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‘Blade Runner 2049’ ganha VÁRIOS cartazes

A seguir, você confere os mais novos cartazes de Blade Runner 2049’.

Jared Leto “ficou temporariamente cego” para papel em ‘Blade Runner 2049’


Na última semana, o ator Ryan Gosling comentou sobre a oportunidade de trabalhar com Harrison Ford em ‘Blade Runner 2049’.

Em uma entrevista feita à revista Entertainment Weekly, o indicado ao Oscar elogiou o colega de elenco, pontuando que alguns dos atributos mais marcantes dos filmes de Ford foram completamente originados por ele mesmo.

Segundo Gosling:

“O melhor de toda essa experiência é poder passar tempo com ele e começar a perceber que todas aquelas icônicas cenas de seus filmes foram todas criadas por ele mesmo. Coisas como ‘eu te amo’, ‘eu sei’, de ‘Star Wars’ ou aquele momento em que ele atira no cara em um dos ‘Indiana Jones’. Ele é esse cara o tempo todo. E normalmente eu diria que existem várias formas de você dar vida a uma cena, ao menos que você esteja trabalhando com Harrison Ford. Aí você descobre que só existe um jeito excelente de fazer isso e ele já descobriu faz tempo”.

O filme recebeu classificação indicativa R nos EUA, para maiores de 17 anos!

Blade Runner 2049’ tem estreia confirmada no Brasil para 5 de outubro.

 

 

Assista ao trailer LEGENDADO de ‘Olhos Famintos 3’

Foi divulgado o trailer LEGENDADO de ‘Olhos Famintos 3‘, que mostrará a origem do Creeper.

Confira:

Em setembro, O Creeper retorna. Seja o primeiro a ver o próximo filme da icônica franquia de horror quando Olhos Famintos 3 estrear em cinemas em todo os EUA por apenas uma noite na terça-feira, 26 de setembro. No último dia de alimentação de vinte e três dias do Creeper, as equipes policiais do Sargento Tubbs reúnem uma força-tarefa, na missão de destruir o Creeper para sempre. O Creeper trava uma batalha sangrenta enquanto seus inimigos se aproximam de descobrir o segredo de suas origens sombrias.

O filme será exibido nos cinemas nos EUA por apenas um dia, em 26 de Setembro. Não há previsão no Brasil.

Um abaixo-assinado pede que as redes de cinemas boicotem o filme, após o diretor e roteirista Victor Salva ser condenado por abusar sexualmente de um garotinho de 12 anos – saiba mais!

Vale lembrar que a criatura diabólica surge a cada 23 anos para atacar e se alimentar de humanos durante 23 dias.

 

 

 

‘Liga da Justiça’ pode ter DUAS cenas pós-créditos

Segundo Umberto Gonzalez, Heroic Hollywood, ‘Liga da Justiça‘ deverá ter duas cenas pós-créditos.

Ele não soube informar o conteúdo dessas cenas, e se elas serão prévias dos próximos filmes do Universo Estendido da DC, vide ‘Mulher-Maravilha 2‘.

Por enquanto, encare como rumor – mas com Joss Whedon na jogada não é difícil imaginar que pode ser verdade.

O mesmo jornalista ainda afirmou que o filme apresentará dois Lanternas Verdes e irá preparar terreno para o filme dos personagens.

Liga da Justiça não terá apenas um Lanterna Verde, mas dois. Eles querem testar para ver se os personagens vão funcionar, ou serão deixados de lado”, afirmou.

 

Como todos devem saber a esta altura, o diretor Zack Snyder se afastou da produção de Liga da Justiça devido a uma tragédia familiar (o suicídio de sua filha). Dono de uma filmografia adorada e odiada em proporções iguais, Snyder estava em fase de pós-produção do longa quando foi substituído por Joss Whedon, o homem por trás de Vingadores (2012) e Vingadores: Era de Ultron (2015).

Inicialmente, Whedon cuidaria da finalização da obra e de algumas cenas adicionais, mas acabou realizando “refilmagens extensivas” que custaram US$ 25 milhões e duraram 3 meses.

O fato nos deixa pensando o quão diferente será o resultado final da superprodução, daquela imaginada por Snyder.

A estreia acontece dia 16 de Novembro.

‘The Batman’ pode começar a ser filmado já em 2018

O jornalista Umberto Gonzalez, do Heroic Hollywood, revelou que ‘The Batman‘ começará a ser filmado durante o verão norte-americano de 2018, entre Junho e Setembro.

A novidade ainda não foi confirmada pela Warner Bros.

The Batman‘ passou por diversas reformulações ao longo dos últimos meses. O filme seria estrelado, dirigido e roteirizado por  Ben Affleck (o texto teria a ajuda de Geoff Johns), mas o ator sentiu o peso do trabalho e decidiu se afastar de algumas funções, seguindo como protagonista (apesar de vários rumores alegarem que ele não viverá o herói no filme).

Seu roteiro era inspirado no filme ‘Vidas em Jogo‘ (The Game), suspense de David Fincher protagonizado por Michael Douglas em 1997.

O roteiro foi descartado e está sendo escrito por Matt Reeves, do ótimo ‘Planeta dos Macacos: A Guerra‘, que também assumirá a direção. Especula-se que o projeto possa chegar aos cinemas entre 2019 e 2020.

