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Franquia ‘Triplo X’ ganha atualização DECEPCIONANTE…

Já faz oito anos desde a última vez que Vin Diesel interpretou Xander Cage na famosa franquia de ação ‘Triplo X’ – e, desde então, os fãs estão aguardando atualizações sobre um quarto capítulo.

Porém, ao contrário do que poderíamos imaginar, os planos de uma continuação parecem estar estagnados.

Em uma recente entrevista ao ScreenRantRuby Rose, que interpretou Adele Wolff no longa mais recente da saga, admitiu que não tem nada de novo para contar sobre o projeto.

“Não ouvi nada. Não ouvi nada desde 1874 [risadas]”, ela conta. “Não, eu não sei. Eu espero que sim, porque adoraria trabalhar com aquele elenco e aquela equipe de novo. [Eles] são incríveis. Acho que Vin está muito ocupado fazendo vários ‘Velozes e Furiosos’“.

Anteriormente, Diesel havia declarado que estava aberto a retornar para icônicas franquias das quais já participou, inclusive ‘Riddick‘ e ‘XXX‘:

“Depois das filmagens mais longas de minha carreira com ‘Velozes e Furiosos 9’… Um filme do qual tenho muito orgulho. Antes do próximo projeto… [tenho muito] com o que me animar… A continuação da franquia ‘Velozes e Furiosos’, Xander Cage, Riddick… Groot. Sem mencionar a possibilidade de uma continuação de ‘O Último Caçador de Bruxas’ e ‘Bloodshot’. Antes da pressão que coincide com o lançamento de vários filmes no próximo ano, devo tirar um minuto para focar. Para celebrar a incrível família com a qual fui abençoado.” 

Lançado em 2017, ‘xXx: Reativado‘, terceiro filme da franquia, arrecadou US$ 346.1 milhões mundialmente. Apesar disso, o longa dividiu a opinião dos críticos, com apenas 45% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Jim Carrey revela se voltaria para ‘O Grinch 2’

Jim Carrey falou recentemente sobre a possibilidade de reprisar seu papel icônico como O Grinch, o personagem que odeia o Natal, no clássico natalino.

Durante uma entrevista ao ComicBook, Carrey expressou entusiasmo sobre a ideia de retornar ao papel.

“Se conseguirmos fazer o [um novo] Grinch… O problema é que, na época, eu precisava usar uma tonelada de maquiagem, mal conseguia respirar, e era um processo extremamente doloroso. As crianças estavam sempre na minha mente. ‘É pelas crianças, é pelas crianças, é pelas crianças.’ E agora, com a captura de movimento e tecnologias como essa, eu poderia estar livre para fazer outras coisas”, disse o ator.

“Qualquer coisa é possível neste mundo”, concluiu Carrey, deixando no ar a possibilidade de um retorno ao papel.

O Grinch’ está disponível no Prime Video.

Na trama, um Grinch que odeia o Natal resolve criar um plano para impedir que os habitantes da pequena cidade de Quemlândia possam comemorar a data festiva. Para tanto, na véspera do grande dia, o Grinch resolve invadir as casas das pessoas e furtivamente roubar delas tudo o que esteja relacionado ao Natal.

Taylor Momsen, Jeffrey Tambor, Christine Baranski, Bill Irwin e Molly Shannon completam o elenco da comédia.

Ron Howard assina a direção, a partir de um roteiro escrito por Jeffrey Price e Peter S. Seaman.

Assista a uma cena do filme:

‘Vingadores: Apocalipse’: Channing Tatum celebra participação no longa “além dos meus sonhos mais selvagens”

Channing Tatum, que finalmente interpretou Gambit em ‘Deadpool & Wolverine’, aumentou as expectativas dos fãs para ‘Vingadores: Doomsday’, o épico da Marvel que abordará a guerra multiversal.

Em sua participação no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon, Tatum brincou sobre o sigilo dos projetos da Marvel:

“Acho que colocaram um chip em mim para que, se eu dissesse algo estúpido, eu começasse a ter convulsões”, disse o ator, rindo, conforme o Deadline.

Tatum expressou sua realização pessoal ao interpretar o mutante: “Eu vou interpretar meu personagem favorito, Gambit… Eu era o garoto em Pascagoula, Mississippi, que jogava cartas nos amigos na sala de estar. Sempre quis ser um X-Man, então agora, estar nos Vingadores, é além dos meus sonhos mais selvagens”.

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Sobre a ambição da trama e o roteiro de ‘Doomsday’, o ator compartilhou sua surpresa:

“Este filme precisa superar as expectativas a cada momento. Eu fiquei pensando: ‘Como eles vão fazer isso? Como vão superar o que já fizeram?’ Li o roteiro, e minha primeira pergunta foi: ‘Como vocês vão conseguir contar essa história?’ E vocês simplesmente não estão preparados para o que vai acontecer”, concluiu Tatum.

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channing tatum

O filme tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o dia 17 de dezembro de 2026, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

Já a sequência, ‘Vingadores: Guerras Secretas’, está programada para chegar às telonas exatamente um ano depois, em 17 de dezembro de 2027.

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Além de Robert Downey Jr. como Victor Von Doom/Doutor Destino, o elenco contará com Tom Hiddleston (Loki), Anthony Mackie (Capitão América), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Letitia Wright (Pantera Negra), Wyatt Russell (Agente Americano) Simu Liu (Shang-Chi), Florence Pugh (Yelena Belova), Danny Ramirez (Falcão), Winston Duke (M’Baku), Vanessa Kirby ( Mulher Invisível), Ebon Moss-Bachrach (Coisa), Joseph Quinn (Tocha Humana), Lewis Pullman (Bob), David Harbour (Guardião Vermelho), Hannah John-Kamen (Fantasma), Patrick Stewart (Professor Xavier), Alan Cumming (Noturno), Ian McKellen (Magneto), Rebecca Romijn (Mística), James Marsden (Ciclope), Kelsey Grammer (Fera), Channing Tatum (Gambit), Paul Rudd (Homem-Formiga), Chris Hemsworth (Thor) e Pedro Pascal (Sr. Fantástico).

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‘Depois da Caçada’: Luca Guadagnino revela o que o fascina no novo drama com Julia Roberts

Luca Guadagnino, diretor deDepois da Caçada, revelou o que o atraiu a assumir o comando do suspense estrelado por Julia Roberts e Andrew Garfield.

Segundo o Deadline, Guadagnino explicou que a dinâmica de poder e desejo na história foi o que despertou seu interesse pelo longa:

“O que me impressionou foi a forma como [a roteirista] Nora [Garrett] conseguiu unir uma história muito específica em um contexto particular, transformando-o em um palco para explorar idiossincrasias e impulsos humanos que falam a todos nós”, explicou Guadagnino.

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Sobre a ambição por trás da trama, a roteirista Nora Garrett afirmou: “Eu estava muito interessada em retratar alguém com um mecanismo poderoso de autonegação, e como esse mecanismo sustentava seus esforços rumo ao sucesso externo, algo que era impulsionador e forte, mas que comprometia sua integridade emocional”.

O longa chegará às telonas do Rio de Janeiro e de São Paulo no dia 9 de janeiro, antes de expandir para outras regiões uma semana depois, no dia 16 de outubro.

O longa-metragem, estrelado por Julia Roberts (‘O Mundo Depois de Nós’), Andrew Garfield (‘Todo Tempo que Temos’) e Ayo Edebiri (‘O Urso’), explora as consequências e o caos em uma faculdade quando uma aluna acusa uma professora de agressão sexual.

O elenco ainda conta com Chloë Sevigny, Michael Stuhlbarg, Thaddea Graham, Will Price e Christine Dye.

Nora Garrett assina o roteiro.

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Rian Johnson revela desejo de se afastar da franquia após ‘Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out’

Rian Johnson, roteirista e diretor responsável pela franquiaEntre Facas e Segredos, revelou seus planos de se afastar temporariamente do universo do detetive Benoit Blanc para se dedicar a um novo projeto.

Conforme o Deadline, Johnson está atualmente trabalhando em um roteiro original, que será completamente diferente de seus filmes de mistério.

“Estou escrevendo agora, [mas] não é um desses filmes de ‘Entre Facas e Segredos’. É algo completamente diferente, um projeto original”, explicou Johnson. “Na verdade, me sinto muito energizado depois de fazer este [‘Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out’], mas já são três seguidos. Provavelmente é saudável ver outras pessoas”.

Entre Facas e Segredos | Como a franquia de Rian Johnson apresentou um novo lado dos filmes de mistério

O cineasta não deu detalhes sobre o novo projeto, nem confirmou se ele será lançado pela Netflix, com quem assinou um acordo milionário de dois filmes após o sucesso do longa original de 2019.

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O próximo filme da franquia, ‘Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out’, tem estreia marcada para 12 de dezembro de 2025 na Netflix.

Lembrando que o grandioso elenco conta com Thomas Haden Church (‘Homem-Aranha 3’)se junta aos atores Josh Brolin (‘Duna’, ‘Vingadores: Ultimato’), Daryl McCormack (‘Peaky Blinders’), Josh O’Connor (‘Rivais’), Mila Kunis (‘Uma Garota de Muita Sorte’), Cailee Spaeny (‘Guerra Civil’), Andrew Scott (‘Todos Nós Desconhecidos’), Glenn Close (‘A Esposa’), Jeremy Renner (‘Gavião Arqueiro’) e Kerry Washington (‘Scandal’), que haviam sido previamente anunciados.s.

Daniel Craig reprisará o seu papel como o detetive Benoit Blanc.

Crítica | ‘O Último Episódio’ – De ‘Caverna do Dragão’ à dor da perda: Filme mineiro usa a nostalgia para tocar corações

O que se aprende, o que dói, o que nos deixa vivo: o sonhar! Você também adorava assistir ao desenho Caverna do Dragão? Então, acho que você vai gostar desse filme que vamos citar agora! Chega aos cinemas brasileiros nesse início de outubro uma produção que utiliza a nostalgia com muita delicadeza e simpatia para retratar realidades de um Brasil que, mesmo enfrentando dificuldades, nunca deixa de sonhar.

Trazendo para o centro do discurso a cultura pop, os dramas familiares, e aquele olhar carinhoso sobre a juventude, O Último Episódio – primeiro longa-metragem solo do mineiro Maurilio Martins – é um projeto que liga a dor da perda às surpresas de quem curte se deixar envolver por boas histórias.

Ambientado em Laguna, um bairro de Contagem, em Minas Gerais, no início da década de 1990, acompanhamos a história de um jovem que está à beira de momentos importantes de sua vida. Um dia, resolve espalhar uma notícia inusitada: afirma ter o último episódio do seriado Caverna do Dragão – algo que o coloca de frente com situações inusitadas.

A dor da falta leva a simpática comédia a um mergulho nas camadas dramáticas. O pai, recorrente na trama, tem papel preponderante no campo emocional, um alicerce que ajuda a contar essa história. O alvo do discurso busca um Brasil próximo de muitos de nós – trabalhadores, sonhadores –, que se mostra valente em torno dos obstáculos cotidianos.

Assim, em um roteiro que funciona na sua simplicidade e pelo tom da nostalgia, caminhamos pelas dificuldades cotidianas do protagonista ao lado da mãe, o flerte com o primeiro amor, as responsabilidades que chegam ao lado da imaturidade, além da construção, tijolo por tijolo, das grandes amizades. Lições não faltam nesse simpático longa-metragem que, mesmo não conseguindo chegar em camadas muito profundas com uma direção que não se arrisca, convence pela poesia honesta – e pés no chão – que propõe.

10 séries que seu grupo do zap vai brigar pra decidir qual assistir primeiro!

De suspenses tensos até caçadas a serial killers, o universo das séries nos apresenta muitas histórias com amplo desenvolvimento ao longo de temporadas realmente viciantes. Para você que está em busca de uma maratona, pega uma dessas dicas abaixo – você não vai se arrepender:

 

Sherlock (Prime Video)

Numa das mais brilhantes adaptações do clássico personagem de Sir Arthur Conan Doyle, voltamos a encontrar Sherlock agora num mundo moderno, mais precisamente numa Londres contemporânea.

