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Crítica em Vídeo | Boneco do Mal

O editor Renato Marafon fala sobre ‘Boneco do Mal‘.

Hilário! Assista a pegadinha do ‘Boneco do Mal’, de Silvio Santos 

Assista:

Crítica | Boneco do Mal 

Dos mesmos produtores da saga ‘Anjos da Noite‘ e do suspense ‘O Exorcismo de Emily Rose‘, ‘Boneco do Mal‘ é dirigido por William Brent Bell (‘Filha do Mal’) e estrelado pela atriz Lauren Cohan (a Maggie de ‘The Walking Dead’) .

EXCLUSIVO: “Era sinistro”, diz Rupert Evans sobre atuar com o ‘Boneco do Mal’

Greta (Cohan) é uma americana que aceita o emprego como babá em uma remota vila inglesa, apenas para descobrir que a família trata um boneco com aparência de 8 anos de idade como se fosse um garoto de verdade, para poder lidar com a morte do filho que aconteceu vinte anos atrás. Depois de violar uma lista de regras, eventos perturbadores e inexplicáveis ​​começam a acontecer e trazem o pior pesadelo de Greta à vida, levando-a a acreditar que o boneco está realmente vivo.

‘Annabelle’ ganhará sequência 

William Brent Bell (‘Filha do Mal’) dirige. O elenco ainda conta com Jim Norton (‘A Outra História Americana’), Rupert Evans (‘Hellboy’) e Diana Hardcastle (‘Antes que Termine o Dia’) no elenco.

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Rick e Daryl em fotos do próximo episódio de ‘The Walking Dead’

Conforme você conferiu no episódio da semana passada de ‘The Walking Dead‘, Rick e Daryl conseguiram levar Jesus para Alexandria. Mas ao que tudo indica, será a vez da dupla se reunir novamente para, agora, conferir como que funciona a comunidade na qual o novo personagem fazia parte.

Confira:

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Jeffrey Dean Morgan (‘Supernatural’, ‘Watchmen’) foi o escolhido para interpretar Negan , o maior e mais malvado vilão dos quadrinhos, líder do que pode ser chamado de “máfia zumbi”.

Negan será introduzido no final da sexta temporada, e entrará para o elenco fixo da sétima. Responsável pela morte de um dos protagonistas nos quadrinhos, ele ataca cidades e faz seus habitantes dividirem seus recursos em troca de salvação.

Alicia Witt (‘Lenda Urbana’), atriz que está ascendendo em Hollywood, confirmou por meio de seu perfil no Twitter a integração na série mais assistida da TV mundial. Sua personagem ainda não foi confirmada, mas das duas uma: ou ela poderá viver uma das esposas de Negan (sim, ele terá mais de uma), ou uma personagem que na HQ era homem.

Isso já aconteceu quando transformaram Douglas Monroe (HQ) em Deanna Monroe (Série).

‘The Walking Dead’: Produtor revela que personagem NÃO irá morrer na série 

A AMC renovou a série para a sua sétima temporada. A próxima temporada irá estrear em 9 de Outubro de 2016, e trará o retorno do showrunner Scott M. Gimple e dos produtores executivos Robert Kirkman, Gale Anne Hurd, David Alpert, Greg NicoteroTom Luse  leia.

A estreia da sexta temporada de ‘The Walking Dead’ será a mais tensa da série 

‘The Walking Dead’: Fotos apresentam novos personagens da série 

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Frank Underwood faz o seu retrato presidencial em clipe de ‘House of Cards’

A 4ª temporada de ‘House of Cards‘ teve um clipe divulgado pela Netflix, que traz um retrato mais profundo da corrida presidencial de Frank Underwood (Kevin Spacey).

Assista, com as últimas prévias:

Neve Campbell (‘Pânico’) se juntou ao elenco como uma personagem regular.

Vale lembrar que a Netflix renovou a série ‘House of Cards‘ para sua 5ª temporada, antes mesmo da estreia do quarto ano. A série, porém, perdeu seu showrunner Beau Willimon, responsável pela criação do programa.

Ele não estará presente no desenvolvimento do próximo ano.

“Temos uma enorme dívida de gratidão com Beau Willimon, sua forte visão foi responsável pelo sucesso da narrativa de House of cards. Como um roteirista indicado ao Oscar, ele fez sua transição para a televisão e construiu uma série fascinante e aclamada pela crítica, estabelecendo o seu lugar na história da TV. Desejamos a Beau muita sorte em sua próxima criativa aventura”, afirmou a Netflix em comunicado oficial.

A saída foi amigável.

“Deixo o legado da série nas mãos de uma equipe muito eficiente”, revelou Beau.

A 5ª temporada estreia em 2017. Já os 13 novos episódios do quarto ano serão disponibilizados em 4 de março de 2016.