‘Todo Dinheiro do Mundo’: Sequestro e suspense no trailer do novo filme de Ridley Scott

A Diamond Films divulgou o interessantíssimo novo trailer legendado de ‘Todo Dinheiro do Mundo‘ (All The Money in The World), no filme dirigido por Ridley Scott.

O drama é inspirado em uma história real e conta com Mark Wahlberg, Kevin Spacey e Michelle Williams no elenco.

Confira, com imagens:

Todo Dinheiro do Mundo‘ se centra nos anos 70 e conta um caso de sequestro envolvendo Paul Getty, neto do magnata J. Paul Getty.

Sequestrado durante a noite, o jovem foi mantido acorrentado em uma caverna por seis meses e um resgate equivalente a US$ 17 milhões foi solicitado da família

Na história real, o avô não acreditou no sequestro no princípio e supôs que o jovem Paul tivesse inventado e planejado tudo, o que fez com que ele se negasse a pagar o resgate. Nem o próprio clamor da mãe do rapaz, Gail Harris, que já estava divorciada do filho do milionário e havia recusado seu dinheiro para criar seus filhos sozinha, foi suficiente para convencê-lo.

Até que então uma das orelhas do Paul foi cortada e enviada para a família e eventualmente US$ 2,9 milhões foram pagos. O ocorrido afetou a vida inteira do jovem, que morreu com apenas 54 anos. Nove dos sequestradores foram presos.

O caso quase foi adaptado para os cinemas em 2007, com Peter Berg associado ao projeto.

Whindersson Nunes: 2º youtuber mais influente do mundo ganhará cinebiografia

O youtuber brasileiro Whindersson Nunes ganhará uma cinebiografia sobre sua vida e sua trajetória até se tornar o maior influenciador digital do Brasil.

Segundo o UOL, a Conspiração Filmes (‘Vai que Cola – O Filme’) vai produzir o projeto que terá um orçamento de R$ 7,5 milhões, captado através da Lei do Audiovisual.

Whindersson nasceu no Piauí e começou a ter fama em 2013 realizando vídeos de humor, e recentemente foi eleito pelo Google como a personalidade mais influente do país, com mais 23 milhões de seguidores e 1,8 bilhão de visualizações.

Ele também foi eleito o segundo youtuber mais influente do mundo, atrás do americano PewDiePie.

O projeto ainda não tem cronograma ou diretor definido.

Jennifer Lawrence fez teste para viver Serena em ‘Gossip Girl’

O showrunner da série fenômeno ‘Gossip Girl‘, Josh Schwartz, revelou em entrevista ao Vulture que uma grande estrela de Hollywood fez teste para o elenco… mas foi reprovada.

Schwartz descobriu recentemente que Jennifer Lawrence havia feito vários testes para interpretar Serena van der Woodsen, mas foi reprovada e o papel acabou ficando com Blake Lively.

“Na época não tínhamos percebido, Jennifer Lawrence realmente queria interpretar a Serena. Depois descobrimos que ela fez vários testes e ficou bem aborrecida porque não conseguiu o papel”, afirmou.

Já imaginou outra atriz interpretando a personagem?

Até hoje, os fãs sonham com um revival da série.

No último ano, Lively revelou em entrevista ao E! que gostaria de retornar como Serena van der Woodsen em uma nova temporada da série.

“Seria divertido voltar. Tivemos os melhores anos de nossa vida fazendo a série. Acho que todos do elenco gostariam de voltar. Eu sinto falta, às veze”, afirmou.

Questionada sobre aonde estaria Serena agora, ela revelou:

“Ela provavelmente está em férias, curtindo a vida! Ela não tem estado em contato com Blair.”, brincou.

Enquanto isso, o produtor executivo Josh Schwartz revelou que não considerou uma nova temporada, mas que seria divertido.

“Talvez, eu não sei. Nós realmente não havíamos pensado sobre isso… Mas seria interessante uma nova temporada da série em uma época de Snapchat, Instagram e outros aplicativos de mídia sociais”, concluiu.

Assista ao teste de Blake Lively para Gossip Girl:

 

A sérieGossip Girl‘ teve seis temporadas, entre 2007 e 2012. A série é inspirada no livro de Cecily von Ziegesar, e conta a história de jovens numa privilegiada escola no East Side, seguindo a vida de Serena Van der Woodsen (Blake Lively) que volta à cidade depois de desaparecer de repente. A história de cada personagem é narrada por uma fofoqueira anónima que possui um blog na internet onde ela conta tudo sobre a vida dos personagens.

Stan Lee em foto de ‘Guardiões da Galáxia Vol. 2’; Ele será o Vigilante?

O diretor James Gunn divulgou uma foto de Stan Lee gravando sua participação em ‘Guardiões da Galáxia Vol. 2‘.

Confira:

Recentemente, Kevin Feige falou sobre Stan Lee ser o Vigilante, um dos mais populares personagens da Marvel Comics, e que tem por objetivo vigiar a Terra e o Sistema Solar.

“Sim, sempre pensamos que seria divertido. Stan Lee existe claramente, você sabe, acima e além da realidade de todos os filmes. Então, a noção de que ele poderia estar sendo lá em um pit stop cósmico durante uma das sequências de ação em Guardiões, foi algo muito divertido – James teve essa ideia e nós filmamos essa participação e amamos muito. Então, nós colocamos ele de volta no final onde ele faz referência aparição da FedEx, em Guerra Civil. Pensamos que seria divertido porque isso realmente afirma que ele é o mesmo personagem que apareceu em todos os filmes anteriores.”

