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’10 Coisas que Deveríamos Fazer Antes de nos Separar’ ganha trailer hilário; Assista!

A comédia ‘10 Coisas que Deveríamos Fazer Antes de nos Separar‘ ganhou trailer legendado.

Confira:

O longa é dirigido por Galt Niederhoffer.

Na noite em que Abigail conhece Ben em um bar, eles, de forma cômica, começam a listar uma série de coisas que deveriam fazer antes de se separarem, caso fossem um casal – isso, sem eles sequer pensarem de fato em terem um relacionamento. Só que a brincadeira ganha um tom mais sério quando surge algo entre os dois e eles passam a noite juntos. O dia seguinte será cheio de surpresas. 

Christina RicciHamish LinklaterLindsey Broad estrelam a produção.

‘Resident Evil 8’ é CONFIRMADO e será lançado em 2021; Confira o trailer!

A Capcom finalmente confirmou o lançamento de ‘Resident Evil 8: Village‘, aguardado novo capítulo da franquia.

O novo jogo será lançado em 2021 para Playstation 5, Xbox Series X e PC.

Confira o trailer:

A história se passará alguns anos após os eventos de ‘Resident Evil 7‘, onde o protagonista Ethan Winters viajou para Louisiana para procurar pela sua esposa desaparecida, Mia. No novo jogo, Ethan e Mia estão vivendo felizes e deixando o passado pra trás. Finalmente conseguindo superar os eventos traumáticos, o mundo de Ethan vira de cabeça pra baixo quando Chris Redfield – um rosto inesperado, mas familiar –, faz um retorno chocante, o que desencadeia uma série de eventos que leva Ethan a procurar respostas pelas ações chocantes de Chris, levando-o a uma vila misteriosa…

Vale lembrar que rumores apontam que ‘Resident Evil 8‘ pode ter três personagens jogáveis. Ethan será o grande protagonista do novo jogo e será jogável por cerca de 50-60% da história.

Conheça 15 curiosidades sobre a franquia ‘Resident Evil’

‘The Last of Us Part II’: Sequência do jogo ganha imagens promocionais INCRÍVEIS; Confira!

A sequência ‘The Last of Us Part II‘, um dos jogos mais aguardados do ano, ganhou várias novas imagens revelando os incríveis gráficos e cenários do game.

Confira, junto ao trailer oficial:

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A Sony confirmou que o jogo será lançado oficialmente no dia 19 de junho.

Vale lembrar que a HBO está desenvolvendo uma série baseada no jogo.

Recentemente, o roteirista da nova produção, Craig Mazin, garantiu que manterá a identidade LGBTQ+ da protagonista Ellie.

A informação foi compartilhada por ele mesmo por meio da sua conta oficial do Twitter, ao ser questionado por um fã.

Confira:

“É melhor vocês manterem os gays gays. Por favor e obrigado. Não apaguem essa representatividade, por favor. De qualquer forma, estou empolgada com isso”.

“Você tem minha palavra”.

 

Uma outra fã respondeu ao comentário de Mazin, afirmando que usaria sua resposta como prova do seu comprometimento:

“Já está registrado, esse tweet agora é uma evidência”.

Em resposta, ele validou a sua observação, garantindo que a representatividade LGBTQ+ fará parte da série:

 

“Correto, isso aqui é um recibo”.

A produção é fruto de uma parceria entre a Naughty Dog, HBO, Sony Pictures Televison e a PlayStation Productions, que fará sua estreia na criação de séries de TV.

Ainda sem data de estreia, o projeto terá como produtores executivos Neil Druckmann, um dos criadores do aclamado game, e Craig Mazin, showrunner de ‘Chernobyl‘.

Confira o anúncio:

“Estamos muito empolgados por unir forças com a HBO para criar uma série TV baseada em ‘The Last of Us sob o comando de Neil Druckmann e Craig Mazin.”

Em entrevista para o The Hollywood Reporter, Mazin elogiou o trabalho de Druckmann e comemorou a parceria:

Neil Druckmann é sem dúvida o melhor contador de histórias que trabalha no mundodos games, e ‘The Last of Us‘ é sua obra-prima. Ter a chance de adaptar essa obra de arte de tirar o fôlego é um sonho que eu tenho há anos, e estou muito honrado em fazer isso ao lado de Neil.”

Além de Druckmann e Mazin, o projeto também contará com Carolyn Strauss e Evan Wells, presidentes da Naughty Dog, como produtores executivos.

Por enquanto, mais detalhes não foram revelados, e como a ideia está nos estágios iniciais, as atualizações devem ser divulgadas ao longo dos próximos meses.

Lançado em 2013, ‘The Last of Us se passa num futuro pós-apocalíptico e acompanha a jornada trilhada por pelo traficante Joel e a jovem Ellie, a única capaz de encontrar a cura da doença que devastou o mundo.

‘Feel the Beat’: Comédia com Sofia Carson ganha trailer oficial; Confira!

O novo filme de comédia da Netflix‘Feel the Beat’, ganhou seu primeiro trailer oficial.

Confira:

O longa é dirigido por Elissa Down. Michael ArmbrusterShawn Ku ficam responsáveis pelo roteiro.

Na trama, Carson dará vida a uma dançarina que, depois de falhar em conseguir sucesso na Broadway, volta para sua cidade natal e relutantemente é recrutada para treinar um grupo de jovens bailarinas para uma grande competição.

Susan CartsonisClément Bauer entram como produtoras.

Wolfgang NovogratzDonna Lynne ChamplinEnrico ColantoniLidya JewettEva HaugeJohanna ColónSadie LapidusShiloh NelsonShaylee MansfieldJustin AllanKai ZenCarina BattrickBrandon Kyle GoodmanKen PakDennis AndresAmy Stewart completam o elenco.

Mia Michaels, vencedora do Emmy Award por seu incrível trabalho em ‘So You Think You Can Dance’Rock of Ages, é a coreógrafa do filme

‘Feel the Beat’ estreia no dia 19 de junho.

‘Love Life’: Comédia com Anna Kendrick é renovada para a 2ª temporada

A HBO Max renovou oficialmente a comédia romântica ‘Love Life‘ para a 2ª temporada.

O segundo ano irá focar em uma “nova história de amor em Nova York”, destacando a jornada amorosa de um novo personagem. Apesar disso, alguns personagens da primeira temporada irão aparecer, incluindo a Anna Kendrick, que deve fazer participações especiais.

A série foi criada por Sam Boyd.

A trama gira em torno da busca da jovem Darby (Kendrick) pelo amor verdadeiro ao longo das quatro estações do ano, com cada episódio explorando um de seus relacionamentos.

O elenco conta com Anna Kendrick, Scoot McNairy, Sasha CompereZoe ChaoPeter Vack.

‘Reprisal’: Série noir do Hulu é cancelada após uma temporada

Hulu anunciou hoje (11) que Reprisal, sua mais nova série noir, foi cancelada após sua primeira temporada.

Relembre o trailer:

A produção conta com Abigail SpencerRon PerlmanRodrigo SantoroMena MassoudDavid DastmalchianLea DeLaria e outros no elenco.

Na trama, Spencer dará vida a Katherine Harlow, uma mulher que foi deixada para morrer, mas acaba sobrevivendo e passa a assumir uma nova personagem, chamada Dori Dearie. Após anos de calmaria, seu sobrinho é sequestrado pela mesma gangue que tentou matá-la, levando-na a uma missão de resgate permeada por um espírito bem vingativo.

Josh Corbin (‘StartUp‘) roteiriza a série, que será produzida pela A+E Studios e pela The Littlefield Company.

Reprisal estreou em 06 de dezembro de 2019 na plataforma.

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‘Agents of S.H.I.E.L.D.’: Última temporada ganha várias imagens de bastidores; Confira!

Em suas redes sociais, os astros de ‘Agents of S.H.I.E.L.D.’ divulgaram diversas imagens de bastidores da 7ª e última temporada da série.

Confira:

 

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BTS from tonight’s episode of #Agentsofshield with the incomparable @lil_henstridge

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O próximo episódio da temporada é intitulado Alien Commies from the Future e trará o retorno de Daniel Sousa (Enver Gjokaj), que originalmente participou da série ‘Agent Carter‘.

Na trama, a S.H.I.E.L.D. reúne uma equipe secreta de elite para encontrar e lidar com ameaças em qualquer parte do mundo. O time é formado pelo focado agente Grant Ward, um especialista em combate e espionagem; a agente Melinda May, uma piloto e perita em artes marciais; o agente Leo Fitz, um cientista brilhante, porém um pouco deslocado socialmente; e a agente Jemma Simmons, uma excepcional bioquímica. Eles serão auxiliados pela nova recruta civil Skye, conhecida por sua especialidade como hacker de computadores.

O elenco inclui Clark Gregg, Ming-Na Wen, Chloe Bennet, Iain De Caestecker, Elizabeth Henstridge, Henry Simmons, Natalia Cordova-Buckley e Jeff Ward.

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Showrunner de ‘Lucifer’ se desculpa por demora da estreia da 5ª temporada

Já faz mais de um ano que a 4ª temporada de ‘Lucifer‘ chegou ao catálogo da Netflix e os fãs da aclamada série continuam cobrando a estreia da 5ª temporada.

Em seu perfil no Twitter, a showrunner Ildy Modrovich acalmou o público e se desculpou pela demora da estreia, indicando que ela também foi pega de surpresa pelo atraso.

Depois de compartilhar uma imagem com o elenco e a equipe da atração, a cineasta sugeriu que os novos episódios seriam lançados ‘em breve’.

Mesmo assim, um fã rebateu o comentário e reclamou da demora.

Confira:

“Sinto falta dessa família e espero que possamos nos rever em breve!”, publicou Modrovich.

Depois disso, o fã rebateu:

“Estamos há uma eternidade aguardando por esse ‘em breve’!”

Ao que Modrovich respondeu:

“Eu sei! Sinta-se livre para ficar irritado. Eu achei que [a 5ª temporada] seria lançada mais cedo.”

Lembrando que a 5ª temporada deve estrear ainda em 2020, e será dividida em duas partes, cada qual com oito episódios.

Além disso, o TV Line confirmou que Tom Ellis assinou um contrato com a Netflix para retornar ao papel principal na 6ª temporada.

Além de Ellis, o elenco principal também deve retornar para os novos episódios, que devem ser gravados a partir de setembro, caso a pandemia do Coronavírus esteja controlada.

Em entrevista ao portal, Modroviche Joe Henderson confirmaram que a 6ª temporada já está em desenvolvimento, com os roteiros em fase de pré-produção.

Maiores detalhes não foram revelados, então não há previsão de estreia, mas as atualizações devem ser divulgadas assim que as gravações começarem.