Criado pelo showrunner indicado ao Golden Globe® e ao Emmy®, Beau Willimon, o drama aclamado pela crítica, apresenta os ganhadores do Golden Globe®, Kevin Spacey e Robin Wright, que estão de volta à Washington e com as apostas maiores do que nunca.  O Presidente Underwood luta para assegurar seu legado. Claire quer ser mais do que a Primeira-Dama.  A maior ameaça que estão enfrentando é concorrer um contra o outro.

Baseada na minissérie de mesmo nome da BBC, House of Cards tem como produtores-executivos David Fincher, Joshua Donen, Beau Willimon, Kevin Spacey, Dana Brunetti, John David Coles e Eric Roth.
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Novo cartaz de ‘The Flash’ apresenta o temido vilão Tubarão-Rei

Inclusive, o episódio em que o Tubarão-Rei esteve presente em ‘The Flash‘, foi exibido ontem à noite nos Estados Unidos. Mas aqui no Brasil a apresentação deverá ser dentro de um mês.

No episódio ‘King Shark‘, o Tubarão-Rei escapa das garras da A.R.G.U.S. e Lila e Diggle (de ‘Arrow‘) viajam para a Central City com intenção de avisar The Flash sobre a ameaça. O vilão surge na casa dos West e ataca Joe, Iris, Wally e Barry.

Então, vamos ao novo pôster:

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EXCLUSIVO: Produtor afirma que “saiu fora” da cinebiografia da Banda Calypso

O CinePOP conversou com Afonso Poyart, diretor de ‘Presságios de um Crime‘, e ele falou sobre a polêmica cinebiografia ‘Isso é Calypso‘.

“Eu sai fora desse projeto. Fiquei sócio desse projeto com outro produtor, mas então decidi sair fora. Não sei em que estágio que está agora, mas a banca Calypso acabou, não é?”, indagou.

Em 2014, Poyart chegou a ser creditado como produtor do projeto que contaria a história da formação da banda. Após a polêmica declaração de Joelma, que se revelou contra o casamento homossexual, o projeto acabou sendo engavetado.

Vale lembrar que a atriz Deborah Secco chegou a assinar para interpretar a cantora Joelma, mas também abandonou a produção. Bruno Gagliasso viveria o Chimbinha.

O roteiro, que mesclava doses de romance e de ficção, foi escrito por René Belmonte (de ‘Se eu fosse você 1 e 2’) e Josefina Trota.

Assista o teaser-trailer do projeto engavetado:

Novas imagens do episódio crossover entre ‘Supergirl’ e ‘The Flash’

Com filmagens iniciadas na primeira semana de fevereiro, a equipe do episódio crossover entre ‘Supergirl‘ e ‘The Flash‘ rodou mais algumas sequência ontem pela manhã nas ruas de Los Angeles.

Confira as imagens:

 

O tão aguardado crossover entre as séries ‘Supergirl‘ e ‘The Flash‘ ganhou título oficial: World’s Finest (Os Melhores do Mundo).

Trata-se do mesmo título dos quadrinhos que traziam histórias conjuntas do Super-Homem e do Batman, publicados pela DC Comics entre 1941 a 1986. O encontro entre os super-heróis será exibido no dia 28 de março nos EUA.

No episódio, Barry Allen (Grant Gustin) viajará para National City e conhecerá Kara Denvers (Melissa Benoist). Ou seja: o especial se passará no universo da série da Supergirl.

“Estamos muito animados em anunciar algo que estamos sonhando em fazer desde que anunciamos Supergirl… O Flash e a Supergirl estão se unindo! ”, afirmou o produtor executivo Greg Berlanti.

CBS encomenda 1ª temporada completa de ‘Supergirl’

Berlanti disse que uma reviravolta na trama de ‘Supergirl’ possibilitou o crossover da atração com ‘The Flash’ – nos quadrinhos da iniciativa ‘Os Novos 52‘, um encontro entre Kara Zor-El e Barry Allen já aconteceu.

Mesmo com emissoras diferentes, um encontro do herói com a Supergirl se tornou viável porque a The CW, canal de ‘Arrow’ e ‘The Flash’, faz parte do grupo da rede CBS.

Supergirl’ registrou fantásticos 12,9 milhões de espectadores e 3.2 pontos no índice demográfico (idades de 18 a 49 anos) no seu primeiro episódio, e se tornou a melhor estreia desta temporada na TV norte-americana.

 

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Novo teaser traz o Justiceiro com a máscara do ‘Demolidor’ em mãos

Jon Bernthal realmente parece vir no melhor estilo do Justiceiro. Em nova prévia da segunda temporada de ‘Demolidor‘, o personagem vem com a máscara do herói nas mãos (num estilo bem semelhante a Bane e Batman, em Cavaleiro das Trevas Ressurge).

