Site Página 7118

Alicia Vikander como Lara Croft no primeiro cartaz de ‘Tomb Raider’

A Warner Bros. liberou o primeiro cartaz de ‘Tomb Raider‘, reboot da série de games que traz Alivia Vikander como Lara Croft.

Confira:

A atriz Alicia Vikander conversou recentemente com a revista Entertainment Weekly sobre sua versão de Lara Croft e segundo a intérprete, os fãs da personagem conhecerão um outro lado ainda não explorado nos cinemas.

Diz ela:

“Ela tem toda aquela força, rigidez, curiosidade e inteligência características a sua personalidade, mas nós a despimos de toda sua vasta experiência. Neste reboot, ela não teve sua aventura. Ela ainda pensava que estava presa a essa vida moderna de mulher de negócios do subúrbio de Londres até que tudo se abre diante dela. É aí que as coisas começam. Nesta produção veremos esta personagem tão amada por outros ângulos”.

Alicia aproveitou a oportunidade para compartilhar um pouco sobre as cenas de ação que ‘Tomb Raider’ terá:

“Assim como no filme ‘A Onda’, temos muitas sequências na água. Os dois últimos dias de gravação eu fiquei em um tanque. No total, fiquei 16 dias totalmente encharcada ou submersa na água. Em uma cena em questão, nós gravamos no centro olímpico de rafting, onde eu fui jogada dentro do rio com as minhas mãos atadas! Isso acontece cerca de 50 vezes e eu nem precisei atuar, sou reagir a tudo aquilo!”

 

Alicia Vikander estrela como ‘Lara Croft‘. Walton Goggins (‘Os Oito Odiados‘) vai interpretar o vilão da trama.

Dominic West, da aclamada série ‘The Affair‘, será o pai de Lara Croft, Lord Richard Croft. A participação do pai de Lara na história é de extrema importância para que a personagem se desenvolva e mais ainda, para que ela enfrente as aventuras até chegar a ele.

“Sete anos após o desaparecimento de seu pai, Lara, de 21 anos de idade, se recusa a assumir as rédeas do seu império empresarial global. Ao invés disso, ela trabalha como entregadora de objetos em Londres, enquanto tinha aulas na faculdade. Eventualmente, ela se inspira no desaparecimento de seu pai e viaja para sua última localização conhecida. De repente, as apostas não poderiam ser mais altas para Lara, que – contra as possibilidades e armada apenas com sua mente afiada, fé e o espírito teimoso – deve aprender a ultrapassar seus limites enquanto viaja para o desconhecido. Se ela sobreviver a esta aventura perigosa, ela poderá fazer o seu próprio nome, Tomb Raider.”

As filmagens passarão por locações na África do Sul e na Inglaterra. A estreia acontece em 16 de março de 2018, com distribuição da Warner Bros.

O norueguês Roar Uthaug (‘Presos no Gelo’) dirige. Geneva Robertson-Dworet roteiriza.

Os filmes estrelados por Angelina Jolie, em 2001 e 2003, foram produzidos pela Paramount. Juntos, arrecadaram cerca de 400 milhões de dólares mundialmente, o que animou a MGM em tentar mais uma vez colocar a heroína patrimônio da Internet no cinema.

 

 

‘Jack Ryan’: Teaser da série de ação estrelada por John Krasinski

Jack Ryan‘, série inspirada no icônico personagem criado por Tom Chancy, ganhou seu primeiro teaser-trailer.

Assista:

Em conversa com o The Wrap, John Krasinski (‘The Office’) revelou alguns detalhes com relação à série.

John comentou que a primeira leva de episódios terá um forte vilão ligado ao grupo terrorista Estado Islâmico. Krasinski fez questão de frisar que a ideia da série é fazer com que Jack lute contra ações e atividades reais.

Por fim, John revelou que a produção está sendo preparada como um filme, porém dividida em 10 partes/episódios, já que o orçamento será um tanto pesado por conta das filmagens ao redor do mundo.

Jack Ryan‘ estreia na Amazon em 2018.

Jack Ryan estreou no cinema em 1990 sendo vivido por Alec Baldwin em ‘Caçada ao Outubro Vermelho’. As adaptações seguintes foram ‘Jogos Patrióticos‘ e ‘Perigo Real e Imediato‘, com Harrison Ford no papel de Jack Ryan. Em 2002 o personagem foi interpretado por Ben Affleck em ‘A Soma de Todos os Medos‘. Chris Pine foi o último a interpretar o personagem no mediado ‘Operação Sombra – Jack Ryan’.

Segundo o Deadline, a série foi encomendada pela Amazon e ainda precisa receber sinal verde após o episódio piloto ficar pronto.

Carlton Cuse e Graham Roland (‘Lost’) serão os showrunners.

A série não deve ser baseada em nenhum dos livros de Clancy, dando total liberdade criativa para seus roteiristas.

‘It – A Coisa’ se torna a 2ª maior bilheteria de todos os tempos para um filme de terror

Em apenas duas semanas, ‘It – A Coisa‘ já se tornou a segunda maior bilheteria de todos os tempos para um filme de terror nos EUA.

O filme arrecadou mais US$ 60 milhões em sua segunda semana, e já soma incríveis US$ 218,7 milhões em apenas 10 dias em cartaz.

A maior bilheteria de um filme de terror ainda pertence ao clássico ‘O Exorcista‘, que arrecadou US$ 232,9 milhões em 1974. Nos próximos dias, It deve ultrapassar esse valor.

Confira o TOP 10:

1. O Exorcista (US$ 232,9 milhões)
2. It – A Coisa (US$ 218,7 milhões)
3. Corra! (US$ 175,4 milhões)
4. A Bruxa de Blair (US$ 140,5 milhões)
5. Invocação do Mal (US$ 137,4 milhões)
6. Atividade Paranormal (US$ 107,9 milhões)
7. Entrevista com o Vampiro (US$ 105,2 milhões)
8. Atividade Paranormal 3  (US$  104 milhões)
9. Pânico (US$ 103 milhões)
10. Invocação do Mal 2 (US$  102 milhões)

O terror já soma sensacionais US$ 218.7 milhões nos EUA e US$ 152.6 milhões no resto do mundo, totalizando US$ 371.3 milhões.