Criada por Tom Kapinos, a série gira em torno de Lucifer Morningstar, entediado e infeliz como o Senhor do Inferno. Ele renuncia seu trono e abandona seu reinado para tirar férias em Los Angeles, onde dá início a uma casa noturna com a ajuda de sua aliada demoníaca chamada Mazikeen. Depois que uma celebridade a quem Lucifer ajudou a alcançar a fama é assassinada, ele se envolve com a polícia de Los Angeles, onde começa a ajudar a Detetive Chloe Decker a resolver casos de homicídio e encontrar os responsáveis para que possa “puni-los”.

O elenco também conta com Lauren German, Kevin Alejandro, D.B. Woodside, Lesley-Ann Brandt, Scarlett Estevez, Rachael Harris e Aimee Garcia.

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‘Festival Eurovision de Canção’: Netflix divulga trailer da comédia com Will Ferrell e Rachel McAdams

Netflix divulgou o primeiro e divertido trailer de ‘Festival Eurovision de Canção: A Saga de Sigrit e Lars’, sua nova comédia original estrelada por Will FerrellRachel McAdams.

Assista e confira fotos:

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O elenco também é formado por Pierce BrosnanDemi LovatoDan StevensNatasia Demetriou e Jamie Demetriou.

A produção é dirigida por David Dobkin e assinada por Andrew Steele e Ferrell.

A história gira em torno de uma dupla de aspirantes a músicos islandeses, Lars Erickssong e Sigrit Ericksdottir (Ferrell e McAdams), que têm a oportunidade de uma vida ao serem convidados a representar seu país no anual evento Eurovision – a maior competição de música do mundo.

‘Festival Eurovision de Canção: A Saga de Sigrit e Lars‘ estreia dia 26 de Junho.

‘Venom’: Arte INCRÍVEL de fã imagina Homem-Aranha e mais em ‘Venomverse’; Confira!

Desde o anúncio de que a Sony desenvolveria seu próprio Universo Compartilhado (intitulado Sony Pictures Universe of Marvel Characters), muitos fãs têm especulado a respeito de como o estúdio pretende unir seus personagens de forma integrada.

E um habilidoso fã e artista conceitual (que se apresenta como Psychoboz no Instagram) desenvolveu um belo cartaz que imagina uma espécie de Venomverse, com a presença do Homem-Aranha e mais outros aterrorizantes simbiontes.

Confira o belo resultado:


Recentemente, a sequência ‘Venom 2‘ entrou para os Trending Topics do Twitter, em virtude de uma votação feita pelo site Fandom.

Por meio de sua conta oficial na rede social, o portal realizou uma enquete com os usuários a respeito de quais seriam seus filmes mais aguardados para 2021 e uma das produções que se destacou entre os internautas foi ‘Venom 2‘, eleito uma das estreias mais esperadas para o próximo ano.

Entre as opções presentes na votação estavam também ‘Animais Fantásticos 3‘, ‘Space Jam: Um Novo Legado‘, o vindouro ‘Homem-Aranha 3‘, entre outros.

Lembrando que a estreia de ‘Venom: Tempo de Carnificina‘ acontece em 24 de junho de 2021, oito meses depois da data original (02 de outubro de 2020).

Confira o teaser nacional:

A sequência trará de volta Tom HardyMichelle Williams como Brock/Venom e Anne Weying, respectivamente. Woody Harrelson irá retornar como Carnificina, enquanto Naomie Harris viverá a vilã Shriek.

Introduzida em 1993 nos quadrinhos, Shriek é a amante de Carnificina e é descrita como uma supervilã insana com habilidades psíquicas e poderes de manipulação de sons que a transformam na nêmese de qualquer simbionte. Ela apareceu primeiro como uma das pacientes no Instituto Mental de Ravencroft, sendo libertada por Carnificina durante a própria fuga.

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Fan pôster de ‘The Batman’ reúne o herói ao lado da Mulher-Gato e do Comissário Gordon; Confira!

Desde a escolha de Jeffrey Wright e Zoe Kravitz como intérpretes do Comissário Gordon e Mulher Gato em ‘The Batman‘, o público está imaginando como será o visual deles na adaptação.

Pensando nisso, o artista Tiago Ribeiro publicou um incrível fan pôster em seu perfil do Instagram, mostrando os personagens ao lado do Batman de Robert Pattinson.

Na arte, Gordon aparece com um terno e um sobretudo típico dos detetives americanos, e a Mulher-Gato veste seu uniforme de couro com uma máscara em referência aos quadrinhos.

Confira:

Lembrando que ‘The Batman‘ tem previsão de estreia para 1º de outubro de 2021.

Robert Pattinson viverá o personagem-título. O elenco ainda conta com Andy Serkis (Alfred), Zoe Kravitz (Mulher-Gato), Paul Dano (Charada), Jeffrey Wright (Comissário Gordon), John Turturro (Carmine Falcone), Peter Skarsgaard, Jayme Lawson, Gil Perez-Abraham, e os irmãos MaxCharlie Carver.

Dirigido por Matt Reeves, o longa irá se concentrar em Bruce Wayne desenvolvendo suas habilidades de detetive.

“Este novo Batman precisava estar em conformidade com uma faixa etária definida. Ele é descrito como um jovem com cerca de 30 anos de idade, e a história não vai focar em sua origem, nem em seu combate ao crime em Gotham City. Ele é Bruce Wayne, ainda tentando encontrar o caminho para se tornar aquele detetive genial.”

Era de se esperar que essa nova abordagem do personagem pudesse se distanciar dos clichês dos filmes anteriores, que muitas vezes o tratavam mais como um justiceiro do que como um investigador e isso só aumenta a curiosidade em saber que tipo de filme Reeves está preparando.

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J.K. Rowling publica carta citando “cinco preocupações com o ativismo trans”

J.K. Rowling pode ser conhecida por uma das sagas infanto-juvenis mais icônicas dos últimos vinte anos, mas está ganhando as redes sociais por um motivo bastante condenável: transfobia.

Nos últimos dias, Rowling voltou a realizar comentários polêmicos sobre gênero e sexualidade, dizendo com todas as palavras que “se sexo não é real, não há atração pelo mesmo sexo. Se sexo não é real, a realidade das mulheres é apagada. Eu conheço e amo as pessoas trans, mas apagar o conceito de sexo remove a habilidade de muitas pessoas poderem discutir sobre suas vidas. Não é ódio se eu digo a verdade. A ideia de que mulheres como eu, que foram empáticas com as pessoas trans por décadas, odeiam as pessoas trans porque elas acreditam que sexo é real é absurda.”

Não demorou muito para que várias pessoas começassem a se posicionar contra o tóxico comportamento da autora, incluindo os astros da franquia Harry Potter. Agora, em uma tentativa de se defender, Rowling publicou uma carta aberta em seu site oficial.

Confira abaixo a tradução na íntegra:

“Essa não é uma carta fácil de escrever, por razões que logo se mostrarão claras, mas sei que é momento de me explicar acerca de um tema cercado de toxicidade. Eu escrevi isso sem qualquer intenção de acrescentar mais toxicidade.

Para as pessoas que não sabem: em dezembro do ano passado, fiz um tuíte em apoio a Maya Forstater, uma especialista em impostos que havia perdido seu trabalho por postagens ‘transfóbicas’. Ela levou seu caso para um tribunal trabalhista, pedindo para que o juiz julgasse se uma crença filosófica que sexo é determinado pela biologia é protegido pela lei. O Juiz Taylor disse que não.

Meu interesse em temas trans é pré-datado ao caso de Maya por quase dois anos, durante o qual acompanhei os debates sobre conceitos de identidade de gênero de perto. Conheci pessoas trans, li vários livros, blogs, artigos de pessoas trans, especialistas de gênero, pessoas interssexuais, psicólogos, especialistas, trabalhadores sociais e doutores, e segui o discurso online e em mídia tradicional. Em certo nível, meu interesse nesse tema tem sido profissional, pois estou escrevendo uma série criminal, ambientada nos dias de hoje, e minha detetive protagonista é de uma idade que se interessa e que é afetada por isso; mas em um nível pessoal também, como irei explicar.

Durante todo o tempo que vim pesquisando e aprendendo, acusações e ameaças de ativistas trans começaram a aparecer em meu Twitter. Tudo isso foi engatilhado por uma ‘curtida’. Quando comecei a me interessar em identidade de gênero e discussões transgêneras, comecei a tirar fotos de comentários que me interessavam, como modo de me lembrar o que deveria pesquisar mais tarde. Em uma ocasião, eu, sem percebi, apertei o botão de ‘curtir’ em vez de tirar uma foto. Aquela única ‘curtida’ foi evidência de pensamentos errôneos e um persistente baixo nível de assédio começou.

Meses depois, eu aumentei meu crime ao seguir Magdalen Burns no Twitter. Madgalen foi uma jovem e corajosa feminista e lésbica que estava morrendo em virtude de um tumor cerebral. Eu a segui porque gostaria de entrar em contato com ela diretamente, o que consegui. Entretanto, visto que Magdalen foi uma grande credora da importância do sexo biológico e não acreditava que lésbicas deveriam ser chamadas de fanáticas por não namorarem mulheres trans com pênis, os pontos se juntaram nas cabeças das ativistas trans, e o nível de abuso social aumentou.

Eu menciono tudo isso apenas para explicar que eu sabia perfeitamente o que iria acontecer quando eu apoiei Maya. Eu deveria estar no meu quarto ou quinto cancelamento na época. Eu esperava as ameaças de violência, que me diriam que eu ‘estava literalmente matando pessoas trans com meu ódio’, de ser chamada de vadia e, é claro, por meus livros serem chamados, apesar de um homem particularmente abusivo me disse que iria compostá-los.

O que eu não esperava, nas consequências do meu cancelamento, era uma avalanche de e-mails e cartas que choveram em mim, a maioria das respostas positivas, agradecidas e apoiadoras. Eles vieram de uma seção de pessoas gentis, empáticas e inteligentes, algumas trabalhando em campos que lidavam com disforia de gênero e pessoas trans, com preocupações profundas sobre o modo que os conceitos sociopolíticos estão influenciando a política, as práticas médicas e salvaguardas. Eles estão preocupados sobre os perigos para as pessoas jovens, gays e sobre a erosão de direitos de mulheres e garotas. Acima de tudo, estão preocupados sobre um clima de medo que não fará bem a ninguém – principalmente a juventude trans.

Eu havia me afastado do Twitter por vários meses tanto antes quanto depois de tweetar em apoio a Maya, porque eu sabia que não estava fazendo bem para minha saúde mental. Eu apenas retornei, porque queria compartilhar um livro infantil gratuito durante a pandemia. Imediatamente, ativistas que claramente acreditam ser bons, progressistas e gentis, assolaram minha timeline, acreditando no direito de policiar meu discurso, me acusar de ódio, me chamar de misoginia, me insultar e, acima de tudo – como qualquer mulher envolvida nesse debate saberá -, de TERF.

