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15 Filmes imperdíveis para curtir na Mostra de Cinema de São Paulo

Entre estreias aguardadas, produções premiadas e descobertas que prometem marcar o circuito de festivais, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo chega com uma seleção de títulos que traduzem a pluralidade e a vitalidade do cinema contemporâneo.

Do realismo visceral latino-americano à poesia visual asiática, passando por dramas intimistas e experiências radicais de linguagem, reunimos 16 filmes imperdíveis que celebram o poder transformador da arte cinematográfica — e que fazem desta edição uma das mais versáteis e instigantes dos anos recentes.

Novembro

Presos em um banheiro por mais de 27 horas durante a tomada do Palácio da Justiça, guerrilheiros do M-19, juízes e cidadãos civis encaram algo mais violento do que balas: suas próprias convicções — ou o colapso delas. Fora, o caos. Dentro, uma nação à beira do precipício. Exibido no Festival de Toronto.

Atropia

Quando uma aspirante a atriz em um centro de dramatização militar se apaixona por um soldado escalado para interpretar um insurgente, suas emoções não simuladas ameaçam atrapalhar a performance.

Vencedor do prêmio de melhor filme na seção U.S. Dramatic do Festival de Sundance 2025.

Omaha

Após uma tragédia familiar, os irmãos Ella e Charlie são inesperadamente acordados pelo pai e levados em uma jornada pelo país, vivenciando um mundo que nunca tinham visto antes. À medida que a aventura se desenrola, Ella começa a entender que as coisas podem não ser o que parecem. O longa foi exibido no Festival de Sundance 2025.

À Paisana

Na Nova York dos anos 1990, um policial disfarçado recebe a missão de atrair e prender homens gays. No entanto, ele se surpreende ao descobrir uma conexão brilhante com um de seus alvos. À medida que a conexão secreta se aprofunda e a pressão interna para efetuar prisões se intensifica, ele se vê dividido entre o dever e o desejo.

Vencedor do prêmio especial do júri para o elenco do filme na seção U.S. Dramatic do Festival de Sundance.

Quase Deserto

Em uma Detroit pós-pandêmica, dois imigrantes latinos indocumentados se veem envolvidos em um assassinato e, sem querer, resgatam a única testemunha: uma mulher com uma síndrome rara que lhe dá olhos infantis, dificuldades de socialização e uma percepção além do comum – ela enxerga o que ninguém mais vê. Agora, essa tríade improvável protagoniza sua própria aventura, onde redenção, traição e ironia se entrelaçam em meio aos escombros de uma cidade que esconde segredos sujos sob o disfarce de reconstrução.

Eddington

Em maio de 2020, um impasse entre o xerife e o prefeito de uma pequena cidade desencadeia o caos, colocando vizinho contra vizinho em Eddington, no Novo México. Dirigido por Ari Aster, o mesmo responsável pelos aclamados ‘Hereditário’ e ‘Midsommar’, o faroeste criminal traz Pedro Pascal, Joaquin Phoenix e Emma Stone à frente no elenco.

Exibido no Festival de Cannes.

The Choral

Yorkshire, 1916. Os membros masculinos de uma sociedade coral se alistam na Primeira Guerra Mundial, deixando o exigente Dr. Guthrie para recrutar adolescentes. Juntos, eles vivenciam a alegria de cantar enquanto os jovens lutam com o iminente recrutamento.

Exibido no Festival de Toronto.

Sorry, Baby

Algo ruim aconteceu com Agnes. Mas a vida continua — pelo menos para todos ao redor dela.

Mais um aclamado projeto da A24, o longa foi o vencedor do prêmio de melhor roteiro da seção U.S Dramatic do Festival de Sundance 2025. Além disso, o filme também foi exibido na Quinzena dos Cineastas do Festival de Cannes.

Amor, Apocalipse

Adam é um gentil dono de um canil. Hipersensível e à beira da depressão, ele esconde de seu pai, um homem incapaz de demonstrar afeto, os medos existenciais que o consomem, enquanto permite que seu jovem assistente se aproveite de sua bondade. Para aliviar a ecoansiedade, Adam encomenda uma lâmpada solar terapêutica. Em contato com o suporte técnico do fornecedor dessa lâmpada, conhece Tina, uma mulher radiante, cuja voz dissipa suas angústias. Esse encontro inesperado muda tudo: a Terra estremece, corações explodem, e ele se depara com o amor.

Exibido na Quinzena dos Cineastas do Festival de Cannes.

Broken English

Sobrevivente, provocadora e figura verdadeiramente singular, a cantora e compositora Marianne Faithfull passou mais de seis décadas desafiando expectativas, lançando mais de 35 álbuns e se reinventando constantemente. Realizado com sua participação direta, o filme é um retrato sem concessões de uma vida marcada pela fama, pela criatividade e pelo peso constante da observação pública; uma existência fragmentada, mas inquebrável.

A narrativa se desenrola dentro do imaginário Ministério do Não-Esquecimento, uma instituição cinematográfica onde memória e mito se entrelaçam. O elenco conta com Tilda Swinton e George MacKay, além de participações de amigos e colaboradores como Nick Cave & Warren Ellis, Courtney Love e Suki Waterhouse. O resultado é um gesto de resiliência e rebeldia que transcende gêneros cinematográficos — a última declaração de Marianne Faithfull, seu desafiador canto do cisne.

Exibido no Festival de Veneza.

Springsteen: Salve-me do Desconhecido

Baseado no livro de Warren Zanes, acompanhamos a criação do álbum “Nebraska”, de Bruce Springsteen, de 1982, quando ele era um jovem músico à beira do estrelato global, lutando para conciliar as pressões do sucesso com os fantasmas do seu passado. Captado em um gravador de 4 canais no quarto de Springsteen em Nova Jersey, o álbum marcou um momento crucial em sua vida e é considerado uma de suas obras mais importantes — um disco acústico cru e atormentado, povoado por almas perdidas em busca de algo para acreditar.

Exibido no BFI London Film Festival.

Nouvelle Vague

Depois de escrever para os Cahiers du Cinéma, o jovem Godard decide que fazer filmes é a melhor crítica cinematográfica. Ele convence Beauregard a financiar um longa-metragem de baixo orçamento, criando um roteiro com Truffaut sobre um casal de gângsteres.

Esta é a história de Godard filmando “Acossado” (1960), contada no estilo e no espírito com que Godard fez “Acossado”.

Exibido no Festival de Cannes.

No Other Choice

Man-su, especialista em fabricação de papel com 25 anos de experiência, leva uma vida tão plena que pode dizer a si mesmo, com convicção: “Tenho tudo o que preciso”. Ao lado da esposa Miri, dos dois filhos e de seus cães, vive dias felizes, até ser surpreendido pela notícia de que foi demitido. O choque é devastador, mas, ainda assim, Man-su promete a si mesmo que encontrará um novo emprego em três meses pelo bem da família. Porém, a realidade se revela bem mais complicada. Apesar da determinação, ele passa mais de um ano pulando de entrevista em entrevista e se sustentando com um trabalho no comércio.

Em pouco tempo, começa a correr o risco de perder a casa pela qual tanto lutou. No desespero, aparece de surpresa na Moon Paper para entregar seu currículo, mas acaba humilhado pelo gerente de linha Sun-chul. Convencido de que é mais qualificado do que qualquer candidato para trabalhar na empresa, Man-su toma uma decisão drástica: “Se não existe uma vaga para mim, vou ter que criá-la”. Adaptação do livro “O Corte”, de Donald E. Westlake.

Exibido no Festival de Veneza e no Festival de Toronto, onde recebeu o prêmio do público de melhor filme internacional.

Luz

No cintilante néon das ruas de Chongqing, na China, um ex-detento procura desesperadamente sua filha. Enquanto isso, uma galerista de Hong Kong vai até Paris para lidar com a doença de sua madrasta. Essas vidas distintas se cruzam em um mundo de realidade virtual chamado LUZ, onde um animal místico revela de maneira inesperada verdades ocultas, dando início a uma jornada de descobertas e conexões.

Estrelado pela aclamada atriz francesa Isabelle Huppert, o longa teve sua estreia mundial no Festival de Sundance 2025.

Queen Kelly

Fruto de quase 40 anos de trabalho, Queen Kelly é um filme que celebra o cinema mudo em sua mais pura essência. Restaurado pelo arquivista e preservador Dennis Doros, o longa estrelado por Gloria Swanson jamais fora rodado em sua completude e apenas fora finalizado ao chegar em suas mãos.

A trama se passa no imaginário país europeu de Cobourg-Nassau, em algum momento antes da Primeira Guerra Mundial, a cruel rainha Regina V se torna obcecada por seu noivo irresponsável, o príncipe Wolfram. Quando ele conhece Patricia Kelly, uma jovem inocente e provocante que vive em um convento, acaba se apaixonando por ela. Ansioso para vê-la antes do casamento, Wolfram leva Kelly ao palácio. Ao descobrir os dois juntos, a rainha a açoita e a expulsa. Chamada ao leito de morte de sua tia, Kelly fica chocada ao se ver em um bordel. Em seus últimos momentos, a tia implora que a jovem se case com Jan, o rico e sifilítico dono do lugar.

Exibido no Festival de Cannes.

‘X-Men’: Laurence Fishburne, astro de ‘Matrix’, revela desejo de viver Charles Xavier no Reboot

Laurence Fishburne as Henderson in 20th Century Studios' THE AMATEUR. Photo by Jonathan Olley. © 2024 20th Century Studios. All Rights Reserved.

O ator Laurence Fishburne (‘Matrix’) revelou recentemente qual franquia ele gostaria de integrar, manifestando o desejo de fazer parte do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), mais especificamente dos ‘X-Men’.

Segundo o Deadline, Fishburne expressou a vontade de interpretar um mutante, citando Charles Xavier.

“Eu sei que eles estão falando sobre ‘X-Men’ agora”, disse Fishburne. “Neste momento, eu quero uma de duas coisas. A primeira seria: o que vocês acham de Laurence Fishburne como Professor X?”

James McAvoy está empolgado com possível reboot de ‘X-Men’

O presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, já confirmou que o estúdio está desenvolvendo um reboot de ‘X-Men’, com direção de Jake Schreier (‘Thunderbolts’).

O personagem Charles Xavier, líder dos X-Men e conhecido como Professor X, foi interpretado por Patrick Stewart nos filmes anteriores (que retornará em Doomsday), e por James McAvoy, que deu vida a uma versão mais jovem do mutante.

‘Vingadores: Doomsday’: Charlie Cox revela se Demolidor aceitaria entrar para os Novos Vingadores

x-men

O filme tem estreia marcada nos cinemas brasileiros para o dia 17 de dezembro de 2026, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.

Já a sequência, ‘Vingadores: Guerras Secretas’, está programada para chegar às telonas exatamente um ano depois, em 17 de dezembro de 2027.