Guardiões da Galáxia Vol. 2 | Guia de Personagens 

James Gunn vai escrever e dirigir ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3’ 

James Gunn, de ‘Guardiões da Galáxia’, elogia ‘Logan’

[SPOILER] Saiba novos detalhes da trama de ‘Guardiões da Galáxia Vol. 2’ 

‘Guardiões da Galáxia 3’ vai encerrar trilogia e iniciar filmes derivados

Em entrevista ao IGN, o diretor James Gunn revelou que está trabalhando nos filmes derivados de ‘Guardiões da Galáxia‘ e está “semeando o futuro do universo cósmico Marvel”.

“Falamos sobre isso o tempo todo”, explicou Gunn. “Já faz parte do que estou fazendo com a Marvel e as conversas que Kevin e eu temos todos os dias. Quando falamos sobre Guardiões da Galáxia Vol. 3, e essa história, essa é uma história que levará a outras histórias. É inato para o DNA que esse seja o fim de uma trilogia, mas é o começo de todo um outro elemento do universo cósmico da Marvel. Isso é uma parte do que estou fazendo agora “.

Ou seja, ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3‘ vai encerrar a trilogia e abrir espaço para filmes focados em outros personagens.

Um dos derivados será focado nos personagens vividos por Sylverter Stallone e Michael Rosenbaum, respectivamente Stakar e Martinex.

A ideia é abordar a história dos saqueadores Ravagers, grupo que tinha Yondu (Michael Rooker) como um de seus integrantes – antes dele ser expulso por sequestrar o Senhor das Estrelas.

“Sempre teremos histórias para contar dos saqueadores. E não seria um filme chamado Guardiões da Galáxia 3000, mas sim Os Saqueadores.”, afirmou.

O diretor também revelou que as filmagens de ‘Guardiões da Galáxia Vol. 3‘ devem começar em 2018, e o filme realmente trará um desfecho para o arco dos protagonistas.

“O primeiro filme é o primeiro ato, o segundo filme é o segundo ato e o terceiro filme é o terceiro ato, vamos juntar as pontas soltas no terceiro filme. Vamos responder muitas perguntas dos filmes anteriores, e quero fazer isso com graça e elegância”, afirmou.

Recentemente, o diretor afirmou que ‘Guardiões da Galáxia Vol. 4’ deve trazer um novo grupo de heróis – saiba mais!

O CinePOP publicou um vídeo revelando quais são as CINCO CENAS PÓS-CRÉDITOS de Guardiões da Galáxia Vol. 2, para aqueles fãs mais afoitos que não se aguentam e querem tudo antes de todo mundo.

Não prossiga se não quiser saber o que acontece nas cenas pós-créditos.

Assista, com a crítica SEM SPOILERS

 

Crítica | Manhunt – John Woo, o mestre da ação, está de volta e um pouco diferente

Direto do TIFF, Festival de Toronto

John Woo mais comportado

Mesmo antes de chegar a Hollywood no início da década de 1990, levado pelo astro da ação Jean Claude Van Damme (muitos não sabem, mas o ator ajudou a impulsionar a carreira de diversos diretores asiáticos nos EUA) em O Alvo (1993), o cineasta John Woo já era bem estabelecido em seu país de origem, a China, onde era considerado o mestre da ação.

Nos EUA, mostrou o que sabia e conquistou o mercado, em filmes como A Última Ameaça (1996), A Outra Face (1997) e Missão: Impossível 2 (2000). No entanto, a terra dos sonhos dá e tira, e Woo terminou afetado pelo mal que assola a maior meca do cinema mundial há décadas, a falta de criatividade. Seus últimos filmes por lá careceram de boas histórias e bons roteiros, mostrando que só a forma do diretor não fazia milagre.

Com exílio autoimposto desde o início da década passada, Woo só voltaria quase dez anos depois, de forma contida, apostando na reinvenção – no comando do épico dividido em duas partes A Batalha dos Três Reinos (2009) – e bem distante do local que o acolheu e depois o cuspiu. Desde então Woo fez pouquíssimos filmes e todos longe do estilo que o consagrou.

Desta forma, Manhunt é ainda mais importante, por justamente marcar o retorno do mestre da ação, num filme chinês (onde começou sua história) que faz uso de todos os elementos reconhecíveis para os fãs do cineasta. Estão aqui a ultraviolência (agora servida por CGI – ei, é o futuro), as estilosas cenas de ação, nas quais personagens desafiam a gravidade e reagem em câmera lenta (aqui temos um barco passando por cima de outro, que remete à Outra Face), coreografias de luta que mais parecem um balé, faíscas que insistem em banhar a tela durante tiroteios, mesmo quando atingem superfícies que não as causariam, como madeira, e, é claro, as pombas brancas, marca registrada – o que seria de um filme de John Woo sem elas?

Na trama, Hanyu Zhang (A Grande Muralha) é um advogado bem sucedido, incriminado por um assassinato que não cometeu, o de uma bela modelo, papel de Tao Okamoto (Wolverine Imortal e BVS). O crime é mais intrincado do que aparenta e pode envolver uma conspiração de antigos clientes do sujeito, uma grande empresa farmacêutica, que pretende lançar uma nova e perigosíssima droga no mercado, e tem na figura do veterano Jun Kunimura (Kill Bill), sua face. Somado a isso, um detetive, papel de Masaharu Fukuyama (Pais e Filhos), pega o caso e começa a caçar o azarado sujeito, no melhor estilo Tommy Lee Jones e Harrison Ford em O Fugitivo (1993).