Se você não sabia – e por que deveria? -, ‘TERF’ é um acrônimo criado por ativistas trans que significa Feministas Radicais Trans-Excludentes. Na prática, uma seção considerável e diversa de mulheres estava sendo chamada de TERFs e a grande maioria nunca nem foram feministas radicais. Exemplos das chamadas TERFs variam da mãe de um jovem gay que estava com medo de que seu filho quisesse fazer a transição para escapar do preconceito homofóbico, para uma idosa histérica anti-feminista que jurou nunca mais voltar ao Marks & Spencer porque estavam permitindo que qualquer homem que se identificava como mulher entrar no provador feminino. Ironicamente, feministas radicais nem ao menos são trans-excludentes – elas incluem homens trans em seu feminismo, porque nasceram mulheres.

Mas essas acusações foram o bastante para intimidar muitas pessoas, instituições e organizações que outrora admirava, que se acovardaram ante a táticas infantiloides. ‘Eles irão nos chamar de transfóbicos!’. ‘Eles irão dizer que eu odeio pessoas trans!’. E depois, vão dizer que têm pulgas? Falando como uma mulher biológica, várias pessoas em posições de poder realmente precisam criar coragem”. [aqui, Rowling faz uma piada de mal gosto com a expressão “grow a pair”, dizendo que “é algo literalmente possível, de acordo com as pessoas que dizem que peixes-palhaço provam que humanos não são uma espécie dismórfica”.]

“Então por que estou fazendo isso? Por que falar? Por que não fazer minha pesquisa quietamente e manter minha cabeça abaixada?

Bom, eu tenho cinco razões em ficar preocupada com esse novo ativismo trans, e decidi que preciso falar.

Primeiramente, eu tenho um fundo de caridade focado em aliviar de privações sociais na Escócia, com ênfase em particular em mulheres e crianças. Dentre outras coisas, meu fundo apoia projetos para prisioneiras e para sobreviventes de abusos sexual e doméstico. Eu também financio pesquisas médicas sobre esclerose múltipla que se comporta de maneiras diferentes em homens e mulheres. Ficou claro para mim, há algum tempo, que o novo ativismo trans está tendo (ou deve ter, se todas as demandas forem atendidas) um impacto em várias das causas que apoio, porque está forçando uma erosão da definição legal de sexo e substituindo-o por gênero.

A segunda razão é que sou uma ex-professora e a fundadora de uma caridade para crianças, o que me dá interesse tanto em educação quanto em segurança. Assim como vários, eu tenho preocupações sobre os efeitos do movimento trans em ambos.

A terceira é que, por mais que seja uma autora banida, estou interessada em liberdade de expressão e tenho defendendo-a publicamente, mesmo no tocante a Donald Trump.

A quarta é onde as coisas começam a ficar pessoais. Estou preocupada sobre essa gigantesca explosão em mulheres jovens que querem fazer a transição e também sobre os números crescentes daqueles que des-transicionam (retornam para seu sexo original), porque se arrependem de ter feito algo que, em alguns casos, alteraram seus corpos irrevogavelmente, e tirado sua fertilidade. Alguns dizem que eles decidem transicionar depois de perceberem que têm atração pelo mesmo sexo, e que transicionar é parte movida pela homofobia, seja pela sociedade ou pela família.

A maioria das pessoas provavelmente não estão cientes – eu certamente não estava, até começar a pesquisar sobre isso – que, dez anos atrás, a maioria das pessoas querendo transicionar para o sexo oposto eram homens. A taxa agora foi revertida. O Reino Unido teve um aumento de 4400% de garotas desejando fazer o tratamento. Garotas autistas são fortemente representadas nesses números.

O mesmo fenômeno foi visto nos Estados Unidos. Em 2018, a pesquisadora e médica Lisa Littman foi explorar mais sobre isso. Numa entrevista, ela disse:

‘Pais online estavam descrevendo um padrão bastante incomum de identificação transgênera, na qual vários amigos e até mesmo grupos inteiros de amigos se identificavam como transgêneros ao mesmo tempo. Eu estaria errada se não considerasse contágio social e influências como fatores potenciais’.

Littman mencionou o Tumblr, o Reddit, o Instagram e o YouTube como fatores contribuintes para a Rápida Disforia de Gênero, na qual acredita que, no âmbito da identificação transgênera, ‘a juventude veio crescendo particularmente através de câmaras de eco’.

Seu artigo causou um furor. Ela foi acusada de viés ideológico e de espalhar informações falsas sobre pessoas transgênero, sujeita a um tsunami de abusos e uma campanha para descreditar tanto ela quanto seu trabalho. A revista tirou o artigo da internet e o reviu antes de republicá-o. Entretanto, sua carreira teve uma queda similar à sofrida por Maya Forstater. Lisa Littman ousou desafiar um dos pilares do ativismo trans, que é a concepção de identidade de gênero como inata, assim como a orientação sexual. Ninguém, os ativistas insistiram, poderia ser persuadido em ser trans. 

O argumento de vários ativistas trans é que, se você não deixar um adolescente com disforia de gênero transicionar, eles irão se matar. Em um artigo explicando o motivo de ter saído de Tavistock (clínica de gênero na Inglaterra), o psiquiatra Marcus Evans declarou que a ideia de crianças se matando caso não pudessem transicionar, não se ‘alinham substancialmente com quaisquer dados ou estudos na área. Nem mesmo se alinham com os casos que encontrei ao longo de décadas como psicoterapeuta’.

Os escritos de um jovem homem trans revelam um grupo de pessoas notavelmente sensíveis e sagazes. Quanto mais lia sobre suas declarações acerca de disforia de gênero, com descrições sobre ansiedade, dissociação, transtornos alimentarem, automutilação e ódio, mais me perguntava se, caso eu nascesse trinta anos mais tarde, eu também iria transicionar. A tentação de escapar da feminilidade seria grande. Eu lidei com um severo TOC quando adolescente. Se eu tivesse encontrado uma comunidade online que não conseguia encontrar em meu ambiente imediato, eu acredito que seria persuadida em me transformar no filho de meu pai que ele abertamente dizia que teria preferido.

Quando leio sobre a teoria de identidade de gênero, me lembro o quão mentalmente sem sexo eu me sentia. Eu lembrava das descrições de Colette sobre ser uma ‘hermafrodita mental’, e as palavras de Simone de Beauvoir: ‘é perfeitamente natural para a mulher do futuro se sentir indignada com as limitações impostas sobre seu sexo. A verdadeira questão não é se ela deve rejeitá-los, mas sim entender o motivo de aceitá-los’.

Visto que não tinha uma possibilidade realística de me tornar homem nos anos 1980, foram os livros e a música que me ajudaram a lidar com problemas de saúde mental e escrutínio sexual e julgamento que coloca várias garotas contra seus corpos quando adolescentes. Felizmente, para mim, encontrei meu próprio senso de alteridade, e minha ambivalência sobre ser uma mulher, refletida no trabalho de escritoras mulheres e musicistas que me garantiram que, apesar de tudo o que um mundo sexista tenta falar sobre o corpo feminino, não há problema em não se sentir compatível dentro de sua cabeça; não há problema em se sentir confusa, na escuridão, sexual ou não-sexualmente incerta de quem ou do que você é.

Eu quero ser bastante clara aqui: sei que transicionar será uma solução para alguns casos de disforia de gênero, ainda que eu esteja clara, através de uma extensa pesquisa, que estudos mostraram consistentemente que entre 60% e 90% de adolescentes com disforia de gênero irão crescer fora de sua disforia. De novo, me pediram para ‘apenas conhecer algumas pessoas trans’. Eu fiz isso: além de conhecer vários jovens, todos adoráveis, conheço uma mulher que se descreve como transsexual que é mas velha que eu e maravilhosa. Apesar de ser aberta sobre seu passado como um homem gay, eu sempre achei difícil pensar como ela como qualquer pessoa além de uma mulher, e acredito (e espero) que ela esteja feliz por ter transicionado. Ser mais velha, entretanto, a fez passar por um processo longo e rigoroso de avaliação, psicoterapia e transformação por etapas. A explosão atual do ativismo trans está urgindo por uma remoção de quase todos os sistemas robustos, através dos quais os candidatos a reatribuição de gênero devem passar. Um homem que não pretende passar por cirurgia e não tomar hormônios pode garantir a si mesmo um Certificado de Reconhecimento de Gênero e ser uma mulher respaldada pela lei. Muitas pessoas não têm ciência disso.

Estamos vivendo no período mais misógino que já presenciei. Nos anos 1980, eu imaginava que minhas filhas futuras caso eu tivesse alguma, teriam muito mais do que eu tive, mas entre o backlash feminista e uma cultura saturada de pornografia, acredito que as coisas ficaram piores. Nunca vi uma mulher denegrida e desumanizada como vejo hoje. Do líder de um mundo livre com uma triste história de assédio sexual e seu orgulho em dizer ‘pegá-las pela vagina’, até o movimento dos celibatários involuntários que se volta contra as mulheres que não vão transar com eles, para as ativistas trans que declaram que TERFs merecem apanhar e serem re-educadas, homens nesse espectro político parecem concordar: mulheres estão pedindo por problemas. Em todo lugar, mulheres estão sendo mandadas para calar a boca e sentar.

Eu li todos os argumentos sobre feminilidade não residir no corpo sexual, e as asserções que mulheres biológicas não têm experiências comuns, e eu os vejo, também, como profundamente misóginos e retrógrados. É claro também que um dos objetivos de negar a importância do sexo é erodir que o que alguns parecem enxergar como uma ideia segregacionista e cruel de que as mulheres têm suas próprias realidades biológicas ou – ameaçador do mesmo jeito – realidade unificadoras que as transformam em uma classe política coesa. As centenas de e-mails que recebi nos últimos dias prova que essa erosão preocupa vários outros. Não é o bastante para mulheres serem aliadas ao movimento trans. Mulheres devem aceitar e admitir que não há diferenças entre elas e as mulheres trans.

Mas várias mulheres me disseram antes que ‘mulher’ não é uma fantasia. ‘Mulher’ não é uma ideia na mente de um homem. ‘Mulher’ não é um cérebro cor de rosa, um receptáculo de Jimmy Choos ou qualquer das outras ideias sexistas que agora são ditas como progressistas. Além disso, a linguagem ‘inclusiva’ que chama as mulheres de ‘menstruadoras’ e ‘pessoas com vulvas’ diminui e desumaniza tantas mulheres do mesmo modo. Eu entendo o motivo das ativistas trans considerarem essa linguagem apropriada e gentil, mas para nós que fomos humilhadas por homens violentos, não é neutro, é hostil e alienável.

O que me traz para a quinta razão pela qual estou profundamente preocupada com as consequências do atual ativismo trans.

