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Zoey Deutch e Nick Robinson no FOFO trailer da comédia romântica ‘Mensagens para Isabelle’

Netflix divulgou hoje (19) o trailer oficial de Mensagens para Isabelle (‘Voicemails for Isabelle’), comédia romântica estrelada por Zoey Deutch (‘Nouvella Vague’) e Nick Robinson (‘Com Amor, Simon’).

A produção chega à plataforma de streaming no dia 19 de junho.

Confira:

O longa é escrito e dirigido por Leah McKendrick.

Na trama…

Jill deixa mensagens de voz para sua irmã falecida, contando-lhe sobre sua vida caótica em São Francisco. Sem saber, um misterioso corretor de imóveis de Austin começa a receber suas confissões.

Nick OffermanLukas GageHarry Shum Jr.Ciara BravoSpencer LordGil BellowsTanis Dolman também fazem parte do elenco.

‘Dark Horse’: Trailer da cinebiografia de Bolsonaro VAZA e traz ex-presidente usando motosserra e muitas conspirações

O trailer de cinebiografia sobre Jair Bolsonaro intitulada ‘Dark Horse‘, vazou na internet.

O vídeo é repleto de diálogos aguçados, conspirações, frases de efeitos e tem até o ex-presidente empunhando uma motosserra.

O trailer foi apresentado hoje a parlamentares do PL.

Assista:

O cineasta Cyrus Nowrasteh comentou recentemente sobre o projeto, descrevendo-o como “um tenso thriller político sobre poder, mídia e fé sob ataque”.

“Desde o início, quando Mario me procurou com a história de Dark Horse, o projeto foi concebido não apenas como um retrato biográfico, mas como um thriller político tenso sobre poder, mídia e fé sob ataque, com relevância cultural não apenas no Brasil, mas em todos os países”, afirmou Nowrasteh, conforme o Deadline.

O diretor acrescentou que a trama foca na resiliência do sistema político: “A história da improvável ascensão de Jair Bolsonaro e da tentativa contra sua vida em 2018 ofereceu uma estrutura para explorar até onde sistemas enraizados irão para se preservar, e como um político pode se tornar o recipiente das esperanças e medos de uma nação. Dark Horse convida o público a entrar nessa tensão, em vez de resolvê-la por eles”.

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Jair Bolsonaro, que presidiu o Brasil entre 2019 e 2023, cumpre atualmente uma pena de 27 anos de prisão sob a acusação de liderar uma conspiração para impedir a posse de seu rival, Luiz Inácio Lula da Silva — acusações que são contestadas por seus aliados.

“Inspirado em fatos reais, Dark Horse acompanha Jair Bolsonaro, um controverso outsider que ascende de obscuro capitão do Exército a favorito populista à presidência em um Brasil profundamente polarizado, apenas para enfrentar uma tentativa mortal de assassinato que transforma sua luta contra um sistema corrupto em uma batalha por sobrevivência, verdade e pela alma de uma nação”, diz a sinopse.

O lançamento global de ‘Dark Horse’ nos cinemas está previsto para o dia 11 de setembro de 2026.

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O longa é estrelado por Jim Caviezel (‘A Paixão de Cristo’), além de Esai Morales (‘Missão: Impossível – O Acerto Final’), Lynn Collins (‘John Carter – Entre Dois Mundos’) e Felipe Folgosi.

Cyrus Nowrasteh assume a cadeira de direção. Mário Frias, Secretário Especial da Cultura durante a gestão Bolsonaro, ficou responsável pelo roteiro.

Mais informações não foram reveladas.

‘Grey’s Anatomy’ ganhará novo spin-off médico ambientado no Texas

O universo de ‘Grey’s Anatomy’ continuará se expandindo na televisão. A emissora ABC encomendou diretamente, sem passar pela fase de aprovação de piloto, um novo drama médico derivado da produção de maior sucesso do canal. Ainda sem título oficial definido, o projeto é cocriado, escrito e produzido pela mente por trás da série original, Shonda Rhimes, em parceria com a atual showrunner do drama médico, Meg Marinis.

De acordo com informações do portal Deadline, a produção, que tem estreia agendada para 2027, contará também com a estrela Ellen Pompeo na equipe de produção executiva, repetindo a parceria com a Shondaland e a 20th Television.

O anúncio marca o quarto capítulo televisivo da franquia, que já contou com os aclamados spin-offs Private Practice e Station 19. No entanto, a nova série promete quebrar a tradição ao ser a primeira produção a deixar o cenário da Costa Oeste ou de grandes metrópoles, mudando-se para o coração do país, e também por não usar um personagem remanescente da série principal como protagonista.

A trama é descrita pelos bastidores como um drama intenso focado em uma equipe médica que opera em um centro de saúde rural no oeste do Texas, funcionando literalmente como a última esperança de atendimento para os pacientes antes de quilômetros de um completo vazio geográfico.

Em nota oficial, Meg Marinis celebrou a oportunidade de explorar novas dinâmicas narrativas dentro da franquia que comanda.

“Estou incrivelmente animada para expandir o universo de Grey’s Anatomy”, disse Marinis. “Esta oportunidade trará novos personagens e histórias à vida que incorporarão o mesmo coração, emoção e conexão que o público ama da Grey’s há mais de duas décadas, tudo ambientado no meu estado natal, o Texas. Sou muito grata à Shonda Rhimes por criar esse mundo dinâmico e me sinto muito sortuda por poder fazer parte disso”.

O novo spin-off carrega um significado histórico para os fãs da franquia, pois marca o retorno oficial de Shonda Rhimes à função de roteirista no universo de ‘Grey’s Anatomy’ pela primeira vez desde o devastador e icônico episódio “How to Save a Life”, da 11ª temporada, que culminou na morte de Derek Shepherd.

Nos bastidores técnicos, a ABC estuda se Meg Marinis assumirá o cargo de showrunner de ambas as séries simultaneamente, uma estratégia que já funcionou no passado quando Krista Vernoff liderou ‘Grey’s Anatomy’ e Station 19 ao mesmo tempo.

A contagem exata de episódios da primeira temporada não foi revelada, mas analistas de mercado esperam que a produção siga o formato recente de lançamentos de midseason da ABC, abrindo sua história com uma temporada mais enxuta de nove episódios.

‘O Mandaloriano e Grogu’: Jon Favreau revela grandes planos para o futuro de “Baby Yoda”

A aguardada ficção científica ‘O Mandaloriano e Grogu’ (The Mandalorian & Grogu) estreia esta semana nos cinemas, trazendo o mais novo capítulo da icônica saga espacial de Din Djarin e seu fiel companheiro, popularmente conhecido pelo público como Baby Yoda. Em meio ao clima de estreia, o cineasta Jon Favreau revelou que já planejou a longo prazo o futuro do pequeno alienígena dentro do universo criado por George Lucas.

De acordo com declarações publicadas pelo portal SffGazette, o diretor confirmou que o futuro narrativo do personagem é vasto, especialmente devido à biologia de sua raça:

“Criativamente, tenho muitos planos e muitas ideias para esses personagens, especialmente para Grogu. Grogu é um personagem cuja espécie vive por séculos. Ele está em um caminho para ser tanto Jedi quanto Mandaloriano. Está tomando certas decisões e fazendo escolhas, além de agora ter um grande mestre. Conforme ele cresce e evolui, existem oportunidades para histórias surgirem a partir disso”, afirmou.