 

The Hunting Party (Universal +)

Quando um local secreto que abriga os maiores assassinos do planeta é destruído, uma fuga em massa vira uma dor de cabeça. Para resolver o problema, uma ex-agente do FBI, especialista em análise psicológicas, é chamada de volta para ajudar a capturar os vilões.

 

Arquivo X (Disney Plus)

Quem nunca imaginou sobre peculiares questões ligadas a vida extraterrestre ou qualquer outra situação que foge da normalidade do que vemos em nosso planeta? Em Arquivo X, que teve o total de 11 temporadas, conhecemos dois agentes do FBI que pensam totalmente diferentes um do outro: Fox Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson). Eles são designados para um departamento que investiga casos inexplicáveis. Um dos seriados mais surpreendentes dos anos 90.

 

Lei e Ordem: SVU (Netflix)

Com incríveis 26 temporadas, um dos maiores sucessos do mundo das séries, Lei e Ordem: SVU, nos mostra o cotidiano de detetives da unidade de vítimas especiais da cidade de Nova Iorque.

 

A Garota Desaparecida do Vaticano (Netflix)

Os segredos por trás das verdades escondidas. Chegou recentemente à Netflix uma série documental que aborda um fato real, um misterioso desaparecimento de uma jovem de 15 anos que morava no Vaticano nos anos 80 que se torna o início de uma história onde acompanhamos a busca de soluções de familiares e jornalistas em um caso que abalou os italianos. A Garota Desaparecida do Vaticano é recheado de matérias da época, entrevistas, depoimentos de quem viveu intensamente essa história. O projeto busca reunir em uma via todos os passos de família e jornalistas em busca das verdades sobre o ocorrido.

 

Pacto Brutal – O Assassinato de Daniella Perez (HBO MAX)

Disponível na HBO Max, uma das séries documentais que mais chamaram a atenção do público em 2022 foi sem dúvidas Pacto Brutal – O Assassinato de Daniella Perez. No projeto, dividido em alguns episódios, vamos conhecendo detalhes importantes da história por trás do assassinato da atriz Daniella Perez na década de 1990 no Rio de Janeiro, um crime que choca o país até hoje.

 

Sky Rojo (Netflix)

Na trama, conhecemos Romeo (Asier Etxeandia), um cafetão que montou seu negócio de prostituição que está sendo para ele muito rentável em um ponto isolado de uma cidade badalada. Nesse bordel, encontramos Coral (Verónica Sánchez), Wendy (Lali Espósito) e Gina (Yany Prado), três mulheres de faixa etárias diferentes, com pensamentos completamente opostos em alguns momentos mas que agora precisarão uma da outra após serem autoras de uma situação que levou Romeo quase à morte. Assim, é imposta uma batalha sangrenta pela cidade entre os mandados de Romeo, os irmãos Moisés (Miguel Ángel Silvestre) e Christian (Enric Auquer) e as três mulheres.

 

A Maldição da Residência Hill (Netflix)

Na trama, conhecemos os Crain, a família de Olivia (Carla Gugino) e Hugh (Henry Thomas/ Timothy Hutton) e seus filhos Shirley, Luke (Julian Hilliard/Oliver Jackson-Cohen), Theodora (Mckenna Grace/Kate Siegel), Nell (Violet McGraw/Victoria Pedretti) e Steven (Paxton Singleton/Michiel Huisman) que se mudam para uma casa enorme que possui um passado que eles não sabiam. Lutando contra vários tipos de situações estranhas, a família precisará enfrentar seus medos mais delicados.

 

Barry (HBO MAX)

As eternas dificuldades de se entender como ser humano. Caminhando nas linhas do humor non-sense, um dos grandes sucessos recentes da HBO é sem dúvidas a curiosa série Barry. Com episódios que giram em torno de 30 minutos, vamos acompanhando a saga de um ex-militar, hoje assassino profissional, que após ter o contato com o mundo da atuação vê sua vida mudar radicalmente. No papel principal o ator, e também um dos criadores da série, Bill Hader.

 

Yellowjackets (Paramount Plus)

Na trama, conhecemos quatro mulheres na fase adulta que por mais que sigam suas vidas com suas respectivas famílias foram marcadas por acontecimentos trágicos quando eram adolescentes (cerca de duas décadas atrás) e viajavam de avião para um jogo importante já que eram do time de futebol feminino conhecido em toda a cidade delas chamadas de Yellowjackets. Assim, ao longo de 10 intensos episódios vamos conhecendo Tai (Tawny Cypress), Shauna (Melanie Lynskey), Misty (Christina Ricci) e Natalie (Juliette Lewis) e os segredos que esconderam durante todo o tempo em que estiveram perdidas após um grave acidente de avião.

 

 

Crítica | Depois da Caçada – Filme de Luca Guadagnino, Expõe Corajosa Opinião, Mas Divide o Público

O direito de um indivíduo vai até onde não interfere no direito do outro. Ao menos, em teoria, deveria ser assim; na prática, sabemos que as estruturas sociais diversas no mundo fazem com que determinadas pessoas tenham menos direitos que outras. Na última década, esse debate tem sido cada vez mais intenso, com diversos grupos reivindicando respeito. Porém, esse debate é de mais fácil compreensão quando os elementos são padronizados e evidentes, de modo que qualquer um consegue identificar quem é o opressor e quem é o oprimido, quem é o predador e quem é a vítima. Mas, e se os elementos dessa equação se comportassem tal qual, mas pertencessem a categorias diferentes, será que a equação permaneceria igual? Será que a sociedade reagiria e julgaria igual? Esse é o grande questionamento proposto em ‘Depois da Caçada’, filme de abertura do Festival do Rio 2025 e que chegou esta semana ao circuito nacional.

Alma (Julia Roberts) é professora do departamento de Filosofia em uma prestigiosa universidade. Certa ocasião, ela recebe em sua casa alguns de seus  alunos e orientandos para um jantar, junto com seu marido, Frederik (Michael Stuhlbarg), seu colega de departamento, Hank (Andrew Garfield), e outros convidados. Entre drinks, eles debatem filosofia, questões da vida e a tese de Maggie (Ayo Edebiri), aluna favorita de Alma. Quando a noite acaba, Hank acompanha Maggie à casa dela. No dia seguinte, porém, Maggie não aparece na aula. Preocupada, Alma se surpreende com a visita de uma abalada Maggie em sua casa, dizendo ter sido assediada por Hank após a festa. Sem saber o que fazer ou em quem acreditar, Alma se questionará até que ponto a ética e o profissionalismo devem ser considerados quando a vida e a reputação de uma aluna e um professor estão em jogo.

O debate de ‘Depois da Caçada’ é ótimo, mas sua execução, nem tanto.

O roteiro de Nora Garrett levanta uma importante questão: se as peças do xadrez fossem outras, a relevância do fato seria o mesmo? Em ‘Depois da Caçada’ uma estudante mulher, rica, cheia de privilégios, lésbica e negra acusa um professor branco, cis, hetero e classe média de tê-la assediado. Neste caso, o fato de ela ser mulher, negra e lésbica automaticamente lhe dá a razão, ou ela poderia estar mentindo, apesar disso? O fato de o acusado ser um homem, branco, cis, hetero e galanteador automaticamente o torna culpado, ou ele teria o benefício da dúvida, apesar de suas características? E, no meio disso tudo, a protagonista Alma, que almeja um cargo fixo no seu departamento, tendo tudo a perder ao se envolver nesse escândalo, colocaria sua carreira em risco em prol de defender o lado que acha certo, ou não há lado certo quando o episódio não envolve a você mesmo?

Esse debate, extremamente atual e relevante, é de suma importância e poderia ser levantado em todos os locais onde o filme seja exibido. A forma como Luca Guadagnino,  transpõe o roteiro em imagens, entretanto, é que cansa em muitos momentos, seja pelas quase duas horas e meia de duração (sem nenhuma necessidade, há pelo menos vinte minutos sobrando aí), seja pela irregularidade com que mantém a narrativa, ora passeando por devaneios estéticos e fotográficos, ora lembrando que precisa contar uma história e que há um tempo limite para tal.

Depois da Caçada’ deixa ao espectador a pulga da inquietação e o convite para pensar antes de se manifestar.  Com canções brasileiras na trilha sonora de Trent Reznor, ‘Depois da Caçada’ é um filme verborrágico, filosófico e inquietante, que lembra ao espectador que o ser humano é capaz de muitas coisas, inclusive de mau caratismo.

‘Wicked: Parte 2’: Cineasta afirma que a segunda metade é o “verdadeiro motivo” para o musical existir

Jon M. Chu, diretor de Wicked: For Good’, revelou como planeja expandir a sequência musical, destacando a profundidade emocional da segunda parte da história e a inclusão de novas músicas.

Em entrevista ao Deadline, o cineasta recordou a primeira vez em que viu o espetáculo da Broadway:

“Vi o show antes de todo mundo na Broadway, então fui meio que o ‘paciente zero’. Lembro da sensação de assistir a esse novo musical de Stephen Schwartz. E achei que a segunda metade era o verdadeiro motivo para existir”, disse Chu.

Ele detalhou o contraste entre as duas partes da obra original: “Você vê toda a preparação e, então, ela [Elphaba] se liberta. Esse é o lado de conto de fadas. A segunda metade mostra suas versões adultas, olhando para trás, para seus sonhos, esperanças e tudo o que acreditavam sobre o mundo, e tudo isso é despedaçado”.

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O diretor revelou que irá expandir a obra, incluindo a adição de novas canções para a versão cinematográfica:

“Para mim, o que a segunda metade precisava era explorar mais as experiências individuais dessas mulheres”, explicou. “Quão solitário é quando você toma uma decisão assim, de enfrentar o poder, e sente que é o único fazendo isso? É uma experiência pesada, solitária… E o que acontece quando você é alguém como Glinda, que vive em uma bolha de proteção e não precisa encarar a verdade se não quiser? Será que você consegue estourar sua bolha de privilégio? Para mim, essas são as grandes questões da saga Wicked”.

Chu acrescentou que as mudanças visam aprofundar a jornada das protagonistas:

“Precisávamos de mais músicas porque precisávamos de mais caminhos para entrar nessa mentalidade. Musicais são incríveis porque não se trata de ser maior, mas de ir mais fundo nesses personagens, entender suas mentes e o que estão vivendo. Então, agora temos novas canções que permitem ao público vivenciar o que elas sentem e pensam”.

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Com estreia marcada para 20 de novembro, a sequência dá continuidade ao sucesso global de 2024, que se consolidou como a maior adaptação cinematográfica da Broadway de todos os tempos.

A continuação chega aos cinemas também na versão dublada, com as vozes das atrizes Myra Ruiz (Elphaba) e Fabi Bang (Glinda). O longa recebeu 10 indicações ao Oscar (incluindo Melhor Filme, e venceu as categorias de Melhor Figurino e Melhor Design de Produção) é dirigido pelo premiado cineasta Jon M. Chu e conta ainda com a participação da vencedora do Oscar Michelle Yeoh, por “Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo”, Jonathan Bailey, de “Jurassic World: Recomeço”, Jeff Goldblum, entre outros no elenco.

Crítica | Conselhos de um Serial Killer Aposentado – Britt Lower e Steve Buscemi em Tenso Suspense Cômico [Festival do Rio 2025]

Um casamento é um compromisso que duas pessoas firmam, em teoria, para o resto de suas vidas. Pois só uma pessoa casada consegue entender que, com o tempo, as pessoas mudam: mudam os objetivos, as formas de encarar a vida e o mundo, os empregos, as vontades, os sonhos, as opiniões. Quando o combinado desalinha, alguns casamentos são colocados em dúvida, e muitas vezes procura-se auxílio externo para tentar consertar o que está quebrado, como, por exemplo, a ajuda de uma terapia de casal ou um conselheiro matrimonial. Mas… e se esse profissional fosse, na verdade, um serial killer? Esse é o mote do longa ‘Conselhos de um Serial Killer Aposentado’, exibido no Festival do Rio 2025 e que chega aos cinemas em 16 de outubro.