As maiores arrecadações de It foram no México (US$ 13.8 milhões), Reino Unido (US$ 8.2 milhões), Austrália (US$ 4 milhões) e Rússia (US$ 4 milhões).

No Brasil, o filme fez ótimos US$ 3.4 milhões.

Vale lembrar que o terror ultrapassou ‘Invocação do Mal 2‘ e se tornou a maior abertura da história para um filme de terror no Brasil! ‘Invocação do Mal 2‘ atraiu 997.629 mil espectadores em seu fim de semana de estreia, enquanto  ‘IT – A Coisa‘ foi visto por 1.180.000 de pessoas.

As maiores arrecadações de It foram no Reino Unido (US$ 12.3 milhões), Rússia (US$ 6.7 milhões), Austrália (US$ 5.9 milhões), Brasil (US$ 5.6 milhões), Coréia do Sul (US$ 4.3 milhões) e Espanha (US$ 3.1 milhões).

‘It – A Coisa’ e as Melhores Adaptações de Stephen King

Leia nossa crítica EM TEXTO:

Crítica | It: A Coisa – Drama com toques de terror que diverte mais do que assusta!

A Coisa‘ mostra o Clube de Perdedores lutando contra Pennywise pela primeira vez, enquanto ainda adolescentes. Uma promessa feita há vinte e oito anos chama sete adultos para se reunirem em Derry, Maine, onde, enquanto adolescentes, lutaram contra uma criatura maligna que atacava as crianças da cidade. Não tendo a certeza de que seu Clube de Perdedores havia vencido a criatura todos aqueles anos atrás, os sete haviam jurado retornar a Derry se o Pennywise reaparecesse.

Palhaços que estão assustando moradores nos EUA não têm ligação com ‘It – A Coisa’  

‘The Orville’: Confira o que vem por aí no episódio 1×03 da paródia de ‘Star Trek’

Com a maior audiência de estreia do canal FOX desde ‘Empire’, ‘The Orville‘ já é um sucesso no “fall season” americano.

E a seguir, você confere o que vem no próximo episódio, que será exibido neste domingo.

Assista:

‘Scream’: Elenco reunido nas primeiras fotos dos bastidores do reboot

O reboot da série ‘Scream‘ teve suas primeiras imagens com o novo elenco divulgadas.

Confira:

Além disso, o rapper Tyga revelou em seu Twitter que a nova temporada terá a máscara original do Ghostface nos filmes.

Nas duas temporadas anteriores, o assassino usou uma máscara similar devido a problemas com direitos autorais com a fabricante.

Confira:

R.J. Cyler (‘Power Rangers’),  Keke Palmer (Scream Queens), Giorgia Whigham (13 Reasons Why),  Jessica Sula (‘Skins’), C.J. Wallace (‘Notorious B.I.G.’), Tyga e Jessica Sula (‘Fragmentado’) foram escalados para a série.

Cyler será o protagonista Deion Elliot, um grande astro do futebol americano cujo passado trágico volta a assombrá-lo no momento mais tenso de sua vida, ameaçando seus planos e colocando-o ao lado de um improvável grupo de amigos enquanto eles tentam sobreviver a um assassino mascarado.

Whigham interpretará Beth, a menina gótica do campus que também é uma tatuadora. Como fã de filmes de terror, Beth é sincera sobre seu conhecimento enciclopédico de assassinatos e serial killers.

Palmer será Kym, uma atrevida e bela ativista social com um grande coração e zero paciência para sofrimentos bobos. Quando Kym e seus amigos são caçados por um assassino, ela trabalha para virar o roteiro e sobreviver a qualquer custo.

Sula vai viver Liv, a nova garota na escola.

A MTV agendou a estreia para Março de 2018. A temporada terá seis episódios.

Brett Matthews, roteirista e produtor das séries ‘The Vampire Diaries‘ e ‘Supernatural‘, será o novo showrunner. Queen Latifah foi confirmada como produtora-executiva, ao lado de Shakim Compere e Yaneley Arty.

A nova temporada contará com um novo elenco, história e localização, e terá rostos “menos brancos” e “mais inclusivos” do que o que vimos na série até agora.

No Brasil, a série será exibida pela Netflix.

Confira a prévia do episódio final de ‘Teen Wolf’

A seguir, você assiste a prévia do que vem por aí no último episódio de ‘Teen Wolf‘.

O episódio vai ao ar nos EUA dia 24 de Setembro.

Assista:

‘The Deuce’: Prévia da série sucesso da HBO sobre indústria pornô

A seguir, você confere a prévia do próximo episódio de ‘The Deuce‘, a mais nova e elogiada série do canal.

O TV Show retrata em detalhes a indústria pornográfica americana nos anos 70.

James Franco interpreta um barman que junto com seu irmão gêmeo começam a aliciar mulheres para a produção de filmes eróticos.

Maggie Gyllenhaal vive uma prostituta da Times Square que recebe um convite irrecusável de Vincent Martino (James Franco) para uma produção do gênero.

Confira, com fotos:

‘A Forma da Água’: Fantasia do diretor Guillermo Del Toro já tem data de estreia no Brasil

A Forma da Água‘ (The Shape of Water), fantasia de horror de Guillermo Del Toro, já tem data de estreia no Brasil.

A Fox Film lança o filme nos cinemas nacionais dia 11 de Janeiro de 2018.

Del Toro assina tanto a direção quanto o roteiro.

Crítica | A Forma da Água – Conto de fadas Visceral e Erótico de Guillermo del Toro (Nota: 10.0)

Assista ao trailer legendado:

Sally Hawkins, Michael Shannon, Richard Jenkins, Michael Stuhlbarg e Octavia Spencer formam o elenco principal.