Favreau analisou a bagagem cultural e mística que o pequeno acumulou ao longo dos anos, destacando que sua formação foge do padrão visto na trilogia prelúdio, mas conta com mentores de peso na galáxia:

“Ele não está seguindo o caminho tradicional de um jovem Jedi, mas treinou com alguns dos melhores mestres Jedi que existem. Sabemos com certeza que ele treinou com Luke Skywalker. Há também implicações de que talvez tenha cruzado com Yoda, porque ele reconhece o nome dele, ao menos é isso que sugerimos. E ele também esteve no Templo Jedi antes da Ordem 66”, acrescentou.

O cineasta também reforçou que a conexão de Grogu com a Força respeita a mitologia clássica estabelecida nos cinemas, onde o poder exige dedicação contínua, mesmo sem a presença física de um tutor em tempo integral:

“Grande parte disso vem das conversas com Dave Filoni e, por consequência, do que ele aprendeu com George Lucas: a Força depende de treinamento. É sobre refinamento, como uma habilidade atlética ou qualquer outro talento. E vemos que, embora Grogu não esteja servindo diretamente alguém que o ensine, ele claramente continua meditando e seguindo algum tipo de disciplina Jedi”, destacou.

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Por fim, o diretor traçou um paralelo direto entre o amadurecimento do pequeno herói e a própria jornada de Luke Skywalker na trilogia original de Star Wars, justificando o aumento de suas habilidades na nova produção:

“Acho que o uso da Força por parte dele realmente evoluiu bastante. Luke Skywalker também não treinou por muito tempo com Obi-Wan, mas ainda assim conseguiu aprimorar suas habilidades. Então acredito que isso faz parte do caminho disponível para Grogu, baseado no que já aprendemos nos filmes anteriores de Star Wars, concluiu.

O Mandaloriano e Grogu‘ será lançado nos cinemas nacionais no dia 21 de maio.

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Jon Favreau, criador da série de sucesso ‘The Mandalorian‘, é responsável pela direção.

Ele também assina o roteiro ao lado de Dave Filoni (‘Ahsoka’).

Além de Pedro Pascal (‘The Last of Us’), o elenco ainda conta com Sigourney Weaver (‘Aliens, o Resgate’) como Ward, líder dos Adelphi Rangers da Nova República; Jeremy Allen White (‘O Urso’) como Rotta the Hutt, filho do Jabba the Hutt; e Jonny Coyne (‘O Vingador Tóxico’) como o Senhor da Guerra Imperial.

Primeiras impressões de ‘Mestres do Universo’ prometem ÉPICO divertido e nostálgico; Confira as reações!

Com estreia programada para o dia 4 de junho, as primeiras impressões do aguardado live-action de ‘Mestres do Universo‘ já foram divulgadas – e são extremamente positivas.

O longa está sendo aclamado dos críticos, que elogiaram o tom divertido da produção – além de nunca se levar a sério demais, o filme traz um espetáculo visual nostálgico que dá vida à icônica franquia de forma vibrante.

Confira as reações dos críticos:

“O charme despojado de ‘Mestres do Universo’ me conquistou. Uma experiência colossalmente épica. O live-action tem um tom autoconsciente ao estilo ‘Guardiões da Galáxia’ e uma mensagem radical em sua essência. Nicholas Galitzine e Camila Mendes arrasaram. […] O diretor Travis Knight demonstra uma genuína reverência por todas as encarnações do He-Man, desde os bonecos de ação até as animações. Cheguei a me emocionar em um determinado momento.”

Nicholas Galitzine está impecável em ‘Mestres do Universo’, mas é seu timing cômico que rouba a cena. Assumidamente caricato, repleto de referências aos anos 80 (a trilha sonora!), e Jared Leto exagera na interpretação vocal como Esqueleto. Um pouco extravagante, mas, em sua maior parte, diversão para toda a família.

“Adorei ‘Mestres do Universo’ – uma das maiores surpresas do ano para mim. Sou muito fã de várias pessoas envolvidas, mas [a franquia] nunca foi muito a minha praia quando eu era mais novo. Além disso, baseado no que eu sei do material original, parecia um filme extremamente desafiador de se fazer. Mas Travis Knight e sua equipe conseguiram! Fui completamente arrebatado por essa aventura super vibrante, estranha e alegre. É totalmente absurdo, mas o absurdo funciona quando o elenco e a equipe entendem completamente o tipo de filme que estão fazendo e se dedicam totalmente para dar vida a ele.”

“Eu AMEI ‘Mestres do Universo’! É uma verdadeira declaração de amor a tudo relacionado ao He-Man, além de ser um filme de fantasia/ficção científica lindo e bombástico que agrada a todos e não esconde suas emoções. É inacreditável que esse filme exista, mas estou muito feliz por isso. Passei o filme inteiro com um sorriso enorme no rosto.”

“Verdadeiramente épico! ‘Mestres do Universo’ captura a magia dos desenhos animados clássicos dos anos 80 com visuais modernos, ação empolgante e batalhas cheias de adrenalina que vão te arrepiar. Uma aventura de fantasia nostálgica que lembra aos adultos o que tornou os desenhos animados de sábado de manhã tão lendários.”

“‘Mestres do Universo’ revive a magia dos desenhos animados de sábado de manhã com muita ação, risadas bobas e muita emoção! Eternia parece a arte da capa de Rudy Obrero ganhando vida em toda a sua glória tecnicolor.”

“‘Mestres do Universo’ é pura diversão. Nicholas Galitzine traz uma doçura ao Adam Glenn que torna sua interpretação de He-Man memorável e também uma visão fascinante da masculinidade. Diversão garantida!”

“‘Mestres do Universo’ é tudo o que essa criança dos anos 80 queria e muito mais. É gloriosamente exagerado, incrivelmente divertido e pura alegria do começo ao fim. Travis Knight entendeu perfeitamente a missão e entregou exatamente o que os fãs da franquia estavam esperando. Nicholas Galitzine está perfeito no papel de He-Man, e todo o elenco abraça a cafonice enquanto se diverte horrores. ‘Mestres do Universo’ pode muito bem ser a maior surpresa do verão. É simplesmente sensacional!”

“A melhor parte de ‘Mestres do Universo’ é que o filme abraça completamente suas raízes como um desenho animado exagerado dos anos 80 que ganha vida. O live-action nunca se leva muito a sério, se entrega totalmente ao lado mais brega e exibe com orgulho suas emoções. Em vez de tentar modernizar demais a franquia, ele resiste a essa ideia e é muito melhor por isso.”

Na trama, após 15 anos separados, Príncipe Adam (Nicholas Galitzine) é guiado pela Espada do Poder até o seu lar em Eternia, que está sob o domínio do cruel Esqueleto (Jared Leto). Para salvar a todos, ele vai ter que aceitar o seu destino como He-Man, o homem mais poderoso do mundo, e contar com a ajuda de seus aliados, Teela (Camila Mendes) e Duncan / Mentor (Man-At-Arms, Idris Elba).

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Em Mestres do Universo, o diretor Travis Knight traz a lendária franquia de volta às telonas nesta épica aventura live-action.

O roteiro é assinado por Chris Butler, baseado em rascunhos iniciais de David Callaham e Aaron Nee.

No elenco principal, temos:

‘Mestres do Universo’: Diretor diz que Esqueleto é a “personificação da masculinidade tóxica”

O elenco conta ainda com Sam C. Wilson (Mandíbula), Hafthor Bjornsson (Homem-Cabra), Kojo Attah (Tri-Klops) e Jóhannes Haukur Jóhannesson (Fisto).