Keane (John Magaro) é um escritor que ganhou um importante prêmio literário no passado, mas, desde então, não consegue produzir nada de relevante. Enquanto foca sua escrita em histórias desinteressantes, sua esposa, Suzie (Britt Lower, de ‘Ruptura’), se sente cada vez mais distante e, certo dia, decide pedir pelo divórcio. Porém, momentos depois, Keane conhece Kollmick (Steve Buscemi, de ‘Wednesday 2’) em um bar, e o desconhecido se diz ser um serial killer aposentado e tenta convencer Keane a escrever sua história. O que em um primeiro momento parece absurdo, acaba se tornando a grande ideia de Keane não só para um novo livro, mas também para salvar seu casamento.

Utilizando a luz – ou melhor, as sombras e a escuridão – para ambientar a trama numa atmosfera de suspense, o diretor turco Tolga Karaçelik desenvolve seu roteiro entre os elementos do suspense policial e pitadas de humor nervoso que ressurgem na superfície da trama toda vez que o desenrolar se torna denso demais. Se por um lado essa estratégia não permite que o espectador leve a sério o enredo nem se envolva demais, por outro imprime um humor afiado que Britt Lower e Steve Buscemi sabem levar muito bem com suas experiências, uma vez que esse humor não é tanto colocado em falas, mas sim nas reações dos personagens diante das situações absurdas em que se encontram.

Uma vez que o roteiro é escrito pelo próprio Tolga Karaçelik, é o mote de ‘Conselhos de um Serial Killer Aposentado’ que se torna o forte do enredo: e se um serial killer lhe desse conselhos sobre como salvar seu casamento? Para isso, durante as tais sessões de aconselhamento o roteiro traça uma leve comparação entre um assassino em série que estuda e observa as pessoas em suas rotinas para conseguir capturá-las e um casamento falido, que rui justamente por causa disso: a falta de diálogo e de prestar atenção na rotina do outro para manter o interesse e o carinho acesos. Quando o filme coloca ambos os elementos assim, lado a lado, realmente faz o espectador se questionar se a estratégia de um não funcionaria de fato para fazer o outro dar certo. E esse pensamento é absurdo.

Conselhos de um Serial Killer Aposentado’ tem uma ideia interessante e se sustenta pelas boas atuações de Britt e Steve, ótimos em interpretações opostas que visam o mesmo objetivo. Um filme para rir de situações absurdas, mas, de algum modo, possíveis.

Crítica | ‘Viva um Pouco’ – Uma suposição indigesta que leva a um caminho de descobertas [Festival do Rio 2025]

Durante o Festival do Rio 2025, em meio a tantos filmes badalados, fomos conferir uma obra que se revelou intrigante partindo de uma situação alarmante e abrindo-se em camadas de revelações. Tendo como vetor principal um psicológico abalado – uma protagonista mergulhada em conflitos -, esse filme sueco aposta num destrinchar de uma suposição fazendo uma ponte com um despertar para a vida.

Laura (Embla Ingelman-Sundberg) viaja com sua amiga Alex (Aviva Wrede) pela Europa, uma ideia que vem sendo planejada há anos. Em um dos países que desembarcam, Laura acorda certa manhã numa cama, com indícios de que passou a noite com alguém. Em conflito com a situação e sem saber ao certo o que aconteceu – tendo apenas leves lembranças -, a protagonista passa por uma jornada de descobertas, na qual o medo do que pode ter acontecido se torna cada vez mais sufocante.

Esse é um filme que aborda o despertar, mas também a linha tênue com a autodestruição e a inconsequência. Com boas atuações de um jovem grupo de artistas escandinavos, chegamos até o dilacerante universo da dúvida, centrado em uma personagem principal sempre fiel a seus princípios que se vê arrastada para uma corrente de liberdade que nunca tinha vivido. Esse contraste entre o se lançar ao mundo e as responsabilidades morais torna-se uma gangorra sufocante, transformando a diversão em autoavaliação. O filme explora esse conflito muito bem e com grande sensibilidade.

Um dos méritos do roteiro é sustentar um clímax constante a partir de seu acontecimento principal, compondo cenas de impacto. A narrativa guia nos olhares constantemente para o psicológico, onde o ambiente – o fora de casa – acaba sendo uma variável importante que se soma ao medo de não saber lidar com uma situação embaçada nas memórias. Como é um filme que navega pela visão unilateral de uma situação, o olhar de terceiros surge aos poucos, revelando-se pelas camadas que começam a se formar ao longo da trama.

Selecionado para a Mostra Expectativa do Festival do Rio 2025, e ainda sem previsão para chegar no circuito brasileiro de exibição, Viva um Pouco, escrito e dirigido por Fanny Ovesen, é um filme que se revela aos poucos, levando nossos olhares por muitos lugares – das ponderações existenciais às percepções sobre relacionamentos, do entusiasmo de um despertar ao total desalento de memórias que não se apresentam.

Noah Baumbach revela processo de criação de ‘Jay Kelly’: “Não sabia exatamente o que era”

Noah Baumbach, cineasta por trás da comédia dramáticaJay Kelly, estrelada por George Clooney e Adam Sandler, compartilhou detalhes sobre seu novo longa-metragem. O diretor contou que a ideia do filme foi amadurecendo com o tempo:

“Há alguns anos, tive essa noção”, disse ele, conforme o Deadline. “Mas eu realmente não sabia o que fazer com ela. Então deixei de lado enquanto fazia alguns outros filmes e comecei a juntar ideias. Mesmo assim, sentia que ainda não sabia exatamente o que era. Um dia, estava conversando com Emily Mortimer, que é uma amiga e alguém que sempre admirei, e enquanto eu contava a história, ela começou a me fazer perguntas. De repente, percebi que talvez eu soubesse, sim, o que essa história queria ser, porque havia algo na forma como ela reagia que me inspirava. No dia seguinte liguei para ela e disse: ‘Quer escrever isso comigo? Se for um fracasso, a gente desiste em duas semanas'”.

‘Jay Kelly’: Dramédia da Netflix é selecionada como filme de ENCERRAMENTO da 49ª Mostra de São Paulo

O cineasta ainda revelou quais foram suas inspirações para o longa:

“Um ator é alguém que vive interpretando papéis, ele nunca é totalmente ele mesmo”, explicou Baumbach. “E, além disso, ele é uma estrela de cinema. Quando vamos ao cinema, os astros nos impactam tanto porque são fascinantes de assistir, queremos vê-los nos representar. Então, [no filme], há essa noção de que, se uma estrela de cinema representa nossas falhas e nossa humanidade, o que isso significa exatamente? Também há a ideia de que, quando você se torna famoso, de certa forma, perde o próprio nome. Seu nome passa a significar algo diferente do que significava no começo”.

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O produtor David Heyman, que trabalha com Baumbach pela terceira vez, elogiou a visão singular do diretor:

“Cada decisão que ele toma, cada quadro, é cuidadosamente planejado e refinado”, afirmou. “Noah é um colaborador maravilhoso. Sinto que aprendo e cresço a cada trabalho com ele, e todos que trabalham com ele sentem o mesmo. Ele é inclusivo. Essa história me fez rir e chorar, porque fala sobre todos nós. Sim, é sobre o mundo ao nosso redor, mas principalmente sobre a condição humana. É sobre arrependimento, aceitação e sobre a própria vida”.

Jay Kelly’ está programado para chegar ao catálogo da Netflix no dia 5 de dezembro, após um período em cinemas selecionados.

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Baumbach, conhecido por ‘História de um Casamento‘ e ‘Frances Ha‘, dirige a produção a partir de um roteiro coescrito com Emily Mortimer, que também integra o elenco.

A Netflix se referiu ao projeto como uma “comédia de partir o coração”, embora pouco se saiba sobre ele além disso. Segundo a sinopse, “todo mundo conhece Jay Kelly… mas Jay Kelly não conhece a si mesmo”.

A comédia dramática conta ainda com um time de peso formado por Billy Crudup, Laura Dern, Grace Edwards, Stacy Keach, Riley Keough, Patrick Wilson, Nicôle Lecky, Thaddea Graham, Jim Broadbent, Eve Hewson, Alba Rohrwacher, Lenny Henry, Josh Hamilton e Greta Gerwig.

Com um elenco estelar e lançamento posicionado estrategicamente, o longa desponta como uma das principais apostas da Netflix para a temporada de prêmios 2024/2025.

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10 curiosidades de ‘Turma da Mônica: Laços’, uma das aventuras infantis nacionais mais amadas

Lançado em 2020, Turma da Mônica: Laços deu início a uma das franquias mais amadas do cinema nacional. Na trama, o cachorro do Cebolinha foi raptado, levando a turminha em uma aventura que mudará suas vidas para sempre.

Diante de tanto amor pela saga, o CinePOP separou 10 curiosidades que você talvez não conheça sobre o filme. Confira!

Adaptação

Sucesso nos cinemas, Turma da Mônica: Laços foi inspirado na graphic novel de mesmo nome. Lançada em 2013, a história em quadrinhos ganhou uma série de prêmios e deu início a uma série de HQs mais dramáticas e com um tom mais adulto dos personagens da turminha, que fizeram – e fazem – muito sucesso com o público.

Prótese

Uma das piadas mais famosas da Turma da Mônica é a implicância do Cebolinha e do Cascão com os dentes da Mônica. Para interpretar a Mônica no filme, a atriz Giulia Benite usou uma prótese dental para ficar mais dentuça. Mas foi um trabalho tão bem feito que muitos nem perceberam. Porém, a atriz revelou que era muito incômodo no começo, porque ela vivia quebrando, mas depois acostumou.

Referência

Outra referência sensacional aos quadrinhos acontece durante a sequência em que a turminha se perde no meio da floresta. Cascão, Mônica e Magali acabam perdendo seus sapatos, deixando apenas o Cebolinha com calçado. Para quem não lembra, nos gibis, o Cebolinha é o único personagem principal da turma que usa sapatos.

MauricioVerso

O filme é uma grande homenagem à Mauricio de Sousa Produções. Além da participação do próprio Mauricio de Sousa, que faz uma participação como jornaleiro, Sidney Gusman, responsável pelo planejamento editorial da MSP – e uma das maiores autoridades em histórias em quadrinhos no Brasil -, faz uma ponta. Assim como Vitor e Lu Cafaggi, os autores da graphic novel que inspirou o filme.

Ciclo concluído

No filme, a atriz Monica Iozzi interpreta a Dona Luisa, a mãe da Mônica. O papel foi, além da realização de um sonho, a conclusão de uma homenagem que ela carrega no nome. Ela revelou que seus pais a batizaram de Monica justamente por serem fã dos gibis e filmes animados da turminha.

Louco

Uma escalação que chamou muita atenção na época foi a do astro Rodrigo Santoro para o papel do Louco. Segundo o ator, que também era fã da turminha, ele não pensou duas vezes na hora de aceitar o papel, porque o Louco era seu personagem favorito na infância. Ele disse que ele representava uma liberdade que muitas vezes não é bem aceita pela sociedade.

Apoio da filha

Rodrigo Santoro revelou que contou com uma ajuda muito inesperada na hora de compor o Louco: sua filha de 2 anos. Ele contou que viu a forma como a criança se comportava, guiada exclusivamente pela busca natural por liberdade que somente essa idade proporciona e trabalhou em cima disso.

300

Ele também revelou que fez um trabalho de composição para sua atuação corporal, comparando o personagem a um vagalume, que deveria aparecer e sumir da história num piscar de olhos. Mas o mais curioso é que ele convidou um maquiador com quem trabalhou em 300, (do diretor Zack Snyder) para criar a prótese nasal do Louco.