Década de 60. Em meio aos grandes conflitos políticos e bélicos e as grandes transformações sociais ocorridas nos Estados Unidos, Elisa, zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, conhece e se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa no local. Para elaborar um arriscado plano de fuga, ela recorre a um vizinho e à colega de trabalho Zelda.

Diretor de ‘Sereias de Gotham’ divulga foto do Coringa com a Arlequina

O diretor David Ayer divulgou uma nova foto do Coringa (Jared Leto) e Arlequina (Margot Robbie), indicando que novidades sobre ‘Sereias de Gotham‘ serão divulgadas em breve.

Confira:

A adaptação reúne as personagens Mulher-Gato, Alerquina e Hera Venenosa.

A Warner Bros. está desenvolvendo o filme, que será dirigido por Ayer.

‘Batman’: Anne Hathaway quer voltar a viver a Mulher-Gato 

‘Três Anúncios para um Crime’ é eleito o melhor filme no Festival de Toronto

Três Anúncios para um Crime‘ (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri) foi eleito pelo público o Melhor Filme do Festival de Toronto.

A história acompanha uma mãe cuja filha é assassinado, e ela jura vingança e justiça para quem cometeu o crime. Cercando o trabalho da polícia local, ela não se conforma com a falta de evidências de que o crime será solucionado, e decide contratar uma gangue de pistoleiros para assassinar as pessoas que a mataram.

Assista ao trailer:

O filme é dirigido por Martin McDonagh, de ‘Na Mira do Chefe‘ (2008) e ‘Sete Psicopatas e um Shih Tzu‘ (2012).

O elenco conta com Frances McDormand, Woody Harrelson, Sam Rockwell.

A estreia no Brasil acontece dia 8 de Fevereiro de 2018!

Em vídeos, Jennifer Lawrence e Aronofsky falam sobre o polêmico ‘Mãe!’

Mãe!‘ ganhou dois vídeos legendados que trazem Jennifer Lawrence e o diretor Darren Aronofsky falando sobre a polêmica produção.

Assista:


Recentemente, Lawrence revelou que ficou assustada após ler o roteiro de ‘Mãe!‘, escrito por seu namorado na vida real Darren Aronofsky.

“Quando ele me contou suas ideias, achei que elas eram brilhantes, inovadoras, desafiadoras… sempre fui fã do trabalho dele porque acho ele ousado e corajoso. Mas quando ele me deu o roteiro e eu li, joguei o texto no chão e disse que ele tinha sérios problemas psicológicos”, afirmou.

Mesmo assim, ela topou a estrelar o filme.

Assista nossa crítica em vídeo:

 

‘Viva – A Vida é Uma Festa’: Animação da Pixar ganha trailer dublado super fofo

A seguir, você confere o mais novo trailer de ‘Viva – A Vida é uma Festa‘, da Disney/Pixar

Confira:

Apesar de a música ter sido banida há gerações em sua família, Miguel (voz do novato Anthony Gonzalez) sonha em se tornar um grande músico como seu ídolo, Ernesto de la Cruz (voz de Benjamin Bratt). Desesperado para provar o seu talento, Miguel se vê na deslumbrante e pitoresco Mundo dos Mortos seguindo uma misteriosa sequência de eventos. Ao longo do caminho ele conhece o trapaceiro encantador Hector (voz de Gael García Bernal), e juntos eles partem em uma jornada extraordinária para descobrir a verdade por trás da história da família de Miguel.

A direção é de Lee Unkrich, vencedor do Oscar por ‘Toy Story 3’.

Viva – A Vida é Uma Festa’ (Coco) tem estreia marcada no Brasil para 4 de Janeiro de 2018.

Crítica | Handmaid’s Tale – A melhor série de 2017

Por Amanda Manfredini

A Netflix que se cuide, pois a plataforma Hulu vem chegando com a mesma proposta dela e já acirrou a concorrência cravando 2 pés no peito ao trazer o livro que dá nome à série para uma das melhores tramas que você vai assistir na vida. O elenco é de peso, o visual é um deleite para os olhos e a trilha sonora é certeira! Prepare seu estômago para digerir tudo sobre essa série que vai te pegar.

Ao ser lançado em 1985, o livro O conto de Aia poderia até parecer narrar um futuro distópico com proporções atreladas a um passado onde as mulheres sofriam muito mais o peso da sociedade do que hoje. Mas temos que admitir que parece que estamos encarando esse passado novamente com tanta força que não é mais exagero dizer que a série não fala sequer sobre tempos que virão, mas ilustra uma assustadora realidade próxima e já presente em vários lugares onde as mulheres nada podem.

Se você assistir ao trailer da série ou caçar imagens esporádicas, sua mente será contaminada pela ideia de que Handmaid’s Tale é uma série “de época”, e que ela fala do controle masculino em um tempo em que ele era muito mais gritante. O choque acontece quando você assiste ao conjunto total e ouve músicas que você conhece, vê um mundo externo totalmente atual onde personagens se conhecem por Tinder e pedem um Uber para chegar onde precisam. O roteiro dá um soco no estômago quando você vê que a série se passa exatamente onde estamos.

Em uma América desconstruída e com um sério problema de fertilidade, vários homens poderosos e suas submissas esposas não conseguem dar continuidade à sua “nobre linhagem”, problema esse que acaba recaindo sobre mulheres normais e férteis que tem todas as suas posses caçadas para que elas possam servir a essas famílias, sendo usadas até o limite para darem a luz a filhos que elas jamais poderão cuidar.

Assim, elas passam por um treinamento que inclui da mais severa lavagem cerebral aos mais pesados castigos corporais sempre que elas relutam a aceitarem gratuitamente sua nova utilidade nesse mundo. Toda falta de obediência é punida, e ela também se recai sobre homens quando eles não têm interesse nas questões ligadas a um mundo controlado e perfeito, mas falaremos mais disso um pouco mais pra frente.

