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CEO da Disney diz que as produções do estúdio não serão retomadas tão cedo

Por conta da pandemia do Coronavírus, a indústria cinematográfica sofreu uma paralisação geral por tempo indeterminado para evitar o contágio da doença.

Infelizmente, parece que não há previsão para o retorno de algumas produções, como é o caso da Marvel Studios e da Lucasfilm.

Durante um comunicado aos investidores da Disney, Bob Chapek, CEO do estúdio, disse que:

“Em termos de produção em larga escala, passaremos pelo mesmo processo que fazemos em nossos parques temáticos ao redor do mundo…”, disse ele, segundo o Comic Book. “Não vamos colocar em risco a vida de nossos próprios funcionários e parceiros da indústria cinematográfica. Não posso confirmar quando nossas atividades serão retomadas até que a pandemia esteja controlada.”

Bob Chapek durante uma convenção da Disney em 2019

Lembrando que a pandemia interrompeu todos os futuros projetos da Marvel, incluindo ‘Falcão e o Soldado Invernal’, ‘WandaVision’, ‘Viúva Negra’, ‘Os Eternos’, ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, ‘Loki, e ‘Thor: Amor e Trovão’.

Anteriormente, o produtor Jason Blum, fundador da Blumhouse, também tocou no assunto, dizendo que a pandemia deve afetar os grandes estúdios de cinema até meados de 2021.

Blum foi questionado se estava positivo quanto ao retorno à normalidade pelos próximos meses, mas sua resposta foi bem dura e direta.

“Não! Pelos não em relação aos grandes estúdios, como a Marvel, Universal, Sony… Acho que produções menores vão se recuperar mais cedo, mas não acho que veremos filmes caros sendo desenvolvidos até 2021. A verdadeira resposta para essa pergunta só poderá ser dita quando a pandemia for efetivamente controlada. Ainda há muitos testes a serem feitos nos EUA e ao redor do mundo. Ainda não estamos seguros.”

A resposta de Blum faz todo sentido, já que diversas produções não têm previsçao de retorno, como ‘The Batman‘, ‘Jurassic World: Dominação’, ‘Shan-Chi e a Lenda dos Dez Anéis‘, e ‘Homem-Aranha 3‘.

Além disso, é muito cedo para cogitar o fim do recesso das produções cinematográficas, visto que os EUA é o país com o maior número de infectados no mundo.

Até o momento, foram registrados mais de 01 milhão de casos da doença, que deixou pelo menos 72.000 mortos no país.

Para quem não conhece, a Blumhouse é famosa pela produção de grandes títulos de suspense e terror, como ‘Hush – A Morte Ouve’, ‘Corra!’, ‘Nós’, e as franquiasAtividade Paranormal’, ‘Sobrenatural’, ‘A Entidade’, eUma Noite de Crime’.

‘Star Wars: A Ascensão Skywalker’: Naomi Ackie achou que Finn e Jannah formariam um casal

A nova trilogia de ‘Star Wars‘ acabou deixando Finn (John Boyega) sem nenhum par romântico, mesmo após o beijo entre ele Rose (Kelly Marie Tran) em ‘Os Últimos Jedi‘.

No entanto, a atriz Naomi Ackie, intérprete de Jannah em ‘A Ascensão Skywalker‘, achou a personagem seria o novo interesse amoro de Finn.

Durante uma entrevista para a Entertainment Tonight, a estrela disse que até tentou convencer o diretor J.J. Abrams a investir na ideia.

“Quando eu estava no set, lembro que tentei convencer J.J. [Abrams] a investir numa relação amorosa entre Finn e Jannah porque eu e John [Boyega] tínhamos tanta química, mas não funcionou, obviamente. Eu achei que eles formariam um belo casal, poderia dar certo. Mas eu percebi que seria muita coisa para um filme, o Finn já tinha dois interesses amorosos [Rey e Rose].”

Apesar disso, Ackie disse que se divertiu muito com a proposta e ainda mantém a amizade com Boyega e Abrams.

E aí, você acha que seria uma boa ideia?

Assista nossa crítica sobre o filme:

O grandioso elenco conta com Daisy RidleyAdam DriverJohn BoyegaOscar Isaac, Lupita Nyong’o, Domhnall GleesonKelly Marie TranJoonas Suotamo, Billie Loud, Naomi AckieRichard E. Grant, Kery Russell e os veteranos Mark Hamill e Billy Dee Williams.

Carrie Fisher também aparecerá como a General Leia Organa através do uso de imagens nunca antes divulgadas de ‘O Despertar da Força‘.

‘Venom’ ganharia filme para maiores de 18 anos com diretor de ‘Quarteto Fantástico’

Após o sucesso de ‘Poder sem Limites‘ (2012), o diretor Josh Trank foi convidado pela Sony para dirigir um filme do ‘Venom‘, mas a ideia acabou sendo cancelada por conta da trama sangrenta e extremamente violenta.

De acordo com o Polygon, o longa era descrito como uma versão macabra do personagem, destinada ao público adulto.

Durante uma entrevista ao portal, Trank deu alguns detalhes sobre os motivos do cancelamento e culpou o produtor Matt Tolmach pela decisão.

Pelo visto, Tolmach acreditava que um filme de quadrinhos voltado para o público adulto não seria uma boa aposta, na época.

“Eu era bem jovem e estava cheio de ideias, mas Matt Tolmach me tratou como criança porque não gostou do que [o roteirista] Rob Siegel e eu estávamos planejando. Ele disse que não era uma ideia comercial e começou a me atacar verbalmente. Eu não gostei disso… Eu me cansei e disse: ‘Não vou fazer o que você quer só porque você não gostou do que eu preparei. Desculpe, mas tenho outras coisas para fazer.”

Logo após abandonar o projeto, Trank foi convidado pela Fox para assumir o reboot de ‘Quarteto Fantástico‘, e o filme do ‘Venom‘ foi engavetado.

Infelizmente, Trank não revelou o que tinha em mente para a adaptação, mas rumores apontavam que o longa teria uma pegada de suspense e ficção científica, com foco na origem alienígena do simbionte.

Lembrando que ‘Venom: Tempo de Carnificina‘ (Venom: Let There Be Carnage), e a estreia acontece em 24 de junho de 2021, oito meses depois da data original (02 de outubro de 2020).

Confira o teaser nacional:

A sequência trará de volta Tom HardyMichelle Williams como Brock/Venom e Anne Weying, respectivamente. Woody Harrelson irá retornar como Carnificina, enquanto Naomie Harris viverá a vilã Shriek.

Introduzida em 1993 nos quadrinhos, Shriek é a amante de Carnificina e é descrita como uma supervilã insana com habilidades psíquicas e poderes de manipulação de sons que a transformam na nêmese de qualquer simbionte. Ela apareceu primeiro como uma das pacientes no Instituto Mental de Ravencroft, sendo libertada por Carnificina durante a própria fuga.