Manhunt é na realidade baseado no livro de Jukô Nishimura, com roteiro adaptado pelo próprio Woo. E esse é o grande problema aqui. Woo desempenhando as duas funções deixa o filme descoordenado, com oscilações de ritmo e uma história difícil de ser acompanhada, dona de uma narrativa confusa e desfocada. Sim, John Woo é o responsável por diversos dos roteiros de seus filmes, mas aqui, em seu grande retorno ao gênero, talvez devesse apenas ter se concentrado na forma, que é o chamariz, e deixado o conteúdo para outro roteirista.

A história começa querendo plantar um romance, por exemplo, e em seguida descamba para uma boa reviravolta logo em seus primeiros minutos. Mostrando o quão desconectado é o esforço narrativo aqui, os personagens envolvidos na primeira reviravolta só irão retornar quase no desfecho. Uma das deficiências de Manhunt é justamente não saber muito bem por onde seguir, aonde ou em quem focar. Além disso, o desfecho promete tirar muitas pessoas da proposta, já que muda totalmente seu tom (sem que fosse adereçado antes), transformando-o em uma ficção científica com doses de surrealismo.

John Woo voltou diferente, como se ainda estivesse um pouco enferrujado. Mais contido, acanhado em novamente deixar sua total extravagância visual tomar conta. Não fique, John Woo, pois é justamente esse diretor “moleque” que queremos de volta.

Crítica | Mãe! – Filme Artístico, Figurativo e Provocador com Jennifer Lawrence

Direto do TIFF, Festival de Toronto

Sabe quando você está tendo um pesadelo e não consegue acordar? O terror e o desespero começam a tomar conta do seu corpo e você não sabe como reagir, ou seja, se chora ou se grita ou não se move. Este é o angustiante cenário montado por Darren Aronofsky (Noé) para nos envolver na alegoria religiosa de Mãe!, em que cada personagem sem nome próprio representa simbolicamente o nascimento do cristianismo.

Diferente de Noé (2014), última obra do cineasta, este não é um filme bíblico, mas cheio de referências do livro sagrado. No início, um casal, formado por Jennifer Lawrence e Javier Bardem, vive isolado em uma enorme casa. Enquanto ela é responsável por restaurar toda a estrutura do palácio, ele passa os dias buscando inspiração para escrever mais uma história. Até que uma noite, um estranho (Ed Harris) bate à porta, se apresenta como médico e diz que confundiu a grande casa com uma pousada.

Confusa e contrariada com a situação de ter um desconhecido sob o seu teto, Jennifer Lawrence mantém o tom educado ao lidar com o seu desconforto até mesmo quando a esposa do forasteiro (Michelle Pfeiffer) surge e se impõe como dona do espaço.

Paulatinamente, vamos sentindo o desconforto de Jennifer Lawrence com a presença dos indesejados hóspedes. A atriz desempenha uma brilhante performance com tons comedidos da personagem recatada a entregas dramáticas quando tudo começa desmoronar. A câmera passeia bem de perto pelo seu rosto e corpo, conduzindo-nos durante toda projeção. Assim, pouco a pouco, a casa se torna uma espaço de agonia.

Diferente dos delírios de Réquiem para um Sonho (2000) e Cisne Negro (2010), Mother! se apega ao sentido literal, mas na linha do surrealismo. Isso porque os acontecimentos são totalmente inesperados e fora de dimensão aceita como social. Mesmo convivendo com o crescente caos, Jennifer Lawrence tenta manter o seu lar intacto, enquanto o marido está mergulhado na vaidade e busca receber o amor de desconhecidos. A ideia de ser adorado pelo casal estrangeiro o fortalece, tal como um alimento para o corpo.

Lawrence entrega todo o seu talento que já lhe rendeu três indicações ao Oscar e, talvez, mais uma para o próximo ano.

Javier Bardem desempenha brilhantemente o seu papel de sedutor e dominador. Ele é o poder sobre todas as coisas e, principalmente, sua esposa. A benevolência de suas ações durante o filme nos causa mais aflição, sua maior necessidade é ser amado acima de todas as coisas. Vocês já ouviram isso antes, não? Sua presença, no entanto, não é tão marcante quanto a de Michelle Pfeiffer, mesmo em papel secundário.

Mother! não é um filme de horror, não há cenas de sustos, entretanto, é aterrorizante como a câmera segue Jennifer Lawrence por todos os lados, detalhando cada processo de travessia da personagem da confusão, apaixonamento, horror, aflição, medo até a redenção.

É uma obra questionadora em todos os momentos, todos os detalhes significam e é bom prestar atenção ao que se passa, principalmente na casa, um dos maiores elementos dessa fábula macabra. Por mais confuso e difícil de comprar a ideia principal, já que o filme nos envolve em uma proporção de absurdos, Aronofsky presenteia o público com uma singela explicação, o que transforma este longa em uma obra fantástica. Mother! é um filme artístico, figurativo e provocador, portanto, é para ser digerido lentamente e como muita interpretação. Se você gosta de desafios, divirta-se!