Cuidado especial

O filme contou com muito cuidado da produção para chegar o mais próximo possível dos personagens e locações idealizados por Mauricio de Sousa. Foram mais de 7,5 mil atores infantis que se candidataram para os papeis da Turminha, e a produção realizou testes em 10 cidades no Brasil para escolher os atores perfeitos para os papeis. Além disso, eles escolheram cidades do interior de Minas Gerais e São Paulo para recriar o Bairro do Limoeiro, fazendo a maior parte das gravações em Poços de Caldas.

Diretor premiado

A missão de dirigir o filme da Turma da Mônica foi dada ao diretor Daniel Rezende, que tem uma das carreiras mais laureadas dessa geração do cinema nacional. Ele já havia recebido indicação ao Oscar e venceu um BAFTA por seu trabalho como montador em Cidade de Deus, além de ter trabalhado em filmes como Tropa de Elite, Ensaio Sobre a Cegueira e ter dirigido Bingo: O Rei das Manhãs.

Turma da Mônica: Laços está disponível na Netflix.

Crítica | ‘Pacificador’ patina entre altos e baixos na segunda temporada

Primeiro lançamento do DCU após o aclamado Superman, a segunda temporada de Pacificador chegou ao HBO Max sob fortíssimas expectativas. Além da primeira temporada ter sido um sucesso, essa aqui teoricamente explicaria como o Pacificador do falecido DCEU migrou para o DCU, o que despertou uma curiosidade absurda ante os fãs. E como os trailers entregaram que seria uma trama de Multiverso, parecia tudo muito óbvio.

Porém, como de costume nas obras escritas por James Gunn, o óbvio se torna inesperado, rendendo momentos que podem dar muito certo ou muito errado, dependendo de quem os dirija. Geralmente, quando é o próprio Gunn dirigindo, as coisas dão certo. Mas quando cai para outras pessoas, nem sempre a transposição do texto para as telas costuma funcionar. E isso acontece em alguns momentos nesta segunda temporada. No entanto, é curioso reparar como nem mesmo a presença de Gunn na direção consegue garantir o sucesso dos três episódios que ele comandou. E muito disso se deve justamente a essa responsabilidade de estabelecer o futuro de um universo cinematográfico a partir de uma série, uma problema que destruiu a Marvel nos últimos anos, por exemplo.

O primeiro episódio, que foi dirigido pelo James, já começou bastante morno. A escolha dele para justificar a “mudança” de universo foi um dos retcons mais agressivos e divertidos já feitos, mostrando que esse Pacificador já estava no DCU e que sua vida era 99% parecida com a do DCEU, mudando apenas alguns personagens com quem ele interagiu anteriormente. Dessa forma, eles conseguiram aproveitar a primeira temporada sem maiores explicações. Isso não caiu bem para alguns fãs, que queriam explicações mirabolantes, mas confesso que me arrancou um riso tão sincero que comprei a ideia nesses três minutos iniciais. E acaba que essa proposta de não se apegar a “conceitos multiversais” é justamente o que Gunn pensou para a temporada. O foco não deveria ser os outros universos, mas sim na cabeça abalada e perdida de Chris Smith (John Cena), que está num limbo existencial perigosíssimo. Ele sente que é descartável e que ninguém o valoriza da forma correta, por mais que ele faça de tudo para ser um herói.

Para piorar as coisas, ele se vê abalado pelo luto de ter matado o próprio pai e pelo peso de não se sentir verdadeiramente amado. E isso é um drama muito pesado, porque não existe nada mais desesperador no mundo do que saber que é amado, mas não conseguir sentir ou identificar esse amor diante das desgraças do dia a dia. Nesse contexto, ele descobre acidentalmente um universo em que sua vida deu certo. Ele atua como super-herói junto ao pai e ao irmão, que não faleceu, e todos reconhecem seu trabalho como algo fundamental. Além disso, ele namora Emilia Harcourt (Jennifer Holland), que o abandonou em seu mundo natal. Só que tem um problema nesse mundo novo: já existe um Chris nele.

E isso é “resolvido” da forma mais grotesca possível ainda no primeiro episódio. O “nosso” Chris mata sua versão alternativa acidentalmente, abrindo portas para que ele viva nesse novo mundo. E esse gesto inicial é muito significativo, porque após matar o irmão e o próprio pai, o Pacificador se vê frente a frente consigo e não consegue fazer nada além de matá-lo, mesmo que sem querer. É um impacto psicológico que o acompanha ao longo de toda a temporada, que segue nesse clima baixo astral do protagonista estar desesperado com os próprios fracassos, enxergando como única alternativa se despedir do mundo e partir para o desconhecido. A jornada de Chris é o grande ponto alto série, porque é conduzida como uma metáfora brilhante para o suicídio. Inclusive, a cena dele consumando a “mudança de mundo” após exaurir suas possibilidades do que ele considera sucesso é de uma sensibilidade sem igual.

E o sucesso desse arco se dá não só pelo brilhantismo do texto, mas também pela atuação espetacular de John Cena. Menos espalhafatoso que em suas participações anteriores, ele consegue construir um trabalho dramático incrível sem perder seu timing cômico, transitando muito bem entre esses dois espectros para emocionar e divertir nos momentos mais inesperados. O momento de solução da temporada, no penúltimo episódio, é de chorar de soluçar. Ele se despe da maturidade e chora feito um bebê, em uma sequência que começa com um humor culposo e termina com um nó na garganta.

Esse desenvolvimento dos personagens é muito interessante, dando destaque a cada um deles em suas próprias formas, em seus próprios dramas, conectando-os ao longo da trama pela necessidade urgente de serem amados em suas jornadas. Não importa quem é o personagem, ele é um excluído – ou ao menos é assim que se sente – e sofreu muito. Encontrar o amor, independentemente da forma, é algo que eles entendem que precisam, mas não sabem como acessá-lo. Com um foco maior dado a Chris e Emilia,  que são o casal relutante da temporada.

Outro ponto sensacional é a construção desse “mundo perfeito” do Pacificador e sua grande virada na trama. O rapaz foi criado por um pai supremacista, em um contexto no qual é um privilégio ser um homem branco médio nos Estados Unidos. Então, a ideia de levá-lo para uma Terra alternativa, em que a Alemanha venceu a Segunda Guerra Mundial, e ele não perceber que está em um mundo nazista por já estar acostumado aos privilégios, foi uma sacada sensacional. Principalmente nas metáforas e comparações feitas entre os EUA nazista e os EUA “da gente”. Leota Adebayo (Danielle Brooks) refletindo sobre as semelhanças entre essas realidades foi incrível, principalmente dado o momento insano que o mundo vive, em que influenciadores defendem a liberdade para partidos nazistas e outras situações grotescas que foram normalizadas. Sem contar que o momento em que a ficha do Chris cai sobre onde ele está é HILÁRIO.

Infelizmente, os méritos ficam por aí. Se a série focasse em desenvolver esses personagens, provavelmente teria uma temporada muito mais regular. No entanto, a necessidade de expandir esse universo cinematográfico fez com que personagens como Rick Flag Sr. (Frank Grillo) ganhassem um espaço exagerado e até mesmo cansativo. E o engraçado disso tudo é que Flag já havia protagonizado Comando das Criaturas, a animação, e havia sido um bom protagonista. Só que a mudança do personagem do desenho animado para a série foi muito grosseira. A ponto de tentarem justificar isso com uma frase dita por um personagem no último episódio, o que não desce muito bem e explicita apenas que o Rick Flag foi mal escrito na série.

Outro ponto vindo dessa necessidade de expansão foram as incontáveis pontas soltas para serem desenvolvidas em produções futuras. Nada contra, mas o público já cansou disso, e as séries da rival, Marvel, já provaram isso. O arco do Eagly ter poderes, por exemplo, é divertido e engraçado, mas toma muito tempo de tela para introduzir um poder que será importante numa vindoura produção dos Jovens Titãs. Sem contar que distancia o público da trama principal do Pacificador em um momento em que ela requeria bastante atenção. Isso criou uma “barriga” que quebrou completamente o ritmo da série.

No fim, a série acaba tendo uma conclusão muito justa no penúltimo episódio, transformando o capítulo final em um grande comercial para o que virá a seguir no DCU. E isso é complicado, porque tira completamente o peso da conclusão do arco dramático de Chris, que encontra o amor em seus amigos, dando início a uma nova vida, para três minutos depois se ver isolado novamente em mundo novo que só será trabalhado novamente daqui a dois anos, em Man of Tomorrow. O diferencial do Pacificador era justamente ser uma produção mais autocentrada, sem se preocupar tanto com o resto do universo. E essa segunda temporada quebrou essa escrita, fazendo dela uma peça-chave no novo DCU.

Com a responsabilidade de trilhar esses caminhos para o futuro, a segunda temporada perde muitas chances de consolidar essa nova empreitada da DC em fazer produções mais sólidas e independentes, recuperando de vez o prestígio do estúdio. Ao repetir o mesmo erro da Marvel, James Gunn traz uma segunda temporada de Pacificador que patina entre altos e baixos, ficando muito aquém do que ela mesma estabeleceu nos primeiros capítulos. Não é ruim, mas também não é memorável. Acaba caindo na zona da decepção justamente pelo potencial já conhecido.

As duas temporadas de Pacificador estão disponíveis no HBO Max.

Dica do fim de semana | Novidades para todos os gostos na Netflix

O mês de outubro trouxe novidades interessantíssimas para o catálogo da Netflix. Além de produções originais, há muitos filmes que fizeram sucesso nas telonas e agora chegam à plataforma para atingir ainda mais pessoas.

Por isso, o CinePOP escolheu cinco produções de diferentes gêneros para indicar para você assistir neste fim de semana. Há filmes e séries, longas para adultos, jovens e crianças, só aguardando para serem assistidos. Confira!

Godzilla x Kong: O Novo Império

O segundo filme de uma das franquias mais surtadas e divertidas do cinema atual chegou à Netflix. Na trama, após a destruição causada pelo Mechagodzilla, o Rei dos Monstros segue mantendo a Terra livre de outros Titãs, enquanto o Kong segue observado na Terra Oca. Porém, uma nova ameaça, ligada às origens do gorila, aparece e põe em risco todo o planeta. Importunando tanto o Godzilla quanto o Kong, esse monstro vai exigir uma nova união entre os dois titãs para derrotá-lo.

Caramelo

Produção original Netflix, Caramelo conta a história de um aspirante à chef de cozinha que vê seu caminho cruzar com o de um vira-latas caramelo endiabrado. Enquanto o bichinho apronta, a carreira do rapaz deslancha. O problema é que a notícia de um câncer cerebral pode colocar um fim na ascensão meteórica do jovem, que agora precisará encontrar meios de conciliar o tratamento com a rotina de cuidado do pet, o que o leva a encarar diversos dramas e conhecer pessoas que mudarão sua vida para sempre. É garantia de lágrimas e risadas.

Sonic 3: O Filme

Sonic e Shadow em ação com efeitos especiais

Sucesso dentre a molecada, o terceiro capítulo da saga do Sonic nos cinemas enfim chegou ao streaming. Na trama, Sonic, Knuckles e Tails seguem fazendo o bem pelo mundo, quando uma nova ameaça surge de forma implacável: Shadow. Atormentado pelo passado, o vilão ajuda o avô (Jim Carrey) do Doutor Robotnik (Jim Carrey), que ressurge das sombras para concluir seu plano de destruir a Terra. E dessa vez ele terá o apoio do neto, que é tão maluco quanto. É uma aventura divertida, principalmente para os fãs da franquia de jogos.

Patos!

patos

Andarilho dos streamings, Patos! chegou à Netflix para divertir toda a família. Sucesso nos cinemas há quase três anos, o longa acompanha a aventura de uma família de patos que se estabeleceu em um lago seguro. Porém, à exceção do pai, eles sentem falta de aventuras, de desbravarem o mundo. Então, após alguns constrangimentos, o pai muda de ideia e decide levar seus amados para a migração. No caminho, porém, uma série de confusões acontecem, dando início a uma jornada inesquecível e hilária. É meio que um “Férias Frustradas” com Patos. Bom demais!