Evan Peters fala sobre possível RETORNO como Mercúrio em ‘Vingadores: Doomsday’

Além de Robert Downey Jr. como Victor Von Doom/Doutor Destino, o elenco contará com Tom Hiddleston (Loki), Anthony Mackie (Capitão América), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Letitia Wright (Pantera Negra), Wyatt Russell (Agente Americano) Simu Liu (Shang-Chi), Florence Pugh (Yelena Belova), Danny Ramirez (Falcão), Winston Duke (M’Baku), Vanessa Kirby ( Mulher Invisível), Ebon Moss-Bachrach (Coisa), Joseph Quinn (Tocha Humana), Lewis Pullman (Bob), David Harbour (Guardião Vermelho), Hannah John-Kamen (Fantasma), Patrick Stewart (Professor Xavier), Alan Cumming (Noturno), Ian McKellen (Magneto), Rebecca Romijn (Mística), James Marsden (Ciclope), Kelsey Grammer (Fera), Channing Tatum (Gambit), Paul Rudd (Homem-Formiga), Chris Hemsworth (Thor) e Pedro Pascal (Sr. Fantástico).

Jennifer Garner indica possível RETORNO como Elektra em ‘Vingadores: Doomsday’

‘Georgie e Mandy’: Showrunner comenta sobre divórcio inevitável do casal na série derivada

Steve Holland, o showrunner responsável por ‘Georgie e Mandy: Seu Primeiro Casamento’ (Georgie & Mandy’s First Marriage), spin-off de Young Sheldon, falou recentemente sobre o futuro da série, abordando em especial o divórcio do casal.

Durante uma entrevista ao Deadline, Holland destacou que, ao contrário deYoung Sheldon, ele ainda não sabe quando o divórcio de Georgie e Mandy acontecerá.

“Não acho [que seja um problema]. Acho que é bom. Sabemos de algumas coisas que estão no ar. Não é como foi com Young Sheldon. A gente sabia quando o George Sr. morria, era quando o Sheldon tinha 14 anos, antes de ir para o Caltech”, explicou Holland.

O showrunner ressaltou a liberdade criativa que essa incerteza oferece: “Sabemos de algumas coisas que vão acontecer na história do Georgie, mas não sabemos quando. Isso nos dá muita liberdade para explorar o caminho e encontrar uma forma de chegar a esses pontos de um jeito que pareça natural e surpreendente”.

Ele comparou o divórcio iminente a uma ameaça constante na narrativa: “O fato de você saber que vai acontecer é como uma espada pendurada sobre o relacionamento deles. Você não sabe quando, mas sabe que, em algum momento, ela vai cair”.

A série se passa no universo de The Big Bang Theory, na qual o Sheldon adulto revela que Georgie se casou e se divorciou duas vezes. Curiosamente, suas duas ex-esposas mantêm uma relação positiva com Sheldon, a ponto de parabenizá-lo por ganhar o Prêmio Nobel.

No Brasil, a produção está disponível no catálogo do Max.

Estrelada por Montana JordanEmily Osment, a trama acompanha o casal titular conforme cria sua jovem família no Texas e enfrenta os desafios da vida adulta, da paternidade e do casamento.

Chuck Lorre, Steven Molaro e Steve Holland são os responsáveis pelo derivado do universo de ‘The Big Bang Theory‘.

Zach Cregger afirma que derivado de ‘A Hora do Mal’ focado na Tia Gladys “é uma história com vida própria”

Zach Cregger, diretor e responsável pelo sucesso de terror ‘A Hora do Mal’, falou recentemente sobre o filme derivado focado na personagem Tia Gladys (interpretada por Amy Madigan), destacando seu desejo de que o longa tenha uma identidade própria.

Conforme o Deadline, Cregger admitiu ter refletido se a revelação da origem da vilã poderia tirar parte da mística do filme original.

“Isso passou pela minha cabeça. Mas acho que a história da Gladys é tão interessante que vai soar completamente separada, é uma história com vida própria. E não acho que isso vá diminuir A Hora do Mal”, afirmou Cregger.

Possível pré-sequência de ‘A Hora do Mal’ deve explorar origem de personagem misteriosa

Diante da reação extremamente positiva dos fãs à personagem de Tia Gladys, Cregger comentou o entusiasmo:

“Tem sido o maior prazer da minha vida ver a Amy [Madigan] nesse papel e tudo o que isso tem gerado. Só posso torcer para que existam muitas ‘Gladyses de Halloween’ por aí”, concluiu.

Relembre o trailer e siga o CinePOP no YouTube:

Crítica | ‘A Hora do Mal’ finca os dentes em uma poderosa e arrepiante narrativa

Josh Brolin (‘Sicario: Terra de Ninguém’) estrela a produção – substituindo o ator Pedro Pascal (‘The Last of Us’), que teve que abandonar o projeto por causa de conflitos em sua agenda.

O elenco ainda conta com Renate Reinsve (‘A Pior Pessoa do Mundo’), Alden Ehrenreich (‘O Urso do Pó Branco’), Julia Garner (‘Inventando Anna’), Benedict Wong (‘Doutor Estranho’), Amy Madigan (‘Espíritos Obscuros’), Austin Abrams (‘Euphoria’) e Cary Christopher (‘Days of Our Lives’).

10 CURIOSOS FILMES para um sábado de reflexões!

Sabadão chegando, e nada melhor do que ligar a televisão e assistir a um filme que vai fazer você pensar sobre a vida. Para você que está zapeando pelos streamings à procura de alguma obra interessante, seguem abaixo algumas sugestões:

 

O Truque da Galinha (Reserva Imovision)

Na curiosa trama, acompanhamos uma família de origem humilde que está prestes a comemorar mais um aniversário de um dos seus membros. Durante a festividade, um mágico vai se apresentar e acaba transformando o pai em uma galinha. A partir desse inesperado acontecimento, a mãe, que sempre se dedicou ao marido e a criação das crianças, precisará tomar decisões importantes sem esquecer de pelo menos tentar encontrar soluções para ter seu marido de volta.

 

Greice (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Buscando ampliar suas reflexões através de contextos que envolvem um passado sem deixar de tocar em pontos que ligam a atualidade entre dois países, o longa-metragem Greice é um projeto que deixa suas marcas através de uma narrativa divertida e segura que nos leva até uma carismática protagonista, amiga das circunstâncias.

 

Veja como eles Correm (Disney Plus)

Na trama, primeiro longa-metragem da carreira do cineasta britânico Tom George, ambientada em uma Londres dos anos 1950, conhecemos os bastidores da peça A Ratoeira, da famosa escritora britânica Agatha Christie. Após uma comemoração de artistas e produtores pela centésima apresentação, Leo (Adrien Brody) é encontrado morto. A partir desse crime, entram em cena o Inspetor Stoppard (Sam Rockwell) e a jovem policial Stalker (Saoirse Ronan), que se jogam em uma série de entrevistas para a resolução do assassinato.

 

Não se Preocupe, querida (HBO MAX)

Alice (Florence Pugh) vive em um bairro repleto de harmonia, onde a felicidade parece reinar 24 horas por dia. Seu marido Jack (Harry Styles) é um engenheiro que trabalha em um lugar misterioso. Certo dia, ela começa a ter algumas alucinações, começando a olhar ao seu redor de outras formas – achando brechas nessa vida perfeita. Assim, a protagonista embarca em uma jornada de descobertas que vão muito além do que imaginava.

 

Gêmeo Maligno (Telecine)

O casal Rachel (Teresa Palmer) e Anthony (Steven Cree), após uma trágico acidente de carro, perdem um dos filhos gêmeos e resolvem se mudar para Finlândia. Anthony é escritor e conhece mais a região do que a esposa. No início, buscam se ambientar com tradições locais em uma região que insiste em falar a língua local, mesmo sabendo o inglês. Não conseguindo se adaptar, o cotidiano de Rachel é repleto de sonhos estranhos. A desconfiança em relação a tudo e a todos começa a ser algo presente.

 

O Peso do Talento (Telecine)

Na trama, conhecemos o ator Nicolas Cage (Nicolas Cage) em fase conturbada na carreira e cheio de conflitos com sua ex-esposa Olivia (Sharon Horgan) e sua filha já adolescente. Sem conseguir um trabalho decente junto ao seu agente Fink (Neil Patrick Harris), acaba aceitando a inusitada proposta de passar uns dias na casa de um fã milionário, Javi (Pedro Pascal). Assim, acaba se metendo em uma enorme confusão quando uma investigação precisará da ajuda do protagonista. Hilário do início ao fim, esse projeto é uma divertida aventura, cheia de caras e bocas, de um personagem único do cinema.

 

Nove Dias (Tem para aluguel em algumas plataformas)

Will (Winston Duke) vive em uma casa longe de tudo e todos passando seus dias acompanhando, por meio de algumas televisões, a vida de algumas pessoas que vamos saber mais tarde que já estiveram perto dele. Até que uma dessas pessoas morre em um acidente, deixando uma vaga para uma nova vida na Terra. Assim, ao longo dos nove dias seguintes, almas não nascidas começam a bater em sua porta para uma espécie de processo de seleção, e por essa mesma seleção, é onde chega Emma (Zazie Beetz), um alguém que o fará refletir sobre a própria vida.

 

A Mão de Deus (Netflix)

Escrito e dirigido pelo ótimo cineasta italiano Paolo Sorrentino, A Mão de Deus, produção da Netflix, aborda o luto, a perda, as escolhas, aqueles momentos onde nossas vidas dão uma virada e algumas coisas esquecidas em nosso imaginário acabam se tornando peças chaves em um mundo voltado à realidade.

 

Três Estranhos Idênticos (Netflix)

Por meio de memórias, documentos e depoimentos, vamos acompanhando a surpresa de três irmãos gêmeos adotados por lares diferentes que não sabiam da existência um do outro. Ao longo do tempo acabam enfrentando uma jornada ainda mais profunda e surpreendente para saber o que aconteceu.

 

O Diário de um Maquinista (Prime Video)

Ilija (Lazar Ristovski) é um homem já beirando a melhor idade, vindo de uma família de maquinistas, profissão que segue desde que se conhece por gente. Sempre ao lado de seu cachorrinho Rocco, pilota Locomotivas pelas estradas da Sérvia. Certo dia, acaba salvando a vida de Sima (Petar Korac), um jovem deixado na porta de um orfanato. O tempo passa e logo viram pai e filho. Mais velho, o segundo insiste em ser maquinista, mas Ilija não quer isso para o filho. Assim, embarcam em uma jornada de teimosia rumo a um objetivo incerto.

Ator de ‘9-1-1’ perde processo contra Disney após ser demitido por não tomar vacina

O ator Rockmond Dunbar, que processou a produtora da série 9-1-1, teve uma atualização em seu caso judicial. Dunbar alegava ter sido demitido da produção devido à sua convicção religiosa que se opunha à vacina contra a COVID-19.

Segundo a Variety, o júri de oito membros decidiu por unanimidade a favor da 20th Television, empresa pertencente à Disney. Ao ouvir o veredicto, Dunbar reagiu visivelmente abalado.

“Meu Deus! Meu Deus! Meu Deus!”, gritou o ator, antes de se virar para a esposa e os filhos, que o acompanhavam na galeria. “Sinto muito. Sinto muito. Vamos ficar bem”.

Chris O’Donnell enfrenta TORNADO gigante no trailer de ‘9-1-1: Nashville’, spin-off de ‘9-1-1’

Em 2022, Dunbar processou a 20th Television, alegando que a produção não respeitou sua crença religiosa ligada aos princípios da Congregation of Universal Wisdom, que se opõe a vacinas e outras intervenções médicas.

O personagem de Dunbar, Michael Grant, foi retirado da série em 2021, após a produtora impor a obrigatoriedade de vacinação para atores e membros da equipe nos estúdios.