Zumbis atacam no trailer LEGENDADO de ‘Zona Zero’, novo TERROR pós-apocalíptico do diretor de ‘Invasão Zumbi’

A Paris Filmes divulgou o trailer legendado do terror pós-apocalíptico ‘Zona Zero‘ (Colony), próximo filme do diretor Yeon Sang-ho (‘Invasão Zumbi’).

Na trama, uma conferência de biotecnologia se transforma em caos quando um vírus que sofre rápida mutação transforma os infectados, forçando as autoridades a isolar as instalações com os sobreviventes presos lá dentro.

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O elenco contará com Gianna Jun (‘Caçadores de Vampiros’), Jun Ji-hyun (‘Kingdom’), Shin Hyun-been (‘Hospital Playlist’), Ji Chang-wook (‘O Pior do Mal’) e Koo Kyo-hwan (‘Parasyte: The Grey’).

O projeto está sendo descrito como “o ápice do universo de Yeon Sang-ho, que começou por ‘Invasão Zumbi'”, mas não está claro se a produção se passará no mesmo universo da popular franquia.

‘Gable’: Astro de ‘Peaky Blinders’ viverá lendário medalhista olímpico em cinebiografia

O astro Finn Cole irá protagonizar ‘Gable’, cinebiografia que contará a extraordinária história real do lendário lutador olímpico e medalhista de ouro Dan Gable. De acordo com o Deadline, os atores Ben Foster, Leslie Bibb e KJ Apa também foram oficialmente confirmados no elenco do longa.

O longa-metragem acompanhará a trajetória de superação do atleta, um jovem da classe trabalhadora de Waterloo, Iowa, que enfrentou uma tragédia familiar inimaginável antes de se consagrar como um dos competidores mais dominantes da história dos esportes de combate. Ao longo do ensino médio e de sua passagem pela faculdade, Gable acumulou um impressionante cartel de 181 vitórias e apenas uma única derrota, culminando em confrontos históricos contra a temida delegação soviética durante o auge da Guerra Fria.

O comando da produção ficará a cargo do diretor Jon Greenhalgh, indicado ao Emmy de Notícias e Documentários pelo aclamado Team Foxcatcher, da Netflix.

O cineasta assina o roteiro em parceria com Michael Wallach e destacou o foco íntimo que pretende dar à narrativa: “Dan é lendário por seu treinamento implacável. Mas este é um filme sobre o que existe por trás dessa aparência de ferro”.

Considerado um dos maiores lutadores de todos os tempos, Dan Gable conquistou dois títulos da NCAA pela Universidade Estadual de Iowa e ganhou a medalha de ouro nas Olimpíadas de Munique, em 1972, sem ceder um único ponto aos adversários em suas seis lutas.

Após encerrar sua carreira competitiva nos tatames, ele fez história também como treinador principal da Universidade de Iowa, acumulando um recorde avassalador de 355 vitórias, 21 derrotas e 5 empates, além de faturar 15 campeonatos da NCAA. O legado rendeu a Gable introduções nos Halls da Fama Olímpico dos EUA e da Luta Livre, culminando com o recebimento da Medalha Presidencial da Liberdade em 2020.

A produção é liderada por Shaun Redick e Yvette Yates Redick, nomes por trás de obras premiadas e de grande impacto comercial como Infiltrado na Klan,Corra!’ eDupla Jornada, por meio da produtora Impossible Dream Entertainment.

Para traduzir a intensidade do esporte com o máximo de realismo nas telas, a equipe recrutou especialistas de alto nível do cenário esportivo, como revelou o produtor Shaun Redick:

“Em Gable, temos um coordenador de dublês de nível mundial, Steve Brown, que também foi um lutador All-American. Ele está trabalhando ao lado do diretor e do campeão universitário Zack Esposito para levar o público aos momentos brutais e cheios de ação de uma maneira nunca vista antes”, afirmou.

A produtora Yvette Yates Redick, por sua vez, ressaltou que o núcleo dramático do filme reside nos laços afetivos que mantiveram o atleta de pé nos momentos mais sombrios:

“O que mais me tocou pessoalmente, especialmente como mãe, foi o peso carregado por essa família. Por trás das conquistas de Dan existe uma história profundamente humana sobre resiliência, conexão e encontrar propósito uns nos outros”, acrescentou.

Gable contará ainda com Andy Barth e Graham Manley na produção executiva, enquanto Nate Adams e David Gould completam o time de produtores.

Última temporada de ‘Power Book III: Raising Kanan’ ganha trailer e data de estreia; Confira!

O canal Starz divulgou o trailer completo da 5ª (e última) temporada da série derivada ‘Power Book III: Raising Kanan‘.

Além disso, foi confirmado que o ciclo final estreará no dia 12 de junho.

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Anteriormente, o showrunner Sascha Penn confirmou que o encerramento da série já fazia parte do plano desde o início: “Foi sempre minha intenção que ‘Raising Kanan’ tivesse cinco temporadas, e graças aos meus amigos e parceiros na Starz e na Lionsgate, assim como ao elenco incrível, à equipe e aos roteiristas, pude contar toda a história que comecei a escrever lá em 2019. Dito isso, com o que preparamos neste final de temporada e a inevitável introdução de Breeze, ainda temos uma temporada excepcionalmente intensa e cheia de ação pela frente. Garanto que os riscos para Kanan e toda a família Thomas nunca foram tão altos”. 

Criada por Penn, a série é o terceiro spin-off do universo de ‘Power‘.

A produção é uma pré-sequência que segue os primeiros anos de Kanan Stark, o personagem interpretado pelo Curtis “50 Cent” Jackson na série original.

O elenco conta com Mekai Curtis, Antonio Ortiz, London Brown, Patina Miller, Malcolm Mays, Hailey Kilgore, Jo-Vaughn Scott e Toby Sandeman.

Lili Reinhart, de ‘Riverdale’, estrelará novo TERROR do diretor de ‘Animais Perigosos’

De acordo com o Deadline, Lili Reinhart (‘Riverdale’) foi confirmada no elenco de ‘The Mannequin‘, novo terror do diretor Sean Byrne (‘Animais Perigosos’).

Ela se junta à atriz Melissa Leo (‘Passageiro do Mal’), previamente anunciada.

Detalhes sobre a trama não foram divulgados, mas o projeto está sendo descrito como um “thriller de terror intenso focado em um serial killer”.

Anteriormente, o diretor havia comentado sobre o que podemos esperar do longa: “Já vimos outros filmes com assassinos em série, mas este projeto será ainda mais intenso — perturbador, eletrizante e ancorado pela atuação destemida de Melissa Leo, culminando em uma reviravolta chocante que o público não conseguirá prever.”

William Woods, Maddy Falle e Kristian Moliere servem como produtores.

As filmagens estão programadas para começarem nos próximos meses.

Novas informações devem ser divulgadas em breve.

Michael Fassbender retorna no trailer da 2ª temporada de ‘A Agência’, série de espionagem da Paramount+

A Paramount+ divulgou o trailer completo da 2ª temporada de ‘A Agência‘, série de espionagem estrelada por Michael Fassbender (‘Código Preto’).

Traído, comprometido e assombrado pela mulher que não conseguiu salvar, o mundo do agente da CIA Martian desmorona quando uma caçada a um informante mergulha a Unidade de Londres no caos. À medida que as lealdades se fragmentam, a verdade se torna uma arma – e a única saída para Martian é se jogar ainda mais na direção do perigo.

O próximo ciclo estreará oficialmente no dia 21 de junho.

