Temporada de premiações do cinema e televisão segue a todo vapor, porém apresentando novas formas de apresentação

Com o distanciamento social sendo adotado como uma das formas mais eficazes de combater a contaminação de Covid-19, “isolamento” acabou se tornando o termo que melhor define os anos de 2020\2021. Dessa forma a indústria do entretenimento teve que se adaptar a um cenário que, em anos recentes, era inimaginável. 

Cinemas fecharam (em certos locais mais estabilizados eles estão reabrindo aos poucos e com medidas de segurança), os serviços de streaming passaram a ser o motor condutor dessa indústria e os eventos de premiação tiveram que mudar muitos fatores no tocante à organização e exibição.



Tradicionalmente esses grandes encontros são famosos pelos diversos processos quase que ritualísticos que ocorrem tanto antes quanto durante a cerimônia. Para muitos o tapete vermelho com as exibições de novas coleções de grife são eventos quase à parte do tema da noite, para outros são as presenças de celebridades nos auditórios prestigiando o sucesso de colegas.

A ameaça do novo Coronavirus provavelmente vai cancelar alguns ritos tradicionais das cerimonias

Sendo assim, as organizações responsáveis pelos dois primeiros eventos de premiação envolvendo cinema e televisão em 2021 tiveram que adotar o modelo remoto, de modo que assim se adequando aos protocolos de segurança. Inevitavelmente os momentos mencionados antes acabam não acontecendo e a própria condução da cerimônia em si, no caso a entrega dos prêmios, recebe uma dinâmica completamente nova.

Enquanto que o Oscar vai se aproximando cada vez mais, com a data de exibição prevista para 25 de abril, tanto o Globo de Ouro quanto o Critic’s Choice já passaram e deixaram indícios sobre a resposta popular ao novo formato desse ano; e ela não é boa. A percepção de que a audiência dos grandes eventos vinha, no decorrer dos anos, sofrendo uma queda vertiginosa não é novidade.

O ano de 2020, por exemplo, é considerado como o mais baixo da história em termos de espectadores sobre esses eventos; o maior deles, o Oscar, é um bom exemplo do cenário caótico. Dados da agência Nielsen Global Media, especializada em contabilização de audiência, apontaram em 2020 uma queda na média da cerimônia da Academia: foram 23.9 milhões de espectadores, um retrocesso dos 29.5 milhões de espectadores em 2019.

Aproveite para assistir:



Apesar da histórica vitória do Bong Joon-ho a audiência do Oscar 2020 não foi boa

O portal Statista reforçou a média de 2020 como a mais baixa da história, abarcando nessa afirmativa um público na faixa etária de 18 a 49 anos. O comparativo em que essa faixa demográfica é contabilizada começa em 2017 e até chegar em 2020 exibe uma queda no período para 2018 (6.8%), uma recuperação em 2019 (7.7%) e aí uma nova e vertiginosa queda em 2020 (5.3%).

Esse fraco histórico de desempenho recente também pode ser observado no Globo de Ouro. O evento organizado pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood registrou na edição de 2021, a menor média histórica envolvendo também espectadores entre 18 e 49 anos. De acordo com a Nielsen, 6.9 milhões de pessoas assistiram ao Globo de Ouro; muito menos do que o registrado no ano anterior, 18.4 milhões. 

Mesmo assim, o ano de 2020 por si só foi bastante insatisfatório em termos de desempenho, apresentando uma queda de 2% em relação ao ano anterior. Já o Critic’s Choice Awards é um tema mais complicado, principalmente envolvendo seu desempenho de 2020. Foi registrada uma queda de 33% em relação ao ano anterior quando avaliada a faixa demográfica mencionada anteriormente.



Se o mesmo vai se repetir com o Oscar não tem como saber ainda. Porém, se o histórico recente de desempenho tanto de outros eventos quanto do próprio Oscar se repetir, pode ser que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas presencie um recorde negativo sobre seu produto mais antigo e valioso. 

 

Comentários

Não deixe de assistir:

🚨 INSCREVA-SE NO NOSSO CANAL DO YOUTUBE 🚨http://bit.ly/CinePOP_Inscreva