.

Qualquer fórum da internet tem pelo menos uns 500 Todds prontos para gastar o dia com assuntos terríveis e uma chatice incompreensível. Na série, ele seguia com seu culto de ódio às mulheres, se aproveitando do machismo estrutural da sociedade para rebaixar a Jennifer a uma louca descontrolada. E quando a série ia realizar seu sonho, que era ter poderes e se sentir mais do que um fracassado com brinquedos legais, Jen usa suas habilidades para quebrar a quarta parede e dar um basta nessa palhaçada.

Por mais legal que fosse ter uma sequência de pancadaria com quatro monstros de CGI, é um fato que a produção estaria priorizando uma sequência de ação comum ante o desenvolvimento de sua protagonista. Jennifer passou a série inteira tentando se aceitar como Mulher-Hulk, mostrando que a radiação gama não era a vilã da história, apenas uma consequência, e ao dar poderes ao Todd, toda a discussão acerca da aceitação de Jen e suas habilidades seria jogada fora.

Cansada das humilhações que passou ao longo dos episódios, Jen toma o controle de sua vida, quebra a quarta parede e transcende. Há vários momentos na história do cinema em que o encontro de um personagem com seu criador é feito de forma poética, fascinante. No próprio MCU há momentos assim, como visto em Eternos (2021), por exemplo. Mas estamos falando de uma série de humor, então esse momento de encontro entre criador e criatura se aproveita da genialidade de sua equipe criativa para satirizar toda a existência desse universo, mostrando que a Jen não apenas está ciente de sua existência, como também tem críticas a fazer. Nesse momento, ela representa o fã “do bem”, que gosta dos personagens e sabe que não pode engolir tudo que o Kevin Feige despejar só “porque é Marvel”.

E a ideia de fazer do Kevin Feige uma máquina do entretenimento, ao melhor estilo 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), foi muito bem sacado. Não é fácil ver um nome grande da indústria como ele aceitar esse tipo de zoação, explorando seus pontos fracos de forma tão franca como é feito nessa série. Eles brincam com o CGI da série, que vem sendo alvo de críticas desde sempre, sacaneiam a Fórmula Marvel e sua repetitividade; zoam os contratos de não divulgação, a falta de liberdade criativa, a necessidade por linkar as produções mesmo que isso custe o desenvolvimento dos personagens, o puritanismo da Disney… Enfim, é um papo divertido e orgânico demais, que parece representar o que qualquer fã saudável falaria caso tivesse a oportunidade de bater um papo com o Kevin.

Por fim, a série termina com a Jen tendo um refresco, podendo curtir sua vida agora que aceitou que ela e a Mulher-Hulk são uma só, mas deixa no ar que o problema do machismo segue vivo na sociedade. Não à toa, quando ela está indo para o tribunal, um repórter não perde a oportunidade de perguntar qual a grife da roupa que ela está usando, mesmo que isso não tenha qualquer tipo de valor jornalístico. Enfim, plena, com um primo-sobrinho espacial calvo, um peguete com habilidades únicas e atuando na sua profissão sem precisar esconder quem é, Jen coloca sua vida nos trilhos e caminha rumo ao tribunal preparada para resolver todos os casos possíveis. É uma mensagem muito legal e que encerra a série de forma perfeita.

Mulher-Hulk: Defensora de Heróis está disponível no Disney+.

‘Lobisomem na Noite’: Especial de Halloween da Marvel quase foi engavetado

Intitulado Lobisomem na Noite, o especial de Halloween da Marvel conquistou 91% de aprovação dos especialistas internacionais no Rotten Tomatoes, além de receber também  93% de aprovação do público, consagrando-se como uma das obras mais populares e bem recebidas do estúdio.

E, apesar do especial ter sido filmado, editado e lançado no período de um ano, a ideia vinha sendo discutida há quase cinco anos e até chegou a ser engavetada.

A informação foi revelada pelo diretor Michael Giacchino, em entrevista ao Collider.

Na época, Giacchino foi abordado apenas para compor a trilha sonora do especial, mas se interessou tanto pelo projeto, que decidiu arriscar sentar na cadeira de diretor.

Por conta disso, o projeto marca oficialmente sua estreia diretorial.

“Há pouco mais de quatro anos, houve uma conversa aleatória sobre a ideia [de compor a trilha do especial]. Há cerca de três anos, já estávamos de olho em um roteirista. Foi aí que a o projeto começou a se tornar real, de fato.”

No entanto, por conta da pandemia, a produção acabou sendo temporariamente engavetada, por isso demorou tanto a sair do papel.

“Estávamos passando por um inferno, que foi a pandemia. Então recebi uma ligação de Stephen Broussard, um dos produtores, e ele disse: ‘Sabe de uma coisa? Não estamos autorizados a contratar ninguém agora’. A Marvel não estava autorizada a dar luz verde para nenhum projeto fora da lista de cronograma. Quando as coisas foram voltando ao normal, as boas notícias vieram junto.”

Ele continuou:

“Cerca de um ano depois da pandemia, Stephen me retornou e disse: ‘Ei, você ainda quer fazer isso porque podemos começar de novo’, eu fiquei tipo: ‘É mesmo? Mas é claro que eu quero fazer isso. Sim, absolutamente,’ E então a partir daí foi como um ‘boom’. Dentro de um ano, estávamos filmando em Atlanta filmando. Então foi tudo meio maluco.”

Lembrando que o percentual de aceitação do público coloca o título quase no topo do ranking dos mais bem avaliados do MCU, atrás apenas de ‘Homem-Aranha: Sem Volta para Casa’‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’, ambos com 98% de aprovação, e ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’, com 95% de aprovação.

Relembre o trailer:

Gael Garcia Bernal (‘Tempo’) e Laura Donnelly (‘The Nevers’) irão estrelar a produção.

Werewolf by Night‘ é o alter-ego de de dois personagens diferentes da Marvel. O primeiro é Jack Russell, em 1970, e, mais recentemente, um novo personagem chamado Jack Gomez.

Jack Russell é um descendente da ramificação misticamente alterada de humanos conhecida como Lycanthropes. Durante a noite de lua cheia e as duas noites que a cercam, ele é forçado a se transformar em um lobisomem, uma forma grande e poderosa que é um híbrido de humano e lobo, e perde seu intelecto humano. Através de uma série de eventos, ele também é capaz de sofrer mutações voluntariamente fora da lua cheia, momento em que permanece no controle.

Vale lembrar que, na edição #32 de Werewolf by Night, tivemos a primeira aparição do ‘Cavaleiro da Lua‘, personagem da Marvel que estrelará sua própria série da Marvel no Disney+.