Andy Serkis dirige a sequência. 

‘Bad Education’: Hugh Jackman discute a importância do longa em novo vídeo; Confira!

HBO divulgou um novo vídeo de bastidores de Bad Education, em que o astro Hugh Jackman e o diretor Cory Finley discutem a importância da história para os dias de hoje.

Confira:

Mike Makowsky assina o roteiro, baseado no artigo homônimo escrito em 2004 por Robert Kolker.

Frank Tassone (Jackman) é o superintendente de uma colégio em Long Island que trouxe grande honra para o Distrito Escolar de Roslyn com a ajuda de sua assistente, Pam (Allison janney). Ele é amado por seus alunos, pelos pais e pelos próprios professores. Entretanto, quando uma jovem estudante repórter decide mergulhar mais fundo em reportagens controversas, ela começa a desvendar um esquema de fraude de proporções épicas – decidindo expor Frank a qualquer custo.

Geraldine ViswanathanRay RomanoAlex WolffAnnaleigh Ashford completam o elenco.

 

‘2084’: Paramount está desenvolvendo filme inspirado no clássico romance ‘1984’

Segundo o The Hollywood Reporter, a Paramount Pictures está desenvolvendo um novo filme de ficção científica intitulado ‘2084’.

Escrito por Mattson Tomlin (The Batman), o projeto é descrito como um “irmão espiritual” do clássico romance distópico 1984, assinado por George Orwell. O roteiro terá um tom similar com MatrixA Origem.

Lorenzo di Bonaventura entra como produtor.

Detalhes sobre a narrativa não foram revelados.

Lançado originalmente em 1949, o livro original foi o último escrito por Orwell e serve até hoje como inspiração para inúmeros realizadores e romancistas. A trama é centrada em Winston, um homem que vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade totalmente dominada pelo Estado e vigiada pelo Grande Irmão (uma força que tudo vê e que de tudo sabe).

1984 ganhou um filme lançado no ano epônimo e dirigido por Michael Radford. Com boa recepção pela crítica especializada, a produção levou vários prêmios ao redor do mundo.

‘The Terminal List’: Amazon compra direitos do novo suspense estrelado por Chris Pratt

Segundo o The Hollywood Reporter, a Amazon comprou os direitos de produção e exibição da série de suspense The Terminal List, dando sinal verde para uma temporada completa.

Estrelado por Chris Pratt,  o show gira em torno de um thriller de conspiração que combina ação com questões psicológicas acerca do custo de forçar soldados de uma nação além do que é possível.

A narrativa é focada em Reece, que perde todo o seu time da marinha depois de uma emboscada; ele retorna para casa com memórias conflitantes do evento e começa a se questionar se teve alguma coisa a ver com aquilo. Entretanto, quando novas evidências vêm à tona, Reece descobre forças obscuras trabalhando contra ele.

Antoine Fuqua (Sete Homens e um Destino) dirige a produção. David DiGilio assina o roteiro.

A história é baseada no romance homônimo de Jack Carr.

Pratt ganhou fama em 2014 e 2015, depois de estrelar filmes como Guardiões da GaláxiaJurassic World – franquias para a qual voltará em breve. Ele também participou de longas como Uma Aventura LEGOOs Passageiros, e recentemente viveu o protagonista da animação ‘Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica’ ao lado de Tom Holland.

Nenhuma outra informação foi divulgada.

‘Piratas do Caribe 6’: Karen Gillan pode ser a protagonista do reboot

Segundo o jornalista Daniel Richtman, o reboot da franquia Piratas do Caribe ganhou oficialmente sinal verde da Walt Disney Studios e pode ter encontrado sua protagonista.

As informações (via CBR) indicam que Karen Gillan será a estrela da sexta iteração da saga, ainda sem título oficial. Entretanto, não se sabe se ambas as partes já se encontraram para discutir detalhes do projeto.

Outros rumores indicam que o estúdio estaria procurando uma mulher de cor para interpretar a personagem principal – afinal, Johnny Depp não irá voltar para os filmes.

Gillan ganhou fama ao participar da quinta e da sexta temporadas de Doctor Who como a companheira Amy Pond. Seus trabalhos mais conhecidos incluem a franquia ‘Jumanji’, que caminha para sua quarta entrada nos cinemas, e a saga do Universo Cinemático Marvel, na qual interpreta Nebulosa em filmes como Guardiões da GaláxiaVingadores.

O quinto e último filme da série foi lançado em maio de 2017, após diversos problemas de produção, e faturou quase US$ 800 milhões em todo o mundo.

“Eles estão definitivamente falando sobre isso, tanto quanto eu sei. Eu gostaria muito de voltar”, afirmou Lee Arenberg, que interpretou Pintel nos três primeiros longas-metragens.

Craig Mazin, roteirista de ‘Todo Mundo em Pânico 3 e 4‘, ‘Se Beber Não Case! 3‘ e criador da série ‘Chernobyl‘, foi contratado para desenvolver uma nova história da franquia que tem como intuito atrair um novo público.

Ele escreverá o filme ao lado do veterano Ted Elliott, responsável pelo script dos primeiros quatro filmes da franquia.

‘Resgate’: Netflix revela quantos foram mortos pelo personagem do Chris Hemsworth

No novo filme de ação da Netflix, ‘Resgate’, o mercenário Tyler Rake – vivido por Chris Hemsworth, não poupa seus inimigos e os mata de forma bem visceral e sangrenta.

E a Netflix divulgou qual foi o saldo de mortes por parte do protagonista ao longo das quase duas horas de filme.

Por meio do Twitter, a gigante do streaming anunciou que o personagem de Hemsworth matou 183 pessoas durante todo o filme.

A revelação foi feita em meio à uma brincadeira, onde a página salienta o fato de nenhuma de suas vítimas terem mencionado o quão ridiculamente lindo o astro é.

Confira:

“A parte menos crível de Resgate é o fato de que em nenhum determinado momento as 183 pessoas que Chris Hemsworth mata menciona o quão ridiculamente lindo ele é…”

Vale lembrar que o roteirista Joe Russo confirmou, através do Deadline, que a continuação já está em desenvolvimento e que ele ficará responsável pelo roteiro mais uma vez.

Em entrevista ao Collider, o diretor Sam Hargrave havia revelado que tem interesse em realizar uma pré-sequência:

“A Netflix estava muito feliz com os diários de produção e começamos a pensar que poderíamos fazer uma sequência. As pessoas pensavam: ‘Oh, isso poderia ser legal…’. Você sabe, você fala sobre todas essas coisas. É uma franquia? Vamos continuar? Tínhamos que esperar o filme sair e o público responder. Vocês serão os únicos que decidirão. Mas foi comentado. Assim que Joe Russo apareceu, um ponto interessante foi que, na maioria das vezes, você recebe uma sequência. Raramente você volta no tempo em pré-sequências. Você tem a sensação de que Chris [Hemsworth] e [David] Harbour têm uma ótima química. Então pensamos que era uma maneira muito interessante, voltar no tempo e fazer uma pré-sequência”, afirmou.

