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E aí, querido cinéfilo?! – Nossa Coluna de Entrevista | Parte 16: Katia Chavarry

O cinema é a luz que ilumina os nossos tempos, o passado e o futuro. Pensando em dividir com você leitor, dicas e curiosidades de inúmeros cinéfilos espalhados por nosso país, criamos essa coluna semanal onde convidamos amantes da sétima arte que trabalham ou não com cinema.

Nossa convidada de hoje trabalhou durante duas décadas como curadora na área de cinema e vídeo do Centro Cultural Banco do Brasil (Rio de Janeiro). A querida cinéfila Katia Chavarry é formada em comunicação na década de 80 e sempre frequentou os cinemas cariocas, sendo figura bastante presente em sessões históricas da cidade maravilhosa.

1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha.

CCBB, Estação Botafogo, Estação NetCine Joia. Gosto da programação de filmes de arte, que não são filmes comerciais, mas sim de obras exibidas em festivais e selecionadas para o público que prefere esse perfil de Filmes. E são salas que combinam com os filmes e o público cinéfilo.

 

2) Qual o primeiro filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente?

Tom e Jerry.

3) Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

Tenho diversos diretores preferidos, bem difícil. Mas vou ficar com Ken Loach com Meu nome é Joe e seu primeiro filme, Kess.

4) Qual seu filme nacional favorito e porquê?

Lavoura Arcaica, porque é uma boa adaptação do livro, a fotografia e cenografia me encantam e os atores arrasam (difícil responder essa pergunta também…).

5) O que é ser cinéfilo para você?

É viver assistindo filmes com estruturas, roteiros, diretores, etc diferentes e curtir essa diversidade. Ser cinéfilo é ter uma paixão maravilhosa, que enriquece a vida.

6) Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por pessoas que entendem de cinema?

Os cinemas com esse perfil de filmes não comerciais sim. O programador precisa conhecer diretores, filmografias, filmes de diversos países, estar sempre pesquisando e assistindo a maior quantidade de filmes possíveis.

7)  Algum dia as salas de cinema vão acabar?

Tenho horror de pensar isso, mas infelizmente quase todos os cinemas de rua fecharam no Rio de Janeiro. E apesar dos streamings nada será como a tela grande, que é a paixão dos cinéfilos. Torço para que nunca fechem.

8) Indique um filme que você acha que muitos não viram mas é ótimo.

O Fundo do Coração, do Coppola.

9) Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a covid-19?

Infelizmente creio que não, apesar das saudades de ir ao cinema.

10) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

Acho que o cinema nacional é bastante especial, reconhecido internacionalmente, inclusive com diversos atores participando de filmes de outras nacionalidades.

 

11) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

Nunca escolhi um filme nacional por ator/atriz, e sim pelo diretor ou temática.

12) Defina cinema com uma frase.

Como disse Samuel Fuller em Pierrot le Fou, do Godard: “um filme é como um campo de batalha. Amor. Ódio. Ação. Violência. Morte. Em uma só palavra: Emoção.”

13) Conte uma história inusitada que você presenciou numa sala de cinema.

Quando eu era curadora de cinema no CCBB realizamos uma mostra do Rosa Von Pronheim e no meio da sessão de um filme que não lembro o nome alguém gritou “esse filme é uma merda, só tem viado”! E outro expectador respondeu: “então por que você não vai embora?”. Gargalhada geral. E uma vez no Cine Joia, na exibição de um filme de Jonas Mekas, o público foi saindo aos poucos e uma senhora, quase na porta virou e disse: “Tchau, boa tarde.”  Foi bastante divertido.

 

14) Defina ‘Cinderela Baiana’ em poucas palavras…

Infelizmente não assisti.

15) Qual o pior filme que viu na vida?

Não gosto de Olga.

 

16) Muitos diretores de cinema não são cinéfilos. Você acha que para dirigir um filme um cineasta precisa ser cinéfilo?

Não necessariamente, mas conhecer filmografias diversas é bastante enriquecedor.

Crítica | ‘Fuga Fatal’ – FILMAÇO no PRIME VIDEO expõe julgamentos desconfortáveis e um mar de ambiguidade moral

É sempre bom acharmos alguma obra que busca, no sombrio dos atos inconsequentes, reflexões sobre relações próximas marcadas pela falta de oportunidades. Em Fuga Fatal, novo filme disponível no Prime Video, dirigido por Nick Rowland, nos deparamos com uma história cruel em muitos sentidos: um reencontro forçado entre pai e filha, ambos marcados como alvos por uma organização movida à ideologias de intolerância e preconceito. Ao romper camadas através de um estremecido vínculo, a narrativa nos convida para um caminho de tensões e de um amadurecimento precoce.

Nesse forte drama, com altas doses de ação e violência, conhecemos Nathan (Taron Egerton), que, por conta de suas escolhas erradas, passou longos anos na prisão. Quando consegue sair, é perseguido por uma gangue da qual se tornou inimigo durante o encarceramento e logo percebe que sua família também virou alvo. Com a ex-mulher assassinada, ele corre para proteger Polly (Ana Sophia Heger), sua filha, com que teve pouco contato até então. Juntos, os dois embarcam em uma jornada para fugir dos criminosos, enquanto tentam se reaproximar.

Baseado no livro She Rides Shotgun, do autor norte-americano Jordan Harper, o filme lança uma lupa na relação pai e filha sem cair em muitos clichês, apresentando de forma visceral as consequências de escolhas. A construção narrativa é moldada por cenas de alto impacto, que detalham a frieza e remete à julgamentos desconfortáveis, nos quais a ambiguidade moral é despejada na tela através de mais de um personagem. Vamos caminhando até o desfecho com a certeza de que muitas reflexões serão acessadas mesmo após o fim.

E há espaço para uma leitura sobre o amor? Como transmitir o forte vínculo familiar presente em meio um mar de sangue e inconsequências? É em pequenas cenas que o filme constrói seus grandes momentos, tendo a perda da inocência como alicerce. Com as verdades ficando cada vez mais inevitáveis e a necessidade de sobreviver ultrapassando a ingenuidade da idade, a jovem tímida – muito bem interpretada por Ana Sophia Heger – logo vira uma sobrevivente, adaptando-se a uma situação alarmante: aprender a lidar com as consequências das ações provocadas pelo pai.

E esse pai, interpretado pelo competente Taron Egerton, entra em sua jornada de redenção bastante consciente do que provocou àqueles que deveria proteger. O desenvolvimento desse personagem chama bastante a atenção ao colocá-lo em uma condição narrativa fácil de se captar: a de um vilão agindo como herói, em uma complexidade moral que expõe ao público constantes questionamentos sobre suas atitudes.

Fuga Fatal se apresenta mais complexo que parecia. Consegue prender a atenção ao acompanhar de perto personagens intrigantes que avançam para um mar de desconforto e amadurecimento, chegando nos limites frágeis do eticamente questionável e do que é justo ou injusto.

FLOPOU! Os Maiores Fiascos de Bilheteria do Cinema que Completam 10 Anos em 2022

Ao olharmos de volta 10 anos no passado, alguns filmes ainda permanecem muito vivos na cabeça dos fãs de cinema, guardados com muito carinho, comentados e revisitados pela grande maioria. Afinal, quem poderia esquecer de obras como o primeiro Os Vingadores, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, Jogos Vorazes, Django Livre, O Espetacular Homem-Aranha, O Lado Bom da Vida e até mesmo o último exemplar da franquia Crepúsculo, Amanhecer – Parte 2. Goste você ou não, o que importa é que todos esses possuem sim seus fãs e seguem constantemente lembrados e mencionados. Isso é o que define seu sucesso.

Mas para todo sucesso é preciso existir o fracasso. E enquanto essas produções resistem ao teste do tempo, outras tantas esmaeceram rapidamente, algumas logo após serem lançadas inclusive. A arte é assim mesmo, está viva e em movimento. E quando falamos de cinema, enquanto alguns filmes podem ressurgir às vezes depois de anos, sendo redescobertos por novas gerações, outros tantos ficam trancados a sete chaves, esquecidos muitas vezes para sempre. Outros, que até fizeram relativo sucesso em sua estreia, podem igualmente ir perdendo a força com o passar dos anos, e não serem repassados para a geração seguinte. O sucesso de um filme interfere realmente muito nisso, sendo mais fácil fiascos serem varridos para debaixo do tapete.

Aqui falaremos justamente deles, os fracassos de bilheteria que não fizeram jus ao seu orçamento, reflexo do público simplesmente não comparecer para assisti-los. Confira 10 grandes fiascos financeiros do cinema que estão completando uma década em 2022.

Battleship – A Batalha dos Mares

Existem alguns atores que são simplesmente muito azarados e independente de seu talento, parecem não conseguir evitar se envolver em fracassos consecutivos. Saber se o resultado de um filme será positivo ou negativo é uma caixinha de surpresa tão grande quanto o de uma partida de futebol. Assim, o jovem Taylor Kitsch teve algumas chances de se tornar um astro quente de Hollywood protagonizando alguns blockbusters, mas o dedo pobre do sujeito o fez estrelar obras como John Carter e este Battleship. A intenção da Universal Pictures era replicar o sucesso da Paramount com a linha de brinquedos Transformers, que se tornaram uma franquia muito lucrativa nas telonas. Aqui, a investida foi no jogo de tabuleiro Batalha Naval. Com um orçamento de US$209 milhões, o filme que marcou a estreia da cantora Rihanna no cinema fez apenas US$65 milhões nos EUA e US$303 milhões mundiais.

 

John Carter – Entre Dois Mundos

A Disney é o estúdio mais poderoso da atualidade, dono de propriedades como a Marvel, franquias como Star Wars e Indiana Jones e até mesmo toda a biblioteca da Fox. Mas isso não significa que já não tenha visto sua cota de fracassos. E para isso nem é preciso voltar muito no tempo. Olhando dez anos no passado, lembramos do lançamento de uma das apostas mais ambiciosas do ano – que era planejado para ser o novo Avatar (2009). Com o orçamento infladíssimo de US$250 milhões, John Carter rendeu US$73 milhões nos EUA, e US$284 milhões mundiais, chegando muito perto de sequer se pagar; e fazendo cabeças rolarem.

Sombras da Noite

Ter um filme de fracasso no currículo já é ruim o suficiente. Pior ainda é quando se trata de um projeto dos sonhos, que um ator ou diretor tentava tirar do papel durante anos, ou até mesmo décadas, e quando finalmente consegue, se torna o mais novo fiasco da praça. Foi exatamente isso o que aconteceu com a última parceria entre Johnny Depp e o diretor Tim Burton, num total de oito trabalhos juntos. Projeto de paixão do astro, Depp era fã confesso do programa original, uma espécie de novela intitulada Dark Shadows que trazia elementos sobrenaturais e certo terror a uma família e seus dramas. Por exemplo, um dos membros é um vampiro milenar. Depp queria transformar a ideia num blockbuster, e a Warner comprou a ideia e escalou o diretor Tim Burton, amigo do astro. Mas com um orçamento inflado de US$150 milhões, o filme viu o retorno de apenas US$79 milhões aos cofres do estúdio nos EUA. A salvação, em partes, foi a bilheteria mundial de US$245 milhões.

 

Rock of Ages – O Filme

Além de terminar com os sonhos de um ator em se tornar o mais novo astro do pedaço em Hollywood, o fracasso de certos filmes podem também puxar o tapete de grandes ícones estabelecidos no cinema. Foi o sufoco que mega astro Tom Cruise passava há dez anos. Dono do maior sucesso deste ano, com Top Gun – Maverick, Cruise havia lançado o quarto Missão: Impossível no ano anterior e esperava mostrar um lado diferente de sua atuação com esta comédia muito rock n roll baseada num famoso musical dos palcos da Broadway. No filme, Cruise vive uma espécie de Axl Rose (ou qualquer outro roqueiro famoso dos anos 80) e solta a voz de verdade. Apesar disso, o público não se interessou muito, e com orçamento de US$75 milhões, nem mesmo mundialmente a produção da New Line/Warner conseguiu se pagar, com uma bilheteria de US$59 milhões.

Este é o Meu Garoto

Por mais duvidosos que fossem as comédias de Adam Sandler, elas sempre se tornavam sucesso de público também. Afinal, o ator havia conquistado seu público-alvo, em sua maioria meninos adolescentes em busca de comédias escrachadas e politicamente incorretas. Assim, Sandler seguia reinando nas bilheterias. Mas a maré iria mudar para o comediante há exatos 10 anos. Foi nesta época que Adam Sandler lançava Este é o Meu Garoto, filme que desafiava todos os costumes e o bom-gosto, atingindo um novo nível de baixeza até mesmo para o humorista. E isso levando em conta que no ano anterior ele havia feito Cada um Tem a Gêmea que Merece (2011). Resultado, a produção da Columbia/ Sony com um orçamento de US$70 milhões, viu o retorno de US$57 milhões mundiais e sequer viu as telas de cinema em grande parte do mundo, como no Brasil – onde pela primeira vez um filme de Sandler saía direto em vídeo.

 

Esquadrão Red Tails 

A importância do diretor e produtor George Lucas jamais será diminuída. O “pai” dos blockbusters (ao lado de Steven Spielberg), o cineasta foi responsável pela criação da maior franquia de todos os tempos no cinema, com Star Wars – Guerra nas Estrelas, ainda em 1977. O segundo blockbuster da história, atrás de Tubarão (1975), mudaria para sempre a relação dos fãs com o cinema, fazendo um filme transcender das telas para nosso dia a dia em tudo que é forma de produto. Star Wars continua dando frutos até hoje, mas Lucas queria novos sucessos após ter vendido seu bem mais valioso para a Disney. No mesmo ano desse negócio das Arábias, Lucas se voltava para a Fox para produzir o drama de guerra histórico Esquadrão Red Tails, que fala sobre uma divisão de pilotos de elite formada apenas de homens negros durante a Segunda Guerra Mundial. O tópico é digníssimo, mas o filme não convenceu e com orçamento de US$58 milhões, rendeu apenas US$50 milhões mundiais – no Brasil sendo lançado direto em home vídeo.

O Legado Bourne

Em time que está ganhando não se mexe – já diz o ditado. Mas procure falar isso para os engravatados de Hollywood, em busca de uma nova fortuna a todo custo, doa a quem doer. E a quem doeu neste caso foi na Universal Pictures. Acontece que após a trilogia de sucesso Bourne (com A Identidade, a Supremacia e o Ultimato), os produtores queriam dar continuidade a este universo particular de superagentes de uma divisão do governo tão secreta, que seus operativos têm a memória apagada. A trilogia funcionou porque tinha o astro Matt Damon atrelado no papel principal. Assim, foi só o ator deixar a franquia que o público perderia o interesse. E não adiantou nem mesmo o estúdio contratar Jeremy Renner (saído do sucesso de Os Vingadores, da Marvel) como protagonista para uma outra investida neste universo. Com orçamento de US$125 milhões, o filme rendeu US$113 milhões nos EUA e US$276 milhões mundiais.

Amanhecer Violento

Aqui temos um exemplo de jogada de marketing na base da “malandragem” que os atores tanto gostam, para não dizer o contrário. Remake de uma produção cult de 1984, que mostrava os EUA sendo invadidos sem cerimônia por tropas russas em plena Guerra Fria. Quando os cidadãos do país se deram por conta, seus quintais estavam repletos de russos. A sacada desta fantasia na verdade era contar com um elenco de jovens promissores como os heróis da história, vide Patrick Swayze, C. Thomas Howell, Charlie Sheen, Lea Thompson e Jennifer Grey – todos donos de seus próprios sucessos dos anos 80. O remake também seguiria por esse caminho e trouxe nomes como Josh Hutcherson, Adrianne Palicki e Isabel Lucas, por exemplo. Mas o maior astro que esse elenco teria, na época ainda desconhecido, era o ator Chris Hemsworth. O estúdio até engavetou a produção até a estreia de Thor (2011), a fim de surfar no sucesso da Marvel. No entanto não adiantou muito. Com um orçamento de US$65 milhões, o filme somou US$50 milhões mundiais e não viu um lançamento nos cinemas em grande parte do mundo, como no Brasil.