Oi? Angela Bassett é enviada para o ESPAÇO no trailer da 9ª temporada de ‘9-1-1’; Confira!

Durante os quatro dias de julgamento, realizados em Los Angeles, o ator testemunhou sobre sua crença de que a vacina contra a COVID-19 é prejudicial e contrária aos ensinamentos de Deus.

“O homem criou a vacina da COVID-19 para te separar de Deus”, declarou Dunbar. “Esta é uma guerra espiritual. Uma guerra do mal contra o bem. Eu fiquei do lado do bem. Do lado de Deus. Fiquei nos ombros de Deus”.

No entanto, os advogados da Disney, liderados por Maria Rodriguez, do escritório McDermott Will & Schulte, contestaram a credibilidade da crença de Dunbar. A defesa destacou que o ator faz uso regular de testosterona sintética e anastrozol, substâncias consideradas “sacrilégios” pelo líder da própria congregação mencionada por Dunbar.

Em seu depoimento, o ator admitiu: “Não sou perfeito”. Rodriguez, em sua argumentação final, exibiu uma lista com 37 medicamentos que Dunbar já havia utilizado: “Isso está muito longe de ser perfeito. Nem chega perto”.

‘9-1-1’: Atores são promovidos ao elenco regular na 9ª temporada

Dunbar revelou que ganhava US$ 100 mil por episódio, mesmo naqueles em que seu personagem não aparecia. “Era o trabalho dos sonhos. Foi como ganhar na loteria”.

Desde sua demissão, ele alegou estar enfrentando dificuldades para encontrar trabalho. “Estou afundado. Gastei toda a minha aposentadoria. Essa situação me levou a um buraco financeiro do qual nunca conseguirei sair”.

Apesar do revés financeiro, o ator manteve a firmeza de sua decisão: “Podem levar meus carros, meu dinheiro, não me importo. O que importa é sair daqui com a alma intacta. Este foi meu teste espiritual, e eu passei”.

‘9-1-1’: Oliver Stark fala sobre o futuro de Buck na nova temporada

Sobre o veredito, em nota oficial, a 20th Television declarou: “Estamos satisfeitos com o veredicto de hoje, que confirma que a 20th Television agiu de forma justa e legal com o Sr. Dunbar”.

Ao ser abordado fora do tribunal, o ator manteve sua convicção: “Deus ainda venceu hoje”.

O próximo ciclo chegará ao serviço de streaming no dia 16 de janeiro de 2026.

A nona temporada promete novas histórias extraordinárias, incluindo um homem sendo engolido por uma baleia, uma catástrofe meteórica e até mesmo uma inesperada aventura espacial.

Confira o trailer e siga o CinePOP no Youtube:

A série foi criada por Ryan Murphy, Brad Falchuk e Tim Minear.

A trama explora as vidas de policiais, paramédicos e bombeiros que precisam enfrentar as situações mais assustadoras e chocantes, enquanto respondem a chamados de emergência, e devem equilibrar o trabalho de salvar os mais vulneráveis e resolver os problemas em suas próprias vidas.

O elenco conta com Angela Bassett, Peter Krause, Jennifer Love Hewitt, Oliver Stark, Aisha Hinds, Kenneth Choi, Ryan Guzman, Corinne Massiah e Gavin McHugh.

Dica do fim de semana | Novidades do terror para conferir no HBO Max

Quando o assunto é filme de terror, nenhuma outra plataforma de streaming investiu tanto nas novidades do que o HBO Max. Dos maiores sucessos do ano, praticamente todos estão lá.

Por isso, o CinePOP separou essas cinco novidades e colocou um extra, que não é desse ano, mas acabou de entrar no catálogo do streaming e vale a pena ser assistido. Confira!

A Substância

a substância

Uma estrela da televisão americana (Demi Moore) é descartada por supostamente estar “velha demais para a TV”. Sentindo-se inútil e mal consigo, ela topa fazer parte de um misterioso experimento de laboratório que permitiria a ela viver sua “melhor versão” novamente. Então, uma versão mais jovem sua (Margaret Qualley) nasce de sua coluna. No entanto, enquanto uma vive, a outra fica desmaiada. Agora, suas duas versões vivem um embate de quem deve assumir o controle. É um Body Horror muito eficiente, que rodou o mundo colecionando prêmios em 2024, conquistando várias indicações ao Oscar.

Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado

Recém-saído dos cinemas, Eu Sei o Que Vocês Fizeram No Verão Passado é o quarto capítulo da saga clássica dos anos 90. Na trama, 27 anos após os eventos do segundo filme, um acidente de carro é encoberto pelas autoridades locais. Um ano depois, os envolvidos no acidente retornam para a cidade, onde recebem um bilhete dizendo que ele alguém sabia o que eles fizeram no verão passado. Sim, um novo assassino com gancho na mão surge na cidade, fazendo com que esse novo grupo busque ajuda dos sobreviventes do filme original.

Premonição 6: Laços de Sangue

Grande sucesso comercial do ano e maior bilheteria da saga icônica dos anos 2000, Premonição 6 mostra a origem da perseguição da morte aos pobres coitados que tentam apenas levar a vida após evitarem acidentes terríveis. Desta vez, porém, é revelado que a morte está indo atrás dos membros de uma família em específico, cuja matriarca evitou uma tragédia sem precedentes nos anos 60. Agora, seus descendentes, que não deveriam existir, vão morrer um por um – daquela forma sádica que só a morte dessa franquia sabe fazer.

Extermínio: A Evolução

Sucesso do primeiro semestre de 2025, Extermínio: A Evolução enfim chegou ao streaming. Terceiro capítulo da saga iniciada em 2002, esse thriller foi filmado com iPhones 15 Pro Max, o que dá a ele um visual bem específico. A trama segue acompanhando a Terra infectada pelo vírus que transformou a população mundial em zumbis. Quase 30 anos após o vazamento dessa ‘Raiva’ para humanos, os humanos não infectados sobrevivem sob uma forte quarentena em ilhas. Na história, após um dos sobreviventes fugir desta ilha de quarentena rumo ao continente, um grupo de humanos vai atrás dele e acabam descobrindo como é a vida dos infectados.

Pecadores

Pecadores aposta na dobradinha de sucesso de Ryan Coogler e Michael B. Jordan para fazer um dos grandes fenômenos do terror de 2025. Ambientado no velho oeste, o longa acompanha as desventuras de gêmeos (Michael B. Jordan) que voltam para o lar após um período de assaltos pelo país. Por lá, eles planejam abrir um bar só para pessoas negras. Porém, a habilidade ancestral da música do primo deles acaba chamando a atenção de vampiros demoníacos, que vão fazer de tudo para tentarem entrar no recinto e massacrar todos lá dentro. Dono de uma trilha musical original espetacular, o longa conquistou o coração dos fãs e pode aparecer até mesmo dentre os indicados ao Oscar na próxima temporada de premiações.

Barbarian

Antes de conquistar público e crítica com A Hora do Mal (2025), Zach Cregger já havia lançado um longa muito interessante em 2022, que acabou de chegar ao catálogo do HBO Max. Em Barbarian, uma jovem vai até um bairro decadente de Detroit para uma entrevista de emprego. Porém, devido a um erro do aplicativo, ela acaba indo para uma casa que já estava alugada. Apesar de sua intuição mandá-la ir embora, ela decide passar a noite lá. No dia seguinte, porém, ela vai descobrir que há coisas muito mais sombrias no lugar do que um rapaz desconhecido.

Crítica | ‘Caramelo’ emociona em uma viagem afetiva pela brasilidade

“Há encontros que têm o poder de mudar a vida da gente”

Há cerca de um ano, quando a Netflix anunciou que lançaria um filme sobre um vira-latas caramelo, houve quem torcesse o nariz, mas também despertou um interesse. Afinal, anualmente, o cinema americano lança uma porção de produções estreladas por cachorros – geralmente todas iguais –, então por que o Brasil, o país que mais tem pais de pet por metro quadrado no mundo, não poderia lançar sua própria versão dessas histórias?

E o resultado dessa empreitada é Caramelo, um filme que trabalha de forma calorosa sua brasilidade para contar uma história emocionante sobre uma amizade capaz de mudar vidas. A trama começa de uma forma tão orgânica que fica impossível não se render aos personagens nos primeiros 15 minutos de filme. Um cachorrinho vira-latas é abandonado ainda filhote. Nas ruas, ele aprende a se virar e a sobreviver com muita malandragem, até que seu caminho cruza com o de Pedro, um aspirante a chef de cozinha que sonha com a oportunidade de ascender no restaurante em que trabalha.

Divulgação/ Netflix © 2025

De formas que somente a vida pode explicar, esse encontro inesperado se desenvolve em uma amizade para toda a vida, com o simpático doguinho atuando nos pequenos detalhes para ajudar o amigo, que mesmo sem falar “cachorrês”, compreende as respostas e ações do bichinho com uma sensibilidade muito interessante de se ver.

Então, como num golpe de sorte, as coisas começam a dar certo no trabalho de Pedro, que passa a viver seu sonho. Porém, na mesma velocidade que as coisas boas surgem, uma notícia devastadora toma conta da vida do rapaz, que descobre ter um câncer no cérebro e passa a sofrer com os efeitos de um tratamento agressivo, enquanto tenta manter segredo de seus amigos e família. Só que é aquilo, não dá para esconder do mascote, que passa a movimentar a vida do jovem, trazendo alegria nos detalhes e despertando sentimentos que ele não acreditava que seria mais capaz de sentir.

Divulgação /Netflix © 2025

O grande mérito desse filme é justamente saber como trabalhar a brasilidade de forma orgânica. Quando anunciaram o projeto, havia um temor de que fosse apenas mais um filme fazendo piadas batidas sobre “vira-lata caramelo”, “tomar um litrão”, “pagar boletos” e afins. Era um medo de estereótipos extremamente batidos do que é ser jovem no Brasil. Mas a forma como o diretor Diego Freitas trabalha o cotidiano tipicamente brasileiro é tão natural que fica impossível não se encantar. Os cenários são facilmente identificáveis, as ambientações de apartamentos, casas e lojas são muito críveis, a iluminação é aconchegante. E como a trama gira em torno da gastronomia, existe um trabalho espetacular de construir e retratar afeto de uma forma que liga um povo a suas raízes. É um filme perfeito para quem, por exemplo, não está mais morando no país. Ele é capaz de despertar um sentimento de saudade sem fazer esforço.

ADOTE UM CÃO! Netflix lança campanha de adoção de cães inspirada no filme ‘Caramelo’

As relações entre os personagens são muito críveis, por mais duras que sejam as situações em que elas nascem. E mesmo nos momentos de maior previsibilidade, é tudo tão bem construído que te toca no fundo da alma. Em especial, vale destacar as interações de Rafa Vitti (Pedro) com o cachorrinho Amendoim, que interpreta o Caramelo, mas principalmente as interações entre o ator (humano) e a mãe, vivida por Kelzy Ecard. É um trabalho tão afetivo que convence ao primeiro contato que eles são mãe e filho. É uma relação belíssima construída em poucas, mas significativas cenas.