O que você acha da ideia?

A trama acompanha uma missão suicida de Tyler Rake, um destemido mercenário do mercado negro, que parte em busca do herdeiro de um criminoso internacional sequestrado em território inimigo. Sem nada a perder, Rake terá de usar todas as suas habilidades para provar a si mesmo que ainda está vivo por dentro.

O elenco ainda conta com Rudhraksh Jaiswal, Randeep Hooda, Golshifteh Farahani, Pankaj Tripathi, Priyanshu Painyuli, e David Harbour.

Netflix anuncia filme de super-herói com Keanu Reeves e produzido pelos irmãos Russo

‘The Blacklist’: Final da 7ª temporada será em animação, em virtude da suspensão das filmagens

THE BLACKLIST -- "The Kazanjian Brothers" Episode 719 -- Pictured: Raymond "Red" Reddington -- (Photo by: Sony Pictures Television)

Para encerrar a 7ª temporada da popular série ‘The Blacklist‘, a emissora NBC decidiu agir de forma ousada em meio à pandemia do coronavírus.

Mesmo com a quarentena interrompendo as filmagens do episódio 19, o material que já fora gravado será utilizado em um final de temporada híbrido, que vai mesclar o formato live-action com a animação.

Os produtores decidiram utilizar as cenas já filmadas com o elenco e completar o episódio em questão com uma combinação que trará uma animação no estilo graphic-novel.

Intitulado “The Kazanijan Brothers“, o episódio não seria – originalmente – o encerramento do ciclo. Mas em virtude do quadro global, a 7ª temporada teve que ser reduzida de seu tamanho habitual, que conta com 22 episódios.

Confira as imagens do capítulo:

THE BLACKLIST — “The Kazanjian Brothers” Episode 719 — Pictured: (l-r) Raymond “Red” Reddington, Elizabeth Keen — (Photo by: Sony Pictures Television)
THE BLACKLIST — “The Kazanjian Brothers” Episode 719 — Pictured: Raymond “Red” Reddington — (Photo by: Sony Pictures Television)

O episódio vai ao ar no dia 15 de maio nos Estados Unidos.

Vale lembrar que a série já foi renovada para a 8ª temporada.

Seguindo a revelação que Raymond “Red” Reddington não é quem ele diz ser, Elizabeth Keen está dividida entre o relacionamento que ela construiu com o homem que pensava ser seu pai e seu desejo para descobrir anos de segredos e mentiras. Enquanto isso, Red entrega à Liz e ao FBI alguns dos indivíduos mais estranhos e perigosos já enfrentados por eles, fazendo seu império crescer e eliminando os seus rivais no processo. Apesar de tudo, o jogo de gato e rato entre Liz e Red fará com que limites sejam cruzados e a verdade seja exposta.

James Spader, Megan Boone, Diego Klattenhoff, Harry Lennix, Hisham Tawfiq e Amir Arison estrelam.

‘The Flash’: Final da 6ª temporada deixará ‘muitos assuntos pendentes’

Em virtude do coronavírus, os dois últimos episódios da 6ª temporada de ‘The Flash‘ acabaram ficando de fora e não puderam ser gravados.

E isso impactará diretamente no encerramento do ciclo atual, deixando muitos assuntos pendentes para os fãs

Segundo o astro Grant Gustin, algumas coisas só poderão ser resolvidas no próximo ciclo, cujas filmagens ainda não têm nada para começar.

Em entrevista ao ET, o intérprete do herói homônimo comentou sobre o capítulo será:

“Sim, esse ano não teremos aquele laço vermelho em volta do episódio final. Normalmente nós estamos acostumados a encerrar a temporada com um pouquinho de… sabe, nós gostamos daquele elemento surpresa para finalizar o ano e manter todos ansiosos durante o período de hiato, mas muito mais do que o habitual ficou incompleto. Não é, necessariamente, uma reconciliação com muitas das coisas que estavam acontecendo com o Time Flash, a separação de Barry e Iris e o espelho-verso. Então sim, há muitos assuntos pendentes e inacabados”.

O último episódio da 6ª temporada de Flash vai ao ar na próxima terça-feira.

 

 

Conheça a Franquia Bill & Ted | Keanu Reeves, Alex Winter e Viagem no Tempo

O ator Keanu Reeves viu sua carreira reascender recentemente, graças a um fenômeno moderno: os memes da internet providos pelos milênios. Reeves se tornou um astro ainda na década de 1990, graças a filmes de ação repletos de adrenalina, como Caçadores de Emoção (1991) e Velocidade Máxima (1994). Como todos os profissionais desta área, ele também viveu seus baixos, com escorregadas no período (Johnny Mnemonic e Reação em Cadeia), mas receberia uma segunda onda de popularidade – esta ainda maior – com a franquia Matrix (1999 e 2003).

Este novo auge em sua carreira – depois de uma nova temporada em baixa – aos 55 anos de idade, se deve em especial a esta realidade tecnológica na qual estamos inseridos. Hoje, existe uma grande proximidade entre as estrelas de Hollywood e o público, que as segue de perto através das redes sociais. No mundo politicamente correto de hoje, onde julgamentos são fervorosos, qualquer deslize pode ser imperdoável. Keanu, por outro lado, se tornou uma personalidade acima de qualquer suspeita, altruísta, simples e sofrido por tragédias pessoais. Nem precisa dizer que foi catapultado ao status de crush por esta nova geração que abraça o bom moço e rechaça o bad boy. Os memes do Sad Keanu – que come sozinho na praça e anda de metrô – viraram sensação. As pessoas começaram a conhecer um pouco mais quem era este ator reservado.

Na mesma época, Reeves estrelou De Volta ao Jogo (2014), primeiro capítulo na saga do assassino John Wick – que se tornou o mais recente sucesso estrondoso do astro. O longa ganhou duas continuações (em 2017 e 2019) e mais uma é prometida para 2022, e logo Keanu estava de volta ao jogo, com aparições em filmes cult e até mesmo em produções adoradas da Netflix, por esta geração… bem, Netflix. Isso sem falar em sua dublagem em Toy Story 4 (2019), aparição no próximo Bob Esponja (2020) e o vindouro Matrix 4 (2021). O ator parece estar em todo lugar, e nesta época de reviver o passado em que estamos, nada mais natural do que Keanu voltar à sua primeira franquia de sucesso, mesmo que seja um sucesso cult: Bill &Ted.