Vizinhos Imediatos de 3º Grau

Ter no elenco de sua comédia nomes como Ben Stiller, Vince Vaughn e Jonah Hill seria um presente para qualquer produtor ou diretor. Mas infelizmente este não foi o resultado deste filme de humor com toques de ficção científica com lançamento da FOX. Acontece que no centro da trama e no título em inglês temos referência às patrulhas de bairros – nos EUA, os próprios moradores criam grupos de segurança para vigiar as redondezas de suas casas dos subúrbios, aquelas mansões de filmes. O problema é que muitos destes vigilantes fazem uso de armas para expulsar qualquer invasor com segundas intenções. E um pouco antes do lançamento deste filme, um jovem inocente foi assassinado por um destes grupos de vigilantes ao ser confundido com um criminoso. Assim, às pressas toda a trama da comédia precisou ser alterada para incluir uma invasão alienígena secreta. O resultado custou caro, já que com US$68 milhões de orçamento, o longa rendeu US$35 milhões nos EUA, e US$68 milhões mundiais.

As Mil Palavras

Poucos astros de Hollywood viveram tantos altos e baixos em suas carreiras quanto Eddie Murphy. Surgido nos anos 80 como a grande sensação do humor, o comediante apareceu em cena no programa Saturday Night Live e logo virou fenômeno. Assim, logo estavam fazendo filmes para o ator estrelar, como 48 Horas (1982) e Trocando as Bolas (1983). O estouro mesmo viria com Um Tira da Pesada (1984) e quatro anos depois um novo estrondo com Um Príncipe em Nova York (1988) – comédias atemporais. Depois disso, a carreira de Murphy viraria uma montanha russa de altos e baixos – para cada sucesso, um novo fracasso. Mas em meados dos anos 2000 em diante era muito difícil achar algo que se salvasse em sua filmografia. Isto é, até Mr. Church e Meu Nome é Dolemite. Mas há 10 anos, Murphy precisava lidar com um de seus pontos mais baixos, com esta comédia infantil de “quinta” da Dreamworks / Paramount, que custou US$40 milhões e rendeu só metade, com US$22 milhões.

‘Tomb Raider: A Origem’ e ‘Círculo de Fogo 2’ ganham trailers honestos hilários; Assista!

O pessoal do Screen Junkies, lançou um trailer honesto duplo com os filmes ‘Tomb Raider: A Origem‘ e ‘Círculo de Fogo: A Revolta‘, fazendo piada com o fato que ambos são tão medianos que tiveram que uni-los para formar um trailer decente. Além disso, o vídeo também tira sarro das estranhas similaridades de suas tramas.

Assista:

Assim como suas qualidades, ‘Tomb Raider: A Origem‘ e ‘Círculo de Fogo: A Revolta‘ também tiveram um desempenho mediano nas bilheterias. E, apesar de óbvios planos para possíveis sequências, é provável que nenhuma verá a luz do dia.

Recentemente, boatos indicavam que a Warner estaria planejando uma sequência para ‘Tomb Raider: A Origem’ sem o retorno de Alicia Vikander. Segundo a fonte, a Warner não teria ficado satisfeita com a atuação da atriz e a sequência estaria sendo planejada com outra atriz como Lara Croft. A informação, no entanto, parece improvável.

‘Ricos de Amor’: Elenco da comédia brasileira joga Stop em vídeo divertido; Confira!

Para promover sua nova comédia nacional, intitulada ‘Ricos de Amor‘, a Netflix divulgou um novo vídeo divertido com o elenco jogando Stop.

Confira:

Crítica Netflix | Ricos de Amor: Comédia nacional brinca com os clichês e acerta em sua leveza

No filme ‘Ricos de Amor‘, o jovem Teto (Danilo Mesquita) é filho do poderoso Teodoro (Ernani Moraes), um bem-sucedido empresário conhecido como “O Rei do Tomate”. Teto leva uma vida de playboy até conhecer Paula (Giovanna Lancellotti), uma estudante de medicina que luta por sua própria independência. Para conquistar Paula, Teto mente sobre as suas origens e acaba se atrapalhando para manter essa farsa.

Ricos de Amor‘ tem roteiro assinado por Sylvio Gonçalves (SOS Mulheres ao Mar, Eu Fiko Loko) e Bruno Garotti (Cinderela Pop, Eu Fiko Loko), que também fica a cargo da direção do filme. A produção é de Julio Uchôa (SOS Mulheres ao Mar 1 & 2, Eu Fiko Loko), da Ananã.

 

‘Uma Galera do Barulho’: Reboot é renovado para a 2ª temporada

O Peacock renovou oficialmente o reboot de ‘Uma Galera do Barulho‘ (Saved by the Bell) para a 2ª temporada.

Dez episódios foram encomendados para o próximo ciclo.

“Estou muito animado que ‘Uma Galera do Barulho’ foi renovada para a 2ª temporada,” afirmou o produtor executivo Tracey Wigfield em uma declaração. “Eu fiquei surpreso com todo o amor pela série e mal posso esperar para fazer novos episódios. Espero que tenhamos uma longa vida no Peacock e, daqui a 30 anos, alguém faz o reboot do novo reboot e invente o trêsboot.”

Criada por Sam BobrickTracey Wigfield, a série é um reboot da clássica série teen dos anos 90.

Depois que Zack Morris, o governador da Califórnia, fica em apuros ao fechar muitas escolas para estudantes de baixa renda, ele propõe que os alunos afetados por esses fechamentos sejam mandados para os colégios com os melhores desempenhos do estado, como o Bayside High. O choque entre essas duas realidades completamente diferentes se mostra tanto necessário quanto hilário.

O elenco conta com Haskiri Velazquez, Mitchell Hoog, Josie Totah, Alycia Pascual-Pena, Belmont Cameli, Dexter Darden, John Michael Higgins, Elizabeth Berkley e Mario Lopez.

‘MegaTubarão’ surpreende e deve abocanhar mais de US$ 40 milhões nos EUA

Com projeções iniciais de US$ 25 milhões, ‘MegaTubarão‘ deve surpreender com gigantescos US$ 40 milhões nos EUA durante o seu primeiro final de semana. Internacionalmente, o filme também tem se saído bem, especialmente na China, onde o blockbuster arrecadou US$ 16 milhões apenas na sexta-feira.

De acordo com o Deadline, a boa recepção do público contribuiu para o resultado surpreendente do filme, assim como também os seus grandes nomes no elenco. A audiência deu a nota B+ para a produção.

Slender Man‘ também conseguiu surpreender, apesar das reações negativas. A Sony previa uma estreia em torno de US$ 8 milhões, mas o terror deve alcançar uma média de US$ 11-12 milhões.

Apesar disso, o filme deve despencar consideravelmente na próxima semana, ainda mais se considerarmos a amarga nota D- dada pelo seu público.

Assista a crítica:

Confira nossa crítica em TEXTO:

Crítica | Megatubarão – Filme B em toda a sua glória mainstream

O filme já está em exibição nos cinemas nacionais.

‘Brinquedo Assassino’: Nova risada do Chucky, dublada por Mark Hamill, é revelada em vídeo; Confira!

Foi revelado na Wondercon que Mark Hamill, o eterno Luke Skywalker da franquia ‘Star Wars‘, dublará o icônico vilão Chucky no remake de ‘Brinquedo Assassino‘. E um vídeo com sua risada sinistra acaba de ser divulgado.

Confira:

Com direção de Lars Klevberg (‘Morte Instantânea‘), a nova versão não tem o envolvimento de ninguém da franquia original.

No longa, a Kaslan Corporation, fabricante dos bonecos Buddi, é uma empresa que investe cada vez mais em tecnologias inteligentes. Para anunciar a chegada do boneco, o fundador da corporação explicou um pouco mais a respeito desse produto que promete encantar as crianças de todo o mundo. “Nós nos comprometemos a desenvolver o maior e mais interativo brinquedo do mercado, mas criamos algo muito mais especial. Toda criança é importante para nós e todas elas merecem uma companhia. Um amigo que nunca te deixaria para baixo. É uma honra apresentar a você o nosso brinquedo mais inovador até hoje: Buddi. Ele é mais que um brinquedo, ele é seu melhor amigo!”, afirma o CEO da empresa. No entanto, é quando Karen (Plaza) presenteia seu filho, Andy (Bateman), com um boneco Buddi, que crimes estranhos começam a acontecer pela vizinhança, revelando a natureza sombria do brinquedo.

Gabriel Bateman (‘Annabelle‘), Aubrey Plaza (‘Parks and Recreation‘) e Brian Tyree Henry (‘Se a Rua Beale Falasse‘) estrelam.

Brinquedo Assassino‘ chega aos cinemas nacionais no dia 20 de junho.

E aí, querido cinéfilo?! – Nossa Coluna de Entrevista | Parte 22: Aly Muritiba

A beleza do cinema é conseguir enxergar além do que os olhos conseguem captar. Falar de cinema é uma grande prova de amor ao sentimento das curiosidades que afligem esse imenso mundão que vivemos. Todo tipo de filme, de qualquer gênero, busca o importante elo em apresentar emoções ao espectador, seja ele quem for. Pensando em entender melhor as razões do porquê o cinema é uma coisa tão rica para nossa existência como seres humanos, esse eterno jovem cinéfilo que vos escreve buscou cinéfilos espalhados pelo Brasil (alguns até pelo mundo) para contar um pouquinho da trajetória cinéfila deles para vocês.

Nosso convidado é cineasta, baiano, formado em história pela USP. Ganhador do prêmio Global Filmmaking do Festival de Sundance em 2013, e muito elogiado por toda sua bela filmografia com destaque para: Ferrugem em 2018 (lançado no Festival de Sundance)e Para minha Amada Mortaem 2015. Aly Muritiba é um dos cineastas mais premiados da nova geração do audiovisual brasileiro. Tendo o grande Michael Haneke como um de seus diretores preferidos, fico muito feliz por Aly poder participar desse nosso questionário/entrevista cinéfilo.

1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha.

Cine Passeio é uma sala pública, com programação variada e voltada à filmes independentes e ingressos acessíveis.

 

2) Qual o primeiro filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente?

Jurassic Park do Steven Spielberg, o primeiro filme que eu vi numa sala de cinema.

 

3) Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

Michael HanekeCaché.

4) Qual seu filme nacional favorito e por quê?

Abril Despedaçado, a mais bela adaptação que o cinema brasileiro já produziu. O filme fala de um sertão profundo e violento onde a arte é apresentada como ferramenta capaz de romper o ciclo de morte.

5) O que é ser cinéfilo para você?

Amar, odiar, apreciar e rechaçar filmes, mas sempre respeitá-los através da análise crítica.

 

6) Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por pessoas que entendem de cinema?

Não e não acho que devam. Cinema não necessariamente precisa ser “entendido”, mas antes experimentado.

7)  Algum dia as salas de cinema vão acabar?

Não sei se vão acabar, mas estão cada vez mais se tornando algo de galeria, elitizado e apartado do público. E se continuar nessa toada elitizada, prefiro que acabe.

8) Indique um filme que você acha que muitos não viram mas é ótimo.

Caché.

 

9) Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a covid-19?

De modo algum. A vide é infinitamente mais importante que o cinema.

10) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

Temos feito filmes incríveis nos últimos anos e estamos buscando a reconciliação com o público, deixando um pouco de lado o hermetismo vazio de outros tempos.

 

11) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

Adirley Queirós.

12) Defina cinema com uma frase.

24 quadros de mentira por segundo. 24 quadros de verdade por segundo.

13) Conte uma história inusitada que você presenciou numa sala de cinema.

Não lembro de nenhuma específica. É sempre pipoca, gente dormindo, gente falando, gente chorando, gente sorrindo, eventualmente gente se pegando.

14) Defina ‘Cinderela Baiana’ em poucas palavras…

Um clássico.

 

15) Muitos diretores de cinema não são cinéfilos. Você acha que para dirigir um filme um cineasta precisa ser cinéfilo?

Tanto quanto um cinéfilo precisa ser diretor para apreciar um filme.  Eu, por exemplo, não sou cinéfilo e dirijo meus filmes.

16) Você é cineasta e bastante conhecido pelos cinéfilos brasileiros. Que dica você daria para os jovens que futuramente pretendem trabalhar com cinema no Brasil?

Arranje uma turma e comece já.

17) Algum artista que você ainda não trabalhou mas quer muito trabalhar?

Fernanda Montenegro.

18) Diga o pior filme que você viu na vida.

Todo filme tem algo de bom. E quem o fez merece respeito, então não consigo fazer tal eleição.

Se ‘American Pie’ MARCOU sua vida, esses 10 Filmes são pra você!

Lembra daquelas comédias americanas que marcaram os anos 2000? American Pie foi uma das franquias mais marcante dessa época, trazendo o protagonismo para a juventude e seus conflitos. Mas não foi só esse projeto que ficou nas memórias de muitas pessoas. Abaixo, segue uma lista com outras obras – daquela época ou mais recentes – que também exploraram esse universo!

 

Projeto X – Uma Festa Fora de Controle

Quem nunca sonhou em dar uma grande festa, chamar todos os conhecidos da escola ou faculdade e ser lembrado por isso por onde passa?  Em Projeto X, três amigos exageram na dose e realizam uma grande comemoração, recheada de confusões.

 

Superbad: É Hoje

Dirigido por Greg Mottola e lançado em 2007, a comédia Superbad: É Hoje nos leva até a história de dois estudantes do ensino médio que desejam curtir ao máximo essa fase final da adolescência antes de irem para a faculdade, se metendo em uma confusão atrás da outra.

 

Eurotrip – Passaporte para a Confusão

Scott (Scott Mechlowicz) acabou de concluir o ensino médio, e ao mesmo tempo, termina de maneira abrupta seu relacionamento com a namorada, Fiona (Kristin Kreuk). Ele pratica alemão com uma pessoa que mora em Berlim, acreditando ser um homem – só que ele está enganado. A pessoa com quem ele fala todo dia pelo computador, na verdade, é uma linda garota chamada Mieke (Jessica Boehrs). Desesperado em fazer acontecer esse relacionamento, ele se junta a Jenny (Michelle Trachtenberg), Jamie (Travis Wester) e seu grande amigo Cooper (Jacob Pitts) para uma volta pela Europa, em busca de Mieke.

 

Caindo na Estrada

Lançado 25 anos, e pegando carona no sucesso American Pie, o longa-metragem Caindo na Estrada nos mostra as aventuras de alguns amigos que embarcam em uma jornada eletrizante para não deixar que uma fita comprometedora chegar nas mãos da namorada de um deles.

 

Desastre Total: O Verdadeiro Projeto X (Netflix)

Um convite para uma festa de aniversário de uma jovem de 16 anos viraliza pelo Facebook e logo vira o estopim de uma história que marcou uma cidadezinha na Holanda e ganhou as páginas policiais. Abordando esse peculiar caso que envolve inúmeras questões desde a falta de preparo das forças policiais até o comportamento descontrolado de jovens em busca de diversão, a Netflix, no seu ótimo projeto Desastre Total, apresenta um média-metragem documental marcante que gera muitas reflexões sociais.

 

Finalmente 18

Nessa comédia lançada em 2013, acompanhamos a saga de alguns amigos que comemoram o aniversário de um deles, que está prestes a realizar uma prova importante nas próximas horas, de maneira muito intensa. O longa-metragem é assinado pelos cineasta Jon Lucas e Scott Moore.

 

Te Peguei!

O filme conta uma história para lá de inusitada de um grupo de amigos – já na fase adulta de suas vidas – que durante o mês de maio pregam inusitadas situações para brincar de ‘pega a pega’. Apenas um deles nunca perdeu nessa brincadeira, Jerry (Jeremy Renner), que vai se casar, o que faz com que seus amigos bolem diversos planos mirabolantes para tentar enfim pegar o melhor jogador do grupo de amigos. A brincadeira chama a atenção de Rebecca (Annabelle Wallis), jornalista de um famoso jornal, que passa a acompanhar a saga dos amigos em busca da vitória.

 

A Ressaca

Dirigido pelo ator, escritor e cineasta norte-americano Steve Pink, A Ressaca nos apresenta quatro amigos que se reúnem, após tempos distantes, em um resort para poderem curtirem e relembrarem as inúmeras histórias. Só que após uma grande bebedeira, acabam acordando em meados da década de 1980, tendo a chance – ou não – de reescrever suas histórias.

 

Vizinhos

Na trama, conhecemos o casal Mac (Seth Rogen) e Kelly (Rose Byrne) que vive tranquilamente com sua filhinha em um simpático bairro em um subúrbio dos Estados Unidos. Certo dia, o grupo de uma fraternidade aluga a casa ao lado da deles, desencadeando uma série brigas e confusões em meio a festas de grandes proporções.

 

Se Beber, não Case!

Se Beber, não Case! estreou nos cinemas sem muito oba oba no ano de 2009 e aos poucos foi se tornando um imenso sucesso. Na trama, um grupo de amigos vai comemorar a despedida de solteiro de um deles e acordam na manhã seguinte cheios de situações inusitadas que precisam entender como ocorreram. Dirigido por Todd Phillips (Coringa) e protagonizado por Bradley Cooper, Ed Helms e Zach Galifianakis.