Divulgação /Netflix © 2025

Em um cenário tão batido de filmes de cachorro, Caramelo consegue construir uma história tipicamente brasileira, que aborda os altos e baixos da vida cotidiana de milhões de brasileiros por aí. Nada mais “a gente” que ter um sonho interrompido por notícias ruins e ainda assim encontrar forças para seguir na luta e tentar superá-las. Nada mais “a gente” que ficar encantado por um cachorrinho endemoniado que ninguém entende como você aguenta, mas ainda assim nutrir um amor inexplicável por aquela bolinha de pelos. Nada mais “a gente” que saber que existem motivos para sorrir mesmo quando a vida não ajuda. É uma jornada emocionante, divertida e acima de tudo, é nossa. Um filmaço brasileiro que se orgulha das próprias raízes e exalta seu povo com muita simpatia, resiliência e beleza.

Divulgação /Netflix © 2025

Caramelo está disponível na Netflix.

Adeus a Hawkins? Irmãos Duffer revelam que derivado de ‘Stranger Things’ será “como uma folha em branco”

max stranger things
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Matt e Ross Duffer, criadores do fenômeno da Netflix,Stranger Things, falaram recentemente sobre o encerramento da série e o lançamento de seus derivados. Eles destacaram que a decisão foi tomada para garantir que “não quisessem deixar nenhuma grande trama ou arco de personagem inacabado”.

“Fizemos absolutamente tudo o que ainda queríamos fazer com os Demogorgons, o Devorador de Mentes, o Vecna, o Mundo Invertido, Hawkins e esses personagens”, disse Matt Duffer à Variety. “É uma história completa. Está encerrada”.

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Os irmãos também explicaram que, para os projetos derivados, eles não esperam explorar uma narrativa mais ampla dentro do mesmo universo, como fazem as séries de ‘Star Wars’.

“É algo muito diferente de Star Wars”, disse Matt. “Não funciona assim”.

Sobre este e possíveis futuros spin-offs, Ross comentou: “Eles vão existir em um mundo um pouco diferente. Vai haver algum tipo de ligação, mas é quase como uma antologia. Porque não somos Star Wars. Não dá para dizer: ‘Agora estamos neste planeta'”.

Matt complementou, explicando a limitação desse tipo de expansão: “Você fica muito limitado. E isso começa a ser frustrante do ponto de vista narrativo”.

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Os Duffer desenvolveram o projeto derivado enquanto trabalhavam na quinta e última temporada, e o processo tem sido “muito divertido”, de acordo com Matt: “Estamos começando com novos personagens, é como uma folha em branco. Não estamos presos a nós mesmos. É algo refrescante”.

Ele continuou, enfatizando o objetivo criativo: “A ideia é não fazer só por fazer. E a Netflix tem sido surpreendentemente paciente, embora agora eu sinta essa paciência começando a se esgotar um pouco com o fim da série se aproximando. Mas eles estão compreendendo”.

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Vale lembrar que o ciclo final será dividido em três volumes: o primeiro será lançado no dia 26 de novembro; o segundo, no dia 25 de dezembro; e o capítulo final chegará à plataforma no dia 31 de dezembro.

Os novos episódios se passam no outono de 1987. Hawkins segue abalada pela abertura dos portais, e nossos heróis se unem pelo mesmo objetivo: encontrar e matar Vecna (Jamie Campbell Bower). Mas ele desapareceu e ninguém sabe seu paradeiro. Para complicar tudo, o governo colocou a cidade sob quarentena militar e intensificou a caça à Onze (Millie Bobby Brown), que precisou se esconder novamente. Conforme o aniversário do desaparecimento de Will (Noah Schnapp) se aproxima, uma ameaça familiar volta à tona. A batalha final se aproxima e, com ela, uma escuridão ainda mais poderosa e mortal. Para acabar com esse pesadelo, todo o grupo precisará se unir de novo pela última vez.

O elenco estelar conta com Millie Wolfhard, Millie Bobby Brown, Noah Schnapp, Caleb McLaughlin, Gaten MatarazzoSadie Sink, Joe Keery, Maya Hawke, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Jamie Campbell Bower, Brett Gelman, David Harbour e Winona Ryder.

Channing Tatum se machuca em cena pelado de ‘O Bom Bandido’: “Tenho até hoje a cicatriz”

O ator Channing Tatum, que interpreta o fugitivo Jeffrey Manchester no longaO Bom Bandido’, filme baseado em uma história real, compartilhou recentemente os bastidores de uma cena de nudez particularmente caótica.

Jeffrey Manchester (Channing Tatum), conhecido como o “Ladrão do Telhado”, é flagrado pelo gerente da Toys ‘R’ Us, Mitch (vivido por Peter Dinklage), enquanto tomava banho. Completamente nu, o invasor é forçado a fugir pela loja, tropeçando em objetos antes de escalar uma parede para escapar.

“Não foi nada agradável, porque eu estava pelado, então não podia usar proteção nem nada”, disse Tatum, conforme noticiado pelo Deadline. “Estava molhado e ensaboado, e a cena foi simplesmente uma bagunça”.

O ator relembrou o momento em que se feriu: “Eu realmente me machuquei ao pular na grade de bicicletas, e depois tive que fazer aquele salto engraçado para meu esconderijo. Não consegui passar direto pela borda do esconderijo e ralei minha [perna]. Ainda tenho uma cicatriz disso na perna, e tivemos que colar e continuar filmando”.

Tatum também comentou sobre a dificuldade de filmar a cena sem expor demais: “Acho que a coisa mais memorável foi olhar para o Derek [Cianfrance, o diretor] e perguntar: ‘Como vamos filmar isso? Porque de qualquer ângulo, vai aparecer alguma coisa.’ E ele disse: ‘Sim, vamos descobrir.’ E eu fiquei tipo: ‘O que significa vamos descobrir? Porque você está logo atrás de mim enquanto pulo na parada. Vai estar bem na linha de visão'”.

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Curiosamente, a cena marcou o primeiro encontro de Tatum com o colega de elenco, Peter Dinklage. O ator relembrou essa introdução inusitada: “Eu disse: ‘Olá, Sr. Dinklage. Eu sou o Channing. Vamos ter uma experiência hoje.’ Mas ele é um cara sensacional. É uma lenda. Uma verdadeira lenda. E ele está incrível nesse filme, aliás… Ele simplesmente tornou tudo mais fácil, engraçado e divertido”.

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O longa será lançado nos cinemas nacionais no dia 16 de outubro.

Derek Cianfrance (‘Namorados Para Sempre’) é responsável pela direção.

Baseada na história real de Jeffrey Manchester, a trama acompanha um pai em dificuldades que se dedica a roubar restaurantes McDonald’s abrindo buracos nos telhados, o que lhe rendeu o apelido de ‘Roofman’ (Homem do Telhado). Após escapar da prisão, ele vive secretamente dentro de uma loja de brinquedos por seis meses, sobrevivendo sem ser notado enquanto planeja seu próximo passo. Mas quando se apaixona por Leigh, uma mãe divorciada atraída por seu charme inegável, sua vida dupla começa a se desfazer, desencadeando um jogo de gato e rato envolvente e cheio de suspense, à medida que seu passado se aproxima.

O elenco ainda conta com Kirsten DunstPeter Dinklage, Juno Temple, LaKeith Stanfield e Ben Mendelsohn.

‘Grey’s Anatomy’: Atriz se despede da série após reviravolta emocionante [SPOILER]

[AVISO DE SPOILER]

A 22ª temporada de ‘Grey’s Anatomy’ começou mantendo a tradição da série e matando mais uma personagem; dessa vez, a vítima foi a Dra. Monica Beltran (Natalie Morales).

Agora, conforme o Deadline, a atriz usou as redes sociais para agradecer por ter participado da série. “Tive sorte de estar nesse rodízio”, disse ela.

“Monica, do começo ao fim, me sinto muito sortuda por ter feito parte, mesmo que pequena, deste programa lendário e por ter sido recebida de braços abertos por esse elenco, equipe e fandom gigantesco”, escreveu ela na legenda de uma publicação no Instagram. “Adorei interpretar uma cirurgiã pediátrica que se importava profundamente com seus pacientes até seu último suspiro. Obrigada a todos”.

Morales acrescentou: “Tenho mais fotos com membros incríveis da equipe que eu amo muito, mas literalmente pareço morta nelas, então vou guardar essas para mim. Shaonda Ps: Shonda Rhimes, você pode, por favor, me mandar meu estetoscópio? Estou com saudades”.

A 22ª temporada de ‘Grey’s Anatomy’ estreou este mês na ABC, revelando que a Dra. Beltran foi a personagem que morreu na explosão no hospital Grey Sloan, que aconteceu no final da 21ª temporada.

“Tive muita sorte de fazer parte dessa série e sou muito grata por isso”, disse ela. “Acho que o fandom da série foi muito gentil e receptivo comigo, e acredito que essas pessoas que me acolheram vão ficar chateadas. Me desculpem por isso”.

“Mas também acho que a Meg [Marinis] é uma roteirista e showrunner incrivelmente talentosa, e vou dizer: uma das melhores pessoas com quem já trabalhei, de verdade. Ela foi tão gentil e tão competente o tempo todo, que quando me contou o plano, eu pensei: ‘Ok, isso faz sentido. Entendo o motivo, e tem lógica pra mim.’ Apesar de ficar triste, realmente funciona para a história”, concluiu Morales.

‘Grey’s Anatomy’: Atriz do elenco principal deixa a série temporariamente

A 22ª temporada de ‘Grey’s Anatomy’ estreou neste mês na ABC, revelando a identidade do personagem que morreu na explosão ocorrida no Grey Sloan no final da 21ª temporada.

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O próximo ciclo estreará oficialmente no dia 9 de outubro.

‘Grey’s Anatomy’ está disponível no Disney+.

Prêmio Bibi Ferreira 2025 | ‘Hairspray’, Débora Falabella e mais na lista de VENCEDORES da premiação

Foram revelados os vencedores ao Prêmio Bibi Ferreira 2025, a maior premiação focada no cenário teatral do Brasil.

A cerimônia ocorreu no último dia 15 de outubro, no Teatro Santander, em São Paulo.