Estive no olho público por quase vinte anos e nunca falei publicamente sobre ser abusada doméstica e sexualmente. Não é por que tenho vergonha do que aconteceu a mim, mas sim porque é traumático revisitar e relembrar. Eu também me sinto protetora sobe minha filha do primeiro casamento. Não queria custódia completa de uma história que pertence a ela, também. Entretanto, um tempo atrás, eu a perguntei como ela se sentiria caso fosse a público falar sobre essa parte da minha vida, e ela me encorajou a seguir em frente.

Estou mencionando essas coisas agora não numa tentativa de gerar empatia, mas sim de solidariedade quanto ao número gigante de mulheres que têm histórias como a minha, que foram chamadas de intolerantes por tem preocupações sobre espaços de um sexo apenas.

Eu consegui escapar do meu primeiro casamento violento com certa dificuldade, mas agora estou casa com um homem bom e com princípios, segura e protegida de modos que não imaginava nem em um milhão de anos. Entretanto, as cicatrizes deixadas pela violência e pelo abuso sexual não desaparecem, não importa o quão amada você seja, e não importa o quanto de dinheiro você tenha. Meu nervosismo perene é uma piada familiar – e até eu sei que é engraçada -, mas rezo que minhas filhas nunca tenham as mesmas razões que tenho de odiar barulhos altos, ou ser surpreendida por pessoas atrás de mim.

Se você pudesse entrar em minha cabeça e compreender o que eu sinto quando leio sobre uma mulher trans morrendo nas mãos de um homem violento, encontraria solidariedade e afinidade. Eu tive uma sensação visceral do terror pelo qual essas mulheres trans passaram os últimos segundos na Terra, porque tive momentos do mais puro e cego medo, quando percebi que a única coisa me mantendo viva era a hesitação do meu agressor.

Acredito que a maioria das pessoas que se identificam como trans não apenas representem zero ameaça para outros, mas são vulneráveis pelos motivos que escrevi. Pessoas trans precisam e merecem proteção. Como as mulheres, são mais suscetíveis a serem assassinada por parceiros sexuais. Mulheres trans que trabalham na indústria do sexo, particularmente mulheres trans de cor, são um risco em particular. Assim como qualquer outro sobrevivente de abuso doméstico e sexual que conheço, sinto empatia e solidariedade com mulheres trans que foram abusadas por homens.

Então, eu quero que as mulheres trans sejam protegidas. Do mesmo modo, não quero que garotas e mulheres [cisgênero] fiquem menos seguras. Quando você abre as portas dos banheiros e provadores para qualquer homem que acredita ou que se sente como uma mulher – como eu disse, certificados de confirmação de gênero podem ser entregues sem qualquer necessidade de cirurgia ou hormônios -, então você abre as portas para qualquer homem que queira entrar. É a mais pura verdade.

No sábado de manhã, li que o governo escocês está seguindo em frente com seus controversos planos de reconhecimento de gênero, que irão, no geral, significar que tudo do que um homem precisa para ‘se tornar uma mulher’ é dizer que é uma. Para usar uma palavra bastante contemporânea, fui ‘engatilhada’. Presa por ataques impiedosos de ativistas trans nas redes sociais, quando estava apenas tentando dar um feedback para as crianças sobre as imagens que fizeram para meu livro durante a quarentena, eu passei a manhã do sábado em um lugar bastante conturbado na minha cabeça, conforme memórias sobre abusos sexuais que sofri em meus vinte e poucos anos voltavam constantemente. O abuso aconteceu em um lugar e em uma época de pura vulnerabilidade, e um homem se aproveitou da oportunidade. Não consegui me livrar dessas memórias e vi o quão difícil era conter minha raiva e decepção acerca do modo que meu governo está brincando com a segurança das mulheres e das garotas.

Na noite de sábado, olhando as imagens das crianças antes de ir para a cama, esqueci a primeira regra do Twitter – nunca, nunca esperar uma conversa com nuances – e reagi acerca do que senti ser uma linguagem degradante sobre as mulheres. Falei sobre a importância do sexo, e venho pagando o preço desde então. Eu fui transfóbica, fui uma puta, fui uma vadia, uma TERF, eu mereci ser cancelada, apanhar e morrer. ‘Você o próprio Voldemort’, disse uma pessoa, claramente sentindo que essa seria a única linguagem que entenderia.

Seria muito mais fácil tuitar as hashtags aprovadas – porque é claro que os direitos trans são direitos humanos e é claro que vidas trans importam. Há felicidade, alívio e segurança na conformidade. Como Simone de Beauvoir também escreveu, ‘… sem dúvida é mais confortável aguentar uma servidão cega do que trabalhar para a libertação de alguém; os mortos, também, são bem melhor vestidos na Terra do que os vivos’.

Números exorbitantes de mulheres são justificavelmente aterrorizadas pelos ativistas trans; sei disso, porque várias entraram em contato comigo para contar suas histórias. Elas estão com medo de doxxing, de perder seus empregos e meios de subsistência e da violência.

Mas infinitamente desagradável que seja esse alvejamento sobre mim, eu me recuso a abaixar a cabeça para um movimento que acredito que está causando demonstráveis ações para erodir ‘mulher’ como uma classe política e biológica, e oferecendo refúgio para predadores como alguns antes disso. Eu me coloco ao lado de homens e mulheres, gays, héteros e trans, que estão unidos pela liberdade de expressão e pensamento, e pelos direitos e pela segurança dos mais vulneráveis em nossa sociedade: jovens gays, adolescentes frágeis e mulheres que se respaldam em seus espaços de sexo. Votações mostram que essas mulheres são a grande maioria, e excluir apenas os privilegiados e sortudos de nunca terem enfrentando violência sexual dos homens, e que nunca se importaram em se reeducar o quão prevalente é.

A única coisa que me dá esperança é que as mulheres que podem protestar e se organizar estão fazendo isso, e elas têm alguns homens decentes e pessoas trans ao lado delas. Partidos políticos que tentam acalmar as vozes mais altas nesse debate estão ignorando as preocupações das mulheres sobre seus riscos. No Reino Unido, mulheres estão se unindo de lados opostos da mesma moeda, preocupadas sobre a erosão de seus direitos e a intimidação generalizada. Nenhuma das mulheres com as quais conversei odeia pessoas trans; pelo contrário. Muitas delas começaram a se interessar nesses temas por causa da juventude trans, e são bastante compreensivas acerca de adultos trans que querem apenas viver suas vidas, mas estão enfrentando backlash de um tipo de ativismo com o qual não concordam. A ironia suprema é que a tentativa de silenciar as mulheres com a palavra ‘TERF’ podem ter levado mais mulheres jovens em direção ao feminismo radical do que o movimento viu nas últimas décadas.

A última coisa que queria dizer é essa. Eu não escrevi esse artigo na esperança de que alguém toque um violino para mim, nem mesmo um pequenininho. Sou extraordinariamente afortunada; sou uma sobrevivente, certamente não uma vitima. Mencionei meu passado apenas porque, assim com qualquer outro ser humano no planeta, tenho uma história completa, que molda meus medos, meus interesses e minhas opiniões. Nunca esqueço a complexidade interior quando crio um personagem ficcional e eu certamente nunca esquecerei quando falamos de pessoas trans.

Tudo o que peço – tudo o que quero – é uma empatia similar, um entendimento similar, que seja expandido para as milhões de mulheres cujo único crime foi querer que suas preocupações fossem ouvidas, sem receber ameaças e abusos”.

Através do site The Trevor Project, que representa uma organização sem fins lucrativos com o objetivo de informar e prevenir o suicídio entre jovens LGBTs, o ator Daniel Radcliffe rebateu os comentários transfóbicos que Rowling fez no Twitter, ressaltando a importância de defender e apoiar a comunidade trans.

“Eu percebi que certos portais de notícias provavelmente irão querer indicar uma briga entre eu e a J.K. Rowling, mas esse não é o caso e nem é importante no momento. Enquanto ela é responsável pelos rumos que a minha vida tomou, eu, que tenho sido honrado em trabalhar com o Projeto Trevor na última década, sinto que devo dizer algo. Mulheres transgênero são mulheres. Qualquer declaração contrária a isso apaga a identidade e dignidade das pessoas trans e vai contra o indicado pelos profissionais da saúde que têm muito mais domínio no assunto do que eu e a J.K. Rowling. De acordo com o The Trevor Project, 78% de pessoas transgêneros e não-binárias são discriminadas por causa de sua identidade de gênero. Nós precisamos fazer mais para apoiar essas pessoas, não invalidar suas identidades e não causar mais mal a elas.”

Essa não é a primeira vez que Rowling se envolve em polêmicas do tipo. E apesar de afirmar que não é contra a liberdade de gênero, ela já admitiu que é leitora de sites anti-trans.

Há alguns anos, ela também foi duramente criticada por compartilhar trechos de entrevistas tentando minimizar a luta da comunidade transgênero.

A atriz Emma Watson, que interpretou Hermione Granger em todos os oito filmes da série ‘Harry Potter‘, veio a publico defender as pessoas trans.

“As pessoas trans são o que dizem ser e merecem viver suas vidas sem serem constantemente questionadas ou informadas de que não são quem dizem ser. Quero que meus seguidores trans saibam que eu e tantas outras pessoas ao redor do mundo te vemos, te respeitamos e te amamos por quem você é.”

 

Pesquisa revela que Nicolas Cage é o ator que mais trabalha em Hollywood

De acordo com uma pesquisa publicada pelo Movie Web, Nicolas Cage é ator que mais trabalhou em Hollywood durante os últimos cinco anos.

Apesar de estar longe das telonas ultimamente, o astro já participou de 27 produções desde 2015. A maioria foi lançada diretamente em plataformas digitais, mas ainda contam.

Entre seus trabalhos mais recentes, Cage atuou em diversos suspenses, como ‘O Regresso do Mal’, ‘Mandy’, ‘Looking Glass’, ‘211’, PrimaleGrand Isle’.

Ele também dublou o Superman em ‘Os Jovens Titans em Ação! No Cinema‘, e fez a voz de uma das versões de Peter Parker em ‘Homem-Aranha no Aranhaverso‘.

O astro também está no elenco de ‘Os Croods 2‘ e foi escalado como Joe Exotic numa série documental inspirada em ‘A Máfia dos Tigres‘, exibida na Netflix.

Samuel L. Jackson assume o 2º lugar na pesquisa, já que o veterano atuou em 22 filmes desde 2015.

Brad Pitt e Will Ferrell aparecem em 3º e 4º lugar, respectivamente. Com Pitt aparecendo em 21 filmes, e Ferrell em 20.

Logo atrás vem Margot Robbie, com 19 títulos nos últimos cinco anos, quatro deles produzidos por ela.

