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‘Shadowhunters’: Última temporada ganha primeiras imagens; Confira!

A última temporada ‘Shadowhunters‘ ganhou suas primeiras imagens.

Confira:

A série retornará com episódios inéditos no dia 25 de fevereiro.

TV Line divulgou algumas fotografias dos últimos dias de filmagens de ‘Shadowhunters’. Confira a galeria:

Dois episódios extras foram encomendados para os roteiristas conseguirem encerrar a trama de forma digna.

‘Good Girls’: Beth, Ruth e Annie desenterram um corpo em cena divulgada; Assista!

As protagonistas da série ‘Good Girls‘ estão cada vez mais em uma grande enrascada na 3ª temporada e foram forçadas a ter que desenterrar o corpo de Lucy na calada da noite, conforma revela uma cena divulgada do mais recente episódio.

Assista:


Vale lembrar que a emissora encomendou 3 episódios extras para a terceira temporada, totalizando 16 capítulos para o novo ano.

Crítica | Good Girls – Netflix lança deliciosa série com mulheres assaltantes

No Brasil, a série é lançada pela Netflix como uma produção original.

A série gira em torno de três mães suburbanas que estão passando por uma situação financeira difícil. Depois que uma série de contratempos as deixa desesperadas, elas decidem assaltar um mercado local, mas o valor do roubo excedeu suas expectativas. Logo, elas estarão metidas com um chefão do crime local, e essas “boas garotas” se encontrarão em um poço de decisões ruins.

Christina Hendricks, Retta, Mae Whitman, Matthew Lillard, Reno Wilson, Manny Montana, Lidya Jewett, Izzy Stannard e David Hornsby estrelam.

‘Loki’: Série original do Disney+ ganha primeira linha de produtos e colecionáveis

Para preparar os fãs para a vindoura chegada da série ‘Loki’, a Disney já lançou a sua primeira linha de produtos e colecionáveis, que trazem os principais personagens em destaque.

As mercadorias já estão à venda no site Zazzle e contam com itens dos mais diversos, como quadros conceituais, copos, almofadas, cases para smartphone, camisetas, garrafas e adesivos.

As peças ainda revelam o design conceitual do material publicitário da série, que é composto pelas cores verde, laranja, amarelo, azul e preto.

Confira aduas artes conceituais, à venda na loja:

A série estreia no dia 11 de Junho de 2021.

Além disso,  Kevin Feige revelou o número exato de episódios da produção.

O show estrelado por Tom Hiddleston será formado por seis episódios de 40 a 50 minutos cada, mesma quantidade de ‘Falcão e Soldado Invernal’.

‘Mulher-Hulk’, outra série pertencente ao panteão MCU, terá dez episódios de meia hora cada.

Assista ao primeiro trailer da produção:

Tom Hiddleston retorna como o protagonista. O elenco também traz nomes como Owen Wilson, Gugu Mbatha-Raw, Sophia Di Martino, Wunmi MosakuRichard E. Grant.

A trama dirigida por Kate Herron irá acompanhar as aventuras do Loki em 2012.

Ele ainda estará procurando vingança por seu relacionamento com o pai, que priorizava o irmão Thor, e irá modificar todos os eventos que vimos nos filmes, causando um grande estrago em sua jornada e criando uma linha temporal sombria e obscura.

Vídeo | 7 dicas imperdíveis que serão removidas da Netflix em junho

Netflix está renovando sua grade de programação no mês de junho e alguns títulos incríveis serão removidos em breve da plataforma de streaming.

E para você não perder essa última oportunidade, preparamos uma lista bem seleta com sete títulos imperdíveis que você precisa assistir, antes de todos eles darem o seu doloroso adeus.

Com opções para todos os gostos e perfis, essa curadoria traz diversas joias preciosas que todo bom cinéfilo precisa conferir pelo menos uma vez na vida. Vem ver!

