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‘The Beatles: Get Back’: Série documental dirigida por Peter Jackson já está disponível no Disney+

A minissérie documental The Beatles: Get Back, dirigida por Peter Jackson, já está disponível no Disney+. A produção teve a sua estreia na última quinta-feira (25) na grade de programação. A produção está sendo lançada ao ao longo de três dias, 25, 26 e 27 de novembro.

Criada inteiramente a partir de filmagens restauradas nunca antes vistas, a série proporciona a mais íntima perspectiva já registrada em vídeo do processo criativo e do relacionamento entre John, Paul, George e Ringo.

O documentário foi adquirido pela Disney e acompanha a meteórica jornada de sucesso do grupo britânico, que conseguiu se imortalizar como uma das bandas mais influentes da contemporaneidade.

Trazendo um material riquíssimo, ‘The Beatles: Get Back‘ contará com antigas filmagens que passaram por um longo processo de restauração.

Assista ao trailer:

Em um comunicado oficial, o presidente executivo da Disney, Bob Iger, falou sobre a aquisição da produção:

“Nenhuma banda conseguiu ter o mesmo tipo de impacto no mundo que os Beatles conseguiram e ‘The Beatles: Get Back‘ é uma cadeira na primeira fila para conferir de perto todo o trabalho interno e íntimo desses criativos gênios durante um influente momento da história da música. A produção ainda conta com filmagens restauradas espetaculares, que aparentam ter sido gravadas ontem. Eu sou um grande fã, então não poderia estar mais feliz pelo fato da Disney poder compartilhar o belíssimo documentário de Peter Jackson com as nossas audiências mundiais em setembro desse ano”.

The Beatles

‘School of Chocolate’: Novo reality show gastronômico estreia na Netflix

O reality show gastronômico da Netflix, intitulado ‘School of Chocolate‘, já está disponível na Netflix. A produção teve a sua estreia nesta sexta-feira (26) na grade de programação.

A nova série é apresentada pelo aclamado confeiteiro e chocolatier Amaury Guichon, conhecido por transformar chocolate em extraordinárias e deliciosas esculturas comestíveis.

Na produção, o famoso especialista se torna mentor de oito profissionais talentosos e vai ajudá-los a levar a sua arte com chocolate para o próximo patamar. Mas nos final, apenas um confeiteiro levará o prêmio de US$ 100 mil para casa – transformando sua jornada profissional gastronômica para sempre.

Assista ao trailer:

School Of Chocolate

‘Um Castelo para o Natal’: Comédia romântica com Brooke Shields já está disponível na Netflix

A comédia romântica Um Castelo para o Natal, estrelada por Brooke ShieldsCary Elwes, já está disponível na Netflix. A produção teve a sua estreia nesta sexta-feira (26) na grade de programação.

Na trama, uma escritora americana quer comprar um castelo na Escócia, mas o dono mal-humorado não quer fazer negócio com ela. Um grande impasse com desfecho surpreendente.

Confira:

Mary Lambert dirige a produção, a partir de um roteiro assinado por Ally CarterKim Beyes-Johnson.

Amanda PhillipsSteven R. McGlothenSteve BermanKatrina Stagner e Eric Jarboe entram como produtores ao lado de Shields.

Um Castelo Para O Natal

 

‘O Beco do Pesadelo’: Terror de Guillermo del Toro ganha belíssimo cartaz oficial; Confira!

A 20th Century Studios divulgou um novo e belíssimo cartaz do terror ‘O Beco do Pesadelo‘ (Nightmare Alley), do vencedor do Oscar Guillermo del Toro.

Confira, junto ao trailer dublado:

O Beco Do Pesadelo

O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 27 de janeiro.

Além de produzir e dirigir, Del Toro também coescreve o roteiro ao lado de Kim Morgan.

O elenco conta com Bradley CooperToni ColletteCate Blanchett, Willem Dafoe, David Strathairn, Rooney Mara Holt McCallany.

Assim como o original, o novo longa também será baseado no livro escrito por William Lindsay Gresham.

A primeira adaptação foi lançada em 1947, e dirigida por Edmund Goulding. O clássico noir conta a história de um jovem ambicioso que começa a se relacionar com uma psiquiatra ainda mais corrupta do que ele. Os dois se dão bem destruindo a vida das pessoas, mas logo começam uma manipulação entre eles.

‘La Brea’: Último episódio da temporada de estreia ganha chocante trailer oficial; Confira!

NBC divulgou a promo oficial de “Topanga”, 10º e último episódio da temporada de estreia de La Brea.

O capítulo vai ao ar no dia 30 de novembro.

Confira:

Uma aventura épica começa quando um buraco enorme se abre no meio de Los Angeles, puxando centenas de pessoas e edifícios para suas profundezas. Aqueles que caíram encontram-se em uma misteriosa e perigosa terra primitiva, onde eles não têm escolha a não ser se unir para sobreviver. Enquanto isso, o resto do mundo busca desesperadamente entender o que aconteceu. Na busca por respostas, uma família dilacerada por este desastre terá que desvendar os segredos desse evento inexplicável para encontrar um caminho de volta para o outro.

O elenco é composto por Natalie Zea, Zyra Gorecki, Chiké Okonkwo, Eoin Macken, Jack Martin e Jon Seda.

La Brea

‘King’s Man – A Origem’: Testemunhe o início de tudo no novo teaser oficial do longa!

A 20th Century Studios um novo teaser oficial com cenas inéditas de ‘King’s Man – A Origem‘, pré-sequência da aclamada franquia.

Dirigido por Matthew Vaughn, o longa tem estreia marcada para 22 de dezembro de 2021 nos cinemas norte-americanos.

Assista e siga o CinePOP no YouTube:

Apesar do novo filme ser ambientado muito antes dos eventos de ‘Kingsman – Serviço Secreto’, Vaughn revelou à Empire que a pré-sequência terá ligação com os eventos de Kingsman 3‘.

“Ao longo da trama de ‘King’s Man – A Origem‘, plantamos as sementes e provocamos o que vai acontecer em ‘Kingsman 3‘. Vai ser algo muito diferente [dos outros filmes], mas terá uma grade importância para o futuro da franquia.”

Infelizmente, o cineasta não revelou muito sobre os planos envolvendo os dois filmes, mas é possível que algum segredo revelado na pré-sequência seja o foco do terceiro capítulo da franquia principal.

Confira as imagens promocionais:

Uma delas mostra Ralph Fiennes e Djimon Hounsou se preparando para uma possível batalha. E a outra destaca a personagem de Gemma Arterton.