 

‘Viagem das Loucas’ | Goldie Hawn saía da aposentadoria há 5 anos, num filme que ninguém viu – mas que vale descobrir

Você já ouviu falar de Viagem das Loucas? Pois é, a maioria não ouviu. Há cinco anos estreava sem qualquer alarde esta comédia da 20th Century Fox que marcou por trazer em seu elenco protagonizando uma das atrizes mais queridas de Hollywood. E não me refiro à Amy Schumer. Nada contra. Mas o assunto aqui é a veterana Goldie Hawn.

Antes de Viagem das Loucas, a estrela estava há nada menos do que 15 anos afastada das telas. Vencedora do Oscar pelo filme Flor de Cacto (1969) – um dos longas que inspiraram Quentin Tarantino em Era uma Vez em Hollywood -, Hawn estreou em sua carreira mais ou menos nesta mesma época, no fim dos anos 1960. Foi o que bastou para a atriz causar um grande impacto, afinal poucas são as intérpretes que logo em seu primeiro filme saem laureadas com o prêmio máximo do cinema – algo que todos os profissionais da área almejam. Já é um presente ser indicado, o que dirá sair vitorioso.

Na década de 1970 Goldie Hawn já era a nova namoradinha da América, devido ao jeito ingênuo e doce no qual a maioria de suas personagens eram montadas, além da aparência angelical da atriz. Filmes como Caiu uma Moça na Minha Sopa (1970), com Peter Sellers, A Garota de Petrovka (1975), com Anthony Hopkins, Louca Escapada (1974), de Steven Spielberg, Shampoo (1975), com Warren Beatty, e Golpe Sujo (1978), com Chevy Chase, contribuíram para a construção desta persona de Hawn e para o estrelato da jovem – que iniciou essa jornada aos 25 aninhos.

Uma das atrizes mais queridas das décadas de 70 e 80, Goldie Hawn saía da aposentadoria de 15 anos em ‘Viagem das Loucas

Goldie Hawn adentrava os anos 1980 com nova indicação ao Oscar, desta vez como atriz principal por A Recruta Benjamin (1980), filme sobre uma mulher rica que decide ingressar no exército, mas não imagina a dureza que enfrentará. O filme é uma comédia, gênero nem sempre apreciado pelos votantes da Academia, mas um terreno onde a atriz sempre se sentiu segura para exalar seu charme inocente. Daí seguiram Parece que Foi Ontem (nova parceria com Chevy Chase), Amigos Muito Íntimos (com Burt Reynolds), Segundo Turno (onde conheceu o marido Kurt Russell), Trapalhadas na Casa Branca, Uma Gatinha Boa de Bola e a segunda parceria com o companheiro na comédia cult Um Salto para a Felicidade.

Em sua terceira década de atuação no cinema, os anos 1990, Goldie Hawn perdia a relevância que uma vez teve, e seus filmes não se conectavam tanto assim mais com a audiência. Isso não significa que não tenha tido sucessos na época – como o cult A Morte Lhe Cai Bem (1992) e O Clube das Desquitadas (1996). A recepção ruim de seus últimos projetos, já no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, fez com que Goldie Hawn resolvesse dar um tempo na atuação e se dedicasse à família – com sua filha (um clone seu), Kate Hudson, herdando produções nos mesmos moldes que a mãe costumava fazer. Atualmente, seu filho mais novo, Wyatt Russell, também faz sucesso nas telas e aderiu ao Universo Cinematográfico da Marvel onde vive o personagem John Walker, o Agente Americano.

Amy Schumer, também produtora do filme, foi a responsável por trazer Goldie Hawn a bordo do projeto.

É uma faca de dois gumes quando um ator, ainda mais veterano, resolve se aposentar por motivo de seus filmes não estarem mais rendendo lucro nas bilheterias ou elogios dos críticos. Por um lado, sentimos falta destes astros tão queridos e desejamos vê-los de novo em cena – em especial em bons projetos. Por outro, sempre teremos seus clássicos para revisitar quando quisermos, afinal o cinema os torna imortais. O que é preferível, sair de cena enquanto lembramos deles de forma especial, ou seguirem participando de tranqueiras até se tornarem os “tiozinhos que fazem filmes ruins” para as novas gerações? Este é o caso com lendas como Robert De Niro, Al Pacino, Bruce Willis e até Anthony Hopkins. É claro que vira e mexe conquistam um acerto e conseguem reinventar suas carreiras – como é o caso com Sylvester Stallone.

Grandes atores do passado optaram por se aposentar, indo contra a máxima de que um ator nunca se aposenta verdadeiramente, só na morte. Gente do nível de Sean Connery estava aposentado desde 2003 até seu falecimento em 2020. Assim como o grande comediante Gene Wilder havia saído de cena no fim dos anos 1990, até falecer em 2016. O “monstro” Gene Hackman ainda está vivo, mas não faz um filme desde 2004. Jack Nicholson saiu de cena em 2010, e como protagonista em 2007; e Warren Beatty não estrelava um filme desde 2001, saindo brevemente da aposentadoria em 2016 para Regras Não se Aplicam. Ou seja, existe precedente. E Goldie Hawn era um destes exemplos de atores que simplesmente cansaram.

Amy Schumer se tornou sensação em 2015, e em seu trabalho seguinte realizou um feito louvável: tirar Goldie Hawn da aposentadoria.

Até então o último trabalho de Goldie Hawn como atriz no cinema havia sido Doidas Demais (2002), que está completando 20 anos em 2022, e no qual protagoniza ao lado de Susan Sarandon como duas ex-roqueiras que viviam nas estradas atrás das bandas. Antes disso foi justamente ao lado de Warren Beatty no fiasco Ricos, Bonitos e Infiéis (2001). Quinze anos se passaram e nada de Goldie Hawn. Até que em 2017, há exatos cinco anos, um filme mexeu com a curiosidade da estrela e a fez deixar a aposentadoria e voltar às telonas. Trata-se de Viagem das Loucas (Snatched), veículo para a humorista Amy Schumer – que por sua vez se tornou sensação nos EUA ao protagonizar o sucesso surpresa Descompensada (2015). Schumer faz o estilo da mulher solteira, beberrona e pegadora, cuja vida pessoal e profissional é um trem desgovernado. Esse estilo que apenas replica o comportamento muito criticado dos homens do passado desce cada vez menos redondo nos tempos politicamente corretos de hoje em dia – e fez com que o público rapidamente enjoasse do repertório da comediante, garantindo o fracasso de Viagem das Loucas, logo dois anos depois de seu maior sucesso.

Esta cena terminou deletada do corte que foi aos cinemas de ‘Viagem das Loucas’.

Apesar disso, o que conta a favor de Amy Schumer é sua atitude body positve. Ou seja, Schumer é uma atriz acima do peso, que vai contra os padrões de estética passados – e se tornou uma forte representante do conceito “seja feliz com seu corpo, seja ele como for”. Isso se reflete na maioria de seus filmes. Apesar da esnobada do público em Viagem das Loucas, o filme tem mais atrativos do que se possa imaginar à primeira vista, e pode surpreender os desavisados. Não me leve a mal, a comédia está muito longe de ser um primor, ou sequer original. Na verdade o que conta aqui são as entrelinhas e em especial a química entre Schumer e Hawn como filha e mãe. Os estilos das comediantes se encontram e se balanceiam.

Na trama, escrita pela roteirista Katie Dippold (da série Parks & Recreation e da comédia com Sandra Bullock e Melissa McCarthy, As Bem-Armadas), traz Amy Schumer como Emily, a típica personagem da atriz. Ela é egocêntrica e destrambelhada. Mas o que Schumer retrata na verdade é uma crítica a um estilo de vida fútil, vivido por muitos. Sua personagem vive de aparência e decidiu que uma viagem para um cenário exótico iria alavancar seu status social, priorizada acima até mesmo de ter um emprego. Tudo piora para ela quando seu namorado pede a separação e ela fica sem companhia para a tal viagem que acha que mudaria sua vida. Depois de procurar nos quatro cantos, resolve apelar para a mãe (papel de Goldie Hawn) como colega de viagem, quem ela considera que está se escondendo do mundo, reclusa em sua rotina monótona e que no passado era uma aventureira nata.

Apesar do resultado abaixo do esperado, ‘Viagem das Loucas’ guarda muitos momentos hilários.

Assim, após convencer a mãe, a dupla de “loucas” como diz o título parte para o Equador – embora a produção tenha filmado no Havaí. Existe ainda a questão da polêmica que costuma acometer filmes americanos que retratam culturas da América do Sul ou Central como países repletos de perigos e criminosos. Assim como o último Rambo Até o Fim (2019) mostra o herói de Stallone contra mexicanos – Viagem das Loucas vai além de uma comédia sobre a relação problemática de mãe e filha muito diferentes, se torna uma espécie de thriller (de mentirinha) onde ambas são sequestradas e depois perseguidas por bandidos equatorianos. Talvez isso não tenha feito os espectadores do país citado nada felizes.

Apesar destra controvérsia, da rotina formulaica de filmes do tipo e de momentos que realmente não funcionam (como as personagens de Wanda Sykes e Joan Cusack – apesar de renderem pelo menos uma piada boa ao final), como dito o filme possui seus momentos engraçados, em especial os que dizem respeito ao humor autodepreciativo de Amy Schumer – que faz a trama girar e coloca as duas em risco. É bobo, mas ao mesmo tempo ácido e incorreto – dono de muitas piadas abaixo da linha da cintura e impróprias para menores, como esperado do humor de Schumer. A violência aliás corre solta, aumentando um pouco a censura.

Mas o grande chamariz é realmente a volta de Goldie Hawn às telas. É dito que Amy Schumer precisou lutar para ter a veterana no filme, de quem é fã. O estúdio não queria Hawn, mas Schumer ameaçou deixar a produção caso sua mãe não fosse interpretada por ela. Parte do que funciona em Viagem das Loucas se deve também pela direção dinâmica e enxuta de Jonathan Levine, especialista em mesclar humor com muito coração. Em seu repertório, o cineasta tem obras como 50% (2011) e Casal Improvável (2019). No centro deste filme também temos uma relação mais sincera do que poderíamos imaginar à primeira vista.

Com um orçamento de US$42 milhões, Viagem das Loucas arrecadou US$45 milhões nos EUA, e US$60 milhões mundiais, evitando um prejuízo, mas ficando longe do sucesso. No Brasil, o filme sequer foi lançado nos cinemas. Uma chance de conferi-lo é no acervo da Star+. Talvez o principal objetivo de Viagem das Loucas tenha sido atingido: fazer o bichinho da atuação morder de novo Goldie Hawn, despertando novamente o interesse da estrela pelas telas. Depois do filme, Hawn fez participação ao lado do marido nos dois Crônicas de Natal (2018 e 2020), no qual viveu a esposa do Papai Noel, a Sra. Noel, para a Netflix. Fora isso, Family Jewel está atualmente em fase de pré-produção e promete reunir em tela Goldie Hawn, Bette Midler e Diane Keaton, veteranas de O Clube das Desquitadas, numa história sobre três mulheres forçadas a passar o Natal juntas, ao lado de suas famílias, depois que o homem com quem as três foram casadas morre. Os fãs agradecem.

Teaser de ‘Venom’ tem mais visualizações que qualquer trailer do ‘Homem-Aranha’

Sendo apresentado pela primeira vez nos cinemas em ‘Homem-Aranha 3‘, o vilão Venom finalmente terá o seu grande momento nas telonas. De fato, o primeiro trailer de ‘Venom‘ tem mais visualizações que qualquer outro filme protagonizado pelo Homem-Aranha.

Atualmente, o vídeo já acumula mais de 64 milhões de views.

Recentemente, a revista Empire divulgou uma nova foto do filme, que mostra Eddie Brock (Tom Hardy) em sua moto. Confira:

‘Venom’: Treinador de Tom Hardy diz que ‘será um dos vilões mais poderosos e sombrios da Marvel’; Veja vídeo!

Tom HardyMichelle Williams e Jenny Slate estrelam a adaptação.

O longa, da Columbia Pictures conta com o roteiro de Scott Rosenberg (‘Jumanji’), Kelly Marcel(’50 Tons de Cinza’) e Jeff Pinker (‘A Torre Negra’) e a produção de Avi AradMatt Tolmach (‘O Espetacular Homem-Aranha’) e Amy Pascal (‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’). Ruben Fleischer(‘Zumbilândia’) dirige.

Venom’ tem estreia marcada nos cinemas em 5 de Outubro de 2018.

‘The 100’: Luta pela sobrevivência no trailer da ÚLTIMA temporada; Assista!

A CW divulgou o primeiro trailer da 7ª (e última) temporada de ‘The 100‘.

Confira:

A última temporada irá estrear no dia 20 de maio.

Criada por Jason Rothenberg, a série é baseada no livro homônimo da autora Kass Morgan.

A trama se inicia noventa e sete anos após uma guerra nuclear ter destruído a civilização, quando uma nave espacial que aloja os sobreviventes solitários da humanidade envia cem delinquentes juvenis de volta à Terra, na esperança de possivelmente repovoar o planeta.

O elenco inclui Eliza Taylor, Paige Turco, Bob Morley, Marie Avgeropoulos, Lindsey Morgan, Richard Harmon, Tasya Teles, Shannon Kook e Henry Ian Cusick.

‘Noite Passada em Soho’: Thomasin McKenzie está aterrorizada em nova imagem do terror

O Empire divulgou uma nova imagem oficial do terror ‘Noite Passada em Soho‘ (Last Night in Soho), dirigido por Edgar Wright (‘Em Ritmo de Fuga‘).

Confira:

Após ter sido adiado por causa da pandemia de coronavírus, o terror está programado para estrear no dia 23 de abril.

Além de dirigir, Wright também assina o roteiro ao lado de Krysty Wilson-Cairns (‘Penny Dreadful‘).

A trama narra a história de uma jovem garota que misteriosamente é capaz viajar no tempo para a década de 1960, onde encontra seu ídolo, um aspirante a cantor deslumbrado. No entanto, Londres dos anos 60 não é o que parece, e o tempo parece desmoronar com consequências sombrias…

O elenco conta com Anya Taylor-Joy, Thomasin Harcourt McKenzie, Matt Smith, Michael Ajao, Synnøve Karlsen, Diana Rigg, Terence Stamp e Rita Tushingham.

‘A Justiceira’: Jennifer Garner busca vingança em nova imagem violenta

A Justiceira‘ (Peppermint), suspense violento com Jennifer Garner, ganhou uma nova imagem com a personagem buscando vingança.

Confira:

O filme é dirigido por Pierre Morel, e conta da história de “uma jovem mãe, Riley North (Garner), que acorda do coma depois que seu marido e sua filha são mortos em um ataque brutal contra a família. Quando o sistema frustrantemente protege os assassinos da justiça, Riley se transforma de cidadã a uma justiceira urbana. Canalizando sua frustração em motivação pessoal, ela passa anos se escondendo e aperfeiçoando sua mente, corpo e espírito para se tornar uma força imparável enquanto entrega metodicamente sua marca pessoal de justiça.”

John Ortiz, John Gallagher Jr. e Juan Pablo Raba completam o elenco.

A estreia está programada para o dia 7 de setembro nos EUA. No Brasil, a estreia acontece dia 18 de Outubro!

‘Eu Acredito’: Drama religioso ganha trailer legendado; Assista!

A Imagem Filmes divulgou o trailer legendado do drama ‘Eu Acredito‘.

Confira:

O longa foi dirigido pela dupla Juergen Peretzki e Stacey Peretzki.

Uma emocionante história sobre a descoberta da fé. Brian, tem apenas nove anos de idade, quando vive um encontro sobrenatural com Deus, uma experiência que o leva a uma aventura para descobrir mais sobre o que os cristãos acreditam. A fé pura e inocente de Brian resulta em milagres extraordinários, que rapidamente se tornam notícia na cidade.

O elenco conta com Rowan Smyth, Matt Lindquist, Wilford Brimley, Jeremy London e Tom Sizemore.

Eu Acredito‘ será lançado nos cinemas nacionais no dia 30 de maio.

13 filmes sobre relacionamentos entre Pais E Filhos – Parte 3

Seguindo em nossa jornada sobre esse tema complicado e bastante abordando de diversas maneiras por inúmeras produções pelo mundo todo ano, dessa vez reunimos filmes da Romênia, Israel, França, EUA, Argentina, um clássico sobre o tema com Christopher Walken e Sean Penn no elenco, até curta-metragem separamos para essa parte 3 de nosso especial.