Confira a lista completa:

1. Nicolas Cage
2. Samuel L. Jackson
3. Brad Pitt
4. Will Ferrell
5. Margot Robbie
6. Idris Elba
7. Liam Neeson
8. Johnny Depp
9. Nicole Kidman
10. Sam Rockwell
11. Adam Sandler
12. Antonio Bandera
13. Chris Hemsworth
14. Natalie Portman
15. Anna Kendrick
16. Charlize Theron
17. Helen Mirren
18. Laura Dern
19. Leonardo DiCaprio
20. Scarlett Johansson

Falando em Nicolas Cage, o Movie Web divulgou que a Lionsgate está desenvolvendo um ambicioso filme estrelado pelo astro, que irá interpretar uma versão fictícia de si mesmo.

Intitulado ‘The Unbearable Weight of Massive Talent‘ (O Insuportável Peso de Um Enorme Talento’), o longa acompanhará Cage em um momento delicado de sua vida, quando se vê desesperado para atuar em um filme de Quentin Tarantino na tentativa de recuperar o sucesso em sua carreira.

Além disso, a trama terá foco em seu complicado relacionamento com a filha, enquanto ele tenta se livrar de uma versão sua dos anos 1990, que começa a zombar de seu fracasso como astro de Hollywood.

A história fica ainda mais complicada quando Cage conhece um chefão do cartel de drogas que sequestrou a filha de um candidato à presidência mexicana. O astro é então recrutado pelo governo dos EUA para obter informações sobre o chefe do cartel.

Escrito e dirigido por Tom Gormican (‘Namoro ou Liberdade’), o filme terá referências a diversos sucessos de Cage, como A Outra Face’, ’60 Segundos’, e ‘Despedida em Las Vegas’.

Por enquanto, ainda não há previsão para o início das filmagens e nem data estreia.

11 filmes e séries que denunciam o racismo para entender o momento

Nos tempos mais felizes e também nos mais sombrios, arte e obras de ficção tendem a ser pontos fixos aos quais podemos recorrer em busca de alguma certeza. Elas podem servir como refúgio, como reflexão e, muitas vezes, estão ali para denunciar de forma lúdica e condensada quais são os problemas com os quais lutamos dia após dia. Não à toa dizemos que a arte — e nela estão inclusos o cinema e a TV, neste século — é responsável por deixar registrados os sentimentos coletivos de um povo ou de um grupo, traduzi-los para a eternidade e para quem vê de fora e, eventualmente, ajudar a construir pontes.

Neste sentido, a denúncia do racismo e da violência contra grupos de minoridade política sempre foi uma questão presente nas artes, conscientemente ou não. Por isso, no momento em que o mundo se levanta em protestos contra o genocídio negro, o CinePOP resolve listar 11 séries ou filmes que ajudam a entender o momento.

Olhos que Condenam

olhos que condenam

A minissérie criada por Ava DuVernay para a Netflix é baseada no caso verídico de cinco jovens negros moradores do Harlem, nos Estados Unidos, acusados e condenados pelo estupro de uma jovem, branca, que corria no Central Park, em 19 de abril de 1989. Embora eles fossem inocentes, foram coagidos a confessar o crime e passaram anos na prisão por isso, em diversos regimes diferentes. Três décadas após o crime, DuVernay dá voz aos Cinco Exonerados em uma minissérie emocionante em 4 episódios. When They See Us(título original) foi indicada a 16 prêmios Emmy e venceu 2, de melhor elenco em série limitada e melhor ator em série limitada, para Jharrel Jerome, que interpretou Korey Wise. 

O Ódio que Você Semeia

O Ódio que você semeia

O filme, baseado no livro homônimo de Angie Thomas, acompanha Starr Carter (Amandla Stenberg), uma jovem de 16 anos que presencia o assassinato do melhor amigo por um policial branco. Forçada a testemunhar, Starr passa por diversas provações e desafios que a forçam a tomar coragem para se posicionar contra o racismo institucionalizado, enquanto é pressionada pela comunidade e pela família para encontrar a sua própria voz.O Ódio que Você Semeiaestá disponível no Telecine Play. 

Infiltrado na Klan

Infiltrado na Klan

Spike Lee conta a história de Ron Stallworth (John David Washington), um policial negro do Colorado que conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan e expôr a organização, provando seu valor e sua disposição a fazer mudança. A história também é baseada em fatos verídicos, e o filme está disponível para compra e aluguel em VOD.

Ponto Cego

Ponto Cego

Escrito, produzido e protagonizado pela dupla Rafael Casal e Daveed Diggs, o filme acompanha Collin (Diggs), que deseja aproveitar os últimos três dias de liberdade condicional ao lado do amigo, Miles (Casal). Mas quando o rapaz vira testemunha de um tiroteio policial, a amizade é colocada a prova e ele precisa enfrentar a realidade do próprio bairro.

Sensação no Festival de Sundance de 2018, Ponto Cego foi indicado ao Independent Spirit Awards, o ‘Oscar do Cinema  Independente’, e trata-se de uma resposta de Diggs e Casal à cidade em que cresceram, Oakland. O filme está disponível no Prime Video, da Amazon. 

Detroit em Rebelião

Detroit em Rebeliao

A premiada Kathryn Bigelow dirige este filme escrito por Mark Boal, que conta a história dos ‘disturbios raciais’ ocorridos em Detroit em 1967, entre cidadãos negros e o departamento policial após este ter invadido uma celebração para veteranos negros que retornavam da Guerra do Vietnã. O longa acompanha o dilema de um segurança (John Boyega) que precisa defender a loja em que trabalha enquanto vê jovens sendo intimidados pelas autoridades. Detroit em Rebelião está disponível no Telecine Play.

Corra!

Corra

O sensacional terror de Jordan Peele mal precisa ser apresentado, mas caso você tenha vivido sob uma pedra nos últimos anos, acompanha Chris (Daniel Kaluuya) em um final de semana conhecendo os pais da sua namorada, Rose (Allison Williams). Chegando lá, as coisas não são tão tranquilas quanto Chris imaginava…Corra!’ está disponível na Netflix. 

Se a Rua Beale Falasse

Se a Rua Beale Falasse

Após o sucesso do vencedor do Oscar ‘Moonlight – Sob a Luz do Luar’, o realizador Barry Jenkins volta à ativa com mais uma história emocionante. Dessa vez, acompanhamos o casal Clementine e Alonzo, separados após ele ser acusado de um crime que não cometeu. Quando ela descobre que está grávida, toda a família se reúne para tentar provar a inocência dele.Se a Rua Beale Falasseestá disponível no HBO Go. 

Dear White People

Dear White People

Filme transformado em série, Dear White People é uma boa recomendação em ambos os formatos. A base da história é a mesma para ambos, acompanhando um grupo de estudantes negros em uma faculdade de elite predominantemente branca nos Estados Unidos. O longa de 2014 foi protagonizado por Tessa Thompson no papel de Samantha White e está disponível para aluguel em VOD; a personagem é vivida por Logan Browning na série, que está na Netflix. 

Eu Não Sou Seu Negro

Eu Não Sou Seu Negro

A partir de um texto não-finalizado de James Baldwin, o documentário faz uma reflexão profunda sobre as questões raciais nos Estados Unidos, comparando as diferentes propostas de líderes ativistas, com narração de Samuel L. Jackson. Indicado está com acesso liberado de graça no Globosat Play, dentro do perfil do Canal Brasil. 

A 13ª Emenda

A 13ª Emenda

Também indicado ao Oscar, este documentário de Ava DuVernay analisa a eclosão do sistema prisional norte-americano com a criminalização da população negra, tecendo uma relação histórica com a falta de oportunidades igualitárias para negros e brancos dentro da sociedade.A 13ª Emendaé uma produção original Netflix. 

Watchmen

Watchmen

Esta pode parecer uma escolha, a princípio, equivocada, mas vamos com calma que tem fundamento. A adaptação da HBO assinada por Damon Lindelof utiliza como pano de fundo o Massacre de Tulsa ocorrido em 1921 para narrar a tradicional jornada do herói através de um viés político e social, que denuncia a brutalidade policial e o ciclo vicioso da América. Watchmen é uma produção da HBO.

Monstros e Homens

Monstros e Homens

 

O fato é único: um policial matou um homem negro. Mas, aqui, o assistimos através de três pontos de vistas diferentes: o de um policial negro, o de um jogador de baseball jovem e o de uma testemunha que filmou o caso. O filme tem no elenco John David Washington, Anthony Ramos e Jasmine Cephas Jones, e está disponível para compra no iTunes. 

‘Festival Eurovision de Canção’: Comédia musical da Netflix ganha trailer oficial

Netflix divulgou o trailer oficial de ‘Festival Eurovision de Canção: A Saga de Sigrit e Lars’, sua nova comédia original estrelada por Will FerrellRachel McAdams.

Confira:

O elenco também é formado por Pierce BrosnanDemi LovatoDan StevensNatasia Demetriou e Jamie Demetriou.

A produção é dirigida por David Dobkin e assinada por Andrew Steele e Ferrell.

A história gira em torno de uma dupla de aspirantes a músicos islandeses, Lars Erickssong e Sigrit Ericksdottir (Ferrell e McAdams), que têm a oportunidade de uma vida ao serem convidados a representar seu país no anual evento Eurovision – a maior competição de música do mundo.

‘Festival Eurovision de Canção’ estreia no dia 26 de junho.

Emma Watson defende as pessoas trans: “Te amamos por quem você é”

Após J.K. Rowling ser acusada de transfobia nas redes sociais devido a uma série de posts, a atriz Emma Watson, que interpretou Hermione Granger em todos os oito filmes da série ‘Harry Potter‘, veio a publico defender as pessoas trans.

“As pessoas trans são o que dizem ser e merecem viver suas vidas sem serem constantemente questionadas ou informadas de que não são quem dizem ser. Quero que meus seguidores trans saibam que eu e tantas outras pessoas ao redor do mundo te vemos, te respeitamos e te amamos por quem você é.”

Nos últimos dias, Rowling voltou a realizar comentários polêmicos sobre gênero e sexualidade, dizendo com todas as palavras que “se sexo não é real, não há atração pelo mesmo sexo. Se sexo não é real, a realidade das mulheres é apagada. Eu conheço e amo as pessoas trans, mas apagar o conceito de sexo remove a habilidade de muitas pessoas poderem discutir sobre suas vidas. Não é ódio se eu digo a verdade. A ideia de que mulheres como eu, que foram empáticas com as pessoas trans por décadas, odeiam as pessoas trans porque elas acreditam que sexo é real é absurda.”

Não demorou muito para que várias pessoas começassem a se posicionar contra o tóxico comportamento da autora, incluindo os astros da franquia Harry Potter. Agora, em uma tentativa de se defender, Rowling publicou uma carta aberta em seu site oficial.