Kings Man A Origem

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Quando os criminosos mais cruéis da história se reúnem para tramar uma guerra para roubar milhões, um homem deve correr contra o tempo para detê-los. Descubra as raízes da primeira agência de inteligência independente em ‘King’s Man: A Origem‘.

O elenco conta com Ralph Fiennes, Djimon HounsouLiam Neeson, Aaron Taylor-Johnson, Harris Dickinson, Gemma Arterton, Rhys Ifans, Matthew Goode e Stanley Tucci

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‘Perdidos no Espaço’: Netflix divulga resumão da 2ª temporada antes da estreia dos novos episódios; Confira!

A 3ª e última temporada da série sci-fi Perdidos no Espaço chega em breve à Netflix e, antes que possamos conferir os novos episódios, a plataforma de streaming divulgou um vídeo compilando os momentos mais importantes do ciclo anterior.

Confira:

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Lost In Space. Taylor Russell as Judy Robinson in episode 301 of Lost In Space. Cr. Diyah Pera/Netflix © 2021
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Lost In Space. (L to R) Maxwell Jenkins as Will Robinson, Mina Sundwall as Penny Robinson in episode 302 of Lost In Space. Cr. Diyah Pera/Netflix © 2021
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Lost In Space. (L to R) Veenu Sandhu as Prisha Dhar, Raza Jaffrey as Victor Dhar, Molly Parker as Maureen Robinson, Toby Stephens as John Robinson in episode 304 of Lost In Space. Cr. Courtesy Of Netflix © 2021

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Lost In Space. Ignacio Serricchio as Don West in episode 305 of Lost In Space. Cr. Diyah Pera/Netflix © 2021

O ciclo final será lançado na plataforma no dia 1º de dezembro.

Criada por Matt Sazama, Burk Sharpless e Irwin Allen, a série é um reboot da popular série homônima de ficção científica lançada nos anos 60.

No ano de 2046, a família Robinson e sua nave espacial Jupiter 2 caem em um planeta desconhecido. A anos luz do seu destino e rodeada por aliens, a família será forçada a se manter unida em um momento de crise enquanto lidam com seus próprios problemas internos.

O elenco inclui Molly Parker, Toby Stephens, Maxwell Jenkins, Taylor Russell, Mina Sundwall, Ignacio Serricchio e Parker Posey.

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‘Nope’: Novo terror de Jordan Peele contrata diretor de fotografia de ‘TENET’ e ‘Dunkirk’

O novo terror do Jordan Peele (‘Corra!‘ e ‘Nós‘) contratou mais um membro para sua equipe artística.

Segundo o Collider, Hoyte van Hoytema foi escalado como diretor de fotografia do ambicioso projeto. Seus mais recentes projetos incluem ‘TENET’‘Ad Astra – Rumo às Estrelas’‘Dunkirk’.

Nope‘, uma gíria para ‘Não‘ em inglês, será lançado nos cinemas pela Universal Pictures no dia 22 de julho de 2022.

O elenco conta com Daniel Kaluuya (‘Corra!’), Steven Yeun (‘The Walking Dead’) e Keke Palmer (‘Scream Queens‘) – que será a antagonista do terror.

O filme também teve seu cartaz divulgado recentemente, que oferece poucos insights sobre o que os fãs podem esperar da experiência.

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Além de dirigir, Peele é o responsável pelo roteiro da produção.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

‘O Mar da Tranquilidade’: Nova série sci-fi da Netflix ganha trailer ANGUSTIANTE; Confira!

Netflix divulgou hoje (25) o trailer oficial de O Mar da Tranquilidade, seu novo suspense sci-fi.

Confira:

A série é baseada no curta-metragem homônimo de Choi Hang-yong, que dirige os episódios. Park Eun-kyo assina o roteiro.

Ambientada no ano de 2075, quando o esgotamento dos recursos naturais devastou a Terra, a narrativa acompanha a história de uma equipe de elite enviada em uma missão especial para uma estação de pesquisa abandonada na lua.

Bae Doona, Gong Yoo, Lee Joon, Kim Sun-young, Lee Mu-saeng, Lee Sung-wook e outros estrelam.

O Mar da Tranquilidade tem estreia marcada para o dia 24 de dezembro.

Mar Da Tranquilidade

‘Nasce Uma Estrela’: Aclamado remake protagonizado por Lady Gaga e Bradley Cooper estreia na HBO Max!

O aclamado remake Nasce Uma Estrela, estrelado pela vencedora do Oscar Lady Gaga e pelo indicado ao Oscar Bradley Cooper, estreou na HBO Max.

O filme foi lançado na plataforma de streaming no último dia 24 de novembro.

Relembre o trailer:

Nasce Uma Estrela fez a limpa na temporada de premiações, principalmente nas categorias musicais. A canção-tema “Shallow” levou um Oscar, um Globo de Ouro, dois Grammys, um BAFTA e um Critics’ Choice por Melhor Canção Original, eventualmente tornando-se a música mais premiada de todos os tempos. A trilha sonora também quebrou recordes de vendas, streamings e prêmios – e também se tornou a mais condecorada da história.

Gaga foi indicada na categoria de Melhor Atriz, enquanto Cooper recebeu a mesma honraria na categoria de Melhor Ator. O filme foi nomeado para as categorias de Melhor Fotografia, Melhor Mixagem de Som, Melhor FilmeMelhor Roteiro Adaptado.

Sam ElliottDave ChapelleAnthony RamosAndrew Dice Clay e Rafi Gavron também fizeram parte do elenco.

Bradley Cooper assina a direção.

Jackson Maine é um cantor no auge da fama. Um dia, após deixar uma apresentação, ele para em um bar para beber. Lá, Jackson conhece Ally, uma insegura cantora que ganha a vida trabalhando em um restaurante. Ele se encanta por ela e seu talento. Mais tarde, os dois acabam se casando. Ao mesmo tempo em que Ally desponta para o estrelato, Jackson vive uma crise pessoal e profissional devido aos problemas com o álcool. Os momentos opostos acabam por minar o relacionamento amoroso do casal.

Crítica | ‘Britney’ marca o incrível amadurecimento estético de Britney Spears

Quando Britney Spears fez sua monstruosa estreia no mundo da música com o lançamento de ‘…Baby One More Time’, ela se consolidou como o suprassumo da música teen e logo se tornou um ídolo a ser adorado ao redor do mundo. Seu sucesso ascendeu a níveis astronômicos pouco depois, com ‘Oops!… I Did It Again’, cujas músicas já se afastavam dos meros enlaces românticos e já demonstravam um apreço pelo empoderamento e pela independência.