15 Refilmagens Americanas de Terror Estrangeiros

Nós aqui no CinePOP adoramos filmes de terror. Temos certeza que vocês também. Mas vira e mexe pode ocorrer de descobrirmos que aquele filme que adoramos não é exatamente uma produção original, e sim uma refilmagem ou reimaginação de uma obra de outra nacionalidade. Afinal, na Hollywood de hoje quase nada se cria e tudo se copia. Pensando nisso, resolvemos formular uma nova lista para vocês, nossos leitores e razão de ser, contendo apenas refilmagens de obras de terror, que você talvez não conheça, não tenha visto ou talvez sequer saiba se tratar de uma refilmagem. Como sempre, não esqueça de comentar abaixo, dizendo quais suas favoritas, quais ainda não viu e quais mais sente vontade de conhecer.

O Grito (2004)

O Grito faz parte da tendência que se tornou as refilmagens de obras asiáticas de terror nos EUA na década passada, chegando logo no rastro do sucesso O Chamado (2002). Remake de Ju-on (2002), um dos contos de terror mais famosos do Japão. A fórmula dessas refilmagens era pegar uma jovem atriz conhecida, ou em ascensão, e colocá-la como protagonista. Aqui, é Sarah Michelle Gellar, a eterna Buffy, quem sofre no papel principal. A trama é a mesma nos dois filmes, e fala sobre o rancor de espíritos aprisionados em uma casa maligna. O diretor Takashi Shimizu repensa seu próprio filme para outro público, no comando da refilmagem também.

O Olho do Mal (2008)

Uma coisa precisa ser dita: os filmes de terror japoneses são criativos. Aqui, a trama apresenta uma jovem cega, que se depara com uma completa mudança de vida quando recebe transplante de córnea, voltando a enxergar. O que deveria ser o maior momento de alegria em sua vida se transforma em um pesadelo, quando ela percebe aos poucos que seus novos olhos trazem algo mais que a visão. Eles são capazes de ver fantasmas! Gin gwai, no original, é uma coprodução entre Hong Kong e Singapura, de 2002, intitulado por aqui The Eye: A Herança. Na versão americana, a bola da vez é Jessica Alba.

Uma Chamada Perdida (2008)

Já comentamos aqui recentemente sobre este Uma Chamada Perdida, que marca irrisórios 0% de aprovação da imprensa especializada – na matéria sobre os filmes com menos popularidade que o Presidente Temer. Na trama, pessoas começam a receber ligações delas mesmas no futuro, avisando sobre o dia, o local e a hora de sua morte. A versão original é de 2003, dirigida pelo mestre Takashi Miike (Audição e 13 Assassinos). No remake americano, Edward Burns e Shannyn Sossamon são quem lutam para ficarem vivos, e pior, manter suas carreiras.

Ecos do Mal (2008)

Novamente temos o diretor do original no comando da refilmagem também. Yam Laranas, diretor filipino, leva seu conto para o ocidente, neste que é o filme mais desconhecido da lista. O fato de ter Jesse Bradford, ator do time C de Hollywood, como protagonista, só corrobora o argumento. Na trama, um sujeito é constantemente perturbado por atos de violência doméstica em seu prédio, envolvendo um policial abusivo, sua esposa e a pequena filha. A produção filipina original é de 2004, intitulada Sigaw.

Martírio (2015)

Este é um dos casos mais recentes de refilmagem, e uma que incomodou bastante os fãs. Martyrs, no título original, é uma produção francesa de 2008, escrita e dirigida por Pascal Laugier (que depois foi para Hollywood realizar o inexpressivo O Homem das Sombras, 2012, com Jessica Biel). A história mostra duas amigas de infância buscando vingança contra os homens que abusaram delas na infância.

Imagens do Além (2008)

O ano de 2008 ficou marcado pelos inúmeros remakes de produções de terror asiáticas. O resultado da maioria, ou todos, no entanto, ficou bem abaixo do esperado. Depois de O Olho do Mal, Uma Chamada Perdida e Ecos do Mal, chega este Imagens do Além. Assim como Ecos do Mal, Imagens do Além não teve o protagonista mais expressivo, por assim dizer. Joshua Jackson (o eterno Pacey de Dawson´s Creek) é quem comanda o elenco, que conta ainda com australiana Rachel Taylor, a Trish Walker de Jessica Jones. Espíritos – A Morte Está ao Seu Lado (2004) é o filme original, que usa como mote as reportadas imagens de espíritos que aparecem em fotografias.

Pulse (2006)

O Pulse original, de 2001, aproveitava o boom mundial da internet, para criar sua história de terror, apresentando espíritos malignos que tentavam invadir nosso mundo, justamente através da rede universal de informática. O remake, apesar de atrasado para contar esta história, acerta no clima sombrio e depressivo, sem medo de apresentar um dos bad endings mais impressionantes do subgênero. Kristen Bell é quem protagoniza a refilmagem, que possui roteiro do saudoso Wes Craven.

Espelhos do Medo (2008)

Mais um remake de uma obra asiática lançado em 2008. Ao contrário dos demais, Espelhos do Medo usa protagonistas adultos, vide Kieffer Sutherland e Paula Patton. O original, intitulado Espelhos, é uma produção de 2003 e apresenta um ex-policial tentando desvendar o mistério que envolve espelhos e entidades malignas. A refilmagem repete a história e traz o francês Alexandre Aja (Alta Tensão e Viagem Maldita) no comando.