Assista:

Crítica | Notre Dame – Esqueça a catedral de Paris nesta comédia francesa ignóbil

Lançado em dezembro de 2019 na França, oito meses após o incêndio na Catedral Notre Dame de Paris, o longa-metragem Notre Dame estreou nos cinemas brasileiro em 11 de fevereiro de 2021. Com passagem pelo Festival Varilux em 2020, a obra carrega o nome da emblemática catedral da capital francesa, porém é uma comédia decepcionante. Em outros termos, Notre Dame reúne surrealismo, liberdade poética, musical, romance, situações teatrais, no entanto, não possui coerência cômica ou timing certo para suas ousadias narrativas. 

Dirigido, escrito e protagonizado por Valérie Donzelli, o filme tenta trazer elementos mágicos ao cotidiano atribulado de uma parisiense. Neste caso, a arquiteta Maud Crayon (Donzelli), mãe de dois pré-adolescentes e às voltas seu ex e pais dos seus filhos, é a heroína do conto de fadas proposto pelo roteiro de Donzelli ao lado de Benjamin Charbit (Finalmente Livres). O cenário caótico de instabilidade emocional e profissional dá a tonicidade para uma comédia de situações do dia a dia, entretanto, o argumento é falho.

Por meio de uma mágica do destino, Maud ganha um concurso para revitalizar o pátio da catedral de Notre Dame. Ao mesmo tempo, a arquiteta descobre estar grávida de quatro meses do ex-companheiro (Thomas Scimeca) e seu ex-namorado do passado Bacchus Renard (Pierre Deladonchamps) é o jornalista responsável por acompanhar cada passo do projeto de 115 milhões de euros da prefeitura de Paris. Além disso, seu chefe egocêntrico e esnobe Greg (Samir Guesmi) decide apropriar-se de 50% do seu projeto, situação a qual ela aceita e segue o barco. 

Sem um pingo de carisma, Valérie Donzelli dá vida a uma mulher sem ambição, sem graça, sem estilo ou mesmo vontade própria. Em conjunto, o elenco inteiro não tem nenhum senso de comicidade. Aos 30 minutos, Notre Dame já é cansativo, pois apresenta diversas informações sobre a vida da protagonista, porém não a vemos em confronto com nenhuma delas. A terceira gravidez não planejada de uma mulher de mais 40 anos é apenas um artifício para a confusão amorosa entre ex-relacionamentos, sem apresentar nenhum ponto de reflexão na vida de Maud.

As situações absurdas vividas com o ex-companheiro seriam cômicas, caso o enredo desenvolvesse alguma ligação ou tensão entre eles, além dos filhos. No meio dessa bagunça narrativa, o projeto de Maud – completamente diferente daquele que a fez ganhar o prêmio – é considerado de mal gosto e pornográfico. Desse modo, o filme nos leva para uma disputa judicial ilógica em que acrescenta mais dois personagens, uma advogada (Claude Perron) e sua estagiária (Pauline Serieys), em atuações teatrais bizarras e lamentáveis. 

Completamente diferente da dinâmica de A Guerra está Declarada (2011), obra que revelou a faceta ousada da diretora e roteirista, Notre Dame tenta, peleja, esforça-se, mas não veicula nada de cativante ou inovador. O número musical é a sequência menos sofrível do filme, pois consegue, finalmente, misturar dois elementos distintos (uma melodia suave de tragédia com palavras estapafúrdias) e realizar um momento cômico.

Com uma narrativa em off a impor e descrever sentimentos, Notre Dame erra em não construir as condições para que o espectador sinta qualquer emoção. De resto, a comédia francesa apela para terminar com uma referência ao filme E.T., o extraterrestre (1982), por falta de qualquer outro final mais criativo para uma história já disforme.