Bill & Ted: Encare a Música, terceira e tardia produção para o cinema com os personagens amalucados, está programada para o lançamento em agosto deste ano – se o coronavírus deixar. Pensando nisso, o CinePOP resolveu recapitular para você todas as obras desta franquia, que talvez nem todos conheçam bem. Vem com a gente nesta viagem pelo tempo.

Bill & Ted: Uma Aventura Fantástica (1989)

Tudo começou no fim dos anos 1980 – época que acolheu diversas produções sobre amigos adolescentes se metendo em muitas encrencas – algumas inclusive fantásticas e sobrenaturais, como é o caso aqui. Também era propício da época dois elementos que são os pilares dos personagens principais Bill e Ted: jovens aficionados por rock n roll, e não muito espertos. Neste segundo item, vale dizer também que este estereótipo do jovem desmiolado, quase sempre vinha atrelado ao seu carisma, que mesmo sem muita inteligência era o suficiente para conquistar todos ao redor e superar os problemas e desafios. Sua simpatia também criava moda, estilo de se vestir e frases de efeito – as daqui “dude”, “excellent” e “bogus” para algo ruim.

Pode-se dizer que esta persona representada no filme serviu ainda para duplas famosas como Wayne e Garth de Quanto Mais Idiota Melhor (Wayne’s World) e a animação Beavis e Butt-Head, entre outros. Ambos igualmente dividiam a paixão pelo rock, também vista no sucesso dos anos 1980, De Volta para o Futuro (1985). Este guardando, inclusive, outra semelhança com Bill & Ted, a viagem no tempo. Marty McFly (Michael J. Fox) tinha como principal preocupação em sua vida adolescente ganhar um concurso de bandas e iniciar uma carreira na música. Sonho que move, igualmente, esta dupla.

Na trama, Bill (Alex Winter) e Ted (Keanu Reeves) são dois jovens que querem ser roqueiros famosos, mas antes precisam passar de ano no colégio. Caso sejam reprovados, caminho que percorrem rápido, serão separados, já que o pai severo de Bill irá alistá-lo no colégio militar. É então que uma ajuda mágica chega ao resgate da dupla. Rufus (George Carlin), um visitante do futuro, chega para ajudá-los a passar nas provas. Segundo o sujeito, é sua permanência juntos o motivo da paz do mundo no futuro. Este viajante do tempo empresta sua máquina, uma cabine telefônica, para que a dupla possa se transportar para qualquer época e aprender sobre história. Assim, Bill & Ted vão pulando de década em década, de século em século, através do tempo, vivendo períodos diferentes de nossa civilização e no fim das contas, trazendo consigo personalidades como Sócrates, Joana D’Arc, Sigmund Freud, Napoleão, Beethoven, Abraham Lincoln, Billy the Kid, entre outros.

Reeves tinha 22 anos e Alex Winter tinha 21 anos quando começaram a filmar Uma Aventura Fantástica. A dupla foi descoberta pelos produtores na frente de um McDonald’s enquanto interagiam entre si, de forma muito parecida com o que viria a ser a definição de seus personagens. Antes de Reeves e Winter serem contratados, no entanto, atores como Sean Penn e River Phoenix fizeram teste para viver Bill, e Pauly Shore fez teste para ser Ted. Outro personagem que quase teve outra cara também foi o tutor da dupla Rufus, já que os produtores estavam decididos a ir atrás de gente graúda como Sean Connery – já imaginou?

Bill & Ted foi escrito por Chris Matheson e Ed Solomon, que criaram o roteiro à mão em quatro dias. Neste texto original, a máquina do tempo era uma van, mas os envolvidos terminaram achando muito parecido com o carro usado em De Volta para o Futuro (1985) e resolveram optar por uma cabine telefônica – sem se importar (ou saber) que esta “máquina” já estivesse sendo usada na série Doctor Who. A ideia original também mostraria a dupla “pulando” entre eventos trágicos reais, como o Titanic afundando (1912) e o desastre aéreo do dirigível Hindenburg (1937).

Reza a lenda que antes de se tornarem populares personagens de cinema com a garotada, Bill & Ted começaram as carreiras como um ato em comédias stand up, no qual os humoristas que os interpretavam faziam comentários sobre assuntos complexos que não dominavam, tudo sob o ponto de vista dos jovens descerebrados.

Por falar em suas carreiras no cinema, os personagens quase foram lançados direto na TV a cabo. Acontece que a produtora responsável pelo longa, a De Laurentiis, do italiano Dino De Laurentiis, estava pedindo falência antes do lançamento de Bill & Ted, e uma das opções era lança-lo como um filme para a TV a cabo. Por sorte, a Nelson Entertainment comprou e estreou a produção em 17 de fevereiro de 1989 nos cinemas dos EUA. O longa ficou em terceiro lugar nas bilheterias americanas em seu fim de semana de lançamento (que era um feriado), atrás do Oscarizado Rain Man (2º), com Tom Cruise e Dustin Hoffman, e da outra estreia da semana Meus Vizinhos São um Terror (1º), com Tom Hanks. Uma Aventura Fantástica chegava ao Brasil no dia 4 de maio do mesmo ano.

O primeiro Bill & Ted teve o orçamento folgado de US$10 milhões e, com direção de Stephen Herek, de Criaturas (1986) e Os Três Mosqueteiros (1993), viu o retorno de US$40.5 milhões só nos EUA – se tornando assim um sucesso moderado, e um cult graças ao crescente mercado de vídeo. Curiosamente, Keanu Reeves chegou a lamentar ter feito o filme, e não queria ser associado ao papel. Tudo que vai, volta. E agora o ator não poderia estar mais empolgado em reviver o otimista de neurônios a menos Ted.

As Aventuras de Bill & Ted (1990-1991)

Ninguém tinha dúvidas sobre o público-alvo da aventura: os jovens. Assim, antes mesmo da estreia do segundo filme, as crianças e os adolescentes ganhavam um presente logo no ano seguinte de Uma Aventura Fantástica: um desenho animado com seus personagens favoritos. Bill & Ted saíam das telonas diretamente para as telinhas na forma de animação, para expandir ainda mais suas aventuras pelo tempo. E o melhor: dublados pelos mesmos intérpretes originais. Desta forma, Keanu Reeves e Alex Winter voltavam aos personagens, e eram acompanhados por George Carlin como Rufus.

O programa, produzido pela icônica Hanna-Barbera, em parceria com a Orion Television Entertainment, braço de TV da produtora Orion, durou duas temporadas, de 1990 a 1991, num total de 21 episódios. Quem lembrava desta?

Bill & Ted: Dois Loucos no Tempo (1991)

Gravado no período de 12 semanas, com o orçamento elevado para US$20 milhões, estreava no dia 19 de julho de 1991 a segunda, maior e mais ambiciosa aventura dos amigos desmiolados Bill & Ted. A data corajosa, em pleno verão americano – época dos maiores lançamentos dos estúdios – prova isso. No Brasil, o filme estreava em 13 de setembro do mesmo ano.

