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10 filmes que fazem qualquer casal repensar a relação — cuidado com o play!

Um relacionamento amoroso, seja ele quanto tempo tem, não é fácil. Seja por situações mal resolvidas ou pela descoberta de que são dois mundos completamente diferentes que resolveram se juntar, as dúvidas são constantes quando o assunto é a continuação ou término da relação. Para você que está passando por esse momento, segue abaixo uma lista de filmes que podem fazer você refletir sobre o tema:

 

Proposta Indecente (Mercado Play)

Um dos filmes da carreira de Demi Moore mais exibidos na Sessão da tarde e em outros programas televisivos por aqui no Brasil, Proposta Indecente, dirigido por Adrian Lyne, conta a formação de quase um triângulo amoroso sob os pontos de vistas de um casal (Diana e David) que vai mal financeiramente e certo dia um milionário parece oferecendo uma grande quantia de dinheiro para passar uma noite com Diana. O final desse filme é arrebatador.

 

Já era Hora (Netflix)

Com uma proposta interessante de navegar nos caminhos indecifráveis que podem se abrir no destino, o longa-metragem italiano Já era Hora, disponível na Netflix, através de um ótimo protagonista, nos conta uma história cheia de altos e baixos na vida de um advogado atrapalhado, consumido pelo trabalho, que vê seu mundo virar de cabeça pra baixo quando percebe estar saltando de forma aleatória para o ano seguinte.

 

A Avaliação (Prime Video)

Mia (Elizabeth Olsen) e Aaryan (Himesh Patel) vivem em uma casa confortável num futuro que sofre com as mudanças climáticas, afetando de forma preponderante a vida na Terra. Com o desejo de terem um filho, o casal precisa passar por uma avaliação e assim são submetidos a situações peculiares pela avaliadora Virginia (Alicia Vikander).

 

É Apenas uma Fase, Amor (Diamond Films+)

Paul (Christoph Maria Herbst) é um escritor, pai de três filhos, que passa por uma fase de observação sobre a importância do sexo na sua vida. Sua esposa, Emilia (Christiane Paul), uma atriz que trabalha como dubladora, já dá sinais de esgotamento pela distância que os separam, diferente de outros tempos onde eram bem mais animados e grandes desbravadores das estradas da vida. Eles então enfrentam uma iminente separação que vai fazer com que essas duas almas repensem sobre tudo que viveram (e como querem viver) suas vidas a partir dessa ruptura.

 

Quarto 212 (Reserva Imovision)

A divertida comédia francesa Quarto 212 usa, sem abusar, do choque da fantasia e das curiosidades do consciente para falar de muitos sentimentos. Escrito e dirigido pelo ótimo cineasta francês Christophe Honoré, o longa-metragem joga para o público um recorte intimista de um casamento à beira da ruína.

 

Doente de Mim Mesma (MUBI)

Signe (Kristine Kujath Thorp) está em um relacionamento com o artista Thomas (Eirik Sæther). Os dois vivem juntos faz algum tempo e possuem uma relação estranha, repleta de disputas, competitiva ao extremo. Quando Thomas começa a fazer muito sucesso na sua área, Signe entra em um colapso emocional e começa a fazer de tudo por atenção rumando rapidamente para um show de situações constrangedoras.

 

A Pior Pessoa do Mundo (Prime Video)

Dirigido por Joachim Trier, esse filmaço nos leva até a história de uma jovem perto dos 30 anos que se encontra em diversas dúvidas na sua vida, passando por momentos importantes e amadurecendo conforme reflete sobre o que passou.

 

Band Aid (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Na trama, conhecemos o casal Anna (Zoe Lister-Jones) e Ben (Adam Pally), que vivem uma imensa crise. Mesmo existindo muito amor na casa, as brigas são diárias e a rotina está deprimindo o casal. Até que certo dia, eles resolvem fazer o inusitado, compor músicas sobre todas as brigas que tiveram e assim montam uma banda junto com seu vizinho de porta.

 

Um Clímax entre Nós (Netflix)

De forma leve e divertida aborda um assunto que ainda é tabu para algumas pessoas: o sexo. Tenda a consciência como um peculiar narrador, vamos acompanhando os conflitos que se sucedem na vida de uma jovem insatisfeita na sua relação sexual com o namorado.

 

A Hipnose (MUBI)

Na trama, conhecemos os sócios e namorados Vera (Asta Kamma August) e André (Herbert Nordrum) que estão prestes a conseguir alavancar um importante investimento para o aplicativo que criaram, focado na saúde das mulheres. Em paralelo, buscando parar de fumar, Vera resolve ir até uma hipnoterapeuta, fato esse que mudará sua maneira de enxergar a bolha em que vive e também suas relação sociais, se tornando o estopim para situações em meio a uma viagem de negócios.

 

Kevin Spacey diz estar sem-teto após queda em Hollywood: “Não tenho casa”

O ator Kevin Spacey falou recentemente sobre o colapso de sua carreira em Hollywood devido às acusações de agressão sexual, revelando que se encontra sem uma residência fixa.

Em declaração à Variety, Spacey detalhou sua situação atual: “Estou vivendo em hotéis, estou vivendo em Airbnbs. Estou indo para onde o trabalho está. Eu literalmente não tenho casa, é isso que estou tentando explicar… Os custos desses últimos sete anos foram astronômicos. Tive muito pouco entrando e tudo saindo”.

Em junho de 2024, durante uma entrevista ao programa Piers Morgan Uncensored, o ator já havia contido as lágrimas ao revelar que sua casa em Baltimore estava entrando em processo de execução hipotecária. Spacey explicou que devia “milhões” em honorários legais devido às diversas acusações de agressão sexual contra ele.

Ele morava em Baltimore desde o início das filmagens da série House of Cards em 2012, de onde foi demitido pela Netflix em 2017 devido a alegações de comportamento sexualmente inadequado no set.

Na época, Spacey afirmou a Morgan: “Não tenho certeza de onde vou morar agora… Não posso pagar as contas que devo”.

Kevin Spacey pede a liberação total dos arquivos de Epstein: “Para quem não tem o que temer, a verdade não pode esperar”

Desde que as acusações de agressão sexual e comportamento inadequado vieram à tona durante o movimento #MeToo em 2017, vários processos legais foram movidos contra Spacey, que negou todas as alegações.

  • Em 2022, um júri em Nova York concluiu que Spacey não molestou o ator Anthony Rapp, que o acusava de agressão sexual no início dos anos 1980, quando Rapp tinha 14 anos.
  • No ano seguinte, um tribunal do Reino Unido considerou Spacey inocente de nove acusações de agressão sexual feitas por quatro denunciantes.

Diversas outras acusações e ações judiciais foram encerradas.

Kevin Spacey recebe prêmio em Cannes e faz discurso contra o “cancelamento”

Apesar da situação, Spacey expressou seu desejo de retornar a papéis de alto nível, indicando que há conversas em andamento.

“Estamos em contato com pessoas extremamente poderosas que querem me colocar de volta ao trabalho. E isso vai acontecer no momento certo. Mas também digo que o que a indústria parece estar esperando é receber permissão, de alguém em uma posição de enorme respeito e autoridade”, disse Spacey 

Ele mencionou que o aval de um diretor renomado seria o catalisador: “Então, minha sensação é que, se Martin Scorsese ou Quentin Tarantino ligarem [para meu empresário, Evan Lowenstein] amanhã, tudo estará resolvido. Eu ficaria incrivelmente honrado e encantado quando alguém desse nível de talento pegar o telefone”.

Cynthia Erivo fala sobre defender Ariana Grande em pré-estreia de ‘Wicked: Parte 2’: “Só queria garantir que ela estava bem”

Cynthia Erivo, a intérprete da icônica Elphaba em Wicked: Parte 2’, comentou recentemente sobre sua atitude de sair em defesa de sua coestrela, Ariana Grande, durante a première em Singapura, após um homem invadir o evento e se aproximar da artista.

Em entrevista à Variety, Erivo explicou que agiu por instinto: “Eu não estava realmente pensando. Eu só queria ter certeza de que minha amiga estava segura. Tenho certeza de que ele não queria nos fazer mal, mas você nunca sabe com essas coisas. Eu só queria garantir que ela estava bem. Esse foi meu primeiro instinto”.

O homem identificado como Johnson Wen, de 26 anos e conhecido por ser um invasor recorrente de eventos, foi condenado após o incidente em que agarrou a cantora e atriz Ariana Grande no tapete amarelo da pré-estreia de Wicked: Parte 2’.