Confira, com um cartaz:

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Justo quando Matt achava que tudo começava a entrar nos eixos em Hell’s Kitchen, novas forças do mal passam a assombrar a cidade. Agora, o Homem sem Medo precisa encarar um novo adversário, Frank Castle, enquanto lida com uma velha paixão: Elektra Natchios.

Novos problemas surgem quando o vingativo Frank Castle ressurge como “O Justiceiro”, um homem que insiste em fazer justiça com as próprias mãos. Enquanto tenta equilibrar seu trabalho como o advogado, defendendo os interesses da comunidade, e sua perigosa vida como o Demolidor de Hell’s Kitchen, Matt enfrenta um momento decisivo que o obriga a analisar o verdadeiro significado da palavra “herói”.

A segunda temporada está sob o comando de um novo showrunner (produtor principal): a dupla de roteiristas Doug Petrie e Marco Ramirez assumirá a função no lugar de Steven DeKnight. Ramirez escreveu o terceiro e sexto episódios, por sua vez, Petrie assinou os episódios 7, 11 e 12.

‘Demolidor’ ganha versão para deficientes visuais

‘Demolidor’: Foto da segunda temporada traz uniforme

Elodie Yung (‘GI Joe: Retaliação’) foi a escolhida para interpretar Elektra, uma perigosa misteriosa mulher do passado de Matt Murdock. A primeira temporada chegou a fazer referência à personagem, que foi interpretada por Jennifer Garner no filme de 2003.

Ela se junta a Jon Bernthal, que interpretou Shane Walsh na sérieThe Walking Dead‘, e foi contratado para viver o Justiceiro.

Scott Glenn volta a interpretar Stick, o mentor cego de Matt Murdock. O personagem vai retornar para ajudar o herói em uma missão, em um arco de três episódios.

O Mercenário também deve aparecer na segunda temporada – saiba mais.

‘Demolidor’ é a série mais bem avaliada da história da Netflix

Charlie Cox vive o advogado cedo Matt Murdock e seu alter-ego Demolidor. Deborah Ann Woll (Karen Page), Elden Henson (Foggy Nelson), Vincent D’Onofrio (Wilson Fisk/Rei do Crime), Scott Glenn (Stick) e Rosario Dawson completam o elenco.

Rosario Dawson tem retorno confirmado na 2ª temporada

A série faz parte de um quinteto de produções televisivas da parceria da Marvel com o Netflix, que se comprometeu a produzir pelo menos quatro séries de 13 episódios cada, que ainda incluem os heróis Jessica Jones, Punho de Ferro e Luke Cage, nesta ordem. Os programas culminarão na minissérie ‘Os Defensores’, sobre um grande
time de personagens heróicos, também conhecido dos quadrinhos Marvel. Ou seja, será ‘Os Vingadores’ em uma escala mais modesta.

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Novo trailer de ‘Slasher’, série de TV estilo ‘Pânico’

O canal norte-americano Chiller divulgou um novo trailer da série ‘Slasher‘, que segue a mesma linha do clássico ‘Pânico‘ (Scream).

A trama gira em torno de uma jovem que é confrontada por uma série de assassinatos horripilantes, que são baseados nos assassinatos amplamente conhecidos de seus pais anos atrás.

‘Pânico’ pode ganhar um reboot nos cinemas 

A estreia acontece dia 4 de março, com uma primeira temporada composta por 8 episódios.

Confira, com os vídeos anteriores:

Katie McGrath, Brandon Jay McLaren e Steve Byers estrelam.

Assista ao especial com a reunião de ‘Friends’

O canal NBC exibiu ontem, 21 de fevereiro, o reencontro do elenco de ‘Friends‘.

Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, David Schwimmer e Matt LeBlanc se reuniram para relembrar os melhores momentos da série, no especial ‘Must See TV: An All-Star Tribute to James Burrows‘.

Entrevistados por Andy Cohen, os cinco atores revelaram como era divertido gravar a série e relembraram quais eram os seus episódios favoritos.

Os preferidos de Jennifer Aniston eram os que tinham os flashbacks.

“Amava ver os flashbacks com a Monica gorda, a Rachel antes da plástica no nariz e o cabelo do Ross”, brincou.

Aniston também agradeceu o diretor James Burrows por transformar suas carreira.

“Faríamos qualquer coisa por Jim Burrows porque ele realmente nos deu a maior oportunidade das nossas vidas. Foi uma experiência de amizade, família, emoções, bebês, tudo ao mesmo tempo. E também tivemos a experiência maravilhosa do mundo nos amar enquanto nos divertíamos”, afirmou.

Assista [em Inglês]:

Matthew Perry é o único que não compareceu ao reencontro, pois “ele está em Londres, nos ensaios para sua peça de teatro, The End of Longing”, disse Lisa Kasteler, sua porta-voz.

Especial | O reencontro de ‘Friends’ 

Friends’ foi exibida na TV norte-americana entre 1994 e 2004. Quem estiver com saudade, a Netflix disponibilizou as 10 temporadas completas no streaming do serviço. Os fãs já podem se deliciar com os 238 episódios nas versões dublada e legendada.