Confira abaixo a tradução na íntegra:

“Essa não é uma carta fácil de escrever, por razões que logo se mostrarão claras, mas sei que é momento de me explicar acerca de um tema cercado de toxicidade. Eu escrevi isso sem qualquer intenção de acrescentar mais toxicidade.

Para as pessoas que não sabem: em dezembro do ano passado, fiz um tuíte em apoio a Maya Forstater, uma especialista em impostos que havia perdido seu trabalho por postagens ‘transfóbicas’. Ela levou seu caso para um tribunal trabalhista, pedindo para que o juiz julgasse se uma crença filosófica que sexo é determinado pela biologia é protegido pela lei. O Juiz Taylor disse que não.

Meu interesse em temas trans é pré-datado ao caso de Maya por quase dois anos, durante o qual acompanhei os debates sobre conceitos de identidade de gênero de perto. Conheci pessoas trans, li vários livros, blogs, artigos de pessoas trans, especialistas de gênero, pessoas interssexuais, psicólogos, especialistas, trabalhadores sociais e doutores, e segui o discurso online e em mídia tradicional. Em certo nível, meu interesse nesse tema tem sido profissional, pois estou escrevendo uma série criminal, ambientada nos dias de hoje, e minha detetive protagonista é de uma idade que se interessa e que é afetada por isso; mas em um nível pessoal também, como irei explicar.

Durante todo o tempo que vim pesquisando e aprendendo, acusações e ameaças de ativistas trans começaram a aparecer em meu Twitter. Tudo isso foi engatilhado por uma ‘curtida’. Quando comecei a me interessar em identidade de gênero e discussões transgêneras, comecei a tirar fotos de comentários que me interessavam, como modo de me lembrar o que deveria pesquisar mais tarde. Em uma ocasião, eu, sem percebi, apertei o botão de ‘curtir’ em vez de tirar uma foto. Aquela única ‘curtida’ foi evidência de pensamentos errôneos e um persistente baixo nível de assédio começou.

Meses depois, eu aumentei meu crime ao seguir Magdalen Burns no Twitter. Madgalen foi uma jovem e corajosa feminista e lésbica que estava morrendo em virtude de um tumor cerebral. Eu a segui porque gostaria de entrar em contato com ela diretamente, o que consegui. Entretanto, visto que Magdalen foi uma grande credora da importância do sexo biológico e não acreditava que lésbicas deveriam ser chamadas de fanáticas por não namorarem mulheres trans com pênis, os pontos se juntaram nas cabeças das ativistas trans, e o nível de abuso social aumentou.

Eu menciono tudo isso apenas para explicar que eu sabia perfeitamente o que iria acontecer quando eu apoiei Maya. Eu deveria estar no meu quarto ou quinto cancelamento na época. Eu esperava as ameaças de violência, que me diriam que eu ‘estava literalmente matando pessoas trans com meu ódio’, de ser chamada de vadia e, é claro, por meus livros serem chamados, apesar de um homem particularmente abusivo me disse que iria compostá-los.

O que eu não esperava, nas consequências do meu cancelamento, era uma avalanche de e-mails e cartas que choveram em mim, a maioria das respostas positivas, agradecidas e apoiadoras. Eles vieram de uma seção de pessoas gentis, empáticas e inteligentes, algumas trabalhando em campos que lidavam com disforia de gênero e pessoas trans, com preocupações profundas sobre o modo que os conceitos sociopolíticos estão influenciando a política, as práticas médicas e salvaguardas. Eles estão preocupados sobre os perigos para as pessoas jovens, gays e sobre a erosão de direitos de mulheres e garotas. Acima de tudo, estão preocupados sobre um clima de medo que não fará bem a ninguém – principalmente a juventude trans.

Eu havia me afastado do Twitter por vários meses tanto antes quanto depois de tweetar em apoio a Maya, porque eu sabia que não estava fazendo bem para minha saúde mental. Eu apenas retornei, porque queria compartilhar um livro infantil gratuito durante a pandemia. Imediatamente, ativistas que claramente acreditam ser bons, progressistas e gentis, assolaram minha timeline, acreditando no direito de policiar meu discurso, me acusar de ódio, me chamar de misoginia, me insultar e, acima de tudo – como qualquer mulher envolvida nesse debate saberá -, de TERF.

Se você não sabia – e por que deveria? -, ‘TERF’ é um acrônimo criado por ativistas trans que significa Feministas Radicais Trans-Excludentes. Na prática, uma seção considerável e diversa de mulheres estava sendo chamada de TERFs e a grande maioria nunca nem foram feministas radicais. Exemplos das chamadas TERFs variam da mãe de um jovem gay que estava com medo de que seu filho quisesse fazer a transição para escapar do preconceito homofóbico, para uma idosa histérica anti-feminista que jurou nunca mais voltar ao Marks & Spencer porque estavam permitindo que qualquer homem que se identificava como mulher entrar no provador feminino. Ironicamente, feministas radicais nem ao menos são trans-excludentes – elas incluem homens trans em seu feminismo, porque nasceram mulheres.

Mas essas acusações foram o bastante para intimidar muitas pessoas, instituições e organizações que outrora admirava, que se acovardaram ante a táticas infantiloides. ‘Eles irão nos chamar de transfóbicos!’. ‘Eles irão dizer que eu odeio pessoas trans!’. E depois, vão dizer que têm pulgas? Falando como uma mulher biológica, várias pessoas em posições de poder realmente precisam criar coragem”. [aqui, Rowling faz uma piada de mal gosto com a expressão “grow a pair”, dizendo que “é algo literalmente possível, de acordo com as pessoas que dizem que peixes-palhaço provam que humanos não são uma espécie dismórfica”.]

“Então por que estou fazendo isso? Por que falar? Por que não fazer minha pesquisa quietamente e manter minha cabeça abaixada?

Bom, eu tenho cinco razões em ficar preocupada com esse novo ativismo trans, e decidi que preciso falar.

Primeiramente, eu tenho um fundo de caridade focado em aliviar de privações sociais na Escócia, com ênfase em particular em mulheres e crianças. Dentre outras coisas, meu fundo apoia projetos para prisioneiras e para sobreviventes de abusos sexual e doméstico. Eu também financio pesquisas médicas sobre esclerose múltipla que se comporta de maneiras diferentes em homens e mulheres. Ficou claro para mim, há algum tempo, que o novo ativismo trans está tendo (ou deve ter, se todas as demandas forem atendidas) um impacto em várias das causas que apoio, porque está forçando uma erosão da definição legal de sexo e substituindo-o por gênero.

A segunda razão é que sou uma ex-professora e a fundadora de uma caridade para crianças, o que me dá interesse tanto em educação quanto em segurança. Assim como vários, eu tenho preocupações sobre os efeitos do movimento trans em ambos.

A terceira é que, por mais que seja uma autora banida, estou interessada em liberdade de expressão e tenho defendendo-a publicamente, mesmo no tocante a Donald Trump.

A quarta é onde as coisas começam a ficar pessoais. Estou preocupada sobre essa gigantesca explosão em mulheres jovens que querem fazer a transição e também sobre os números crescentes daqueles que des-transicionam (retornam para seu sexo original), porque se arrependem de ter feito algo que, em alguns casos, alteraram seus corpos irrevogavelmente, e tirado sua fertilidade. Alguns dizem que eles decidem transicionar depois de perceberem que têm atração pelo mesmo sexo, e que transicionar é parte movida pela homofobia, seja pela sociedade ou pela família.

A maioria das pessoas provavelmente não estão cientes – eu certamente não estava, até começar a pesquisar sobre isso – que, dez anos atrás, a maioria das pessoas querendo transicionar para o sexo oposto eram homens. A taxa agora foi revertida. O Reino Unido teve um aumento de 4400% de garotas desejando fazer o tratamento. Garotas autistas são fortemente representadas nesses números.

O mesmo fenômeno foi visto nos Estados Unidos. Em 2018, a pesquisadora e médica Lisa Littman foi explorar mais sobre isso. Numa entrevista, ela disse:

‘Pais online estavam descrevendo um padrão bastante incomum de identificação transgênera, na qual vários amigos e até mesmo grupos inteiros de amigos se identificavam como transgêneros ao mesmo tempo. Eu estaria errada se não considerasse contágio social e influências como fatores potenciais’.

Littman mencionou o Tumblr, o Reddit, o Instagram e o YouTube como fatores contribuintes para a Rápida Disforia de Gênero, na qual acredita que, no âmbito da identificação transgênera, ‘a juventude veio crescendo particularmente através de câmaras de eco’.

Seu artigo causou um furor. Ela foi acusada de viés ideológico e de espalhar informações falsas sobre pessoas transgênero, sujeita a um tsunami de abusos e uma campanha para descreditar tanto ela quanto seu trabalho. A revista tirou o artigo da internet e o reviu antes de republicá-o. Entretanto, sua carreira teve uma queda similar à sofrida por Maya Forstater. Lisa Littman ousou desafiar um dos pilares do ativismo trans, que é a concepção de identidade de gênero como inata, assim como a orientação sexual. Ninguém, os ativistas insistiram, poderia ser persuadido em ser trans. 

O argumento de vários ativistas trans é que, se você não deixar um adolescente com disforia de gênero transicionar, eles irão se matar. Em um artigo explicando o motivo de ter saído de Tavistock (clínica de gênero na Inglaterra), o psiquiatra Marcus Evans declarou que a ideia de crianças se matando caso não pudessem transicionar, não se ‘alinham substancialmente com quaisquer dados ou estudos na área. Nem mesmo se alinham com os casos que encontrei ao longo de décadas como psicoterapeuta’.

Os escritos de um jovem homem trans revelam um grupo de pessoas notavelmente sensíveis e sagazes. Quanto mais lia sobre suas declarações acerca de disforia de gênero, com descrições sobre ansiedade, dissociação, transtornos alimentarem, automutilação e ódio, mais me perguntava se, caso eu nascesse trinta anos mais tarde, eu também iria transicionar. A tentação de escapar da feminilidade seria grande. Eu lidei com um severo TOC quando adolescente. Se eu tivesse encontrado uma comunidade online que não conseguia encontrar em meu ambiente imediato, eu acredito que seria persuadida em me transformar no filho de meu pai que ele abertamente dizia que teria preferido.

Quando leio sobre a teoria de identidade de gênero, me lembro o quão mentalmente sem sexo eu me sentia. Eu lembrava das descrições de Colette sobre ser uma ‘hermafrodita mental’, e as palavras de Simone de Beauvoir: ‘é perfeitamente natural para a mulher do futuro se sentir indignada com as limitações impostas sobre seu sexo. A verdadeira questão não é se ela deve rejeitá-los, mas sim entender o motivo de aceitá-los’.