Na série, vemos o mundo pela visão de Offred – que, na realidade, chama-se June. A série começa com ela, seu marido e sua filha sendo perseguidos. Ele fica para trás, ouvimos tiros, ela tenta fugir, mas, no fim, é pega e tem sua filha tirada de seus braços. Por ser fértil, June acaba se tornando uma aia e, como todas elas, ela tem todos seus direitos retirados – incluindo seu próprio nome – e passa a viver na casa do comandante Fred, tentando dar a ele e sua esposa uma criança.

Em um dos momentos de maior sagacidade do enredo, podemos perceber que o nome das aias muda com o tempo, não bastasse o fato de elas não poderem mais ser chamadas por seus nomes de batismo. June, no caso, vira Offred, e isso não se dá por acaso. Como podemos ver, o comandante dela se chama Fred e, sendo assim, June passa a ser “of Fred”, ou seja, do Fred. Essa ironia torna-se ainda maior quando vemos o cotidiano das aias. Elas respondem às ordens da mulher da casa, das esposas dos comandantes. Com eles, elas apenas têm contato na cerimônia, que é o momento fértil delas no mês onde elas são estupradas por eles para engravidarem. Se for a função das aias serem “propriedades” de alguém, elas pertencem muito mais às esposas que aos homens, mas, ainda assim, são eles que tornam-se donos delas.

Offred é interpretada genialmente por Elizabeth Moss, e nenhuma escolha poderia ter sido mais precisa! Além da interpretação contida e genial de uma atriz que não precisa sequer de falas para transmitir seu mundo interior, o papel de maior destaque dela até o momento também era de uma mulher forte inserida em um ambiente machista e opressor com as mulheres. Afinal foi ela quem deu vida à maravilhosa e emblemática Peggy na fodástica série Mad Men.

Aqui ela trouxe à tona uma aia questionadora e inquieta, uma sobrevivente que tantas vezes pensa em desistir, mas se mantém firme para reencontrar sua filha, uma vez que ela tem certeza que seu marido está morto. Offred é levada à casa de Fred pelo fato de que a aia antiga deles suicidou-se, justamente por não aguentar a pressão que é a vida de uma delas.

Todo mês, em seu período fértil, Offred é estuprada por Fred na chamada “Cerimônia”. Nesse momento as aias tem que deitar a cabeça no meio das pernas das esposas dos comandantes, que ficam sentadas próximas da cabeceira da cama segurando as aias pelos punhos, enquanto seus maridos estão na outra extremidade da cama estuprando as aias, que devem permanecer imóveis, sem demonstrar tipo algum de sensação, apenas esperando para engravidarem e serem dispensadas da casa em que estão após amamentarem os filhos que sequer poderão criar. Assim, elas vão para outra casa para servir a um outro comandante e virarem uma Of+ o nome de seu novo dono.

Esporadicamente as aias tem a oportunidade de descontarem sua raiva do mundo. Isso acontece em duas situações pontuais. A mais frequente é quando elas julgam umas às outras, sendo instruídas a colocar no chão a estima de alguma delas que tenha cometido alguma falha. A instrução é clara: as mulheres são fortemente treinadas para odiarem umas às outras, afinal a união delas pode gerar um grande estrago. As esposas dos comandantes odeiam as aias, afinal elas não podem ter relações com os próprios maridos, com o intuito de terem filhos vindos de outras mulheres. As aias andam sempre juntas, sem poder dar um passo além numa conversa, pois são instruídas a não confiarem umas nas outras.

Sim, essa não é uma série para quem acha que o feminismo é mimimi. Não é indicada para homens que acham que a mulher tem que ser posta debaixo de suas asas e protegida. Ela não é para mulheres que acham que outra falar sobre a sua vida pessoal na TV é exposição desnecessária ou o começo do fim do mundo.

Voltando ao assunto anterior, as aias também tem a chance de exorcizar como se sentem descontando sua raiva em outros homens, e aí temos mais uma vez uma forte ironia na série. Em uma cena emblemática, elas são convidadas a bater, chutar, enfim, fazer o que quiserem por um tempo determinado com um homem condenado… acusado de estupro! Sim, da mesma coisa que é feita pelos comandantes com total consentimento. Se você não for um homem nobre heterossexual, também tem um alvo na testa para ser exterminado de um mundo perfeito, com base nas morais e valores pregados na religião.

Em uma crítica ainda pesada, porém mais leve que as outras, a série fala da frequente distorção feita por fanáticos religiosos, onde tudo é permitido mediante as interpretações deles sobre a palavra de Deus. Uma mulher homossexual que não é fértil, não merece viver. Um homem que estupra por necessidade de sexo, em um mundo onde não se vê mais mulheres pelas ruas, é um depravado, mas o homem rico que estupra uma mulher por muito tempo para ter um filho, é perdoado e endeusado.

Handmaid’s Tale tem um papel importante em atacar frases e comportamentos que parecem inofensivos, mas tomam grandes proporções pela sua repetição. Ela mostra a saga de mulheres que querem viver vidas normais, casar e constituir uma família, mas também desejam trabalhar e serem donas do próprio nariz, sem terem que ficar enfurnadas dentro de casa à mercê do que os outros. Ela levanta a bandeira de que a mulher é uma parte da família, mas não a responsável pelo bem estar dela. Aponta que a mãe da família também pode sair para trabalhar, fazer seu próprio dinheiro, cuidar dos filhos sozinha, mas que não precisa se atrelar ao papel de esposa e mãe, como se tivesse nascido só para isso.

O incômodo que isso gera na sociedade, e o machismo pungente que vem principalmente de outras mulheres que não entendem o desligamento que algumas querem ter de ser a espinha dorsal de uma família é o fator de nascimento de todo o enredo e reforça, novamente, porque a série não narra um futuro distópico, e pode estar enlaçada, mais que nunca, no momento atual que muitos países vivem.

Vemos espalhados pelo mundo, países em que as mulheres não podem votar e ainda servem única e exclusivamente para a finalidade de procriação – tema que já foi fortemente abordado em filmes como Anticristo e A Caixa, ambos de 2009.