Confira:

MELHOR MUSICAL ESTRANGEIRO
“Hairspray” (VENCEDOR)
“Meninas Malvadas”
“Uma Babá Quase Perfeita – O Musical”
“Uma Coisa Engraçada Aconteceu a Caminho do Fórum”

MELHOR MUSICAL BRASILEIRO
“Clara Nunes – A Tal Guerreira” (VENCEDOR)
“João – O Musical”
“Ray – Você Não Me Conhece”
“Vital – O Musical dos Paralamas”

MELHOR PEÇA DE TEATRO
“A Última Entrevista”
“Hedda Glaber” (VENCEDORA)
“O Céu da Língua”
“Prima Facie”
“Senhora dos Afogados”

MELHOR ATRIZ EM MUSICAIS
Anna Akisue (“Meninas Malvadas”)
Laura Castro (“Meninas Malvadas”) (VENCEDORA)
Letícia Soares (“Ray – Você Não Me Conhece”)
Marina Mathey (“João – O Musical”)
Vania Canto (“Hairspray”)

MELHOR ATRIZ EM PEÇA DE TEATRO
Débora Falabella (“Prima Facie”) (VENCEDORA)
Drica Moraes (“Férias”)
Karen Coelho (“Hedda Glaber”)
Paula Cohen (“Finlândia”)
Renata Sorrah (“Ao Vivo [Dentro da Cabeça de Alguém]”)

MELHOR ATOR EM MUSICAIS
Alan Rocha (“Martinho Coração de Rei, O Musical”)
Cesar Mello (“Ray – Você Não Me Conhece”) (VENCEDOR)
Eduardo Sterblitch (“Uma Babá Quase Perfeita”)
Rodrigo Salva (“Vital – O Musical do Paralamas”)
Tiago Abravanel (“Hairspray”)

MELHOR ATOR EM PEÇA DE TEATRO
Caco Ciocler (“A Mulher da Van”)
Gregório Duvivier (“O Céu da Língua”) (VENCEDOR)
Mateus Solano (“O Figurante”)
Othon Bastos (“Não Me Entrego, Não!”)
Thiago Lacerda (“A Peste”)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM MUSICAIS
Aline Cunha (“Hairspray”)
Aline Serra (“Meninas Malvadas”)
Carol Costa (“Clara Nunes – A Tal Guerreira”) (VENCEDORA)
Liane Maya (“Hairspray”)
Roberta Ribeiro (“Ray – Você Não Me Conhece”)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM PEÇA DE TEATRO
Barbara Arakaki (“Ao Vivo [Dentro da Cabeça de Alguém]”)
Chris Couto (“Hedda Glaber”)
Cristina Mutarelli (“Senhora dos Afogados”)
Noemi Marinho (“A Mulher da Van”)
Regina Braga (“Senhora dos Afogados”) (VENCEDORA)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM MUSICAIS
Abrahão Costa (“Ray – Você Não Me Conhece”) (VENCEDOR)
Diego Becker (“Uma Babá Quase Perfeita”)
Ivan Parente (“Uma Coisa Engraçada Aconteceu a Caminho do Fórum”)
Lindsay Paulino (“Hairspray”)
Otavio Mueller (“Tom Jobim – O Musical”)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM PEÇA DE TEATRO
Babu Santana (“Irmãos Karamazov”) (VENCEDOR)
Duda Mamberti (“A Mulher da Van”)
Rafael Bacelar (“Ao Vivo [Dentro da Cabeça de Alguém]”)
Rodrigo Bolzan (“Ao Vivo [Dentro da Cabeça de Alguém]”)
Sergio Mastropasqua (“Hedda Glaber”)

REVELAÇÃO EM MUSICAIS
Bhenner (“Rio Uphill – O Musical”)
Caio Nery (“República Lee – Um Musical ao Som de Rita Lee”) (VENCEDOR)
Caio Santos & Victor Morais (“Ray – Você Não Me Conhece”)
Emmy Oliveira (“Hairspray”)
Gabriel Brenner (“Meninas Malvadas”)

MELHOR DIREÇÃO EM MUSICAL
Antônia Prado, Tiago Abravanel & Tinno Zani (“Hairspray”)
Jorge Farjalla (“Clara Nunes – A Tal Guerreira”) (VENCEDOR)
Kleber Montanheiro (“João – O Musical”)
Mariano Detry (“Meninas Malvadas”)
Rodrigo Portella (“Ray – Você Não Me Conhece”)

MELHOR DIREÇÃO MUSICAL EM MUSICAIS
Claudia Elizeu & Muato (“Ray – Você Não Me Conhece”)
Daniel Rocha (“Vital – O Musical do Paralamas”)
Fernanda Maia (“Clara Nunes – A Tal Guerreira”)
Jorge de Godoy (“Meninas Malvadas”) (VENCEDOR)
Thiago Gimenes (“Tom Jobim – O Musical”)

MELHOR DIREÇÃO EM PEÇA DE TEATRO
Bruno Guida (“A Última Entrevista”)
Clara Carvalho (“Hedda Glaber”)
Luciana Paes (“O Céu da Lágrima”)
Monique Gardenberg (“Senhora dos Afogados”)
Yara de Novaes (“Prima Facie”) (VENCEDORA)

MELHOR COREOGRAFIA EM MUSICAIS
Barbara Guerra (“Elvis – A Musical Revolution”)
Danilo Santana (“Meninas Malvadas”)
Gabriel Malo (“Clara Nunes – A Tal Guerreira”)
Gabriel Malo & Nyandra Fernandes (“Rio Uphill – O Musical”)
Tiago Dias (“Hairspray”) (VENCEDOR)

MELHOR DRAMATURGIA ORIGINAL EM MUSICAIS
André Magalhães & Jorge Farjalla (“Clara Nunes – A Tal Guerreira”)
Davi Novaes (“Dom Casmurro – O Musical”) (VENCEDOR)
Elísio Lopes Jr., Fábio Espírito Santo & Aldri Anunciação (“Torto Arado – O Musical”)

MELHOR DRAMATURGIA ORIGINAL EM PEÇA DE TEATRO
Gregório Duvivier & Luciana Paes (“O Céu da Língua”)
Isabel Teixeira, Mateus Solano & Miguel Thité (“O Figurante”)
Jô Bilac (“Férias”)
Michele Ferreira (“A Última Entrevista”) (VENCEDORA)

MELHOR LETRA & MÚSICA EM MUSICAIS
Guilherme Gila (“Dom Casmurro – O Musical”)
Jarbas Bittencourt (“Torto Arado – O Musical”)
Marco França & Vitor Rocha (“João – O Musical”) (VENCEDORES)

MELHOR CENOGRAFIA EM MUSICAIS
Adam Koch & Bryce Cutler (“Meninas Malvadas”)
Natália Lana (“Elvis – A Musical Revolution”) (VENCEDORA)
Natália Lana (“Tom Jobim – O Musical”)
Rogério Falcão (“Hairspray”)

MELHOR CENOGRAFIA EM PEÇA DE TEATRO
Cesar Costa (“A Mulher da Van”)
Chris Aizner (“Hedda Glaber”) (VENCEDORA)
Daniela Thomas & Felipe Tassara (“Avenida Paulista, da Consolação ao Paraíso”)
Dina Salem Levy (“Férias”)

MELHOR FIGURINO EM MUSICAIS
Bruno Oliveira (“Hairspray”) (VENCEDOR)
Cláudio Tovar (“Martinho Coração de Rei, O Musical”)
Lígia Rocha, Marco Pacheco & Jemina Tuany (“Elvis – A Musical Revolution”)
Luiz Claudio Silva & Jorge Farjalla (“Clara Nunes – A Tal Guerreira”)

MELHOR FIGURINO EM PEÇA DE TEATRO
Cássio Brasil (“Senhora dos Afogados”)
Isabela Capeto (“Irmãos Karamazov”) (VENCEDORA)
Marichilene Artisevskis (“A Mulher da Van”)
Marichilene Artisevskis (“Hedda Glaber”)

MELHOR VISAGISMO EM MUSICAIS
Emi Sato (“Território do Amor – O Musical”)
Feliciano San Roman & Luciano Paradella (“Hairspray”) (VENCEDORES)
Simone Momo (“Clara Nunes – A Tal Guerreira”)

MELHOR ARRANJO ORIGINAL EM MUSICAIS
Claudia Elizeu & Muato (“Ray – Você Não Me Conhece”)
Fernanda Maia (“Clara Nunes – A Tal Guerreira”) (VENCEDORA)
Ivan de Andrade & Tiago Saul (“Tom Jobim – O Musical”)

MELHOR VERSÃO EM MUSICAIS
Victor Mühlethaler (“Hairspray”)
Victor Mühlethaler (“Meninas Malvadas”) (VENCEDOR)
Victor Mühlethaler (“Uma Babá Quase Perfeita”)

MELHOR DESENHO DE LUZ EM MUSICAIS
Caetano Vilela (“Tom Jobim – O Musical”)
César Pivetti (“Clara Nunes – A Tal Guerreira”) (VENCEDOR)
Gabrielle Souza (“Ray – Você Não Me Conhece”)
Travis Mchale (“Meninas Malvadas”)

MELHOR DESENHO DE LUZ EM PEÇA DE TEATRO
Aline Santini (“Perfeita!”) (VENCEDORA)
Ana Luiza de Simoni (“O Céu da Língua”)
Beto Bruel (“Avenida Paulista, da Consolação ao Paraíso”)
Wagner Antonio (“Prima Facie”)

MELHOR DESENHO DE SOM EM MUSICAIS
André Breda (“Ray – Você Não Me Conhece”)
Bruno Pinho (“Clara Nunes – A Tal Guerreira”) (VENCEDOR)
Tocko Michelazzo (“Meninas Malvadas”)
Tocko Michelazzo (“Tom Jobim – O Musical”)

Daytime Emmy Awards 2025 | ‘General Hospital’ domina a premiação com SETE vitórias; Confira a lista!

Os vencedores do Daytime Emmy Awards 2025 foram anunciados neste último dia 17 de outubro – e a novela ‘General Hospital’ dominou a premiação com nada menos que sete vitórias.

soap opera foi condecorada com um dos maiores prêmios da noite, o de Melhor Série de Drama, além de Melhor Atriz em Série de Drama para Nancy Lee GrahnMelhor Ator Coadjuvante em Série de Drama para Jonathan Jackson.

Além disso, David Attenborough tornou-se a pessoa mais velha a conquistar uma estatueta do evento, aos 99 anos. Ele quebrou o recorde de Dick Van Dyke, que levou para casa o prêmio aos 98 anos em 2024.

Outros ganhadores incluem a série documental ‘A Vida Secreta dos Animais’, da Apple TV, e o programa de talk show The Drew Barrymore Show, com três prêmios cada.

Confira os principais vencedores:

MELHOR SÉRIE DE DRAMA
Days of Our Lives (Peacock)
General Hospital (ABC) (VENCEDORA)
The Young and the Restless (CBS)

MELHOR TALK SHOW
The Drew Barrymore Show (CBS Media Ventures)
The Jennifer Hudson Show (Warner Brothers Television Distribution)
The Kelly Clarkson Show (NBCUniversal Syndication Studios)
Live With Kelly and Mark (Disney Entertainment Distribution) (VENCEDOR)
The View (ABC)

MELHOR PROGRAMA DE NOTÍCIAS DE ENTRETENIMENTO
Access Hollywood (NBCUniversal Syndication Studios)
E! News (E! Entertainment)
Entertainment Tonight (CBS Media Ventures) (VENCEDOR)
Extra (Warner Brothers Television Distribution)

MELHOR SÉRIE CULINÁRIA INSTRUCIONAL
Be My Guest with Ina Garten (Food Network)
Delicious Miss Brown (Food Network) (VENCEDORA)
Emeril Cooks (Roku)
Lidia’s Kitchen (PBS)
Selena + Restaurant (Food Network)

MELHOR SÉRIE CULINÁRIA CULTURAL
BBQ High (Magnolia Network)
Chasing Flavor with Carla Hall (HBO | Max) (VENCEDORA)
Ingrediente: Mexico (Amazon Prime Video)
TrueSouth (ESPN | ABC | SEC Network)

MELHOR PROGRAMA LEGAL/JURÍDICO
America’s Court with Judge Kevin Ross (Entertainment Studios)
Divorce Court (FOX)
Hot Bench (CBS Media Ventures) (VENCEDOR)
Judy Justice (Amazon Prime Video)
Justice for the People With Judge Milian (Entertainment Studios)
We the People With Judge Lauren Lake (Entertainment Studios)

MELHOR PROGRAMA DE VIAGENS OU DE AVENTURA
Expedition Unknown (Discovery Channel) (WINNER)
Field Trip With Curtis Stone Hong Kong (PBS)
The Good Road (PBS)
How I Got Here (BYUtv)
Joseph Rosendo’s Steppin’ Out (PBS)
Mexico Made With Love (PBS)