O incidente ocorreu enquanto Grande, que interpreta Glinda no filme, caminhava pelo tapete vermelho/amarelo. Wen invadiu a área de segurança e colocou um braço ao redor da artista, sendo rapidamente interceptado pela equipe de segurança e por sua coestrela, Cynthia Erivo, que se interpôs entre ele e Grande.

Homem que agarrou Ariana Grande em pré-estreia de ‘Wicked: Parte 2’ é acusado de perturbação pública

Segundo a BBC, Wen se declarou culpado da acusação de ser uma perturbação pública. Ele foi condenado a nove dias de prisão, após os promotores solicitarem uma sentença mais longa, argumentando que ele era um “invasor em série” que utilizava seu comportamento para ganhar popularidade online.

Em Singapura, a perturbação pública é penalizada com até três meses de prisão e/ou multa.

Após ser liberado temporariamente, Wen chegou a postar em suas redes sociais: “Querida Ariana Grande, obrigado por me deixar pular no Tapete Amarelo com você”.

No tribunal, Wen prometeu ao juiz que “não faria isso de novo”.

Sucesso! ‘Wicked: Parte 2’ quebra recorde histórico de pré-vendas

Wen é notoriamente conhecido por invadir palcos e eventos de celebridades. Clipes em sua conta do Instagram, onde ele é conhecido como “Pyjama Man”, mostram que ele também invadiu:

  • Um show de Katy Perry.
  • Um concerto de The Chainsmokers.
  • Vários eventos esportivos, incluindo a final da Copa do Mundo FIFA de 2023.

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Wicked: Parte 2’ está em cartaz nos cinemas nacionais

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A continuação chega aos cinemas também na versão dublada, com as vozes das atrizes Myra Ruiz (Elphaba) e Fabi Bang (Glinda). O longa recebeu 10 indicações ao Oscar (incluindo Melhor Filme, e venceu as categorias de Melhor Figurino e Melhor Design de Produção) é dirigido pelo premiado cineasta Jon M. Chu e conta ainda com a participação da vencedora do Oscar Michelle Yeoh, por “Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo”, Jonathan Bailey, de “Jurassic World: Recomeço”, Jeff Goldblum, entre outros no elenco.

Diretor defende ‘Toy Story 5’ e revela que o novo filme inicia uma nova trilogia

O diretor Andrew Stanton, responsável porToy Story 5’, o próximo longa da icônica franquia de brinquedos da Pixar, defendeu o lançamento do novo filme e compartilhou sua visão sobre a evolução da saga em entrevista à Variety.

Stanton fez uma distinção entre os filmes, dividindo a franquia entre a trilogia original e as histórias que vieram depois:

“Então, ‘3’ foi o fim… dos anos do Andy. Ninguém está sendo privado da própria trilogia. Eles podem ficar com ela e nunca assistir a mais nada se não quiserem. Mas eu sempre adorei como esse mundo nos permite abraçar o tempo e a mudança. Não há promessa de que tudo fique preservado como âmbar”, afirmou.

Vários Buzz Lightyears em nova foto de ‘Toy Story 5’; Confira!

Sobre a trama deToy Story 5’, que abordará a chegada da tecnologia na vida das crianças e dos brinquedos, Stanton esclareceu o foco central da história:

“O filme na verdade nem é sobre uma batalha, e sim sobre a percepção de um problema existencial: o fato de que ninguém realmente brinca mais com brinquedos”, destacou.

Ele acrescentou que a tecnologia não será tratada como a antagonista da história: “A tecnologia mudou a vida de todos, mas estamos perguntando o que isso significa para nós, e para nossos filhos. Não podemos simplesmente transformar a tecnologia na vilã”.

Toy Story 5’ tem estreia prevista nos cinemas para 19 de junho de 2026, em uma produção da Disney e Pixar.

toy story 5
toy story 5

Vale lembrar que o primeiro teaser, que apresenta os amados brinquedos confrontando um novo computador, alcançou 142 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas após o lançamento.

Segundo o Deadline, esse desempenho inicial coloca o trailer à frente de outros grandes lançamentos recentes de animação:

  • ‘Meu Malvado Favorito 4’: 75 milhões de visualizações na abertura.
  • ‘Kung Fu Panda 4’: 57,9 milhões de visualizações na abertura.

O trailer se aproxima dos números de ‘Super Mario Bros. Movie’, que atingiu 146,3 milhões em três dias.

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O sucesso do trailer foi impulsionado pelas mídias sociais, com destaque para as seguintes plataformas:

  • Instagram: Gerou o maior número de visualizações (47 milhões).
  • TikTok: Em segundo lugar, com 37 milhões de visualizações.

O lançamento também gerou mais de 142 mil menções em todas as plataformas de redes sociais, posicionando o filme e seus personagens em 2º e 3º lugar nos trending topics do Twitter/X.

A reação do público foi majoritariamente positiva, com destaque para dois temas centrais, segundo a reportagem.

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Além de Tim Allen (Buzz Lightyear) e Tom Hanks (Woody), o elenco de vozes conta com:

A nova aventura será codirigida por Andrew Stanton (diretor de ‘Procurando Nemo’) e McKenna Harris, com produção de Jessica Choi.

Brasil terá uma nova MAJOR: Amazon MGM Studios abrirá um escritório de distribuição no Brasil

A Amazon MGM Studios confirmou que abrirá um escritório de distribuição no Brasil e, a partir de 2026, passará a distribuir diretamente seus filmes no território nacional.

A informação foi revelada com exclusividade ao Portal Exibidor pelo executivo Caio Meira, que assume o cargo de Head of Brazil Theatrical Distribution e será responsável por conduzir a implantação e expansão das operações da companhia no país.

A decisão ocorre quase quatro anos após a aquisição da MGM pela Amazon, concluída em fevereiro de 2022. Para liderar o novo braço de distribuição, a empresa escolheu Meira, profissional com trajetória consolidada no mercado audiovisual. Ele iniciou a carreira na Cinemark, atuou por quase dez anos como diretor de vendas da Paramount no Brasil e, mais recentemente, estava no México como diretor de distribuição e vendas da Universal — onde também liderava os lançamentos da Warner, já que, no mercado mexicano, a Universal é responsável pela distribuição dos títulos do estúdio.

“Feliz em poder voltar a trabalhar no Brasil, assumindo o desafio de coordenar a abertura da operação de cinema dessa importante companhia que é a Amazon MGM Studios. A experiência de trabalhar por quatro anos e meio em um mercado de destaque mundial, como o mexicano, distribuindo conteúdos de dois grandes estúdios, como Universal e Warner, foi extremamente enriquecedora”, comemora Caio Meira

O executivo chega ao Brasil no fim de novembro para iniciar os trabalhos preliminares. A formação da equipe nacional está prevista para começar em janeiro, enquanto o escritório deve ser inaugurado entre janeiro e abril — período que também marca o início da distribuição própria no país.

Até lá, a Sony Pictures continuará responsável pelos lançamentos da Amazon MGM, conforme acordo firmado recentemente entre as empresas. Com o fim do contrato com a Sony, a Amazon MGM assumirá integralmente a distribuição de seus filmes no Brasil. Produções nacionais que venham a ser desenvolvidas pelo estúdio, como ocorreu com ‘Perrengue Fashion‘, realizado em parceria com a Paris Filmes, também passarão a ficar sob a gestão de Caio Meira.

‘Terror em Silent Hill: Regresso’ ganha novo trailer; Confira!

‘Terror em Silent Hill: Regresso’, adaptação do jogoSilent Hill 2”, ganhou seu mais novo trailer, levando-nos novamente à assombrada cidade marcada pela presença do aterrorizante Pyramid Head.

A Paris Filmes agendou o lançamento para 12 de março, nos cinemas.

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Hannah Emily AndersonEvie Templeton também integram o elenco como Mary e Laura, respectivamente.

‘Silent Hill’: Astro do novo filme da franquia revela que foi EXAUSTIVO participar do projeto

Na trama, James é um homem quebrado após ter sido separado do seu grande amor. Quando uma carta misteriosa o chama de volta a Silent Hill em busca dela, ele percebe que a cidade foi transformada por um mal desconhecido.

Enquanto James se aventura cada mais vez na escuridão, ele encontra figuras aterrorizantes, tanto familiares quanto novas, e começa a questionar sua própria sanidade enquanto ele luta para manter o senso da realidade por tempo suficiente para salvar seu amor perdido.

Dirigido por Christophe Gans – que comandou a adaptação ‘Terror em Silent Hill‘, de 2006 –, o filme é baseado em ‘Silent Hill 2, o segundo e mais popular jogo da série de videogames de sucesso da Konami.