Criada pela dupla David Crane e Marta Kauffman , ‘Friends‘ girava em torno da rotina de um sexteto de amigos, e foi uma das únicas séries da história a não ter um único personagem central, dividindo as histórias entre cada um deles. Com isso, ao longo da série, todos eles tiveram a chance de brilhar: a maluquinha Phoebe (Lisa Kudrow); o divertido Joey (Matt LeBlanc) com suas intermináveis aparições em filmes e novelas; Chandler (Matthew Perry) com suas aventuras amorosas até o casamento com Monica (Courteney Cox); o romântico Ross (David Schwimmer) com seus três casamentos e amores fugazes; a obssessiva Monica com sua insistente tentativa de tornar-se uma chef de sucesso; e a insegura Rachel (Jennifer Aniston), que ao longo da série formou com Ross o casal mais duradouro, terminando ao lado dele depois de dez longos anos.

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Crítica | O Novíssimo Testamento

A confiança é ato de fé, e esta dispensa raciocínio. Com um elenco inspirado, um roteiro delicioso e uma direção primorosa, a comédia, indicada ao Oscar 2015 pela Bélgica, O Novíssimo Testamento é um daqueles filmes originais que abrem um grande e largo sorriso dos cinéfilos desde seu início até seu desfecho. Ao longo de inesquecíveis 112 minutos de projeção, vamos acompanhando a trajetória inusitada de ninguém mais, ninguém menos, que Deus e sua busca em consertar o inconsertável. A delicadeza com que o diretor Jaco Van Dormael (do impossível de esquecer Mr. Nobody) conduz esta jocosa trama é algo bem peculiar e que merece ser visto e revisto.

Le Tout Nouveau Testament no original, estreou no último dia 21 de janeiro e conta a história de Deus (Benoît Poelvoorde), que, no imaginário mundo dos roteiristas deste projeto, é casado e tem uma filha. Ele está entediado e sua única e peculiar diversão é definir as conseqüências das atitudes das pessoas, criando situações irritantes para elas. Chateada com essas atitudes do pai, a filha de Deus invade o computador dele envia uma mensagem para os celulares de todas as pessoas na Terra dizendo quando casa uma delas vai morrer. Além disso, ela, com a ajuda do irmão J.C, resolve montar um novo testamento e corre atrás de discípulos na Terra. Assim, por conta de tudo isso e mais um pouco, Deus será obrigado a descer e tentar resolver a situação.

Para quem se intitula como cético ou muito certinho pode ser que não consiga encontrar pontos de interações com essa fábula dos tempos modernos. O projeto é genial em muitos sentidos. Fala do amor em novíssimas circunstâncias, praticamente declama a normalidade entre sentimentos de uma mulher e um gorila, mostra uma face desconhecida do poder da aceitação do ser humano. Há uma metáfora expressiva em cada subtrama, as pinceladas de peculiaridade acopladas nas pancadas na normalidade são de longe o grande charme do filme que tem no seu elenco nomes como: Catherine Deneuve, Benoît Poelvoorde e François Damiens.

Em uma época onde encontrar a originalidade no cinema cada vez vem ficando mais difícil, ainda bem que existem cineastas como Van Dormael, que dão luz, brilho e renovam a magia no ato de assistir um filme. Bravo!

Crítica 2 | Especialista em Crise

Quando escrito em chinês a palavra crise compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade. Depois de dirigir em sequência Nicolas Cage e Al Pacino, Joe e Manglehorn respectivamente, o cineasta norte-americano David Gordon Green volta as telonas para dirigir uma história sobre o mundo político na América Latina, parte baseada em fatos reais que aconteceram, em 2002, na reeleição do presidente boliviano Gonzalo Sanchez de Lozada. No papel de protagonista está a queridinha atriz Sandra Bullock que mesmo alternando um tom dramático com pausas cômicas um pouco sem noção, é a melhor coisa do filme.

Na trama, conhecemos a articuladora política Jane (Sandra Bullock), uma mulher que após um trauma em uma de suas campanhas políticas resolve se aposentar e viver uma vida pacata longe das grandes cidades e grandes agitos. Certo dia, é procurada para assumir o comando na campanha de um candidato à presidência da Bolívia chamado Castillo (Joaquim de Almeida) que anda mal das pernas nas pesquisas pré-eleição. Usando toda sua experiência e tendo que enfrentar seu principal adversário de tempos passados, Pat Candy (Billy Bob Thornton), Jane usará todas suas armas para vencer as eleições.