MELHOR PROGRAMA CIENTÍFICO
A Vida dos Leopardos (Netflix)
National Parks: USA (National Geographic)
A Vida Secreta dos Animais (Apple TV+) (VENCEDOR)
As Vidas Secretas dos Orangotangos (Netflix)
Segredos dos Neandertais (Netflix)

MELHOR PROGRAMA INSTRUCIONAL
Dime Como Hacerlo (Roku)
The Fixers (BYUtv)
Fixer Upper: The Lakehouse (Magnolia Network) (VENCEDOR)
Going Home with Tyler Cameron (Amazon Prime Video)
Married to Real Estate (HGTV)
Martha Gardens (Roku)

MELHOR PROGRAMA DE ESTILO DE VIDA
George to the Rescue (NBC)
Hack Your HealthThe Secrets of Your Gut (Netflix)
Harlem Globetrotters: Play It Forward (NBC)
Homegrown (Magnolia Network)
You Are What You Eat: A Twin Experiment (Netflix) (VENCEDOR)

MELHOR PROGRAMA DE ARTES OU CULTURA POPULAR
Black Barbie (Netflix) (WINNER)
Folk Americana Roots Hall of Fame (PBS)
Off Script With The Hollywood Reporter (IFC)
The Swift Effect (Peacock)
Variety Studio: Actors on Actors (PBS)

MELHOR PROGRAMA ESPECIAL
Bob Newhart: A Legacy of LaughterAn “Entertainment Tonight” Special (CBS)
Dinner Party Diaries with José Andrés (Amazon Prime Video)
Disney Parks Magical Christmas Day Parade (ABC) (VENCEDOR)
98th Annual Macy’s Thanksgiving Day Parade (NBC)
Shelter Me: The Cancer Pioneers (PBS)

MELHOR PROGRAMA DE CURTA FORMA
Ballin’ Out (Outsports) (VENCEDOR)
Billboard Presents (Billboard.com)
Catalyst (LinkedIn News)
Eat This With Yara, “The Chef Preserving Gaza’s Cuisine Amid a Genocide” (AJ+)
Live Like A Champion (Healthline)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE DRAMA
Sharon Case como Sharon Newman, The Young and the Restless (CBS)
Eileen Davidson como Ashley Abbott, The Young and the Restless (CBS)
Melissa Claire Egan como Chelsea Lawson, The Young and the Restless (CBS)
Nancy Lee Grahn como Alexis Davis, General Hospital (ABC) (VENCEDORA)
Michelle Stafford como Phyllis Summers, The Young and the Restless (CBS)
Laura Wright como Carly Spencer, General Hospital (ABC)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE DRAMA
Peter Bergman como Jack Abbott, The Young and the Restless (CBS)
Eric Martsolf como Brady Black, Days of Our Lives (Peacock)
Greg Rikaart como Leo Stark, Days of Our Lives (Peacock)
Paul Telfer como Xander Kiriakis, Days of Our Lives (Peacock) (VENCEDOR)
Dominic Zamprogna como Dante Falconeri, General Hospital (ABC)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA
Linsey Godfrey como Sarah Horton, Days of Our Lives (Peacock)
Courtney Hope como Sally Spectra, The Young and the Restless (CBS)
Kate Mansi como Kristina Corinthos Davis, General Hospital (ABC)
Emily O’Brien como Theresa Donovan, Days of Our Lives (Peacock)
Susan Walters as Diane Jenkins Abbott, The Young and the Restless (CBS) (VENCEDORA)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE DRAMA
Tajh Bellow como TJ Ashford, General Hospital (ABC)
Blake Berris como Everett Lynch, Days of Our Lives (Peacock)
Michael Graziadei como Daniel Romalotti, The Young and the Restless (CBS)
Gregory Harrison como Gregory Chase, General Hospital (ABC)
Jonathan Jackson como Lucky Spencer, General Hospital (ABC) (VENCEDOR)

MELHOR TALENTO EMERGENTE EM SÉRIE DE DRAMA
Olivia d’Abo como Fifi Garrett, The Bay (Popstar! TV)
AnnaLynne McCord como Cat Greene, Days of Our Lives (Peacock)
Ashley Puzemis como Holly Jonas, Days of Our Lives (Peacock)
Christian Weissmann como Remy Pryce, The Bold and the Beautiful (CBS)
Lisa Yamada como Luna Nozawa, The Bold and the Beautiful (CBS) (VENCEDORA)

MELHOR TALENTO CONVIDADO EM SÉRIE DE DRAMA
Linden Ashby como Cameron Kirsten, The Young and the Restless (CBS)
Clint Howard como Tom Starr, The Bold and the Beautiful (CBS)
Jacqueline Lopez como Blaze, General Hospital (ABC)
Alley Mills como Heather Webber, General Hospital (ABC) (VENCEDORA)
Valarie Pettiford como Amy Lewis, The Young and the Restless (CBS)
Avery Kristen Pohl como Esme Prince, General Hospital (ABC)

MELHOR APRESENTAÇÃO DE TALK SHOW
Drew Barrymore, The Drew Barrymore Show (CBS Media Ventures) (VENCEDORA)
Jenna Bush Hager, Hoda Kotb, TODAY With Hoda and Jenna (NBC)
Kelly Clarkson, The Kelly Clarkson Show (NBCUniversal Syndication Studios)
Mark Consuelos, Kelly Ripa, Live With Kelly and Mark (Disney Entertainment Distribution)
Jennifer Hudson, The Jennifer Hudson Show (Warner Brothers Television Distribution)

MELHOR APRESENTAÇÃO EM PROGRAMA CULINÁRIO
Kardea Brown, Delicious Miss Brown (Food Network) (VENCEDORA)
Joanna Gaines, Magnolia Table with Joanna Gaines (Magnolia Network)
Ina Garten, Be My Guest with Ina Garten (Food Network)
Emeril Lagasse, Emeril Cooks (Roku)
Michael Symon, Symon’s Dinners Cooking Out (Food Network)

MELHOR PERSONALIDADE
Cassie DiLaura, Denny Directo, Kevin Frazier, Rachel Smith & Nischelle Turner, Entertainment Tonight (CBS Media Ventures) (VENCEDORES)
Scott Evans, Zuri Hall, Kit Hoover & Mario Lopez, Access Hollywood (NBCUniversal Syndication Studios)
Star Jones, Corey Jovan, Divorce Court (Fox)
Whitney Kumar, Kevin Rasco, Sarah Rose & Judge Judy Sheindlin, Judy Justice (Amazon Prime Video)

MELHOR PERSONALIDADE – NÃO-DIURNA
David Attenborough, As Vidas Secretas dos Orangotangos (Netflix) (VENCEDOR)
Brad Bestelink, A Vida dos Leopardos (Netflix)
Andi Sweeney Blanco, Courtney Dober, Rob North & Kirin Stone, The Fixers (BYUtv)
Anthony Mackie, Shark Beach With Anthony Mackie: Gulf Coast (National Geographic)
Martha Stewart, Martha Gardens (Roku)

MELHOR EQUIPE DE ROTEIRISTAS EM SÉRIE DE DRAMA
Days of Our Lives (Peacock)
General Hospital (ABC) (VENCEDORA)
The Young and the Restless (CBS)

MELHOR EQUIPE DE ROTEIRISTAS EM PROGRAMA DE NÃO-FICÇÃO
Black Barbie (Netflix) (VENCEDORA)
Modern Pioneering With Georgia Pellegrini (PBS)
National Parks: USA (National Geographic)
As Vidas Secretas dos Orangotangos (Netflix)
Shelter Me: The Cancer Pioneers (PBS)

MELHOR EQUIPE DE DIREÇÃO EM SÉRIE DE DRAMA
Days of Our Lives (Peacock)
General Hospital (ABC) (VENCEDORA)
The Young and the Restless (CBS)

Confira a lista completa aqui!

Crítica | In-I in Motion – Juliette Binoche Estreia na Direção de Importante Registro Artístico [Festival do Rio 2025]

Juliette Binoche é dessas atrizes internacionais que o público brasileiro conhece, e todo mundo tem um filme favorito com ela. A estrela de ‘A Liberdade é Azul’ já veio algumas vezes ao Brasil, e voltou novamente às terras cariocas na última semana, onde estreou  o documentárioIn-I in Motion’, seu primeiro longa como diretora que teve exibições especiais durante o Festival do Rio 2025, com sua presença.

O ano era 2007. A atriz francesa Juliette Binoche e o dançarino Akram Khan decidem se unir para criar um espetáculo único, que misturaria interpretação teatral e dança contemporânea. Nascia assim a peça In-I. Enquanto criam e ensaiam, Juliette teve a ideia de registrar todo o processo de desenvolvimento do projeto, desde os ensaios, as discussões, as tentativas, os erros, os acertos. Desse registro, tem-se dois filmes: um com o processo criativo, e outro, do espetáculo em si.

O ponto mais relevante para o espectador comum é saber que o documentário, de duas horas e trinta e seis minutos, é, na verdade, dois: um dos ensaios, outro da apresentação. E a divisão entre ambos é bastante nítida no filme, pois exatamente quando acaba o último dia de ensaio, imediatamente começa o primeiro minuto da peça. Assim, o projeto poderia ser, na verdade, um documentário sobre o processo e a apresentação ser, no final das contas, aqueles extras do dvd, afinal, duas horas e quarenta é muito tempo de projeção, principalmente se considerarmos que o espaço dos treinos é bem maior do que a apresentação, o que demonstra a predileção da diretora pelo antes, não pelo depois.

Desse modo, é preciso avaliar em duas partes o filme.

A primeira metade é realmente um material muito rico (embora cansativo), principalmente para os atores e artistas que se interessam pelo processo criativo de outros colegas. De início, a trama pode não engajar o espectador comum pois os termos, o foco, o interesse é muito específico: aqui vemos dois artistas, cada um tentando desenvolver habilidades e entregar a melhor performance possível na área do outro – ela, na dança, ele, na atuação. Desse desafio que ambos se propõem é que vem a beleza do trabalho criado por ambos. Binoche, à época com quase cinquenta anos, demonstra que não há limites para o corpo que se prepara. Ela dá um banho de dedicação, seja em seu esforço em se comunicar e em entender o tempo todo em inglês, seja na sua constante insistência em levar seu corpo ao limite para fazê-lo resistir ao próprio peso, ao peso de seu parceiro, aos movimentos. Em uma cena em específico, vemos seu sofrimento em se colocar numa situação desconfortável em prol da narrativa do espetáculo, e seu medo de que a coisa não funcione.

E é esse jogo que é o mais interessante. Juliette dirige Akram para que ele empregue as emoções certas nas suas falas; Akram coordena os movimentos de dança para que seu corpo e o de Juliette entrem em sintonia ao ponto de se tornarem um só em movimento em cena. Como cenas de ‘Dança dos Famosos’. A forma como tudo isso se constrói é precioso demais, um material de estudo valioso para atores, dançarinos e artistas aprenderem a generosidade em cena e como se desenvolverem mais a partir da perspectiva do outro.

Com um material de ensaio tão rico, a apresentação, em si, acaba se tornando uma gordura a mais num filme de mais de duas horas. É como um adendo para os curiosos. ‘In-I in Motion’ é um ótimo material de estudo, porém extenso demais para as telas grandes.