Lançado em 2006, ‘Terror em Silent Hill‘ arrecadou mais de US$ 100 milhões mundialmente. A sequência, ‘Silent Hill: Revelação‘, fracassou nas bilheterias com apenas US$ 55.3 milhões arrecadados mundialmente, além de ter sido massacrada pelos críticos.

‘Os Normais’, com Fernanda Torres, e as Famosas Séries Brasileiras que Ganharam Filmes para o Cinema!

As Famosas Séries Brasileiras que Ganharam Filmes para o Cinema… A conexão entre o cinema e a TV é forte, e data de muito tempo. Podemos dizer, desde os primórdios do conteúdo televisivo. Essa ligação audiovisual ocorre pelo mundo, incluindo aqui no Brasil. Isso explica, por exemplo, o sucesso dos filmes dos Trapalhões na década de 1980 – quando os longas do quarteto batiam produções Hollywoodianas nas bilheterias de nosso país. Eles eram o verdadeiro fenômeno de público. Saídos, é claro, de seu próprio programa de TV, em especial o mais famoso deles na rede Globo. O mesmo se aplica à rainha dos baixinhos, Xuxa, outra personalidade que emplacou nas telonas, depois do sucesso nas telinhas.

Mas não foram apenas Os Trapalhões e a Xuxa que emplacaram nos cinemas após o sucesso na TV. Personalidades como Sérgio Mallandro, Faustão, Angélica, entre outros, também obtiveram a cereja do bolo de suas carreiras nas telonas. Aqui iremos listar algumas famosas séries brasileiras e programas de TV que migraram das telinhas para as telonas. Relembre as séries brasileiras que ganharam filmes para o cinema.

Os Normais (2003)

Um dos programas de maior sucesso da TV brasileira na década de 2000, ‘Os Normais’ foi criado e escrito pela saudosa Fernanda Young, uma das vozes mais originais de nossa dramaturgia. A proposta era falar de forma “nua e crua” sobre o relacionamento de um casal (Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães), abordando questões modernas para a época. A série durou três temporadas, de 2000 a 2003. No mesmo ano do término do programa, foi lançado o primeiro longa-metragem para o cinema. Seis anos depois, ganhávamos também uma sequência do filme, com ‘Os Normais 2 – A Noite Mais Maluca de Todas’.

A Grande Família (2007)

Aqui temos um caso curioso. Acontece que, embora a grande maioria conheça ‘A Grande Família’ em sua versão de 2001 – com Marco Nanini, Marieta Severo e Pedro Cardoso (imortalizado como Agostinho Carrara) -, o programa na verdade se trata de um remake de uma série brasileira da década de 1970, que trazia nomes como Jorge Dória, Eloísa Mafalda e Osmar Prado no elenco, e que marcou toda uma geração (seus pais ou avós certamente falam dela ainda hoje). É inegável também, por mais sucesso que a original tenha feito, a reimaginação a superou em todos os sentidos, ainda mais na popularidade. A prova disso foram as 14 temporadas que durou. Enquanto o programa ainda estava no ar, tivemos um filme para fazer companhia, que foi lançado nos cinemas em 2007.

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A Taça do Mundo é Nossa (2003)

Com esse título enaltecendo a paixão nacional, o futebol, a trupe do Casseta & Planeta estreava seu primeiro filme nas telonas em 2003. O ‘Casseta & Planeta’ começou nas páginas de revistas e tabloides ainda em 1986. Em 1992, o grupo de humoristas ganhava seu primeiro programa na TV. Dono de um humor escrachado e incorreto, o programa casou bem com a época e foi um enorme sucesso. Formado por esquetes, ‘Casseta & Planeta Urgente’ durou até 2012. O primeiro filme, ao contrário, teve um enredo passado na década de 1970, no qual um grupo de delinquentes tenta roubar a taça Jules Rimet. O grupo ainda estrelaria ‘Seus Problemas Acabaram’ (2006) e ‘As Aventuras de Agamenon – O Repórter’ (2012).

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Sai de Baixo (2019)

Não dá para entender como algumas coisas demoram tanto a acontecer. Esse foi o caso com a versão para o cinema de um dos programas mais populares da TV brasileira. ‘Sai de Baixo’ reinou nas noites de domingo, em meados dos anos 90. A família disfuncional do bairro do Arouche, em São Paulo, encabeçado pelo rouba cenas Miguel Falabella como Caco Antibes (ao lado de Agostinho Carrara, os dois mau-caráter mais carismáticos e engraçados do Brasil). ‘Sai de Baixo’ ficou no ar de 1996 a 2013, mas no cinema, o filme só rolou quanto o hype já havia passado há muito tempo, em 2019.

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Vai que Cola (2015)

Casseta & Planeta’, ‘Sai de Baixo’, ‘Os Normais’ e ‘A Grande Família’ são séries icônicas da TV brasileira, e serão para sempre lembrados como algumas das melhores de nossa dramaturgia de todos os tempos. Mas isso não significa que nosso país não siga criando programas populares muito queridos. Um que segue se reinventando e ainda está no ar depois de 10 temporadas é ‘Vai que Cola’. A estreia da série foi em 2013, e dois anos depois, o programa ganhava um filme para chamar de seu, igualmente estrelado pelo saudoso Paulo Gustavo no papel de Valdomiro, um golpista que precisa se refugiar em uma pensão no Méier, no Rio de Janeiro. Apesar do sucesso, uma sequência do filme só seria lançada em 2019, na forma de ume prequel, uma história passada antes inclusive da série, que mostra como tudo começou.

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Tô de Graça (2024)

Outro programa que fez e ainda faz muito sucesso na TV a cabo é ‘Tô de Graça’, estrelado por Rodrigo Sant’Anna no papel da humilde e desbocada Maria da Graça. A série estreou em 2017, e durou seis temporadas até 2022. É claro que o sucesso merecia uma adaptação cinematográfica, que estreou nas telonas este ano, em junho.

Os Caras de Pau (2014)

Um dos maiores humoristas do Brasil, o astro Leandro Hassum começou a fazer sucesso na comédia quase infantil ‘Os Caras de Pau’, que era exibido na TV Globo nos domingos pela tardinha. O programa estreou em 2010 e durou até 2013. Hassum fazia par com Marcius Melhem, como uma espécie de ‘Gordo e Magro’ modernos e tupiniquins. Hassum deslanchou no cinema em filmes próprios, mas fez questão de estrelar ao lado do amigo uma versão de ‘Os Caras de Pau’ para as telonas, que estreou em 2014.

Os Suburbanos (2022)

Rodrigo Sant’Anna é um dos novos reis do humor brasileiro. Além de ‘Tô de Graça’, o comediante emplacou também em outra série do canal Multishow da TV a cabo: ‘Os Suburbanos’, programa que estreou em 2015, e tem seis temporadas, com 150 episódios. A ideia, baseada em uma peça de autoria de Sant’Anna (de 2005), é retratar a vida dos subúrbios do Rio de Janeiro, tendo como protagonista Jefinho do Pagode, um aspirante a cantor da música popular brasileira. A versão para o cinema estreou em 2022. O curioso é que Sant’Anna já havia feito um filme de título e premissa similar, com ‘Um Suburbano Sortudo’, de 2016.

Novelas

Tieta do Agreste (1996)

Tieta’ é a segunda novela mais vista na história da rede Globo. Exibida originalmente em 1989, o folhetim irá ser reprisada novamente em breve (enquanto não ganha o tão esperado reboot). Baseada na obra de Jorge Amado, a ideia foi levada para o cinema, com o título original do livro ‘Tieta do Agreste’, em 1996, onde Tieta era vivida por Sônia Braga (substituindo Betty Faria).

O Bem-Amado (2010)

Novela clássica de 1973, sobre um político corrupto, mas carismático, de uma pequena cidade do interior, baseada na peça de Dias Gomes, que também escreveu o texto da novela. A versão para o cinema estreou em 2010, trazendo Marco Nanini como Odorico Paraguaçu, o saudoso José Wilker como Zeca Diabo, e Matheus Nachtergaele como Dirceu Borboleta. Dirigido por Guel Arraes, o longa tentou repetir o clima e o sucesso de ‘O Auto da Compadecida’ e ‘Lisbela e o Prisioneiro’.