Água Negra (2005)

Esta é uma refilmagem interessante para os brasileiros, pois se trata do primeiro filme estrangeiro dirigido pelo nosso Walter Salles (Central do Brasil e Diários de Motocicleta). A produção japonesa original é de 2002, baseado no livro de Kôji Suziki, e dirigido pelo mesmo Hideo Nakata do sucesso Ringu- O Chamado (1998). O remake conta a mesma história, sobre mãe e filha se mudando para um prédio sinistro, onde estranhos acontecimentos surgem na forma de uma infiltração em seu apartamento. Jennifer Connelly, que havia ganhado o Oscar, é a protagonista.

O Mistério das Duas Irmãs (2009)

Esta é uma refilmagem subestimada. O título em português respeita mais sua contraparte asiática, do que o título original em inglês: The Uninvited, ou “o não convidado”. Emily Browning, em seu primeiro trabalho desde a promissora estreia em Desventuras em Série (2004), realiza uma boa transição para a fase adulta. Essa é também uma das melhores histórias para um filme de terror desta lista, o que inclui a chocante reviravolta final. A versão sul coreana é de 2003 e no Brasil se chamou Medo. Na trama, uma jovem (Browning) retorna para casa após uma temporada num hospital psiquiátrico, lidando com a morte da mãe. Uma vez em casa, ao lado da irmã, as duas começam a desconfiar das intenções da nova madrasta, ex-enfermeira de sua mãe.

Somos o que Somos (2013)

O maior número de refilmagens de terror estrangeiro nos EUA vêm de países asiáticos, já que por lá existe uma verdadeira indústria de produções voltadas ao gênero. Alguns itens raros presentes nesta lista, no entanto, são refilmagens de obras de outras nacionalidades, como é o caso com este Somos lo que hay (2010), filme mexicano de Jorge Michel Grau. Esta refilmagem americana é uma das mais satisfatórias da lista, mesmo subvertendo completamente a história. Na versão mexicana, passada na cidade grande, dois meninos, membros de uma família de canibais, precisam prover para seus entes após a morte do patriarca. No remake, o patriarca é o pilar da família, e suas duas filhas (e não filhos) começam a contestá-lo, num cenário mais rural. A dupla Jim Mickle e Nick Damici (Stake Land e Julho Sangrento) está por trás no roteiro e direção.

Violência Gratuita (2007)

Esta é mais uma refilmagem americana confeccionada pelo mesmo diretor do original. Esta opção até faz sentido, já que se alguém deve levar crédito por melhorar ou acabar com um filme, que seja seu criador. Aqui, é o prestigiado cineasta alemão Michael Haneke (A Professora de Piano, Caché, A Fita Branca e Amor) quem recria sua obra subversiva de 1997, sobre dois jovens sádicos que sequestram uma família em sua casa de campo e começam a jogar com eles, numa brincadeira mortal. Dez anos depois, Haneke alista Naomi Watts como protagonista e prepara uma nova versão para o público, sem o mesmo sucesso.

Quarentena (2008)

O ano de 2008 foi com certeza o dono do maior índice de refilmagens americanas de produções de terror estrangeiras. Este é o sexto item da lista, porém, o primeiro que não é baseado num filme asiático e sim em um espanhol. [Rec] (2007), de Jaume Balagueró e Paco Plaza, conseguiu trazer certa novidade para o subgênero de infecções e zumbis. Contido num prédio, onde uma repórter faz uma matéria sobre bombeiros, o filme se desenrola todo num único ambiente, e de quebra dá sobrevida ao estilo found footage, no qual tudo o que vemos são as filmagens da reportagem, como um documentário falso. A refilmagem americana, intitulada Quarentena, e protagonizada por Jennifer Carpenter (O Exorcismo de Emily Rose), não teve o mesmo impacto, ao ser lançada um ano depois. O interessante é que a série [Rec] foi, a cada filme, apostando em novos elementos e criando assim filmes bem diferentes uns dos outros.

Deixe-me Entrar (2010)

Confesso que esta refilmagem era uma das que mais me dava medo, no pior sentido. Quando de forma despretensiosa consegui assistir ao filme original Deixa Ela Entrar (2008) no cinema, meio sem saber o que esperar, me apaixonei por um dos longas sobre vampiros mais originais do cinema. Esta versão, sueca, é baseada no livro de John Ajvide Lindqvist, e conta com performances certeiras da dupla principal, Kare Hedebrant (Oskar) e principalmente Lina Leandersson (Eli). Mesmo com a substituição no remake americano pela graciosa demais Chloe Grace Moretz, no papel da andrógena Leandersson, a reimaginação não fica devendo nada para o original, sequer no quesito violência explícita e temas polêmicos. Não por menos,  diretor desta refilmagem é Matt Reeves (Cloverfield – Monstro), que apenas confirmou seu talento nas produções seguintes que comandou, vide o recente Planeta dos Macacos: A Guerra.

O Chamado (2002)

É impossível pensar em adaptações americanas de obras de terror estrangeiras e não falar de O Chamado. Se nos itens acima tínhamos produções americanas tão boas quanto suas contrapartes, vide Deixe-me Entrar, Somos o que Somos e O Mistério das Duas Irmãs, com O Chamado, a versão americana conseguiu superar seu original japonês. Muito mais dinâmico, com ritmo mais empolgante e cenas de impacto, a versão norte-americana é uma aula de como usar efeitos a favor de seu filme – efeitos visuais geralmente são a morte para filmes de terror. Ringu (1998) pode ter uma boa ideia, mas sua concretização é simplesmente enfadonha demais. A versão dirigida por Gore Verbinski (que tentou repetir o feito sem sucesso este ano com A Cura) e estrelada por Naomi Watts (ela de novo!) é tão boa que é praticamente uma obra-prima do gênero. A prova de que esse raio não pôde ser repetido é que Hideo Nakata, diretor do original, comandou O Chamado 2 (2005), a continuação americana, resultando em um fracasso.