Uma das coisas que incomoda neste trabalho, que tinha tudo para ser interessante, é a falta de personalidade da história. Momentos de dramas profundos, momentos rasos, comédias fora de tempo, o roteiro, assinado pelo ótimo Peter Straughan (O Espião Que Sabia Demais, Frank), parece um transatlântico prestes a naufragar a qualquer momento. A história, certas vezes, é jogada na tela não transpirando um pingo de empatia. As fichas para ser o elo com espectador recaem sobre Sandra Bullock e seu poder de convencer o público a gostar de suas personagens, mesmo assim muito pouco para dar sustentação à trama.

Baseado em partes, a partir de um documentário da cineasta Rachel Boynton, também intitulado Our Brand Is Crisis (no original), lançado em 2005, Especialista em Crise, com estreia marcada para o dia 31 de março no Brasil, é um daqueles filmes que esquecemos rapidamente. Soltamos risadas durante algumas cenas bem clichês e não conseguimos enxergar a profundidade em alguns momentos chaves da trama. Em breve na sessão da tarde.

Crítica | White God

Quase sempre é preciso um golpe de loucura para se construir um novo destino. E vem da Hungria um dos roteiros mais significativos e inovadores dos últimos tempos no Universo do Cinema. White God, vencedor do prêmio de Melhor Filme da Mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes em 2014, é uma fita corajosa que mostra todas as habilidades técnicas do cineasta húngaro Kornél Mundruczó. Misturando inusitadas situações, envolvendo praticamente uma guerra entre cachorros e pessoas, o longa-metragem é uma grande lição sobre os limites que todos nós devemos navegar. Para tudo que é vida no planeta ter um certo tipo de evolução, precisamos nos entender como seres humanos urgentemente.

Na trama, conhecemos a corajosa menina Lili (Zsófia Psotta) que vai precisar passar algumas semanas com seu deprimido pai. A menina, que toca trompete em uma orquestra de sua cidade, leva consigo um belo cachorro chamado Hagen, fato que não é bem visto por seu pai. Certo dia, após um dos inúmeros estresses diários de seu pai, o cãozinho é abandonado no meio da rua e ao longo das próximas semanas provocará uma grande revolução, e até certo ponto vingança, canina, onde vários cachorros conseguirão fugir de um abrigo e buscarão ‘justiça’ contra as pessoas que os maltrataram.

Quando pensamos em ‘Revolução Canina’ tudo parece muito estranho, certo? No contexto do filme, esse clímax estoura em um momento chave, fazendo total sentido a série de conseqüências para as ações. Tudo é orquestrado pelo auau protagonista Hagen, em total sintonia com os outros caninos, dominam as cenas deixando o espectador com cara de surpresa para tantas ações surpreendentes. O peculiar é que nada parece ser forçado e, principalmente com os argumentos de maus tratos apresentados, a revolução canina pode ser bem vista por parte do público.

Pensando em termos técnicos e elaboração de planejamento das filmagens, é muito legal saber que todas as cenas foram realizadas com animais de verdade, cerca de 250. Mundruczó e companhia devem ter tido um enorme trabalho mas que valeu muito a pena. O Ato final é bastante poético, com direito a uma forte sequência e até certo ponto uma linda mensagem de respeito é passada ao público. White God é um daqueles filmes que você precisa ir correndo assistir, uma experiência única repleta de qualidades.

Crítica | O Lobo do Deserto

A guerra é feita para que os mais fortes vivam, e os mais fracos lutem pela sobrevivência. Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pela Jordânia, O Lobo do Deserto é um filme com uma fotografia belíssima, uma direção determinada e atuações concentradas. A sutileza envolta de situações extremas é a assinatura de Naji Abu Nowar que marca sua estreia na direção de longa-metragem. Mas, mesmo com ótimas qualidades técnicas, é necessário dizer que é um filme deveras difícil e para alguns será facilmente esquecido.

Na trama, ambientada em parte do período da primeira guerra mundial, conhecemos o jovem Theeb (Jacir Eid Al-Hwietat) um menino, muito apegado com seu irmão, que vive com sua família na província otomana de Hijaz. Certo dia, um soldado do exército britânico aparece buscando ajudando para encontrar um lugar. Assim, em meio a um deserto cheio de perigos, Theeb e seu irmão vão ajudar o soldado e acabam encontrando uma aventura que fará Theeb amadurecer bem mais rápido que qualquer outro menino de sua idade.

Com diálogos amadurecidos, personagens convincentes e excelente tecnicamente, O Lobo de Deserto, instiga no espectador uma profundidade ampla sobre o contexto para definir as ações e reações da trama. A descoberta de várias coisas ao mesmo tempo, um precoce amadurecimento evidente e um espírito indomável do jovem protagonista são algumas das marcas desta história forte sobre o cotidiano de uma região em tempos de guerra. O filme não veste o rótulo de comercial, longe disso, prefere detalhar sua ambientação e conta muito com a força dos poucos personagens que vemos em cena.