O sucesso cult do primeiro garantiu a volta dos personagens que, a esta altura com um filme de sucesso e seu próprio desenho animado, faziam parte do imaginário coletivo da cultura popular norte-americana. Sendo assim, nada mais justo que para esta segunda investida a escala fosse aumentada. Desta vez, Bill & Ted precisam parar um tirano do futuro (papel de Joss Ackland) que está tentando tomar o poder e para isso envia ao passado cópias robôs dos heróis para assassiná-los (interpretados pelos mesmos). E os “exterminadores do futuro” conseguem completar sua missão, mesmo possuindo o intelecto parecido com os reais, e tomam seus lugares. Bill & Ted, por outro lado, mortos, vão do inferno ao céu, e voltam à vida tendo derrotado A Morte (papel de William Sadler).

Apesar de ser uma comédia besteirol mirada ao público jovem, o segundo Bill & Ted faz referência a clássicos como O Sétimo Selo (1957), do sueco Ingmar Bergman. Aqui, no entanto, vemos uma morte um pouco diferente do emblemático em preto e branco. Outra menção a um clássico ocorre com o filme Neste Mundo e no Outro (1946), quando os personagens chegam ao céu e conversam com Deus, conseguimos ver estátuas do ator David Niven e do diretor do filme, Michael Powell. No filme citado, Niven consegue ludibriar a morte, mas é julgado em um “tribunal celestial”, onde precisa defender sua permanência na Terra. São os roteiristas Chris Matheson e Ed Solomon, que retornaram no texto desta sequência, mostrando que são mais inteligentes do que o filme que criaram. E cinéfilos de carteirinha.

Na cadeira de diretor, uma substituição. Stephen Herek não aceitou o convite para retornar, afirmando já ter feito este filme, e que a sequência seria uma paródia do original – que por si só já era uma paródia. Assim, em seu lugar foi escalado Peter Hewitt (Garfield – O Filme), contratado devido ao curta The Candy Show (1989), seu único trabalho até então.

Dentre as ideias descartadas do roteiro original está o primeiro título que o filme teria, “Bill & Ted Go to Hell”, que de fato é parte da trama. O estúdio não topou por achar que ter a palavra “inferno” no título não desceria bem com grande parte do público. Por falar nisso, sequer a ideia de ver os heróis morrendo agradou os produtores de início, mas os roteiristas bateram o pé quanto a esta porque consideravam uma premissa boa demais para ser modificada.

O primeiro tratamento do roteiro tinha maior conexão com o filme original, fazendo a trama girar em torno de um novo trabalho acadêmico da dupla, desta vez para a aula de Inglês e Literatura. Assim, os heróis visitariam grandes obras do gênero, fazendo parte de sua história e criação, como Romeu e Julieta, Crime e Castigo e Tom Sawyer. Além disso, Rufus (Carlin), o mentor da dupla, seria originalmente o vilão deste segundo filme.

Dois Loucos no Tempo (1991) estreou recuperando metade de seu orçamento, com mais de US$10 milhões só em seu primeiro fim de semana nos EUA, ficando atrás somente do fenômeno O Exterminador do Futuro 2 nas bilheterias em sua estreia. Mesmo assim, a longo prazo, o filme terminou sua estadia nos cinemas americanos rendendo menos que o filme original, com um pouco mais de US$38 milhões em caixa. O que pôs fim nas aventuras da dupla permanentemente. Isso é, por trinta anos pelo menos.

Bill & Ted: Encare a Música (2020)

Programado para estrear em agosto deste ano, a terceira e tardia aventura dos amigos finalmente sairá do papel. Sequências com dez, vinte, trinta ou mais anos são a nova “onda” de Hollywood. De Indiana Jones, Rambo, O Iluminado e Rocky, passando por Blade Runner, Karate Kid e Evil Dead até Wall Street, Tron, Top Gun e Um Príncipe em Nova York, grande parte dos produtos da década de 1980 foram reformulados para a nova geração. Seguindo a tendência, Bill & Ted também saem da geladeira.

Alex Winter, Keanu Reeves e os criadores Chris Matheson e Ed Solomon retornam para este terceiro longa, o primeiro com os protagonistas já cinquentões. A trama mostrará a dupla na meia idade, ambos pais, cada um de uma jovem, ainda tentando emplacar na carreira musical e fazer sucesso. Suas companheiras, as princesas Joanna e Elizabeth (interpretadas aqui por Jayma Mays e Erinn  Hayes respectivamente) também estarão de volta. Assim como a Morte, novamente vivida por William Sadler. Infelizmente, o ator George Carlin, intérprete de Rufus, o terceiro personagem mais importante desta saga, faleceu em 2008, aos 71 anos.

As filhas dos protagonistas, que aparentemente serão importantes para a história, terão as formas de Samara Weaving (Casamento Sangrento) e Brigette Lundy-Paine (O Escândalo). A direção é de Dean Parisot (Heróis Fora de Órbita). Resta saber se o novo filme manterá o teor nonsense dos antigos. Esperamos que sim.

Mais Duplas Inusitadas dos Anos 1980 no Cinema

Recentemente, foi relançada aqui no CinePOP uma matéria sobre as colaborações mais curiosas do cinema durante a década de 1980 – e qual outra época é tão saborosamente nonsense?

As Duplas Mais Inusitadas dos Anos 80 no Cinema

Pegando carona nesta matéria, resolvemos formular uma segunda parte, com novos encontros impensáveis e quem sabe inesquecíveis (muitas vezes de tão infames) que rolaram nos 80’s. Alguns são muito famosos, outros viraram cult, e alguns foram varridos para debaixo do tapete, se tornando produções obscuras ou pouco faladas. Sem mais delongas, vamos conhecer esses novos encontros de “titãs”, promovidos pela década de 1980.

Jerry Lewis & Robert De Niro

Só mesmo o mestre Martin Scorsese para confeccionar um encontro destes de peso, mas também tão inusitado. Assistindo ao cult O Rei da Comédia (1982), compreendemos um pouco mais algumas inspirações para o filme Coringa. Jerry Lewis é considerado um gênio da humor, dono de uma filmografia de produções leves e pueris. Assim, Scorsese o joga numa trama tensa, de humor incorreto e ácido, para um papel de carga mais dramática. Já o intenso De Niro, usual colaborador do cineasta, fica com o personagem com aspirações de se tornar um comediante stand up.