 

O Caderno de Tomy (Argentina, 2020)

Ame, leia, veja, escute…e pense em mim de vez em quando. Baseado em uma história real, o longa-metragem argentino O Caderno de Tomy é uma história, antes de mais nada, sobre um último desejo de mãe para filho. Abordando temas delicados como a linha tênue entre procedimentos legais e a eutanásia, a difícil tarefa de dizer adeus, o projeto gera muitas emoções pois em nossas vidas já conhecemos ou conhecemos alguém que já conheceu quem teve câncer. Disponível na Netflix, o filme pode também ser definido como uma grande mistura de sentimentos. Escrito e dirigido pelo cineasta Carlos Sorin.

Na trama, conhecemos uma mulher de 40 e poucos anos (interpretada pela ótima atriz argentina Valeria Bertuccelli) que é diagnosticada com um câncer terminal. Seu marido (Esteban Lamothe), sempre ao seu lado, faz de tudo para que ela fique bem nos seus últimos dias em um quarto de hospital. Certo dia, fugindo de um quadro depressivo por conta de sua situação, resolve escrever um diário endereçado a seu filho pequeno, a cada página que escreve ela conta sobre sua experiência de estar ali mas também todos seus desejos par ao futuro dele. Além do diário, resolve ir twitando sobre sua rotina e acaba ficando famosa involuntariamente saindo em jornais e aparecendo na televisão.

Quando ser corajoso e forte é nossa única opção. Não é um filme fácil, há muita dor pelo caminho dos 84 minutos de projeção. Os diálogos da protagonista com o médico chefe são sinceros, fortes e com uma maturidade gigante. Sedação paliativa ou eutanásia, os contornos dessa linha tênue chegam já no arco final dando bastante profundidade para o polêmico tema.

Por mais que não seja o foco principal, está dentro de outros subtópicos o sentido do relacionamento de pais e filhos. Além disso é algo profundo, dolorido e notório que não é fácil para ela nem para todos ao seu redor. As cenas dos arcos finais deixam nossos corações apertados. O Caderno de Tomy gera muita reflexão sobre o sentido de nossas vidas e o que fazemos com ela.

 

Se Algo Acontecer…Te Amo (EUA, 2020)

Só o amor vence batalhas que durante muito tempo não pensamos em como superar. Como contar os reflexos de uma tragédia através da técnica de animação em menos de 15 minutos? O vazio existencial, a solidão. Uma tristeza que abala o casamento, portas abertas de uma lembrança que machuca mas que mostra uma esperança. Se Algo Acontecer…Te Amo, curta-metragem disponível na Netflix (que legal ter curtas em algum streaming!), busca transformar pequenos minutos em grandiosos momentos contando o recorte de uma família, suas desilusões e algum caminho para a esperança. Escrito e dirigido pela dupla Michael Govier e Will McCormack o projeto transforma a dor em forma de traços e tinta.

Utilizando as técnicas de animação, o drama Se Algo Acontecer…Te Amo mostra uma família que tem sua rotina completamente afetada com lembranças após uma tragédia acontecer com a filha dentro de um colégio norte-americano. Em 12 minutos somos testemunhas de um avassalador recorte de uma família abatida pelo luto.

A sombra, o espírito. A interpretação para tudo o que vemos vem de cada um de nós. Fica forte a tendência de que os sentimentos podem ser identificados como as sombras que vão e vém nesse pequeno grande filme. A paleta de cores se mostra presenta e sem entrelinhas indica o colorido quando geravam lembranças da filha. Govier e McCormack tem um grande méritos de conseguir envolver o espectador do primeiro ao último minuto. Um projeto corajoso e muito emocionante.

 

Uncle Frank (EUA, 2020)

Você vai fazer as coisas como querem que você faça ou da maneira como você quer fazer? Escrito e dirigido por Alan Ball (produtor de seriados de sucesso como A Sete Palmos e True Blood), em seu segundo longa-metragem como diretor, Uncle Frank é sensível recorte passado no início da década de 70 onde um professor universitário não assumidamente gay precisa enfrentar seus grandes fantasmas do passado quando seu pai falece. Delicado e com reflexivos diálogos, o filme percorre todas as dores de um personagem (e os ótimos coadjuvantes) inteligentes e cativantes. Os atores Peter Macdissi e Paul Bettany conseguem extrair de seus personagens todo amor e carinho de uma relação secreta que passa uma grande verdade para o lado de cá da tela. Um emocionante filme, disponível na Amazon Prime.

Na trama, conhecemos a jovem Beth (Sophia Lillis) que mora no interior dos Estados Unidos e não possui muitos sonhos na vida. Sua grande referência acaba sendo o seu tio Frank (Paul Bettany) um homem inteligente, educado, professor da Universidade de Nova Iorque, distante do resto da família, por motivos que a princípio não sabemos, que a faz entender alguns conceitos básicos para que tenha independência e consiga ser quem ela realmente quiser ser. Os anos se passam e Beth passa para a mesa Universidade que o tio dá aulas e acaba, durante uma festa meio que secreta, descobrindo que ele é gay e vive casado com Wally (Peter Macdissi), um engenheiro aeronáutico, a mais de 10 anos. Dias depois, Frank recebe a notícia que seu pai, avô de Beth, faleceu, e os dois precisam embarcar para a cidade natal deles para o funeral.

Há uma impressionante linda passagem entre os arcos, harmônicos e com recheio de emoções perdidas ou encubadas principalmente do amargurado protagonista que acaba se descontruindo e se construindo novamente aos nossos olhos. Não chega a ser um road movie mas é um caminho de descobertas, ou, encerramentos de capítulos não terminados de um passado que vivia gritando dentro de Frank. A delicadeza percorre todos os menos de 100 minutos de projeção, mesmo nas partes mais dolorosas como os preconceitos sofridos há uma quebra de hipocrisia com sarcasmos e muitos risos, alguns desses provocados pelo ótimo personagem Wally (o quase desconhecido por aqui, o ator libanês Peter Macdissi em grande atuação).

Fica mais rico ainda o filme se analisarmos pela ótica de Beth, a referência em quase tudo que conhece sobre livros e vivência vem desse tio tão especial para ela, como se fosse uma filha para ele. Uncle Frank não deixa de tocar o ponto principal a todo instante, relacionamentos pais e filhos, na linha do protagonista e na de muitos dos personagens coadjuvantes, seus conflitos e suas escolhas. Um belo trabalho de Bell e cia.

 

Caminhos Violentos (EUA, 1986)

Violência gera violência. Explorando uma relação explosiva entre pai e filho, o cineasta nova iorquino James Foley nos apresenta um longa-metragem repleto de questões que envolvem principalmente questões familiares e a falta de uma maturidade em um início de uma fase adulta conturbada, sem muitas referências. Somos testemunhas de caminhos inconsequentes, violentos em uma primavera de 1978 no interior da Pensilvânia. Vale o destaque também para a trilha sonora, com direito a canção Live to Tell da Madonna. Destaques para as atuações de Christopher Walken Sean Penn.

Na trama, conhecemos Brad Jr. (Sean Penn), um jovem que trabalha com um bico pouco rentável e vive com a mãe, a avó e o irmão em uma simples casa na Pensilvânia. Brad Jr. se apaixona por Terry (Mary Stuart Masterson) com quem deseja fugir da cidade e ter uma nova vida. Mas, ao mesmo tempo, Brad tem em sua vida novamente o seu pai, o bandido Brad Sr. (Christopher Walken) com que começa a ter uma reaproximação que culminará em um desfecho tenso, frio e sangrento.

Baseado em fatos reais, At Close Range, no original, possui um roteiro bem desenvolvido, assinado por Nicholas Kazan. As verdades da vida são colocadas todas expostas, nem toda trama tem um final feliz, como muitas trajetórias inconsequentes e/ou perdidas do lado de cá da telona. O foco é total na relação complicada entre pai e filho, uma verdadeira luta entre a imaturidade e o pensar sem escrúpulos. Toda a trajetória é violenta, desde o abandono da ex-esposa e dos filhos até a maneira como lida com isso e os inconsequentes atos que se seguem. Um filme marcante, com cenas fortes que apresentam ao público uma história chocante, indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim.

 

Charter (Suécia, 2020)

Se tivesse que escolher, você ficaria com sua mãe ou seu pai? Indicado da Suécia ao próximo Oscar na categoria Melhor Filme Estrangeiro, Charter, escrito e dirigido pela cineasta sueca de 34 anos Amanda Kernell, possui um arrepiante abre alas, um diálogo no escuro que diz muito sobre sentimentos dúvidas/incertezas que veremos ao longo dos intensos 94 minutos de projeção. No início tudo é muito misterioso, aos poucos vamos descobrindo as verdades e alguns porquês (nem todos) sobre como todos os personagens foram parar ali naquela situação complexa que envolve guarda das crianças, a polícia, assistentes sociais, e uma mãe em fuga com os próprios filhos. Um drama profundo, muito bem dirigido. A atuação de Ane Dahl Torp é uma das melhores dos últimos anos quando pensamos em filmes europeus.

Na trama, conhecemos Alice (Ane Dahl Torp) uma mulher que precisou se distanciar dos dois filhos, Elina (Tintin Poggats Sarri) e Vincent (Troy Lundkvist) por alguns meses esperando sair a decisão sobre a custódia das crianças. Mas certo dia, Vicent liga para mãe no meio da noite e isso faz com que ela volte correndo para o lugar onde seus filhos vivem e acaba sequestrando as crianças com destino às ilhas canárias. Mas o pai das crianças, o indecifrável Mattis (Sverrir Gudnason) não deixará barato e aciona a polícia em busca do paradeiro deles.

O roteiro bate na tecla ‘Peso na consciência’ constantemente. Há uma mágoa imensa dos filhos para com a mãe deles. Por conta de escolhas do passado, isso fica evidente com mais clareza quando analisamos as atitudes pela ótica da filha Elina. Mas as demonstrações de arrependimento os une, quando o espírito materno grita, atitudes desesperadas e impulsivas se jogam na tela gerando uma fuga para redescobertas e um entrelinhado pedido de desculpas embutido em cada atitude simpática vindo dessa mãe que se distanciou mas voltou.  Charter é uma poderosa Fita nórdica que fala sobre assuntos importantes que acontecem diariamente no mundo, principalmente quando envolve filhos, pais e separação.

 

On the Rocks (EUA, 2020)

As verdades precisam ser contadas ou descobertas? Analisando um peculiar raio-x da desconfiança na cabeça de uma esposa que se sente afastada do marido, a cineasta Sofia Coppola (que escreve e dirige esse projeto) nos leva em bom ritmo a uma trama repleta de ótimos diálogos mesmo com um clima amargurado que percorre toda a trama. Entre um drink e outro pai e filha nos divertem com diálogos sobre casamentos, o mundo, traições, escolhas, atos machistas. Bill Murray Rashida Jones nos brindam com ótimas atuações. As passagens dos arcos são lindas, metáforas de interseção entre a cidade e os problemas cotidianos entre quatro paredes.

Na trama, conhecemos Laura (Rashida Jones) uma escritora que está em uma péssima fase no seu trabalho e ainda começa a desconfiar da constante falta de tempo do seu marido Dean (Marlon Wayans). Nisso, surge seu pai Felix (Bill Murray) na história, um negociante de artes bem sucedido, sedutor, bom vivant, que acha ser o maior conhecedor sobre relacionamentos da face da terra. E assim, no vai e vém pelas principais ruas de uma nova Iorque que nunca dorme pai e filha tentarão descobrir se há segredos de Dean.

Uma pulga atrás da orelha é uma expressão que se encaixa na vida da protagonista. Em busca da própria aventura, Laura tenta a todo instante analisar cada variável da vida que leva e acaba entrando em constante pane emocional quando vestígios de mentiras aparecem em sua frente. Nessa hora que surge a figura do pai, de cara vemos uma relação pai e filha muito amistosa, resumindo é objetivo e deveras protetor por parte do mais velho. Caricato, porém, exalando carisma, o seu excêntrico Felix vira algo marcante na história, méritos do sempre hilário Bill Murray. Os ótimos diálogos não avançam muito em profundidade e a situação matrimonial ganha contornos de background em alguns momentos.

Mesmo não sendo perfeito, On the Rocks nos apresenta um drama disfarçado de comédia elegante com pitadas sobre um recorte do que acontece entre quatro paredes.

 

Mãe e Muito Mais (EUA, 2020)

Há sempre espaços nas histórias da vida para um final melhor. Camuflado de comédia bobinha Mãe e muito maisé muito mais que uma historinha água com açúcar. Consegue traçar paralelos reflexivos sobre idade, dúvidas, incertezas dentro de um contexto de amizade que passa de mães para filhos. Escrito e dirigido pela cineasta Cindy Chupack (produtora do famoso seriado Sex and the City) o filme aposta em três recortes de relacionamento mãe x filho diferentes, com três artistas fantásticas que transpiram carisma.  Ao longo de simpáticos 100 minutos, o longa-metragem, que está disponível no catálogo da Netflix, caminha, nem tão raso, nem tão profundo, por assuntos tabus dentro desses relacionamentos.

Na trama, conhecemos as inseparáveis amigas Carol (Angela Bassett), Gillian (Patricia Arquette) e Helen (Felicity Huffman) que viveram a vida toda no interior de uma grande cidade e todas elas presenciaram a formação de cada um dos respectivos filhos delas. Quando em uma conversa argumentam sobre os porquês dos filhos não ligarem no dia das mães, impulsivamente resolvem ir atrás deles, que são amigos, e moram, cada um em sua casa, em Nova Iorque. A partir daí, casa uma delas tentará entender situações, melhorar relacionamentos e aparar problemas do passado pensando sempre em ter um futuro melhor no relacionamento mães e filhos.

Aquela sensação angustiante de ver o filho crescer e se importar pouco com a mãe. Esse raciocínio é a alma das personagens, seus objetivos passam por essa questão e o que o roteiro faz para descascar esse tema é muito produtividade, pois, habilmente, consegue abre abas, como subtemas, para questões existenciais resolvidas dupla, mãe e filho. Andando pelas ruas de Nova Iorque, muito parecido com a sensação de vários outros filmes (clichê mas bem válido), as mamães chegam à encruzilhada de que talvez não possam ser tão perfeitas como elas pensam, nem seus filhos.

Falando sobre traição, sexualidade, síndrome do ninho vazio, questões mal resolvidas de um passado longe mas presente o trio de amigas se descontroem aos olhos mais atentos em busca de um novo norte. Por isso, podemos afirmar que Mãe e muito mais é uma jornada convincente que mostra muito sobre relacionamentos de mães e seus filhos.

 

Tempestade de Areia (Israel, 2017)

Há momentos infelizes em que a solidão e o silêncio se tornam meios de liberdade. Selecionado como representante de Israel ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2017, Tempestade de Areia, falado todo em árabe, abre mais uma vez os campos de discussões sobre culturas e tradições sobre os direitos da liberdade de escolha na vida das mulheres que vivem cercadas de imposições de costumes. Na linha de frente da história estão duas mulheres corajosas que sofrem com essas imposições. A cineasta israelense Elite Zexer, em seu primeiro longa-metragem, consegue criar um drama delicado recheado de argumentos para discussões sobre o despertar da necessidade de mulheres que não possuem liberdade de escolhas.

Na trama, conhecemos Layla (Lamis Ammar) uma jovem filha de uma família de beduínos (parte de um grupo árabe habitante dos desertos) que consegue convencer seu pai a deixar ela freqüentar a faculdade. Lá, conhece um grande amor e decide tentar resolver sua situação com seu pai Suliman (Hitham Omari), esse que acaba tomando decisões drásticas em relação a isso. Ao mesmo tempo, sua mãe Jalila (Ruba Blal) está irritada com o segundo casamento de seu marido e busca, mesmo em meio aos próprios conflitos, entender a situação de Layla e ajudá-la.

Atrás dos véus, estão duas mulheres fortes e corajosas, mãe e filha. Um conflito ideológico, oriundo de tradições e culturas, é imposto para a jovem Layla. Querendo lutar pelo seu direito de amar quem ela bem desejar, entra em choque com a imposição do pai de arranjar um casamento com quem ele quer. Já sua mãe Jalila viveu todo o drama de não saber com quem iria se casar e sofre atualmente com a preferência do marido para a segunda esposa. Os retratos emocionais se refletem nas situações mostradas, como as necessidades que Jalila passa com suas filhas enquanto a nova esposa do marido tem uma nova casa com geladeira funcionando e eletricidade.