Vencedor do prêmio de Melhor Diretor na conceituada mostra Horizontes do Festival de Veneza 2014, Naji Abu Nowar brinda o público com uma aula de como fazer cinema em alto nível usando muita habilidade para contextualizar complexas situações ambientadas em um passado conturbado de uma região muitas vezes esquecida por todos nós.

Crítica | Mississippi Grind

Photo Credit: Photo by Patti Perret, courtesy of A24

A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais. Dirigido pela dupla Anna Boden e Ryan Fleck, Mississippi Grind poderia ser mais um filme sobre jogos senão fosse a carismática complexidade da relação de amizade da dupla de protagonistas interpretada por Ryan Reynolds e Ben Mendelsohn. O longa-metragem que estreou em agosto nos Estados Unidos é bem honesto ao retratar o cotidiano de aflição de uma pessoa viciada em apostas de todos os tipos.

Na trama, conhecemos Gerry (Ben Mendelsohn) um homem à beira do fracasso que vaga pelas noites da cidade onde vive apostando tudo, e praticamente o que não tem, em diversas mesas de jogos de apostas diferentes. Certo dia, em uma mesa de pôquer, conhece Curtis (Ryan Reynolds) um simpático falastrão que logo de cara fica amigo de Gerry. Ambos resolvem realizar uma espécie de Road Trip em busca de dinheiro. Entre uns drinks e outros, entre as mais diversas mesas de poker e jogos de azar dos Estados Unidos, a dupla de amigos faz uma viagem rumo à liberdade da solidão.

A alma da trama é a peculiar relação que se estabelece entre os dois personagens. É uma relação de amizade mas com mentiras de ambas as partes, embora, desde sempre, pareça que um precisa do outro. É quase um equilíbrio mútuo que vemos ao longo das sequências. O público interage o tempo todo com o que se passa na telona, a dupla de atores esbanja carisma em cena, o que facilita a comunicação da história com o espectador. Um, é tímido, tem problemas sérios com dinheiro, fruto de seus pesadelos de ansiedade com qualquer forma de aposta. O outro, além de não ter o dedinho do pé, é uma alma com grandes mistérios, quase indecifrável.

Dois amigos de personalidades completamente diferentes que se cruzam quase por acaso em uma mesa de pôquer. Trama simples? Nem tanto! Roteirizado pelos próprios diretores, Mississippi Grind foge dos clichês usando a peculiaridade de seus protagonistas aliado a um toque refinado na direção, além de possuir uma trilha sonora magnífica, clássicos do jazz instrumental são incorporados às cenas em diversos instantes.

Ainda sem previsão de estreia no nosso circuito, Mississippi Grind (infelizmente) tem poucas chances de chegar por aqui. O filme é ótimo e se tiver oportunidade, não deixe de assistir. Muitas vezes pensamos nos objetivos de embarcar em uma jornada mas muitas vezes a própria viagem é o destino.

Crítica | A War

Em certos momentos, os homens são donos dos seus próprios destinos. Depois de dirigir o excelente Kapringen (A Hijacking), o cineasta dinamarquês Tobias Lindholm volta às telonas com um filme profundo que fala sobre ética, lealdade dos militares e uma justiça de um país desenvolvido e firme que vai atrás dos fatos. A War, indicado ao Oscar pela Dinamarca e um dos cinco selecionados na categoria melhor filme estrangeiro, é um drama impactante onde as ações do protagonista geram diversas discussões ao longo de toda a apresentação dos fatos.

Na trama, conhecemos Claus Michael Pedersen (Pilou Asbæk), um militar de alta patente que lidera tropas dinamarquesas em um ambiente hostil. Claus é acima de tudo leal e muito bem visto por seu pelotão, em sua casa, a mulher e os três filhos o aguardam ansiosamente. Certo dia, após um ataque em uma expedição de rotina, o líder precisa tomar uma decisão muito difícil que mexerá com a sua vida pessoal e a de todo seu pelotão.

Vezes com Von Trier, vezes com Vinterberg, muitas vezes com Bier, ao longo dos anos, vamos sendo apresentados a toda uma profunda intensidade dramática que o cinema dinamarquês consegue proporcionar. Tobias Lindholm chega de vez ao planeta cinema com uma pegada cada vez mais realista que usa a ação como forma de espremer as emoções mais figadais. Krigen, no original, começa na ação e aos poucos, quase cirurgicamente, entramos em um drama vigoroso, daqueles imperscrutáveis. Consegue conectar os olhos mais dispersos para dentro da tela.

Uma figura importante para a trama se consolidar como um dos melhores dramas deste ano é a personagem de Maria (Tuva Novotny em uma interpretação espetacular), esposa de Claus. A decisão da família pesa para Claus mesmo sendo ele um cara íntegro e que defende seus ideais. No arco final, ficamos totalmente rendidos à curiosidade sobre as escolhas que todos os envolvidos tomarão. O final é impactante e mostra que mesmo tendo um fim, para o protagonista pode não ser bem assim. Grande filme, grande direção, grande elenco. Não percam!