Artista desenha personagens de ‘Star Wars’ com a estética de Tim Burton

Tim Burton é, definitivamente, um dos diretores da atualidade que possui uma das assinaturas mais marcantes e peculiares em seus filmes. Pensando nisso, o artista Andrew Tarusov reimaginou como seria se Burton tivesse criado os principais personagens da franquia ‘Star Wars’, e o resultado é sensacional.

Sob a visão do artista, Darth Vader parece mais um fantasma e Han Solo e Chewbacca também parecem mais dóceis e camaradas que o comum:

O mesmo artista também criou uma galeria de como seria se os heróis mais famosos do cinema fossem feitos por Burton. Confira:

Atualmente, Tim Burton está dirigindo o live-action de ‘Dumbo’ para a Disney, previsto para lançar em 2019.

Criador de Thanos fala sobre a saída de James Gunn de ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3’

O criador do vilão Thanos, Jim Starlin, comentou a decisão da Disney de demitir James Gunn por causa de tweets ofensivos que o cineasta postou anos atrás.

Em sua página do Facebook, o co-criador de Gamora e Drax optou por defender o cineasta das acusações, alegando que a Disney fez uma má escolha ao ceder à extrema-direita.

“Depois de alguns dias para pensar sobre essa controvérsia de James Gunn/Disney, cheguei à conclusão de que o “Mouse” foi manipulado. Sim, os tweets de dez anos de Gunn eram desagradáveis ​​e estúpidos, mas claramente pretendiam ser tolamente provocativos, em vez de tomados como defesa de direitos. Todo o alvoroço sobre eles foi claramente desembarcado por dois homens, John Nolte e Mike Cernovich, em resposta aos disparos de Rosanne Barr por seus repetidos tweets cheios de ódio e racistas. Eu tenho que concordar com Dave Bautisa em um fato: A Disney aceitou uma discussão ridícula sobre pouca coisa e fez dela uma tempestade”

Além disso, os protagonistas da saga ‘Guardiões da Galáxia‘, Chris Pratt e Zoe Saldana, falaram pela primeira vez a respeito da demissão de James Gunn da terceira sequência da franquia.

Por meio de suas respectivas contas oficiais do Twitter, a dupla se restringiu a uma breve reflexão, não citando o nome do cineasta e evitando tomar um lado.

Pratt chegou a publicar um versículo bíblico, inspirando ponderação e cuidado.

Confira:

“Esse foi um fim de semana desafiador, não vou mentir. E estou tirando uma pausa para absorver tudo antes de falar de forma desmedida. Eu só quero que todos saibam que eu amo todos os membros da minha família GOTG. E sempre amarei”.

 

“Meus amados irmãos, tenham isto em mente: Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se. Tiago 1.19”

‘Guardiões da Galáxia 3’: Dave Bautista critica demissão de James Gunn 

Atores apoiam James Gunn e pedem retorno do diretor a ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3’

O diretor foi demitido depois que personalidades conservadoras reapareceram velhos tweets nos quais o cineasta brincou sobre assuntos polêmicos como pedofilia e estupro.

Em alguns tweets, Gunn escreveu coisas como:

“Eu gosto quando menininhos tocam em minhas partes íntimas. Shhh!”

“Filmes não românticos: Três homens e um bebê fazendo sexo”

“Meu novo filme ‘Jerkloose’ se passará em uma cidade pequena onde se masturbar é proibido e jovens fazem na frente de criancinhas para mostrar como é divertido”

“Rir é o melhor remédio. é por isso que eu rio de pessoas com AIDS”

“Acabei de fazer uma piada sobre sodomizar a minha amiga quando ela estava dormindo”

“Queria caçar animais de grande porte, mas sei que isso é moralmente questionável. Então estou indo atrás de caçar alguém para estuprar”

Depois das acusações, Gunn publicou uma série de mensagens no Twitter pedindo desculpas aos fãs:

“As pessoas que seguiram minha carreira sabem como comecei. Me via como um provocador, fazendo filmes e contando piadas que eram escandalosas e tabu para muitos. Como disse publicamente muitas vezes, na medida em que desenvolvi como pessoa, meu trabalho e meu humor também desenvolveram. Não posso dizer que sou melhor, mas sou muito diferente do que eu era  passado. A época em que falava coisas só para chocar e ver as reações de todos definitivamente já acabou. No passado, me desculpei pelo meu humor ácido. Me sinto arrependido e realmente quis dizer tudo que disse nas minhas desculpas. Eu sei que é uma declaração estranha e que pode parecer óbvia, mas estou aqui dizendo isso. Esta é a verdade completa: costumava fazer piadas ofensivas, não faço mais. Não culpo meu passado por isso, mas me sinto mais humano e mais criativo hoje. Amo vocês”.

O presidente da Walt Disney Studios, Alan Horn, anunciou a demissão em comunicado:

“As atitudes e declarações ofensivas descobertas no feed do Twitter de James são indefensáveis ​​e inconsistentes com os valores de nosso estúdio, e nós rompemos nosso relacionamento comercial com ele”.

10 Curiosidades de ‘Um Príncipe em Nova York’, um dos melhores filmes de Eddie Murphy

Clássico das comédias da década de 1980, Um Príncipe em Nova York se tornou um dos maiores sucessos da carreira de Eddie Murphy. Além de ter ajudado a consolidar o nome do humorista no cinema, o longa trouxe pontos que mostraram todo seu talento como ator e marcaram a estreia de algumas de suas marcas registradas nas telonas. Pensando nisso, o CinePOP selecionou 10 curiosidades sobre o filme. Confira!

 

Fragmentado

Atualmente, uma das marcas mais famosas de Eddie Murphy é interpretar mais de um personagem no mesmo filme. Inclusive, fazendo com que seus personagens distintos interajam entre si nas tramas. E se isso faz tanto sucesso é porque ele decidiu arriscar essa maluquice, inspirada no ator Peter Sellers, que já havia feito isso em Dr. Fantástico (1964), pela primeira vez em Um Príncipe Em Nova York (1988).

 

A voz do povo

Claro que houve um receio da produção e do próprio Murphy de que essa ideia desse errado. Então, para testar se a maquiagem e as próteses estavam críveis, Eddie Murphy saiu pelos estúdios da Paramount vestido e maquiado como Saul, o senhor judeu. Ele se aproximava das pessoas em um carrinho de golfe e dizia que era o Eddie Murphy. Absolutamente ninguém acreditava e começava a rir da suposta imitação do senhorzinho do Eddie Murphy. Com essa aprovação popular, a ideia foi pra frente e marcou de vez a carreira do ator.


Careca de saber

O ator e humorista Cuba Gooding Jr. participa do filme como o garoto que está cortando o cabelo na barbearia do Clarence (Murphy). Em uma das cenas mais inesperadas, ele diz ao barbeiro que não tem como pagar pelo corte. Então, o profissional resolve o problema de forma simples e rápida: ele arranca uma lapa de cabelo do garoto bem no meio da cabeça. A cena é hilária, mas, infelizmente para os cabelos de Cuba, acabou sendo retirada do corte final do longa. Ah, essa foi a estreia do ator nos cinemas.


Mesmo elenco

Inclusive, ainda falando da barbearia e dos vários personagens de Murphy, a sequência no estabelecimento economizou bastante com novos atores, mas gastou horrores em maquiagem. Isso porque todos os personagens da barbearia foram interpretados por Eddie Murphy, Arsenio Hall, Clint Smith e o próprio Cuba Gooding Jr.

Assustador

Uma das cenas mais icônicas do filme é quando os dançarinos fazem uma apresentação frenética na cerimônia de escolha de esposas para o príncipe Akeem, o “ritual de côrte”. Porém, um detalhe que pode ter passado despercebido é que os passos de dança nada mais são que a coreografia de Thriller, do Michael Jackson, em velocidade muito acelerada.