Eventualmente, Spears enfrentaria um dos momentos mais críticos de sua recém-alimentada carreira: o amadurecimento. Afinal, ela não poderia permanecer como símbolo adolescente para sempre, o que a levaria a buscar incursões diferentes para investidas artísticas futuras. O que ninguém imaginava é que a cantora e compositora faria isso de forma muito rápida, iniciando um frenético processo de crescimento que ganharia vida no subestimado Britney. O álbum homônimo, gestado com vários colaboradores frequentes da princesa do pop (como Max Martin e Rami Yacoub), fez seu début em 2001 e, apesar das críticas mistas à época de divulgação, envelheceu da melhor maneira possível e hoje é reconhecido por abrir um novo capítulo para a performer.

A artista imortalizou sua imagem confinada a um bubblegum pop explosivo e dançante, marcado por versos chiclete e por ganchos memoráveis que dominaram e continuam dominando as rádios e playlists do planeta. Para migrar entre os gêneros e apostar fichas em uma mudança radical, Britney teria que sentar-se e repensar como gostaria de ser compreendida por seus fãs a partir de então – e se encontrou em um solilóquio body positive sensual e que demonstrava a transição entre a adolescência e a vida adulta. E foi então que, há vinte anos e dois meses, chocava todos com o lead single “I’m a Slave 4 U”. Recheada de mensagens subliminares, a canção já se inicia com os versos “eu sei que posso ser jovem, mas tenho sentimentos também”, entendendo seu lugar numa indústria segregada e constantemente fustigado por um machismo estrutural – afinal, não apenas os homens tinham o direito de falar sobre liberdade sexual.

Impactada pela ascensão do R&B e hip-hop, que voltara ao cenário mainstream nos anos 1990 por grupos como En Vogue, TLC e Destiny’s Child, Spears percebeu que tinha todos os elementos em mãos para desconstruir o que as pessoas pensavam sobre ela: além da track supracitada, temos a densa exuberância de “Overprotected”, escrita e produzida por Martin e Rami, em que ela volta a endereçar a problemática da fama e como ela conseguiu se livrar das amarras restritivas daqueles à sua volta, declarando que “preciso de tempo, amor e diversão… Preciso de mim”. Apesar de não nutrir com quaisquer similaridades à “Stronger”, nota-se um dialogismo com a faixa de ‘Oops!… I Did It Again’ através de uma temática que também dá as caras em “Lonely” (“por que você está ferrando com a minha cabeça?”).

As baladas retornam com força e, como é de se esperar, usam e abusam das progressões pop e do piano. “I’m Not a Girl, Not Yet a Woman”, uma das assinaturas da cantora, explica com maestria o propósito do álbum em questão e premeditou o que poderíamos esperar de seu brilhante futuro: “não sou uma garota, nem ainda uma mulher”, tradução emprestada ao título, é a máxima que resume as angústias de alguém que encontrou consciência sobre seu corpo e sua mentalidade e que agora sabe como escolher um caminho e como seguir em frente; “Let Me Be” faz ode a Janet Jackson, uma das principais inspirações para o disco, com um escopo mais contemporâneo guiado pela fusão do dance e do R&B e por sutis sintetizadores que reforçam o charme da qual a cantora se vale; “That’s Where You Take Me” é uma iteração ambiciosa e diferente, mas cujo resultado não é tão aprazível quanto as outras, motivo pelo qual fica perdida na conclusão da jornada.

É notável como, mesmo prestando homenagem a tantos outros que vieram antes dela, Spears arquiteta uma aventura muito clara que teve início ainda em 1999 e vem se tornando cada vez mais intrigante e envolvente. Enquanto luta pelo controle da própria voz, assinando algumas das músicas do álbum, ela se rende ao nostálgico escapismo de “Before The Goodbye”, se rendendo ao dance e ao glitch pop e criando um paralelismo reconhecível com o refrão de “Your Disco Needs You”, de Kylie Minogue, lançada meses antes; “Bombastic Love” vai mais longe e viaja para o Reino Unido, seguindo os passos de Billie Piper com “Something Deep Inside”, fomentando um deep pop instigante. E, de forma mais óbvia, a regravação da clássica “I Love Rock ‘n’ Roll”, que, apesar das boas intenções, comete erros similares a “(I Can’t Get No) Satisfaction”, da obra anterior.

Britney pode até deslizar em pontos mais expressivos que os dois álbuns anteriores da princesa do pop, mas revela uma maturidade incrível para alguém que, tão jovem, já dominava as paradas e os corações de tantas pessoas. Não é possível comentar sobre um “divisor de águas”, visto que isso aconteceria dois anos mais tarde; em vez disso, devemos compreender que a celebração da sensualidade veio como arma de empoderamento para uma artista que não ficaria mais quieta e resoluta.

Nota por faixa (Digital Deluxe Version):

1. I’m a Slave 4 U – 5/5
2. Overprotected – 5/5
3. Lonely – 5/5
4. I’m Not a Girl, Not Yet a Woman – 5/5
5. Boys – 4/5
6. Anticipating – 4/5
7. I Love Rock ‘n’ Roll – 3/5
8. Cinderella – 4,5/5
9. Let Me Be – 3,5/5
10. Bombastic Love – 5/5
11. That’s Where You Take Me – 2/5
12. When I Found You – 3,5/5
13. I Run Away – 4/5
14. What It’s Like to Be Me – 4/5
15. Before The Goodbye – 4/5

Os Remakes Famosos que Completam 10 Anos de Lançamento em 2021

As refilmagens, ao contrário do conceito que muitos possuem sobre elas, podem ser um aspecto cinematográfico interessante. O que acontece é o seguinte: os filmes e o cinema são produtos de sua época, que dizem muito sobre o pensamento vigente da sociedade. Quando pensamentos e a forma como nos comportamos dentro desta mesma sociedade muda, é natural que uma obra que tenha sido criada dentro de parâmetros do passado comece a ser enxergada como algo ultrapassado; e muitas vezes algo até mesmo ofensivo. Mas antes de começarmos a “cancelar” filmes, “queimar livros” ou querer censurar a arte, é necessário um distanciamento menos apaixonado para percebermos unicamente como evoluímos e mudamos – ao ponto de certas narrativas não serem mais aceitas.

