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Questão de Tempo (3)

Feitiço do Tempo

O cineasta Richard Curtis parece entender o espírito humano como poucos.  O diretor neozelandês ficou conhecido por escrever o roteiro de produções britânicas adoradas como Quatro Casamentos e um Funeral (1994), Um Lugar Chamado Notting Hill (1999) e O Diário de Bridget Jones (2001). Mas apesar de ser um veterano na indústria, nos cargos de roteirista e produtor, só tem no currículo três filmes assinados na direção.

Sua estreia no comando de uma obra foi com o pé direito, num filme que se tornou essencial para a época natalina – Simplesmente Amor (2003). O clima feel good de mãos dadas com um certo teor amargo e melancólico fazem da produção recheada de astros um filme crível e humanizado. Seu segundo projeto na direção é o que mais se desvia do conjunto, mas não menos interessante. Piratas do Rock (2009) retrata uma geração e uma cultura amante de um gênero musical, numa história de amadurecimento.

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Questão de Tempo, seu novo filme, chega com um espaço de quatro anos. O filme utiliza muito da doçura de Simplesmente Amor com elementos de fantasia e drama. Tim (Domhnall Gleeson, filho do ator Brendan Gleeson) é um jovem inglês que possui uma família muito unida. Ao narrar os habituais programas de seus familiares, que incluem um cinema improvisado no jardim nas sextas-feiras, o protagonista já prende nossa atenção. É quando ao completar 21 anos, seu pai lhe traz uma notícia que mudará sua vida: ele é capaz de voltar no tempo.

O dom é uma hereditariedade passada de pai pra filho. Logo de cara, após uma “desastrosa” festa de réveillon, Tim pode comprar verdadeira a história do pai (o ótimo Bill Nighy) e ao mesmo tempo emendar algumas pontas soltas. Richard Curtis humaniza uma trama fantasiosa ao não fazer do fato o foco da história, apenas um de seus chamativos adereços. O centro é o jovem tímido e desajeitado vivido por Gleeson, cujo grande sonho é encontrar uma companheira.

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Ela chega na figura da adorável Mary (Rachel McAdams), e seu primeiro encontro juntos é algo bem diferente e basicamente nunca visto no cinema mainstream. McAdams é uma atriz que nunca me recebeu grande atenção, mas é seguro dizer que este se posiciona entre seus melhores trabalhos, e provavelmente sua personagem mais agradável. Uma das coisas mais interessantes de Questão de Tempo é que foge da fórmula do romance estruturado do cinema mainstream, apesar de fazer parte dele e querer seu público.

Na verdade, essa é uma obra inglesa, e o cinema europeu tende a ser mais realístico. Questão de Tempo também não perde tempo com clichês, e em muitos momentos fará o público coçar a cabeça para tentar descobrir por qual caminho seguirá. Um em especial é quando Tim reencontra seu primeiro amor, num desses encontros e desencontros proporcionados pelo destino. A obra apresenta somente personagens agradáveis, desses que desejaríamos que nos cercasse, e que fosse somente o que a vida nos trouxesse.

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Mais do que um romance, Questão de Tempo é um atestado de amor à família. O filme apresenta a forte união do protagonista com sua irmã mais jovem, Kit Kat (Lydia Wilson), mas principalmente essa é uma declaração ao pai. As cenas entre Gleeson (uma ótima descoberta do diretor, assim como Lydia Wilson) e Nighy prometem arrancar lágrimas do coração mais duro, ou ao menos nós na garganta.

Questão de Tempo pode ser acusado de querer falar sobre diversas coisas ao mesmo tempo, coisa recorrente nos filmes do diretor. O fato é que consegue satisfazer em quase todas as suas subtramas. O filme é acolhedor e emocionante. Promete se tornar um Cult instantâneo. Esse é um dos meus filmes preferidos do ano.

Percy Jackson e o Ladrão De Raios

 

Não é a primeira vez que vemos a Fox Film apostando na adaptação de uma franquia de livros de fantasia e aventura para conseguir se destacar nos cinemas como aconteceu com ‘Harry Potter‘ e ‘Senhor dos Anéis‘. Desde o fim da saga de Frodo e com a proximidade do fim das aventuras do bruxinho, chega aos cinemas a primeira aventura da saga ‘Percy Jackson E O Ladrão De Raios‘ (Percy Jackson and The Lightning Thief), baseado nos livros do escritor Rick Riordan, professor de mitologia grega, que transformou as histórias que contava a seu filho em livros de romances, que conquistaram de milhões de fãs no mundo inteiro.

Para dirigir e produzir o primeiro longa da franquia, nada melhor do que Chris Columbus (diretor dos dois primeiros filmes da série ‘Harry Potter‘ e ‘Esqueceram de Mim‘), que diferente da saga do bruxo traz as telonas um filme mais voltado para adolescentes, repleto de aventura, comédia, efeitos especiais e mergulhado na cultura pop atual.

Não posso me aprofundar muito sobre se o roteiro adaptado por Craig Titley (os dois filmes da série ‘Doze É Demais‘) é ou não fiel ao livro, pois até o momento não tive a chance de conferir a obra, mas após assistir ao filme, a vontade de ler os livros da franquia aumentaram, pois o filme tem um bom ritmo, agradando a um público bem maior.

Mas vale citar, que no filme o protagonista não tem doze anos, como no livro, ele está com dezessete anos, uma idade mais adequada para mostrar o relacionamento de Percy e Annabeth, a filha de Atenas.

Na história de ‘Percy Jackson E O Ladrão De Raios‘, os deuses da Mitologia Grega saem das páginas dos livros de Percy e entram em sua vida, pois ele descobre ser um semideus (metade humano), filho de Poseidon, deus dos mares. Ele acaba descobrindo tal novidade, quando é acusado por Zeus, rei de todos os deuses, de ter roubado o seu raio, a primeira e verdadeira arma de destruição em massa.

Percy terá que viver várias aventuras para resgatar sua mãe, Sally, uma humana, que está nas mãos de Hades, deus di submundo e irmão de Poseidon e Zeus, que também está a procura dos raios de Zeus.

Para viver o protagonista da trama, o jovem Percy Jackson, foi escalado o ator Logan Lerman (‘Os Indomáveis’), que estreou nos cinemas interpretando o filho mais novo de Mel Gibson em ‘O Patriota’, um dos papeis de sua carreira que lhe rendeu indicações a vários prêmios. E assim como em outras franquias de sucesso, o Percy terá ao seu lado, dois amigos, o ator Brandon T. Jackson (‘Trovão Tropical’) como o sátiro Grover, o protetor de Percy e Alexandra Daddario (‘Bereavement’) como a semideusa Annabeth, filha de Atena, que se une a Percy e Grover em sua missão em busca do raio desaparecido.

Vale citar, que dos três o único personagem que chega a incomodar na história é o de Brandon T. Jackson, que se destaca dos outros por tentar ser engraçado demais em momentos importantes da história. E esse é um dos poucos pontos negativos da história, tentar ser engraçada demais em certos seguimentos e o exagero de cenas de cultura pop, como vemos na cenas na qual o trio se encontra em Las Vegas, mas nada que chegue a estragar o filme.

Um dos grandes destaque é a trilha sonora que mesmo moderna, se encaixa perfeitamente em algumas cenas que são apresentadas e também os efeitos apresentados tanto na cena da batalha contra a hidra, como também na cena da batalha final.

Longe de ser uma produção grandiosa ao estilo de ‘O Senhor dos Anéis‘, o filmePercy Jackson E O Ladrão De Raios‘ consegue apresentar uma aventura contemporânea com muitas informações sobre a mitologia Grega, trazendo uma mensagem sobre a importância da família e da amizade, que agradará e conquistará muitos fãs.

Se o filme terá seus outros volumes adaptados para os cinemas, só o tempo dirá, mas com certeza a Fox tem em mãos uma franquia que se for bem trabalhada e concertarem os pequenos erros do primeiro filme, pode dar certo e se destacar. Resta apenas apostar e não abandonar com os primeiros tropeços, como aconteceu com ‘As Crônicas de Nárnia‘ (Disney), ‘Os Seis Signos de Luz‘ (Fox), ‘Eragon‘ (Fox) e ‘Desventuras em Série‘ (Paramount).

 

Crítica por: Léo Francisco (PlanetaDisney)

 

 

Crítica em vídeo | ‘A Vida Secreta de Walter Mitty’, ‘Questão de Tempo’ e ‘O Jogo do Exterminador’

Acaba de sair do forno a nova edição do CineAgenda, vídeo apresentado pelo editor Renato Marafon com as estreias deste final de semana (6 de Dezembro).

Toda semana, vamos informar sobre os lançamentos e comentá-los.

A Vida Secreta de Walter Mitty

Ben Stiller dirige e estrela A VIDA SECRETA DE WALTER MITTY, a clássica história de James Thurber sobre um sonhador que escapa de sua vida anônima ao desaparecer em um mundo de fantasia, repleto de heroísmo, romance e ação. Quando seu trabalho ao lado de sua colega (Kristen Wiig) é ameaçado, Walter decide enfrentar o mundo real e embarca em uma jornada global que transforma-se em uma aventura mais extraordinária que poderia ter imaginado.

 

Questão de Tempo

O romance, de baixo orçamento acompanha uma história de viagem no tempo. Tim (Domhnall Gleeson) é um jovem que descobre ser um viajante do tempo, e decide usar seu dom para encontrar a garota dos seus sonhos (Rachel McAdams).

 

O Jogo do Exterminador

Em um futuro próximo, extraterrestres hostis atacaram a Terra. Com muita dificuldade, o combate foi vencido, graças ao heroísmo do comandante Mazer Rackham. Desde então, o respeitado coronel Graff e as forças militares terrestres treinam as crianças mais talentosas do planeta desde pequenas, no intuito de prepará-las para um próximo ataque. Ender Wiggin, um garoto tímido e brilhante, é selecionado para fazer parte da elite. Na Escola da Guerra, ele aprende rapidamente a controlar as técnicas de combate, por causa de seu formidável senso de estratégia. Não demora para Graff considerá-lo a maior esperança das forças humanas. Falta apenas um treinamento com o grande Mazer Rackham, e depois garoto estará pronto para a batalha épica que decidirá o futuro da Terra e da humanidade.

 

‘Até que a Sorte nos Separe 2’ é o maior lançamento da história do cinema nacional

Até Que a Sorte Nos Separe 2‘, comédia de Roberto Santucci estrelada por Leandro Hassum, estreia no próximo dia 27 como o maior lançamento da história do cinema nacional, em número de salas. O filme será exibido, no fim de semana de estreia, em 734 cinemas de todo o país, quebrando assim o recorde anterior, que pertencia a ‘De Pernas pro Ar 2‘ – lançado em 718 salas em dezembro de 2012. Com roteiro de Paulo Cursino e Chico Soares, o longa é a continuação do maior sucesso de bilheteria brasileiro de 2012, ‘Até que a Sorte nos Separe‘, que foi visto nos cinemas por mais de 3 milhões de espectadores.

Gravado no Rio de Janeiro e em Las Vegas, o longa traz ainda no elenco Kiko Mascarenhas, Rita Elmôr, Rodrigo Sant’Anna, Henri Pagnoncelli e Charles Paraventi. As atrizes Berta Loran e Arlete Salles, o humorista Marcius Melhem e o lutador de MMA Anderson Silva fazem participações especiais, assim como o grande astro da comédia norte-americana Jerry Lewis.

Em ‘Até que a Sorte nos Separe 2‘, Tino (Hassum) volta a passar dificuldades financeiras ao lado da esposa Jane (Camila Morgado) e dos filhos Teté e Juninho depois de perder a fortuna que ganhou na loteria no primeiro filme. O que eles não esperavam é que Tio Olavinho fosse deixar uma herança de R$ 100 milhões ao morrer. Como último desejo, o ricaço exige que suas cinzas sejam jogadas no Grand Canyon, nos EUA. É então que Tino e a família resolvem dar uma passada em Las Vegas. Depois de se meter em muitas encrencas, Tino conta novamente com a ajuda do casal Amauri (Kiko Mascarenhas) e Laura (Rita Elmôr).

A Vida Secreta de Walter Mitty

Você já fez algo realmente extraordinário? Com um roteiro do sempre competente Steve Conrad (À Procura da Felicidade), baseado em um personagem fantástico criado pelo escritor americano James Thurber no conto publicado na revista The New Yorker em 1939, o novo trabalho como diretor do astro de Hollywood Ben Stiller A Vida Secreta de Walter Mitty se propõe em ajudar ao público a encontrar a verdadeira beleza do sonhar contido dentro de todos nós.

Na quimérica história, conhecemos Walter Mitty (Ben Stiller), um homem que trabalha há 16 anos em uma revista de grande circulação chamada Life sendo gerente da parte de processamento de imagens. Walter é tímido, tem poucos amigos e possui uma imaginação que ultrapassa qualquer limite da definição de absurdo. Em suas experiências memoráveis dentro de seus sonhos, o pacato cidadão possui inúmeras histórias fantásticas. Porém, na realidade, sofre por não conseguir se aproximar da mulher que ama e enfrentar de frente os grandes vilões de sua vida. Quando seu emprego é colocado em risco, Walter (um surpreendente e exímio skatista) parte em uma jornada muito mais fantástica que qualquer outro sonho já visto.

O roteiro é muito consistente deixando o público louco para saber o que virá na sequência das ações do protagonista. O filme mistura fantasias mirabolantes e realidade, o espectador precisa ficar atento para saber o que cada cena significa. Entre paisagens lindas, diálogos cômicos, e uma cena impagável fazendo analogia ao ótimo filme de David Fincher O Curioso Caso de Benjamin Button, A Vida Secreta de Walter Mitty é mais um daqueles filmes que ficará dentro de sua memória cinéfila durante muito tempo.

Um dos pontos altos desse projeto é o estupendo trabalho de Ben Stiller (quem diria?!), tanto na atuação, quanto na direção. Consciente e entendendo cada detalhe de seu curioso personagem, domina as grandes cenas como um veterano das telonas. Entre fantásticos sonhos e cenas puxadas ao drama, Stiller consegue ser simples e profundo ao mesmo tempo mostrando uma delicadeza absurda para que junto de seu personagem nos mostrar a beleza que existe na redescoberta da vida.

A trilha sonora assinada por Theodore Shapiro (O Diabo Veste Prada) é espetacular, o espectador se sente a todo instante fazendo parte da jornada de Walter Mitty. Outro ponto a ganhar destaque são as cenas entre Ben Stiller e Kristen Wiig (quem diria (2)?!). Essa última,  quando deixar de fazer comédias pastelões inúteis e ridículas como Missão Madrinha de Casamento, mostra que tem potencial de algum dia ser uma atriz muito interessante.

Contando também com a participação mais do que especial do ganhador do Oscar Sean Penn, A Vida Secreta de Walter Mitty se consolida a cada minuto de fita como um retrato maduro entre a realidade e a ficção. Então pessoal, o jeito é seguir o ABC de Walter Mitty. Veja o mundo. Os perigos que virão. Chegue mais perto. Sinta. Esse é o propósito da vida. Não percam essa fabulosa experiência cinematográfica que Jung iria amar. Bravo!

Minhocas

Após os cinéfilos de todo o mundo conferirem A Noiva Cadáver, Fuga das Galinhas e Mary and Max, entre outros ótimos filmes que adotam a técnica do Stop Motion como modelagem para as telonas, chega aos nossos cinemas na próxima sexta-feira 13 uma aventura bem longe de ser uma experiência apavorante, estamos falando do cativante Minhocas. A corajosa produção é a primeira experiência de nosso cinema nessa técnica de animação adotada por grandes diretores de todo o planeta, como o genial Tim Burton.

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Inspirado em um curta-metragem homônimo, vencedor de 11 prêmios no Brasil, incluindo Animamundi e o Festival de Gramado, Minhocas conta a história de Júnior, um menino sonhador que sofre por não conseguir se incluir nas conversas, jogos e animações da turminha que conhece. Certo dia, após ser desafiado por alguns colegas, é cavado para fora da terra onde vive, indo parar em um lugar novo e perigoso. Assim, vive uma série de aventuras ao lado dos amigos Nico e Linda procurando um jeito de voltar para casa.

Como toda a animação, a dublagem é um ponto fundamental para o sucesso com o público. Os dubladores envolvidos nesse projeto conseguem captar muito bem a essência de cada personagem, resultando em ótimas cenas. O público, tanto o infantil como o adulto, recebe e interage com os acontecimentos da história. O roteiro se divide em partes para a criançada e em partes para os adultos. Essa divisão, gera uma desencaixe nas interações pois existem algumas mensagens que os baixinhos vão conseguir entender. Porém, esse argumento não desqualifica de maneira nenhuma a produção.

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O interessante projeto, longe de ser uma obra-prima, consegue com poucos elementos chegar ao seu objetivo de passar uma mensagem educativa. Entre os rasos diálogos, encontramos mensagens bem profundas sobre ecologia, cidadania e amizade. Os próprios personagens são cativantes por conta, exatamente, dessas interações que chegam aos ouvidos da criançada, de forma leve e descontraída. O papai e a mamãe que forem levar os filhos para conferir essa animação irão sentir que conseguiram em um só evento, divertir e levar uma mensagem bonita para sua família. Não percam!

A Vida Secreta de Walter Mitty

(The Secret Life of Walter Mitty)

 

Elenco:

Ben Stiller, Sean Penn, Kristen Wiig, Adam Scott, Shirley MacLaine, Adrian Martinez, Joey Slotnick, Alan D. Purwin, Alex Kruz, Finise Avery, Kathryn Hahn, Patton Oswalt.

Direção: Ben Stiller

Gênero: Comédia Dramática

Duração: 114 min.

Distribuidora: Fox Films

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 20 de Dezembro de 2013

Sinopse:

Ben Stiller dirige e estrela A VIDA SECRETA DE WALTER MITTY, a clássica história de James Thurber sobre um sonhador que escapa de sua vida anônima ao desaparecer em um mundo de fantasia, repleto de heroísmo, romance e ação. Quando seu trabalho ao lado de sua colega (Kristen Wiig) é ameaçado, Walter decide enfrentar o mundo real e embarca em uma jornada global que transforma-se em uma aventura mais extraordinária que poderia ter imaginado.

Curiosidades:

» Comédia dramática dirigida e estrelada por Ben Stiller.

» Trata-se de um remake do filme ‘O Homem de 8 Vidas‘, estrelado por Danny Kaye em 1947. O filme original, por sua vez, é baseado em um conto de 1939 da autoria do humorista norte-americano James Thurber.

» Steve Conrad (‘À Procura da Felicidade’) roteiriza.

Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

 

Eu não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo com a Minha Vida

(Eu não Faço a Menor Ideia do que Eu Tô Fazendo com a Minha Vida)

 

Elenco:

Clarice Falcão, Rodrigo Pandolfo, Leandro Hassum, Daniel Filho, Nelson Freitas, Bianca Byington, Alexandre Nero, Gregorio Duvivier, Kiko Mascarenhas, Augusto Madeira, Wagner Santisteban, Camila Amado, Cristiana Peres e Bel Garcia.

Direção: Matheus Souza

Gênero: Romance

Duração: 90 min.

Distribuidora:Vitrine Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 20 de Dezembro de 2013

Sinopse:

Clara (Clarice Falcão) está indecisa em relação às suas escolhas. A jovem está cursando a faculdade de Medicina por pressão familiar e não por vocação. Sem contar para ninguém o que está sentindo, ela passa a matar aulas no período da manhã. Durante essas aventuras matutinas, Clara conhece um rapaz que a ajuda a encontrar um norte para sua vida.

Curiosidades:

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Trailer:

Cartazes:

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Fotos:

Eu e Você

(Io e Te)

 

Elenco:

Francesca De Martini, Jacopo Olmo Antinori, John Paul Rossi, Pippo Delbono, Sonia Bergamasco, Tea Falco, Tommaso Ragno, Veronica Lazar.

Direção: Bernardo Bertolucci

Gênero: Drama

Duração: 103 min.

Distribuidora: California Filmes

Orçamento: US$ — milhões

Estreia:
20 de Dezembro de 2013

Sinopse: Escondido no porão para passar suas férias de inverno, Lorenzo, um jovem de quatorze anos, introvertido e um pouco neurótico, está se preparando para viver seu grande sonho: nada de conflitos, nada de colegas chatos de classe, nada de brincadeiras e falsidades. O mundo lá fora com suas regras incompreensíveis e ele deitado no sofá, bebendo muita coca-cola, comendo atum em caixinha e com livros de terror ao seu redor. Será Olivia, que chega de repente no porão com sua agressiva vitalidade, a tirar Lorenzo de seu universo sombrio, para que ele tire a máscara de adolescente complicado e aceite o jogo caótico da vida fora de quatro paredes.

Curiosidades:
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Minhocas

(Minhocas)

 

Elenco de vozes: Rita Lee, Anderson Silva e Daniel Boaventura.

Direção: Paolo Conti

Gênero: Animação Nacional

Duração: — min.

Distribuidora: Fox Film

Estreia: 20 de Dezembro de 2013

Sinopse:

Minhocas conta a divertida história de Júnior que está entrando na pré-adolescência e enfrentando uma crise existencial. Cavado acidentalmente para fora da terra e levado a um lugar distante, Júnior viverá uma incrível aventura com seus novos amigos Nico e Linda e precisará encontrar um jeito de voltar para casa, mas antes ele terá de impedir os planos de dominação de um terrível tatu-bola.

Curiosidades:

» O projeto foi desenvolvido ao longo de 5 anos, e conta com nomes de peso na dublagem: a cantora Rita Lee, o ator e cantor Daniel Boaventura e o lutador Anderson Silva.

» Inspirado no curta homônimo, vencedor do prêmio Júri infantil do AnimaMundi 2006 nas etapas do Rio de Janeiro e de São Paulo, e do prêmio de excelência do JVC Tokyo Video Festival de 2007, o filme é pioneiro no país ao utilizar a técnica stop-motion em longa-metragem.


Trailer:

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Um Toque de Pecado

O filme ganhador do prêmio de melhor roteiro no último Festival de Cannes chegou aos cinemas na semana passada (13) causando grande euforia nos cinéfilos que não puderam conferir suas exibições na Mostra Internacional de Cinema de SP deste ano. A verdadeira identidade de uma China perdida em suas desilusões emocionais é o foco deste belo e violento trabalho de Jia Zhang-Ke (que dirigiu o excelente Em Busca da Vida (2006). Em pouco mais de duas horas de fita, entramos em um quebra-cabeça social modelado primorosamente por Zhang-Ke (que assina também o roteiro). A qualidade no modo de contar essa história transforma Um Toque de Pecado em um dos melhores filmes do ano.

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Quatro histórias, quatro dramas com desfechos violentos. Um mineiro indignado (Wu Jiang) que luta contra a corrupção massiva dos líderes do vilarejo onde reside. Um homem frio e calculista que regressa para seu lar com sua mobilete de poucas cilindradas na véspera de ano novo e começa uma reflexão macabra em relação às infinitas possibilidades de se viver da violência. Uma linda jovem que se envolve com um homem casado sendo levada ao limite da loucura quando é assediada por um cliente imbecil. E por fim, um jovem (quase adolescente) trabalhador fabril salta de trabalho em trabalho à procura de uma vida melhor. Os visões dessas histórias são extremamente pessimistas mas não deixa de ser uma crítica ao que ocorre longe dos holofotes da mídia quando o assunto é o desenvolvimento do Dragão.

Passado nos tempos atuais, os costumes e tradições chineses são incorporados com grande maestria pelo diretor.  Detalhistas como sempre, os cineastas orientais sabem como prender a atenção do público em poucos minutos de projeção. Entre uma sequência e outra, somos testemunhas de belas imagens que lembram a abertura do famoso seriado de David Lynch, Twin Peaks. Os atores passam uma verdade absurda em seus gestos e ações, destaque para Wu Jiang e seu personagem Dahai que deve ficar na mente de muita gente durante algum tempo.

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A história pode parecer um pouco confusa para alguns. São diversas tramas e elementos tendo apenas o objetivo de mostrar uma China que está escondida. O roteiro é o principal destaque do filme e não tenham dúvidas: Vão ter dezenas de cineastas norte-americanos querendo produzir um remake deste belo projeto. A questão é saber se temos a mesma sensibilidade que os nossos amigos do oriente. Essa afirmativa chega de encontro como uma crítica ao ‘novo Oldboy’  feito pelo Spike Lee que se torna uma verdadeira incógnita cinéfila.

A busca para entender o pecado é transportada das telas para as cadeiras do cinema. O oásis da prosperidade chega com um toque de pecado para cada uma dessas melancólicas e perdidas almas. Violento, sangrento, e certas vezes angustiante, são elementos que transformam Um Toque de Pecado em um trabalho que certamente Quentin Tarantino aplaudiria de pé, e quem sabe, você também.

Cine Holliúdy

(Cine Holliúdy)

 

Elenco:

Edmilson Filho, Falcão, Fiorella Mattheis, Haroldo Guimarães, Angeles Woo, Ary Sherlock, Bolachinha, Fernanda Callou, Jesuíta Barbosa, João Netto, Joel Gomes, Jorge Ritchie, Karla Karenina, Márcio Greyck, Miriam Freeland, Rainer Cadete, Roberto Bomtempo.

Direção: Halder Gomes

Gênero: Comédia

Duração: 91 min.

Distribuidora: Downtown/Paris

Orçamento: US$ — milhões

Estreia: 30 de Agosto de 2013 (João Pessoa e Salvador) – 20 de Setembro (Diversas praças da região centro-oeste) – 15 de Novembro de 2013 (Região Sudeste)

Sinopse:

A história é centrada em Francisgleydisson (Edmilson Finho), um homem que se esforça para manter viva a paixão pelo cinema nos anos 1970, com a popularização da TV. Totalmente falado em “cearensês”, o filme é exibido com legendas em português para traduzir o amplo vocabulário regional.

Curiosidades:

» Cine Holliúdyestreou em 12 salas de cinema no Ceará com um excelente desempenho: registrou uma média extraordinária de mais de 2,323 mil espectadores por sala, apesar de seu lançamento modesto. Mais de 80 mil ingressos já foram vendidos até agora.

» A produção nasceu como um curta-metragem, ‘Cine Holiúdy – O Astista Contra o Cabra do Mal’, vencedor do Edital no Ministério da Cultura de Curtas-Metragens em 2004. O filme de 15 minutos viajou por 20 países e foi exibido em 80 festivais, vencendo um total de 42 prêmios.

Cine Agenda:

Trailer:

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Fotos:

 

Cinema Nacional bate recorde em 2013

Com 120 estreias de produções nacionais e mais 26 milhões de ingressos vendidos, o cinema nacional bateu recorde em 2013.

Segundo a Agência Nacional de Cinema (Ancine), foi o maior número de ingressos vendidos desde a Retomada, que começou em 1995 com ‘Carlota Joaquina – A Princesa do Brasil‘, de Carla Camurati.

Neste ano, os filmes nacionais somaram uma arrecadação de R$ 270 milhões, três vezes o valor arrecadado em 2012 (R$ 157 milhões).

Fenômeno nacional, a comédia  ‘Minha Mãe É uma Peça – O Filme‘ foi o filme nacional mais visto, com R$ 49,4 milhões arrecadados. Somando as estreias internacionais, foi o quarto filme mais visto do ano.

Duas produções nacionais apareceram no ranking, um progresso em relação a 2012, que teve apenas ‘Até Que a Sorte Nos Separe’. Além de ‘Minha Mãe É uma Peça’,‘De Pernas Pro Ar 2′ entrou em 7º lugar com R$ 44 milhões.

Com o sucesso, o diretor-presidente da Ancine, Manoel Rangel, e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, anunciaram a criação de novas linhas de investimento do Fundo Setorial do Audiovisual – FSA.

A operação, que contará com recursos da ordem de R$ 400 milhões, é uma ação sem precedentes na política pública para o setor audiovisual brasileiro. O montante disponibilizado equivale à soma dos valores oferecidos nas quatro convocatórias anteriores do fundo voltadas para a produção e comercialização de filmes e séries para a TV.

“Com esta medida daremos visibilidade e maior destaque à importância estratégica que este segmento da produção audiovisual brasileira sempre teve para o Fundo Setorial do Audiovisual e para a cinematografia brasileira”, afirmou Manoel Rangel.

The Rock foi o ator mais rentável de 2013

A revista Forbes divulgou a lista dos atores mais lucrativos de 2013. Surpreendentemente, ​Dwayne “The Rock” Johnson foi o ator que mais arrecadou em bilheterias. ‘Velozes eFuriosos 6‘, ‘G.I. Joe: Retaliação‘ e ‘Sem Dor, sem Ganho‘ arrecadaram US$ 1.3 bilhão do dólares.

O segundo lugar ficou com o mega astro Robert Downey Jr., líder no último ano. Ele estrelou apenas um filme no ano, ‘Homem de Ferro 3‘, que arrecadou US$ 1.2 bilhão.

Steve Carell ficou a terceira posição, graças ao sucesso da animação ‘Meu Malvado Favorito 2‘.

A publicação levou em conta quando cada astro arrecadou nas bilheterias do mundo neste ano, sem levar em conta o salário ganho.

Confira o TOP 10:

1 – Dwayne Johnson – US$ 1.3 bilhão
2 – Robert Downey Jr. – US$ 1.2 bilhão
3 – Steve CarellUS$ 964 milhões
4 – Vin Diesel – US$ 887 milhões
5 – Sandra Bullock – US$ 862 milhões
6 – Paul Walker – US$ 789 milhões
7 – Billy Cristal – US$ 743 milhões
8 – John Goodman – US$ 743 milhões
9 – Chris Hemsworth – US$ 701 milhões
10 – Jennifer Lawrence – US$ 700 milhões

Conheça as maiores bilheterias brasileiras em 2013

O FilmeB divulgou a lista atualizada com os filmes que mais arrecadaram nas bilheterias do Brasil em 2013, contabilizando o acumulado até o dia 8 de Dezembro.

Quem liderou, com folga, foi ‘Homem de Ferro 3’. O filme do super-herói da Marvel teve renda de altíssimos R$ 96,94 milhões. Mundialmente, ‘Homem de Ferro 3’ ultrapassou a marca de US$ 1,21 bilhão. Foram U$ 409 milhões arrecadados nos Estados Unidos e U$ 806 milhões no exterior.

Quando Tony Stark tem sua vida pessoal destruída, embarca em uma angustiante busca para encontrar os responsáveis. Sem saída, Stark é deixado para sobreviver por conta própria, confiando em seus instintos para proteger aqueles mais próximos a ele.

O segundo lugar ficou com Meu Malvado Favorito 2, que acumulou R$ 80,4 milhões e continua em cartaz. A sequência garantiu a mesma posição nos EUA com excelentes U$ 367 milhões. Com essa performance, o filme entrou no Top 5 de maiores bilheterias de animações de todos os tempos.

No mundo todo, a arrecadação é de U$ 918 milhões. Meu Malvado Favorito 2 teve um orçamento estimado em U$ 76 milhões (U$ 140 milhões com a inclusão de custos de marketing), bem abaixo da média das animações atuais.

Provando que o cinema mais lucrativo é o que envolve super-heróis, o terceiro lugar ficou com  ‘Thor: O Mundo Sombrio’, que arrecadou  R$ 61,1 milhões – valor que deve crescer já que o longa continua em exibição. Mundialmente, o Deus do Trovão faturou U$ 611,7 milhões.

Fenômeno nacional, a comédia  ‘Minha Mãe É uma Peça – O Filme‘ ficou com a quarta posição e  R$ 49,4 milhões arrecadados – disparado o filme nacional mais visto de 2013.

Duas produções nacionais apareceram no ranking, um progresso em relação a 2012, que teve apenas ‘Até Que a Sorte Nos Separe’. Em 2013, além de ‘Minha Mãe É uma Peça’, De Pernas Pro Ar 2 entrou em 7º lugar com R$ 44 milhões, R$ 5 milhões atrás de ‘Wolverine – Imortal’ – que faturou a sexta posição.

Em seguida, veio outro grande sucesso recente da Universal, ‘Velozes & Furiosos 6’, com R$ 49,3 milhões. O longa de ação rendeu mais de U$ 788 milhões nas bilheterias do mundo todo, ficando logo atrás de ‘Homem de Ferro 3’. Seu lucro só foi menor que o de Meu Malvado Favorito 2 porque o orçamento da produção foi mais que o dobro, estimado em U$ 160 milhões.

Em 9º e 10º, Detona Ralph e Universidade Monstros repetiram o sucesso que fizeram nos EUA. A animação ambientada no mundos dos games não figurou no ranking americano pois a estreia aconteceu muito antes que no Brasil, em novembro de 2012.

Fora do Top 10, O Homem de Aço arrecadou R$ 36,1 milhões, um valor decepcionante para um dos principais lançamentos do ano. Como comparação, a nova aventura do Superman está em 3º lugar nos EUA, à frente de Universidade Monstros e ‘Velozes & Furiosos 6’.

Confira o Top 10 de 2013:

1. HOMEM DE FERRO 3 – R$ 96.9 milhões
2. MEU MALVADO FAVORITO 2 – R$ 80.4 milhões
3. THOR 2 – O MUNDO SOMBIO – R$ 61.1 milhões
4. MINHA MÃE É UMA PEÇA – O FILME – R$ 49.4 milhões
5. VELOZES E FURIOSOS 6 – R$ 49.3 milhões
6. WOLVERINE – IMORTAL – R$ 49 milhões
7. JOÃO E MARIA – CAÇADORES DE BRUXAS – R$ 48.6 milhões
8. DE PERNAS PRO AR 2 – R$ 44 milhões
9. DETONA RALPH – R$ 42.7 milhões
10. UNIVERSIDADE MONSTROS – R$ 37.2 milhões

Abaixo, o Top 10 de 2012.

1 – Os Vingadores – R$ 130 mi
2 – A Saga Crepúsculo – Amanhecer: Parte 2 – R$ 104 mi
3 – A Era do Gelo 4 — R$ 94 mi
4 – O Espetacular Homem-Aranha – R$ 60 mi
5 – Madagascar 3 – Os Procurados – R$ 50 mi
6 – Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge – R$ 55 mi
7 – Alvin e os Esquilos 3 – R$ 39 mi
8 – Valente – R$ 37 mi
9 – Até que a Sorte nos Separe – R$ 34 mi
10 – Os Mercenários 2 – R$ 33 mi

O Hobbit: A Desolação de Smaug (3)

Caverna do Dragão

Tido por décadas como uma obra inadaptável ao cinema, o livro Senhor dos Anéis (uma trilogia) finalmente sairia do papel para as telonas de cinema no final de 2001. Todos os aficionados (nos Estados Unidos é quase leitura obrigatória) davam pulos de alegria. É claro que todo o cuidado do mundo foi tomado na hora de confeccionar essa obra tão querida. O diretor Peter Jackson ainda era uma dúvida no comando da produção. Vindo do cinema trash (Náusea Total, de 1987, e Fome Animal, de 1992) e Cult (Almas Gêmeas, de 1994), o cineasta havia comandado apenas uma produção de porte maior, Os Espíritos (1996).

Jackson cumpriu a missão, mostrou errados os descrentes, e ainda levou para a franquia da New Line quase US$3 bilhões em bilheterias, e 17 estatuetas do Oscar. Era natural que o estúdio não desistisse de sua grande galinha dos ovos de ouro. Melhor ainda sabendo que existia um material prévio do mesmo autor. O Hobbit, obra literária que precedeu Senhor dos Anéis, então foi dividido em três novos filmes (me espanto em saber que não foram quatro, como tem sido muito feito). Achar um diretor era o próximo passo, afinal Jackson havia perdido alguns anos de vida na produção da trilogia original, e voltaria apenas no cargo de produtor.

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O indicado foi o mexicano Guillermo del Toro (Círculo de Fogo). Mas se existe o bordão “in Nolan we trust”, que se refere a confiança cega que os fãs possuem no cineasta britânico, um novo poderia ter sido inventado para o pobre cineasta mexicano, “in del Toro we don´t trust”. Com medo do projeto ficar com a marca muito particular do cineasta adorador de criaturas (mesmo depois do prestígio de O Labirinto do Fauno), o estúdio afastou del Toro e trouxe de volta Jackson – assim os cargos se inverteram, del Toro como produtor e Jackson como diretor.

O resultado foi O Hobbit – Uma Jornada Inesperada, um filme mais infantil, bonitinho e inofensivo do que qualquer um da trilogia do Anel. Assim como A Sociedade do Anel (2001), o primeiro O Hobbit (2012) serviu para reintroduzir os personagens em nossas vidas (apresentando novos) ou introduzi-los na vida de alguns – embora imagino que seja difícil algum não adepto da trilogia original se aventurar pelos novos filmes. Agora, em O Hobbit – A Desolação de Smaug, assim como As Duas Torres (2002), nos encontramos em um episódio intermediário que capricha na ação, e tem mais liberdade para desenvolver sua trama e personagens, uma vez que os conhecemos bem.

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A Desolação de Smaug logo de início separa nossos heróis e deixa o mago Gandalf, mais uma vez vivido por Ian McKellen (X-Men: Dias de um Futuro Esquecido), sozinho em sua jornada. Os anões comandados por Thorin Escudo de Carvalho, vivido por Richard Armitage (Capitão América), são quem encabeçam todas as aventuras do longa. Bilbo, papel de Martin Freeman (Heróis de Ressaca), demonstra cada vez mais coragem e certa liderança. Num dos momentos de maior adrenalina no início, é capturado por uma enorme aranha e mumificado em sua teia.

Ao longo são muitos momentos de empolgação, que durante sua criação devem ter feito o diretor Peter Jackson se esbaldar como uma criança. Tais momentos também demonstram pura maestria na hora de fazer cinema. Quando são capturados pelos elfos, os anões realizam uma fuga em barris num rio de corredeiras, graças a Bilbo. Na cena frenética, cada canto da tela deve ser observado a fim de não perdermos nada. Tudo exala vida nessa sequência, e os realizadores a aproveitam ao máximo. O momento mais legal é quando o anão mais gorducho usa o barril de maneira inusitada quicando e rodando.

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Visitamos um velho conhecido também, o elfo de pontaria certeira Legolas, trazendo Orlando Bloom (Os Três Mosqueteiros) de volta para a franquia e ao radar do cinema. Os novos personagens são bem vindos, e destacam principalmente Tauriel, elfa arqueira vivida pela belíssima Evangeline Lilly (da série Lost), o vaidoso rei dos elfos e pai de Legolas, Thranduil, papel de Lee Pace (Lincoln), e o humano Bard, vivido por Luke Evans (Velozes & Furiosos 6). De todos, Bard é quem parece ter o arco mais emocionante e dramático, já que é um homem amaldiçoado por uma herança de família negativa. Seu antepassado falhou ao tentar proteger a cidade do dragão Smaug, o antagonista da obra.

Por falar no dragão, Smaug aparece e o efeito é sem dúvida impactante. Mesmo num mundo no qual os efeitos visuais não causam mais tanta surpresa, a confecção do vilão do segundo Hobbit foi detalhada o suficiente para acreditarmos nele, e sentirmos pelas vidas que cruzam seu caminho. A maior vitória aqui é tornar crível algo tão bobo quanto anões combatendo um dragão. Algo saído de contos infantis para ninar crianças. A voz de Benedict Cumberbatch (Star Trek – Além da Escuridão) é grave o suficiente e traz peso ao personagem, embora tenha sido quase totalmente modificada por sintetizadores. Mesmo sem ter grande valor a não ser o de entretenimento, e longe de causar discussões ou servir de analogia política e social (como o melhor blockbuster de 2013, Jogos Vorazes: Em Chamas), O Hobbit – A Desolação de Smaug diverte e promete não deixar ninguém cair no sono.

O Hobbit: A Desolação de Smaug (2)

A mágica jornada de Bilbo na Terra Média ganha força em sua nova aventura.

Chega aos cinemas a segunda parte de mais uma épica saga comandada por Peter Jackson, O Hobbit: A Desolação de Smaug, e com ela vem a óbvia comprovação estrutural capitular, da qual já esperávamos desde o anúncio de como seria o formato do projeto. Pois, diferente da jovem clássicaTrilogia do Anel, que mesmo interligada entre si, tinha como alicerce três livros distintos, de arcos fechados e definidos, as aventuras de Bilbo Bolseiro, conto de leitura assumidamente rápida, nunca teria conteúdo suficiente pra ser a base de três longos filmes. E, mesmo que Jackson, com inteligência, engranze subtramas de outras obras Tolkienianas, ou mesmo crie elementos que enriqueçam a trama, é fato que ainda estará, de certo modo, preso a essa forma – que, sim, incomoda, mas pode ser relevada, pelos seus vários outros atributos.

Logo em seu primeiro plano, entendemos a necessidade do diretor utilizar estratégias ditas nostálgicas, quando revisitamos a antiga aldeia de Bree, relembrando o marcante encontro deAragorn e Frodo, em A Sociedade do Anel; no intuito de nos transportar, quase que de imediato, para a Terra Média. Algo necessário, pois, como bem sabemos, os personagens estão em plena escapada e fugindo dos orcs; assim, se a fita fosse iniciada in media haas, seria muita audácia e soaria, de pronto, como uma continuação assaz direta – o que, felizmente, não acontece por aqui.

O-Hobbit-–-A-Desolação-de-Smaug-Divulgação

Além de conseguir prender a atenção do espectador, numa tomada de muito suspense, somos rapidamente apresentados a uma das figuras mais icônicas do romance original, o troca-peleBeorn, que ganha vida e personalidade com a imponente presença do ator sueco Mikael Persbrandt. De trejeitos próprios e olhar penetrante, Persbrandt empalidece todos ao seu redor. Servindo, também, como elo para a próxima etapa e fim do primeiro ato, que fará com que os anões entrem na temida Floresta das Trevas, e deem inicio a uma das passagens mais interessantes da jornada. Tendo, por assim, a função de despontar a valentia e transformação do nosso protagonista.

O que, imediatamente, nos faz enxergar o belíssimo trabalho fotográfico de Andrew Lesnie, um já antigo parceiro de Jackson, que é hábil ao conferir uma atmosfera extremamente soturna, quase morta, ao local aludido. Criando uma sensação sufocante, semelhante a que os personagens estão vivendo. Tal feito não seria tão eficaz, não fosse sua brilhante equipe de efeitos visuais e uma direção de arte absolutamente fantástica, que nos faz crer, piamente, no mundo que está sendo exposto em tela. Não ficarei surpreso, e seria justiça, o longa conseguir faturar inúmeras categorias técnicas, em premiações como o Oscar, por exemplo.

Com boa parte do segundo ato completamente carregado de cenas de ação, fugas e combates, somos, então, surpreendidos com um romance peculiar do anão Kili (Aidan Turner) e da elfa Tauriel (Evangeline Lilly) – a eterna Kate do seriado LOST –, que ganha forte sobrevida e acaba se tornando uma das figuras mais importantes da trama. O que não acontece com o orc Azog (Manu Bennett), que parece estar ali, apenas, para preencher o espaço vazio de possível vilão. Uma deficiência que também esteve presente em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, onde a rasa criatura aparecia só nas batalhas, mas não possuía profundidade, limando, dessa forma, o básico processo de identificação. Nessa segunda investida, a figura do Necromante é revelada, definindo, portanto, o real antagonista da história e maquiando o problema recorrente.

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A direção de Peter Jackson flui bem, e sua habitual narrativa esquemática, vista em outros títulos, parece caminhar de maneira orgânica. Tanto que mesmo possuindo longa duração, a fita, em nenhum momento, torna-se prolixa. Embora tenha algumas cenas expositivas, diria que, dessa vez, poucos planos soaram desnecessários, dentro do que o filme se propôs ser. O auxilio do montador Jabez Olssen, é fundamental por criar um ritmo eletrizante e mesclar bem as várias subtramas presentes, sem que a plateia possa se confundir com o que está sendo explanado. Como igualmente é inegável a competência do maestro Howard Shore, que reutiliza alguns de seus temas e pontua, impecavelmente, todas as passagens da obra.

O roteiro assinado pelo quarteto Fran WalshPhilippa BoyensPeter Jackson e Guillermo del Toro, possui diálogos espertos e alguns até interessantes. Principalmente quando Bilbo (Martin Freeman) e Smaug (Benedict Cumberbatch) – quem conhece a série Sherlock, ganhará um bônus aqui – iniciam uma conversa que, mesmo tendo um forte teor hilariante, sintetiza bem os traços típicos dos dois personagens, e resume o conto por uma ótica antagônica. Não posso deixar de citar, também, o esplendido desempenho de Cumberbatch, que através de sussurros e voz impostada, confere um ar malicioso e cheio de soberba ao dragão. Assim comoMcKellen e Armitage, realizam performances eficientes e já estão marcados como Gandalf e Thorin.

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É reconfortante a satisfação de constatar uma aparente evolução deste para o título anterior, pois, ainda que não seja uma grande saga, artisticamente falando, ao mote de se equiparar comO Senhor dos Anéis – e não existe potencial para isso –, O Hobbit parece, enfim, ter se achado e alcançado um lugar dentro do gênero. Creio que após a conclusão do próximo filme, que também será lançado em dezembro do ano que vem, teremos uma obra fechada admirável, do ponto de vista temático. O problema é, justamente, aguardar todo esse tempo – sobretudo depois de A Desolação de Smaug, possuir, em seu final, o cliffhanger mais angustiante já feito dos trabalhos de Tolkien no cinema.

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Para delírio de milhares de fãs espalhados pelo mundo, chega aos cinemas a continuação da saga de Bilbo Bolseiro e Cia, O Hobbit: A Desolação de Smaug. Comandado por Peter Jackson, que faz uma pontinha nos primeiros segundos de projeção, essa continuação é infinitamente superior ao primeiro filme em relação a tudo o que você possa listar como fundamental para entreter qualquer tipo de público. Fugindo de aranhas gigantescas, chamas poderosas de um dragão assustador e monstrengos Orcs famintos por sangue, os nossos heróis, com a ajuda dessa vez de Legolas (Orlando Bloom), voltam a enfrentar inúmeros desafios em busca de seu objetivo.

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Orçado em US$ 250 Milhões e com 161 minutos de fita, O Hobbit: A Desolação de Smaug é o segundo filme da trilogia de adaptação do livro O Hobbit, de J.R.R. Tolkien. Nesta segunda parte, voltamos a acompanhar os novos desafios da jornada épica de Bilbo Bolseiro para recuperar o Reino dos Anões de Erebor. Bilbo, os anões e Gandalf continuam sua ingrata caminhada depois de serem salvos pelas águias nas Montanhas Sombrias (no primeiro filme), chegando até a Floresta das Trevas onde são surpreendidos por criaturas arrepiantes e pelos elfos que os capturam. Quando conseguem fugir da prisão dos arqueiros orelhudos, precisam encarar o maior desafio dessa jornada: roubar Smaug, um dragão que há muito tempo saqueou o reino dos anões do avô de Thorin e que desde então dorme sobre esse tesouro.

Ágeis, corajosos e com verdadeiros corações de guerreiros, os anões de Erebor brindam os espectadores com suas cenas quase circenses de lutas e seus diálogos sempre bem humorados. Eles lutam, ajudam, brigam entre si, mas no final do dia mostram uma união comovente que os faz não desistir de seus objetivos. A cada nova sequência, entre um brinde e outro, os guerreiros liderados por Thorin conquistam e reconquistam o público a cada minuto.

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Por mais que maravilhosos personagens da trilogia O Senhor dos Anéis dêem o ar de sua graça nesse segundo filme da franquia, quem rouba a cena é Thorin. O lúcido e enigmático personagem, líder da legião dos anões, é interpretado com bastante competência pelo ator Richard Armitage (Capitão América: O Primeiro Vingador). Destemido, bravo e com uma personalidade de causar inveja a muita gente, o pequeno guerreiro exala carisma na telona.

Tauriel, personagem de Evangeline Lilly (Ex-Lost), adiciona muita emoção à trama. Além de ajudar o famoso orelhudo elfo Legolas com suas setas e facadas certeiras, vira médica para um certo soldado ferido e figura central de um surpreendente triângulo amoroso com o arqueiro mais famoso da trilogia O Senhor dos Anéis e um dos anões. A bela atriz canadense de poucos trabalhos de expressões no mundo do cinema caiu como uma luva na personagem.

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Os efeitos especiais continuam no mais alto padrão que a tecnologia deste planeta pode oferecer. Porém, o mérito de Jackson e sua equipe não vem só disso. Reunir um roteiro envolvente, uma direção louvável e cenas de tirar o fôlego, usando essa tecnologia mencionada, é uma tríplice mais do que vitoriosa, inesquecível. Os padrões para criar um filme de fantasia que agrade a qualquer tipo de público foram elevados de uma maneira considerável por este audacioso projeto.

A aventura épica, dirigida pelo genial Peter Jackson (ver o filme Almas Gêmeas) é garantia de diversão do início ao fim. Com um corte seco em seu desfecho e uma pergunta fundamental como gancho para o último filme da saga, O Hobbit: A Desolação de Smaug deve agradar não só aos fanáticos pelos textos de Tolkien mas também a todo mundo que ama cinema. Nessa próxima sexta-feira 13, Jason será esquecido facilmente, corra para o cinema e confira esse excepcional trabalho.

Somos o que Somos (2)

Somos o que Comemos

Baseada na obra mexicana Somos lo que hay (2010), exibida no Festival de Cannes, Somos o que Somos é um thriller minimalista em sua essência. Essa versão americana, que chega três anos depois do original, modifica alguns elementos cruciais em relação ao filme mexicano, elevando assim o material. O primeiro deles é a troca do ambiente urbano – uma cidade grande na produção mexicana, pelo cenário rural de uma pequena cidadezinha, no americano.

A estrutura familiar também é modificada. No mexicano tínhamos a mãe como figura dominante da família, e filhos homens e adultos como seus feitore. Na nova versão temos a figura paterna, muito mais autoritária sobre duas jovens mulheres. A trama apresenta a família Parker, aparentemente normal, muito religiosa e devota a Deus, e reclusa. Mas essa família campestre esconde um terrível segredo.

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Somos o que Somos, a nova versão, foi igualmente exibido no Festival de Cannes, desse ano, e também no de Sundance. A direção do remake é de Jim Mickle, que também assina o roteiro, e chamou a atenção dos fãs de terror com seu trabalho anterior, o filme de vampiro hardcore Stake Land – Anoitecer Violento (2011), ótimo. Mickle vem se mostrando um especialista no gênero, e já filma um próximo trabalho, Cold in July, para ser lançado em 2014.

O cineasta mostra como deve ser feita uma refilmagem, melhorando uma história ao centrar no relacionamento dos personagens, seu desenvolvimento, e apostando muito mais em atuações e interações, do que em efeitos, sonos ou gratuidade. O suspense aqui é tão grande que até quase a metade do filme não sabemos verdadeiramente do que trata. Tudo é minuciosamente preparado pelo diretor, que consegue criar um grande clima, e eleva a tensão.

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O elenco é incrivelmente satisfatório. Recheado em sua maioria de desconhecidos, todos dão conta do recado. Em especial as duas meninas protagonistas, as loirinhas angelicais e trágicas, Iris e Rose, vividas respectivamente por Ambyr Childers (Dose Dupla) e Julia Garner (As Vantagens de Ser Invisível). As duas exploram de maneira sensível a prisão física e mental em que vivem. Na parte dos rostos mais conhecidos temos a veterana dos anos 1980, Kelly McGillis (Top Gun – Ases Indomáveis), que já havia trabalhado com o diretor em seu filme anterior, e Michael Parks (Django Livre).

Bill Sage (Preciosa) se sai bem como o barbudo patriarca Frank Parker, imprimindo ao personagem autoridade e uma qualidade extremamente assustadora. Um sujeito fanático que vive por sua própria lei. Das duas filhas, Garner, que interpreta a mais jovem, é a presença mais interessante nas telas. A menina de 19 anos esteve no Cult A Fita Azul (Electrick Children), que será lançado em breve no Brasil, e ano que vem será uma das adições do elenco de Sin City: A Dama Fatal.

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Uma refilmagem precisa ser feita assim. Pegando o conceito do original para criar uma coisa totalmente nova. Não foi por falta de tentativa que tivemos Planeta dos Macacos (2001), de Tim Burton, e O Vingador do Futuro (2012), de Len Wiseman, dois filmes que ao menos tentaram ser originais, e não cópias carbono de seus predecessores. Veja o nível da coisa quando ela funciona, como em O Enigma de Outro Mundo (1982), de John Carpenter, ou A Mosca (1986), de David Cronenberg.

Junto com a estreia de Somos o que Somos teremos a de outro remake, o de Carrie – A Estranha. E se olharmos bem de perto para o que foi tentado nesses dois filmes, veremos que o esforço menor em Carrie, que apenas tenta reciclar uma velha história para um novo público. É claro que com mais barulho e efeitos especiais. Já Somos o que Somos capricha no clima, e no desenvolvimento de seus personagens. Não se enganem, essa continua sendo uma história pesada, gráfica (somente quando precisa), e não recomendada para os de estômagos mais fracos. Alguém aí está com fome?

A Grande Beleza

Um dos diretores mais fantásticos do cinema atual Paolo Sorrentino (que dirigiu a ótima atuação de Sean Penn no filme Aqui é o Meu Lugar) chega novamente aos cinemas brasileiros apresentando um personagem e seu conflito. Dessa vez, criticando assiduamente a alta sociedade europeia, seus altos e baixos, coloca um recheio de exuberância, luxo, dança e glamour através do olhar do amadurecimento de um homem e seus passeios nas memórias.

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Jep Gambardella – interpretado pelo excelente ator italiano Toni Servillo (A Bela que Dorme) – anda e contempla sua cidade, Roma. Sempre muito elegante, com seus ternos caros e seus sapatos de grife, o jornalista (famoso por ter escrito um best-seller) vive diariamente em festas na alta sociedade italiana. Cercado de pessoas e contatos importantes, somos testemunhas de diálogos maravilhosos, repletos de sarcasmo, sentimento e verdades proibidas. Levando sua vida entre um deboche e outro, Jep começa a repensar sua vida quando abordado insistentemente sobre suas próximas publicações.

Coreografias remexendo os quadris, quase um flashmob no melhor estilo macarena, além de um coral afinado anunciam que estamos prestes a entrar em um mundo exclusivo, onde só os poderosos possuem acesso. Conhecemos essa história pelo olhar amadurecido de seu protagonista. Somos jogados para um delicioso passeio dentro da alta sociedade italiana pelo olhar e conhecimento do grande personagem principal, que não deixa de ser um fantástico contador de histórias.

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Muitos vão achar que o filme não deixa de ser um resumo de contos de um excêntrico jornalista, acomodado, que começa a ter pequenos lapsos de uma grande mudança em sua vida, oriunda de lembranças de seu primeiro amor. As reflexões e conclusões geniais do Bon Vivant moldam a história escrita por Sorrentino. A perereca soviética, as confissões de um padre quase papa, as girafas que somem, poderiam muito bem ser modelados como contos que juntos formam esse belo filme.

Aos amantes de obras de arte, A Grande Beleza permite um grande tour, exclusivo para príncipes e princesas, por dentro de corredores memoráveis lembrando muito – nestas sequências – o clássico filme do russo Aleksander Sokurov, A Arca Russa. O protagonista fascina pois conhece tudo e todos. Molda seus raciocínios através da larga experiência que possui dentro dessa burguesia dominadora em que vive. O único defeito do filme é o fato de se prolongar muito no seus últimos atos. Diversas conclusões são repetidas deixando o longa-metragem repleto de densidade. O público quase cansa com toda essa repetição que chega aos nossos olhos em forma de realidade que beliscam as fábulas mais bem contadas. Por sorte, a direção é impecável e a história seduz, dando créditos.

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O amor muda destinos, modifica vidas, são dessas escolhas que vivem um ser humano, não há como negar. Sua trajetória só tem um guia, você. Seja quais forem suas escolhas daqui para frente, uma escolha certa é assistir a essa grande história.