Faye Dunaway & Supergirl

Assim como na lista anterior, deveríamos dizer Faye Dunaway e Helen Slater. Acontece que a musa 80’s (também conhecida por seus papeis em A Lenda de Billie Jean e O Segredo do Meu Sucesso) ficaria para sempre imortalizada como a primeira (e única até então) versão da heroína nos cinemas, no desastre cult conhecido como Supergirl – O Filme (1984). Pensando num universo compartilhado com os filmes do Superman de Christopher Reeve, os produtores trataram de lançar este longa após Superman III (1983). E para dar credibilidade ao projeto, a presença da Oscarizada Faye Dunaway traria prestígio ao filme – assim como Marlon Brando e Gene Hackman haviam feito. Então Dunaway topou o papel da vilã – uma bruxa chamada Selena.

Lea Thompson & um Pato

Lea Thompson foi alçada ao posto de estrela dos anos 1980 graças ao sucesso do blockbuster De Volta para o Futuro, e seu papel como Lorraine McFly – a mãe do protagonista vivido por Michael J. Fox. De Volta para o Futuro (1985) foi produzido por Steven Spielberg, assim nada mais natural do que a então jovem estrela aceitar um papel num filme produzido por outro grande nome da época, George Lucas (Star Wars e Indiana Jones). Ledo engano. Howard, o Super-Herói (1986) é a adaptação dos quadrinhos da Marvel sobre um extraterrestre que tem as formas de um pato humanoide. E Thompson interpreta uma roqueira que… tem um romance infame com a criatura. Zoofilia pura.

Tina Turner & Mel Gibson

Nesta época, Mel Gibson ainda não havia se tornado um astro com apelo mundial. Isso só ocorreria com o projeto seguinte do ator, Máquina Mortífera (1987). Mas, a série Mad Max rapidamente se tornaria uma franquia cult – com os dois primeiros longas inclusive sendo produções australianas de orçamento baixo. Mad Max Além da Cúpula do Trovão (1985) foi o primeiro filme da franquia bancado pela Warner como uma produção Hollywoodiana. Assim, o diretor George Miller optou por um grande nome para viver a vilã Aunty Entity – algo como “titia entidade”. E para isso, foi recrutada uma das maiores estrelas da música da época, a voraz Tina Turner, que de quebra fez uma canção bem legal para a trilha sonora.

Conan & Red Sonja (ou quase)

Até hoje esperamos por um terceiro longa do cimério Conan, isto é, nas formas de Arnold Schwarzenegger – já que não estamos contando o esquecível remake protagonizado por Jason Momoa (2011). Rei Conan é anunciando há tempos, mas parece nunca sair do papel. Nos anos 1980, no entanto, após os sucessos moderados de Conan – O Bárbaro (1982) e Conan – O Destruidor (1984), o sonho de alguns produtores era ver o personagem nas telonas interagindo com outra criação do autor Robert E. Howard, a guerreira Red Sonja.

Até aí tudo bem, eles conseguiram os direitos da personagem, escalaram a atriz Brigitte Nielsen para o papel, e até mesmo contrataram o diretor de Conan – O Destruidor, Richard Fleischer. E não apenas isso, Arnold Schwarzenegger estava a bordo para reviver o cimério neste Guerreiros de Fogo (1985). No entanto, os direitos do personagem Conan se encontravam com outro estúdio, e sendo assim, ele precisou ser rebatizado como Kalidor – mas sabemos exatamente quem ele é.

Os Goonies & Os Monstros da Universal (ou quase)

Ah, os anos 1980. Os melhores e mais galhofeiros filmes de entretenimento foram lançados nesta época. As ideias mais loucas ganhavam sinal verde e se tornavam sucesso – às vezes, sucesso cult, redescoberto anos depois. Foi o caso com Deu a Louca nos Monstros (1987) – Monster Squad – clássico da TV aberta na década. Os Goonies (1985) fez um enorme sucesso, assim, diversos longas protagonizados por crianças aventureiras surgiam no período. O filão ganhou uma de suas mais inusitadas investidas quando um grupo de meninos a la Goonies decidiram combater as forças do mal, personificados pelos clássicos monstros da Universal, ou seja, Drácula, Frankenstein, o Lobisomem, A Múmia e o Monstro da Lagoa Negra. Temos até mesmo um menino mais velho no grupo, assim como o Brand de Josh Brolin.

John Travolta & Olivia Newton-John

O que tem de inusitado nesta dupla, você pergunta. Travolta e Newton-John protagonizaram o inesquecível Grease – Nos Tempos da Brilhantina (1978), encantando meio mundo com seu romance. É claro que um casal com tamanha química precisa pedir bis. Bom, às vezes não. Mas foi justamente o que pensaram os produtores de Embalos a Dois (1983) – já que os próprios atores buscavam um novo projeto para estrelarem juntos. Assim, o escolhido foi esta comédia “divina”, na qual Deus deseja destruir a humanidade – ótimo tema para uma comédia romântica, certo? Alguns anjos resolvem intervir pedindo mais uma chance para a Terra. Para isso, os atrapalhados personagens do casal precisam se apaixonar. Só tem um detalhe, eles se odeiam. Apesar do fiasco, Newton-John liderou as paradas de sucesso graças à trilha sonora.

Clint Eastwood & Burt Reynolds

Dois dos maiores durões do cinema, este encontro foi algo como Stallone e Schwarzenegger juntos para a geração dos anos 1980. Coisa que nunca ocorreu. Eastwood e Reynolds vieram antes, e serviram de inspiração para grande parte dos astros do cinema brucutu. É curioso pensar, no entanto, que esta explosão de testosterona tenha ocorrido num filme que caiu no esquecimento, se tornando uma produção obscura. Cidade Ardente (1984) é um noir detetivesco, com toques de comédia, e todos os elementos que gostaríamos numa união da dupla. Reynolds interpreta um detetive particular, ex-policial e parceiro do personagem de Eastwood, ainda na força. Os dois se odeiam, mas precisam trabalhar juntos para investigar um caso de assassinato. Além da dupla, o filme conta ainda com ninguém menos que Richard “Shaft” Roundtree. É pura explosão de masculinidade tóxica.

David Bowie & Jennifer Connelly

Voltando ao tópico de artistas da música arriscando na carreira de ator, David Bowie é um dos maiores exemplares desta categoria. Muitos acreditavam que o cantor andrógeno sequer era humano. Bem, ele colabora com esta teoria aqui, em Labirinto – A Magia do Tempo (1986), onde interpreta um dançante, cantante e sensual Rei dos Duendes. Neste filme infantil inusitado, com toques musicais e criação de Jim Henson – conhecido por seu trabalho com as marionetes de Os Muppets -, Bowie é o vilão, e como heroína relutante, a Oscarizada Jennifer Connelly ainda bem novinha, mas já dando sinais de que seria uma grande estrela.