Essa introdução aponta justamente para o melhor aspecto de uma refilmagem: reimaginar uma obra para os tempos e padrões modernos. Veja, por exemplo, o que o cineasta Nate Parker (dono de seus próprios problemas pessoais) fez com O Nascimento de uma Nação (1915), um primor tecnológico estudado em diversas universidades de cinema pelo mundo, mas que contém um discurso torto, enaltecendo a instituição racista Ku Klux Klan. Parker pegou este conceito, e em sua reimaginação transformou a obra racista em uma produção altamente representativa, dando a visão dos escravos em uma revolta. Algo simplesmente brilhante.

O problema das constantes refilmagens de Hollywood é não possuírem nem de perto essa proposta reinterpretativa social. Não. Ali, a proposta é unicamente financeira. As inúmeras refilmagens e reimaginações visam manter uma marca de um produto na mente de seus consumidores. O que muitas vezes resulta num tiro pela culatra, já que reproduzir a mágica conquistada numa época específica se mostra uma tarefa mais que ingrata. Desta forma, o “ranço” geral instaurado em qualquer menção do termo remake (refilmagem). Pensando nisso, decidimos nessa nova matéria revisitar algumas refilmagens bem famosas de Hollywood (contendo grandes nomes na frente e atrás das câmeras) que completam 10 anos em 2021. E sim, temos bons remakes na lista. Confira abaixo e comente.

Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Tattoo Cinepop

Começamos com um remake de dez anos atrás que conquistou a façanha que poucas releituras conseguem: serem melhores e mais bem sucedidos do que uma obra cult já muito querida. Baseada na obra do autor Stieg Larsson que causou frisson entre os aficionados por literatura de suspense, a história foi adaptada ao cinema originalmente numa produção de mesma nacionalidade (dinamarquesa) de 2009 estrelada por Noomi Rapace – que viria a se tornar uma estrela de Hollywood. O filme gerou duas sequências lançadas no mesmo ano, que completam a trilogia de livros e receberia um tratamento norte-americano dois anos depois. Nesse momento muitos fãs poderiam ter torcido o nariz, porém, logo foi anunciado que quem estaria no comando da adaptação americana seria ninguém menos que o consagrado e multifacetado David Fincher, um dos cineastas mais interessantes da atualidade. Com quatro indicações ao Oscar, incluindo melhor atriz para Rooney Mara (numa entrega ainda mais impressionante que Rapace no papel) e uma vitória em edição, dói no coração até hoje pensar que a Sony não teve a coragem de bancar as continuações que todos queriam ver e os envolvidos realizar (desde o diretor, até o elenco).

A Hora do Espanto

Fright Cinepop

Agora damos um salto abismal em qualidade. O lance é o seguinte, por mais que fossem produções cult queridas dos cinéfilos, os filmes suecos da trilogia Millenium não são tão conhecidos do grande público, e o filme de Fincher foi a entrada de muita gente neste universo. Aqui, o inverso acontece. Em especial os mais velhos guardam com muito carinho o sucesso que A Hora do Espanto (Fright Night, 1985) fez nos anos 80 – se tornando um inesperado acerto daquele verão nos EUA. Aqui também tínhamos um diretor de prestígio à frente da reimaginação: Craig Gillespie, que havia impressionado a cena indie com A Garota Ideal (2007) e depois seguiria para seu melhor filme, o ousado Eu, Tonya (2017). Hoje, o cineasta realiza blockbusters de qualidade, vide Cruella (2021); mas tal sucesso não foi obtido dez anos antes. As intenções do remake até são boas e criativas, ao trocar o clima fanfarrão típico dos anos 80, com direito a muito humor, por algo mais direto e soturno. O problema é que os personagens e suas dinâmicas são mal construídas, ao contrário do original, os diálogos são pouco inspirados, e as tentativas de humor e terror falham miseravelmente – novamente, ao contrário do original. o protótipo é bem melhor que o resultado.

Footloose

Footloose Cinepop

Creio estar sozinho numa ilha nesta, mas sou um dos defensores do remake deste clássico musical querido oitentista. Em minha opinião, sim a reimaginação de Footloose funciona. Bem, se formos seguir a cartilha do que fazer e do que não fazer numa refilmagem, podemos dizer que o novo filme não é muito ousado no sentido de divergir de ideias e conceitos do original. Assim como Millenium, a proposta aqui é seguir no molde do que foi feito antes, repetindo as mesmas batidas e mudando bem pouco. Ao contrário, digamos, do item acima, mais criativo em refazer muitas das estruturas do roteiro. O que esperamos, e o que o diretor Craig Brewer (que depois seguiu para dirigir os ótimos Meu Nome é Dolemite e Um Príncipe em Nova York 2) entrega é justamente o que diz o subtítulo deste filme: um ritmo contagiante. O cineasta imprime muita energia e musicalidade no longa. Tudo é mais rápido e vibrante, e era isso que precisava para uma nova versão de um filme cuja proposta é a explosão de uma música e dança reprimidas. Brewer faz a tela pegar fogo novamente, e tira de seu elenco muito carisma e química – em especial dos protagonistas Julianne Hough (uma dançarina na vida real) e Kenny Wormald. Se o filme de 1984 ficou datado e brega, essa é a solução à altura para mostrar que Footloose ainda pode ser legal.

A Coisa

Thing Cinepop

Já deu para notar a lista é composta por altos e baixos. E aqui temos um caso curioso. Tecnicamente, este The Thing (no original) se declara não como um remake, mas sim como um prequel (uma pré-sequência) do filme de John Carpenter de 1982, intitulado O Enigma de Outro Mundo. Esse filme, por sua vez, é uma refilmagem muito criativa e ousada – que pega os conceitos do original e os leva a lugares inimagináveis – da ficção B conhecida como O Monstro do Ártico (1951). Acontece é que o diretor holandês Matthijs van Heijningen Jr. entrega basicamente uma refilmagem do inspirador filme de Carpenter, repetindo quase cena a cena, ideia a ideia, tudo o que havia sido criado anteriormente, sem acrescentar quase nada em troca. O clima, dinâmica de personagens, caracterizações, cenário, design das criaturas, tudo é muito “clonado” de seu antecessor, o que faz o longa recair no território de uma reimaginação não intencional (ou subconscientemente intencional). A diferença mais notável é a troca do protagonista durão Kurt Russell por uma mulher, a jovem Mary Elizabeth Winsted que, embora se saia bem no papel, não é tão marcante, ainda mais servida por um material pouco inspirado. O sentimento deixado após a exibição é o de querer revisitar… o filme de Carpenter.