Giovanni Improtta (2013)

Uma outra tendência na década passada no cinema nacional era spin-offs de personagens que se destacavam em novelas – ao invés de versão para o cinema das próprias novelas. Por exemplo, ao invés de uma adaptação para o cinema da popular ‘Senhora do Destino’ (já pensou ver a vilã Nazaré Tedesco nas telonas, chamando a protagonista Maria do Carmo de “anta nordestina”?), a opção foi levar apenas um de seus personagens mais divertidos e carismáticos, o ex-bicheiro Giovanni Improtta, vivido pelo saudoso José Wilker, sozinho para o cinema, em um filme próprio.

Crô (2013)

O mesmo ocorreu com ‘Crô – O Filme’. Assim como Giovanni Improtta, Crô (papel de Marcelo Serrado) era um personagem secundário da novela ‘Fina Estampa’ (outra novela do horário nobre da rede Globo, as 21horas). O curioso é que Crô era o aliado da vilã da novela, Tereza Cristina, papel de Christiane Torloni – uma espécie de secretário / mordomo. Logo no ano seguinte após o término da novela, Crô ganharia seu próprio filme. Mas não apenas isso. O sucesso foi tanto que cinco anos depois seria lançado a sequência ‘Crô em Família’.

Manifesto

(Manifesto)

 

Elenco:

Cate Blanchett
Erika Bauer
Ruby Bustamante

Diretor: Julian Rosefeldt

Gênero: Drama

Duração: 89 min.

Distribuidora: Mares Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 26 de Outubro de 2017

Sinopse: 

Os históricos manifestos de arte podem ser aplicados à sociedade contemporânea? Uma homenagem às declarações artísticas e inovadoras do século XX, dos futuristas e dadaístas ao Pop Art, Fluxus, Lars von Trier e Jim Jarmusch, esta série de reencenações interpretadas por Cate Blanchett explora os componentes performativos e o significado político dessas declarações.

Curiosidades: 

» O filme foi exibido no TRIBECA FILM FESTIVAL, FESTIVAL DE SUNDANCE e FESTIVAL DE ROTERDÃ 2017.

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

James Cameron revela juramento de sangue para fazer sequência de ‘Alita: Anjo de Combate’: “Estamos fazendo progresso”

O cineasta James Cameron, que atuou na produção e roteiro da adaptação para os cinemas de Alita: Anjo de Combate, falou recentemente sobre a aguardada possibilidade de uma sequência da obra.

Segundo o AnimeMojo, Cameron destacou o forte desejo de dar continuidade ao longa de 2019:

“Eu aprecio a lealdade dos fãs de Alita. Robert Rodriguez e eu fizemos um juramento de sangue para fazer pelo menos mais um filme de Alita. Na verdade, estamos pensando em uma arquitetura que possa conectar a um terceiro filme, mas ficaremos satisfeitos se conseguirmos fazer apenas mais um. E estamos fazendo progressos nesse sentido”, afirmou.

Alita: Anjo de Combate é baseado na popular série de mangás de Yukito Kishiro.

O primeiro longa arrecadou US$ 404.9 milhões nas bilheterias mundiais, a partir de um orçamento de US$ 170 milhões.

Alita: Anjo de Combate’ está disponível para streaming no Disney+.

Quando Alita (Rosa Salazar) desperta sem memória de quem ela é em um mundo futuro que ela não reconhece, é levada por Ido (Christoph Waltz), um médico compassivo que percebe que em algum lugar nesta casca de ciborgue abandonada está o coração e alma de uma jovem mulher com um passado extraordinário. Enquanto Alita aprende a navegar sua nova vida e as ruas traiçoeiras da Cidade de Ferro, Ido tenta protegê-la de sua misteriosa história, enquanto seu novo amigo de rua Hugo (Keean Johnson) oferece ajuda para recuperar suas memórias. Mas é somente quando as forças mortais e corruptas que controlam a cidade vêm atrás de Alita que ela descobre uma pista de seu passado – ela tem habilidades únicas de combate que os que estão no poder não conseguem controlar. Se ela puder ficar fora de seu alcance, pode ser a chave para salvar seus amigos, sua família e o mundo que ela está amando.

Executivo da HBO confirma discussões sobre 2ª temporada de ‘Pinguim’

Casey Bloys, chefe de conteúdo da HBO Max, falou recentemente sobre o futuro de ‘Pinguim’, a série derivada de sucesso de ‘The Batman’.

Embora ainda não haja uma confirmação oficial, o executivo revelou que o estúdio tem grande interesse em continuar a produção.

“Estamos conversando com a equipe da DC sobre como poderia ser uma segunda temporada de The Penguin”, afirmou Bloys, conforme o ComicBookMovie.

A série, estrelada por Colin Farrell, acompanhou a jornada de ascensão do vilão Pinguim até que ele conseguisse dominar Gotham. A produção foi um sucesso tanto de crítica quanto de público.

Vale lembrar que o ator Colin Farrell está confirmado para retornar como o icônico vilão no filme ‘The Batman: Parte II’, a sequência do épico dirigido por Matt Reeves.

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pinguim batman

A sequência do aclamado filme dirigido por Matt Reeves já tem data marcada: ‘The Batman – Parte II’ estreia nos cinemas em 1º de outubro de 2027.

Segundo Reeves, as filmagens estão previstas para começar entre o fim de abril e o início de maio de 2026.

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Lembrando que o primeiro filme está disponível na Max.

Crítica | Homo Argentum – Guillermo Francella Abrilhanta Compilado de Crônicas do Homem Contemporâneo

Existem três nomes argentinos que, se colocados lado a lado numa produção, é certeza de qualidade: Guillermo Francella, Mariano Cohn e Gastón Duprat. A dupla de roteiristas e diretores, indicados ao Oscar por ‘O Cidadão Ilustre’, tem como assinatura criar histórias que observam o cotidiano e o contemporâneo, acentuados por uma forte crítica social, principalmente sobre o próprio país, Argentina. E desde que Francella começou a estrelar seus filmes, o trio conquistou não só o público argentino, mas o latino-americano, principalmente o brasileiro. Por essas e outras que ‘Homo Argentum’, novo projeto dos três, teve pré-estreia no Festival do Rio 2025, com a presença de Mariano Cohn apresentando-o ao público presente.

Em um compilado que totaliza uma hora e cinquenta, ‘Homo Argentum’ traz dezesseis histórias que duram entre um e vinte minutos mais ou menos. Todas são estreladas por Guillermo Francella, que se caracteriza de forma diferente para cada uma delas. Algumas histórias possuem mais personagens e diálogos, outras, são tão rápida como um mero episódio da vida cotidiana. O projeto, é verdade, poderia ser uma série de mini histórias, como o ‘What If’ da Marvel, mas o fato de terem optado pelo formato de longa-metragem não só emprega um quê de ousadia no projeto como também aposta na sua projeção: ver a essas dezesseis histórias no cinema faz tem muito mais impacto pela experiência coletiva de reagir às tramas juntos, ao invés de sozinho em casa.

Das histórias, vale separar a primeira (não à toa, o carro chefe da produção), em que Francella vive um homem de classe média alta debatendo a migração compulsória dos jovens para a Europa, e, em seguida, vai à varanda fumar um cigarro e um acidente acontece. A maestria com que o semblante do personagem muda no acidente e momentos após é fabulosa, e comprova porque é um dos maiores atores da atualidade.

Em outro momento, Francella é um pai cuja esposa morreu há um tempo e cujos filhos se reúnem para falar da herança, após o pai anunciar estar namorando a governanta da casa. Outra história sensacional aborda um homem rico que é abordado por um rapaz que vende doces; compadecido com a situação do rapaz, o homem oferece um almoço, depois um banho de loja, um aparelho de celular… tudo realizado com o maior desprendimento.

Situações como essas são recorrentes em ‘Homo Argentum’, que uma vez mais evidencia o olhar extremamente crítico dos roteiristas e diretores em ver o homem contemporâneo em todas as suas camadas, tirando-lhe as máscaras e revelando-o tal como é. Aqui, tendo o dinheiro e a posse como fio condutor, os diretores convidam o espectador a refletir sobre as situações e personagens apresentados, sempre através do viés do humor, do cinismo e da conveniência, afinal, tanto as situações quanto os personagens parecem com algo pelo qual passamos ou alguém que conhecemos. Como diz a ironia do título, é um exercício de observação da evolução humana – se é que se pode usar essa palavra para caracterizar o homem de hoje.

Altamente irônico e sem medo de colocar uma lente na sujeira debaixo do tapete da classe média, ‘Homo Argentum’ é um exercício ótimo sobre até onde vai a hipocrisia social em prol do benefício próprio.

O filme chega dia 20 de novembro na DisneyPlus.