Tom Hanks & Hootch

Enquanto vivermos falaremos deste filme. O longa Uma Dupla Quase Perfeita (1989) apareceu algumas vezes em listas nossas, como a dos Cachorros Mais Famosos do Cinema e a dos Filmes dos Anos 1980 de Tom Hanks. E por falar no astro duas vezes vencedor do Oscar de melhor ator (o segundo, num total de dois, na história do cinema a vencer por dois anos consecutivos), ele precisou passar por essa em sua carreira – que não se encontrava tão mais no início assim. Acontece que filmes de policiais agindo com parceiros cachorros estava em voga em Hollywood, sendo este e K-9: Um Policial Bom pra Cachorro (lançado no mesmo ano), os maiores exemplos. Aqui, Hanks contracena com o babão Hootch.

‘Roswell: New Mexico’: Max é acusado de ter matado Noah na promo do episódio 2×09; Assista!

O 9º episódio de ‘Roswell: New Mexico‘, intitulado “The Diner“, ganhou uma nova promo, que traz Max sendo acusado pela morte de Noah e na mira dos policiais.

Confira:


Produzida pela Julie Plec (‘The Vampire Diaries‘), a série é um reboot da produção clássica ‘Roswell‘.

O drama conta a história de uma filha de imigrantes que, relutantemente, decide voltar à cidade de Roswell, no Novo México. Lá, ela descobre que sua antiga paixão adolescente, que hoje atua como um policial, é de fato um alien que tem escondido suas habilidades a vida inteira.

Ao descobrir seu segredo, ela volta a se aproximar do rapaz, o ajudando na busca por suas origens, à medida que ambos começam a se reconectar. No entanto, sua verdadeira identidade pode vir a tona, quando um governo sagaz inicia um trabalho violento para desvendar uma possível presença de vida alienígena na Terra. O medo e ódio pelo desconhecido podem colocar em risco a vida do policial e o romance que está surgindo entre os dois.

O elenco inclui Nathan Parsons (‘True Blood‘), Jeanine Mason (‘Grey’s Anatomy‘), Heather HemmensTyler BlackburnLily CowlesMichael Vlamis.

Vale lembrar que a série já está renovada para a 3ª temporada.

‘Halloween’: Designer do filme transforma máscara do Capitão Kirk em Michael Myers; Assista!

Uma das curiosidades mais antigas de ‘Halloween‘ envolve justamente a assustadora máscara usada pelo serial killer Michael Myers ao longo do filme.

Para os que desconhecem o fato, o seu visual fora criado a partir de uma máscara do Capitão Kirk de ‘Star Trek‘, na época interpretado por William Shatner.

Mais de quarenta anos depois da criação da máscara original, o designer de artefatos do clássico dos anos 70, Tommy Lee Wallace, está de volta para apresentar o passo a passo de como o rosto de William Shatner acabou se transformando na horripilante e um tanto desfigurada máscara de Michael Myers.

O vídeo fora produzido em 2014 e inicialmente faria parte do box de colecionador de Halloween.

Confira:

Lembrando que as duas novas sequências da franquia, intituladas ‘Halloween Kills‘ e ‘Halloween Ends‘, serão filmadas simultaneamente e até o momento estão planejadas para estrearem no dia 16 de outubro de 2020 e 15 de outubro de 2021, respectivamente.

Os novos filmes trarão diversos personagens conhecidos da franquia, tais como Lindsey Wallace (Kyle Richards), Tommy Doyle (Anthony Michael Hall), Marion Chambers (Nancy Stephens), Leigh Brackett (Charles Cyphers) e Lonnie Elam (Robert Longstreet).

David Gordon Green, responsável pelo reboot de 2018, retornará à direção.

Jamie Lee Curtis estrelará ambas sequências, que também trará o retorno de Robert Longstreet, Kyle Richards e Anthony Michael Hall. Espera-se que Judy Greer e Andi Matichak também retornem.

Sucesso de público e crítica, o reboot de ‘Halloween‘ arrecadou US$ 255.4 milhões mundialmente, alcançando 79% de aprovação no Rotten Tomatoes.

‘A Hora do Pesadelo’: Franquia deve ganhar novos filmes e série!

Segundo o site Dark Horizons, a icônica saga de Freddy Krueger pode não ter acabado.

Novas informações indicam que a propriedade intelectual de Wes Craven, que faleceu em 2015, pode ganhar mais um capítulo oficial – e ideias já estão começando a surgir.

A companhia de Elijah WoodSpectreVision, está envolvida no processo de criar uma série televisiva baseada nos longas-metragens originais e, além disso, é possível que a narrativa retorna novamente para as telonas.

A franquia original teve início em 1984 e, desde então, arquitetou um inegável legado para o subgênero slasher, se estendendo ao longo de sete filmes e um remake. A primeira investida foi dirigida e roteirizada por Craven, trazendo em seu elenco nomes como Robert EnglundJohnny DeppRonee BlakleyHeather LangenkampAmanda WyssNick Corri e outros.

Craven também voltaria a comandar A Hora do Pesadelo 7: O Novo Pesadelo’, em 1994. Em 2003, Freddy enfrentaria Jason Vorhees, o antagonista de Sexta-Feira 13, no cross-over Freddy vs. Jason. Em 2010, Jackie Earle Haley substituiria Englund no papel principal no remake A Hora do Pesadelo, que acabou se tornando um sucesso comercial apesar das críticas negativas.

No geral, a saga arrecadou mais de 583 milhões de dólares e tornou-se a terceira saga do terror mais lucrativa da história – perdendo para Sexta-Feira 13 (US$671,5 milhões) e Halloween (US$620,4 milhões).

Nenhuma outra informação foi divulgada.

Crítica | Dias Sem Fim – Drama Racial da Netflix recheado de armas, violência, drogas e hip hop

Nos últimos anos, mais do que em qualquer outra época, as produções audiovisuais têm buscado trazer histórias que busquem retratar as minorias excluídas do cinema, e, mais ainda: em retratá-las para além dos inúmeros estereótipos que, ao longo do tempo, ajudaram a engessar pessoas em categorias criadas pelo racismo, pela homofobia, pela xenofobia, etc. Assim, é com estranhamento que recebemos este ‘Dias Sem Fim’, novo drama racial da Netflix que tem feito sucesso na plataforma de streaming desde a sua estreia.

Já na primeira cena ficamos espantados com Jankor (Ashton Sanders, muito bem como protagonista), um rapaz negro que entra na casa de uma família – também negra – e, do nada, atira e mata Malcolm (Stephen Barrignton) e sua esposa. Jankor é preso e, durante seu julgamento, insistem em perguntar qual fora o motivo do assassinato, mas o rapaz se nega a responder. Então, já na prisão, ele conhece JD (Jeffrey Wright, o Bernard de ‘Westworld’, em participação especial com poucas cenas) e, dentro desse confinamento, Jankor reflete sobre os tais dias sem fim (cujo título em inglês é mais poético ‘All Day and a Night’, ou seja, todos os dias e uma noite) e em como sua vida se desenrolou conduzindo-o até a prisão.