Conan – O Bárbaro

Conan Cinepop

Esse item recai ainda em outra categoria. O que são os reboots se nada mais do que uma refilmagem. Bem, os reboots podem ser consideradas as refilmagens mais criativas de Hollywood – pensando pelo aspecto de que nunca se repetem, pegam um conceito e criam algo diferente do zero a partir daquilo. Por exemplo, a versão feminina de Caça-Fantasmas (2016) pode ser chamada de tudo, mas ao menos soube levar o conceito para outro lugar. Já imaginou como seria se repetisse cena a cena cada momento do original? O mesmo pode ser dito dos novos filmes do Homem-Aranha, ou de qualquer super-herói como Batman e Superman. As novas investidas sempre resultam num produto diferenciado, para o bem ou para o mal. E por que não termos remakes assim de todos os filmes? Afinal, aquela história já foi contada no passado daquela maneira.

É a iniciativa tomada para este remake / reboot de Conan, baseado nos quadrinhos de Robert E. Howard. O filme original data de 1982, fez sucesso, colocou o nome de Arnold Schwarzenegger no mapa, e gerou uma continuação oficial (Conan – O Destruidor, 1984) e uma não declarada (Guerreiros de Fogo, 1985). Há dez anos, no auge da estreia de Game of Thrones, apenas um nome parecia o ideal para reviver Conan nas telonas: Jason Momoa. A questão, assim como no remake de A Hora do Espanto, é que o Conan 2011 parece resultar em muita “cobertura” e pouco “recheio”, dono de forte apelo visual, mas sem qualquer humanidade que o faça ressoar por mais de uma semana após o término de sua exibição – ou quem sabe mais que um dia.

As Caça-Fantasmas (2016) | Cinco Anos depois, por que o Blockbuster só com Mulheres não deu certo?

Ghostbusters – Mais Além estreou no último fim de semana nos cinemas do Brasil e pelo mundo. O filme é a continuação direta das amadas aventuras da década de 1980 e conta oficialmente como a terceira e tardia parte planejada para estrear após 1989, mas que por três décadas nunca saiu do papel. Todo o elenco original (bem, os que ainda estão vivos) retorna para uma muitos esperada (e adiada) passagem de bastão. O foco do novo filme não são os veteranos que aprendemos a amar nestes 37 anos (hoje todos na casa dos quase 70 anos de idade), mas sim na nova geração, pegando carona no estilo de filme que era muito popular nos anos 80: aventuras protagonizadas por crianças e pré-adolescentes. Stranger Things, programa extremamente popular da Netflix, se banha nessa fonte para atingir seu sucesso.

Para entrar no clima da tão aguardada nova aventura que resgata não apenas a franquia em toda a sua glória, mas também o espírito dos anos 80, resolvemos revisitar agora o reboot da franquia, protagonizado por quatro mulheres. Portanto, pegue sua mochila de prótons, reúna a turma e se prepare para voltar a caçar fantasmas por uma viagem incrivelmente nostálgica. Confira abaixo.

Leia também: Os Caça-Fantasmas (1984) | Relembre um Absoluto Ícone do Cinema Entretenimento

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Não é todo dia que temos o trailer de um filme no Youtube batendo o recorde de desaprovação (o infame não curti – ou dislike) por parte dos fãs. Mas de onde vem tanto ódio assim por um filme? Seria do fato de termos agora quatro mulheres como protagonistas ao invés de homens? Ou talvez o motivo tenha sido pela ideia final do longa não ser uma continuação dos amados filmes dos anos 80, mas sim um reinício que elimina da existência os anteriores? Passados cinco anos da estreia do controverso (As) Caça-Fantasmas, vamos dar mais uma olhada nesta produção para tentar compreender o que saiu tão errado. Para tal, precisamos voltar no tempo, lá para o final da década de 1980.

Recentemente, escrevi matérias sobre os bastidores de ambos os filmes da franquia: Os Caça-Fantasmas (1986) e Os Caça-Fantasmas 2 (1989). Talvez os mais novos não consigam mensurar hoje o que foi a marca Caça-Fantasmas após sua estreia em 1984. Mas é seguro dizer que se tornou uma verdadeira mania, em especial com os jovens da época – crianças e adolescentes. Assim, capitalizando em cima da marca, um desenho animado foi criado dois anos depois, em 1986, que manteve o produto no consciente popular, durando até 1991 de forma inédita, e algum tempo depois com as costumeiras reprises. Todo tipo de merchandising e produto licenciado usando a marca podia ser encontrado. E isso tudo antes do segundo filme estrear.

Leia também: Os Caça-Fantasmas 2 (1989) | Relembre a Sequência do Clássico – Desta vez mais voltado para as crianças

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Esse foi outro fator determinante para a franquia. Com tamanha febre da marca acontecendo, era basicamente um clamor público de que uma continuação para o filme fosse produzida. Mas aí tínhamos uma pedra pelo caminho: o “garoto enxaqueca” Bill Murray. Acontece que o ator e humorista havia se envolvido num atrito com o então presidente da Columbia Pictures, estúdio responsável pelos direitos da obra. E neste caso nem havia sido tanta culpa do ator problemático, inclusive. Se fosse tratado da forma correta, seria esperado que uma sequência para Os Caça-Fantasmas fosse lançada dois anos depois, ou até três, o que faria Os Caça-Fantasmas 2 ter estreado entre 1986 e 1987 – coincidindo com a estreia do cartoon. Mas foi só com a dança de cadeiras na presidência da Columbia em 1987, que o estúdio fez de sua prioridade a continuação de seu maior sucesso, logo a partir de 1988. Os Caça-Fantasmas 2 seria lançado em meados de 1989.

O segundo filme possui forte valor nostálgico para todos que cresceram com ele na infância, que o assistiram ainda criança nos cinemas (como este que vos fala) ou simplesmente os fãs incondicionais da franquia. Mas a verdade é que Os Caça-Fantasmas 2 já teve seu teor bastante alterado em relação ao original. Embora tenha recebido a mesma classificação etária da censura em relação ao original (no Brasil ambos tiveram censura livre / enquanto nos EUA ambos receberam censura PG – que significa algum material não adequado para crianças, sugerindo orientação parental), assim que foi descoberto seu forte público infantil, o novo filme tratou de diminuir o linguajar, as insinuações sexuais e inclusive o cigarro dos personagens; além de um design menos assustador dos fantasmas e assombrações, mais alinhado com os do desenho.