Crítica | Learning to Drive

Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa apagar o caso escrito. A experiente e mais que competente cineasta espanhola Isabel Coixet (Vida Secreta das Palavras) volta às telonas com uma simpática fita protagonizada por dois grandes atores, adorados por nós cinéfilos, Patricia Clarkson e Ben Kingsley. Ao longo dos 90 minutos de projeção somos privilegiados de ver tamanha harmonia em uma história muito airosa sobre novas descobertas numa fase avançada da vida.

Na trama, conhecemos a crítica literária Wendy (Patricia Clarkson), uma mulher de elegante e realizada profissionalmente que vê sua vida virar de pernas para o ar quando seu marido Ted (Jake Weber) resolve divorcia-se dela e ir viver com uma mulher mais jovem. Tentando superar a depressão que bate diariamente após o ocorrido, Wendy resolve se dedicar a uma atividade que nunca pensara muito sobre, dirigir. Assim, acaba conhecendo Darwan (Ben Kingsley), um imigrante indiano que vive com o sobrinho em uma casa cheia de outros imigrantes.  Darwan trabalha em uma auto escola e acaba virando o professor de Wendy. Assim, uma grande amizade, até certo ponto colorida, começa a nascer.

A roteirista Sarah Kernochan (9 1/2 Semanas de Amor) acerta a mão em cheio, principalmente, na intensidade e a forma como é mostrada algumas curiosas situações da rotina da dupla de protagonistas. Todo o processo de separação de Wendy só aproxima cada vez mais o público da rica personagem, as interações e conversas com sua filha também exploram de maneira jeitosa todas as qualidades da protagonista.  Darwan e os seus problemas, ou não, com o casamento arranjado, além de toda a problemática sobre imigração (assunto quase que atemporal no nosso planeta)  não são deixados de lado e ao longo dos irretocáveis arcos vão sendo passados ao público com uma paciente sabedoria.

Nada no filme é apressado, tudo é bem explorado. Uma deliciosa fita que deixa um gostinho de quero mais, sobretudo por conta de seu desfecho quase poético e bastante verdadeiro. Não percam esse belo filme.

Crítica | Amor ao Primeiro Filho

Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências. Escrito e dirigido por Anne Giafferi Amor ao Primeiro Filho é mais um daqueles filminhos água com açúcar que os franceses adoram produzir ao longo dos anos. Variando entre bons e arrastados momentos, o longa-metragem estrelado pela dupla Isabelle Carré e Patrick Bruel é um daqueles projetos que muitas vezes passam desapercebidos pelo público cinéfilo.

Na trama, conhecemos o arquiteto de sucesso e hipocondríaco Ange (Patrick Bruel) um mulherengo que no passado não quis assumir uma suposta criança que seria seu filho. Como a vida dá voltas, certo dia, uma farmacêutica de meia idade invade seu escritório e pede uma curiosa ajuda de Ange, para ajudá-la a convencer seu suposto filho a assumir a paternidade de uma criança fruto do relacionamento desse suposto filho com a filha da farmacêutica em questão. Confusão criada, agora Ange precisará passar um apressado processo de amadurecimento para poder resolver todas as questões não resolvidas tanto do seu passado, quanto de seu presente.

Ange et Gabrielle, no original, é um típico filme sessão da tarde. O roteiro é raso, apesar de bons diálogos que acompanham a corrida história. A falta de profundidade afasta um pouco o público dos personagens e automaticamente da trama em si. Há bons momentos, principalmente quando o filme ganha uma virada, e o relacionamento entre os protagonistas fica mais próximo. A melhor cena do filme é quando pai e filho precisam cuidar de um bebê e acabam se atrapalhando bastante. Situação já vista em outros filmes e de maneira bem parecida, nada original.

Sem previsão de estreia no circuito brasileiro, com boas possibilidades de ir direto para as locadoras, Amor ao Primeiro Filho não é um filme ruim mas um projeto muito parecido com outros filmes do gênero. Nada mais de especial.

Crítica | Moonwalkers

Quase sempre é preciso um golpe de loucura para se construir um destino. Em seu primeiro longa-metragem no currículo, o cineasta Antoine Bardou-Jacquet resolve aceitar um projeto inusitado escrito pelo roteirista do excelente Morte no Funeral (as duas versões), Dean Craig. Dessa vez, Craig não consegue ajeitar o tom da comédia e tudo para muito exagerado, além da falta de força cênica, carisma mesmo, dos protagonistas em cena. Jacquet se perde do início ao fim, talvez fruto de sua inexperiência, não consegue realizar um bom trabalho.