Medo Real

Produzida por James Wan, Medo Real é uma minissérie documental de terror em cinco capítulos. Eles mesclam recriações dos casos com os relatos atuais dos personagens retratados em cena. Os primeiros episódios acompanham um estudante que, nos anos 80, se muda para o alojamento de uma faculdade no interior de Nova York, onde começa a ser assombrado por vozes. Os episódios finais acompanham uma família que dá início à reforma de um casarão antigo, mas logo se deparam com um desabamento, sons e acontecimentos sinistros. Sem saber o que fazer, convocam os caçadores paranormais Ed e Lorraine Warren.

‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’ será um RENASCIMENTO de Peter Parker, revela Tom Holland

Homem-Aranha: Um Novo Dia’, novo capítulo da franquia estrelada por Tom Holland, já é um dos filmes mais aguardados da próxima leva de lançamentos da Marvel Studios – e parece que a produção irá apresentar uma narrativa diferente dos outros filmes do Cabeça de Teia.

Em entrevista à revista Complex, Holland contou que o ambicioso longa-metragem será um novo começo para o herói e explicou por que o filme não parece uma continuação direta dos anteriores.

“Parece mesmo que não estamos fazendo o quarto filme. Estamos fazendo o primeiro filme do próximo capítulo. É um renascimento”, explicou Holland. “É algo completamente novo”.

As novidades vêm acompanhadas, como já imaginávamos, de um traje inédito – que não conta mais com a tecnologia das Indústrias Stark.

Considerando que Peter Parker deixou de ser o protegido de Tony Stark após ser apagado da memória de todos, Holland confirmou que o uniforme traz homenagens aos usados por Tobey MaguireAndrew Garfield em suas respectivas franquias.

“Estou muito feliz que as pessoas estejam gostando da homenagem ao traje do Tobey e do Andrew”, disse ele.

“Acho que o terceiro filme foi muito sobre prestar homenagem a esses caras. Gosto muito da ideia de que ele está tentando ser como seus irmãos mais velhos, que ele admira, e vê pequenos detalhes nos trajes deles que ele acha muito legais. Agora ele está fazendo o seu próprio traje e não faz parte dessa equipe maior”.

‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’: Imagem de bastidores pode ter confirmado retorno de [SPOILER]

Tom Holland fala sobre futuro após ‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’

Lembrando que ‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’ tem estreia marcada para 31 de julho de 2026.

Esse será o quarto filme solo do Homem-Aranha no Universo Cinematográfico Marvel (MCU), resultado da parceria entre Sony e Disney.

O novo longa é baseado no arco homônimo dos quadrinhos. Na história original, Peter Parker faz um pacto com o demônio Mephisto para que o mundo esqueça sua identidade como Homem-Aranha e para salvar a vida de Tia May. No entanto, o feitiço essencialmente reinicia sua realidade, apagando até mesmo seu casamento com MJ.

A direção de ‘Um Novo Dia’ está a cargo de Destin Daniel Cretton, conhecido por seu trabalho em ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis’. O filme também promete participações especiais de Jon Bernthal como o Justiceiro e Mark Ruffalo como Bruce Banner, o Hulk.

PRA QUÊ? 10 SEQUÊNCIAS Anunciadas de Filmes de Sucesso que NINGUÉM quer…

Não é de hoje que Hollywood, a maior indústria de cinema do mundo, prioriza o lado dos negócios acima da arte. Por exemplo, no passado, para termos uma continuação era preciso ter uma boa história a ser contada. Hoje, a história, muitas vezes, é o que menos importa. Veja, por exemplo, o fiasco ‘Coringa 2’ – que vai entrar para a história como um dos casos mais desnecessários para uma continuação, em que nem mesmo os realizadores sabiam o que fazer.

Ou seja, se por um lado muitos filmes deixam portas abertas para uma continuação, e seus fãs ficam ávidos por verem para onde a história irá caminhar, mas terminam ganhando uma continuação por motivo meramente financeiro – por outro lado, filmes que não precisavam de sequência e possuem um total de zero pessoas pedindo por ela, terminam recebendo sinal verde do estúdio porque os filmes anteriores fizeram sucesso. Abaixo, com a ajuda de nossos colegas do canal What Culture, selecionamos 10 filmes que tiveram suas sequências anunciadas, mas que ninguém quer. Confira.

Gladiador 3

Embora não tenha tido o apelo, sucesso e o prestígio do primeiro ‘Gladiador’, a sequência lançada em 2024 não foi de todo ruim. O filme obteve certo sucesso e se segurou muito na nostalgia. Poderia ter sido bem pior, como os primeiros tratamentos do roteiro sugeriam (num deles, o personagem de Russell Crowe voltaria do mundo dos mortos e o filme se transformaria em fantasia). Mas parece que Ridley Scott e os realizadores estão abusando da sorte. Antes de estrear ‘Gladiador 2’ nos cinemas, Scott já planejava e anunciou o terceiro, que seguirá as aventuras de Lucius (Paul Mescal). Porém, é preciso levar em conta que devido ao orçamento infladíssimo, ‘Gladiador 2’ não foi o sucesso financeiro esperado. E não ajuda o fato de que Scott está na casa dos 90 anos de idade.

 

A Órfã 3

Muitos já zoaram ‘Órfã 2’, por ser uma prequel que traz a protagonista Isabelle Fuhrman interpretando novamente a “menina” Esther, de 9 anos. Em 2009, no lançamento do primeiro filme, a atriz realmente tinha uma idade próxima a isso; mas na sequência, lançada em 2022, a atriz já tinha 20 e poucos anos, se passando por uma… menina de 9 anos! O troço ficou parecendo ‘Chaves’, com adultos interpretando crianças. Através de ângulos de câmera, maquiagem e efeitos, os realizadores tentaram dar um jeito. Mas imagine agora, com um anunciado terceiro ‘A Órfã’, uma nova prequel (já que a personagem morre no final do primeiro) e Fuhrman na casa dos 30. Vai ficar uma beleza.

Eu Sou a Lenda 2

Esse é um projeto que Will Smith já vem preparando há certo tempo. Antes mesmo de cometer a maior burrice de sua vida e estapear o comediante Chris Rock em rede mundial. O ato de violência colocou um freio no desenvolvimento do filme, mas agora o ator volta a vender a ideia. Mas você pode se perguntar, “como Smith estará no filme se o protagonista morreu?”. Bem, digamos que o ator vai “apelar” e seguir não o final que vimos nos cinemas e sim o final alternativo que veio como forma de cena deletada no DVD do filme.

Todos preferiram o final alternativo, e então ele é o que será seguido. Isso nunca aconteceu na história do cinema antes. Ou seja, resta saber se o público irá comprar a ideia. Fora isso, ‘Eu Sou a Lenda’ foi um grande sucesso na época, mas hoje, quase 20 anos depois, ninguém fala muito sobre ele. Ajuda o fato de Smith estar trazendo Michael B. Jordan para o elenco. Porém, o filme em si é uma aposta bastante arriscada.

Free Guy 2

Homem sorrindo entre explosões e caos urbano

Free Guy’ foi um dos filmes mais divertidos da época da pandemia, e certamente ajudou muitos a enfrentar o pânico que a época do isolamento social nos trouxe. ‘Free Guy’ foi um dos sucessos que fez as pessoas voltarem a sair aos poucos. Acontece que o filme possui uma história fechadinha, sem a necessidade de uma continuação. Mas por ser um filme querido, e que gerou certo lucro, uma sequência vem sendo anunciada, mesmo que ninguém a tenha pedido necessariamente.

Para piorar, o diretor Shawn Levy disse que precisariam recomeçar do zero o roteiro depois do lançamento de ‘Barbie’ (2023), porque a história da sequência de ‘Free Guy’ era muito parecida com a da famosa boneca. Ou seja, nada bom. Fora isso, talvez ambos Ryan Reynolds e Levy estejam mais focados na Marvel agora.

Matador de Aluguel 2

Homem sério em bar tropical com camisa estampada

Ninguém levava muita fé no remake da Amazon para ‘Matador de Aluguel’, clássico cult de 1989, com Patrick Swayze. Por anos sendo anunciado, o projeto chegou a ter a lutadora Ronda Rousey como protagonista e iria se chamar ‘Matadora de Aluguel’. Por fim, o filme finalmente saiu em 2024 e trouxe Jake Gyllenhaal como protagonista. Para a surpresa de todos, o filme se tornou um enorme sucesso na plataforma.

Por mais que não tenha sido um fenômeno de crítica, se mostrou um filme divertido, um bom passatempo despretensioso. Apesar disso, houve certo drama de bastidores em relação ao lançamento no streaming ao invés de no cinema. Colocadas de lado as diferenças, a Amazon, é claro, anunciou a sequência, novamente com Gyllenhaal. Mas será que precisava mesmo?

Bill e Ted 4

Dois homens ansiosos olham para fora em ambiente futurista

Os produtores de Hollywood certamente não sabem desistir enquanto estão ganhando. O lucro desmedido é tudo o que parece movê-los. A franquia ‘Bill e Ted’ nunca foi sinônimo de sucesso, mas se tornou item cult, parte da cultura popular e gerou até uma série em desenho animado nos anos 90. Ou seja, possui seus fãs. Os amigos descerebrados finalmente voltariam às telas, com uma continuação tardia. A ideia foi bem-recebida, afinal agora Keanu Reeves é um astro de renome mundial, então foi muito legal vê-lo retornando a seu personagem clássico e dando uma força ao amigo Alex Wynter (mais apagado na carreira hoje).

O fato mostrou que Reeves é mesmo um cara legal e não acha que nenhum papel está abaixo dele. Ele mostrou que realmente sabe entrar na brincadeira. Bem, e poderia ficar nisso, pois o ator já prestou sua homenagem, e o filme foi relativamente bem-recebido. Precisava insistir com mais um? Bem, não. E fica parecendo aquele amigo que você fica feliz em reencontrar depois de muito tempo, mas logo depois lembra porque passou tanto tempo sem vê-lo.

Abracadabra 3

Três bruxas em trajes medievais em uma loja moderna

Por falar naquela “visita” que fica na sua casa até passar da hora, chegamos a mais um filme que deveria ter parado em sua primeira sequência. Por anos os fãs não apenas pediram, como praticamente exigiram uma continuação para o cult infantil ‘Abracadabra’. O filme de 1993 se tornou pedida certa para o halloween, por ser um filme família e para todas as idades na data. Se nunca tivéssemos recebido uma continuação, o mundo não seria o mesmo, pois todos, até quem não era fã, acreditava que era merecido.

E finalmente, quase 30 anos depois, o trio de irmãs bruxas encabeçadas por Bette Midler voltava às telas, bem ao menos às telinhas do Disney+. E bem, a continuação se comportou exatamente como isso, um filme para a TV. Os fãs ficaram felizes e tudo foi resolvido. Sejamos sinceros, no entanto, você escuta falar em ‘Abracadabra 2’ tanto quanto ouviu falar no primeiro? Com certeza não. Mas não pense você que isso os impediu de anunciar um terceiro filme. Que para começar, é planejado para estrear com pouco tempo de diferença com o segundo – sem que a saudade tenha sido muito sentida, como no primeiro.

Com a Bola Toda 2

Homem em uniforme roxo jogando queimada em quadra

Ainda no tópico das sequências tardias, agora temos uma comédia cult que certamente os fãs mais jovens de cinema não conhecem. Foi no ano de 2004 que era lançado este filme de humor escrachado, com Vince Vaughn e Ben Stiller. O tópico do filme? O jogo queimado(a). ou em inglês “dodge ball”. Ou seja, “desvie da bola”. O filme tira muito sarro com o jogo, que ficou muito popular em vários lugares do mundo, incluindo aqui no Brasil.

Não deixa de ser divertido ver um filme sobre esse “esporte” subestimado. E bem, se eles conseguiram fazer um filme sobre uma noite de jogos e o pique-pega recentemente, por que não um ‘Queimada 2’. Acontece que, como dito, já faz mais de 20 anos que o original foi lançado. E o filme não foi um sucesso. Muitos sequer o conhecem. Como fazer algo assim dar certo? Talvez nem as presenças de Stiller e Vaughn ajudem.