Crítica | Shih-Ching Tsou faz uma fabulosa estreia diretorial com a dramédia ‘Garota Canhota’ [Mostra SP]

Filme exibido na 49ª Mostra de São Paulo.

Selecionado como o representante de Taiwan para o Oscar 2026, ‘Garota Canhota’ é uma preciosidade fílmica que encontra sucesso justamente em sua sutileza. O drama dirigido por Shih-Ching Tsou acompanha uma família disfuncional que se muda para um apartamento no centro de Taipei para recomeçar após uma série de desventuras e de atritos entre a matriarca Shu-Fen (Janel Tsai) e suas filhas, a impetuosa I-Ann (Shih-Yuan Ma) e a doce I-Jing (Nina Ye).

Abrindo uma barraquinha de mercado noturno na vibrante e iluminada cidade, Shu-Fen tenta encontrar motivação em meio a um ciclo de melancolia e de tédio que a força a enfrentar as incontáveis decisões erradas que tomou para ajudar o ex-marido e o fato de sua filha mais velha não ter colocado a própria vida nos eixos – tendo abandonado a escola e sem prospecto de voltar para entrar em uma faculdade. Esporadicamente ajudando a mãe no pequeno negócio, I-Ann faz o que pode para ajudar em casa e cuidar de I-Jing, cuja divertida honestidade a deixa sem papas na língua para falar o que pensa e para, de alguma maneira, tornar-se visível aos olhos da mãe e da irmã mais velha.

Tsou nos convida para uma íntima jornada cujo foco é a família – e faz isso com maestria inegável ao não romantizar os laços entre mãe e filha, ou até mesmo em outras configurações, e garantir um realismo duro e categórico. A ideia aqui é navegar pelos conflitos intergeracionais que parecem não se diluir. Enquanto Shu-Fen e I-Ann disputam por uma hierarquia que não está em debate e que, à medida que a narrativa se desenrola, esconde um segredo que há muito foi guardado para a “preservação da honra” da família, é mediado pela presença de I-Jing. A criança, inclusive, tem seu próprio conflito quando sofre represália por parte do avô por ser canhota, ouvindo afirmações de que a mão esquerda é a “mão do demônio” – compelindo-a a desassociar da compreensão de quem realmente é.

A diretora encontra sucesso em mergulhar em incursões gerativistas para construir o arco de I-Jing, de longe a melhor personagem da trama. Guiada pela irretocável performance de Ye, a protagonista percebe o mundo ao seu redor, incluindo os obstáculos enfrentados pela mãe e pela irmã, à medida que lhe é mostrado, fazendo inferências de causalidade e consequência próprias de uma criança. Ora, se a mãe não consegue dinheiro para deixar as contas em dia e sustentar a barraquinha de comida, e se a loja de penhores dá dinheiro em troca de coisas valiosas, por que ela não pode fazer o mesmo? E se a mão que usou a vida inteira para escrever e desenhar é maligna, então por que não culpá-la por escolhas equivocadas?

Os profundos arcos são cortesia do trabalho entre Tsou e Sean Baker, que saiu vitorioso do Oscar com quatro estatuetas, incluindo Melhor Filme, por seu trabalho em ‘Anora’. Mesmo encontrando controvérsia pela construção da protagonista em seu elogiado longa-metragem, Baker mostrou suas habilidades para construir dramédias, dosando a austeridade e as quebras de expectativa com comprometimento ímpar. E, dessa maneira, a dupla consegue esquadrinhar a complexidade de cada uma das personagens principais de modo a torná-las universais para o público, mesmo inseridas em um contexto específico pautado na cultura asiática. Ato a ato, a dinâmica entre elas se torna mais intrincada, aumentando as tensões até um potente clímax que é envolvido em uma inesperada reviravolta.

Baker também fica responsável pela montagem, apostando em uma composição que se torna mais frenética conforme adentramos o cotidiano de Shu-Fen, I-Ann e I-Jing. E, ao fornecer a dinâmica necessária para impedir o público de desviar o olhar das telonas sequer um minuto, ele permite que a sóbria realidade a que o núcleo familiar está inserido se torna mais palpável do que já é pela fotografia assinada por Ko-Chin Chen e Tzu-Hao Kao, investindo em uma estética quase documental e hiper-realista. A cereja do bolo vem com excelentes rendições performáticas que partem de artistas que abraçaram com carinho e respeito suas personagens – e faz-se necessário comentar a fabulosa presença de Tsai e Ma, confinadas a um jogo psicológico que precisa ser resolvido o mais rápido possível.

‘Garota Canhota’ é um grande acerto da Netflix e da parceria firmada entre Tsou e Baker – explorando os meandros de uma família cuja salvação vem com um empoderamento necessário e mandatório, emancipando seus membros de um passado que não vale mais a pena ser remexido. Selecionado como a indicação taiwanesa ao Oscar de Melhor Filme Internacional, o longa encontra beleza em uma cândida e cautelosa simplicidade.

Crítica | ‘Sirât’ explora a melancolia e a complacência de uma realidade brutal [Mostra SP]

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Filme exibido na 49ª Mostra de São Paulo.

No meio do deserto marroquino, uma rave acontece. Reunidos em meio a grandes caixas de som que ecoam batidas de música eletrônica, os participantes dançam sem parar, escapando da realidade em meio a um microcosmos que parece alheio ao mundo ao redor. Porém, o que deveria ser um momento de fuga é interrompido pela chegada de Luis (Sergi López), um pai que está procurando a filha que saiu de casa há cinco meses rumo às raves e não deu mais notícias. Acompanhado do filho mais novo, Esteban (Bruno Núñez Arjona), Luis conhece um grupo de ravers que está a caminho de outra festa, resolvendo ir até lá para continuar sua busca.

Porém, as coisas se complicam quando um grupo de militares armados até os dentes chega ao local e evacua os turistas, afirmando que o território agora será ocupado pelas forças do exército em meio aos conflitos que se espalham por todo o país e o mundo. O grupo de ravers, que conta com Bigui (Richard Bellamy), Stef (Stefania Gadda), Josh (Joshua Liam Henderson), Tonin (Tonin Janvier) e Jade (Jade Oukid), consegue escapar do cerco que guia as pessoas para longe do local, mas não percebe que Luis e Esteban os estão seguindo. A contragosto de alguns, a dupla decide segui-los até a próxima rave, embarcando em uma árdua jornada tour-de-force pelas escaldantes paisagens marroquinas e pelos demônios que permeiam terras tão inóspitas.

Vencer do Prêmio do Júri no Festival de Cannes, o longa-metragem é uma poderosa análise que singra entre a particularidade e a universalidade, explorando o barril de pólvora em que o planeta se encontra em meio a extremismos políticos, constantes disputas pelo poder e uma derradeira distopia que está cada vez mais perto de acontecer. Contrariando nossas expectativas, não há quaisquer traços de misantropia no filme, e sim um retrato realista-pessimista de algo que pode vir a acontecer na pior das hipóteses – uma III Guerra Mundial de proporções astronômicas cuja única fuga está nas drogas alucinógenas e no escapismo hedonista da música.

Sirât, em árabe, significa caminho ou estrada – e, levado a um contexto religioso, faz menção ao percurso que os adeptos ao Islamismo devem percorrer para encontrar o caminho de Allah. Ainda que o significado espiritual possa ser transposto para o filme, o diretor Óliver Laxe prefere se ater à semântica ao indicar, desde o princípio, a apoteótica e profunda jornada que cada um dos personagens irá enfrentar. Coassinando o roteiro ao lado de Santiago Fillol, Laxe mergulha na psique humana de maneira crua e visceral, não poupando esforços para tornar uma simples road trip em uma apocalíptica sucessão de eventos que culmina em letargia e complacência.

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O cineasta trata o projeto com uma moralizante necessidade de navegar entre uma experiência individualizada, por assim dizer – seja na busca de Luis pela filha, seja no objetivo dos ravers em chegar à outra festa -, e uma universalidade brutal que dialoga com a insanidade do hoje. Para isso, ele se vale de um compilado de tragédias que arranca o melhor de seu elenco, com destaque à marcante atuação de López, e sem se valer de uma violência gratuita ou romantizada: pelo contrário, a ausência e a efemeridade da existência são tão rompantes aqui que nos causam um choque duradouro sem nos deixar enojados ou frustrados.

Laxe também encontra sucesso em transformar o infinito e temeroso deserto de Marrocos em um labirinto sem fim, um trajeto epopeico que não mostra que, mesmo em meio ao comportamento autodestrutivo e efusivo do ser humano, a natureza triunfa e subjuga qualquer um ao seu poder – e, mais uma vez, a comoção que se apodera do improvável grupo é diluída pelas batidas da música eletrônica e de um consecutivo comportamento evasivo e quase dissociativo. O caminho, dessa maneira, não pode ser encontrado, mas está à vista de todos esperando para ser descoberto em meio a uma realidade agressiva e cruel.

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Essa prisão sem grades que consome os personagens pouco a pouco é reafirmada pelo trabalho primoroso de Mauro Herce. Assinando a fotografia, Herce garante que cada enquadramento seja um arauto memorialístico de um legado que não tem mais espaço em meio à iminente desesperança e à inevitabilidade da única verdade do mundo – a morte. Os movimentos de expansão e contração da narrativa se destinam aos movimentos de câmera que ressoam estéticas documentárias, deixando a atmosfera ainda mais crível e permitindo que o público, de fato, mergulhe nessa história.

Com sessões na 49ª Mostra de São Paulo, ‘Sirât’ é um poderoso drama que, à medida que abre espaço para comentários sociopolíticos e convida à reflexão do que significa existir em meio ao nada, reafirma sua brutal beleza – mantendo o público vidrado ao longo de suas quase duas horas.

Crítica | Nosferatu – Clássico do Horror Expressionista Alemão Ganha Versão Brasileira [Festival do Rio 2025]

Mais de cem anos já se passaram desde a primeira exibição do filme ‘Nosferatu’ (1922), do cineasta F. W. Murnau. Na época, o longa aterrorizou cinéfilos do mundo todo por conta do misto sensual e repugnante do vampiro que atacava a donzela indefesa numa cidade infestada de ratos. De lá para cá, muitas versões foram realizadas por cineastas do mundo todo, até hoje impactados pela potência narrativa dessa história. E, no mesmo ano em que Robert Eggers lança sua leitura desse clássico, também o Brasil exibe uma versão nacional de ‘Nosferatu’, que teve suas primeiras exibições no Festival de Brasília, no CineBH, no Festival do Rio e na próxima semana comporá a programação da Mostra de São Paulo.

Em uma cidade costeira brasileira, uma figura sombria desembarca em solo nacional. É Nosferatu (Rodrigo Sanches), o pai dos vampiros que chega ao Brasil cheio de dúvidas, a perambular pelas ruas escuras enquanto foge de Van Helsing, o famoso caçador de vampiros. Enquanto busca sentido, ele procura por uma atriz e esbarra em um teatro, onde personagens tentam igualmente encontrar sentido naquilo que fazem. Nosferatu, assim, precisa encarar a dor e o tormento da eternidade.