A série já foi confirmada para uma segunda temporada, o que não é nenhuma surpresa. Além de se fazer necessária a continuação da história, que segue inconclusiva, Handmaid’s Tale tem um elenco de primeira linha, que dão forma a personagens marcantes.

Além de Elizabeth Moss, temos também aqui Yvonne Strzechowski (Dexter), Max Minghella (A Rede Social), Joseph Fiennes (Shakespeare Apaixonado), Samira Wiley e Madeline Brewer (Orange is the new black). Por fim, vale muito a pena destacar a atuação de Alexis Bledel, que conseguiu distinguir-se totalmente de todos os anos interpretando a Rory de Gilmore Girls e faz uma das melhores e mais dramáticas personagens da série.

Handmaid’s Tale tem algumas doses de hipérbole, mas sem perder a força de seu enredo ou a credibilidade de sua narrativa. É uma série bem dirigida, com uma fotografia de tirar o fôlego e uma trilha sonora que trabalha em favor da trama. A história é forte, desce como uma bebida amarga pela garganta e vai trabalhar com sentimentos que poucas séries se deram ao luxo de explorar.

É uma interessante e impecável introdução de muitos de nós ao que a Hulu está por trazer, podendo roubar uma grande fatia de mercado da Netflix, que anda dando uma desapontada na galera que é entusiasta das suas produções originais.

Urgente e importante, é lógico que a melhor série de 2017 só tem como levar uma nota 10 e esgotar o nosso saco de paciência pela espera da segunda temporada.

‘It – A Coisa’: Clube dos Perdedores em fotos inéditas dos bastidores

It – A Coisa‘ ganhou novas imagens dos bastidores.

Confira:

Thank you to all of the losers that came out to support #itmovie ! Together we are all better.

Uma publicação compartilhada por ᴡʏᴀᴛᴛ ᴊᴇss ᴏʟᴇғғ (@wyattoleff) em

To @barbaramus you always had a smile for us, you always had a hug for us, you always had some love for us. Here’s to the #queenofthelosers

Uma publicação compartilhada por ᴡʏᴀᴛᴛ ᴊᴇss ᴏʟᴇғғ (@wyattoleff) em

Lol Thanks Mr @benjperkins 😂 #VTeam

Uma publicação compartilhada por Chosen (@chosenjacobs) em

Let’s do IT again this weekend!!

Uma publicação compartilhada por Finn Wolfhard (@finnwolfhardofficial) em

I made this movie with a lot of love but nothing prepared me for the love that was returned this weekend. I want to Thank all the fans of IT for being such a big part of the MAGIC of this phenomenon . Some of you saw the movie twice and even three times already. There are really no words to describe how proud you made me and all of us who made this film. I love you. 🎈🎈🎈🎈🎈🎈🎈🎈🎈🎈🎈Hice esta pelicula con mucho amor, pero nada me preparó para el amor que recibí a cambio. Quiero agradecer a todos los fans de IT por ser gran parte de la MAGIA de este fenomeno. Algunos de ustedes ya la vieron dos o tres veces. No hay palabras para describir el orgullo que sentimos todos los que hicimos esta pelicula. Los quiero!!! 📸: @finnandnoahbabies #itmovie

Uma publicação compartilhada por Andy Muschietti (@andy_muschietti) em

O terror liderou as bilheterias norte-americanas pela 2ª semana consecutiva, arrecadando mais US$ 60 milhões.

It já soma sensacionais US$ 218.7 milhões nos EUA e US$ 152.6 milhões no resto do mundo, totalizando US$ 371.3 milhões.

As maiores arrecadações de It foram no México (US$ 13.8 milhões), Reino Unido (US$ 8.2 milhões), Austrália (US$ 4 milhões) e Rússia (US$ 4 milhões).

No Brasil, o filme fez ótimos US$ 3.4 milhões.

Vale lembrar que o terror ultrapassou ‘Invocação do Mal 2‘ e se tornou a maior abertura da história para um filme de terror no Brasil! ‘Invocação do Mal 2‘ atraiu 997.629 mil espectadores em seu fim de semana de estreia, enquanto  ‘IT – A Coisa‘ foi visto por 1.180.000 de pessoas.

As maiores arrecadações de It foram no Reino Unido (US$ 12.3 milhões), Rússia (US$ 6.7 milhões), Austrália (US$ 5.9 milhões), Brasil (US$ 5.6 milhões), Coréia do Sul (US$ 4.3 milhões) e Espanha (US$ 3.1 milhões).

‘It – A Coisa’ e as Melhores Adaptações de Stephen King

Leia nossa crítica EM TEXTO:

Crítica | It: A Coisa – Drama com toques de terror que diverte mais do que assusta!

A Coisa‘ mostra o Clube de Perdedores lutando contra Pennywise pela primeira vez, enquanto ainda adolescentes. Uma promessa feita há vinte e oito anos chama sete adultos para se reunirem em Derry, Maine, onde, enquanto adolescentes, lutaram contra uma criatura maligna que atacava as crianças da cidade. Não tendo a certeza de que seu Clube de Perdedores havia vencido a criatura todos aqueles anos atrás, os sete haviam jurado retornar a Derry se o Pennywise reaparecesse.

Palhaços que estão assustando moradores nos EUA não têm ligação com ‘It – A Coisa’ 

‘Tragedy Girls’: Assista ao trailer do terror descrito como “Pânico na era do Instagram”

Foi divulgado o trailer de ‘Tragedy Girls‘, comédia de terror descrita como “Pânico na era do Instagram”.

McKayla Hooper (Alexandra Shipp) e Sadie Cunningham (Brianna Hildebrand) são duas jovens que tem um blog e são obcecadas com a morte. Através dos seus vídeos, as duas decidem criar um verdadeiro caos em sua cidade para que possam se tornar verdadeiras lendas do terror local.