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O resultado do segundo filme, embora tenha ocorrido um hiato de cinco anos para sair do papel, não foi o esperado – e nem de longe espelhou o fenômeno do original. Os realizadores e elenco se viram desgostosos e desapontados, colocando assim uma pedra em cima desta franquia tão lucrativa. Porém, durante toda a década de 1990 e a seguinte de 2000 esforços foram feitos por parte dos roteiristas com diversas ideias e tratamentos do roteiro para que um Caça-Fantasmas 3 ocorresse. Uma das propostas do mentor por trás da marca, Dan Aykroyd, para um terceiro filme envolvia a equipe viajando para uma versão alternativa e infernal de Nova York. No entanto, esse conceito custaria absurdamente caro, com um orçamento inicial traçado por algo em torno de US$150 milhões, e isso em plena década de 1990 – ou seja, precisava ser algo mais contido.

Em outro momento, já no fim dos anos 2000, Aykroyd e Harold Ramis trabalhavam em outro dos variados roteiros. Nesta época, sempre que os roteiristas chegavam a um texto que possivelmente poderia ser a ideia para o terceiro filme, eram barrados por Bill Murray. Em um dos casos, os roteiristas responsáveis pela comédia fracassada Ano Um (2009), com Jack Black, dirigida por Ramis, sobre homens das cavernas, haviam assinado a história de um possível Caça-Fantasmas 3. Segundo o próprio Murray, ele sequer quis ler o texto, após assistir ao desastroso resultado de Ano Um. Outro boato era de que Murray em certos casos chegava ao ponto de rasgar alguns roteiros.

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O desenvolvimento “infernal” do terceiro filme se deu por um motivo. Durante o processo de negociação para Os Caça-Fantasmas 2, o trio de atores (Bill Murray, Dan Aykroyd e Harold Ramis), assim como o diretor Ivan Reitman, possuíam uma cláusula que os permitia um incrível poder de veto. Ou seja, o terceiro filme só sairia do papel se o roteiro fosse aprovado pelos quatro – mesmo que um deles optasse por não estar envolvido no projeto. Além disso, Reitman teria preferência na direção do filme, caso assim quisesse. E como sempre, Murray era o maior empecilho. O fato veio a público no infame caso dos vazamentos dos e-mails da Sony (ex-Columbia).

O mais perto que a equipe voltaria a se reunir foi para uma adaptação de um videogame lançado em 2009, que continuava os eventos após o segundo filme, e na época foi considerado por muitos fãs como o substituto para a terceira aventura do grupo nas telas – por usar muito de um dos roteiros planejados para o cinema como a terceira aventura. Para a empreitada, todos os atores originais retornaram para ceder suas vozes ao jogo.

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Com a morte de Harold Ramis em 2014, o diretor Ivan Reitman declarou oficialmente sua saída de qualquer projeto vindouro dos Caça-Fantasmas, afirmando que deixaria outra pessoa no comando do longa. Assim, a Sony iniciava o processo de busca por um diretor – com nomes como Phil Lord e Christopher Miller, Seth Rogen e Judd Apatow sendo considerados. Todos no fim das contas, desistiram com medo da eventual comparação com o original. Paul Feig igualmente abriu mão da vaga de primeira, mas foi convencido pela presidente do estúdio, Amy Pascal, a comandar a superprodução. O cineasta tinha como credenciais os sucessos Missão Madrinha de Casamento (indicado ao Oscar), As Bem Armadas e A Espiã que Sabia de Menos – todas comédias bem sucedidas de crítica e bilheteria, protagonizadas por mulheres. Assim, se tornava quase óbvia que a escolha de Feig na direção, um realizador acostumado a dar espaço e voz para protagonistas femininas, que o novo filme seria centrado em mulheres.

O maior problema, conceitualmente falando, em minha opinião e a de muitos fãs, foi a opção por uma refilmagem ao invés de uma terceira parte. Ao decidir eliminar a existência dos filmes anteriores queridos dos fãs mais fervorosos, os realizadores mexeram num verdadeiro vespeiro. O que os fãs queriam de verdade era um terceiro filme e não um remake. Quando percebemos que Feig teve à sua disposição todo o elenco original para participações especiais, fica mais evidente a oportunidade desperdiçada. A passagem de bastão para uma nova geração e a homenagem aos antigos realizada pelo novo Ghostbusters – Mais Além (2021) poderia ter ocorrido há cinco anos no filme com a equipe feminina. Seria interessante se cada membro veterano encontrasse uma substituta por conta própria, alguém dentro de seu próprio universo após todos estes anos. Dentro desta ideia, poderia ser mantido o fato de Ernie Hudson (Winston) ser o tio de uma delas, Patty (papel da humorista Leslie Jones).

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Ou seja, o grande problema de (As) Caça-Fantasmas (2016) está na falta de um roteiro verdadeiramente inspirado e não no fato de um elenco feminino ter sido escalado. Bem, ao menos não para, digamos, metade dos fãs que desaprovaram – a outra metade é simplesmente babaca e machista mesmo, sequer dando chance de conferir o resultado antes de julgar.

Protagonizando o filme, um time de atrizes e comediantes bem talentosas: Melissa McCarthy e Kristen Wiig (veteranas de Missão Madrinha de Casamento), e outras duas veteranas do humorístico Saturday Night Live, Leslie Jones e Kate McKinnon. Podemos notar que suas personagens foram moldadas a partir das personalidades originais. McCarthy é Aykroyd, Wiig é Murray, Jones é Hudson, e McKinnon é Ramis. Outro problema estrutural de roteiro é que temos as duas protagonistas (McCarthy e Wiig) como as personagens mais sérias, enquanto as piadas acabam com as outras duas que não possuem o mesmo destaque. Ao contrário do original em que Murray dominava como o cético piadista, sempre contrabalanceando a seriedade. Fora isso, existia humanidade em todos os personagens. Já no elenco feminino, suas esquisitices e diálogos soam forçados, como se fossem personagens num filme (ou desenho animado), ao contrário de gente de verdade – como nos originais.

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Antes do quarteto principal ser escolhido, outras atrizes foram cogitadas para protagonizar o filme. Uma delas foi a estrela vencedora do Oscar Emma Stone, que recusou a proposta por não querer se “amarrar” a uma grande franquia novamente após ter estrelado os filmes da série O Espetacular Homem-Aranha, em 2012 e 2014. A atriz havia sido recomendada ao projeto pelo colega Bill Murray, que trabalhou com ela em Zumbilândia (2009). Outra que quase esteve no filme foi Anne Hathaway (vencedora do Oscar); segundo reportado a atriz esteve vinculada durante a fase de pré-produção para viver uma personagem que seria chamada Dra. Anna. Outras consideradas foram Anna Faris, Jennifer Lawrence (novamente, uma vencedora do Oscar) e Rebel Wilson. O fato prova que à princípio a preferência era por atrizes premiadas acima de comediantes. O que traria um aspecto talvez menos infantilizado ao filme.