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A trama gira em torno de Martian (Fassbender), um agente secreto da CIA, ordenado a abandonar sua vida secreta e retornar à estação de Londres. Quando o amor que ele deixou para trás reaparece, o romance reacende. A sua carreira, a sua verdadeira identidade e a sua missão estão contra o seu coração; lançando ambos num jogo mortal de intriga e espionagem internacional.

Criada por Jez ButterworthJohn-Henry Butterworth, a produção é baseada na série francesa ‘Le Bureau des Légendes‘.

O elenco ainda conta com Jodie Turner-Smith, Jeffrey Wright, Richard Gere, Katherine Waterston, John Magaro, Hugh Bonneville, Alex Reznik,
Andrew Brooke e Harriet Sansom Harris.

Nicolas Cage quebra tudo no trailer FINAL de ‘Spider-Noir’; Confira!

O Prime Video divulgou o trailer final da série live-actionSpider-Noir‘, estrelada pelo vencedor do Oscar Nicolas Cage.

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A produção será lançada no serviço de streaming no dia 27 de maio.

Brendan Gleeson (‘Mr. Mercedes’), Lamorne Morris (‘New Girl’), Abraham Popoola (‘Andor’), Jack Huston (‘As Bruxas Mayfair’), Li Jun Li (‘Babilônia’) e Kai Caster (‘Yellowstone’) também fazem parte do elenco.

Vale lembrar que Cage já havia dublado o personagem titular na franquia animada ‘Homem-Aranha no Aranhaverso‘.

A trama será ambientada nos anos 30, em Nova York, e seguirá um investigador particular que é forçado a confrontar seu passado como o único super-herói da cidade. A produção se passa em um universo paralelo sem a presença de Peter Parker, o Homem-Aranha original.

Anteriormente, Cage havia confirmado que ‘Spider-Noir‘ contará com oito episódios: “a 1ª temporada terá oito episódios de quarenta e cinco minutos. Então, é o equivalente a quatro filmes em cinco meses. E eu tenho outro filme para o qual tenho que me preparar, e então um filme logo depois dele.”

Oren Uziel (‘Mortal Kombat’) e Steve Lightfoot (‘O Justiceiro’) serão os showrunners. Harry Bradbeer (Fleabag, Killing Eve) fica responsável pela direção.

Tatiana Maslany enfrenta mistério CAÓTICO em teaser de ‘Prazer Máximo Garantido’, novo thriller cômico da Apple TV

O Apple TV+ divulgou um novo teaser dublado de ‘Prazer Máximo Garantido‘ (Maximum Pleasure Guaranteed), thriller cômico estrelado pela vencedora do Emmy Tatiana Maslany (‘Orphan Black’).

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Com dez episódios, a produção tem estreia marcada para o dia 20 de maio na plataforma de streaming.

A série foi criada por David J. Rosen (‘Sugar’).

Maximum Pleasure Guaranteed acompanha Paula (Maslany), uma mãe recém-divorciada, enquanto ela se vê envolvida em uma perigosa trama de chantagem, assassinato e futebol infanto-juvenil. Convencida de ter testemunhado um crime e em meio a uma batalha pela guarda dos filhos e uma crise de identidade, Paula inicia sua própria investigação, que pode desvendar uma conspiração ainda maior e, ao mesmo tempo, conter as chaves para reconstruir sua família e sua autoestima.

Brandon Flynn (’13 Reasons Why’), Jake Johnson (‘New Girl’), Murray Bartlett (‘The White Lotus’), Jessy Hodges (‘Barry’), Jon Michael Hill (‘Elementary’), Charlie Hall (‘A Vida Sexual das Universitárias’), Kiarra Hamagami Goldberg (‘Invasão’), Nola Wallace (‘Os Estranho’) e Dolly De Leon (‘Nove Desconhecidos’) integram o elenco.

David Gordon Green (‘Halloween Ends’) assina a direção.

‘Stranger Things’: Criadores revelam que David Harbour NÃO FOI a primeira opção para viver o xerife Hopper

Os irmãos Matt e Ross Duffer, criadores do fenômeno global Stranger Things, revelaram recentemente os bastidores do processo de escalação para um dos personagens mais queridos da produção da Netflix. Em uma revelação surpreendente, os diretores confirmaram que David Harbour não foi a escolha inicial para interpretar o icônico chefe de polícia Jim Hopper.

De acordo com a Variety, a revelação aconteceu durante a participação dos showrunners no podcast Happy Sad Confused. Na ocasião, os irmãos foram colocados contra a parede pelo próprio David Harbour, que enviou uma pergunta gravada em vídeo questionando quem havia sido cogitado antes dele:

“Olá, irmãos Duffer”, disse Harbour. “Eu gostaria de saber como foi o processo de escalação do Hopper. Tenho quase certeza de que fui a segunda escolha, e não sei de quem eu fui a segunda escolha — talvez eu tenha sido a terceira? Mas vocês poderiam responder como acabei sendo escalado como o Chefe Hopper e quem precisou recusar o papel para que eu pudesse interpretar esse personagem incrível?”.

O apresentador do podcast, Josh Horowitz, tentou adivinhar o nome do ator misterioso baseando-se em uma pista dos criadores de que se tratava de um amigo de Harbour, sugerindo o nome de Josh Brolin (‘Duna’). No entanto, Matt Duffer logo corrigiu o palpite:

“Não, não, não, não. Foi Billy Crudup, o que seria algo bem diferente. Mas tudo acontece por um motivo, certo? Quando tudo finalmente se encaixa… enfim, Billy Crudup recusou o papel. Acho que ele não fazia muita televisão naquela época”, afirmou.

Após a recusa de Crudup, a produção continuou a busca pelo intérprete ideal para o xerife de Hawkins. Foi quando o nome de Harbour entrou no radar de forma avassaladora, como relembrou Ross Duffer:

“Então o David simplesmente entrou e, sinceramente, uma das nossas diretoras de elenco achou que ele poderia ser ótimo para o papel. Ele fez o teste e gravou apenas uma tomada. Nós nem estávamos lá, apenas vimos a fita depois, e ficou imediatamente claro: ‘Esse é o Hopper’. Nós o escalamos na mesma hora”, destacou.

Originalmente, ‘Stranger Things’ teria um final DIFERENTE para Eleven, Hopper e os outros; Entenda!

Stranger Things’ está disponível na Netflix.

‘Stranger Things’: Criador faz apelo para que fãs desliguem as “configurações lixo” da TV antes de assistirem à série

Os novos episódios se passam no outono de 1987. Hawkins segue abalada pela abertura dos portais, e nossos heróis se unem pelo mesmo objetivo: encontrar e matar Vecna (Jamie Campbell Bower). Mas ele desapareceu e ninguém sabe seu paradeiro. Para complicar tudo, o governo colocou a cidade sob quarentena militar e intensificou a caça à Onze (Millie Bobby Brown), que precisou se esconder novamente. Conforme o aniversário do desaparecimento de Will (Noah Schnapp) se aproxima, uma ameaça familiar volta à tona. A batalha final se aproxima e, com ela, uma escuridão ainda mais poderosa e mortal. Para acabar com esse pesadelo, todo o grupo precisará se unir de novo pela última vez.

O elenco estelar conta com Millie Wolfhard, Millie Bobby Brown, Noah Schnapp, Caleb McLaughlin, Gaten MatarazzoSadie Sink, Joe Keery, Maya Hawke, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Jamie Campbell Bower, Brett Gelman, David Harbour e Winona Ryder.