Assista:

Alexandra Shipp, Brianna Hildebrand, Josh Hutcherson e Craig Robinson estrelam. Tyler MacIntyre dirige.

‘The Handmaid’s Tale’ e ‘Big Little Lies’ são as grandes vencedores do Emmy 2017

A 69ª edição do Emmy, cerimônia que elege os melhores da TV americana, divulgou seus vencedores.

Apesar de ‘Westworld‘ e ‘Stranger Things‘ lideram as indicações, as grande vencedoras foram ‘The Handmaid’s Tale‘ e ‘Big Little Lies‘.

Confira os vencedores:

Melhor Série – Drama

Better Call Saul
The Crown
► The Handmaid’s Tale
House of Cards
Stranger Things
This is Us
Westworld

Melhor atriz em Série – Drama

Viola DavisHow to Get Away with Murder
Claire Foy – The Crown
► Elisabeth Moss – The Handmaids Tale
Keri Russel – The Americans
Evan Rachel Wood – Westworld
Robin Wright – House of Cards

Melhor Ator em Série – Drama

►  Sterling K. Brown – This is Us
Anthony Hopkins – Westworld
Bob Odenkirk – Better Call Saul
Matthew Rhys – The Americans
Liev Schreiber – Ray Donovan
Kevin Spacey – House of Cards
Milo Ventimiglia – This is Us

Melhor Atriz Coadjuvante em Série – Drama

Uzo Aduba – Orange is the New Black
Millie Bobby Brown – Stranger Things
► Ann Dowd – The Handmaid’s Tale
Samira Wiley – The Handmaid’s Tale
Chrissy Metz – This is Us
Thandie Newton – Westworld

Melhor Ator Coadjuvante em Série – Drama

Jonathan Banks – Better Call Saul
Michael Kelly – House of Cards
► John Lithgow – The Crown
Mandy Patinkin – Homeland
David Harbour – Stranger Things
Ron Cephas Jones – This is Us

Melhor Atriz Convidada em Série – Drama

Cicely Tyson – How to Get Away with Murder
Laverne Cox – Orange is the New Black
Shannon Purser – Stranger Things
Alison Wright – The Americans
► Alexis Bledel – The Handmaid’s Tale
Ann Dowd – The Leftovers

Melhor Ator Convidado em Série – Drama

Ben Mendelsohn – Bloodline
BD Wong – Mr. Robot
Hank Azaria – Ray Donovan
Brian Tyree Henry – This is Us
► Gerald McRaney – This is Us
Denis O’Hare – This is Us

Melhor Direção em Série – Drama

Vince Gilligan pelo episódio “Witness” – Better Call Saul
Lesli Lika Glatter pelo episódio “America First” – Homeland
The Duffer Brothers pelo episódio “Chapter One: The Vanishing of Will Byers” – Stranger Things
Stephen Daldry pelo episódio “Hyde Park Corner” – The Crown
►  Reed Morano pelo episódio “Offred (Pilot)” – The Handmaid’s Tale
Kate Dennis pelo episódio “The Bridge” – The Handmaid’s Tale
Jonathan Nolan pelo episódio “The Bicameral Mind” – Westworld

Melhor Roteiro em Série – Drama

Gordon Smith pelo episódio “Chicanery” – Better Call Saul
The Duffer Brothers pelo episódio “Chapter One: The Vanishing of Will Byers” – Stranger Things
Joel Fields e Joe Wesberg pelo episódio “The Soviet Division” – The Americans
Peter Morgan pelo episódio “Assassins” – The Crown
► Bruce Miller pelo episódio “Offred (Pilot)” – The Handmaid’s Tale
Lisa Joy e Jonathan Nolan pelo episódio “The Bicameral Mind” – Westworld

Melhor Série – Comédia

Atlanta
Black-ish
Master of None
Modern Family
Silicon Valley
Unbreakable Kimmy Schmidt
►  Veep

Melhor Atriz em Série – Comédia

Pamela Adlon – Better Things
Jane Fonda – Grace & Frankie
Allison Janney – Mom
Ellie Kemper – Unbreakable Kimmy Schmidt
► Julia Louis-Dreyfus – Veep
Tracee Ellis Ross – Black-ish
Lily Tomlin – Grace & Frankie

Melhor Ator em Série – Comédia

Anthony Anderson – Black-ish
Aziz Ansari – Master of None
Zach Galifianakis – Baskets
► Donald Glover – Atlanta
William H. Macy – Shameless
Jeffrey Tambor – Transparent

Melhor Atriz Coadjuvante em Série – Comédia

Leslie Jones – Saturday Night Live
►  Kate McKinner – Saturday Night Live
Vanessa Bayer – Saturday Night Live
Kathryn Hahn – Transparent
Judith Light – Transparent
Anna Chlumsky -Veep

Melhor Ator Coadjuvante em Série – Comédia

Louie Anderson – Baskets
Ty Burrell – Modern Family
► Alec Baldwin – Saturday Night Live
Tituss Burgess – Unbreakable Kimmy Schmidt
Tony Hale – Veep
Matt Walsh – Veep

Melhor atriz convidada em Série – Comédia

Wanda Sykes – Black-ish
Carrie Fisher – Catastrophe
Becky Ann Baker – Girls
Angela Bassett – Master of None
► Melissa McCarthy – Saturday Night Live
Kristen Wiig – Saturday Night Live

Melhor Ator convidado em Série – Comédia

Matthew Rhys – Girls
Riz Ahmed – Girls
Lin-Manuel Miranda – Saturday Night Live
►  Dave Chappelle – Saturday Night Live
Tom Hanks – Saturday Night Live
Hugh Laurie – Veep

Melhor Direção Série – Comédia

► Donald Glover pelo episódio “B.A.N.” – Atlanta
Jamie Babbit pelo episódio “Intellectual Property” – Silicon Valley
Mike Judge pelo episódio “Server Error” – Silicon Valley
Morgan Sackett pelo episódio “Blurb” – Veep
David Mandel pelo episódio “Groundbreaking” – Veep
Dale Stern pelo episódio “Justice” – Veep