A versão brasileira do ‘Nosferatu’ reapresenta o clássico do expressionismo alemão para um público que possivelmente não viu o original, uma vez que este tem mais de cem anos de idade (o filme, o vampiro tem mais). Para tal, vale-se da estética preto e branco para realçar as expressões de seus personagens em um contraste constante de emoções. Uma das cenas mais impactantes é justamente a de abertura, quando um navio cargueiro (que conduz o protagonista ao território nacional) cruza a tela na escuridão, com o título grafado em tipologia de grafitti e em vermelho, anunciando-se num misto de arrepio e êxtase.

A fotografia de Cauê Angeli é sem dúvida o principal destaque, seja pela já mencionada abertura, seja pelos inesperados close-up que destacam as expressões dos personagens, reforçando o recurso teatral, uma vez que estamos falando de uma trupe de artistas que ensaiam uma apresentação por vir enquanto a produção bebe na fonte na qual Murnau se destacou. Desse contraste, favorece-se a caracterização de Rodrigo como um Nosferatu careca, arregalado, intenso – completamente diferente de como o ator se apresenta na realidade, o que demonstra o bom trabalho da caracterização.

Cristiano Burlan é um dos principais nomes do gênero do terror no Brasil, e nota-se que ‘Nosferatu’ é um projeto querido do cineasta: no projeto, Burlan é responsável pela direção, pelo roteiro (com Fernanda Farias, Emily Horokawa e Rodrigo Sanches), pela produção (com Natália Reis e Rodrigo Sanches), pela montagem (junto com Lincoln Péricles e Renato Maia). Dado o evidente baixo orçamento da produção e o mega envolvimento de Burlan e Sanches, talvez o roteiro tenha ficado especialmente coerente dentro do universo criativo de ambos, mas não tanto para o entretenimento do espectador. A história, recheada de referências e metáforas (que vão desde o teatro grego e Ofélia à homenagens cinematográficas como ao filme ‘A Família do Barulho’, ao colocar Helena Ignez cuspindo sangue tal qual) é conduzida por uma linha de tênue compreensão, que parece querer mais criar uma sensação vampírica do que contar uma história linear e compreensível.

Nosferatu’ é um filme experimental, sem dúvidas, e que claramente permitiu que dois veteranos do cinema – Helena Ignez e Jean-Claude Bernadet (em seu último filme) – se divertissem num filme de horror. Um filme que encontra seu espaço nos festivais de cinema do país e que demonstra a potencialidade criativa de uma trupe que se junta para fazer cinema.

Neal McDonough fala sobre ‘O Último Rodeio’, a polêmica do beijo, fé e desmente rumores do set de ‘Desperate Housewives’ [EXCLUSIVO]

O CinePOP entrevistou o astro Neal McDonough (‘Minority Report’, ‘Desperate Housewives’), que estrela o drama country O Último Rodeio‘.

Ele falou sobre o filme, como se encontrou na fé, elogiou os brasileiros e desmentiu os rumores de que o set de ‘Desperate Housewives‘ tinha muitas brigas.

Confira:

Crítica | Neal McDonough brilha no açucarado melodrama ‘O Último Rodeio’

A direção fica a encargo de Jon Avnet, que co-assina o roteiro ao lado de Derek Presley e McDonough.

Um ícone aposentado do rodeio (McDonough) arrisca tudo para salvar o neto. Enfrentando traumas antigos e os medos da família, ele se inscreve na competição de montaria mais desafiadora como o adversário mais velho.

Mykelti Williamson, Sarah Jones, Christopher McDonald, Daylon Swearengen e Ruve McDonough completam o elenco.

O filme já está em exibição nos cinemas.

Crítica | ‘A Vizinha Perfeita’ – Da cultura da impunidade ao preconceito racial: Novo True Crime da NETFLIX é estarrecedor!

Com uma narrativa brilhante, que encontra enorme coesão na sua montagem, o novo documentário da Netflix, A Vizinha Perfeita, detalha uma tragédia real e chocante que atingiu em cheio a cidade de Ocala, no Condado de Marion (Flórida). Dirigido pela cineasta Geeta Gandbhir, o projeto – que prende a atenção desde seu início até o sufocante desfecho – levanta questões importantes sobre preconceito racial, leis de legítima defesa e o papel da polícia, chegando em um recorte profundo sobre a sociedade norte-americana.

A partir de desentendimentos – que já duravam semanas – entre vizinhos e uma específica moradora da região, acontece um fato mortal. Tendo esse episódio como pontapé inicial, acompanhamos uma cronologia de acontecimentos bem detalhada, apresentada sob diversos pontos de vistas. Aos poucos, sem perder o ritmo e tensão, somos guiados até os horrores de um caso que chocou os Estados Unidos alguns anos atrás.

O antes, o ocorrido e o depois. Exibido no Festival de Sundance deste ano, esse True Crime apresenta seus personagens reais e conflitos através de uma criativa narrativa que utiliza apenas gravações feitas por câmeras – muitas delas corporais, daquelas que policiais usam. Assim, vamos descobrindo a origem dos fatos que nos conduzem até o final nada feliz dessa história – vou logo falando, os minutos finais são de partir o coração.

Na composição dessa tragédia real, chegamos a alguns pontos de argumentação, o principal deles é sobre a Lei Stand Your Ground. Por conta dessa polêmica lei de defesa pessoal – em vigor em alguns estados norte-americanos, como a Flórida, desde 2005 -, que permite o uso de força letal caso se sinta em risco de morte e autoriza uma reação imediata ao que julgar ser uma ameaça, uma das personagens envolvidas demorou para ser presa, gerando uma série de protestos.

Os debates em torno dessa questão apresentada acima é um dos ótimos tópicos que o documentário levanta para reflexões sociais sobre alguns dos caminhos que levam à violência. Da cultura da impunidade ao preconceito racial, A Vizinha Perfeita apresenta essa história forte e real, que dilacerou uma família e colocou em evidência – mais uma vez – as leis mais permissivas de uso e porte de armas, fator preponderante para a crueldade ocorrida.

10 FILMES BRASILEIROS que ninguém te contou, mas você tem que assistir!

Retratando nas telas muitas realidades de todos os cantos do país, o cinema brasileiro vem conquistando cada vez mais os corações de todo mundo. Para você que quer descobrir mais obras nacionais, segue abaixo uma lista com alguns filmes interessantes que devem estar chegando aos cinemas ou streamings em breve:

 

Morte e Vida Madalena (Estreia em breve)

Inspirado em algumas histórias reais que o diretor Guto Parente escutou ao longo dos anos na sua vasta carreira no cinema – já são 11 longas-metragens no currículo – Morte e Vida Madalena, de maneira acertiva, e com uma narrativa pulsante ligada ao tragicômico, explora os caminhos e infinitas possibilidades da metalinguagem para expor os perrengues de uma profissão.

 

Pequenas Criaturas (Estreia em breve)

Ambientada numa Brasília de quase quarenta anos atrás, conhecemos Helena (Carolina Dieckmann) e seus dois filhos – uma criança e um adolescente – que chegam à capital do Brasil e se mudam para um prédio numa região central. Frustrada pela partida do marido, que logo viaja a negócios, ela se vê perdida e aflita, enquanto marcas do passado e inesperadas aventuras do presente se chocam, nos levando a um recorte cheio de conflitos, não só pra ela, mas para seus dois filhos.

 

Hora do Recreio (Estreia em breve)

Estabelecendo paralelos entre o poder da educação contra a violência, o fascinante documentário Hora do Recreio constrói uma narrativa que transita entre o documental e o ficcional, sempre alinhada ao discurso proposto. A partir de depoimentos de estudantes de escolas públicas do Rio de Janeiro, a obra traça de forma impactante reflexões profundas sobre a sociedade brasileira.

 

Senhoritas (Estreia em breve)

Lívia (Analu Prestes) é uma arquiteta aposentada que após conquistar a estabilidade, vive seus dias ao lado do marido, sem muitos grandes momentos. Sua maior alegria vem do vínculo afetuoso com a neta, que ilumina seus dias. Tudo isso muda quando sua amiga Luci (Tânia Alves) volta o Brasil e muda completamente a forma de pensar e agir da protagonista. Se revelando aos desejos antes contidos, Lívia desperta para uma jornada de descobertas e libertação.

 

Meu Pai e Eu (Estreia em breve)

Após uma longa jornada que remexe, de forma dolorosa, com o passado — desde a concepção do filme até sua estreia brasileira na CineOP, integrando a Mostra Competitiva da 20ª edição — Meu Pai e Eu acompanha a trajetória de um homem que decide, com impressionante coragem, embarcar de peito aberto em busca do perdoar ou, ao menos, de uma melhor compreensão de um alguém próximo que se tornou indecifrável. Ao tentar decifrar esse mosaico emocional embaralhado pelo tempo, o filme nos conduz por intensos contrastes de sentimentos, que ressoam profundamente ao longo dos seus 73 minutos.

 

Cazuza, Boas Novas (Tem para aluguel em algumas plataformas)

O documentário Cazuza: Boas Novas, exibido com grande sucesso no Festival In-Edit Brasil, mergulha de forma sensível e intimista em um recorte marcante do fim dos anos 1980 — um período turbulento e intenso na vida pessoal e profissional do eterno Cazuza. A produção revela a explosão de emoções e criatividade de um dos nomes mais geniais da nossa música.

 

Honestino (Estreia em breve)

Honestino, novo trabalho do cineasta amazonense Aurélio Michiles, mistura documentário e ficção em uma obra visceral que escancara verdades de quem sempre esteve do lado certo da história. Com uma prévia contextualização de um dos momentos mais tristes da história brasileira – a ditadura militar – por meio de poemas, depoimentos, imagens de arquivos, chegamos até o início da década de 1970, quando o líder estudantil Honestino Guimarães desapareceu.

 

Dolores (Estreia em breve)

https://youtu.be/R8NZQ-MxaAI?si=McuhCffbQTeKKfyI

Dolores (Carla Ribas) é uma mulher solteira, já sexagenária, com marcas no passado. Perto de completar mais um aniversário, tem um sonho revelador. Mantém uma relação conflituosa com a filha Deborah (Naruna Costa), que aguarda a libertação do grande amor de sua vida para, enfim, ser feliz. Em contrapartida, Dolores possui uma ótima relação com a neta Duda (Ariane Aparecida), que trabalha numa espécie de clube de tiro e recebe uma oferta de emprego fora do país. Essas três mulheres vão se jogar em uma jornada em busca da realização de seus sonhos.

 

Assalto à Brasileira (Estreia em breve)

Paulo (Murilo Benício) é um jornalista renomado que atravessa um momento turbulento em sua vida: recém-demitido, vai até a agência do Banco do Estado do Paraná (Banestado) para pegar seus trocados da rescisão. Chegando no local, acaba presenciando um inusitado assalto. Enxergando na situação uma oportunidade de reportagem – e percebendo, aos poucos, que os bandidos são completos amadores -, Paulo acaba sendo peça-chave na comunicação entre polícia e os assaltantes.

 

A Natureza das Coisas Invisíveis (Estreia em breve)

Gloria é uma jovem super inteligente e comunicativa que acabou de entrar de férias. Sem ter com quem deixá-la, sua mãe, uma profissional da saúde, a leva diariamente ao hospital onde trabalha. Um dia, dá entrada na emergência Sofia, uma menina trans, neta de uma senhora que adoeceu. Com idades próximas, Gloria e Sofia logo se tornam amigas. As mães resolvem levá-las até um sítio, e lá começam a ultrapassar páginas do passado e abrir os horizontes para o futuro.