Desabafo de um crítico nostálgico: Por que os filmes não são tão bons como antigamente?

Será que vai existir um novo ‘Esqueceram de Mim‘? Essa dúvida veio na minha cabeça depois que eu assisti ‘Um Natal Ex-Pecial‘ na Netflix. O streaming arrasou em trazer a minha eterna musa da adolescência Alicia Silverstone de volta em um filme de Natal, que é uma farofinha gostosa, mas não tem o impacto que os filmes antigos tinham. É um clichê bem executado. Estamos vivendo em um momento à base da nostalgia: reciclar o que funcionou e adicionar elementos que nos lembrem do passado. Os anos 80 e 90 nunca estiveram tão na moda quanto hoje em dia. Temos até a volta do chocolate Surpresa. Mas me indaga a pensar o que nos faz se apegar tanto às décadas passadas.

Os filmes traziam histórias inovadoras e desbravadoras, como ‘Jurassic Park‘ e ‘ET‘, e elas continuam sendo revividas nos cinemas com sequências e derivados, mas não possuem o mesmo impacto narrativo que tiveram outrora. E isso me faz pensar no que consumimos e no que queremos consumir. Ficou muito mais fácil reviver histórias antigas do que iniciar novas. Quais filmes modernos viraram franquias? Em que momento paramos de idealizar novas histórias para viver apenas de histórias que já conhecemos e que nos trazem conforto?

É muito difícil achar um filme atual bom, seja nos streamings ou nos cinemas, mas também quando eles chegam poucas pessoas tem acesso ou interesse. As histórias mais interessantes acabam chegando em poucas salas de cinemas, passando batido, e quem sabe uma hora encontramos em algum streaming. Eu pude ver alguns filmes muito interessantes em festivais de cinema. ‘Baby‘ foi um deles.

Baby

E aí começa um novo problema, de como você pode acessar novas histórias. Indiquei o filme para um amigo, mas não estava nos streamings que ele assinava. E ele já assinava vários. Não dá para assinar mais um streaming só pra ver um filme que não está no seu streaming. Antes você ia na locadora e escolhia um filme. Pronto. Simples. Agora, são dezenas de streamings a rodo. Muito conteúdo, mais do mesmo. E quando você quer indicar um filme, não está no streaming que a pessoa assina. E cá estou de novo em um retrato nostálgico sentindo saudade das velhas locadoras. “É só comprar o filme no streaming, uai”. Fato. Mas de repente voltamos na era da TV a cabo. O filme que quero sempre parece estar no streaming que não assino. E quantos streamings…

Ficar zapeando e procurando um título bom pra assistir, horas e horas. Uma busca solitária. Sem a interação das videolocadoras e sem o charme de pedir ajuda para o atendente. Quem sabe até descolar o VHS lançamento que está escondido embaixo do balcão para os clientes VIPs? Ou se deparar com a fita de Faces da Morte e ficar morrendo de medo? Ou dar uma envergadinha para a sessão adulta com medo de ser descoberto? Ah, que saudade das videolocadoras.

Videolocadoras e a quantidade de opções

Me faz pensar que nossos sentimentos ao assistir a um filme não estavam só no produto em si, mas em toda a jornada para descobri-lo. A magia dos filmes antigos talvez estava na história que nos levou a eles. Hoje temos muitas ofertas, mas tudo parece mais do mesmo. Antes, blockbusters eram raros e preciosos. Quando um blockbuster ia ser lançado, tinhamos meses de preparação. Lembro de ir comprar a revista SET para saber como o Stephen Sommers conseguiu transformar o The Rock em um Escorpião na sequência do maravilhoso ‘A Múmia‘. Que filme delicioso. Hoje vejo quão porco foi o CGI, mas na época eu não me importava. Foram meses me preparando para aquele lançamento, com filas no cinema. 1999 foi o melhor ano da história do cinema. E ‘Independence Day‘? E o que foi o fuá em torno de ‘A Bruxa de Blair‘? Eu nunca sai tão aterrorizado do cinema em imaginar que sim, aquilo podia ter sido verdade e foi vendido como. Que marketing genial, meu Deus. E nem vou falar de ‘Matrix‘ por que esse merece uma matéria só pra ele. Quando teremos algo parecido? O Bug do Milênio nos bugou? A internet nos deixou muito acelerados? Sem paciência?

Matéria de O Retorno da Múmia na revista SET

Isso me leva a pensar que hoje estamos pecando pelo excesso. Temos um blockbuster chegando por fim de semana nos cinemas, um filme imperdível. Você precisa ver. “Não perca, hein?”. As vezes até dois blockbusters no mesmo fim de semana, como o fenômeno ‘Barbenheimer‘. Mas as histórias não parecem mais tão atrativas, e bora rebuscar o passado pra reviver uma história confortante. Amo. ‘Pânico 7‘, ‘Eu Sei o Que vocês Fizeram no Verão Passado‘ (dessa vez eu preferia não ter sabido), a estafa dos super-heróis. Muitas sequências. Poucas histórias inéditas. Nos apegamos ao passado e às franquias. Salvo algumas excessões, como ‘Pecadores‘, ‘Faça Ela Voltar‘ e ‘O Agente Secreto‘. E de repente, ‘Harry Potter e o Cálice de Fogo‘ volta aos cinemas e estreia em segundo lugar nas bilheterias. Levou 373 MIL pessoas aos cinemas. Em um dia. Um filme lançado há 20 anos. Estamos relançando filmes antigos. Acho que não sou só eu que estou nostálgico.

Sem entrar no tabu da qualidade do conteúdo ofertado hoje em dia tanto nos cinemas quanto nos streamings, que me faz ter saudades imensas de passar as manhãs assistindo os mesmo episódios de ‘A Caverna do Dragão‘ no Xou da Xuxa. Eram episódios repetidos que pareciam novos, tamanha a complexidade. Falando nisso, quando conseguir, assista ao fofo filme nacional ‘O Último Episódio‘, de Maurílio Martins. Um coming of age delicioso que se passa nos anos 90 e aborda toda essa nostalgia. O filme saiu em poucas salas de cinema, e em breve deve chegar ao streaming. Espero que seja em um streaming que você assine. Risos.

Mas eu queria saber de você. Por que estamos tão apegados às histórias do passado e por que não nos interessamos pelas histórias novas? O que falta? Qualidade? Conteúdo?

Jay Kelly

(Jay Kelly)

 

Elenco:

George Clooney
Adam Sandler
Laura Dern

 

Direção: Noah Baumbach

Gênero: Drama

Duração: 132 min.

Distribuidora: O2 Play

Orçamento: US$ 30 milhões

Estreia: 20 de Novembro de 2025 (Nos Cinemas) – 5 de Dezembro de 2025 (Netflix)

Sinopse: 

O astro do cinema JAY KELLY confronta seu passado e seu presente em uma jornada caótica pela Europa com seu dedicado agente.

Ao longo do caminho, os dois precisam confrontar os relacionamentos com pessoas queridas e o legado que vão deixar.

Crítica: 

Crítica | George Clooney comanda a honesta e inofensiva dramédia ‘Jay Kelly’, de Noah Baumbach

Curiosidades: 

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Noah Baumbach revela processo de criação de ‘Jay Kelly’: “Não sabia exatamente o que era”

» Além de dirigir, Noah Baumbach também assina o roteiro ao lado de Emily Mortimer;

» Após uma passagem limitada pelos cinemas, o longa chegará ao serviço de streaming da Netflix no dia 5 de dezembro;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Crítica | George Clooney comanda a honesta e inofensiva dramédia ‘Jay Kelly’, de Noah Baumbach

Noah Baumbach tem uma visão bastante singular sobre o mundo – e utiliza a complexidade do ser humano como força-motriz de histórias de amadurecimento e de perseverança, por mais minimalistas que sejam. Responsável por produções como ‘Margot e o Casamento’, ‘Frances Ha’, ‘Ruído Branco’ e ‘História de um Casamento’, Baumbach frequentemente trabalha com a esposa, Greta Gerwig, e une comédia e drama para retratar os altos e baixos da própria existência. Agora, o cineasta está de volta com um ambicioso projeto intitulado Jay Kelly – uma dramédia estrelada por George Clooney e Adam Sandler que aposta na metalinguagem para pontuações filosóficas e sociais.