Melhor Roteiro em Série – Comédia

Donald Glover pelo episódio “B.A.N.” – Atlanta
Stephen Glover pelo episódio “Streets On Lock” – Atlanta
► Aziz Ansari e Lena Waithe pelo episódio “Thanksgiving” – Master of None
Alec Berg pelo episódio “Success Failure” – Silicon Valley
Billy Kimball pelo episódio “Georgia” – Veep
David Mandel pelo episódio “Groundbreaking” – Veep

Melhor Minissérie

► Big Little Lies
Fargo
Feud: Bette and Joan
Genius
The Night Of

Melhor Minissérie ou Telefilme

►  Black Mirror: “San Junipero”
Dolly Parton’s Christmas of Many Colors: Circle of Love
Sherlock: “The Lying Detective”
The Immortal Life of Henrietta Lacks
The Wizard of Lies

Melhor atriz em Minissérie ou Telefilme

Carrie Coon – Fargo
Felicity Hoffman – American Crime
► Nicole Kidman – Big Little Lies
Jessica Lange – Feud: Bette and Joan
Susan Sarandon – Feud: Bette and Joan
Reese Whitherspoon – Big Little Lies

Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme

►  Riz Ahmed – The Night Of
Benedict Cumberbatch – Sherlock: “The Lying Detective”
Robert DeNiro – The Wizard of Lies
Ewan McGregor – Fargo
Geoffrey Rush – Genius
John Turturro – The Night Of

Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme

Regina King – American Crime
Shailene Woodley – Big Little Lies
► Laura Dern – Big Little Lies
Judy Davis – Feud: Bette and Joan
Jackie Hoffman – Feud: Bette and Joan
Michelle Pfeiffer – The Wizard of Lies

Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme

►  Alexander Sarsgard – Big Little Lies
David Thewlis – Fargo
Alfred Molina – Feud: Bette and Joan
Stanley Tucci – Feud: Bette and Joan
Bill Camp – The Night Of
Michael Kenneth Williams – The Night Of

Melhor roteiro em Minissérie ou Telefilme

David E. Kelley – Big Little Lies
► Charlie Brooker – Black Mirror: “San Junipero”
Noah Hawley pelo episódio “The Law of Vacant Places” – Fargo
Ryan Murphy pelo episódio “And the Winner Is… (The Oscar of 1963)” – Feud: Bette and Joan
Jaffe Cohen, Michael Zam e Ryan Murphy pelo episódio “Pilot” – Feud: Bette and Joan
Steven Zailian e Richard Price pelo episódio “The Call of the Wild” – The Night Of

 

Melhor direção em Minissérie ou Telefilme

► Jean-Marc Vallée – Big Little Lies
Noah Hawley pelo episódio “The Law of Vacant Places” – Fargo
Ryan Murphy pelo episódio “And the Winner is… (The Oscars of 1963)” – Feud: Bette and Joan
Ron Howard pelo episódio “Einstein: Chapter One” – Genius
James Marsh pelo episódio “The Art of War” – The Night Of
Steven Zaillian pelo episódio “The Beach” – The Night Of

‘The Handmaid’s Tale’: Conheça a série eleita pelo Emmy como a melhor de 2017

Um futuro distópico, com uma teonomia totalitária fundamentalista cristã. A nova série da plataforma de streaming Hulu traz essa combinação dolorosa que estes quatro elementos são capazes de originar. Em uma nação onde nada mais nasce e os temerosos tempos apocalípticos deixam fragmentos cada vez mais expressivos de sua chegada, a morte e as trevas emergem, dando à luz a uma nova era regressiva, subversiva, que usa a pureza e as distorções bíblicas para reavivar a escravidão da mente, da mulher, da individualidade, do coletivo. A cada morte, um novo nascimento. A cada novo nascimento, uma nova escravidão. Esta é a adaptação da aclamada obra de Margaret Atwood, The Handmaid’s Tale, grande vencedora do Emmy 2017 nas categorias melhor série, melhor atriz (Elisabeth Moss), melhor atriz coadjuvante (Ann Dowd), melhor direção e melhor roteiro – tudo nas categorias de drama.

A contemporaneidade é a própria culpada. A tecnologia, as altas emissões de gases poluentes, a evolução feminina em direção a uma independência independente demais. Seguindo os princípios fundamentais do romance de 1985, acrescentando as subsequentes progressões socioeconômicas e tecnológicas das décadas que sucederam os anos 80, a produção criada por Bruce Miller faz um paralelo com os tempos das aias, das servas oriundas do século XVI. Levando a premissa da servidão feminina aos extremos mais ardilosos, a adaptação segue fielmente a história uma vez contada por Atwood, se apresentando pontualmente em uma época onde nunca discutimos tanto o famoso papel da mulher na sociedade.

Em meio a uma era onde vozes – até então solitárias – ganham coro, estilos antes apedrejados agora já beiram a banalidade e salários gradativamente são equiparados, a década iniciada em 2010, e que já caminha para além de sua segunda metade, tem sido marcada por essas ávidas discussões. Desconfortáveis para alguns, desnecessárias para outros, esta época seria o estopim daquele conto da aia. Já estamos caminhando para tão longe de onde estivemos que talvez um freio, uma pausa, seja necessário. Na série desenvolvida pela Hulu, o desconforto advindo dos avanços sócio mentais da mulher chega ao seu ápice e todas as esferas globais que afetaram a perpetuidade da vida humana na Terra são colocadas sobre os lombos delas. Em linhas curtas, aqui, tudo é culpa da mulher.