A passividade do pai em alguns momentos chama a atenção. A mãe, figura forte e muito centrada tenta ajudar sua filha em certos momentos mas sempre na dúvida do que realmente quer para ela. Com o sofrimento imposto pelo segundo casamento de seu marido, as prováveis conseqüências de ajudar a filha a ir atrás do destino que ela quer são jogadas para escanteio, prevalece o amor pela filha. As escolhas que são feitas, já no ato final, mostram os conflitos e até onde conseguimos ir pra lutar contra quem amamos.

Vencedor do Grande Prêmio do Júri na categoria World Cinema Dramatic no Festival de Sundance, Tempestade de Areia é um grito de socorro para essas mulheres que vivem presas em conflitos sem poder respirar suas próprias escolhas e conhecer o que é liberdade.

 

Tempestade (França, 2015)

Temos o destino que merecemos. O nosso destino está de acordo com os nossos méritos. Vencedor de dois prêmios no aclamado Festival Internacional de Cinema de Veneza em 2015, Tempête, no original, dirigido pelo francês Samuel Collardey, é uma daquelas pérolas sensíveis, raras, que explora a ausência até seu último suspiro. Dúvidas e escolhas são bastante explorados pelos personagens, repletos de indagações e sonhos, quase análogos à incerteza quando estamos passando por uma fase adolescente para a fase adulta. Um recorte maduro sobre a paternidade e a busca por melhores condições para uma família.

Na trama, conhecemos o pescador Dom (Dominique Leborne), um homem perto dos quarenta anos que trabalha em alto mar ficando pouco tempo por mês em terra. Ele recentemente se divorciou e conseguiu a guarda de seus dois filhos, Mailys (Mailys Leborne) e Matteo (Matteo Leborne) que escolheram ficar com ele por terem problemas com a mãe. Mesmo ausente, Dom sempre preenche a casa onde vive com os filhos de amor e carinho, mesmo com algumas irresponsabilidades. Quando a filha fica grávida aos dezesseis anos, Dom precisará encarar escolhas que mudarão para sempre os rumos dessa família.

A ausência é um tema importante, explorado com leveza, também acompanha toda a história, os caminhos da maturidade até a responsabilidade, grande dilema do protagonista. Há um certo descontrole quando se vê cheio de tempestades em sua vida, com a eminência da perda da guarda de seus filhos e a decisão de pensar em um trabalho remunerado que o deixe mais presente, em terra, perto deles. Movido pelo amor que tem pelos filhos, o protagonista embarca em uma transformação em sua vida pessoal e profissional, se apegando em seus sonhos para escrever um horizonte cheio de esperança e estabilidade.

Um pai ausente mas amoroso, irresponsável com detalhes da vida mas que ajuda quando está por perto. Dom, personagem marcante, é um retrato de parte da sociedade que na busca pro melhores condições para a família acaba abdicando de momentos importantes na formação dos filhos. Tempestade é um recorte que exala humanidade, duro, transformador quando estamos em um limite de nossas forças e de como todos os dias podemos aprender mais sobre nosso mundo.

 

Um Lindo dia na Vizinhança (EUA, 2019)

A mudança do mundo destruído pelas palavras. Um cotidiano das emoções em forma de declamações, um livro contado sobre a arte das emoções. Baseado em fatos reais, mais precisamente do artigo de Tom JunodCan You Say … HeroUm Lindo dia na Vizinhançaque estreou faz poucos dias no concorrido (por termos muito poucas salas) circuito brasileiro de exibição, navega pelos sentimentos de forma bastante simples que dão a entender algo parecido a original, as declamações de pensamentos nos levam ao instantâneo ato de pensar sobre aquilo buscando referências em nossas próprias vidas. No papel principal o ator Matthews Rhys, em atuação apenas ok. No papel coadjuvante, nosso eterno Forrest. Tom Hanks é um ator diferenciado, sempre em busca dos mais complexos personagens e sempre com maestria para nos contar suas histórias. Somos sortudos por ser da mesma geração desse gênio da arte de interpretar. A direção é da cineasta californiana Marielle Heller (do elogiado Poderia Me Perdoar?).

Na trama, conhecemos um rabugento jornalista Lloyd Vogel (Matthew Rhys, do ótimo seriado The Americans) que após uma ordem de sua chefe, precisa fazer um texto de 400 palavras sobre o famoso apresentador de público infantil, Fred Rogers (Tom Hanks). Conforme vai conhecendo mais a fundo seu entrevistado, o protagonista começa a passar por mudanças profundas na sua forma de pensar e expressar seus sentimentos, principalmente com o recém aparecido pai.

Um Lindo dia na Vizinhança é um projeto peculiar que você precisa ser convencido que ele pode ser uma boa experiência. Não deixa de ter também quebra de certos paradigmas como o olhar para a câmera. A tal da inteligência emocional, a partir da inspiração. Um Lindo dia na Vizinhança é um filme que você precisa ser convencido que ele pode ser uma boa experiência, isso pode acontecer. A paciência é um fator importante. Nas imperfeições, a subtrama do protagonista e sua saga em reconciliar com seu pai seja pouco profunda, quando Hanks sai de cena o filme dá umas despencadas, mesmo Chris Cooper estando ótimo no papel do pai do protagonista.

Onde ir onde quando a alma está ferida? Um fator interessante é que há uma conversa franca com o espectador. Uma grande sessão de terapia que ultrapassa as barreiras da telona. Muitos podem se identificar demais com a história contada, sobre pais e filhos. Psicólogos, psicanalistas, psiquiatras precisam assistir a esse filme. Gera um bom debate.

 

Bacalaureat (Romênia, 2016)

Ética é a concepção dos princípios que escolhemos, moral é a sua prática. Depois de encantar o mundo cinéfilos com filmes como 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, o renomado cineasta romeno Cristian Mungiu volta ao universo cinematográfico, após um hiato de quatro anos, com o profundo longa metragem Bacalaureat, que lhe rendeu nada mais nada menos que o prêmio de melhor diretor no último e badalado Festival de Cannes. Explorando os caminhos tumultuados que um pai precisa tomar para que sua filha tenha uma vida distante dos problemas de onde vivem, Mungiu acaba fazendo uma grande exploração bastante Kantiana traçando um paralelo emblemático entre escolhas e consequências no mundo atual.

Na trama, conhecemos o médico Romeo (Adrian Titieni), um homem de idade mediana que mora com sua mulher Magda (Lia Bugnar) e sua filha Eliza (Maria-Victoria Dragus) em um bairro de classe média de uma cidade da Romênia. Romeo possui uma amante, Sandra (Malina Manovici), por quem possui um carinho enorme. Quando sua filha Eliza sofre uma violência a caminho da escola e isso a impede de completar a tempo questões de uma prova importante para o futuro dela, Romeu precisará caminhar por uma estrada onde uma linha tênue divide as posições da ética e da moral.

Um dos fatores mais interessantes do fantástico roteiro, escrito pelo próprio diretor do filme, é que as ações e consequências que vemos ao longo dos 122 minutos de projeção parecem um grande debate filosófico, pisando em linhas éticas e morais, passando pelo tráfego de influência e manipulação em um sistema de ensino rígido. Todas as peças contribuem para o debate, Romeo é apenas nossos olhos nesse tabuleiro de escolhas, um homem comum, com seus princípios, talvez nada diferente de mim ou de você.

As ações das pessoas influenciam o comportamento do indivíduo. Sem uma mancha no currículo e com uma reputação irreparável, Romeo em poucos dias ultrapassa todos os limites éticos possíveis fazendo com que sua personalidade mude e que as emoções fiquem à flor da pele. As variáveis do protagonista são muito bem exploradas pelas lentes inteligentes de Mungiu, percebemos o constrangimento e a decepção caminharem lado a lado, Romeo fica completamente esgotado. Os embates e diálogos com sua filha são as cerejas no bolo, definindo também uma necessidade de Eliza em trilhar seus próprios pensamentos, se distanciando da proximidade de seu pai e tomando as atitudes que melhor achar.

Bacalaureat, infelizmente, não tem previsão de estreia no Brasil. Uma pena, discutir sobre a maneira de se comportar regulada pelo uso (moral) e os costumes (ética), é um prato cheio para nós cinéfilos que gostamos de traçar paralelos com nossa realidade. Esse filme tem muito de muitos lugares.

 

Um Limite Entre Nós (EUA, 2016)

Mude suas opiniões, mantenha seus princípios. Dirigido e protagonizado pelo genial artista Denzel WashingtonFences fala sobre a vida de um homem, seus conflitos, suas convicções e suas relações conturbadas e cheias de princípios com sua família. Baseado na peça homônima de enorme sucesso escrita por August Wilson (que assina o roteiro), e também protagonizada por Denzel nos teatros (papel que lhe rendeu o prestigiado prêmio Tony em 2010), o longa metragem tem momentos de pura poesia que nos faz pensar a cada minuto sobre nossa vida e nossos sonhos nesse imenso mundo cheio de diversidades em que vivemos. Talvez a cereja do bolo, as atuações de Denzel e Viola Davis são magistrais.

Na trama, ambientado na década de 50 nos Estados Unidos, acompanhamos a trajetória de Troy Maxson (Denzel Washington) um homem analfabeto, que foi preso por anos, e depois trabalhou duro todos os dias para sustentar sua família, de origem humilde, em um bairro familiar norte americano. Frustrado toda vida por não conseguir ter sido um jogador de baseball profissional, com todo o talento que tinha, seu destino lhe reservou outra história e assim ele vive o cotidiano entre um drink e outro, tentando se manter consciente em casa e no relacionamento conturbado que possui com sua mulher Rose Maxson (Viola Davis) e seus dois filhos além de ter que cuidar do irmão Gabriel (Mykelti Williamson), um ex-combatente do exército que voltou com problemas da guerra.

Mesmo falando de assuntos familiares complicados, com a ótica totalmente em cima nas escolhas que o protagonista toma, o filme respira poesia e leveza. As lições que o texto de August Wilson provoca no espectador são inúmeras. As cercas do título fazem total sentido, é o paralelo com Troy que parece ter colocado uma grande proteção em volta de quem os cerca. Mesmo com atitudes impulsivas e seguindo uma regra de disciplina fervorosa, Troy é o retrato de grande parte dos trabalhadores norte americanos de origem humilde na década de 50, esperando por chances que às vezes nunca chegam, lutando contra preconceitos todo dia. Podemos fazer uma analogia com os tempos atuais de crise não só no Brasil mas em boa parte do planeta.

O filme ganha contornos mais dramáticos quando Troy conta a sua esposa Rose, com quem é casado há 18 anos, que terá um filho em breve de uma amante. Essa cena já vale o ingresso, Viola e Denzel não dão só show, dão aula em cena. A partir desse ponto, muita coisa muda na visão de Rose mesmo Troy tentando se manter firme em suas atitudes e as conseqüências que chegam a partir disso, como o distanciamento do filho mais novo que é praticamente expulso de casa certo dia pelo pai.

Fences possui cerca de 140 minutos, e praticamente nem sentimos. Podemos dizer que é um teatro filmado, com poucos cenários e impactantes diálogos. É uma história forte, muito bem escrita e atuada que conta com atuações espetaculares de dois dos melhores atores norte-americanos em atividade. Bravo!

 

Más Notícias para o Sr. Mars (França, 2016)

Os velhos acreditam em tudo, as pessoas de meia idade suspeitam de tudo, os jovens sabem tudo. O novo trabalho do cineasta alemão Dominik Moll (O Monge) é antes de tudo um filme que dita suas regras nas entrelinhas da loucura de uma mente reclusa e exausta dos seus caminhos iguais dia após dia. Explorando bastante seu caricato protagonista, Moll transporta para tela, de maneira bem leve (e muitas vezes bem estranha), as dezenas de possibilidades que o ser humano tem todo dia de acordar e sair da rotina estressante.

Na trama, somos apresentados a Philippe (François Damiens), um analista de sistemas que vive uma vida certinha, cheia de regras e pacata em uma cidade francesa. Perto de fazer quase 50 anos sua ex-mulher, uma repórter famosa de uma emissora francesa,  decide de uma hora para outra se mudar para a Bruxelas, deixando os dois filhos adolescentes para ele cuidar. Só isso já seria impactante em sua rotina mas para deixar mais maluca essa história, Philippe começa a enfrentar problemas no seu trabalho, tendo que trabalhar com um funcionário que vai alterar de vez os rumos dessa história.

É preciso paciência e colocar nossas células cinzentas para buscar as associações que o roteiro também escrito pelo diretor busca explorar. Obviamente, a crise de meia idade é o ponto de start para que o fechado protagonista comece a navegar em sua controlada loucura que afeta (e ele também é afetado) a todos que o cercam, desde os novos ‘amigos’ de trabalho, a ira de um supervisor escandaloso, sua relação com os dois filhos, a distância de sua ex-esposa e o aparecimento em tons fantasmagóricos hilários de seus pais.

Exibido no Festival de Berlim em 2016, esse curioso projeto, tem como protagonista o excelente e versátil ator belga François Damiens.

Corre que dá tempo: 10 SÉRIES pra ver antes de 2026 chegar!

2026 está chegando, e todas as pessoas que amam séries estão ansiosas pelos próximos lançamentos que chegarão no ano que vem. Mas você assistiu a todas as grandes séries de 2025? Para quem está em seu momento de descanso, entre o natal e o ano novo, e procura uma obra seriada pra conferir nos streamings, fica aqui as 10 SÉRIES pra ver antes de 2026 chegar.

 

Pluribus (Apple Tv)

Nessa nova série do criador de Breaking Bad, acompanhamos uma escritora de relevante sucesso que, durante uma noite, começa a perceber algo estranho acontecendo pelo mundo e precisa se adaptar a esse novo cenário.

 

Dexter: Ressurreição (Paramount Plus)

Depois de sobreviver milagrosamente a um tiro dado pelo próprio filho na jornada anterior, Dexter (Michael C.Hall) parte rumo a uma nova Iorque que ele não conhece em busca de reestabelecer os laços com seu único herdeiro, Harrison (Jack Alcott). Nesse lugar, cheio de caminhos e reflexões, acaba batendo de frente com um clube de serial killers – um prato cheio pra quem gosta de fazer justiça com as próprias mãos.

 

It: Bem-Vindos a Derry (HBO MAX)

Com um episódio piloto simplesmente brilhante e surpreendente, em It: Bem-Vindos a Derry, ambientado no início da década de 1960, acompanhamos uma série de situações sinistras que ocorrem na cidade de Derry, antes dos eventos de It: A Coisa.

 

Pssica (Netflix)

Tudo começa quando Janalice (Domithila Cattete), após uma situação que leva seus pais a deixá-la na casa da tia (Fátima Macedo), em Belém, é sequestrada por um grupo criminoso ligado ao tráfico de mulheres. Paralelamente, conhecemos outros personagens: um ex-policial em busca da afilhada; Preá (Lucas Galvino), um bandido que se apaixona e vê sua bolha ligada à crimes desmoronar; e Mariangel (Marleyda Soto), uma ex-militar colombiana que vê sua família despedaçar e parte em busca de vingança. Ao longo da trama, esses caminhos se cruzam, nos conduzindo a um desfecho imprevisível.

 

Chad Powers (Disney Plus)

Nascido de uma pegadinha feita anos atrás pelo ex-jogador da NFL Eli Manning – vencedor de dois super bowls – para uma série documental da ESPN, o personagem fictício Chad Powers ganhou uma inesperada série – e muito interessante, por sinal. No papel principal, o ator Glen Powell – em ótima atuação – dá vida a um homem frustrado em busca do recomeçar. Com seis episódios em sua primeira temporada, a série convence ao transformar uma fórmula batida – que tinha tudo pra dar errado – em um verdadeiro touchdown!

 

Homem x Bebê (Netflix)

Aos 70 anos, e após uma breve participação no longa-metragem Wonka (2023), o ator e comediante britânico Rowan Atkinson, conhecido por seu inesquecível personagem Mr. Bean, volta a uma grande produção, dessa vez em parceria com a NETFLIX. Homem x Bebê, minissérie curtinha de apenas quatro episódios, apresenta eventos dissonantes na vida de um homem ingênuo mas de bom coração que se vê envolvido em uma situação pra lá de inusitada.