Visto que não tinha uma possibilidade realística de me tornar homem nos anos 1980, foram os livros e a música que me ajudaram a lidar com problemas de saúde mental e escrutínio sexual e julgamento que coloca várias garotas contra seus corpos quando adolescentes. Felizmente, para mim, encontrei meu próprio senso de alteridade, e minha ambivalência sobre ser uma mulher, refletida no trabalho de escritoras mulheres e musicistas que me garantiram que, apesar de tudo o que um mundo sexista tenta falar sobre o corpo feminino, não há problema em não se sentir compatível dentro de sua cabeça; não há problema em se sentir confusa, na escuridão, sexual ou não-sexualmente incerta de quem ou do que você é.

Eu quero ser bastante clara aqui: sei que transicionar será uma solução para alguns casos de disforia de gênero, ainda que eu esteja clara, através de uma extensa pesquisa, que estudos mostraram consistentemente que entre 60% e 90% de adolescentes com disforia de gênero irão crescer fora de sua disforia. De novo, me pediram para ‘apenas conhecer algumas pessoas trans’. Eu fiz isso: além de conhecer vários jovens, todos adoráveis, conheço uma mulher que se descreve como transsexual que é mas velha que eu e maravilhosa. Apesar de ser aberta sobre seu passado como um homem gay, eu sempre achei difícil pensar como ela como qualquer pessoa além de uma mulher, e acredito (e espero) que ela esteja feliz por ter transicionado. Ser mais velha, entretanto, a fez passar por um processo longo e rigoroso de avaliação, psicoterapia e transformação por etapas. A explosão atual do ativismo trans está urgindo por uma remoção de quase todos os sistemas robustos, através dos quais os candidatos a reatribuição de gênero devem passar. Um homem que não pretende passar por cirurgia e não tomar hormônios pode garantir a si mesmo um Certificado de Reconhecimento de Gênero e ser uma mulher respaldada pela lei. Muitas pessoas não têm ciência disso.

Estamos vivendo no período mais misógino que já presenciei. Nos anos 1980, eu imaginava que minhas filhas futuras caso eu tivesse alguma, teriam muito mais do que eu tive, mas entre o backlash feminista e uma cultura saturada de pornografia, acredito que as coisas ficaram piores. Nunca vi uma mulher denegrida e desumanizada como vejo hoje. Do líder de um mundo livre com uma triste história de assédio sexual e seu orgulho em dizer ‘pegá-las pela vagina’, até o movimento dos celibatários involuntários que se volta contra as mulheres que não vão transar com eles, para as ativistas trans que declaram que TERFs merecem apanhar e serem re-educadas, homens nesse espectro político parecem concordar: mulheres estão pedindo por problemas. Em todo lugar, mulheres estão sendo mandadas para calar a boca e sentar.

Eu li todos os argumentos sobre feminilidade não residir no corpo sexual, e as asserções que mulheres biológicas não têm experiências comuns, e eu os vejo, também, como profundamente misóginos e retrógrados. É claro também que um dos objetivos de negar a importância do sexo é erodir que o que alguns parecem enxergar como uma ideia segregacionista e cruel de que as mulheres têm suas próprias realidades biológicas ou – ameaçador do mesmo jeito – realidade unificadoras que as transformam em uma classe política coesa. As centenas de e-mails que recebi nos últimos dias prova que essa erosão preocupa vários outros. Não é o bastante para mulheres serem aliadas ao movimento trans. Mulheres devem aceitar e admitir que não há diferenças entre elas e as mulheres trans.

Mas várias mulheres me disseram antes que ‘mulher’ não é uma fantasia. ‘Mulher’ não é uma ideia na mente de um homem. ‘Mulher’ não é um cérebro cor de rosa, um receptáculo de Jimmy Choos ou qualquer das outras ideias sexistas que agora são ditas como progressistas. Além disso, a linguagem ‘inclusiva’ que chama as mulheres de ‘menstruadoras’ e ‘pessoas com vulvas’ diminui e desumaniza tantas mulheres do mesmo modo. Eu entendo o motivo das ativistas trans considerarem essa linguagem apropriada e gentil, mas para nós que fomos humilhadas por homens violentos, não é neutro, é hostil e alienável.

O que me traz para a quinta razão pela qual estou profundamente preocupada com as consequências do atual ativismo trans.

Estive no olho público por quase vinte anos e nunca falei publicamente sobre ser abusada doméstica e sexualmente. Não é por que tenho vergonha do que aconteceu a mim, mas sim porque é traumático revisitar e relembrar. Eu também me sinto protetora sobe minha filha do primeiro casamento. Não queria custódia completa de uma história que pertence a ela, também. Entretanto, um tempo atrás, eu a perguntei como ela se sentiria caso fosse a público falar sobre essa parte da minha vida, e ela me encorajou a seguir em frente.

Estou mencionando essas coisas agora não numa tentativa de gerar empatia, mas sim de solidariedade quanto ao número gigante de mulheres que têm histórias como a minha, que foram chamadas de intolerantes por tem preocupações sobre espaços de um sexo apenas.

Eu consegui escapar do meu primeiro casamento violento com certa dificuldade, mas agora estou casa com um homem bom e com princípios, segura e protegida de modos que não imaginava nem em um milhão de anos. Entretanto, as cicatrizes deixadas pela violência e pelo abuso sexual não desaparecem, não importa o quão amada você seja, e não importa o quanto de dinheiro você tenha. Meu nervosismo perene é uma piada familiar – e até eu sei que é engraçada -, mas rezo que minhas filhas nunca tenham as mesmas razões que tenho de odiar barulhos altos, ou ser surpreendida por pessoas atrás de mim.

Se você pudesse entrar em minha cabeça e compreender o que eu sinto quando leio sobre uma mulher trans morrendo nas mãos de um homem violento, encontraria solidariedade e afinidade. Eu tive uma sensação visceral do terror pelo qual essas mulheres trans passaram os últimos segundos na Terra, porque tive momentos do mais puro e cego medo, quando percebi que a única coisa me mantendo viva era a hesitação do meu agressor.

Acredito que a maioria das pessoas que se identificam como trans não apenas representem zero ameaça para outros, mas são vulneráveis pelos motivos que escrevi. Pessoas trans precisam e merecem proteção. Como as mulheres, são mais suscetíveis a serem assassinada por parceiros sexuais. Mulheres trans que trabalham na indústria do sexo, particularmente mulheres trans de cor, são um risco em particular. Assim como qualquer outro sobrevivente de abuso doméstico e sexual que conheço, sinto empatia e solidariedade com mulheres trans que foram abusadas por homens.

Então, eu quero que as mulheres trans sejam protegidas. Do mesmo modo, não quero que garotas e mulheres [cisgênero] fiquem menos seguras. Quando você abre as portas dos banheiros e provadores para qualquer homem que acredita ou que se sente como uma mulher – como eu disse, certificados de confirmação de gênero podem ser entregues sem qualquer necessidade de cirurgia ou hormônios -, então você abre as portas para qualquer homem que queira entrar. É a mais pura verdade.

No sábado de manhã, li que o governo escocês está seguindo em frente com seus controversos planos de reconhecimento de gênero, que irão, no geral, significar que tudo do que um homem precisa para ‘se tornar uma mulher’ é dizer que é uma. Para usar uma palavra bastante contemporânea, fui ‘engatilhada’. Presa por ataques impiedosos de ativistas trans nas redes sociais, quando estava apenas tentando dar um feedback para as crianças sobre as imagens que fizeram para meu livro durante a quarentena, eu passei a manhã do sábado em um lugar bastante conturbado na minha cabeça, conforme memórias sobre abusos sexuais que sofri em meus vinte e poucos anos voltavam constantemente. O abuso aconteceu em um lugar e em uma época de pura vulnerabilidade, e um homem se aproveitou da oportunidade. Não consegui me livrar dessas memórias e vi o quão difícil era conter minha raiva e decepção acerca do modo que meu governo está brincando com a segurança das mulheres e das garotas.

Na noite de sábado, olhando as imagens das crianças antes de ir para a cama, esqueci a primeira regra do Twitter – nunca, nunca esperar uma conversa com nuances – e reagi acerca do que senti ser uma linguagem degradante sobre as mulheres. Falei sobre a importância do sexo, e venho pagando o preço desde então. Eu fui transfóbica, fui uma puta, fui uma vadia, uma TERF, eu mereci ser cancelada, apanhar e morrer. ‘Você o próprio Voldemort’, disse uma pessoa, claramente sentindo que essa seria a única linguagem que entenderia.

Seria muito mais fácil tuitar as hashtags aprovadas – porque é claro que os direitos trans são direitos humanos e é claro que vidas trans importam. Há felicidade, alívio e segurança na conformidade. Como Simone de Beauvoir também escreveu, ‘… sem dúvida é mais confortável aguentar uma servidão cega do que trabalhar para a libertação de alguém; os mortos, também, são bem melhor vestidos na Terra do que os vivos’.

Números exorbitantes de mulheres são justificavelmente aterrorizadas pelos ativistas trans; sei disso, porque várias entraram em contato comigo para contar suas histórias. Elas estão com medo de doxxing, de perder seus empregos e meios de subsistência e da violência.

Mas infinitamente desagradável que seja esse alvejamento sobre mim, eu me recuso a abaixar a cabeça para um movimento que acredito que está causando demonstráveis ações para erodir ‘mulher’ como uma classe política e biológica, e oferecendo refúgio para predadores como alguns antes disso. Eu me coloco ao lado de homens e mulheres, gays, héteros e trans, que estão unidos pela liberdade de expressão e pensamento, e pelos direitos e pela segurança dos mais vulneráveis em nossa sociedade: jovens gays, adolescentes frágeis e mulheres que se respaldam em seus espaços de sexo. Votações mostram que essas mulheres são a grande maioria, e excluir apenas os privilegiados e sortudos de nunca terem enfrentando violência sexual dos homens, e que nunca se importaram em se reeducar o quão prevalente é.

A única coisa que me dá esperança é que as mulheres que podem protestar e se organizar estão fazendo isso, e elas têm alguns homens decentes e pessoas trans ao lado delas. Partidos políticos que tentam acalmar as vozes mais altas nesse debate estão ignorando as preocupações das mulheres sobre seus riscos. No Reino Unido, mulheres estão se unindo de lados opostos da mesma moeda, preocupadas sobre a erosão de seus direitos e a intimidação generalizada. Nenhuma das mulheres com as quais conversei odeia pessoas trans; pelo contrário. Muitas delas começaram a se interessar nesses temas por causa da juventude trans, e são bastante compreensivas acerca de adultos trans que querem apenas viver suas vidas, mas estão enfrentando backlash de um tipo de ativismo com o qual não concordam. A ironia suprema é que a tentativa de silenciar as mulheres com a palavra ‘TERF’ podem ter levado mais mulheres jovens em direção ao feminismo radical do que o movimento viu nas últimas décadas.