Na trama, Clooney interpreta o popular ator titular, Jay Kelly, que ascendeu ao estrelato de maneira meteórica e é conhecido mundo afora. Após terminar as filmagens de seu último projeto, Jay começa a refletir sobre a vida e sobre seu relacionamento com as filhas, acreditando ter perdido boa parte da infância e da adolescência das meninas em prol das burocracias e dos comprometimentos exigidos pela vida hollywoodiana. E, nas duas semanas de folga que conseguiu antes de rodar o próximo longa, Jay decide deixar tudo para trás para encontrar a caçula, Daisy (Grace Edwards), em sua viagem para a Europa ao lado dos amigos, levando sua equipe em uma inofensiva jornada de redescoberta.

Em mais de duas horas, Baumbach navega por sátiras sutis que não criticam apenas a predatória atmosfera da indústria cinematográfica, mas a impalpabilidade da fama em detrimento da humanidade. Responsável pelo roteiro ao lado de Emily Mortimer, que interpreta Candy no projeto, o realizador transforma Jay Kelly em um encontro entre as icônicas e inalcançáveis estrelas de cinema da Era de Ouro de Hollywood, como Clark Gable e Humphrey Bogart, mas nos convida aos bastidores das manchetes e dos holofotes ao levar o protagonista em uma tentativa de recuperar as glórias de um passado no anonimato – colocando-o em xeque constante com as escolhas que fez e os arrependimentos que carrega.

De certa maneira, a ambientação do filme é carregada com uma melancolia permanente que guia não só Jay, mas os outros personagens – afinal, cada um é engolfado nesse impulso existencial que cruza os oceanos. Temos Ron (Adam Sandler), assessor de Jay, que tenta convencê-lo a focar em suas responsabilidades, mas cede aos caprichos do cliente e procura encontrar um meio-termo entre seus desejos e o que é imprescindível; Liz (Laura Dern), publicista do astro e movida por um senso corporativista metódico que entra em conflito com questões não resolvidas com seu ex-noivo, Ron, que abandonou aos pés da Torre Eiffel; e até mesmo Daisy, que se sente invadida pelo comportamento impetuoso do pai, que a encontra através de faturas de cartão de crédito.

O tema principal do filme, e que reflete o apreço de Baumbach por questões existencialistas, já nos é apresentada no letreiro que precede a primeira cena do projeto – uma frase de Sylvia Plath que discorre sobre o desafio de interpretar a si mesmo. Jay funciona como materialização dessa declaração ao não saber mais quem é, deixando se levar pela necessidade de provar e de imortalizar personagens, que o vão destituindo de sua própria essência até o epifânico momento em que decide ir atrás da filha. Destrinchando-se nas subtramas que acompanham os coadjuvantes, os aspectos filosóficos ganham espaço de forma singela e, apesar de se manterem numa superficialidade cômoda, funcional.

Enquanto a relação entre sua vida pessoal e profissional se torna mais intrincada, seja pela fotografia ambígua de Linus Sandgren ou pela cândida trilha sonora de Nicholas Britell, o destaque destina-se aos atores: Clooney diverte-se ao interpretar Jay Kelly, talvez trazendo experiências próprias para compor o arco tour-de-force que o acompanha até o encerramento do longa; Sandler volta a nos encantar com seus meandros dramáticos, entregando um dos papéis mais sólidos de sua carreira; e Dern retoma colaboração com Baumbach em uma rendição que ecoa seu trabalho em ‘História de um Casamento’. Billy Crudup também dá as caras como Tim, ex-colega de Jay que acusa o astro de ter usurpado tudo o que deveria ter ao roubar um importante papel – e que dá início à jornada de rendição do protagonista.

Ainda que Jay Kelly seja um dos filmes mais honestos de Noah Baumbach, ele não é livre de erros – e, em determinado momento, percebemos que a longa duração do projeto não é justificada, valendo-se de limitações impostas pela narrativa em si e por repetições que tentam ser mascaradas pela mesma sutileza empregada na construção dos personagens. Entretanto, o resultado é aprazível o suficiente para nos comover e para nos satisfazer em sua completude – deixando que o elenco brilhe e nos guie nessa trajetória.

Jay Kelly

“Não deixe sua vida passar despercebida”: Laura Dern se emociona ao falar sobre ‘Jay Kelly’

Noah Baumbach revela processo de criação de ‘Jay Kelly’: “Não sabia exatamente o que era”

 

Matthew Lillard revela que as exibições-teste de ‘Pânico 7’ foram um SUCESSO estrondoso: “É Ótimo!”

Kevin Williamson roteirizou o ‘Pânico‘ original de 1996, a sequência e o quarto filme da saga. Agora, ele assume a direção de ‘Pânico 7‘, que está sendo elogiadíssimo nas exibições-teste.

A novidade foi revelada pelo ator Matthew Lillard, que retorna como Stu Macher.

“Os testes iniciais com o público foram incríveis (explodiram), o que é emocionante. O roteiro é ótimo, acho que Wes Craven ficaria muito orgulhoso. É algo mais ou menos na mesma linha do que a franquia costumava ser.”

Assista:

“INCRÍVEL!”: Internautas rasgam elogios ao primeiro trailer de ‘Pânico 7’

Quando um novo Ghostface surge na pacata cidade onde Sidney Prescott (Neve Campbell) reconstruiu sua vida, seus medos mais sombrios se tornam reais enquanto sua filha (Isabel May) se torna o próximo alvo do assassino. Determinada a proteger sua família, Sidney terá que enfrentar os horrores do seu passado para acabar com o massacre de uma vez por todas.

Astros ELOGIAM a direção de Kevin Williamson em ‘Pânico 7’: “Ele trouxe vários elementos do original”

Pânico 7‘ será lançado nos cinemas nacionais no dia 26 de fevereiro de 2026.

Diretor original de ‘Pânico 7’ revela o VERDADEIRO motivo que o fez abandonar o filme

Vem assistir ao trailer de ‘Pânico 7’ comentado por Renato Marafon

Além de Neve Campbell como Sidney, Courteney Cox também retorna como a jornalista Gale Weathers. Isabel May, Jasmin Savoy Brown, Mason Gooding, Anna Camp, Joel McHale, Mckenna Grace, Michelle Randolph, Jimmy Tatro, Asa Germann, Celeste O’Connor, Sam Rechner, Ethan Embry, Tim Simons e Mark Consuelos completam o elenco.

Kevin Williamson, criador dos personagens da franquia, é diretor e roteirista da produção. Guy Busick assina o roteiro em conjunto com Williamson e a história ao lado de James Vanderbilt. Vanderbilt ainda atua como produtor ao lado de William Sherak e Paul Neinstein.

Wicked – Parte 2

(Wicked For Good)

 

Elenco:

Cynthia Erivo
Ariana Grande
Michelle Yeoh
Jeff Goldblum
Jonathan Bailey

 

Direção: John M. Chu

Gênero: Musical

Duração: 137 min.

Distribuidora: Universal Pictures

Orçamento: US$ 165 milhões

Estreia: 20 de Novembro de 2025

Sinopse: 

Wicked – Parte 2‘ é liderado pelas superestrelas indicadas ao Oscar, Cynthia Erivo e Ariana Grande, e traz o capítulo final da história não contada das bruxas de Oz. A Parte 2 começa com Elphaba e Glinda separadas, vivendo com as consequências de suas escolhas. Elphaba (Cynthia Erivo), agora demonizada como a Bruxa Má do Oeste, vive no exílio, escondida na floresta de Oz, enquanto continua sua luta pela liberdade dos Animais silenciados e tenta desesperadamente expor a verdade que conhece sobre O Mágico (Jeff Goldblum). 

Enquanto isso, Glinda se tornou o glamouroso símbolo da Bondade para todo o reino de Oz – ela vive no palácio da Cidade das Esmeraldas e desfruta das vantagens da fama e da popularidade. Sob a orientação de Madame Morrible (Michelle Yeoh, vencedora do Oscar), Glinda tem se tornado um conforto efervescente ao povo de Oz ao tranquilizar as massas de que tudo está bem sob o governo do Mágico. 

Quanto mais cresce a fama de Glinda, e se intensificam os preparativos para o seu casamento com o Príncipe Fiyero (Jonathan Bailey, vencedor do Prêmio Olivier e indicado aos prêmios Emmy e SAG) em uma espetacular festa oziana, ela se sente cada vez mais assombrada pela separação de Elphaba. Sua dedicada tentativa, provavelmente frustrada, de intermediar uma reconciliação entre Elphaba e o Mágico podem inclusive afastá-las ainda mais. As consequências disso vão transformar Boq (Ethan Slater, indicado ao Prêmio Tony) e Fiyero para sempre, e ameaçar a segurança da irmã de Elphaba, Nessarose (Marissa Bode), quando uma garota do Kansas invadir a vida de todos eles. 