Crítica | ‘Fatherland’ discute a moderação política de Thomas Mann com direção refinada (Cannes 2026)

Apesar da força política e histórica de Fatherland, o novo filme de Paweł Pawlikowski impressiona primeiro pela forma. A fotografia austera em preto e branco, o refinamento dos enquadramentos e a execução rigorosa da câmera imediatamente chamam a atenção do público. Existe um controle visual extremamente sofisticado na maneira como o diretor transforma ruínas físicas e emocionais em composição estética. Tudo parece milimetricamente calculado para sufocar qualquer excesso. É justamente nesse controle, no entanto, que o filme também encontra sua limitação.

Fatherland parece deliberadamente incapaz de alcançar grandes ápices emocionais. Não existem rupturas bruscas, reviravoltas dramáticas ou momentos de explosão sentimental que reorganizem completamente a trajetória dos personagens. Mesmo a tragédia familiar que atravessa a narrativa surge quase sublimada dentro do contexto político maior, como se Thomas Mann (Hanns Zischler) precisasse permanecer uma figura pública antes de permitir que qualquer emoção invadisse sua humanidade.

A escolha claramente é proposital. Pawlikowski nunca transforma Mann em herói, mas também evita humanizá-lo completamente. O escritor permanece constantemente observado à distância: uma figura intelectual tentando organizar moralmente um continente devastado enquanto falha silenciosamente dentro da própria intimidade. Mas essa mesma contenção produz um efeito colateral: o distanciamento.

A cena inicial apresenta essa figura austera diante de uma imprensa descrente de suas intenções de voltar ao país natal após passar 16 anos nos Estados Unidos, tornando-se, assim, um cidadão mais estadunidense do que alemão. A coletiva de imprensa soa como um julgamento de tribunal, cujo réu é defendido por sua filha, Erika Mann (Sandra Hüller), que traduz para o inglês as respostas do pai — embora seu inglês seja perfeito. A impavidez diante do aterrorizador já é papel muito bem dominado pela atriz alemã depois de Zona de Interesse (2023), Anatomia de uma Queda (2023) e Rose (2024). 

Diferente de Ida (2013), quando a protagonista finalmente confronta os restos da própria história familiar, ou de Guerra Fria (2018), em que o romance tóxico implode emocionalmente diante do espectador, Fatherland parece recusar qualquer catarse. Não existe aqui um momento em que tudo desaba. Existe apenas a constatação melancólica de que o mundo continua; mesmo depois da guerra, mesmo depois da culpa, mesmo depois da destruição.

Talvez justamente por ser baseado em uma verdade histórica tão dura, o filme entenda que algumas dores nunca encontram resolução dramática. A relação entre pai e filha permanece presa em olhares secos, tensões silenciosas e tentativas frustradas de reorganizar afetos em meio aos escombros políticos da Europa. Nada é plenamente sublimado. Nada se transforma em redenção.

Black-and-white photo of a woman sitting in a vintage car, resting her head on her hand and gazing out the window

Nesse ponto, Fatherland encontra sua discussão mais interessante. O discurso de Thomas Mann — de não se posicionar entre extremos, mas tentar ocupar um espaço de apaziguamento — atravessa todo o filme. O diretor polonês parece interessado em mostrar que a dificuldade de sustentar a moderação política não é uma questão contemporânea: a humanidade sempre foi atraída por polos, radicalismos e discursos absolutos. Caminhar em linha reta talvez seja justamente o gesto mais impossível.

Por isso, a obra enxerga Mann não necessariamente como um exemplo a ser seguido, mas como uma figura importante para revelar os limites desse pensamento conciliador. Um homem brilhante, capaz de compreender profundamente o mundo através da literatura, mas que talvez também simbolize como inteligência e lucidez nem sempre são suficientes diante do colapso histórico. Embora não permita emoções à superfície nem ofereça uma possibilidade de catarse, Fatherland nos preenche de reflexão e, por isso, permanece ecoando após o término.

Julianne Moore revela quais tipos de filmes não quer mais fazer: “Especialmente agora”

A premiada atriz Julianne Moore, estrela de produções aclamadas comoPara Sempre Alice eO Preço da Traição, comentou abertamente sobre o seu futuro profissional. Em tom reflexivo, a veterana revelou os critérios que utiliza atualmente para escolher seus papéis e apontou os gêneros cinematográficos com os quais não deseja mais trabalhar.

De acordo com a Variety, a atriz destacou que prioriza parcerias com cineastas que demonstrem clareza narrativa: profissionais que sejam “claros sobre de quem é a história, como ela está sendo contada e se aquilo é ou não verdadeiro”. Moore explicou que, ao conquistar maior autonomia artística e liberdade de escolha ao longo das décadas, passou a filtrar seus projetos de forma mais rigorosa, perdendo o interesse por narrativas puramente trágicas.

“Estou cada vez menos interessada em tragédias”, explicou a atriz. “Especialmente agora, em um momento em que o mundo está tão difícil, é complicado investir em uma história que parece falsa, em que a profundidade emocional não corresponde ao que está acontecendo na realidade.”

A artista também detalhou sua aversão ao cinema pautado no escapismo violento e na espetacularização visual sem substância:

“Eu não gosto de ver alguém sendo assassinado. Não gosto de explosões e armas. Não gosto de histeria. Não gosto de coisas que aumentam as apostas sem emoção real por trás. Isso realmente me incomoda porque parece apenas barulho. Eu não sei como interpretar isso. E também não quero assistir”, acrescentou.

Durante a sabatina, Moore relembrou alguns de seus trabalhos mais marcantes, incluindo o clássico As Horas (2002), no qual dividiu o protagonismo com Nicole Kidman e Meryl Streep. Questionada sobre o impacto de Streep em sua própria trajetória, ela não poupou elogios à colega de profissão:

“Ela é o padrão ouro. Eu cresci assistindo televisão e filmes, vendo estrelas de cinema, e ela foi a primeira mulher que vi parecer ao mesmo tempo acessível e inalcançável. Havia algo muito humano nela e, ao mesmo tempo, muito moderno”, declarou Moore. “Ali estava uma atriz que era a próxima grande estrela, extremamente precisa no que fazia, moderna, acessível, glamourosa, maravilhosa e corajosa ao mesmo tempo. Então sinto que ela acendeu uma chama em todos nós sobre como queríamos ser e sobre o que acreditávamos ser possível alcançar em nosso trabalho”.

As Horas’ está disponível no Prime Video.

“No começo do século XX, Virginia Woolf lida com a depressão e tenta finalizar o romance “Mrs. Dalloway”. Seu texto afeta profundamente uma dona de casa dos anos 1950 e uma mulher atualmente, que parece viver os eventos do livro”, diz a sinopse.

Meryl Streep, Nicole Kidman, Julianne Moore, Ed Harris, John C. Reilly, Allison Janney e Toni Collette, estrelam o longa.

Entrevista | “É um momento importante para falar sobre Thomas Mann e sua agenda política”, diz Sandra Hüller em Cannes (EXCLUSIVO)

“Este é um momento interessante para falar mais sobre Thomas Mann e sua agenda política, especialmente na Alemanha, mas no resto do mundo também”, declara a atriz Sandra Hüller em um apartamento de frente para o Palais des Festivals, durante a 79ª edição do Festival de Cannes. A conversa aconteceu em uma mesa-redonda exclusiva com poucos jornalistas internacionais — entre eles, o CinePOP — logo após a coletiva de imprensa de Fatherland, marcada por discussões sobre culpa histórica, pertencimento e o peso da memória alemã após a Segunda Guerra Mundial. 

Usando brincos em formato de flor, contida nas respostas e parece ainda pouco acostumada ao fascínio em torno de seu trabalho; embora este seja, definitivamente, o ano dela.  