A última coisa que queria dizer é essa. Eu não escrevi esse artigo na esperança de que alguém toque um violino para mim, nem mesmo um pequenininho. Sou extraordinariamente afortunada; sou uma sobrevivente, certamente não uma vitima. Mencionei meu passado apenas porque, assim com qualquer outro ser humano no planeta, tenho uma história completa, que molda meus medos, meus interesses e minhas opiniões. Nunca esqueço a complexidade interior quando crio um personagem ficcional e eu certamente nunca esquecerei quando falamos de pessoas trans.

Tudo o que peço – tudo o que quero – é uma empatia similar, um entendimento similar, que seja expandido para as milhões de mulheres cujo único crime foi querer que suas preocupações fossem ouvidas, sem receber ameaças e abusos”.

Através do site The Trevor Project, que representa uma organização sem fins lucrativos com o objetivo de informar e prevenir o suicídio entre jovens LGBTs, o ator Daniel Radcliffe rebateu os comentários transfóbicos que Rowling fez no Twitter, ressaltando a importância de defender e apoiar a comunidade trans.

“Eu percebi que certos portais de notícias provavelmente irão querer indicar uma briga entre eu e a J.K. Rowling, mas esse não é o caso e nem é importante no momento. Enquanto ela é responsável pelos rumos que a minha vida tomou, eu, que tenho sido honrado em trabalhar com o Projeto Trevor na última década, sinto que devo dizer algo. Mulheres transgênero são mulheres. Qualquer declaração contrária a isso apaga a identidade e dignidade das pessoas trans e vai contra o indicado pelos profissionais da saúde que têm muito mais domínio no assunto do que eu e a J.K. Rowling. De acordo com o The Trevor Project, 78% de pessoas transgêneros e não-binárias são discriminadas por causa de sua identidade de gênero. Nós precisamos fazer mais para apoiar essas pessoas, não invalidar suas identidades e não causar mais mal a elas.”

Essa não é a primeira vez que Rowling se envolve em polêmicas do tipo. E apesar de afirmar que não é contra a liberdade de gênero, ela já admitiu que é leitora de sites anti-trans.

Há alguns anos, ela também foi duramente criticada por compartilhar trechos de entrevistas tentando minimizar a luta da comunidade transgênero.

Lembrando que seu novo livro infantil, intituladoO Ickabog, já está disponível oficialmente em português.

Os primeiros cinco capítulos já revelados podem ser lidos em português aqui.

Segundo a autora, a ideia surgiu há muito tempo e foi contada para seus dois filhos mais novos capítulo por capítulo por todas as noites até que ela conseguisse terminá-la. A decisão de finalmente publicá-lo veio com o anúncio do lockdown, como forma de manter as crianças entretidas.

O Ickabog será publicado gratuitamente no site através de iterações e ao longo das próximas sete semanas – de acordo com informações, “um capítulo (ou dois, ou três) por vez. Não é Harry Potter e é uma história totalmente diferente”.

Ao todo, a narrativa é composta por 34 partes, com a versão física programada para lançamento em novembro de 2020.

Além disso, Rowling está promovendo um concurso em que as crianças terão a chance de ilustrar o livro. Os editores ficarão responsável pelo resultado final e 34 dos melhores desenhos (um por capítulo) serão inclusos na versão final.

Homem-Aranha de Tobey Maguire entra para o ‘Aranhaverso’ em pôster feito por fã; Confira!

Homem-Aranha no Aranhaverso‘ reuniu diversas versões do herói em uma trama que garantiu ao filme o Oscar de Melhor Animação em 2019.

No entanto, diversos fãs sentiram falta do Peter Parker de Tobey Maguire, o que seria uma bela homenagem ao intérprete do Cabeça de Teia na trilogia dirigida por Sam Raimi.

Pensando nisso, a ilustradora Camille Vialet publicou uma incrível arte em seu perfil do Instagram, imaginando como seria o personagem no universo animado.

Na legenda, ela escreveu:

“Você gostaria de ver Tobey Maguire na sequência de ‘Homem-Aranha no Aranhaverso?’ Aqui está a minha contribuição. Foi uma arte divertida, mas extremamente difícil de se fazer. Não foi fácil transformar Tobey em um personagem de desenho animado. Mas depois de várias tentativas, aqui está. Espero que gostem.”

Confira:

 

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Would you like to see Tobey Maguire in the upcoming spiderverse sequel? Here is my take on it. It was a fun but extremely tough piece to do. Tobey isn’t easy to turn into a cartoon character. But after several attempts here it is. Hope you like it. Be sure to tell me who do you want to see next. Follow @cvialet_art for more. #tobeymaguire #spiderverse #intothespiderverse #spiderverse2 #milesmorales #ironman #endgame #infinitywar #civilwar #captainamerica #thor #avengers #loki #spiderman #peterparker #mcu #hulk #brucebanner #drstrange #thanos #venom #captainmarvel #chrishemsworth #steverogers #chrisevans #sebastianstan #blackpanther #tomholland #blackwidow #avengersassemble

Uma publicação partilhada por Camille Vialet (@cvialet_art) a

Há alguns dias, o produtor Christopher Miller revelou a um fã que a animação original traria participações especiais de Maguire, Andrew Garfield, e Tom Holland, intérpretes de Peter Parker em diferentes gerações.

Confira:

“Alguma chance de você ou [o produtor] Phill Lord nos dizer algo sobre a participação especial que Tom Holland deveria fazer na animação? E seria apenas ele ou os outros também foram considerados?”, perguntou o fã.

Ao que Miller respondeu:

“Falamos com os executivos da Sony sobre uma ambiciosa cena envolvendo o Homem-Aranha de Tobey, Andrew e Tom. Mas disseram que era ‘muito cedo’.”

Infelizmente, o cineasta não deu detalhes sobre como seria a cena, mas é divertido saber que ainda há interesse em adicionar Maguire e Garfield ao Aranhaverso.

Quem sabe numa próxima tentativa.

Vale lembrar que a produção da aguardada sequência já começou.

O anúncio foi feito pelo artista e designer da Sony Pictures, Nick Kondo, por meio de sua conta oficial do Twitter.

Na ocasião, ele ainda divulgou um rápido e colorido teaser, que reitera a estreia do longa em animação para o ano de 2022.

Confira:

“Primeiro dia de trabalho!”

Homem-Aranha no Aranhaverso 2‘ estava originalmente programado para chegar às telonas no dia 08 abril de 2022, mas agora será lançado em 07 de outubro do mesmo ano.

A decisão foi anunciada por conta da pandemia do Coronavírus, já que a agenda prevista para o processo de dublagem será afetada para evitar a propagação da doença.

Lançado em 2019, ‘Homem-Aranha no Aranhaverso tornou-se um sucesso de crítica e público, arrecadando US$ 375 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 90 milhões.

Confira a sinopse:

Após ser atingido por uma teia radioativa, Miles Morales, um jovem negro do Brooklyn, se torna o Homem-Aranha, inspirado no legado do já falecido Peter Parker. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói por baixo de um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras versões do Homem-Aranha.

O elenco de dublagem conta com Shameik Moore, Hailee SteinfeldJake JohnsonMahershala AliBryan Tyree HenryNicolas CageJohn Mulaney, e Lily Tomlin.

spiderverse poster

‘Revenge’: Sequência da série ganha sinopse

A ABC divulgou a sinopse da série que dará sequência aos eventos do drama ‘Revenge‘, que foi ao ar entre os anos de 2011 e 2015.

O revival foi escrito pelo criador da série original, Mike Kelley, e contará com um novo personagem imigrante do canal Latinx, além de pelo menos um dos personagens da série original.

Na trama, um famoso personagem de ‘Revenge‘ voltará para guiar nossa nova protagonista quando ela chegar à Malibu para se vingar de uma dinastia farmacêutica do tipo Sackler, cuja ganância insaciável levou ao assassinato de sua mãe bioquímica, à destruição de sua família, e uma epidemia global.

Após quatro anos, ‘Revenge‘ chegou ao fim em 2015, deixando muitos fãs órfãos de Victoria Grayson e Emily Thorne.

Baseada em ‘O Conde de Monte Cristo‘, obra de Alexandre Dumas, a série tinha tudo para agradar o público e conseguir fãs por onde passasse – leia nossa crítica!

Produtor fala sobre o episódio final da série

‘Velozes e Furiosos’ pode ganhar série de TV

Após o sucesso de bilheteria de ‘Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw‘ (US$ 760 milhões), ficou provado que a franquia pode se expandir em diversas produções derivadas.

Em entrevista para o Screen Rant, o diretor David Leitch foi questionado se gostaria de continuar trabalhando na franquia em uma série de TV live-action, ao que ele respondeu:

“Eu adoraria! Sim! Eu acho que deveriam investir porque há um número tão grande de personagens no universo de ‘Velozes e Furiosos‘. Imagine uma série de TV com a Madame M (Eiza González) e seu grupo de assassinas… Seria incrível.”

Enquanto isso, ‘Hobbs e Shaw 2‘ tem estreia prevista para 2022.

Confira a entrevista:

Lembrando que Leitch assinou um contrato com a Universal Pictures através de sua produtora, a 87North, para encabeçar futuros projetos para o estúdio.

No entanto, é bom deixar claro que essa é apenas uma possibilidade, e ainda não há planos para uma série live-action baseada na franquia.

O que você acha da ideia?

‘Coringa 2’: Joaquin Phoenix criou cartazes falsos para a sequência

Em uma recente entrevista ao Los Angeles Times, Joaquin Phoenix comentou que não está interessado em participar de uma sequência do sucesso de público Coringa apenas porque o primeiro filme fez um estrondo gigantesco.

Na verdade, o ator comentou que aceitou o papel do personagem-titular pelo fato da história ter um começo e um fim – sem prospecto de se tornar uma franquia.

“Acho que o medo era de ficar preso e fazer algo repetitivo com o qual você não se importa, que não se motiva ou te anima. Parte de toda a atração, para mim, é que não havia expectativas. Não assinei um contrato para fazer [múltiplos filmes]. Apenas um”.

Entretanto, Phoenix admitiu que ele e o diretor Todd Phillips começaram a conversar sobre a continuação do longa-metragem e como ela poderia parecer.

“Na segunda ou na terceira semana de filmagens, eu estava pensando, ‘Todd, você pode começar a trabalhar numa sequência? Há muito a ser explorado'”.

O ator também revelou que auxiliou o fotógrafo da produção a criar vários cartazes falsos para um hipotético Coringa 2’. “Eu basicamente disse, ‘você pode pegar esse personagem e colocá-lo em qualquer filme'”, ele Phoenix acrescentou. “Então fiz um ensaio com o fotógrafo e fizemos pôsteres no qual acrescentei Coringa a diversos filmes clássicos”.

 Você gostaria de uma sequência do filme?

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