‘Liga da Justiça’ terá dois Lanternas Verdes, diz site

Segundo Umberto Gonzalez, Heroic Hollywood, ‘Liga da Justiça‘ apresentará dois Lanternas Verdes e irá preparar terreno para o filme dos personagens.

Liga da Justiça não terá apenas um Lanterna Verde, mas dois. Eles querem testar para ver se os personagens vão funcionar, ou serão deixados de lado”, afirmou.

Os boatos de que o filme trará o Lanterna Verde é antigo. Será?

Por enquanto, encare como especulação.

Como todos devem saber a esta altura, o diretor Zack Snyder se afastou da produção de Liga da Justiça devido a uma tragédia familiar (o suicídio de sua filha). Dono de uma filmografia adorada e odiada em proporções iguais, Snyder estava em fase de pós-produção do longa quando foi substituído por Joss Whedon, o homem por trás de Vingadores (2012) e Vingadores: Era de Ultron (2015).

Inicialmente, Whedon cuidaria da finalização da obra e de algumas cenas adicionais, mas acabou realizando “refilmagens extensivas” que custaram US$ 25 milhões e duraram 3 meses.

O fato nos deixa pensando o quão diferente será o resultado final da superprodução, daquela imaginada por Snyder.

A estreia acontece dia 16 de Novembro.

‘The Orville’: Paródia de ‘Star Trek’ impressiona na audiência e bate recorde

Por essa, ninguém – literalmente – esperava.

O piloto de ‘The Orville‘, a mais nova série de Seth MacFarlanefoi assistida por 13 milhões de pessoas. 

A audiência é a maior já registrada para um primeiro episódio de série no canal FOX desde ‘Empire‘, que estreou com 11.5 milhões de pessoas.

A expectativa agora é que o canal encomende os próximos episódios da primeira temporada, totalizando assim 22 capítulos.

The Orville‘ é uma sátira de ‘Star Trek‘, algo que é bem perceptível, e trará Seth como o líder de uma nave que tenta executar diversas tarefas pelo espaço, como por exemplo… tentar manter a tripulação viva.

Archie salva seu pai na nova imagem da 2ª temporada de ‘Riverdale’

A Entertainment Weekly liberou a mais nova imagem do segundo ano de ‘Riverdale‘.

E a nova leva de episódios já vai começar com muita ação e tensão.

Além disso, foi confirmado que a Warner Channel transmitirá a nova temporada no Brasil simultaneamente com os EUA – à partir de 11 de Outubro!

Confira:

Heroína defende National City na nova prévia de ‘Supergirl’

A seguir, você confere a mais nova prévia da terceira temporada de ‘Supergirl.

Confira:


A 3ª Temporada de Supergirl estreia no dia 9 de outubro. Fique ligado no CinePOP para novidades.

Novos e antigos rostos nas fotos do 14ª temporada de ‘Grey’s Anatomy’

A seguir, você confere as primeiras imagens oficiais da nova temporada de ‘Grey’s Anatomy’.

A nova temporada será mais leve que as anteriores, e terá menos drama – e menos mortes.

A série retorna em 28 de setembro!

Confira:

 

Conheça os mutantes de ‘The Gifted’ nos novos banners

A seguir, você confere novos banners com os mutantes protagonistas de ‘The Gisted‘, a nova série dos ‘X-Men‘.

Confira, com os cartazes e prévias:

Escrito por Matt Nix e dirigido por Bryan Singer, o piloto foca em dois pais comuns que descobrem que seus filhos possuem poderes mutantes. Forçados a se posicionarem contra um governo hostil, a família se junta a uma rede de mutantes underground que deverá lutar para sobreviver.

Crítica | A Guerra dos Sexos – Emma Stone vs Steve Carell no filme feminista de 2017

Direto do TIFF, festival de Toronto

Alicerce Feminista

Emma Stone quase foi uma das Caça-Fantasmas na reimaginação do clássico dos anos 1980, lançado ano passado. Coincidentemente ou não, Caça-Fantasmas se tornou, mesmo que brevemente, um símbolo para feministas. O resultado do filme não agradou a maioria, infelizmente, e a franquia voltou ao estacionamento. Stone, por outro lado, seguiu para vencer o Oscar de melhor atriz, e agora, finalmente, pode hastear sua bandeira, com bem mais propriedade, diga-se.

Battle of the Sexes é baseado no famoso episódio da história recente norte-americana, que recebeu justamente o título do longa (A Guerra dos Sexos), no qual o tenista aposentado Bobby Riggs, de 55 anos, como forma de pegar nova carona na fama, decide desafiar jogadoras mulheres do mesmo esporte, se vendendo com a imagem de porco chauvinista, para provar que os homens são melhores e que o lugar de mulheres era na cozinha. É caso de “falem mal, mas falem de mim”.