Dogma 2

Quatro pessoas paradas em frente a prédio deteriorado.

Mesma história aqui. ‘Dogma’ é uma comédia ainda mais antiga que ‘Com a Bola Toda’. E assim como ele, se trata de uma comédia cult, com veia independente, que muitos sequer ouviram falar nem na época de seu lançamento nos cinemas em 1999, quanto mais hoje em dia os cinéfilos mais jovens. O filme se trata de uma comédia religiosa de Kevin Smith, que fala sobre anjos caídos do céu, em busca de vingança contra Deus.

Um teor inflamatório, mas que se tornou um dos melhores filmes do cineasta. Kevin Smith, por falar nisso, andou realizando sequências recentes de alguns de seus filmes mais famosas. Como, por exemplo, ‘O Balconista 3’ (2022) e ‘Jay e Silent Bob Reboot’ (2019). Fora isso, já está em pré-produção também uma continuação para ‘Barrados no Shopping’ (1995). Porém, mais difícil será empolgar os fãs com uma sequência de ‘Dogma’, pois de todos os seus filmes, esse é o que mais merece ser deixado quieto.

A Era do Gelo 6

Personagem pré-histórico na água com icebergs ao fundo

Planejado para 2026, nem sequer os realizadores do longa foram anunciados ainda. Mas o estúdio (agora a franquia está nas mãos da Disney) já marcou data e confirmou o elenco inteiro de dubladores retornando. A esperança é que os fãs mais antigos tenham ficado com saudade das aventuras da preguiça Sid, do mamute Manny e de toda a turma; ao mesmo tempo em que visam capturar uma nova geração de seguidores, que eram muito pequenos quando o último foi lançado. Isso porque ‘A Era do Gelo 5’ irá completar dez anos de estreia em 2026, quando o sexto filme está planejado para o lançamento – ou seja, em uma década temos formada uma nova criança.

Os que tem mais de dez anos de idade, no entanto, concordam em consenso que apenas o primeiro ‘A Era do Gelo’, de 2002, é bom de verdade. Os outros foram reedições da mesma história, com um roteiro mais diluído. E foram ficando cada vez piores. Em 2022, foi lançado um spin-off direto para a Disney+ que ninguém viu ou comenta. Ou seja, a aposta é mesmo na saudade e na nostalgia. Porque vontade mesmo do público…

Tron: Ares

(Tron: Ares)

 

Elenco:

Jared Leto
Evan Peters
Jeff Bridges

 

Direção: Joachim Rønning

Gênero: Ficção Científica

Duração: 119 min.

Distribuidora: Disney

Orçamento: US$ 150 milhões

Estreia: 9 de Outubro de 2025

Sinopse: 

Em TRON: ARES, um programa altamente sofisticado chamado Ares é enviado do mundo digital para o mundo real em uma missão perigosa, marcando o primeiro encontro da humanidade com seres de IA.

Curiosidades: 

» O novo filme terá classificação PG-13 nos EUA (não recomendado para menores de 12 anos), tornando-se o primeiro capítulo da franquia a não ter classificação livre;

Trailer:

Cartazes: 

Fotos: 

Conheça os 10 Filmes Mais Populares de Todos os Tempos!

Filmes são obras de arte. Mas também são entretenimento e produtos altamente populares. Bem, ou ao menos podem ser. De todas as formas de arte, tirando a música, os filmes são os mais amplamente aceitáveis por todas as classes sociais. E as de mais fácil acesso. Hoje em dia qualquer um pode assistir a um filme do conforto de sua casa. Quando o cinema foi criado, em seus primórdios ele era um evento social frequentado por poucos, somente os cidadãos da chamada classe alta.

O cinema se tornou uma arte eclética, de fácil acesso e compreensão para qualquer um. Até mesmo pelo tipo de filme que se pode consumir, dependendo do seu gosto. Mesmo dentro de uma arte tão popular e acessível, existem aqueles filmes dos quais quase não notamos a existência. O cinema, ao longo dos anos se tornou um negócio muito rentável e que necessita de repercussão. No fundo, o objetivo de todos os realizadores é que sua obra seja assistida e conhecida pelo maior número de pessoas.

É justamente sobre fama e popularidade que iremos tratar nessa nova matéria. Aqui, falaremos sobre os filmes mais populares de todos os tempos. E como iremos medir essa popularidade, você pergunta? Bem, para isso contaremos com a ajuda do maior site de cinema da internet, o banco de dados IMDB, e analisaremos os filmes mais comentados, mais pesquisados e mais avaliados no mundo inteiro na plataforma.

Confira abaixo.

10. O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (2001)

É inegável que a trilogia ‘O Senhor dos Anéis’ no cinema se tornou uma das marcas mais fortes de todos os tempos. Somente estando vivo na época para saber o fenômeno que foi esta trilogia, filmada ao mesmo tempo e lançada com um ano de intervalo entre elas. Foi “Harry Potter para adultos” e ajudou a trazer de volta o gênero da fantasia em grande estilo. Curiosamente, da trilogia original, o mais popular ainda segue sendo o primeiro, ‘A Sociedade do Anel’, talvez por muitos considerarem tudo uma coisa só. O longa possui 2.089 milhões de votos na plataforma. De perto o encerramento da trilogia, ‘O Retorno do Rei’, possui 2.060 milhões de votos e é o décimo primeiro mais popular.

09. O Poderoso Chefão (1972)

Tempo não quer dizer nada. ‘O Poderoso Chefão’ ainda hoje é considerado o melhor filme da história do cinema para grande parte do público. “Zoado” no recente filme da ‘Barbie’, por ser um filme dito masculino, ‘O Poderoso Chefão’ transcende gêneros e pode ser apreciado por qualquer um. Ele é também o filme mais antigo contido na lista, datando da década de 1970. Por comparação, não temos nenhum filme dos anos 80 sequer constando na lista. Assim como ‘O Senhor dos Anéis’, ‘O Poderoso Chefão’ é uma trilogia, na qual muitos consideram o segundo o melhor. Bem, mas não é tão popular quanto o original, que possui 2.104 milhões de votos na plataforma.

08. Matrix (1999)

Agora pulamos lá para o fim dos anos 90. Para um filme que igualmente se tornou fenômeno. Quando um filme se torna extremamente popular, ele transcende o mundo do cinema e se torna um ícone da cultura pop, e acaba sendo bastante influente. Essa influência impera no cinema, mas acaba ecoando para outros tipos de arte, como quadrinhos, games, livros e por aí vai. É claro que ‘Matrix’ pegou muito emprestado de obras existentes também, para formar seu épico de filosofia, kung-fu e ficção científica. Conceitos complexos, efeitos revolucionários e até a vestimenta de couro preto se tornaram moda e apareceram até não poder mais. O filme tem 2.137 milhões de votos na plataforma.

07. Interestelar (2014)

Interestelar’ é o filme mais recente a entrar na lista dos filmes mais populares de todos os tempos. Em geral leva tempo para um filme permear o imaginário coletivo de forma tão forte pelo mundo. Para termos uma ideia, o mais recente tem 11 anos de estreia. Sua entrada na lista, no entanto, não é mistério: trata-se de um filme de Christopher Nolan, o diretor mais hypado da atualidade. Nolan é o cineasta mais adorado na atualidade e tudo o que toca vira ouro. Não é por menos que seu filme sobre o criador da bomba atômica (‘Oppenheimer‘) se tornou um blockbuster, fosse qualquer outro diretor o longa seria considerado chato e não faria nem a metade deste sucesso. ‘Interestelar’ é o épico espacial de Nolan, o ‘2001: Uma Odisseia no Espaço’ acessível para o grande público. O filme possui 2.302 milhões de votos na plataforma.

06. Pulp Fiction: Tempo de Violência (1994)

Se existe qualquer dúvida de que o ano de 1994 foi o melhor da história em produzir filmes queridos, essa lista vai explicar o motivo. Começamos com a prova A, ‘Pulp Fiction’. Assim como Christopher Nolan, Quentin Tarantino é um dos diretores mais adorados da atualidade. A diferença é que Tarantino já está na estrada desde os anos 90 e seus filmes são mirados a um público mais adulto, enquanto os de Nolan falam com a maior fatia pagante dos cinemas, os jovens. Tarantino é um cinéfilo inveterado e seus filmes exalam sua paixão pela sétima arte a cada frame. De todos os seus trabalhos, ‘Pulp Fiction’ ainda é considerado sua obra-prima, a prova disso é sua popularidade que já dura 31 anos. O filme possui 2.312 milhões de votos.

05. Forrest Gump: O Contador de Histórias (1994)

Continuando pelo ano de 1994, temos mais um filme lançado há mais de 30 anos. Falamos do fenômeno ‘Forrest Gump’, que pegou o mundo de assalto de forma surpresa. No mesmo ano tivemos inúmeros blockbusters em potencial, que prometiam incendiar as bilheterias. Filmes como o live-action de ‘Os Flintstones’, produzido por Steven Spielberg, o live-action do videogame mais popular da época ‘Street Fighter’, com o astro de ação (Jean-Claude Van Damme) mais popular da época, além dos novos filmes de pesos-pesados como Arnold Schwarzenegger (‘True Lies’) e Sylvester Stallone (‘O Especialista’). Mas o maior filme daquele ano foi sobre um rapaz um pouco lento no pensamento, mas de coração enorme, interpretado por Tom Hanks. O que só prova que o sucesso muitas vezes não pode ser planejado, e depende unicamente da aceitação do público. ‘Forrest Gump’ possui 2.357 milhões de votos na plataforma.

04. Clube da Luta (1999)

Se levarmos em conta todos os filmes desta lista, podemos dizer que os anos 90 foram os melhores para a popularidade do cinema. Isso porque a década é a que soma mais filmes famosos. Já tivemos um filme dos anos 2000, um dos anos 1970, um dos anos 2010 e agora vamos para o quarto filme dos anos 1990. Este é também o segundo do ano de 1999, um ano que fica lado a lado com 1994 como o melhor daquela década. Isso porque além de ‘Matrix’, temos também ‘Clube da Luta’, um filme que literalmente explodiu mentes quando foi lançado e elevou os plot twists a um novo patamar.

Subversivo até não poder mais, e muitos diriam que igualmente perigoso, ‘Clube da Luta’ surge como o filme mais popular da carreira do cineasta David Fincher, um diretor igualmente cultuado e um dos mais adorados da atualidade. É curioso pensar que no mesmo ano ainda tivemos ‘O Sexto Sentido’, lançado antes, que também contava com um plot twist que redefine toda a narrativa. ‘Clube da Luta’ foi lançado depois, mas ninguém previu seu desfecho. O filme conta com 2.438 milhões de votos na plataforma.

03. A Origem (2010)

Agora finalmente chegamos ao top 3 dos filmes mais populares de todos os tempos. No terceiro lugar do pódio com a medalha de bronze temos ‘A Origem’. Este é o segundo filme dos anos 2010 na lista e o segundo filme assinado por Christopher Nolan. Como dito, desde que apareceu em cena, Nolan foi exaltado como o novo “messias” de Hollywood. Verdade seja dita, o diretor consegue algo com maestria, algo que poucos conseguem atualmente: misturar o cinema autoral (sem interferência do estúdio, preservando sua visão) com o sucesso de um blockbuster. Nolan pode ser considerado um dos maiores representantes de uma categoria rara, o cineasta de blockbusters autorais. É dito que talvez ele dirija um filme de 007 no futuro, mas na verdade ele já o fez, de seu próprio jeito, é claro, com ‘A Origem’. O filme possui 2.659 milhões na plataforma.

02. Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008)

Agora chegamos à segunda posição da lista, subindo ao pódio com a medalha de prata. E temos mais um filme dos anos 2000 (o segundo) e o terceiro filme de Christopher Nolan… isso mesmo, pasmem. O diretor é ou não popular? Ele é o único da lista com mais de um filme, e não apenas dois, mas três. Sim, existem cinéfilos que não curtem muito o seu estilo ou os seus filmes, mas é preciso reconhecer sua popularidade e sua abrangência com o grande público, o que inclui o espectador casual e o cinéfilo raiz.

O Cavaleiro das Trevas’ foi realmente o filme que alçou Nolan ao patamar de astro do rock no cinema. O segundo ‘Batman’ de sua trilogia superou até mesmo o original ‘Batman Begins’, e se tornou uma das sequências melhores que seu antecessor. ‘Batman Begins’ fez sucesso e foi um filme adorado o suficiente para gerar uma continuação. Mas ‘O Cavaleiro das Trevas’ elevou a coisa para outro nível, e se tornou o segundo filme mais adorado da história. Coisa que nem o terceiro ‘O Cavaleiro das Trevas Ressurge’ conseguiria repetir. O filme conta com 2.991 milhões de votos na plataforma, e em breve deve superar a marca dos 3 milhões.

01. Um Sonho de Liberdade (1994)

Mas não tem jeito, o filme mais popular da história do cinema, segundo a plataforma do IMDB, é mesmo ‘Um Sonho de Liberdade’. O filme é também o mais bem-avaliado na mesma plataforma, ou seja, para todos os efeitos ele é também o melhor filme de todos os tempos na opinião dos usuários. E as duas listas são diferentes (a dos mais bem-avaliados e dos mais populares/ ou mais votados). ‘Um Sonho de Liberdade’ é mais um filme dos anos 90, saído de 1994 (são três filmes do ano na lista). Com ele, são um total de cinco filmes dos anos 90 na lista, metade dela é formada por longas daquela década.

Existe algo neste filme que realmente fala com as pessoas – essa é uma história acima de tudo de resiliência e justiça. É um filme de prisão, mas seus temas são praticamente bíblicos. Você pode estar no pior lugar do mundo, mas se conseguir se manter íntegro, conseguirá encontrar uma saída para a salvação. ‘Um Sonho de Liberdade’ é também o único filme com mais de 3 milhões de votos na plataforma, são 3.015 milhões, mas quem sabe um dia essa popularidade poderá mudar, afinal ‘O Cavaleiro das Trevas’ se aproxima.

FLOPOU! ‘Gremlins 2’, ‘Dick Tracy’, ‘Rocky V’, ‘A História Sem Fim 2’ e os Grandes FRACASSOS do Cinema que Completam 35 Anos

O revisionismo artístico é um conceito bem interessante. E quando pensamos em cinema, é um exercício saudável e necessário. Afinal, o mundo está o tempo todo em constante mudança, principalmente no que diz respeito a conceitos sociais. O que era regra antes, hoje pode ser a exceção. Mas nada de cancelamentos. O lance é utilizar este estudo antropológico como aprendizado.

A cultura evoluiu muito ao longo dos séculos, e não existe melhor cápsula do tempo do que o cinema. O racismo, o preconceito e o machismo inerentes do passado são só alguns dos tópicos que podem ser encontrados em diversas produções, sem que precisemos voltar muito no passado. Tais elementos que descem extremamente “quadrados” hoje, são razões mais que justificáveis para a impopularidade de uma obra quando a visitamos atualmente. Mas existe também o efeito contrário, de filmes que passaram em branco em seu lançamento, e terminam ganhando status de cult a cada nova geração, terminando considerados à frente de seu tempo.

E aqui no CinePOP somos totalmente a favor de segundas, terceiras e até quartas chances para produções cinematográficas incompreendidas em seu tempo. No entanto, na coluna dos Grandes Flops apresentamos somente os fatos (que não podem ser mudados ou apagados) sobre o custo x bilheteria e opinião crítica de tais longas.

A ideia é celebrar estes fiascos em sua totalidade, visando uma nova oportunidade a estas produções – que nem todos podem conhecer. Desta forma, vem com a gente lembrar destas obras ambiciosas, cujo resultado, ao menos na época, deixou a desejar.

Estes são os Grandes Flops do Cinema que Completam 35 Anos em 2025.

Gremlins 2

Falando em continuações cujo resultado ficou bem aquém do original e do esperado em si, aqui temos a sequência de outra fantasia juvenil saída diretamente de 1984. Esta, com leves toques de terror. Gremlins, com produção de Steven Speilberg, roteiro de Chris Columbus (Esqueceram de Mim) e direção de Joe Dante (Meus Vizinhos São um Terror), entraria para a história como um dos filmes mais queridos e famosos dos anos 1980. Outra vez a Warner demorava para arquitetar a continuação, talvez esperando o roteiro certo. Com o mesmo time na frente e atrás das câmeras, Gremlins 2 sairia seis anos depois, abrindo a década de 1990.

A verdade é que alguns filmes, por mais queridos que sejam, terminam de uma forma que se torna um verdadeiro quebra-cabeça para os roteiristas bolarem uma continuação. Isso mostra que no passado, um longa tinha começo, meio e fim, sem a preocupação de planejar com antecedência uma segunda parte. Por mais louvável que fosse, o fato igualmente terminava colocando os envolvidos, muitas vezes, num beco sem saída, a fim de não deixar transparecer que a opção de continuar uma história era meramente financeira – o que em muitos casos é a mais pura verdade. E Gremlins foi um destes casos onde o “The End” significou o fim mesmo.

Ou será? Já que, um tempinho depois, tiraram da cartola um retorno para o fofucho Gizmo e seus irmãozinhos endiabrados que se transformam em monstrinhos escamosos. A opção para esta sequência foi mover a trama para Nova York, mas como filmar lá é caro, a ação se desenrola toda dentro de um prédio altamente hi-tech. Com um orçamento inflado de US$50 milhões, Gremlins 2 não conseguiu sequer se pagar, arrecadando US$41 milhões. O que colocou um ponto final na cultuada franquia. Desde então boatos sobre um terceiro filme circulam e agora podem estar de fato ganhando vida. Gremlins e Goonies são dois dos filmes que os fãs dos anos 1980 mais querem ver continuações atuais.

 

A História Sem Fim 2

Por mais difícil que seja acreditar, a continuação da querida fantasia alemã foi um fracasso. E sim, eu disse alemã – por mais que seja falada em inglês e tenha atores americanos, o primeiro A História Sem Fim (1984) é uma produção da Alemanha, país de onde saiu o roteirista e diretor do longa Wolfgang Petersen. Mas a verdade é que apenas o filme original é visto e guardado com carinho pelos fãs. E bem que deveriam mesmo, já que é um marco para o cinema de fantasia infantil – reverenciado ainda hoje, como na série Stranger Things, da Netflix. O longa original, com um orçamento de US$27 milhões, arrecadou US$100 milhões mundialmente, se tornando um fenômeno para a época.

Querendo capitalizar no sucesso, mas esperando consideráveis seis anos para tirar a ideia do papel, a Warner (que já havia coproduzido o primeiro e o distribuído na América) confeccionou uma sequência, lançada há exatos 35 anos. Um dos detalhes mais notados pelos fãs foi a mudança do elenco principal, em especial do menino protagonista Bastian e o aventureiro mirim Atreyu – ambos reescalados. Curiosamente, com a saída de Petersen do projeto, outro diretor renomado pegaria a vaga: ninguém menos que o australiano George Miller – então com a trilogia Mad Max e As Bruxas de Eastwick já no currículo.

Quase uma refilmagem do original, a continuação custou ainda mais caro para o estúdio, com um orçamento de US$36 milhões. A arrecadação, no entanto, se mostraria insatisfatória com o retorno de apenas US$17 milhões nos EUA. Devido ao sucesso de sua mitologia e sua carreira internacional, a franquia seguiu para um terceira parte (1994), novamente trocando os atores, uma série em animação (1995) e uma série em live-action (2001).

O Predador 2

Mais uma segunda parte estreava nos cinemas há trinta e quatro anos. E não será a última da lista. 1990 foi um dos anos com mais continuações na história do cinema, e você achando que era coisa de agora. O Predador (1987), veículo de ação para Arnold Schwarzenegger, embora detonado pela crítica, ganhou ares de cult e fez uma bilheteria decente – com um orçamento de US$15 milhões, recuperando para FOX US$98 milhões mundiais. A premissa era simples: quem enfrentará agora o musculoso protagonista, que já havia descartado tudo quanto era inimigo em seus filmes que exalavam testosterona? E foi assim que algum roteirista teve a ideia de coloca-lo para se digladiar com uma criatura vinda de outro planeta.

Nos anos 1980, filmes com criaturas faziam muito sucesso, com técnicos em efeitos e maquiadores se esbaldando em concretizar alguns personagens que se tornariam icônicos, entrando para sempre no imaginário popular dos fãs e para a história do cinema. Assim, o alienígena humanoide com cara de crustáceo era uma figura interessante demais em seu design para simplesmente desaparecer após um único filme. Ainda mais quando esse filme se mostrou um sucesso. Três anos depois, os executivos da FOX finalmente o tiravam da gaveta para mais uma caçada na Terra.

Porém, se deparavam com o primeiro grande empasse. Schwarzenegger tinha peixes maiores para fritar (como O Exterminador do Futuro 2) e se recusou a voltar. A solução foi mover a ação para uma selva diferente (a Los Angeles do “futuro” de 1997) e escalar Danny Glover (saído do sucesso de dois Máquina Mortífera) para viver o durão e escaldado detetive Harrigan. Embora não tenha o apelo do primeiro, O Predador 2: A Caçada Continua tem seus atrativos e pode ser considerada uma obra subestimada.

Com um orçamento três vezes maior que o original, o filme não se pagou nos EUA, arrecadando apenas US$30 milhões. A salvação do longa foi o mercado internacional, onde juntou outros US$30 milhões, mesmo assim ficando abaixo do esperado. Ah sim, se tornando também uma franquia da qual ninguém sabe o que fazer, já que ao menos outras três investidas – Alien vs. Predador (2004), Predadores (2010) e O Predador (2018) – deram com os burros n’água.

 

Rocky V

Calma, por aqui também amamos a franquia Rocky. Mas mesmo dentre os fãs e aficionados, o quinto episódio é considerado o mais problemático e deslocado. De fato, até o próprio criador da franquia Sylvester Stallone confessa o erro que foi este Rocky V. O gosto amargo do filme deixou o ator inquieto por dezesseis anos, até tirar da cartola Rocky Balboa (2006) – simplesmente para poder ter um “encerramento” adequado para a franquia. A tentativa de voltar às origens aqui se mostrou um tiro no pé, com Rocky de volta ao seu velho bairro depois de ter perdido tudo. Mas o pior é a trama em si.

No quinto filme, Rocky não sobe aos ringues (coisa que poderia muito bem fazer, já que voltaria para lutar com tudo dezesseis anos depois)! A opção por uma “história mais humana”, mostra o protagonista treinando um novo talento promissor, a quem acolhe como um pupilo, enquanto renega o próprio filho e seus problemas. No entanto, seu lutador protegido irá se mostrar fraco de caráter, o traindo. O clímax ocorre com os dois saindo no braço no meio da rua, numa briga sem regras.

O fato faz de Rocky V o ponto fora da curva da franquia. Fracasso de crítica, o longa sequer se pagou em território norte-americano, custando US$42 milhões e arrecadando US$40 milhões. Graças ao mercado internacional, Rocky V conseguiu escapar por completo do desastre, retornando uma boa bilheteria mundial. Mas se levarmos em conta o desempenho do antecessor Rocky IV, que se tornou a segunda maior bilheteria de cinco anos antes, com absurdos US$300 milhões mundiais, e US$130 milhões só nos EUA, fica ainda mais evidente o mau desempenho deste sucessor.