Muitos talentos

Perto de 30 minutos de filme, na sequência em que o príncipe Akeem e o Semmi entram na boate, há uma música dançante tocando ao fundo. A canção é I Got It, que é cantada pelo próprio Eddie Murphy.

#ReleaseTheLandisCut

Depois do lançamento e do filme se tornar um sucesso de bilheteria nos anos 80, o diretor do filme, John Landis, em 2015, com o lançamento do blu-ray do longa, tentou convencer a Paramount a deixá-lo lançar como bônus uma versão do diretor, que seria mais curta. Isso porque Landis sentiu que o ritmo ficou muito arrastado, então o diretor queria dar mais dinamismo para a obra. No entanto, a Paramount vetou a ideia justamente porque o filme havia feito muito sucesso e isso poderia causar reações negativas nos fãs.

Superstição

As filmagens do longa aconteceram em Nova York e na Califórnia. As cenas em NY, as principais do filme, ocorreram sem maiores problemas. No entanto, em Los Angeles, a produção quis gravar as cenas da festa na casa do McDowell. O problema é que Eddie Murphy havia visto em um documentário do lendário Orson Welles, que citava uma profecia de Nostradamus, que previa o acontecimento de um terrível terremoto na Califórnia justamente na semana em que as gravações ocorreriam. No final das contas, Murphy não compareceu a essas filmagens, assim como o terremoto, que nunca aconteceu.

Era o que tinha

Durante muito tempo, o título do filme foi “The Quest”, algo como “A Busca”. O título “Coming To América”, algo como “Indo Para a América”, que acabou sendo traduzido no Brasil para “Um Príncipe em Nova York”, foi sugerido no meio da produção e acabou ficando porque a equipe criativa não conseguiu pensar em um nome melhor.

Bigode polêmico

Logo no comecinho do filme, o rei olha para a cara do príncipe Akeem durante o café da manhã de aniversário e fica surpreso que o filho está usando bigode. Essa é uma piada tirada diretamente de Um Tira da Pesada (1984), em que Axel (Ed Murphy) visita a Jenny na galeria de arte em que ela trabalha, causando surpresa na moça justamente por estar usando bigode.

Um Príncipe Em Nova York está disponível no Amazon Prime Video

Crítica | Clarice Falcão é ‘ELEITA’ Governadora do Rio de Janeiro em Série da Prime Video

Outubro é um mês marcado por tensões políticas devido aos dois turnos das eleições nacionais. É quando as pessoas têm as maiores e mais intensas conversas sobre o tema, afinal, os candidatos precisam ser eleitos. Muito por conta desse clima que nos envolve a todos, a Prime Video programou para estrear neste mês sua mais nova série nacional, ‘Eleita’, que já está disponível para os assinantes da plataforma.

Fefê (Clarice Falcão) é uma influencer porra-louca da internet que, numa brincadeira mal calculada, se candidata ao cargo de governador do estado do Rio de Janeiro. O problema é que ela ganha as eleições, e, da noite para o dia, sua vida muda completamente, e Fefê se vê obrigada a abraçar responsabilidades que nunca imaginou um dia ter. Em contraponto, a bancada da oposição religiosa, encabeçada pela deputada Pastora Hosana (Luciana Paes), faz de tudo para se aproximar da governadora para, com isso, descobrir seus pontos fracos e fazê-la desistir do cargo. Felizmente, Fefê conta com o deputado Netinho Júnior (Diogo Vilela) como assessor especial em sua carreira e com sua melhor amiga, Nanda (Bella Camero), para desabafar sobre os percalços do mandato. Porém, quando tudo parece se estabilizar na breve gestão de governadora, Fefê passa a ver a verdadeira índole daqueles que a cerca.