 

Ninguém nos Viu Partir (Netflix)

Ambientado na década de 1960, em Ninguém nos Viu Partir, conhecemos Valeria (Tessa Ia), uma jovem que largou o mestrado e foi obrigada a se casar com o arquiteto Leo (Emiliano Zurita), em um acordo entre as famílias judias que residem no México. O casal tem dois filhos. O tempo passa e Valeria se apaixona pelo cunhado do marido, Carlos (Gustavo Bassani). Após descobrir a traição, Leo, com a ajuda do pai, Samuel (Juan Manuel Bernal), sequestra as crianças e foge para a Europa. Durante muitos meses, Valeria se vê em uma busca cheia de reviravoltas, movida pelo sonho de voltar a ver as crianças.

 

O Monstro em Mim (Netflix)

Aggie (Claire Danes) é uma escritora de sucesso que, após a morte do único filho, vê sua vida desmoronar. Sentindo-se culpada e não se desprendendo de procurar culpados para a tragédia, destrói seu casamento e passa a viver reclusa. Um dia, muda-se para sua vizinhança o polêmico e ambíguo empresário Nile (Matthew Rhys), acusado anos atrás de assassinar a própria esposa. Ao se aproximar dele, começa a desconfiar de algumas ações e resolve escrever um livro sobre ele, ao mesmo tempo que busca informações sobre se ele matou ou não a ex-esposa.

 

O Naufrágio do Heweliusz (Netflix)

Era o início do ano de 1993, na Polônia. O enorme cargueiro MS Jan Heweliusz, construído no final da década de 1970, se preparava para mais uma jornada atravessando o Mar Báltico. A bordo, mais de 60 pessoas – entre passageiros e tripulantes. Durante uma manobra arriscada – mas necessária diante das condições que se estabeleceram –, a embarcação começou rapidamente a afundar, se tornando um dos maiores desastre marítimos europeus.

 

Stranger Things (Netflix)

Submetida a experimentos por um cientista que a roubou de sua mãe, Eleven tem super poderes e pode controlar objetos com a mente. Ao longo das temporadas de Stranger Things vamos conhecendo melhor sua trajetória no passado, já rumando para um presente onde seus amigos precisarão de seus poderes para vencer o mal.

É Muito Dinheiro! Conheça os 10 Filmes mais CAROS de 2022 – Você adivinha qual é o 1º?

Se eu perguntasse quais foram os filmes mais caros lançados este ano, muitos não teriam dúvida em responder produções como Top Gun – Maverick (o maior sucesso financeiro de 2022), Jurassic World Domínio (o segundo filme mais rentável de 2022) ou ainda sucessos que ficaram entre as 15 maiores bilheterias do ano, vide Minions 2 – A Origem de Gru, Sonic 2, Uncharted – Fora do Mapa, Elvis e Trem Bala. E quem pensar isso não está de todo errado, já que estas superproduções foram algumas das mais caras do ano realmente. Mas e se eu disser também que nenhum deles se encontra entre os filmes mais caros de 2022.

Pois é, querido leitor, a cada ano que passa somos presenteados com filmes cada vez mais caros. Esses orçamentos inflados podem pesar muito em decisões futuras de cada um destes estúdios que bancam tais fortunas. Existem analistas que enxergam esse movimento como extremamente nocivo para a indústria, outros analisam como um movimento natural do passar dos anos, e da inflação mundial que faz a economia girar. Tudo custa mais hoje do que um dia custou. E os filmes entram nesse pacote. No entanto, em 2022 vimos surgir uma nova categoria de blockbuster com o quarto filme mais caro de todos os tempos. Isso mesmo, este ano fomos brindados com o quarto filme mais caro da história. Você imagina qual seja? Confira abaixo.

10 | Red: Crescer é uma Fera – US$175 milhões

Quem vê as animações da Disney tão perfeitas, que emulam de forma nítida todas as feições e emoções humanas em especial, com efeitos brilhantes não imagina que estas produções são caríssimas, contando com alguns dos maiores orçamentos de seus respectivos anos. Veja o caso de deste Red, representativo da cultura asiática e que faz um paralelo com a entrada na adolescência de uma menininha – que custou mais do que Sonic 2, Minions 2 e até mesmo que Top Gun Maverick. É sério! E pensar que em grande parte do mundo, como no Brasil, o filme sequer foi lançado nos cinemas – estreando diretamente na plataforma da Disney+.

09 | Adão Negro – US$195 milhões

Chegando em nona posição dos filmes mais caros de 2022, temos a superprodução da Warner/DC estrelada por Dwayne ‘The Rock’ Johnson, considerado um dos grandes nomes do cinema entretenimento da atualidade. Enquanto a Marvel sempre trata de emplacar todos os seus blockbusters dentre os mais rentáveis de cada ano, a DC por outro lado fica entre altos e baixos, erros e acertos. Esse ano, o filme do anti-herói Adão Negro prometia uma reviravolta na hierarquia de poder na casa – e fez muito barulho com o protagonista impulsionando do projeto em todo lugar que podia. Porém, o filme sofreu com críticas negativas, e mesmo os fãs que gostaram passaram muito longe de amar. Com o nono orçamento mais inflado do ano, é reportado que Adão Negro talvez tenha rendido prejuízo ao estúdio, o que pode afetar diretamente sua continuidade nas telonas em futuras sequências.

08 | Lightyear – US$200 milhões

Aqui temos um empate. Depois das duas primeiras posições dos mais caros, temos agora cinco filmes com o mesmo orçamento. Então, os separamos de forma aleatória e sem qualquer fator que defina seu ranking. Ou seja, levem em conta que da oitava posição até a quarta posição todos os blockbusters são equivalentes. Aqui chega Lightyear, primeiro derivado da franquia de sucesso Toy Story nos cinemas. Infelizmente, o longa não atingiu todo o potencial esperado pelo estúdio. Sabemos que quando a Pixar entra em campo ao lado da Disney, o resultado quase sempre é de excelência. E este ano, as duas animações da parceria entre a Disney e a Pixar ficaram entre os mais caros (com Red também). Lightyear, no entanto, foi aos cinemas e deu prejuízo ao estúdio quase não conseguindo se pagar.

07 | Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore – US$200 milhões

Voltamos para a Warner agora. Nas primeiras quatro posições dos filmes mais caros de 2022, tivemos apenas a dobradinha Disney (Pixar) e Warner. Sim, é verdade que eles são dois dos maiores de Hollywood, com quase um centenário de excelência. Aqui deixamos a divisão do universo da DC Comics (agora chefiada por James Gunn), para adentrar uma franquia igualmente bastante lucrativa para o estúdio: o universo bruxo de Harry Potter. A verdade é que por mais que o derivado Animais Fantásticos até seja popular e faça certo sucesso com sua base de fãs; jamais conseguiu chegar nem perto do fenômeno que foi a franquia original do bruxinho. Mas os produtores seguem tentando, agora com o terceiro filme. O terceiro Animais Fantásticos custou o mesmo valor que Lightyear, mas fez bem mais sucesso, lucrando o dobro de seu orçamento.

06 | Agente Oculto – US$200 milhões

Você achava que a Netflix ia ficar de fora dessa briga de cachorro grande? Achou errado. Na peleja entre Disney/ Pixar e Warner (DC/Harry Potter), a plataforma de streaming número 1 do mundo corre por fora e mostra que tem tanta força quanto os maiores estúdios de Hollywood na atualidade. E quem poderia imaginar? O mundo hoje é regido pelos streamings, seu reinado é inegável. Tanto que os maiores estúdios Hollywood possuem suas próprias plataformas. A Netflix começou a produzir seu próprio conteúdo em meados da década passada e nos últimos dois anos estreou suas duas produções mais caras até o momento. Ano passado veio Alerta Vermelho, com Dwayne Johnson, Ryan Reynolds e Gal Gadot. Esse ano, a Netflix apresentou seu novo filme mais caro até hoje: Agente Oculto, dirigido pelos irmãos Russo da Marvel, e estrelado por Ryan Gosling, Chris Evans e Ana de Armas.

05 | Doutor Estranho no Multiverso da Loucura – US$200 milhões

Mais um blockbuster se junta ao clube dos 200 milhões de dólares de orçamento. Esse, uma superprodução esperada em tal patamar. Trata-se de um filme da Marvel no cinema – desta forma sabemos logo de cara que será um projeto inflado. Aqui quem se apresenta é a segunda aventura solo do mago supremo da casa de ideias, o Doutor Estranho. A continuação do filme original de 2016 é maior em todos os sentidos, tem mais personagens e conta inclusive com uma das cenas mais faladas de todo o MCU: a dos Iluminati, repleta de easter eggs, surpresas com personagens e um massacre promovido pela Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), mais visceral que a censura baixa permite. Além disso, a criatividade correu solta com cenas de “terror”, um Doutor Estranho zumbi e tudo o que a mente do diretor Sam Raimi foi permitida dentro da caixinha que Kevin Feige o deixou brincar. Mas Doutor Estranho 2 não foi o filme mais caro da Marvel em 2022…

04 | The Batman – US$200 milhões

Fechando a lista dos filmes que custaram US$200 milhões, chega uma superprodução da rival DC/Warner. Como dito, desde o item oito da lista, todos os filmes custaram o mesmo. Lightyear, Animais Fantásticos 2, Agente Oculto, Doutor Estranho 2 e este novo filme do Batman estão no mesmo patamar e ocupam a quarta posição dos mais caros de 2022. Ou melhor, como veremos a seguir, na verdade estão entre os três mais caros do ano. O que custa caro em um filme é o mesmo que conseguimos sentir e nos pula aos olhos quando assistimos a uma superprodução. Ou seja, na maioria das vezes é o escopo de uma produção. O mundo que é criado. Os efeitos visuais, mesmo que muitas vezes não os percebamos pelo realismo. E com o novo filme do Homem Morcego, de 3 horas de duração, o diretor Matt Reeves atingiu justamente isso. Sentimos o realismo de uma nova cidade e da carpintaria de cada detalhe, em cada cena. É um filme intimista e grandioso ao mesmo tempo. Não por acaso, se tornou um dos filmes mais bem sucedidos de crítica, público e o filme mais popular de 2022 com os fãs.

03 | Thor: Amor e Trovão – US$250 milhões

Como dito acima, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura não foi o filme mais caro da Marvel no ano. Pelo contrário, dos três blockbusters que o MCU lançou em 2022, o filme de Sam Raimi foi o mais “barato”. Isso porque o estúdio reservou US$50 milhõezinhos a mais para o quarto filme do Deus do Trovão, Thor. Novamente dirigido pelo Midas Taika Waititi, de Thor: Ragnarok, a Marvel resolveu pesar no orçamento e investir não apenas num elenco renomadíssimo – de nomes como Christian Bale como o vilão Gorr, Russell Crowe como o fanfarrão Zeus e até mesmo trouxe Natalie Portman de volta à franquia como Jane Foster, em sua versão “Turbinada”. A vencedora do Oscar não dava as caras no MCU desde 2013. Fora isso, caprichou na ação, em cenários bem trabalhados (como o harém de Zeus numa arena de gladiadores) e até apresentou os Guardiões da Galáxia em uma participação no início do filme. Tudo isso custa caro. Por outro lado, Waititi errou a mão exagerando na comédia besteirol.

02 | Pantera Negra: Wakanda para Sempre – US$250 milhões

Doutor Estranho 2 foi o filme “mais barato” da Marvel em 2022. O estúdio separou US$100 milhões extras e os distribuiu entre o quarto Thor e o segundo Pantera Negra, enxertando US$50 milhões a mais em cada um deles. Esse talvez tenha sido o projeto mais desafiador do MCU, isso porque se trata de uma continuação sem seu protagonista. Algo impensável, mas que os realizadores (em especial do diretor Ryan Coogler) acharam que precisava ocorrer. O que acontece é que o astro da franquia, Chadwick Boseman, faleceu em 2020 aos 43 anos devido a um câncer. Assim, ao invés de substituir o ator no papel do herói, a Marvel achou por bem matar o personagem também, para homenagear seu intérprete e celebrar seu luto e seu legado também em tela. Um novo Pantera Negra surge, num elenco comandado pelas mulheres de Wakanda. E também somos introduzidos a um novo mundo subaquático, de Talokan, com a apresentação do vilão do filme: Namor, o príncipe submarino.

01 | Avatar: O Caminho da Água – US$350 milhões

Você quer recorde? Avatar traz recorde para você. Em James Cameron we trust. Por mais que o ano de 2022 prometesse alguns filmes muito badalados que certamente atrairiam a atenção dos fãs, como Batman, Top Gun 2, Doutor Estranho 2 e Thor 4, no fundo mesmo o que o público mais esperava para ver eram dois filmes em específico: Pantera Negra 2 e Avatar 2. E os dois foram lançados no fim do ano. O primeiro, Pantera Negra 2 carregava o legado do filme original, um dos grandes fenômenos dos últimos anos e também a tragédia da morte de Boseman e a curiosidade de um filme sem ele. É seguro dizer, no entanto, que não correspondeu às expectativas e nem ao primeiro filme. Já Avatar 2, que ainda não estreou oficialmente, promete revolucionar novamente a parte técnica no cinema e os efeitos especiais e em 3D. Quem viu, garante que é ainda melhor que o original – que por sua vez era a maior bilheteria de todos os tempos por muitos anos. Ninguém imaginava que Avatar teria continuações, mas James Cameron prometeu e treze anos depois cumpriu a promessa. E para isso, nada mais justo que a Fox, agora nas mãos da Disney, desembolsasse um valor recorde para 2022, com um orçamento de absurdos US$350 milhões. Não por menos, entrou no ranking dos filmes mais caros de todos os tempos, se situando em quarto lugar e atrás somente de Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas (2011), Vingadores – Era de Ultron (2015) e Vingadores – Ultimato (2019).

‘Assassination Nation’: Violento suspense ganha trailer para maiores; Confira!

O violento suspense ‘Assassination Nation‘ ganhou um trailer para maiores, que traz um aviso para os seus espectadores.

Assista:

Dirigido por Sam Levinson, o filme será lançado nos cinemas nos EUA no dia 21 de setembro.

“Lily e seu grupo de amigos vivem em uma névoa de textos, posts, selfies e chats como o resto do mundo. Então, quando um hacker anônimo começa a postar detalhes da vida privada de todos em sua pequena cidade, o resultado é uma loucura absoluta, deixando Lily e seus amigos questionando se eles viverão até o final da noite.”

Odessa Young, Suki Waterhouse, Hari Nef, Abra, Bill Skarsgard, Bella Thorne, Colman Domingo, Joel McHale e Aniki Noni Rose estrelam.

‘A Lenda do Tesouro Perdido 3’: Produtor confirma que sequência ainda está em desenvolvimento

Em entrevista ao Collider, o produtor Jerry Bruckheimer revelou a sequência ‘A Lenda do Tesouro Perdido 3‘ ainda está em desenvolvimento e trará de volta o elenco original dos filmes anteriores.

“Nós definitivamente estamos desenvolvendo uma série baseada na franquia e uma sequência para os cinemas. Espero que ambos os projetos saiam do papel e nós tenhamos a chance de fazer outro filme. Ambos projetos estão ativos. A série para a Disney+ terá um elenco muito mais jovem. Será o mesmo conceito dos filmes, mas com um elenco mais jovem. Já a sequência para os cinemas irá trazer o elenco original de volta.”

Ele completa, “O novo filme está sendo escrito atualmente. Já a série de televisão ainda está em processo. Nós temos o roteiro do primeiro episódio e uma direção para os próximos.”

Vale lembrar que Chris Bremner foi contratado para escrever o roteiro do terceiro filme.

O diretor Jon Turteltaub, que comandou os dois primeiros ‘A Lenda do Tesouro Perdido‘, revelou que a história deve abandonar os EUA e ser focada na Europa e Ásia.

Até o momento, apenas o ator Nicolas Cage está confirmado no elenco, mas tudo indica que Harvey Keitel, Diane Kruger, Justin Bartha e Jon Voight devem retornar também a nova produção.

Lançado originalmente em 2004, ‘A Lenda do Tesouro Perdido‘ (National Treasure) conta a história de um caçador de riquezas perdidas procura um tesouro que ninguém acredita existir, tendo sido acumulado durante séculos e transportado por vários continentes para evitar que fosse roubado. Suas investigações o fazem descobrir a existência de um mapa codificado escondido na declaração de independência dos EUA.

O segundo filme, ‘A Lenda do Tesouro Perdido: Livro dos Segredos‘ (National Treasure: Book of Secrets), arrecadou mais de US$ 457 milhões de bilheteria.

Assassino mascarado ataca no trailer do terror ‘Dreamcatcher’; Assista!

O terror ‘Dreamcatcher‘ ganhou o primeiro trailer.

Confira:

O longa é escrito e dirigido por Jacob Johnston.