(As) Caça-Fantasmas estreou no dia 15 de julho de 2016, em meio a uma problemática de ataques de fãs que simplesmente não queriam este filme – terminando por se agarrar a uma causa feminista (quem não gostasse do filme era instantaneamente acusado de machismo e misoginia). O filme arrecadou US$65 milhões em seu fim de semana de lançamento, mas não conseguiu, por exemplo, derrubar do pódio a animação Pets – A Vida Secreta dos Bichos (que havia estreado na semana anterior), debutando em segunda posição do ranking. O longa terminou sua jornada com um faturamento de US$229 milhões mundiais e críticas mistas – com a maioria dos avaliadores homens tendo medo de “contra-ataques”.

Com tamanha negatividade, o estúdio achou por bem segurar a intenção de uma sequência que continuasse essa linha narrativa; mesmo que as cenas pós-créditos deixassem um gancho mais que óbvio para tal. No fim das contas, mesmo com todas as referências que usou homenageando os filmes originais, a lição talvez aprendida pela Sony e os realizadores foi passar a ouvir os fãs e usar isso a seu favor e a favor de qualquer produto mirado a eles.

Crítica | Deserto Particular – Representante do Brasil no Oscar mostra que o amor pode florescer em terreno árido

Desde o lançamento do ótimo thriller Para Minha Amada Morta (2015) que o baiano-curitibano Aly Muritiba vem se mostrando um cineasta cada vez mais produtivo e inquieto. Seja depois no cinema com Ferrugem (2018) e Nós por Nóis (2018), ou mesmo na TV e demais serviços de streaming ao emplacar os hits Carcereiros (2018) e O Caso Evandro (2021). Só esse ano, além da já citada série documental do Globoplay, Muritiba apresenta dois longas inéditos: a comédia cheia de estilo Jesus Kid e aquele que talvez seja o melhor filme de sua carreira até aqui, Deserto Particular. Após ser ovacionada na Itália durante o Festival de Veneza e faturar diversos prêmios ao redor do mundo, a produção foi selecionada pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Visuais para representar o Brasil no Oscar 2022 na categoria Melhor Filme Internacional.

A essa altura, o tipo de pergunta mais óbvia que surge e se repete é se Deserto Particular vai mesmo atender às expectativas, algo que sempre esbarra na margem da percepção particular, sobretudo pelos valores morais e conceitos sociais que carregamos e absorvemos ao longo da vida. Entretanto, mesmo que as ponderações presentes sejam contrárias para alguns, é praticamente impossível ficar indiferente ao que a obra discute com muito respeito e sensibilidade. Não tem jeito, por mais cotidianas que sejam, as relações humanas fascinam e despertam, naturalmente, o interesse do indivíduo, muito por nossas almas serem alimentadas por vivências. E quando nos deparamos então com situações atípicas dentro daquilo que a sociedade construiu como regra, acontece o que muitos chamam de um erro na Matrix.

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Produzido durante seis anos e filmado em dois estados, a trama, incialmente, aparenta ser na verdade simplória ao trazer a rotina do curitibano Daniel (Antônio Saboia), filho de um ex-militar reformado que sofre de Alzheimer e precisa de cuidados integrais. Daniel também era um policial respeitado, mas foi afastado da corporação por extrapolar na violência e deixar um garoto em coma, tendo agora que se revezar entre fazer bicos de segurança particular e cuidar do pai. Esse dia-a-dia transforma a vida do sujeito num vazio que só é preenchido quando ele se corresponde com Sara, sua paixão virtual que mora no interior da Bahia. Daniel nunca a viu pessoalmente, mas está perdidamente apaixonado. Tudo muda quando Sara descobre o tal incidente policial e para de responder as mensagens do amado, deixando Daniel no total desespero. Sem pensar muito, ele parte sozinho numa viagem de carro do sul para o nordeste e, no lugar, algo absolutamente inusitado acontece e tudo muda completamente.

E muda pra valer, inclusive toda estrutura e atmosfera, pois, a partir daí, o filme que em outrora era um drama se transforma numa história de amor intensa, dolorosa e proibida. Sara acaba se tornando a grande protagonista do longa e a pequena cidade de Sobradinho serve como uma espécie de microcosmo que reflete o Brasil subdesenvolvido, que teima evoluir tanto do ponto de vista econômico quanto social. É preciso entender que todo primeiro ato tem basicamente a função de humanizar a figura de Daniel e demonstrar suas nuances. Vemos que o homem capaz de espancar alguém também é o mesmo que cuida do pai e tenta ser o cauteloso irmão mais velho – ainda que sempre exiba um preconceito latente ao reprovar o relacionamento homoafetivo da irmã, não abrindo margem nem mesmo para o diálogo.

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Bem como a segunda metade serve para conhecermos a fundo a vida e a visão de mundo da Sara – e aqui aviso sobre o possível spoiler que pode tirar um pouco do impacto de Deserto Particular, pois, caso não queira saber, siga para o próximo parágrafo. Em suma, Sara é na verdade interpretada pelo jovem ator Pedro Fasanaro que se entrega por inteiro e constrói uma figura tridimensional que é física e sentimental. Saída do texto pontual e também detalhista do próprio Aly Muritiba, Sara não é o típico arquétipo de uma pessoa transexual que veio de um interior bruto dominado pelas leis da igreja. De dia a Sara vira Robson, um rapaz que realiza trabalho braçal e se enturma, naturalmente, em meio aos companheiros de equipe. Porém sem jamais perder a sua essência ou negar aquilo que sente, se mostrando um personagem fascinante de várias maneiras, sobretudo quando expõe para Daniel o que pensa e aprendeu sobre o curso da vida. Aliás, o paralelo criado entre a vida de Sara e um reservatório de água que, a qualquer momento, pode romper-se e ganhar o mar é o tipo de sacada que beira a excelência e faz o roteiro de Muritiba ganhar ainda mais pontos e contornos.

Esteticamente distante das produções sudestinas, Deserto Particular não tem medo de ser sujo em meio a toda aridez do Juazeiro baiano. Coleciona diversos planos abertos e se orgulha do cenário natural que exibe como uma verdadeira galeria de quadros, paisagens que casam perfeitamente com o dilema abordado. Aliás, o filme separa um dos andamentos mais lindos e marcantes que a cinematografia nacional produziu recentemente, quando Daniel e Sara dançam coladinhos ao som de Bonnie Tyler e o seu clássico brega Total Eclipse of the Heart, canção que surge com a força e a classe de uma poesia escrita por Pablo Neruda. Dificilmente você vai esquece-lo após conferir a cena em questão, especialmente quando o realizador consegue criar uma rima narrativa que se liga aos créditos finais, e que também tem a ver com a ideia de o rio escorrer para o mar. Um trabalho primoroso que coloca Aly Muritiba entre os cineastas contemporâneos mais interessantes do cenário brasileiro.