Recheado de raiva e rancor, o roteiro de Joe Robert Cole (que também dirigiu o longa) perde uma ótima oportunidade de desconstruir os estereótipos e atacar o sistema de racismo estrutural social o qual sua história tenta escancarar. Ou seja, em vez de trazer um filme de drama racial que mostra as dificuldades de se vencer na vida sendo um rapaz negro de Oakland, Califórnia, o filme reforça todas as razões pelas quais um jovem negro não consegue quebrar esse padrão: a violência doméstica como único exemplo de relação familiar; a violência física como única forma de se posicionar e de fazer valer sua vontade; a criminalidade como única saída para a juventude negra; a venda de drogas como único sustento financeiro; o machismo como única forma de validação do homem nessa comunidade; o ódio como único sentimento válido; e, acima de tudo, evidencia que qualquer tentativa de sair desse padrão (estudar, buscar um emprego fixo, ir para o exército, amar a esposa, religião, etc) é uma tentativa inútil.

Apesar de não aprofundar o debate, ‘Dias Sem Fim’ conta com muito boas atuações, afinal, não é fácil interpretar personagens que precisam o tempo todo esconder seus sentimentos e, ainda assim, demonstrá-los apenas pelo olhar. O filme é bem editado, tem uma boa produção e possui uma cena lindamente filmada, quando ocorre uma corrida de carros estilo ‘Velozes e Furiosos’ e o plano acompanha um dos carros girando infinitamente. É uma cena dessas de encher os olhos.

Dias Sem Fim’ é um drama racial que mergulha no universo masculino e retrata o obscuro ciclo de racismo estrutural social e sem solução aparente. É um filme recheado de armas, violência, drogas e hip hop, cuja raiva é o fio condutor e cuja conclusão, segundo o próprio filme, é “os negros aprendem a sobreviver, não a viver”.

‘Matilda’: Ralph Fiennes vai interpretar a Diretora Trunchbull em adaptação da Netflix

De acordo com o Deadline, Ralph Fiennes foi confirmado como intérprete da Diretora Agatha Trunchbull na vindoura adaptação de ‘Matilda‘ para a Netflix.

Para quem não se lembra do filme de 1996, a ‘senhorita’ Trunchbull é a rancorosa tia da professora Jenny Honey (Embeth Davidtz), e foi interpretada por Pam Ferris.

Apesar de ser uma adaptação do romance infantil de Roald Dahl, o novo filme irá adaptar trechos da peça musical da Broadway, e a escolha de Fiennes para o papel é uma homenagem direta à produção teatral, que também traz um homem interpretando a temida personagem.

Além de Fiennes, a atriz Jodie Comer (‘Killing Eve‘) está sendo cotada para o papel da professora Jenny Honey.

No entanto, não foram revelados os outros nomes que irão compor o elenco, e ainda não há previsão para o lançamento.

Publicado pela primeira vez em 1988, o romance gira em torno da pequena Matilda Wormwood, uma menina muito inteligente que adora ler e se sentir desafiada intelectualmente.

Por conta das diferenças com seus pais preguiçosos, Matilda é matriculada em uma escola administrada pela perigosa Diretora Agatha Trunchbull, que trata seus alunos com mãos de ferro e aplica castigos rigorosos.

Diferente das outras crianças, Matilda não se intimida e acaba chamando a atenção da gentil professora Honey, a única adulta que a compreende.

No filme original, Matilda foi vivida por Mara Wilson, que atuou ao lado de Danny DeVito e Rhea Perlman.

Dirigido pelo próprio DeVito, o filme foi aclamado por parte da crítica especializada, conquistando 90% de aprovação no site Rotten Tomatoes.

Apesar disso, o longa tornou-se um fracasso de bilheteria, arrecadando apenas US$ 33 milhões pelo mundo, a partir de um orçamento de US$ 36 milhões

Eli Roth vai produzir novo terror dos roteiristas de ‘Rua Cloverfield, 10’

De acordo com o Deadline, Eli Roth vai produzir o terror de ficção científica ‘Covenant‘, baseado em um conto escrito por Elizabeth Bear.

A adaptação será roteirizada por Josh CampbellMatt Stuecken, dupla responsável pelo elogiado ‘Rua Cloverfield, 10‘.

Na história:

Um assassino em série aprisionado é condenado a “agir corretamente” para curar a disfunção neurológica que levou ao assassinato brutal de treze mulheres. Ele é forçado a se submeter ao experimento em que é exposto a empatia para combater suas tendências sociopatas , mas a situação muda e o caçador se torna o caçado.

Novas informações devem sair em breve.

‘Nada Ortodoxa’: Netflix lista os motivos para assistir a série em novo vídeo; Assista!

Para promover o lançamento da elogiada série ‘Nada Ortodoxa‘ (Unorthodox), a Netflix divulgou um novo vídeo com os principais motivos para você dar uma chance à produção.

Confira:

A série é baseada no livro ‘Unorthodox‘, escrito por Deborah Feldman.

Tentando traçar seu próprio destino, uma jovem abandona sua comunidade judia ultraortodoxa em Nova York e se muda para Berlim. Mas quando tudo parece bem, o passado retorna para atormentá-la.

Shira Haas, Jeff Wilbusch e Amit Rahav estrelam.

‘The Midnight Club’: Mike Flanagan irá desenvolver nova série de terror para a Netflix

LOS ANGELES, CA - OCTOBER 29: Mike Flanagan arrives at the Premiere Of Warner Bros Pictures' "Doctor Sleep" at Westwood Regency Theater on October 29, 2019 in Los Angeles, California. (Photo by Gregg DeGuire/FilmMagic)

De acordo com o Variety, Mike Flanagan (‘A Maldição da Residência Hill‘) e Leah Fong (‘Once Upon a Time‘) estão desenvolvendo uma nova série de terror para a Netflix, intitulada ‘The Midnight Club‘.

A série será baseada no livro homônimo escrito por Christopher Pike, lançado em 1994. E também deve incorporar outros trabalhos do autor.

Além de adaptar a trama, a dupla também servirá como produtores executivos do projeto.

A trama se passa em Rotterdam Home, um hospício para adolescentes com problemas mentais. Um grupo de pacientes começa a se reunir à meia-noite para contar histórias de terror. Logo, eles fazem um pacto para que a pessoa do grupo que morrer primeiro irá contactar os outros do além.

“Eu comecei a pensar em uma adaptação de ‘The Midnight Club’ quando era adolescente, então isso é uma sonho que se torna realidade. É uma honra introduzir o mundo do Christopher Pike a uma nova geração de fãs de terror,” compartilhou Flanagan no Twitter.

Novas informações sobre o projeto deve ser divulgadas em breve.