Dylan, conhecido por seus fãs como DJ Dreamcatcher, está à beira do estrelato global. Porém, tudo muda na noite do Cataclismo, um festival de música underground, onde duas irmãs distantes e seus amigos encontram Dylan. Depois de um evento horrível movido a drogas, as coisas começam a se transformar em um turbilhão de violência e caos de 48 horas.

O elenco conta com Niki Koss, Zachary Gordon, Travis Burns, Blaine Kern III, Olivia Sui, Emrhys Cooper, Elizabeth Posey, Nazanin Mandi, Adrienne Wilkinson e Lou Ferrigno Jr.

O terror será lançado em VOD no dia 5 de março.

Bebê não nascido assombra mãe no trailer do terror ‘O Chamado do Mal’

O terror ‘O Chamado do Mal‘ ganhou um novo trailer assustador.

Confira:

No filme, um presente de inauguração infernal aterroriza um jovem casal grávido quando uma entidade malévola, que não irá parar em nada até que satisfaça suas intenções mórbidas, é desencadeada de uma caixa antiga amaldiçoada.

Michael Winnick dirige, com um roteiro de C. Robert Cargill (‘A Entidade‘).

Josh Stewart (‘O Colecionador de Corpos‘) e Bojana Novakovic (‘A Maldição da Floresta‘, ‘Demônio‘) estrelam.

No Brasil, o filme será distribuído pela Imagem Filmes.

‘Lucifer’: Elenco fala sobre a 4ª temporada em novo vídeo divertido; Assista!

A Netflix divulgou um novo vídeo divertido com os atores Tom Ellis, Lauren German e Inbar Lavi falando sobre a quarta temporada de ‘Lucifer‘.

Confira:

Criada por Tom Kapinos, a série foi cancelada pela FOX depois de três temporadas, mas foi resgatada pela Netflix depois da forte reação dos fãs.

A trama gira em torno de Lucifer Morningstar, que está entediado e infeliz como o Senhor do Inferno. Ele renuncia seu trono e abandona seu reinado para tirar férias em Los Angeles, onde dá início a uma casa noturna com a ajuda de sua aliada demoníaca chamada Mazikeen. Depois que uma celebridade a quem Lucifer ajudou a alcançar a fama é assassinada, ele se envolve com a polícia de Los Angeles, onde começa a ajudar a Detetive Chloe Decker a resolver casos de homicídio e encontrar os responsáveis para que possa “puni-los”.

O elenco conta com Tom Ellis, Lauren German, Kevin Alejandro, D.B. Woodside, Lesley-Ann Brandt, Scarlett Estevez, Rachael Harris e Aimee Garcia.

Com 10 episódios encomendados, a quarta temporada será lançada em 2019.

E aí, querido cinéfilo?! – Nossa Coluna de Entrevista | Parte 30: Luciano Vidigal

A beleza do cinema é conseguir enxergar além do que os olhos conseguem captar. Falar de cinema é uma grande prova de amor ao sentimento das curiosidades que afligem esse imenso mundão que vivemos. Todo tipo de filme, de qualquer gênero, busca o importante elo em apresentar emoções ao espectador, seja ele quem for. Pensando em entender melhor as razões do porquê o cinema ser uma coisa tão rica para nossa existência como ser humano, esse eterno jovem cinéfilo que vos escreve buscou cinéfilos espalhados pelo Brasil (alguns até pelo mundo) para contar um pouquinho da trajetória cinéfila deles para vocês.

Nosso entrevistado de hoje é professor de teatro, ator, cineasta e gente boa. Luciano Vidigal, também é professor da ONG Nós do Morro e já teve curta premiado nos festivais de São Paulo, Londrina, Rio de Janeiro e Marseille. Fã de Spike Lee, esse grande artista do nosso audiovisual responde agora nosso questionário/entrevista sobre cinema.

1) Na sua cidade, qual sua sala de cinema preferida em relação a programação? Detalhe o porquê da escolha.

Todas as salas do Estação de Cinema. Exibem filmes raros, diversos e contemplativos. E faz uma parceria linda oferecendo ingressos gratuitos para os artistas do Nós do Morro.

2) Qual o primeiro filme que você lembra de ter visto e pensado: cinema é um lugar diferente.

Faça A Coisa Certa do Spike Lee. Me arrebatou.

3) Qual seu diretor favorito e seu filme favorito dele?

Spike LeeFaça A Coisa Certa rs rs.

 

4) Qual seu filme nacional favorito e porquê?

Pixote do Hector Babenco. Uma obra prima. Cinema de uma realidade autêntica. E foi o filme que me fez amar o cinema brasileiro.

 

5) O que é ser cinéfilo para você?

Dormir e acordar consumindo cinema. É ser um expectador que assiste o filme com um olhar sagrado.

6) Você acredita que a maior parte dos cinemas que você conhece possuem programação feitas por pessoas que entendem de cinema?

Não. Infelizmente o capitalismo grita mais alto. O comercial ultrapassa a arte.

 

7)  Algum dia as salas de cinema vão acabar?

Tenho esse medo. Mas sou otimista e acredito que vamos resistir.

8) Indique um filme que você acha que muitos não viram mas é ótimo.

A Negação do Brasil de Joel Zito Araújo. Um importante oportunidade de repensar o Brasil.

9) Você acha que as salas de cinema deveriam reabrir antes de termos uma vacina contra a covid-19?

Sim. Com todas as precauções. Por que abriram shoppings, bares? E liberaram as praias? E os cinemas não? Eles tem medo da cultura.

 

10) Como você enxerga a qualidade do cinema brasileiro atualmente?

Sinto orgulho. O cinema digital proporcionou uma diversidade que o Brasil não tinha. Mesmos com esse nocaute da complexa política brasileira, fomos selecionados, premiados e júris de festivais importantes como Cannes e Berlim.

11) Diga o artista brasileiro que você não perde um filme.

Kleber Mendonça.

12) Defina cinema com uma frase:

Cinema é redescobrir e se comunicar com o mundo através de imagens.

 

13) Conte uma história inusitada que você presenciou numa sala de cinema

Um casal transando em um canto da sala. E na tela o filme “Gasparzinho, o Fantasminha Camarada“.

14) Defina ‘Cinderela Baiana’ em poucas palavras…

“Deu ruim”.

15) Muitos diretores de cinema não são cinéfilos. Você acha que para dirigir um filme um cineasta precisa ser cinéfilo?

Sim! Referência é tudo.

16) Você é cineasta. Que dica daria para os jovens que futuramente querem ter cinema como profissão?

Tenha a sua causa, tenha a curiosidade do saber, tenha psicologia, ame poesia, aprenda para desaprender. Cinema não é só para entreter, é para revolucionar…

10 SÉRIES INTERESSANTES na NETFLIX que viram companhia rapidinho

Todas as pessoas que amam seriados sabem que a Netflix oferece um leque de opções, com obras focadas em diversos assuntos de todos os cantos do planeta. Nessa plataforma, obras seriadas são adicionadas quase que semanalmente, e precisamos anotar tudo de interessante para conferirmos uma de cada vez. Para te ajudar nessa busca, selecionamos abaixo 10 séries interessantes disponíveis na líder dos streamings:

 

Custe o que Custar (Netflix)

Simon (James Nesbitt) é um consultor financeiro bem-sucedido, pai de três filhos, que vive feliz ao lado da esposa, a pediatra Ingrid (Minnie Driver). Só que toda a aparente calmaria na família esconde um grave problema: a filha mais velha, Paige (Ellie de Lange), se tornou uma viciada em drogas e sumiu de casa faz alguns meses. Na busca por seu paradeiro, Simon é envolvido em uma estrada onde situações o levam ao limite do desgaste emocional.

 

Amor no Escritório (Netflix)

Nessa comédia que entrou há pouco tempo na Netflix, acompanhamos uma dedicada funcionária de uma empresa que conhece um homem às vésperas de, provavelmente, ser efetivada para um cargo maior, mas precisa lidar com uma surpresa: ele é o filho do chefão da empresa.

 

Hotel Assombrado (Netflix)

Lançada ano passado e com um total de 10 episódios na primeira temporada, na divertida animação Hotel Assombrado somos convidados a conhecer as aventuras de uma mãe que herdou de seu irmão um hotel recheado de fantasmas.

 

A Agente (Netflix)

Tea (Clara Dessau) é uma jovem solitária que, após um passado cheio de questões, resolve ingressar na academia de polícia. Pouco tempo depois, é chamada para um operação secreta em que precisa se infiltrar na rotina do líder criminoso Miran (Afshin Firouzi) através da esposa dele, Ashley (Maria Cordsen). Correndo contra o tempo em busca de informações, aos poucos vai encontrando dilemas pelo caminho.

 

As Quatro Estações do Ano (Netflix)

Um grupo de amigos animados se encontram sempre que tem uma folguinha para compartilhar de mais momentos juntos. Assim, somos apresentados aos casais: Kate (Tina Fey) e Jack (Will Forte), Danny (Colman Domingo) e Claude (Marco Calvani), Anne (Kerri Kenney) e Nick (Steve Carell). A questão que gira em torno de tudo que acompanhamos é a de que Nick resolve se separar, pegando a todos de surpresa. Esse fato apresenta mais conflitos ao grupo de amigos, principalmente quando ele assume um novo romance, com Ginny (Erika Henningsen), uma mulher mais jovem.

 

O Monstro em Mim (Netflix)

Aggie (Claire Danes) é uma escritora de sucesso que, após a morte do único filho, vê sua vida desmoronar. Sentindo-se culpada e não se desprendendo de procurar culpados para a tragédia, destrói seu casamento e passa a viver reclusa. Um dia, muda-se para sua vizinhança o polêmico e ambíguo empresário Nile (Matthew Rhys), acusado anos atrás de assassinar a própria esposa. Ao se aproximar dele, começa a desconfiar de algumas ações e resolve escrever um livro sobre ele, ao mesmo tempo que busca informações sobre se ele matou ou não a ex-esposa.

 

O Naufrágio do Heweliusz (Netflix)

O Naufrágio do Heweliusz, minissérie da Netflix, dirigido por Jan Holoubek e roteiro assinado por Kasper Bajon, chega para jogar luz sobre uma tragédia, mostrando de forma detalhada o antes, o durante e o depois, reunindo fatos que se juntam para uma explicação complexa sobre o que realmente aconteceu em uma madrugada que ficaria marcada na história.

 

O Eternauta (Netflix)

Sempre renovando uma amizade de quase 40 anos, quatro amigos se reúnem toda sexta-feira para jogar truco. Num desses dias, algo estranho acontece. Ao perceberem estar sob uma misteriosa e mortal nevasca, Juan Salvo (Ricardo Darín) e o restante do grupo precisarão encontrar soluções para sobreviver quando os perigos se mostram presentes. Conforme os dias passam começam a entender que uma invasão aconteceu e nada será como antes.

 

Zomvivor (Netflix)

Na trama, conhecemos um grupo de estudantes que estão se escondendo pelos prédios de uma universidade quando um surto de um vírus, que transforma seres humanos em zumbis, vira algo descontrolado. Flashbacks ajudam a contar essa história, enquanto os dramas dos personagens se entrelaçam.

 

Ninguém nos Viu Partir (Netflix)

Ambientado na década de 1960, em Ninguém nos Viu Partir, conhecemos Valeria (Tessa Ia), uma jovem que largou o mestrado e foi obrigada a se casar com o arquiteto Leo (Emiliano Zurita), em um acordo entre as famílias judias que residem no México. O casal tem dois filhos. O tempo passa e Valeria se apaixona pelo cunhado do marido, Carlos (Gustavo Bassani). Após descobrir a traição, Leo, com a ajuda do pai, Samuel (Juan Manuel Bernal), sequestra as crianças e foge para a Europa. Durante muitos meses, Valeria se vê em uma busca cheia de reviravoltas, movida pelo sonho de voltar a ver as crianças.

A Querida Sessão da Tarde Está na NETFLIX – 10 Clássicos dos anos 80 para reviver a época tão especial

Os cinéfilos de cada época têm em sua disponibilidade armas diferentes para dar vazão à sua paixão: assistir a filmes. Até, mais ou menos digamos, o fim dos anos 1970, os amantes do cinema tinham como única saída o método mais convencional e ainda muito enaltecido pelos cinéfilos raiz: a ida ao cinema, o templo para os amantes da sétima arte. É claro que nessa época também já podiam contar com as exibições na TV aberta, já que o advento de se assistir programações em casa surgiu na década de 1950 nos EUA. De lá para cá muita coisa mudou.

Os anos 1980, uma das épocas mais queridas dos últimos quarenta anos, trouxeram muitas novidades para os cinéfilos. Nos cinemas, foi a inauguração dos blockbusters, os filmes que eram verdadeiros arrasa-quarteirões e migravam das telas para fazer parte de nosso dia a dia, através das milhares de mercadorias que estendiam a popularidade de tais obras – como bonecos e videogames, por exemplo. Foi também a época do surgimento das vídeolocadoras, lojas especializadas em aluguéis de filmes pelo meio de fitas VHS. Assim que um filme saía dos cinemas, alguns meses depois (às vezes chegando a quase um ano) ele estava disponível para ser assistido em casa pelos sócios do estabelecimento. E muitos destes longas ganhavam sobrevida no mercado de vídeo, depois de terem passado em branco em sua estadia nas telonas.

Tudo isso ajudou a criar sessões de filmes também nas programações das TVs abertas na época – em especial as duas mais populares do período: a Globo e o SBT. Para a geração que foi criança e adolescente nos anos 80, um dos programas que mais se tornou querido foi a Sessão da Tarde, de pé até hoje. O programa diurno serviu como companhia para muitas crianças nas tardes após a escola e foi a chance de muitos conferirem seus filmes preferidos, inúmeras vezes. Hoje, a Globo aposta na programação da Sessão de Sábado, aos sábados a tarde, para suprir a nostalgia dos fãs.

Hoje, os mais novos contam com as plataformas de streaming para assistir filmes a qualquer dia e a qualquer hora. E quem sabe o que virá amanhã em termos da relação dos cinéfilos e os filmes. Seguindo por este caminho da nostalgia, reunimos 10 produções clássicas dos anos 80 que marcaram época na Sessão da Tarde e que se encontram disponíveis atualmente para serem assistidas na Netflix. É a união de dois mundos, passado e futuro dando as mãos em prol da nostalgia. E você não pode perder. Confira abaixo e prepare-se para voltar no tempo.

De Volta para o Futuro (1985)

Faça um favor a si mesmo se ainda não assistiu a este que não apenas é um dos maiores clássicos saídos dos anos 80, como também é considerado um dos melhores filmes da sétima arte. Muito falado e debatido, creio que De Volta para o Futuro só não é conhecido ou foi visto pelas gerações mais novas – que precisam consertar isso imediatamente. Mas o que talvez nem todos saibam é que a aventura cômica sobre viagem no tempo produzida por Steven Spielberg teria outro protagonista. O ruivinho Eric Stoltz chegou a ser contratado e a gravar grande parte de suas cenas quando os realizadores perceberam que ele não estava dando certo no papel protagonista de Marty McFly. Assim, às pressas ele foi substituído pelo “segundo” e único Michael J. Fox, que se tornaria um astro e o resto é história. Quem quiser ir além, a trilogia completa está disponível na Netflix.

Top Gun – Ases Indomáveis (1986)

O universo é cíclico, não há dúvidas. E o mundo do cinema também. Vira e mexe vemos sucessos do passado retornando dez, vinte, trinta ou quarenta anos depois para dar continuidade a algum sucesso do passado. É onde se encaixa este item, que foi o divisor de águas na carreira do ator Tom Cruise, o transformando em um astro definitivo. Pois bem, 36 anos depois e o astro faz de novo, com a continuação tardia Top Gun – Maverick se tornando o filme número 1 de 2022. É muita onda. Voltando ao passado, o primeiro Top Gun foi o filme número 1 de seu respectivo ano, um sucesso estrondoso graças à mescla de cenas de ação eletrizantes e nunca antes vistas de combates aéreos, uma bela história de amor em seu núcleo (que ainda funciona, sendo muito à frente de seu tempo nas questões femininas) e uma trilha sonora inesquecível – que dirá “Take My Breath Away” da banda Berlin.