Na trama, no final da década de 60, acompanhamos o perturbado agente da CIA Kidman (Ron Perlman) que se mete em uma missão deveras peculiar: encontrar com o diretor Stanley Kubrick e propôr que o mesmo grave uma espécie de filme, do homem pisando na lua, caso a aventura norte-americana no espaço não desse certo. Mas tudo vai por água abaixo quando Kidman se confunde e acaba entregando a ideia sobre o filme para Jonny (Rupert Grint), um trambiqueiro que no final acabará ajudando Kidman a tentar conquistar seu objetivo, só que sem Kubrick.

A ideia inicial era boa: mexia com Kubrick, uma fake viagem à lua, personagens excêntricos em uma Londres de outros tempos, muito louca. A aplicação disso tudo foi um desastre. Deram margem ao extremo da loucura que o roteiro deixava de alcance e esqueceram que o filme poderia ser bem mais que isso. Personagens perdidos em cena, um roteiro que não consegue se ajustar, uma direção confusa. A decepção é tamanha que vira quase um pecado cinéfilo usar o nome do grande Stanley Kubrick numa bobagem desse tamanho.

O filme tem boas cenas de ação e uma abertura criativa mas somente isso. Muito pouco para ser apenas um filme regular, imagina um filme bom. Moonwalkers é uma grande decepção, não há como negar. Ainda bem que o homem foi à lua. Ou será que não foi?

Crítica | O Clube

Cada vez que você faz uma opção está transformando sua essência em alguma coisa um pouco diferente do que era antes. Indicado ao Oscar pelo Chile, a brilhante fita O Clube, dirigida pelo cineasta Pablo Larraín é sem dúvidas um dos melhores filmes do último ano. Não perdendo nem um segundo da atmosfera pesada, fruto dos passados dos personagens, o corajoso filme é um soco no estômago para quem ainda tinha qualquer dúvida sobre alguns absurdos que a Igreja Católica escondeu, esconde e esconderá do planeta.

Grande vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim em 2015, O Clube conta a história de alguns homens ligados à Igreja Católica que se escondem de seus passados em uma casa no interior, ajudados por uma freira. Sem total ligação com o mundo e vivendo dia após dia enclausurados em seus pecados, certo dia recebem a visita de um padre que remexerá toda a angústia e aflição desses ex-padres.

O roteiro, assinado pela dupla Daniel Villalobos e Guillermo Calderón é brilhante. O longa-metragem parece uma peça teatral, muito bem definida em seus atos. Impressionante as verdades ditas. Todos os atores estão inspirados. Mas o grande destaque é a direção. Com muita técnica e simplicidade, consegue captar toda a angústia dos personagens principalmente nos momentos chaves da trama, uma aula de direção de Larraín.

Mesmo falando abertamente as verdades sobre situações que ocorreram com pessoas ligadas à Igreja Católica e toda a polêmica que levanta, o longa-metragem foi aclamado em diversos festivais e quase conseguiu uma das cinco vagas finais para concorrer ao Oscar de Melhor filme estrangeiro neste ano. Não percam O Clube, um filme forte e uma grande aula de cinema.

Crítica | Misconduct

Quem abre o coração à ambição, fecha-o à tranquilidade. Em seu primeiro longa-metragem, o cineasta Shintaro Shimosawa tem a complexa missão de dirigir dois monstros sagrados do cinema. Misconduct, estrelado por Anthony Hopkins e Al Pacino, é um filme um pouco parecido com outros trabalhos do gênero, só que com alguns diferenciais nas composições dos personagens. O roteiro, assinado pela dupla Simon Boyes e Adam Mason, é estranhamente mentecapto.

Neste thriller dramático, conhecemos o ambicioso advogado Ben (Josh Duhamel), um homem que passa por uma crise no casamento por conta de uma tragédia que aconteceu. Sua mulher Charlotte (Alice Eve) é uma mulher gelada que praticamente vive no hospital onde trabalha. Certo dia, Ben encontra uma ex-namorada chamada Emily (Malin Akerman) que esconde informações confidenciais sobre o namorado, o bilionário Denning (Anthony Hopkins), que interessam o escritório de advocacia onde Ben trabalha, que é comandado por Abrams (Al Pacino). Assim, Ben acaba se metendo em uma trama misteriosa onde precisará tomar muito cuidado a cada nova revelação.

Misconduct, como um todo, é uma fita apenas regular. Exemplo de pontos positivos: vemos uma composição mais puxada para a realidade dos personagens, com destaque para o ambíguo Denning (Hopkins e sua eterna elegância em cena) e a quase robótica Charlotte, essa última muito bem interpretada pela atriz Alice Eve. Exemplo de pontos negativos: a falta de criatividade do roteiro para dar bons andamentos para as subtramas (que acabam sendo excessivas e atrapalham o entendido de parte da história), Josh Duhamel (infelizmente se perde em alguns momentos).

O longa-metragem, ainda sem data de estreia no circuito brasileiro, deixa a desejar. Mesmo quem curte filmes de suspense tende a se decepcionar bastante.