Após conquistar o Urso de Ouro em Berlim por sua atuação devastadora em Rose e explodir nas bilheterias ao lado de Ryan Gosling em Devoradores de Estrelas, ela desembarca em Cannes como uma das atrizes mais comentadas do festival, novamente em um filme potente, daqueles que dificilmente sairão de mãos vazias da cerimônia do próximo 23 de maio. Mais do que isso: Sandra parece já carimbar o passaporte para a próxima temporada do Oscar, acumulando três títulos importantes ainda no primeiro semestre.

Fatherland: um dos favoritos em Cannes 

Dirigido pelo cineasta polonês Paweł Pawlikowski, Fatherland acompanha o retorno de Thomas Mann à Alemanha após 16 anos vivendo nos Estados Unidos. Autor de obras fundamentais como A Montanha Mágica e vencedor do Nobel de Literatura, Mann retorna a uma Alemanha em ruínas para uma série de encontros públicos e debates políticos, enquanto tenta entender se ainda pertence àquela terra devastada pelo nazismo. 

Sandra Hüller em Fatherland
Sandra Hüller em Fatherland

Sandra interpreta Erika Mann, filha do escritor, autora, atriz e ativista política que dedicou grande parte da própria vida a acompanhar o pai no exílio. No filme, a relação entre os dois se torna também um retrato melancólico de uma Europa tentando sobreviver aos próprios escombros.

O tema central de Fatherland acabou atravessando naturalmente a conversa e Sandra é questionada sobre pertencimento geográfico, tema inevitável para uma atriz que hoje transita naturalmente entre produções em alemão, francês e inglês.

“Sabe quando você entra em um lugar e ele parece familiar? É porque suas moléculas já se misturaram ao ar dali alguma vez. Eu sempre me sinto assim em Turíngia. É o lugar onde conheço a língua, a comida, o jeito das pessoas”, responde. “Sou muito grata por poder conhecer tantas partes do mundo e ser calorosamente recebida em tantos lugares, o que para mim é um milagre. Gostaria que acontecesse com mais pessoas. Ainda assim, eu sempre serei da Turíngia.”

O peso da memória alemã

Existe algo profundamente íntimo na maneira como Sandra fala sobre Fatherland. Filha e neta de alemães que cresceram sob as sombras da guerra, ela explica que não precisou fazer uma pesquisa extensa para compreender o trauma presente no filme: “Partículas disso estão no meu corpo e no meu sistema”, comenta. “O roteiro captura esse vazio estranho em que todos estão, essa urgência de reconstruir alguma coisa sem saber exatamente como.”

Essa sensação atravessa toda a atmosfera do longa. Filmado na Polônia, país historicamente devastado pela ocupação nazista, Fatherland parece carregar um desconforto permanente entre culpa, luto e sobrevivência. Sandra admite que filmar em cidades que ainda preservam nomes alemães originais tornava impossível ignorar o peso histórico daqueles espaços.

“Não estávamos filmando a destruição da Alemanha, mas a destruição da Polônia. E atuar como se fosse… é complicado explicar. Mas isso influenciava tudo: as conversas, o clima, o que sentíamos.”

A atriz fala de luto de maneira quase física. Em determinado momento, comenta que não acredita muito em “construir personagens”. Para ela, atuar passa mais por reagir emocionalmente ao que existe ao redor: “Você não pode procurar uma emoção dentro daquele enquadramento. Ela simplesmente precisa estar ali.”

O artista precisa se posicionar politicamente?

Foi justamente nesse contexto que perguntei a Sandra sobre o peso político de Thomas Mann e sobre como o filme inevitavelmente resgata discussões atuais sobre o papel do artista diante do avanço de discursos extremistas ao redor do mundo.

Ela respira por alguns segundos antes de responder, cuidadosamente: “Eu não acho que um artista tenha que fazer alguma coisa. Nenhum artista é obrigado a nada”, afirma. “Eu posso decidir sobre o que quero falar — ou se quero falar sobre alguma coisa. Acho que essa escolha precisa ser respeitada.”

Ainda assim, Sandra reconhece que revisitar Thomas Mann mudou profundamente sua visão sobre o escritor. Durante anos, ela o enxergou apenas como um autor daqueles obrigatórios da escola alemã. Hoje, enxerga nele uma figura política muito mais complexa.

“A imagem dele na Alemanha durante muito tempo foi a de alguém covarde, que simplesmente fugiu para os Estados Unidos. E isso não é verdade”, comenta. “Todo mundo teria feito essa escolha se tivesse tido a oportunidade. Nem todos tiveram.”

Three adults at a dark table; woman in black, man in a light suit to her right, glasses in front; background man with ceremonial chain.

Essa resposta ganha ainda mais força porque Fatherland nunca transforma Thomas Mann em herói. O filme parece mais interessado em discutir as contradições de intelectuais tentando preservar algum senso moral em uma Europa destruída. Thomas Mann surge como um homem preso entre dilemas particulares e um continente dividido entre capitalistas e comunistas, enquanto tenta ocupar um espaço de apaziguamento, como a atriz ressalta: “é bom falar sobre esses temas, porque algumas discussões ficaram muito violentas, e devemos conversar uns com os outros de forma calma.”

Sandra Hüller e o cinema europeu contemporâneo

Existe uma calma quase desconcertante em Sandra Hüller. Mesmo sendo hoje um dos rostos mais requisitados do cinema europeu, ela continua respondendo às perguntas como alguém genuinamente surpresa pelo tamanho da repercussão em torno de si.

Talvez porque sua força nunca esteja no estrelismo, mas justamente nessa capacidade rara de parecer absolutamente humana diante da câmera. Em Fatherland, isso fica evidente. Erika Mann não surge apenas como filha de um gênio literário, mas como alguém tentando equilibrar devoção familiar, exílio, culpa histórica e a sensação permanente de deslocamento.

No fim da conversa, um jornalista ucraniano pergunta como alguém continua vivendo depois da guerra. Sandra demora alguns segundos antes de responder: “Acho que essa é uma das perguntas mais misteriosas sobre a humanidade”, diz. “Mas as pessoas conseguem. Elas sobrevivem umas com as outras, com ajuda umas das outras.

Crítica | ‘Teenager Sex and Death at Camp Miasma faz das franquias de terror uma autópsia cultural (Cannes 2026)

Há algo deliciosamente contraditório no Festival de Cannes abrir sua seção Um Certo Olhar com um filme chamado Teenager Sex and Death at Camp Miasma (na tradução livre Adolescente, Sexo, Morte no Acampamento Miasma). O título parece saído diretamente de uma locadora mofada dos anos 1980, daqueles VHS de capa neon cuja promessa era sempre mais ousada do que o próprio conteúdo. 

O novo filme de Jane Schoenbrun, embora pareça evocar essa época do slasher chamado de filme B, com sua cena inicial de jatos eufóricos de sangue, tem um projeto mais audacioso. Trata-se de um slasher metalinguístico que ama profundamente o gênero ao mesmo tempo em que o disseca sem misericórdia.

Desde os primeiros minutos, Schoenbrun deixa claro que seu interesse não está apenas no horror, mas na memória cultural do horror. O prólogo recapitula a trajetória da franquia fictícia Miasma: o sucesso inesperado do original, a avalanche de continuações cada vez mais absurdas, a degradação estética típica das franquias exploradas até o esgotamento, o fracasso comercial inevitável, a humilhação do Framboesa de Ouro. 