Os Caça-Fantasmas (1984)

Verdadeiro fenômeno dos anos 80, assim como De Volta para o Futuro, Os Caça-Fantasmas mistura elementos de fantasia e humor em sua narrativa. Mas ao contrário do citado filme sobre viagem no tempo, Os Caça-Fantasmas é mais cínico, menos afetuoso e guarda ainda momentos de terror e suspense em sua trama. A história apresenta três cientistas resolvendo abrir seu próprio negócio como exterminadores de entidades sobrenaturais e começam a lucrar bastante com isso – era o empreendedorismo falando alto já naquela época – e de quebra se tornando os novos heróis de Nova York. No meio do filme, o quarto membro da equipe se une a eles. O sucesso gerou um famoso desenho animado, antes mesmo do lançamento do segundo filme em 1989 (que também está disponível na Netflix). Depois disso foi uma espera interminável para um terceiro filme – que nunca viria, ao menos não da forma que todos queriam, com a equipe original ainda em forma. A vida tem dessas. Mas sempre teremos os dois clássicos para nos confortar.

Os Intocáveis (1987)

Na era de ouro da Televisão, assim que o advento chegou aos lares dos americanos e depois do resto do mundo, era preciso encher a rede de programas para serem assistidos. Assim nasceu o formato dos seriados, histórias contínuas que veríamos a cada semana. Um destes pioneiros foi o seriado Os Intocáveis, que narrava as desventuras do agente do FBI Eliot Ness, que realmente existiu e virou herói americano durante a época da Lei Seca na Chicago dos anos 1930 – e seu combate a mafiosos, em especial Al Capone. Na série, Ness enfrentava todo tipo de mafioso e não apenas Capone. O mestre Brian De Palma adaptou a ideia para o cinema num filme que se tornou sensação e chegou até o Oscar. Do programa, apenas Ness foi levado, com as formas de Kevin Costner. E o elenco ainda contava com Sean Connery, Andy Garcia e Robert De Niro como Capone.

Karatê Kid – A Hora da Verdade (1984)

Esse é provavelmente o clássico da década de 80 com o qual as novas gerações estão mais conectadas atualmente. Isso, é claro, devido ao estrondoso sucesso da série Cobra Kai com o público mais novo – além é claro dos mais saudosistas também. Cobra Kai é realmente um sucesso independente se você é fã mais antigo, que conhece Karatê Kid desde a época do seu lançamento e curtiu as sequências na Sessão da Tarde, ou se faz parte de uma geração que nasceu trinta anos depois. Justamente essa popularidade da série que fez despertar nos mais novos a curiosidade de buscar de onde tudo nasceu. E a Netflix, dona atual do programa de artes marciais e drama, não deixou por menos e tratou de incluir em seu acervo a primeira aventura de Daniel LaRusso, do eterno Sr. Miyagi, Johnny Lawrence e Kreese. Além das duas continuações diretas ainda na década de 1980, e da quarta aventura com Hilary Swank.

Um Príncipe em Nova York (1988)

É impossível falar de anos 80 sem falar de Eddie Murphy. E é impossível falar de Sessão da Tarde sem falar de Um Príncipe em Nova York. De fato, a comédia sobre um príncipe africano de férias na cidade de Nova York, disfarçado e com o propósito de achar o amor verdadeiro ainda é tão popular que continua a ser exibido, como na nova Sessão de Sábado na Globo recentemente – além de nunca ficar de fora de catálogos de streamings. Foi essa popularidade cult durante 34 anos que fez uma continuação finalmente sair do papel. Precisava? Não. Mas é claro que gostamos de ver o retorno do Príncipe Akeem e toda a trupe. É claro também que o original continua imbatível, ainda mais se levarmos em conta o humor mais “sujo”, por assim dizer, de uma época mais politicamente incorreta.

Um Tira da Pesada (1984)

Por falar em Eddie Murphy, quatro anos antes do sucesso estrondoso de Um Príncipe em Nova York (um de seus filmes mais populares), o humorista se tornava um astro e entrava para o time A de Hollywood graças a esta comédia de ação que serviu como divisor de águas em sua carreira. Antes de Um Tira da Pesada, o ator havia obtido sucesso em longas como 48 Horas (1982) e Trocando as Bolas (1983) – mas sempre co-protagonizando ao lado de figuras famosas como Nick Nolte ou Dan Aykroyd. Com Um Tira da Pesada, Murphy mostrava que estava pronto para carregar um filme nas costas sozinho. E o resultado foi um dos mais icônicos do gênero, que abriu portas para outras produções adoradas como Máquina Mortífera e A Hora do Rush, por exemplo. O sucesso deu continuidade para duas continuações, e mais uma está sendo planejada na atualidade.

Irmãos Gêmeos (1988)

Eddie Murphy aparece aqui de novo. Afinal, como dito, o ator foi uma das figuras mais emblemáticas dos anos 80. E calma, antes que você diga que eu estou louco e que Murphy não tem nada a ver com Irmãos Gêmeos, deixe-me continuar e concluir o raciocínio. Realmente Eddie Murphy não teve qualquer ligação com esta comédia de Ivan Reitman, protagonizada pelos irmãos gêmeos mais diferentes da sétima arte: Arnold Schwarzenegger e Danny DeVito. Essa foi a primeira comédia do grandalhão austríaco que demonstrou que ele também funcionava no humor. Marcou uma geração. A única conexão que podemos fazer é que Irmãos Gêmeos bateu de frente com Um Príncipe em Nova York, duas comédias icônicas lançadas no mesmo ano. Mas bem, eis que muitos anos depois surge a vontade de continuar essa história. O mote? Julius e Vincent descobrem que possuem outro irmão, ainda mais diferente – interpretado por ninguém menos que Eddie Murphy. O título? Trigêmeos. E não é pegadinha, o filme se encontra em fase de pré-produção. Agora me diga, se esse filme tivesse surgindo nos anos 80, no auge do trio, ninguém segurava.

A Lagoa Azul (1980)

Agora sim, falamos do GOAT da Sessão da Tarde. Quando perguntamos que filme os fãs mais lembram ao pensarem no citado programa diurno da Globo, a grande maioria – ao menos dos mais velhos – irão dizer A Lagoa Azul. A verdade é que a fita deve ter ficado gasta de tanto ser exibida no programa. A história sobre duas crianças náufragas numa ilha deserta, que crescem e se tornam um belo casal é atemporal e remete ao bíblico Adão e Eva no paraíso. No filme, outro sobrevivente adulto é responsável pela criação dos pequenos, mas quando se tornam jovens adultos, o sujeito morre, deixando os pombinhos para descobrir o amor e a luxúria nas formas de Brooke Shields e Christopher Atkins. Uma trama simples, mas na época inexplorada e que fez muito sucesso.

La Bamba (1987)

Terminando a volta nostálgica ao passado, essa é outra produção que é sinônimo de Sessão da Tarde, e foi exibida até enjoar. Este amigo que vos fala nunca havia assistido a este filme completo do início ao fim até ele estrear na Netflix. Ou melhor, devo dizer, achava que não havia assistido, porque bastou conferir o longa recentemente para perceber que de fato já havia visto todas as cenas de tanto que La Bamba passou na Sessão da Tarde e eu “pescava” um trecho por vez. O filme, é claro, é a cinebiografia de Ritchie Valens, descendente de mexicanos, vindo de uma família pobre e problemática, que escalou para o sucesso meteórico com músicas como Come On Let’s Go, Donna e, é claro, La Bamba. O cantor infelizmente morreria aos 17 anos num acidente aéreo, o mesmo que vitimou o músico Buddy Holly. La Bamba, o filme, fez muito sucesso, numa época bem anterior à febre de cinebiografias musicais que temos hoje como Bohemian Rhapsody, Rocketman e Elvis.

‘Suspiria’: Chloe Grace Moretz compara remake ao trabalho de Stanley Kubrick

Em entrevista ao IndiewireChloe Grace Moretz falou sobre o remake de ‘Suspiria‘, comparando-o com o trabalho de Stanley Kubrick, diretor de ‘O Iluminado‘.

“Esta é uma declaração realmente grande, mas isso é o mais próximo de Stanley Kubrick que eu já vi. Você é colocado em um mundo, que eu posso descrever apenas como ‘O Iluminado’ de várias maneiras, onde você fica imerso no cérebro do cineasta e você está apenas implantado lá, e não verá nada igual.”

“Esse foi um filme louco para fazer parte. É tão secreto que está super bloqueado. É secreto e eu quero ser sigilosa, porque vocês vão ficar tão chocados. É selvagem. É louco. Eu posso dizer isso, eu falo alemão na maior parte do filme. Então vocês não vão me reconhecer muito bem. Eu pareço uma pessoa diferente e falo como uma pessoa diferente.”

Recentemente, o remake recebeu uma alta classificação indicativa, para maiores de 18 anos, por conter “Conteúdo perturbador envolvendo violência ritualística, imagens sangrentas e nudez gráfica, e também por causa da linguagem, que inclui referências sexuais.”

O terror também teve novos cartazes divulgados, mostrando algumas frases como “Trema, trema! As Bruxas Estão de Volta”“Entregue sua Alma à Dança”. Confira:

A expectativa para o remake do terror, dirigido por Luca Guadagnino, deMe Chame Pelo Seu Nome, está cada vez mais alta.

A estreia está programada para 02 de Novembro de 2018.

No filme, “Uma jovem americana dançarina de ballet viaja até uma prestigiada escola de dança na Europa, apenas para descobrir que existe algo mais sinistro e sobrenatural. Ela se torna cada vez mais assustada conforme uma série de assassinatos terríveis acontece, e segredos sombrios da escola vêm a tona.”

Dakota Johnson irá interpretar Susie Bannion no remake.

O elenco ainda inclui Chloe Grace-Moretz, Tilda SwintonMia GothSylvie TestudAngela WinklerMałgosia BelaLutz Ebersdorf e Jessica Harper.

Alex Wolff, de ‘Hereditário’, pode estrelar novo terror do M. Night Shyamalan

Apesar da quarentena, M. Night Shyamalan começou oficialmente a escalar o elenco do seu próximo terror, ainda sem título.

De acordo com o Collider, Alex Wolff, do aclamado ‘Hereditário‘, está em negociações para participar da produção e deve ser um dos protagonistas do longa.

Além dele, Eliza Scanlen, Thomasin McKenzie, Aaron Pierre e Vicky Krieps também estão em negociações para se juntar ao elenco.

“Comecei a escolher o elenco do meu novo filme, que começará a ser filmado assim que for possível. Eu fiquei impressionado com as audições. Gravações caseiras enviadas de todo o mundo. O talento tem sido extraordinário. Obrigado por enviar sua audição!”

Detalhes sobre a trama não foram divulgados, mas o longa está sendo descrito como “escrito e sombrio”.

O terror está programado para ser lançado em fevereiro de 2021.

Para comemorar o anúncio de sua longa parceria com o diretor, o presidente da Universal, Peter Cramer, disse em um comunicado:

M. Night Shyamalan continua a criar histórias emocionantes e inteiramente originais que mantêm o público apreensivo em seus assentos. Não há ninguém como ele: ele é um cineasta que trabalha no auge de seus poderes, e estamos honrados por ele ter escolhido a Universal mais uma vez para abrigar seus próximos dois projetos incríveis.”

Shyamalan também se expressou, elogiando a Universal por seu compromisso em contribuir com o cinema original.

“Existem estúdios maravilhosos por aí, mas a Universal incentiva o lançamento de filmes originais. Eles são os melhores em encontrar público para novas histórias com tons inesperados. Acredito que os filmes originais são cruciais para a longevidade da experiência no cinema. Estou muito empolgado por trabalhar com eles de novo.”

‘Superman & Lois’: Série da CW ganha novo trailer ÉPICO; Assista!

A CW divulgou o novo trailer épico da série ‘Superman & Lois‘.

Confira:

A série irá estrear no dia 23 de fevereiro, em um especial de duas horas.

Criada por Greg BerlantiTodd Helbing, a série faz parte do Arrowverse, que atualmente inclui ‘The Flash‘, ‘Supergirl‘, ‘Legends of Tomorrow‘, ‘Raio Negro‘ e ‘Batwoman‘.

“Anos após enfrentarem vilões megalomaníacos, monstros caóticos em Metrópolis e invasores alienígenas que desejavam varrer a raça humana da face da Terra, o super-herói mais famoso do mundo, o Homem de Aço (também conhecido como Clark Kent), e a jornalista mais famosa dos quadrinhos, Lois Lane, enfrentam um dos maiores desafios de todos os tempos: lidar com o estresse, as pressões e as complexidades que surgem em ser pai nos dias de hoje. Além desse complicado trabalho de criar dois meninos, Clark e Lois também se preocupam com o fato dos filhos Jonathan e Jordan poderem herdar os superpoderes kriptonianos do pai à medida que crescem. Retornando a Smallville para resolver algumas situações, o casal também se reencontra com Lana Lang, antiga namorada de Clark, e seu marido Kyle Cushing. Os adultos não são os únicos a cruzarem com antigas amizades, visto que os jovens membros da família Kent se reencontram com a filha rebelde de Lana e Kyle, Sarah.”

Tyler Hoechlin (‘Teen Wolf’) e Elizabeth Tulloch (‘Grimm’) estrelam. O elenco ainda conta com Emmanuelle ChriquiInde NavarretteErik ValdezJordan ElsassAlexander GarfinDylan Walsh.

‘Crimes em Happytime’ ganha novos cartazes BEM SAFADOS [18+]

A comédia para maiores de idade, estrelada por Melissa McCarthy, Crimes em Happytime (The Happytime Murders), ganhou novos cartazes com os bonecos cheios de hormônios.

Confira:

 

A trama da comédia mostra dois detetives que não se dão muito bem, uma humana e outro uma marionete, que precisam trabalhar juntos quando o elenco de bonecos do ‘The Happytime Show’ começa a ser assassinado aos poucos.

Brian Henson (‘Word Party’) comanda a produção.

A estreia está marcada para 6 de Setembro de 2018.

‘Army of the Dead’: Dave Bautista estrelará novo filme de zumbis de Zack Snyder

De acordo com o Deadline, Dave Bautista (‘Guardiões da Galáxia‘) irá estrelar ‘Army of the Dead‘, novo filme de zumbis da Netflix, dirigido por Zack Snyder (‘Madrugada dos Mortos‘).

O longa, que contará com um orçamento de US$ 70 milhões, tem previsão para começar suas filmagens em junho, em Las Vegas.

A trama se passa em meio a uma epidemia de zumbis em Las Vegas, e segue um homem que monta um grupo de mercenários para a maior aposta de sua vida: se aventurar na zona de quarentena para realizar o maior assalto já tentado.

O longa ainda não possui previsão de estreia. Novas informações devem sair em breve.

Crítica | Os Quatro Paralamas – A arte de viver da fé no que acreditam

Amigos de quase toda uma vida, uma das maiores bandas da história da música brasileira, em Os Quatro Paralamas, documentário disponível no catálogo da Netflix, temos a chance de acompanhar bem de perto, ao longo de um pouco mais de 90 minutos, entrevistas atuais, muitos vídeos de arquivo do diretor Roberto Berliner, fotos aos montes, lembranças de uma história que andou em paralelo com todas as mudanças sociais e políticas de nosso país. Exibido no Festival É Tudo Verdade de 2020, o documentário nos mostra em meio a muito papo, reflexões sobre a vida, desses paralamas, que passaram mais tempo juntos do que com as próprias famílias.

Selvagem, Vital e sua moto, meu erro, alagados, Bora Bora, Trac-Trac…inúmeros sucessos em versões de registro de ao vivos fantásticos que somente quem viveu sabe mensurar fazem parte dessa trajetória fílmica que nos mostra a simplicidade das reuniões dos amigos e colegas de trabalho que sempre viam na música uma saída importante para dizer o que sentem, o que veem, o que pensam. Mas você deve estar pensando, mas a banda não tem somente três integrantes? O quarto elemento é um afigura muito importante, Zé, o primeiro e único empresário da banda, amigo de Hebert desde o início dos tempos de faculdade.

Passando quase que na superfície pela estrutura política de todas as décadas de existência da banda, há a curiosa menção de que eles durante o tempo de Collor e as reformas que afundaram o Brasil os Paralamas do Sucesso faziam mais shows na Argentina do que no próprio país. Sobre a chegada do sucesso, importante ponto é mencionado, o emblemático show do Rock in Rio, quase um divisor de águas na carreira dessa banda amada por todos os brasileiros.

Se o seu mundo for o mundo inteiro, sua vida, seu amor, seu lar, deixe tudo que for verdadeiro e tudo que não for passar. Já caminhando pro arco final, o momento mais triste dessa trajetória dos quatro paralamas, o acidente de avião que levou embora Lucy, a esposa de Hebert, e deixou esse último com muitas sequelas. São emocionantes os relatos que vemos além da força que precisaram ter para continuar, se segurando no que mais amam: a música.