Banindo a sensualidade, a inteligência, o poder de questionamento, o direito à leitura e até mesmo seu direito de ir e vir, as mulheres férteis se tornam as joias da coroa de Gileade, o antigo Estados Unidos agora tomado pelo regime totalitário. A elas, o papel de progenitoras é dado, em uma espécie de “cerimônia” onde o estupro é ritualizado. Para as estéreis, a servidão vem em um ambiente subversivo de prostituição forçada, como empregada doméstica ou até mesmo pela morte. Eliminando também a beleza, o vigor artístico e as cores que certa vez fizeram da América a Terra das Oportunidades e da Liberdade, a nova nação volta ao sistema quase feudal, regredindo os índices de poluição a 78%. O ar pode até estar purificado. A alma não. E em meio a tudo isso, uma serva conta a sua história. Somos apresentados a uma Elisabeth Moss diferente, a atriz que fez de suas raízes na aclamada série da AMC, Mad Men, traz o esplendor de uma das atuações mais dolorosas e impactantes de se testemunhar na tela da TV.

Tecnicamente falando, The Handmaid’s Tale reside na construção cinematográfica e interpretativa de seu roteiro. Ao colocar Elisabeth Moss como a aia que lidera, que sofre e que relata sua experiência, somos presenteados com uma das linguagens corporais mais simbólicas e angustiantes já vistas na televisão. A fala embargada, o corpo amuado e os olhos marejados refletem uma beleza sensível e delicada extraída do âmago da dor de quem se sente aprisionada dentro de si mesma. Na série, Moss também lidera as demais atuações, que acompanham sua maestria em um elenco onde todas – e todos – expressam bem os sons abafados que o regime fundamentalista consolidou no país.

Com uma direção belíssima e intimista, a câmera percorre Gileade como um espectador que possui uma visão privilegiada deste pequeno e secreto mundo. Testemunhamos closes desconfortáveis e intimidadores, onde a câmera capta a fraqueza e acontrastante fortaleza que o olhar indignante e sofrível de Offred (Moss) estampa diante de suas circunstâncias. Vemos feixes de luz permearem cortinas e janelas escuras, que tentam fazer da claridade um pequeno vislumbre de uma realidade que não existe mais. Somos absorvidos pela complexidade e magnitude de um roteiro que desconstrói a vida vivida por nós, fora da série fictícia, e nos imerge em um contexto social sufocante, hipnotizante e consternante. A cada novo episódio, adentramos este futuro distópico tão verídico e somos consumidos de tal forma que ao encerrarmos cada capítulo, somos tomados subitamente pelo plano real, como se saíssemos de um denso e imersivo coma.

The Handmaid’s Tale é muito mais que um conto tenebroso de um futuro cabível aos tempos em que vivemos. É a obra oitentista vanguardista, que vislumbrou 30 anos a frente de seu período e permitiu que hoje, em plenos 2017, possamos ampliar nosso debate e avaliar os passos que estamos dando em direção à consolidação do papel da mulher nos contextos em que ela se encontra. A evolução político social é irreversível. Que esta série jamais nos deixe esquecer disso.

‘Alias Grace’: Série da autora de ‘The Handmaid’s Tale’ ganha novo trailer; Confira!

A série ‘Alias Grace’, baseada no livro homônimo escrito por Margaret Atwood, a mesma autora responsável pela obra ‘The Handmaid’s Tale’ (que também foi adaptada e eleita a melhor série de 2017), ganhou um novo trailer.

Confira:

A produção adapta a história real de Grace Marks, uma imigrante irlandesa pobre que se muda para o Canadá e é condenada por assassinar seu chefe e a empregada doméstica, embora existam suspeitas de que ela de fato não tenha cometido o crime.

Alias Grace’ está sendo conduzida pela Netflix, foi roteirizada e produzida por Sarah Polley e conta com a direção de Mary Harron. Sarah Gadon é a intérprete da personagem título.

A série chega à plataforma de streaming em 3 de novembro deste ano.

‘Vingadores 4’ pode ter flashback nos anos 1960; Confira!

Após a notícia de que ‘Vingadores: Guerra Infinita‘ pode ter alguns flashbacks ambientados nos anos 1970, ‘Vingadores 4‘ também deve voltar ao passado para explicar sua história.

Segundo o Heroic Hollywood, a Marvel Studios abriu chamada de elenco para mulheres entre 20 e 50 anos que possam interpretar secretárias e engenheiras dos anos 1960.

Será que voltaremos a ver a Agente Carter?

Guerra Infinita‘ será lançado nos cinemas dia 4 de maio de 2018, com ‘Vingadores 4‘ chegando aos cinemas um ano depois, em 3 de Maio de 2019. A direção será de Joe e Anthony Russo.

‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’ se torna a 5ª maior bilheteria da Marvel Studios

Homem-Aranha: De Volta ao Lar‘ já soma incríveis US$ 864 milhões nas bilheterias mundiais, e se tornou a quinta maior bilheteria do Universo Marvel de Cinema – passando ‘Guardiões da Galáxia – Vol. 2‘ (US$ 863,4 milhões)

Confira os 10 filmes da Marvel Studios que mais arrecadaram nos cinemas, segundo o Box Office Mojo:

1Marvel’s The AvengersBV$1,518.8$623.441%$895.559%2012
2Avengers: Age of UltronBV$1,405.4$459.032.7%$946.467.3%2015
3Iron Man 3BV$1,214.8$409.033.7%$805.866.3%2013
4Captain America: Civil WarBV$1,153.3$408.135.4%$745.264.6%2016
5Spider-Man: HomecomingSony$864.3$330.338.3%$531.061.7%2017
6Guardians of the Galaxy Vol. 2BV$863.4$389.845.1%$473.654.9%2017
7Guardians of the GalaxyBV$773.3$333.243.1%$440.256.9%2014
8Captain America: The Winter SoldierBV$714.3$259.836.4%$454.563.6%2014
9Doctor StrangeBV$677.7$232.634.3%$445.165.7%2016
10Thor: The Dark WorldBV$644.6

 

Crítica | Homem-Aranha: De Volta ao Lar é o filme ESPETACULAR que os fãs queriam (Nota: 9.0)

Crítica 2 | Homem-Aranha: De Volta ao Lar – É o filme do herói que você queria (Nota: 8.0)