Enquanto uma multidão enfurecida se ergue contra a Bruxa Má, Glinda e Elphaba vão precisar se unir uma última vez. A singular amizade delas agora assume uma posição determinante no futuro das duas, que vão precisar se olhar e se reconhecer de verdade, uma à outra, com honestidade e empatia, se quiserem mudar a si mesmas — e todo o reino de Oz — para sempre. 

Crítica: 

Crítica | ‘Wicked: Parte II’ é uma épica conclusão para o maior evento musical do século

Crítica em vídeo:

Curiosidades: 

Ariana Grande testa positivo para Covid durante turnê global de ‘Wicked: Parte 2’

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» O longa é baseado no clássica peça da Broadway, que, por sua vez, é inspirada no romance escrito por Gregory Macguire;

» Sobre dividir a adaptação em duas partes, o diretor Jon M. Chu declarou: “Enquanto desenvolvíamos a adaptação, ficou claro que seria impossível contar a história de ‘Wicked’ em apenas um filme. Enquanto tentávamos cortar personagens e canções, essas decisões começaram a comprometer o material de origem que nos encantou por tantos anos. Então, nós decidimos fazer DOIS filmes! Com mais espaço, nós poderemos contar a história de ‘Wicked’ como deve ser contada, com ainda mais profundidade e surpresas na jornada desses personagens queridos”;

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Trailer:

Cartazes: 

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Fotos: 

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Crítica | ‘Wicked: Parte II’ é uma épica conclusão para o maior evento musical do século

No final do ano passado, o mundo parava para assistir à primeira parte da adaptação do aclamado e prestigiado musical Wicked. Estrelado por Cynthia Erivo e Ariana Grande, e dirigido por Jon M. Chu, o longa tornou-se um sucesso de crítica e de público, superando todas as expectativas de bilheteria e faturando dez indicações ao Oscar. O impacto causado pelo projeto antecipou o vindouro lançamento da segunda parte desse épico musical – que adapta o ato de encerramento da peça original para as telonas de maneira a expandi-lo e a transformar um dos maiores eventos da década em uma espetacular conclusão que nos envolve através de expressivos 137 minutos.

Tendo início pouco depois dos bombásticos eventos do primeiro capítulo, em que Elphaba (Erivo) foi declarada inimiga pública número 1 de Oz pelas falcatruas do Mágico (Jeff Goldblum) e de Madame Morrible (Michelle Yeoh) – que a acusaram de torturar os animais sentinelas da Cidade das Esmeraldas quando, na verdade, eles a convenceram a lhes dar asas para trabalharem como espiões alados e cortar pela raiz o mal da rebeldia e de seus opositores. Condenada a uma vida isolada e de perseguição, Elphaba se esconde nas florestas de Oz e, quando possível, age às escondidas para livrar os animais presos em cativeiro e impedir que os planos corporativistas e malignos do Mágico se concretizem – enquanto lida com a falta de sua antiga melhor amiga, Glinda (Grande), e de seu amor perdido, Fiyero (Jonathan Bailey).

Não demora muito até que a situação escale a níveis catastróficos quando Elphaba, sendo convocada por Glinda a se juntar ao Mágico – que aparentemente aprendeu com os erros -, descobre que as coisas são mais podres do que aparentam e que ela é a única capaz de reverter Oz a seu estado original de liberdade e paz, jurando para si mesma livrar o mundo do falso feiticeiro que ocupa o trono e levar a verdade ao povo. E, à medida que enfrenta as mentiras espalhadas sobre si própria, Elphaba tenta mostrar a realidade para Glinda, que, por sua vez, se vê num estado de contentamento forçado em que emerge como um símbolo efêmero e frágil de esperança e união – e de reforço ao bode expiatório em que a melhor amiga e confidente foi transformada.

Particularmente, sempre afirmei em minhas críticas que o segundo ato de Wicked era um bom acompanhamento para a ato de abertura do musical – mas não conseguia chegar aos pés da experiência quase epifânica que Stephen Schwartz e os incontáveis diretores que encabeçaram as adaptações constroem até o ápice de “Defying Gravity”. E fico feliz em informar que Chu, cujo trabalho para além da releitura inclui os ótimos ‘Podres de Ricos’ e ‘Em um Bairro de Nova York’, não apenas supera as expectativas, como melhora o material original em um glorioso e vibrante espetáculo que não perde a mão a qualquer momento e que expande essa irretocável mitologia política em uma envolvente epopeia cinematográfica.

Assim que o lançamento da primeira parte se deu nas salas de cinema, vários espectadores comentaram sobre a falta de cor dentro do filme – e não acho que qualquer argumento tenha sido válido. Chu, cujas habilidades de câmera são inegáveis, une fantasia e realidade em um mesmo lugar ao utilizar a “falta” de um exagero de cores para prenunciar a podridão de Oz, escondendo em meio a dessaturações e a tons mais sóbrios o que os personagens escondem em seu âmago – seja o caráter demagogo do Mágico, a superficialidade destrutiva de Glinda e a impetuosidade cega de Elphaba. E, é claro, o diretor guarda os momentos de contemplação, nostalgia e ressentimento para uma construção plástica que dança entre a imaterialidade a palpabilidade – reiterando-se como um dos melhores realizadores da atualidade.

Mais uma vez, o elenco se entrega de corpo e alma a atuações fantásticas e que praticamente lhe garantem menções merecidas na próxima temporada de premiações. Erivo e Grande, nossas grandes estrelas, mostram um amadurecimento compulsório pelo qual Elphaba e Glinda passam, arremessando-as no centro de artimanhas políticas que as transformam em peões de tabuleiro de xadrez – mergulhando de cabeça em uma dosagem correta entre drama e comédia que funciona tanto em seus arcos individuais quanto quando dividem as cenas. Desfrutando de uma química e de vocais cristalinos e primorosos, as duas mostram novamente que nasceram para interpretá-las.

A dupla não está sozinha nessa empreitada, sendo acompanhada de perto por uma presença marcante de Bailey como Fiyero, privado de uma vida verdadeira ao lado de Elphaba para se conformar a um papel social mandatório ao lado de Glinda. Yeoh e Goldblum têm espaço de sobra para incrementar a personalidade condenável de Morrible e do Mágico, respectivamente, enquanto Marissa Bode (Nessarose) e Ethan Slater (Boq) constroem mágica através de um relacionamento falido e tóxico que culmina em tragédia e um perigoso desejo de vingança.

Wicked: Parte II’ mantém-se no altíssimo nível do capítulo anterior e supera nossas expectativas com uma gloriosa adaptação que não nos deixa entediados em momento algum. Contando com atuações espetaculares e uma direção que não apenas expande a mitologia de Oz como serve como uma carta de amor aos musicais, o longa é uma conclusão impecável que nos deixa felizes e, ao mesmo tempo, melancólicos por sabermos que está na hora de dizer adeus.

Silvio Santos Vem Aí

(Silvio Santos Vem Aí)

Elenco:

Leandro Hassum
Manu Gavassi
Regiane Alves

 

Direção: Cris D’Amato

Gênero: Biografia

Duração: 91 min.

Distribuidora: Paris Filmes

Orçamento: R$ 7 milhões

Estreia: 20 de Novembro de 2025

Sinopse: 

Em 1989, Silvio Santos surpreendeu o país ao se candidatar à presidência. A jornalista Marília é designada para investigar sua vida e prever possíveis ataques dos adversários. Embora seja um ícone da TV, Silvio mantém sua vida pessoal reservada. O convívio entre Silvio e Marília gera embates e descobertas. Desse encontro, ambos sairão transformados.

Curiosidades: 

Hugo Bonèmer detalha seu personagem em ‘Silvio Santos Vem Aí’

‘Silvio Santos Vem Aí’: Internautas reagem ao trailer da cinebiografia com Leandro Hassum; “Melhor que a do Rodrigo Faro”

Após Rodrigo Faro, Leandro Hassum interpretará Silvio Santos nos cinemas

» ‘Silvio Santos Vem Aí’ traz Leandro Hassum no papel do maior comunicador do Brasil. Protagonizado por Hassum e por Manu Gavassi, o filme – que tem direção de Cris D’Amato e roteiro de Paulo Cursino – revela os bastidores do programa que o consagrou e acompanha Silvio Santos no momento em que decide se lançar como pré-candidato à Presidência da República, em 1989.