A diretora entende perfeitamente o ciclo industrial do cinema de gênero: como um produto nasce de uma pulsão criativa e termina convertido em algoritmo corporativo, vide o aclamado Jogos Mortais (Saw), de James Wan, e suas intermináveis sequências sem lógica. É um começo hilário justamente porque se assemelha à realidade. 

Dada a ambientação metalinguística, a narrativa acompanha uma jovem roteirista não-binária Kris (Hannah Einbinder) obcecada pela saga, determinada a realizar um reboot “definitivo”. Para isso, ela viaja até o interior para convencer Billy, a atriz do primeiro Miasma, a retornar ao papel que a transformou na primeira final girl da franquia. Vivida com melancolia elegante por Gillian Anderson, Billy carrega no rosto o peso de alguém que passou três décadas aprisionada por uma imagem cultural que nunca lhe pertenceu inteiramente. 

A dinâmica entre ela e a protagonista funciona como o coração emocional do filme: duas gerações tentando entender o que significa amar uma obra construída sobre estruturas violentas. Dentro dessa proposta, o roteiro encontra sua melhor camada. Em vez de simplesmente condenar os slashers dos anos 1980 por seus vícios machistas e homofóbicos, Jane Schoenbrun tenta compreender como esses códigos foram naturalizados por décadas até se tornarem invisíveis. 

Teenager Sex and Death at Camp Miasma aponta diretamente para aquilo que antes era aceito como parte da diversão: a objetificação feminina, a punição moral do desejo, os estereótipos queer transformados em piada, e pergunta o que significa revisitar essas imagens hoje sem reproduzi-las. Não há didatismo panfletário aqui; existe, antes, um desconforto constante e uma sátira cômica à nossa aceitação sem questionamento.

Uma das melhores cenas nem sequer envolve assassinatos, mas uma reunião de produção via Zoom. Produtores, agentes e executivos discutem o reboot como se fosse um produto matemático: “precisamos de legado, mas a atriz original não pode ser velha demais”; “diversidade vende, desde que não pareça militante”; “o público quer autenticidade, mas algo familiar”. 

É impossível não perceber o quanto a diretora não-binária está satirizando a própria indústria contemporânea (e a protagonista é o seu alter ego), especialmente esse cinema corporativo que transforma qualquer gesto artístico em cálculo de mercado. O humor nasce do reconhecimento imediato de um processo criativo esmagado por planilhas.

Ainda assim, Teenager Sex and Death at Camp Miasma nunca abandona o prazer do slasher. Há adolescentes correndo pela floresta, corpos pendurados, sustos coreografados, sangue artificial em abundância. O assassino — uma espécie de primo degenerado de Jason Voorhees — vive escondido no fundo de um lago e usa um aparelho de ventilação que produz uma respiração abafada e mecânica, transformando cada aproximação em um ruído quase industrial. 

Schoenbrun filma essas sequências com evidente fascínio visual, mas sempre sublinhando sua artificialidade. A câmera frequentemente assume o ponto de vista do assassino apenas para revelar depois que estamos vendo um filme dentro do filme dentro do filme. É um jogo constante entre imersão e distanciamento.

Essa autoconsciência poderia facilmente virar mero exercício pós-moderno, mas a diretora encontra uma dimensão mais íntima ao relacionar horror e identidade. Como já acontecia em Eu Vi o Brilho da TV (2024) e especialmente em Vamos Todos à Exposição Mundial (2021), a diretora continua interessada em como imagens moldam subjetividades. 

Se antes ela investigava a influência da internet e das ficções digitais sobre adolescentes em formação, aqui ela amplia essa reflexão para a cultura pop como estrutura emocional coletiva. Os filmes que consumimos não desaparecem; eles permanecem inscritos na memória como uma tatuagem psíquica.

Talvez seja exatamente isso que o filme tenta desmontar: não apenas os códigos do slasher, mas os códigos invisíveis da própria cultura dominante. Afinal, quando o imaginário popular é historicamente construído sob perspectivas patriarcais, heteronormativas e violentas, romper com essas estruturas exige mais do que simples atualização estética. Exige revisitar os fantasmas que ainda continuam vivos dentro das imagens que amamos.

O mais impressionante é que Jane Schoenbrun consegue fazer tudo isso sem abandonar o prazer do cinema de gênero. Ainda que se perca em um romance maçante entre diretora e atriz e repita algumas cenas, Teenager Sex and Death at Camp Miasma é engraçado, autoconsciente e sangrento. Um filme que entende que certos monstros não vivem no lago, vivem nas narrativas que aprendemos a aceitar como naturais.

Cannes 2026 — Dias 3 e 4: Velozes & Furiosos, slasher metalinguístico e os favoritos da competição

Entre encontros históricos, sessões nostálgicas e filmes que já despontam como favoritos da crítica, o terceiro e o quarto dia da 79ª edição do Festival de Cannes já consolidaram algumas das principais conversas deste ano. 

Da abertura da mostra Un Certain Regard com um slasher metalinguístico ao aguardado encontro com Peter Jackson, passando pela celebração dos 25 anos de Velozes e Furiosos e pela recepção calorosa a Fatherland (2026), de Paweł Pawlikowski, a Croisette viveu dias intensos. Confira um resumo completo para ficar por dentro de tudo o que movimentou o festival até agora.

Peter Jackson revisita a própria carreira 

Um dos momentos mais disputados da programação foi a conversa com Peter Jackson, que percorreu toda a trajetória do diretor, do horror trash de Total Náusea (1987) ao fenômeno mundial de O Senhor dos Anéis.

Jackson relembrou como King Kong (1933) foi decisivo para despertar sua paixão pelo cinema ainda na infância, inspiração que décadas depois culminaria em sua própria versão do clássico, King Kong (2005). O diretor também comentou os bastidores de Almas Gêmeas (Heavenly Creatures, 1994), responsável por revelar Kate Winslet ao mundo.

Two performers stand on a dark stage under a bright starburst spotlight, with a red carpet in front.

Questionado sobre a inteligência artificial no audiovisual, Jackson adotou um discurso pragmático. Para ele, a IA deve ser encarada como mais uma ferramenta de criação, desde que respeite direitos autorais e direitos de imagem.

A delicadeza do cinema japonês na competição

Entre os filmes da competição oficial, Nagi Notes, de Kōji Fukada, apostou na sutileza emocional para retratar afetos e solidão. O longa acompanha o reencontro entre uma escultora e a ex-cunhada que retorna à cidade depois de anos vivendo fora do Japão.

O filme remete ao estilo contemplativo de obras como Monster, de Hirokazu Kore-eda, e Dias Perfeitos, de Wim Wenders, ao explorar a beleza dos pequenos gestos e das relações silenciosas.

A Vida de Uma Mulher (no original La Vie d’une Femme), de Charline Bourgeois-Tacquet, trouxe Léa Drucker como uma cirurgiã que tenta equilibrar carreira, casamento, maternidade e o Alzheimer da mãe enquanto vive um romance inesperado com uma escritora.

Teenage Sex and Death at Camp Miasma” chama atenção

Hannah Einbinder e Gillian Anderson em Teenage Sex and Death at Camp Miasma

O destaque mais divertido da programação veio da abertura da mostra Un Certain Regard com Teenage Sex and Death at Camp Miasma (2026), novo trabalho de Jane Schoenbrun.

O filme faz uma leitura metalinguística dos slashers dos anos 1980, dialogando diretamente com franquias como Sexta-feira 13, Halloween e A Hora do Pesadelo. A narrativa acompanha uma jovem diretora encarregada de revitalizar uma franquia de terror decadente, usando o próprio funcionamento da indústria cinematográfica como alvo da sátira.