Com sete episódios de cerca de meia hora cada, ‘Eleita’ é uma série de comédia nacional que dialoga diretamente com o que conhecemos da realidade daqui, especialmente com os acontecimentos reais ocorridos no eixo Rio-São Paulo na última década. Esse é o ponto mais inteligente do roteiro: se apropriar dos absurdos do mundo real para torná-los piada dentro do universo da ficção, e o roteiro o faz de maneira muito inteligente, encaixando esses elementos com maestria dentro do contexto da série.

Por outro lado, o todo do enredo de desenvolve de maneira irregular: o primeiro episódio inicia a trama já com a eleição realizada e o plot apresentado, de modo que o espectador perde parte do que seria a construção da jornada da protagonista, deixando a sensação de estar faltando um episódio piloto introdutório à história. Entre idas e vindas no ritmo, ‘Eleita’ vai se tornando engraçada aos poucos, à medida em que o espectador se conecta com o universo de Fefê e passa a rir das ironias e absurdos da personagem, magistralmente composto por uma afiada Clarice Falcão. Qualquer um que minimamente acompanhou o cenário político brasileiro consegue identificar, nas atitudes dos personagens, os absurdos que cercam a gestão do nosso país.

Recuperando a face do humor como uma crítica política, ‘Eleita’ é uma série que faz rir e refletir, especialmente nessa época polarizada que estamos vivendo. Dialoga com seu público-alvo, critica os governantes e, de certo modo, aponta soluções para a nossa realidade – como bem o fazia os atores cômicos da Grécia antiga. Afinal, é de absurdo em absurdo que muitos políticos construíram suas carreiras por aqui, e chega um momento em que é preciso refletir sobre quem anda se elegendo e por quais motivos, e é através do humor que ‘Eleita’, agilmente dirigida por Carolina Jabor, busca entreter seu público.

Está na hora de termos super-heróis abertamente LGBTQ nos cinemas

Sabemos que sempre que o assunto sobre qualquer tipo de representatividade entra em cena, ele vem acompanhado de muitas críticas, muito haterismo e de muita gente falando coisas como “este mundo tá chato demais”, “é muito mimimi”, etc. Mas todo mundo com um pouquinho de empatia e com capacidade para se colocar no lugar do outro pôde perceber o impacto de Pantera Negra com o público negro ou de Mulher-Maravilha e, mais recentemente, Capitã Marvel dentre as mulheres.

Representatividade é muito mais que mimimi. É sobre se ver em cena, sobre poder apreciar através do seu semelhante a sensação de empoderamento e lugar de fala. E nada melhor para tratar de empoderamento do que um filme de super-herói/super-heroína, não é mesmo?

Embora seja notório que ainda há muito a se evoluir na representatividade feminina e afrodescendente nos longas de heróis, há uma comunidade que ainda busca um avanço mais significativo no gênero. Trata-se, é claro, da representação LGBTQ. Nem no Universo Cinematográfico da Marvel, nem no da DC, tivemos a oportunidade de conferir um super-herói gay, bissexual ou trans. E chegou a hora de mudar isso.

É importante destacar que neste contexto, enquanto o cinema ainda tem muito a caminhar, as séries de TV têm brilhado consideravelmente. Especialmente as da DC, exibidas principalmente pela CW (Warner, no Brasil). Arrow, The Flash, Supergirl e Legends of Tomorrow contam não apenas com personagens não-heteronormativos, mas com heróis. Supergirl, inclusive, na atual temporada introduziu uma super-heroína trans, interpretada por uma atriz trans (Nicole Maines). Ainda no chamado Arrowverse, o canal foi atrás de uma atriz lésbica para viver a Batwoman (Ruby Rose). A maioria dos personagens são bem desenvolvidos e o tema é sempre inserido de forma natural. O mesmo acontece nas séries da Marvel, como Agents of S.H.I.E.L.D. e Runaways.