Texto originalmente publicado durante a cobertura do festival Cine PE 2021.

‘Reação em Cadeia’: Filme brasileiro estilo ‘Velozes e Furiosos’ ganha data de estreia na Amazon Prime; Confira o trailer!

A Amazon Prime finalmente anunciou quando ‘Reação em Cadeia‘, filme brasileiro de ação no estilo ‘Velozes e Furiosos‘, será lançado em seu serviço de streaming.

O longa irá estrear na plataforma no dia 27 de novembro.

Confira o trailer:

O filme é dirigido por Marcio Garcia e estrelado por Monique Alfradique, Bruno Gissoni, André Bankoff, Victor Lamoglia, entre outros.

Guilherme (Bruno Gissoni) é auditor de uma grande empresa e quando descobre desvio de dinheiro, ganha uma promoção: auditor interno “criativo”. O que ele não imaginava era o peso que essa criatividade teria em sua carreira.

Ao se envolver emocionalmente com Lara (Monique Alfradique), uma antiga namorada de colégio, ele acaba entrando em uma cilada ainda maior ao descobrir que a jovem namora o problemático Zulu (André Bankoff). Para tentar livrar-se da dívida do namorado, Lara envolve Guilherme em um esquema criminoso.

Lavagem de dinheiro e tráfico de drogas: como o auditor irá se livrar desses dois problemas que envolvem diretamente com a polícia federal?

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’12 Dates Of Christmas’: Solteiros buscam o par ideal no novo reality da HBO Max; Confira o trailer!

As duas primeiras temporadas do reality ‘12 Dates Of Christmas‘ já estão disponíveis no catálogo brasileiro da HBO Max.

Na produção, três solteiros extremamente românticos estão em uma jornada para encontrar aquela pessoa especial para trazer para casa nas férias.

Confira o trailer:

Natasha Rothwell é responsável pela narração dos episódios.

‘Legends of Tomorrow’: 7ª temporada retorna em JANEIRO; Confira a promo!

The CW divulgou a promo oficial do oitavo episódio da 7ª temporada de Legends of Tomorrow.

O vídeo também anuncia que o próximo capítulo será exibido apenas em 12 de janeiro de 2022, marcando o retorno do ciclo.

Keto Shimizu é o atual showrunner da série.

Uma equipe de heróis e vilões ajuda a evitar desastres no universo que poderia afetar não apenas a Terra, mas também o próprio tempo.

O elenco conta com Caity Lotz, Tala Ashe, Jes Macallan, Olivia Swann, Adam Tsekhman, Shayan Sobhian, Lisseth Chavez, Amy Louise Pemberton, Nick Zano e Matt Ryan.

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Elle Woods será mãe em ‘Legalmente Loira 3’

Legalmente Loira 3‘ teve sua estreia marcada para maio de 2022, e a executiva da MGM, Pamela Abdy, falou sobre o enredo da sequência e revelou que a história vai começar com Elle Woods aos 40 anos e como uma mãe com uma carreira de sucesso.

“Está realmente acontecendo. Mindy Kaling e Dan [Goor] estão escrevendo agora para Reese [Witherspoon] estrelar. Estamos todos desenvolvendo juntos. Como será Elle Woods aos 40? Elle é uma mãe com uma carreira próspera. Estamos ansiosos para ver o roteiro chegar em algum momento do primeiro trimestre.”, afirmou.

A roteirista Mindy Kaling (‘Late Night’, ‘The Office’) também revelou alguns detalhes sobre o projeto.

“Eu amo muito a franquia. Eu amo Elle Woods como personagem e quando Reese me pediu para escrevê-la, eu fiquei tipo, Com certeza!’”, disse Kaling.

Kaling acrescentou que mal pode esperar que as pessoas vejam Reese Witherspoon como Elle Woods aos 40, contra como ela era aos 21. Ela disse que tem sido “muito divertido” de imaginar.

MGM fica responsável pelo projeto. Dan Goor também colabora com o roteiro da continuação.

Detalhes sobre a trama não foram divulgados, mas o novo filme trará uma “abordagem totalmente nova e revigorante” à franquia, cujo o primeiro capítulo foi originalmente roteirizado por Kirsten “Kiwi” Smith e Karen McCullah.

Recentemente, Witherspoon falou sobre o novo capítulo, em uma entrevista ao ET! Online:

“Ai, vai ser tão divertido!. Eu tive que ir a uma reunião no outro dia para conversamos sobre todos os novos pontos da trama, todos os personagens que retornam e as novas adições. Na reunião eu já fiquei rindo e muito animado. Posso prometer que vai ser muito bom,” ela afirmou.

‘Batwoman’: 3ª temporada retorna em JANEIRO de 2022; Confira a promo do próximo episódio!

A CW divulgou a promo oficial do 8º episódio da terceira temporada de Batwoman.

O vídeo também anuncia que o retorno do ciclo está marcado para o dia 12 de janeiro de 2022, data em que o próximo capítulo será exibido.

Confira:

Criada por Caroline Dries, a série faz parte do Universo Compartilhado da DC nas telinhas, conhecido como o Arrowverse.

A trama segue Kate Kane e Ryan Wilder, enquanto elas lutam para enfrentar seus demônios se tornando vigilantes, combatendo o crime na cidade de Gotham.

O elenco conta com Javicia Leslie, Rachel Skarsten, Meagan Tandy, Nicole Kang, Camrus Johnson, Robin Givens, Nick Creegan e Victoria Cartagena.

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Que FOFURA! Assista ao emocionante trailer de ‘A Fita Cassete’, filme da Netflix que é uma viagem aos anos 90

A Netflix divulgou o trailer do fofo ‘A Fita Cassete‘, que é uma viagem direto para os anos 90.

Assista:

Em 1999, a jovem Beverly encontra uma fita quebrada gravada pelos pais falecidos. Então ela vai atrás das músicas – e aprende mais sobre a mãe e o pai.

Estrelado por Gemma Brooke Allen, o elenco também conta com Julie Bowen, Audrey Hsieh, Olga Petsa, Jackson Rathbone e Nick Thune.

O filme é dirigido por Valerie Weiss, que assina alguns episódios da série ‘Outer Banks‘.

A estreia acontece dia 3 de dezembro.