Riggs conseguiu sua atenção e sua fama, durante a década de 1970, parando o país e o mundo no embate decisivo dos gêneros. Muitos acreditam inclusive que tal evento desencadeou não apenas o aumento do sexo feminino em todos os esportes, como também no serviço militar, e em qualquer outro âmbito antes visto e dominado apenas por homens – como filmes de ação, profissões perigosas, etc. .

Dirigido pelo casal Jonathan Dayton e Valerie Faris, dupla saída dos videoclipes do Smashing Pumpkins, Oasis e R.E.M., até o sucesso de Pequena Miss Sunshine (2006), indicado ao Oscar de melhor filme, e com roteiro de Simon Beaufoy (Quem Quer Ser um Milionário? e 127 Horas), A Guerra dos Sexos pode ser considerado um Oscar Bait, um filme mirado para época de prêmios, daqueles que contam histórias edificantes e muito necessárias, de uma forma abrangente e relativamente leve, com o propósito de atingir todo tipo de público. Vale levar em conta que esta é uma comédia, mas uma que não deixa de abordar questões polêmicas, como o relacionamento homossexual de Billie Jean King, a protagonista, uma mulher casada.

Emma Stone vive a protagonista King com uma graciosidade ímpar. A versatilidade da atriz impressiona, fato que se comprova ao olharmos alguns de seus últimos trabalhos em filmes como Birdman (2014) e La La Land (2016), nos quais a abordagem é totalmente distinta. Aqui ocorre o mesmo, embora Stone siga exalando carisma. Sua composição para King é delicada e frágil. A ativista pelos direitos das mulheres, de igualdade de salário e oportunidade, é uma mulher serena, cuja ausência de exaltação torna ainda mais incisiva sua busca e luta. E Stone está simplesmente apaixonante no papel, da jovem perdida que sabe muito bem o que quer.

Steve Carell faz o que sabe de melhor, revivendo o falastrão oportunista e bufão. Alguns trechos das trocas entre o machista e a feminista são impagáveis e prometem despertar todo tipo de reação. Mas o outro destaque no elenco fica por conta de Sarah Silverman, humorista judia desbocada, que entrega uma performance diferente de todas em sua carreira, bem mais contida, mas não menos cômica.

A Guerra dos Sexos corre o “perigo” de toda comédia politicamente correta, afinal pensamos sempre que o gênero que merece prêmios é o drama. Dayton e Faris entregam uma obra divertida e atualíssima, dona de um forte subtexto e alguns momentos bem especiais – destaque para os diálogos entre Stone e Bill Pullman. Este é também o filme mais ambicioso da dupla de diretores, que domina com dinamismo a narração, estabelecendo bem seus oponentes, separados durante toda a projeção, ao apresentar suas forças e deficiências no dia a dia, para depois os colocar em colisão no desfecho.

Esta é a estrutura de todo bom filme de duelo ou desafio, no qual se constrói a ameaça a ser enfrentada e seus heróis, para no final sentirmos o peso emocional do que pode vir a ser a perda para eles. É impossível não escolher um lado e torcer (espera-se que todos saibam qual lado), mesmo que tenhamos de antemão o resultado desta partida.

Crítica | Euphoria – Drama sobre eutanásia com Alicia Vikander não agrada

Direto do TIFF, festival de Toronto

Menina de Prata

Não é por causa de seu conteúdo que certos filmes não se conectam com os espectadores, e isso inclui os críticos e especialistas de forma geral. Um bom exemplo disso é o vencedor do Oscar Menina de Ouro (2004), de Clint Eastwood, que trata do mesmo tema apresentado neste Euphoria, de forma bem mais palatável.

Escrito e dirigido por Lisa Langseth, o longa traz Alicia Vikander (vencedora do Oscar por A Garota Dinamarquesa) como protagonista. A atriz, que também produz o filme, é usual colaboradora da cineasta, tendo participado de seus dois filmes anteriores, também como protagonista – Pure (2010) e Hotel Terapêutico (2013). Aqui a dupla alista também a francesa Eva Green, no papel da irmã terminal da personagem de Vikander.

A proposta de Euphoria é apresentar o relacionamento conturbado de duas irmãs, que se afastaram após a morte da mãe, vivendo sozinhas o seu sofrimento. Agora precisarão através de um curso intensivo, conviver e exorcizar seus demônios. E aí reside o grande problema da obra: não sentimos em momento algum que tal conexão sequer já existiu, tampouco que esteja sendo reestruturada.

Os sentimentos que precisavam ser grandiosos, são extremamente diluídos, não criando empatia com o público, ou identificação com esta trágica história. Falta ousadia e um soco mais forte para soar como tapa na cara e tirar o público do estado dormente. Vikander e Green não possuem química e algumas das cenas, como uma específica que deveria gerar um grande momento emocional, na qual as duas se abrem e contam histórias nunca antes reveladas, se torna tão envergonhado quanto falar de sexo com os pais.

Os jornalistas presentes no Festival de Toronto definitivamente não compraram a ideia e debandaram aos montes, da metade da sessão em diante. Ao final, fiz questão de contar os restantes, e é seguro dizer que ao menos um terço não estava mais presente. Se para mais nada, Euphoria, que consegue descambar totalmente para um dramalhão (sem querer estereotipar, mas já o fazendo) mexicano ou latino, tem na presença de Charles Dance e seu personagem o tipo de ritmo e humor que precisava. Ver Dance, o Tywin Lannister de Game of Thrones, dançando e cantando de forma assanhada numa festa de arromba torna a experiência um pouquinho menos esquecível.