Conhecida por We’re All Going to the World’s Fair e Eu Vi o Brilho da TV (I Saw the TV Glow), Schoenbrun entrega um filme que mistura horror, humor e crítica à cultura das franquias.

Velozes & Furiosos transforma sessão da meia-noite em celebração

O quarto dia do festival começou ainda de madrugada, com a sessão especial em homenagem aos 25 anos de Velosos e Furiosos. A exibição contou com a presença de Vin Diesel, Michelle Rodriguez e Meadow Walker, filha de Paul Walker.

Durante o evento, Vin Diesel reforçou o discurso de que a franquia se tornou um fenômeno mundial graças à relação construída com o público ao longo de mais de duas décadas. Segundo o ator, apesar da fama pelas cenas de ação e carros tunados, o sentimento central da saga sempre foi “amor” e “família”.

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Ceniza en la Boca aborda imigração e amadurecimento

Na mostra Cannes Premiere, Diego Luna apresentou Ceniza en la Boca (2026), drama sobre uma família mexicana tentando reconstruir a vida na Espanha.

O longa começa como um coming-of-age centrado na filha mais velha da família, obrigada a amadurecer rapidamente enquanto enfrenta empregos precários e problemas familiares. Porém, a narrativa muda de direção quando a família enfrenta uma tragédia na Espanha e os personagens retornam ao México, o que altera completamente o tom da história.

Fatherland desponta como favorito

Entre os concorrentes à Palma de Ouro, Fatherland surge até aqui como um dos títulos mais fortes da competição. O novo filme de Paweł Pawlikowski acompanha Thomas Mann em meio às tensões políticas da Alemanha dividida no pós-guerra.

Sandra Huller em Fatherland

Conhecido por Ida (2013) e Guerra Fria (2018), Pawlikowski mantém sua assinatura visual elegante e histórica. O elenco liderado por Sandra Hüller reforça o peso dramático da produção. Mesmo dividindo opiniões emocionalmente, o longa já aparece entre os preferidos da crítica especializada graças à sua direção rigorosa, à fotografia sofisticada e à abordagem política ambígua sobre a divisão entre Oriente e Ocidente.

Asghar Farhadi entrega filme envolvente

Se Fatherland impressiona pela forma, Histórias Paralelas, de Asghar Farhadi, foi um dos filmes que mais provocou envolvimento emocional até agora.

Com um elenco que reúne Isabelle Huppert, Virginie Efira e Catherine Deneuve, o diretor constrói uma narrativa sobre criação, manipulação e os limites entre ficção e realidade. Até aqui, o longa surge como um dos grandes destaques artísticos do festival, reforçando a habilidade de Farhadi em criar dramas psicológicos carregados de ambiguidades morais.

Adam Bessa e Virginia Efira em Histórias Paralelas

Com ainda muitos dias pela frente, a 79ª edição do Festival de Cannes segue alternando nostalgia, debates políticos, novas linguagens e filmes autorais que prometem dominar as discussões cinematográficas nas próximas semanas.

Veja os resumos em vídeo:

 

Tom Hanks admite que ODEIA alguns de seus filmes

Em uma recente entrevista ao The New Yorker, o renomado ator Tom Hanks (‘Forrest Gump’, ‘Elvis’) fez revelações surpreendentes ao admitir que odeia alguns de seus próprios filmes.

Hanks discutiu sua carreira e compartilhou cinco pontos cruciais que definem a trajetória de qualquer ator em relação aos filmes em que trabalham. Entre eles, o ator reconheceu abertamente a existência de filmes que ele próprio odeia.

“OK, vamos admitir isso: todos nós já vimos filmes que odiamos. Eu estive em alguns filmes que eu odeio. Você viu alguns dos meus filmes e os odeia. Aqui estão os cinco pontos que qualquer um que faz cinema atravessa”, revelou Hanks durante a entrevista.

“O primeiro ponto que você cruza é dizer sim ao filme. Seu destino está selado. Você estará naquele filme. O segundo ponto é quando você realmente vê o filme que fez. Ou funciona e é o filme que você queria fazer, ou não funciona e não é o filme que você queria fazer”, explicou o ator.

“Isso não tem nada a ver com o ponto nº 3, a reação crítica a ele – que é uma versão do vox populi. Alguém vai dizer: ‘Eu odiei’. Outras pessoas podem dizer: ‘Eu acho que é brilhante’. Em algum lugar entre os dois é onde o filme realmente está”, adicionou Hanks.

“O quarto ponto é o desempenho comercial do filme. Porque, se não der dinheiro, sua carreira será torrada mais cedo do que você gostaria. Isso é apenas um fato. Esse é o negócio”, enfatizou o ator.

“O quinto ponto é o tempo. Onde esse filme chega vinte anos depois do fato. O que acontece quando as pessoas olham para ele, talvez por acidente”, concluiu Hanks.

Crítica | ‘Um Dia de Sorte em Nova York’ – Um retrato humano onde o silêncio também grita

A imigração é um tema recorrente no universo da sétima arte. Esses olhares frequentes sobre uma situação vivida por muitas pessoas mundo afora sempre trazem reflexões, aproximando a ficção de um cenário constante e atual da realidade.

O primeiro longa-metragem da carreira do cineasta Lloyd Lee Choi, Um Dia de Sorte em Nova York, atravessa esse universo sob um olhar intimista, focando nos detalhes cotidianos e se blindando com uma melancolia aguda que dilacera os confrontos morais ligados às inconsequências disponíveis. Simultaneamente, sugere a crueldade do destino que encontra a trajetória de um homem buscando a vida na mais badalada cidade do mundo.

Man in a dark jacket sits in a dim, blue-lit alley, looking down with a weary expression.

Lu JiaCheng (Chang Chen) é um imigrante chinês que vive nos Estados Unidos há alguns anos e trabalha como entregador por aplicativos. Juntando dinheiro para trazer sua família para perto, vive os dias focado no trabalho. Próximo de conseguir o seu maior sonho – ter sua esposa e a filha (que mal conhece) morando com ele -, vê sua ferramenta de trabalho, uma bicicleta elétrica, ser roubada. Desesperado, e rodando pelas ruas nas horas que se seguem após o roubo em busca de soluções, percebe que sua situação se transforma em um labirinto de poucas oportunidades.

Two people in heavy winter coats sit outside, with bare trees in the background, looking concerned.

Exibido no Festival de Cannes do ano passado, o título original do filme, Lucky Lu, sugere uma ironia afiada e vamos percebendo isso com os acontecimentos que seguem. O discurso do roteiro – assinado pelo próprio diretor – parte de mostrar algumas horas na vida de um sofrido e azarado protagonista que, sem muitas opções, se vê perdido em dilemas em uma cidade que, muitas vezes, mais afasta do que aproxima.

A concepção visual, com cores frias remetendo à tristeza e um vazio existencial, potencializam a razão emocional desse protagonista, que vai cedendo as tentações morais, se entregando às próprias percepções limitadas da realidade em que está.

Imersa nessa narrativa introspectiva e com ritmo lento, buscando um profundo recorte humano onde o silêncio também grita, a obra desfila suas críticas sociais de forma contundente e encontra amplitude em uma linha filosófica existencialista. Nesse contexto, a solidão e os lampejos de liberdade saltam na tela, com o acréscimo da cidade de Nova York como um personagem.

Tocante, e também angustiante, Um Dia de Sorte em Nova York apresenta muitas realidades a partir de um olhar profundo sobre uma situação importante e que sempre podemos tirar boas reflexões.