Antes que alguém venha apontar para a monumental distância de qualidade entre as séries-farofa da CW e os universos cinematográficos, o que fica é que o público apaixonado por quadrinhos e super-heróis está sim aberto a lidar com a diversidade em cena, falta apenas um pouco mais de coragem dos estúdios. Nas HQs, por exemplo, os fãs também já se acostumaram com personagens da comunidade LGBTQ. O Flautista (DC) e o Estrela Polar (Marvel) foram marcos de representação lá no início dos anos 90. Lembrando que até 1989, havia uma proibição expressa da CCA (Comics Code Authority) sobre a presença de personagens gays nos quadrinhos dos Estados Unidos.

Já passou da hora de Hollywood investir em heróis gays, trans ou bisexuais. E, aqui, é importante reforçar que a representação precisa ser aberta, clara e transparente. Não dá mais para, em pleno 2019, ficarmos lidando com este tipo de “homosexialidade Dumbledore”. Ou seja, aquela que a autora fala que existe, mas que não é vista em cena em momento algum. Na Marvel, tivemos recentemente o caso da Valkyrie em Thor: Ragnarok. Tessa Thompson chegou a revelar que interpretou a personagem como bissexual, mas nada que sugira isso apareceu na tela no corte final. Uma cena de Valkyrie na cama com outra mulher chegou a ser rodada, mas ficou de fora do filme. Outro longa que cortou uma cena de conotação LGBTQ foi Pantera Negra. Uma sequência que trazia um flerte entre Ayo (Florence Kasumba) e Okoye (Danai Gurira), ambas integrantes da guarda de Wakanda, chegou a ser exibida para a imprensa, mas tampouco sobreviveu ao último corte.

Antenado com o momento, e cheio de dinheiro com os sucessos de Pantera Negra (US$ 1,3 bilhão nas bilheterias mundiais) e Capitã Marvel (US$ 1,1 bilhão e contando), o todo-poderoso da Marvel Studios Kevin Feige, em entrevista recente, revelou que é questão de tempo para um super-herói LGBTQ chegar às telonas. No mesmo sentido, Victoria Alonzo, chefe de produção da Marvel, destacou que “o mundo está pronto” para que isso ocorra, e reforçou: “Todo nosso sucesso é baseado em pessoas que são incrivelmente diferentes. Por que gostaríamos de ser reconhecidos por apenas um tipo de pessoa? Nossa audiência é global, diversa e inclusiva.”

Além da importância de dar voz para uma significativa parte de seus fãs, a Disney/Marvel deve pensar até mesmo no conforto de seu sucesso. Explico: seus filmes têm sido praticamente à prova de crítica e Capitã Marvel está aí para provar que a companhia fez um universo tão consolidado que sobrevive também aos haters espalhados pelo mundo. Um herói LGBTQ renderia ataques, é verdade. Talvez o filme fosse proibido em alguns países ultraconservadores. Mas nada capaz de abalar o estúdio. Diante disso, há quase uma responsabilidade em ousar, em buscar o diferente. Quanto aos haters, eles estarão presentes nas redes, e até mesmo nas salas de cinema. Ou você acha que vão deixar de assistir a Vingadores 5 por causa de Carol Denvers?

Dentre os mais conservadores, há sempre o argumento de que personagens LGBTQs podem influenciar jovens e crianças, o que não faz o menor sentido. Gays, lésbicas, bis e companhia passaram a vida toda assistindo a personagens e relacionamentos héteros no cinema (na TV, nas revistas, na família e na igreja) e isso não fez com que mudassem suas orientações.

A diversidade está presente em nossa sociedade, e cabe ao cinema reproduzir isso. A falta de heróis da comunidade LGBTQ não fará jamais uma pessoa mudar sua sexualidade, mas afetará sim sua sensação de ser representada. Em se tratando de minorias que são constantemente vítimas de violência, preconceito e intolerância, é papel da arte lhes dar lugar de fala. Seja na Marvel, seja na DC, o cinema precisa de um super-herói LGBTQ. E logo.