 

A Fogueira das Vaidades

Começamos a lista com o que é provavelmente o maior fracasso do cinema de 35 anos atrás. E não apenas isso, A Fogueira das Vaidades pode ser considerado um dos maiores fracassos dos anos 1990, e quem sabe da história do cinema. Além disso se tornou uma verdadeira aula de como NÃO adaptar um livro de tremendo sucesso ao cinema. Baseado no best-seller de Tom Wolfe, o filme logo se tornou um baita investimento da Warner, que almejava levar para as telonas em grande estilo a história sobre um magnata e sua amante que atropelam um sem-teto e fogem sem prestar socorro, vendo sua vida de alta classe social ser virada do avesso graças a investigação de jornalista alcoólatra desacreditado.

Dá para ver por esta premissa que um suculento tema sobre luta de classes pode ser espremido daí – algo que não é novidade em Hollywood. A narrativa da obra literária, apesar do assunto trágico e sério, é levado na base da acidez e ironia, acrescentando muitas camadas ao texto. Para a empreitada, o estúdio tirou de seus cofres US$50 milhões para o orçamento e contratou para o comando o veterano prestigiado Brian De Palma – recém saído dos sucessos de Os Intocáveis e Pecados de Guerra, aderindo assim à sua primeira comédia.

Na frente das telas, um verdadeiro time de peso: Tom Hanks, Melanie Griffith e Bruce Willis dividindo as telas pela primeira vez. Além de uma ponta de Morgan Freeman. Uma das maiores críticas que o filme recebeu foi sobre a escalação equivocada de Willis para o papel do jornalista, e seu trabalho ligado no automático. Conclusão: o alto investimento viu o retorno de apenas minguados US$15 milhões em bilheteria, além de um verdadeiro massacre por parte da crítica.  

Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus

Por mais que A História Sem Fim e Gremlins tenham demorado a gerar continuações, nada se compara a esta animação da Disney – que criou uma lacuna geracional entre seus fãs. Afinal, qual criança ou adolescente em 1990 lembraria do sucesso Bernardo e Bianca, lançado em… 1977? A dupla que dá nome ao título são dois camundongos parte de uma agência de investigação e resgate, cuja última missão é encontrar uma garotinha sequestrada por caçadores. O filme, que teve US$7.5 milhões de orçamento, arrecadou US$71.2 milhões em bilheteria, algo muito impressionante.

Apesar do sucesso, na época a Disney não era essa máquina de gerar franquias e continuações que é hoje, acreditando muito mais em histórias originais. Pula para 1990, uma época que, como dito, viu uma enxurrada de continuações ser lançadas. Seguindo de perto a tendência, o estúdio do Mickey resolveu dançar conforme a música e orquestrar o retorno de dois outros ratinhos famosos de seu acervo. O problema? Talvez tenham esperado demais, já que a volta de Bernardo e Bianca demorou nada menos que treze anos. Desta vez, a ideia foi leva-los para a Austrália, onde um caso envolvendo um menino desparecido e uma rara águia dourada na mira de caçadores os aguardava. Com um orçamento de US$30 milhões, a animação sequer se pagou, rendendo em bilheteria US$27 milhões. O fato fez do filme uma das produções animadas da Disney mais obscuras de seu acervo.

 

Duck Tales – O Filme

Quem ouve falar da Disney hoje, uma mega corporação dona de propriedades como a Fox, a saga Star Wars, a Pixar e a Marvel, só pensa em monopólio e em domínio mundial. A geração atual pode até achar que a entidade multibilionária é perfeita e sem defeitos. Mas estes mesmos não imaginam o perrengue que o estúdio já passou, e para isso nem precisamos voltar muito no tempo, 35 anos no passado já está bom. No mesmo ano do fiasco Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus, a Disney lançava outra produção animada que visava cair no gosto dos pequenos, se tornando o novo fenômeno popular, mas tudo que viu foi despesas e dor de cabeça – já que as crianças da época só queriam saber de Batman e das Tartarugas Ninja: então dois sucessos recentes.

Aqui, falamos de Duck Tales – O Filme, adaptação para as telonas de um famoso desenho animado da casa. Duck Tales: Os Caçadores de Aventuras deu protagonismo nas telinhas pela primeira vez para o avarento Tio Patinhas, o tio ricaço, mas pão duro, do Pato Donald, e seus três sobrinhos: Huguinho, Zezinho e Luizinho (Hewey, Dewey e Louie). O seriado foi uma febre, e durou de 1987 a 1990 – terminando bem na época do lançamento de sua primeira versão em longa-metragem. No cinema, com ares de Indiana Jones, no entanto, ninguém quis pagar para ver os personagens. Apesar das críticas na maioria positivas, a animação não fez o barulho esperado pelo estúdio e mesmo com uma bilheteria de US$18 milhões, gerou um prejuízo de US$2 milhões para a Disney. Mas nem tudo está perdido, já que uma nova série animada com os personagens de Duck Tales foi lançada em 2017, e ainda está no ar. A Árvore da Maldição

O Exorcista (1973) é considerado por muitos um dos melhores filmes de terror da história do cinema, constantemente citado em listas de especialistas. O sucesso foi tanto que, além de indicações ao Oscar (inclusive de melhor filme, sabia desta?), a produção gerou quatro continuações (com o quarto filme sendo dividido em duas obras de diretores diferentes) e uma série de TV de sucesso. Ou seja, é prestígio para ninguém botar defeito.

Grande parte do sucesso de O Exorcista se deve ao seu diretor, William Friedkin – que igualmente foi indicado ao Oscar na categoria de direção pelo longa. Sendo assim, era somente natural que o retorno do cineasta ao gênero que o consagrou fosse extremamente aguardado. E ele ocorreria 17 anos após ter comandado O Exorcista, com este A Árvore da Maldição. Igualmente baseado num livro, desta vez escrito por Dan Greenburg, a obra fala sobre ocultismo, magia negra, sacrifícios e deuses druidas da natureza.

Na trama, um casal jovem pais de um bebê contratam uma babá para cuidar de sua pequena cria recém-nascida, somente para descobrir que a mulher faz parte de uma sociedade secreta, no melhor estilo A Profecia (1976), que planeja sacrificar a criança para uma árvore-demônio. Detonado pelos críticos, o longa, que teve bastidores problemáticos, subitamente se tornou um “filme maldito” na carreira de Friedkin e dos envolvidos, sobre o qual o cineasta se recusa a falar. Tanto que o diretor utilizou o infame pseudônimo de Alan Von Smithee em uma versão do filme editado para a TV a cabo (e pensar que Sam Raimi, o diretor originalmente vinculado ao projeto, se livrou de uma boa). Embora o orçamento do longa não seja divulgado pela Universal, o filme foi considerado um fracasso financeiro, arrecadando US$17 milhões.

 

Air America – Loucos Pelo Perigo

Com franquias como Mad Max e Máquina Mortífera em seu currículo, a carreira de Mel Gibson ia de vento em popa. Justamente no período, o ator australiano era alçado ao status de astro de Hollywood, com cada projeto tocado por ele se transformando em ouro imediato. Por outro lado, seu colega mais jovem Robert Downey Jr saía de uma leva de produções adolescentes, onde ele acumulou muito reconhecimento, e agora estava pronto para alçar voos mais altos (com o perdão do trocadilho). A união da dupla era por si só um evento, já que eram dois dos atores mais quentes da época, vindos de gerações diferentes.

E o projeto escolhido para protagonizar juntos foi a adaptação do livro de Christopher Robbins sobre audaciosos pilotos de helicóptero realizando entregas durante a Guerra do Vietnã. A produção ficou a cargo da extinta Carolco, com distribuição da Columbia / Sony. Mesmo com a diversão de termos Gibson e Downey Jr em cena, o filme rendeu abaixo do esperado para o estúdio – já que o público, a este ponto, talvez estivesse cansado de obras sobre o tema (a Guerra do Vietnã havia sido abordada consecutivamente em sucessos como Platoon, Nascido para Matar, Pecados de Guerra e Nascido em 4 de Julho, por exemplo, há pouco tempo). Com um orçamento de US$35 milhões, Air America rendeu US$31 milhões, e mais US$2 milhões internacionalmente, ainda assim sequer se pagando.

Graffiti Bridge

Voltando ao tópico das continuações, não são apenas os filmes de ação, fantasia, terror e animação que geram sequências, dramas musicais igualmente podem render uma franquia. Ou ao menos tentar. O mais curioso de algumas segundas partes de obras não é o fato de serem inferiores aos seus originais, ou sequer não atingir o resultado esperado, mas sim cair tão profundamente na obscuridade, que nem ao menos tomamos conhecimento que tais longas existem. Afinal, você já tinha ouvido falar na continuação de O Mágico de OZ, criada pela própria Disney, ou do cult máximo do cinema noir detetivesco Chinatown? Pois bem, mas saibam que elas existem, basta procurar na internet.

Exatamente no mesmo quesito podemos encontrar a continuação de Purple Rain, coincidentemente lançado seis anos antes de sua sequência – deu pra sentir uma temática aqui, certo? Mas antes, vamos responder à pergunta dos mais novos, que neste momento devem estar comentando: “que diabos é Purple Rain”? Bem, alguns podem até se lembrar da canção de mesmo nome do artista multifacetado e saudoso Prince. Pois a música foi criada pelo cantor para ser o carro-chefe de uma produção cinematográfica de mesmo nome, que fez grande sucesso e vendeu muitos discos de sua trilha sonora. No filme, Prince conta meio que a história de sua vida, como um aspirante a músico vindo de um lar abusivo, que precisa enfrentar o pai, e os desafios para se tornar um astro do rock. Com um orçamento de US$7 milhões, o musical dramático rendeu dez vezes mais, retornando aos cofres da Warner US$70 milhões.

Se deixando dominar por puro ego, como lhe era familiar segundo relatos, Prince não apenas protagoniza, como assina o roteiro e a direção desta dita “sequência não oficial”. Apesar de tal definição, o músico retorna na pele do personagem The Kid, desta vez um pouco mais velho e bem sucedido, dono de um clube noturno – que continua precisando lidar com problemas relacionados ao submundo do crime em sua cidade. Novamente lançado pela Warner, e contando com um disco de mesmo nome ligado ao projeto (que igualmente fez menos sucesso do que o anterior), Graffiti Bridge, o projeto de vaidade de Prince, fez uso de um orçamento mais reduzido em relação ao original, com US$2.4 milhões gastos. Porém, viu retornar igualmente menos dinheiro, apenas conseguindo se pagar com uma bilheteria de US$4.5 milhões – bem abaixo do que era esperado. Quem sabe foi a falta de sua musa Apollonia que lhe trouxe azar?

Bônus: Dick Tracy

Tudo bem, esta adaptação dos famosos quadrinhos de Chester Gould capitaneada por Warrern Beatty (que produziu, dirigiu e estrelou o filme) está anos luz dos fracassos discorridos acima. Mas a verdade é que com o investimento que Dick Tracy recebeu, esperava-se que seu desempenho com o público fosse bem melhor. Com quase US$50 milhões em seu orçamento, a Disney viu o retorno do dobro nas bilheterias norte-americanas, e mais US$62 milhões internacionalmente, totalizando US$162 milhões.

É preciso lembrar que Dick Tracy foi levado às telonas para ser a resposta da Disney para Batman, da Warner, lançado no ano anterior. As semelhanças entre os blockbusters são muitas, incluindo uma direção de arte chamativa, grandes nomes no elenco (em especial interpretando os vilões – com Jack Nicholson em Batman, e Al Pacino em Dick Tracy) e a trilha sonora de Danny Elfman – que trabalhou em ambos os filmes. Batman provou (novamente, após Superman – O Filme) que filmes baseados em quadrinhos poderiam ser uma ideia extremamente rentável, e a Disney quis sua fatia desta torta. Até mesmo um disco com músicas de um artista sensação do pop foram equivalentes para as produções, com Prince em Batman e Madonna (igualmente na frente das câmeras, no papel da corista Breathless Mahoney) em Dick Tracy. O que não fizeram igual foi a bilheteria, já que Batman deixou Tracy e Beatty comendo poeira – com um orçamento de US$35 milhões, arrecadou US$251 milhões somente nos EUA, e US$411 milhões mundiais, elevando os blockbusters a outro patamar.