» Hassum, que no filme impressiona pela semelhança com o apresentador, conta como foi a construção do personagem: “O Silvio Santos nasceu de mim através da interpretação, tentei pegar o espírito dele, o espírito da animação, do apresentador, e trazer para perto no gestual, no caminhar, na postura. E isso foi me trazendo o Silvio Santos, que acabou ficando, a meu ver — e quem diz isso é sempre o público — uma grande homenagem a ele. De forma muito respeitosa, fui buscando os trejeitos, a forma de andar, de caminhar, de se comportar, do Silvio Santos.

» Silvio Santos Vem Aí‘ mergulha nos bastidores da TV, revelando o momento em que Silvio, aos 58 anos, precisou se dedicar à campanha eleitoral. A partir da relação entre ele e a publicitária Marília (Manu Gavassi), que investiga sua vida para construir a campanha e evitar surpresas de adversários políticos, o filme mostra um lado mais íntimo do apresentador, que sempre foi extremamente reservado fora dos estúdios.

» Marília vai trabalhar com Silvio e fica dividida entre o profissionalismo e o encanto pelo apresentador. Embora a princípio ela fique desconfiada, aos poucos vai sendo conquistada pelo seu carisma. A ideia desse recorte para o filme foi de Paulo Cursino, o roteirista, e a diretora Cris D’Amato comenta a escolha. “Eu conhecia o fato da candidatura do Silvio, mas não a fundo o que havia acontecido. Eu sabia da subida das pesquisas, sabia da controvérsia, mas os detalhes do que havia acontecido eu fui estudar para o filme. O Paulo surgiu com a ideia e eu achei muito boa, é um fato que pouca gente conhece, mas é muito curioso”, diz.

» Vale lembrar que, em 2024, foi lançado o filme ‘Silvio‘, estrelado pelo Rodrigo Faro, que focou no sequestro que marcou o Brasil, e mostrou o apresentador lutando para proteger sua família e seu legado enquanto encara de frente um dos momentos mais desafiadores da sua vida;

» Paulo Cursino, de ‘O Candidato Perfeito‘, assina o roteiro;

‘Silvio’ Santos: Filme estrelado por Rodrigo Faro ganha novo trailer; Assista!

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Crítica | ‘O Sobrevivente’ se apoia no CARISMA de Glen Powell para ofuscar as fórmulas e as obviedades

Edgar Wright pode até ter uma carreira irregular no cinema, mas certamente já deixou sua marca como um dos realizadores mais conhecidos da contemporaneidade. Conhecido por seu estilo frenético e dinâmico e por uma edição igualmente explosiva marcada pelo uso de panorâmicas-chicote e transições, o realizador é responsável por títulos como o impecável ‘Scott Pilgrim contra o Mundo’, o envolvente ‘Em Ritmo de Fuga’ e o subestimado ‘Noite Passada em Soho’. Agora, Wright está de volta ao show business com o lançamento do antecipado remake de O Sobrevivente, que chega aos cinemas nacionais no próximo dia 20 de novembro.

O longa, inspirado no clássico romance homônimo de Stephen King e no filme estrelado por Arnold Schwarzenegger em 1987, nos leva para um futuro distópico em que uma sociedade em frangalhos é forçada à humilhação pública para sobreviver enquanto os ricos se deleitam em um poder inalcançável. Lidando com um temperamento perigoso para comprar remédios para sua filha doente, o impetuoso Ben Richards (Glen Powell) contraria os próprios instintos e se inscreve num mortal reality show chamado The Running Man – onde, competindo ao lado de outras duas pessoas, deve se esconder por 30 dias de uma perigosa milícia cujo objetivo é caçá-los e eliminá-los. Caso algum dos competidores sobreviva até o final, será recompensado com o valor de 1 bilhão de novos dólares, saindo da pobreza e ascendendo a uma condição social muito melhor.

Porém, as coisas, que já não soam fáceis, se veem acompanhadas de uma artimanha para não apenas garantir a eliminação de todos os participantes do reality, mas impedir que uma dura e opressiva verdade venha à tona, colocando em xeque o monopólio aparentemente indestrutível do magnata da mídia Dan Killian (Josh Brolin, produtor do Running Man. Ben, após perceber que cada selecionado está fadado ao fracasso e a se tornar mais um pária para fins de um cruel e sangrento espetáculo, se torna inadvertidamente um símbolo que luta contra o inescapável abismo social em que ele e tantos outros se encontram, enfrentando o status quo enquanto luta pela própria sobrevivência.

Wright não é nenhum estranho a filmes de ação, como bem sabemos, e consegue criar ótimas coreografias de luta e de perseguição que trazem ritmo e dinamismo a uma história um tanto quanto familiar e óbvia. Afinal, desde o início dos anos 2010, o gênero distópico passou por uma revitalização e uma repopularização que levou incontáveis narrativas ao cinema e à televisão, focando em temas sociopolíticos e trazendo como pano de fundo a queda da civilização moderna e a ascensão de regimes ditatoriais e autoritários. O Sobrevivente, cuja primeira versão está em vias de completar quarenta anos, não foge muito dos escopos que imaginaríamos encontrar aqui e, por essa razão, posa como um bom entretenimento.

O diretor encontra sucesso em focar no talento e no carisma de seu elenco, que traz Powell como carro-chefe. O astro, que ganhou popularidade por produções como ‘Todos Menos Você’, ‘Twisters’ e ‘Assassino por Acaso’, usa e abusa de seu inato magnetismo para nos guiar por essa insana e sangrenta jornada, buscando certos elementos jocosos de trabalhos anteriores para incrustar a terrível backstory de Ben – que faz o que faz para garantir uma vida melhor para a filha e para a esposa. Brolin, emergindo como o antagonista principal, também brilha ao demonstrar sua afeição por papéis vilanescos e construir um emblema noventista que enche as telonas com uma boa performance.

Colman Domingo, Michael Cera, Emilia Jones e William H. Macy também compõe o estelar time de atores que desponta nas telonas e que, através de rendições comprometidas e práticas, ofuscam os deslizes. Se Wright acerta nos quesitos técnicos, ele faz isso em detrimento de modernizar o roteiro, coassinado com Michael Bacall. É claro que, comparado ao longa original, o remake se mostra muito mais bem arquitetado e polido – mas isso não quer dizer que esteja livre de equívocos. A condução narrativa é óbvia desde os primeiros segundos, destrinchando-se em uma fórmula atrás da outra para calcar mensagens simplistas sobre temas que ainda merecem discussão mesmo décadas depois do lançamento do romance de King. Porém, o exagero proposital e as metáforas clichês e autoconscientes sobre massificação e controle transformam esse convite ao debate em mais do mesmo.

A nova versão de O Sobrevivente é mais instigante e melhor que a estrelada por Schwarzenegger e posa como mais uma boa adaptação dos escritos de King. Se conseguirmos deixar os múltiplos obstáculos e as constantes obviedades de lado, o vindouro filme de Edgar Wright cumpre com o que promete: divertir – mesmo não conseguindo justificar a própria existência.

O Sobrevivente

(The Running Man)

 

Elenco:

Glen Powell
Josh Brolin
Karl Glusman
Katy O’Brian

 

Direção: Edgar Wright

Gênero: Ação

Duração: 120 min.

Distribuidora: Paramount Pictures

Orçamento: US$ 60 milhões

Estreia: 20 de Novembro de 2025

Sinopse: 

Ambientada em uma América distópica, a trama de O SOBREVIVENTE gira em torno de Ben Richards, um homem desesperado que participa de um reality show violento chamado O Sobrevivente, para ganhar dinheiro e salvar sua filha gravemente doente.

Crítica: 

Crítica | ‘O Sobrevivente’ se apoia no carisma de Glen Powell para ofuscar as fórmulas e as obviedades

Curiosidades: 

Reboot de ‘O Sobrevivente’ estreia no Brasil com classificação 18 anos; Menores de 16 não podem assistir!

Reboot de ‘O Sobrevivente’ arrecada US$ 28.2 milhões em estreia GLOBAL

‘O Sobrevivente’ tem cena pós-créditos?

» O Sobrevivente foi inicialmente intitulado O Concorrente no Brasil.

» O longa é baseado no livro homônimo de Stephen King, publicado através do pseudônimo Richard Bachman;

» A obra foi adaptada originalmente em 1987, e foi estrelada pelo Arnold Schwarzenegger;

» Além de dirigir, Edgar Wright (‘Em Ritmo de Fuga’) também assina o roteiro em parceria com Michael Bacall, seu colaborador em ‘Scott Pilgrim Contra o Mundo‘;

» O elenco ainda contará com William H. Macy, Daniel Ezra, Lee Pace, Jayme Lawson, Michael Cera e Emilia Jones;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: